Zero violência - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Zero violência - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Pastoral da Criança lança campanha contra violência infantil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pastoral-da-crianca-lanca-campanha-contra-violencia-infantil/ Fri, 06 Oct 2017 15:21:44 +0000 http://teste.toqueto.com/pastoral-da-crianca-lanca-campanha-contra-violencia-infantil.html A Pastoral da Criança lançou, na manhã desta sexta-feira, 6, a Campanha “Zero Violência, 100% Ternura”. A campanha já havia sido lançada no Canadá, em Quito, El Salvador e Venezuela, e tem como objetivo despertar pais, cuidadores, escolas, igreja e sociedade para a redução da violência contra a criança.

O lançamento da Campanha aconteceu em Curitiba, juntamente com o anúncio da nova exposição do Museu da Vida, denominada “Pastoral da Criança em Ação”.

A iniciativa da Campanha é do programa continental formado por outros órgãos, como o Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-Americano (Dejusol/Celam) e a World Vision, denominado “Centralidad de la Niñez”, em parceria com a Caritas América Latina e Caribe e a Associação Latinoamericana de Educação Radiofônica (ALER)

O coordenador internacional da Pastoral da Criança, Dr. Nelson Arns Neumann, explica que a campanha terá duração de três anos e pretende atingir ao todo 17 países da América Latina e do Caribe.

“Nosso objetivo é eliminar o flagelo da violência, cujos números oficiais mostram que um em cada cinco homicídios na América Latina e no Caribe tira a vida de uma criança. A iniciativa pretende promover também a eliminação de outras formas de violência contra os menores, incluindo o trabalho infantil forçado, abuso sexual e castigo físico e humilhante na família”. 

Dr. Nelson reforça que é dentro de casa que começa este cuidado, e que familiares e vizinhos devem ajudar os que tem dificuldade. “Criar com ternura, cuidar com ternura, implica construir, primeiro, uma relação de amor e respeito com a criança. Essa construção deve ser feita de forma firme, mas sem violência. A sociedade como um todo tem o dever de proteger a criança e promover um espaço saudável para que ela possa se desenvolver de forma saudável e feliz. Mas o mais importante: cada família deveria ajudar seus vizinhos que têm dificuldade”. 

O médico lembra que a pior de todas as violências ainda é a pobreza, pois reforça os outros tipos de violência e é algo com o que as pessoas têm que conviver todos os dias. Para ele, o fortalecimento das famílias é uma forma de contribuir para o fim dessa violência e, nesse sentido, a Igreja pode ajudar. 

“A Pastoral da Criança defende que o principal caminho para acabar com a violência é o fortalecimento das famílias. Não apenas em relação ao acesso à informação sobre os cuidados com a criança, mas também seu empoderamento através de redes de famílias e comunidades que não somente exigem do Estado mas, principalmente, fazem o que está ao seu alcance.”

Cada cidadão é convidado a participar da Campanha, a ser um promotor da ternura com a criança e a cultivar relações de ternura.

A Campanha “Zero Violência, 100% Ternura” se inicia hoje e vai até 2019, e contará com uma programação variada, com oficinas sobre criação com ternura com os pais, comunicadores, líderes religiosos, a coleta de 3 milhões de assinaturas pelo pacto de ternura, além de uma caminhada, “Pegadas da ternura”, e divulgação nos meios de comunicação de todos os países do continente.

Por Canção Nova

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Revolução da ternura contra violência propõe campanha da Pastoral da Criança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/revolucao-da-ternura-contra-violencia-propoe-campanha-da-pastoral-da-crianca/ Fri, 22 Sep 2017 14:28:28 +0000 http://teste.toqueto.com/revolucao-da-ternura-contra-violencia-propoe-campanha-da-pastoral-da-crianca.html Dia 6 de outubro, a Pastoral da Criança lança no Brasil a campanha continental “Zero violência, 100% ternura”. Já lançada no Canadá, em Quito, El Salvador e Venezuela, a campanha tem como objetivo despertar pais, cuidadores, jornalistas e igrejas para a redução da violência contra a criança, que segundo Maria das Graças Silva Gervásia, membro da coordenação nacional da Pastoral da Criança, ainda apresenta índices alarmantes. A representante da Pastoral da Criança esteve na CNBB e concedeu uma entrevista ao portal da CNBB sobre a campanha. “Além de lutar pela eliminação de toda forma de violência contra a criança, é necessário investir alto na prevenção”, disse. Acompanhe a íntegra a seguir.

1) Por que a violência contra a criança ainda é tão presente na nossa sociedade e nas famílias? Qual o pior tipo de violência contra a criança?

Infelizmente na nossa sociedade plantamos as sementes da violência nas crianças, quando as punimos por algo que fizeram de errado. Isso vai lhes dar a ideia de que qualquer pessoa que faz algo errado precisa ser punida. E isso vai se tornando um ciclo de desrespeito, de violência. E quem é mais frágil? A criança. Pensamos em muitas formas de violência contra a criança (física, psicológica, sexual, social), mas consideramos que a pior forma ainda é a pobreza, como bem apresenta o neto de Gandhi, líder do movimento pela não violência . Segundo ele, nós somos muito egoístas, quando ignoramos a pobreza, achando que não é da nossa conta. Ainda existe a ideia de que as pessoas são pobres por serem estúpidas, incapazes, e que não há nada a se fazer. E reforça, os outros tipos de violência tendem a ser imediatos e de curta duração. Já a pobreza é algo com o que as pessoas têm que conviver dia e noite

2) Por que é importante eliminar a violência contra a criança?

Todas as pessoas têm um papel a desempenhar nesta causa, prevenindo todas as formas de violência contra as crianças, onde quer que aconteça e independentemente de quem a pratica e investir em programas de prevenção para enfrentar as causas. Se você ensina a criança usando a violência, ela se torna um adulto violento, pois foi isso que aprendeu.

3) Como a presença da Igreja e da sociedade contribui para o fortalecimento das famílias no sentido de evitar a violência contra a criança?

Infelizmente hoje a única interação entre pais e filhos costuma ser quando eles voltam para casa do trabalho e estão tão cansados que mal conseguem dar atenção para as crianças. Nesse sentido, como podemos criar boas crianças, que tenham amor e respeito? E quando na família prevalece o desemprego, a bebida, o que nós como igreja, não somente a católica, mas todas as formas de expressão religiosa, estamos fazendo para estar junto dessa família para fortalecê-la? E a sociedade como um todo, como está presente nessas situações? A comunidade está unida para ajudar a família ou está preparada apenas para denunciar? A denúncia quando necessária, precisa acontecer, mas em última instância, quando esgotadas todas as possibilidades de fortalecer a família. E se alguém toma a iniciativa de ajudar a família, isso afeta de forma positiva toda a comunidade. Como exemplo, as ações das pastorais, os serviços voltados para evitar a violência, reforçando o que pede o Documento de Aparecida – a criança é prioridade absoluta para a Igreja, o Estado, a família, a sociedade.

4) Quais as estratégias podem ser usadas para a criança não perder o vínculo familiar?

Esgotadas todas as possibilidades de fortalecer a família para que a criança permaneça com os seus, há a possibilidade do programa Família Acolhedora, onde a criança não perde a convivência familiar que necessita para o seu desenvolvimento e evita que fique muito tempo em abrigos. Esta é, portanto, encaminhada para parentes que irão abrigá-la ou para famílias voluntárias, que oferecem o mesmo cuidado por um período de um ano e garantem os direitos. E o mais importante é que o objetivo do programa é encaminhar a criança para o convívio com outra família, até que a sua família receba o atendimento e apoio necessários para reassumir a sua responsabilidade. Portanto, há alternativas, só temos que ir buscá-las.

5) Diversas Instituições se uniram para realizar a Campanha “Zero violência, cem por cento Ternura”. Quais são os principais objetivos desta Campanha?

A campanha é um projeto do Programa Centralidad de la Ninẽz (PCN), que envolve além dos três parceiros: a Pastoral da Criança Internacional, A Visão Mundial, o Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam), a Caritas América Latina e Caribe e a Associação Latinoamericana de Educação Radiofônica (ALER). Queremos com a campanha sensibilizar os pais, as mães, professores, líderes religiosos, políticos, comunicadores, enfim todo mundo, para lutar contra este terrível flagelo que é a violência em todas suas manifestações que afetam milhares de crianças em todo o continente americano. E insistimos também que só com uma revolução da ternura, da não violência, que poderemos transitar pelo caminho da solidariedade, da humildade e da fortaleza.

6) Como se dará na prática essa Campanha? Que atividades estão programadas?

Ela acontecerá em várias etapas, iniciando agora em 2017 e indo até 2019. Haverá oficinas sobre criação com ternura com os pais, comunicadores, líderes religiosos; a coleta de 3 milhões de assinaturas pelo pacto de ternura; uma caminhada, pegadas da ternura, passando por todos os países do continente americano; e além disso, será feita muita divulgação nos meios de comunicação.

7) Como cada pessoa que está nos ouvindo pode colaborar com esta Campanha “Zero violência, cem por cento Ternura”?

Primeiramente, se comprometendo com o pacto de ternura, sendo um promotor, uma promotora da ternura com a criança, reconhecendo e sanando sua própria história de violência; cultivando relações de ternura, livres de violência contra as crianças. Enfim, fazer a partir do seu testemunho, outras pessoas se apaixonem pela causa. Necessitamos de todas as pessoas para eliminar a violência contra a criança.

Por CNBB

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