voo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png voo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa se desculpa com vítimas de abuso por palavra que usou sobre Dom Barros https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-se-desculpa-com-vitimas-de-abuso-por-palavra-que-usou-sobre-dom-barros/ Tue, 23 Jan 2018 10:27:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50323 Na coletiva de imprensa que concedeu no avião papal que o levou de Lima para Roma, o Papa Francisco se desculpou pela palavra “prova”, que usou em sua resposta sobre o Bispo chileno Juan Barros, que é acusado por algumas pessoas de encobrir os crimes do sacerdote Fernando Karadima, e que gerou uma série de críticas no país sul-americano.

No dia 18 de janeiro, antes de celebrar a Missa em Iquique, o Papa disse aos jornalistas: “No dia que me trouxerem uma prova contra Dom Juan Barros, eu vou falar a respeito. Não há nenhuma prova contra ele. Tudo é calúnia. Está claro?”.

Dom Barros lidera a Diocese de Osorno desde 2015 e sempre se disse inocente de encobrir os abusos do sacerdote Fernando Karadima, declarado culpado pela Congregação para a Doutrina da Fé em fevereiro de 2011.

No avião papal, uma jornalista chilena questionou o Santo Padre: “Por que acredita mais no testemunho de Dom Barros do que no das vítimas? Não se trai um pouco essa confiança que o senhor mesmo cultivou no Chile?

Francisco, que no dia 16 de janeiro se reuniu com um grupo de vítimas de abusos, disse que compreendia a pergunta da jornalista e pediu desculpas por ter usado a palavra “prova” em vez de “evidência”.

“O que sentem os abusados? E com isso devo pedir desculpas, porque a palavra ‘prova’ feriu, feriu muitos abusados: ‘Ah, eu tenho que ir buscar a evidência disso?’. Não. É uma palavra de tradução do princípio legal, é ferida… E lhes peço perdão se os feri sem perceber. É uma ferida sem querer”.

O Papa Francisco disse que em Iquique “a palavra ‘prova’ é a que me traiu e gerou confusão. Eu falaria de evidências. E claro, então eu sei que há muitas pessoas abusadas e que não podem trazer uma prova, não a têm. E que não podem, ou às vezes a têm mas têm vergonha, que cobrem e sofrem em silêncio. O drama dos abusados é tremendo, é tremendo”.

“Isso me causou tanta dor, porque os recebo (as vítimas)… no Chile eu os recebi… dois se sabe e houve outros mais escondidos”, indicou.

Francisco assinalou que “a palavra ‘prova’”, em sua resposta aos jornalistas em Iquique, “não era a melhor para aproximar-me de um coração dolorido. Eu diria ‘evidências’. O caso de Barros foi estudado, reestudado, e não há evidências. É o que quis dizer. Não tenho evidências para condenar. Então, se eu condenasse sem evidências ou sem certeza moral, eu cometeria um delito de mau juiz”.

Em seguida, passando às acusações contra Dom Barros, o Papa recordou que, no Chile, há quatro bispos aos quais Fernando Karadima enviou ao seminário e que uma pessoa na Conferência Episcopal sugeriu que “renunciassem, entregassem sua demissão, tomara um ano sabático e depois, passada a tormenta, para evitar acusações (voltaram) porque são bons bispos”.

Francisco explicou que, depois dessa sugestão, Dom Barros apresentou sua renúncia a Roma e lhe “disse ‘não’, assim não se joga porque isso é admitir a culpabilidade prévia”. Além disso, afirmou que se em uma investigação contra candidatos a bispos encontra-se que são culpados, “eu o freio”.

Dom Barros, recordou, foi nomeado em 2015 como Bispo de Osorno “e seguiu adiante todo este movimento de protesto”. O Prelado “me deu a renúncia pela segunda vez e lhe disse ‘não, você vai’”, assinalou.

O Santo Padre disse que o caso de Dom Barros foi investigado mais uma vez e se viu que não há “as evidências. E isso é o que quis dizer: não pude condená-lo, porque não tenho as evidências, embora eu esteja convencido de que é inocente”.

Na coletiva de imprensa, também perguntaram ao Papa sobre uma declaração que o Cardeal Sean O’Malley, Arcebispo de Boston (Estados Unidos) e presidente Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, emitiu no sábado, 20 de janeiro, acerca das palavras do Santo Padre em Iquique.

O Purpurado norte-americano assinalou em sua declaração que “é compreensível que as declarações do Papa Francisco” no “Chile tenham sido motivo de grande dor para os sobreviventes de abusos sexuais cometidos pelo clero ou algum outro perpetrador”.

“As palavras que levam a mensagem ‘se não pode provar suas acusações então não vão acreditar em você’ abandonam aqueles que sofrem repreensíveis violações criminais de sua dignidade humana e relegam os sobreviventes a um exílio desacreditado”, prosseguiu o Arcebispo de Boston.

O Cardeal disse que não conhece pessoalmente os fatos sobre o quais o Santo Padre opinou, mas o que sabe é que “o Papa Francisco reconhece plenamente as grandes falhas da Igreja e o clero que abusou das crianças gerando um impacto devastador nos sobreviventes e seus entes queridos”.

“Pensei no Cardeal O’Malley”, indicou Francisco. “Agradeço ao Cardeal O’Malley por sua declaração, porque foi muito justa. Disse tudo o que eu fiz e faço e o que a Igreja faz e, em seguida, falou da dor das vítimas”, assinalou.

“Como disse no começo, há muitas vítimas que não são capazes, por vergonha ou pelo que seja, de levar um documento ou um testemunho disso”, acrescentou.

Por ACI Digital

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Durante voo para Colômbia, Papa saúda jornalistas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/durante-voo-para-colombia-papa-sauda-jornalistas/ Wed, 06 Sep 2017 16:32:51 +0000 http://teste.toqueto.com/durante-voo-para-colombia-papa-sauda-jornalistas.html O Papa Francisco saiu na manhã desta quarta-feira, 6, de Roma a Bogotá, na Colômbia, num voo que deve durar 12 horas. Logo no início da viagem, o porta-voz do Vaticano, Greg Burke, deu as boas-vindas ao Santo Padre e mencionou que o Papa não faria uma coletiva de imprensa, mas uma saudação ao grupo de 71 jornalistas que o acompanham no voo que o leva para sua 20° visita apostólica internacional.

O Pontífice agradeceu a companhia e o apoio à viagem que irá, inclusive, “ajudar a Colômbia a seguir em frente no seu caminho de paz”. Francisco ainda pediu uma oração e agradeceu, com antecedência, pelo trabalho que será desenvolvido pelos jornalistas.

O Papa também comentou que irão sobrevoar a Venezuela e pediu uma oração também por esse país latino-americano “para que possa promover o diálogo” e “encontrar uma estabilidade, com o diálogo com todos”.

O avião que leva Francisco à Colômbia, segundo informações oficiais do Vaticano, vai precisar mudar de rota para evitar o furacão Irma, de categoria 5, que está sobre o Caribe. A aeronave deveria voar sobre o território americano de Porto Rico, mas agora deve se deslocar mais ao sul, entrando no espaço aéreo das ilhas de Barbados, Granada e Trinidad e Tobago.

Ao chegar em Bogotá, do aeroporto o Papa deve se transferir à Nunciatura Apostólica de papamóvel. Cerca de 700 mil pessoas irão acompanhar o trajeto de 15 quilômetros.

Por Rádio Vaticano

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No voo de retorno a Roma, Papa falou sobre encontro com Trump e paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-voo-de-retorno-a-roma-papa-falou-sobre-encontro-com-trump-e-paz/ Mon, 15 May 2017 14:16:57 +0000 http://teste.toqueto.com/no-voo-de-retorno-a-roma-papa-falou-sobre-encontro-com-trump-e-paz.html A iminente audiência ao Presidente dos EUA, Donald Trump, o modo como o Vaticano enfrenta o combate à pedofilia na Igreja e as aparições em Medjugorie foram os principais temas questionados pelos jornalistas ao Papa Francisco, no voo de retorno de Fátima a Roma, no sábado, 13.

Audiência com Donald Trump em 24 de maio

Em relação ao encontro com o Presidente estadunidense, previsto para 24 de maio no Vaticano, um jornalista lhe pediu uma consideração sobre a política de Trump e as evidentes diferenças com algumas de suas mensagens em matéria de imigração e defesa do meio ambiente. Francisco respondeu que “não costuma julgar as pessoas sem ouvi-las antes”:

“Existem sempre portas não-fechadas. Vou procurar as portas semiabertas, entrar e falar sobre coisas comuns e prosseguir, passo após passo. A paz é artesanal, se faz todos os dias; e também a amizade entre as pessoas… o conhecimento mútuo, o respeito… se fazem todos os dias. É preciso ser muito sincero com o que cada um pensa”.

Mensagem de paz, sempre e com qualquer um

Sobre o que dirá ao Presidente, o Papa se comprometeu a repetir a mensagem de paz de Fátima “com quem quer que fale”:

“Paz. De que vou falar eu, daqui para a frente, seja com quem for? Paz”, afirmou. E relatou que, antes de viajar para Portugal, recebeu um grupo de cientistas de diferentes religiões, mas também ateus e agnósticos e, um deles, ateu, disse algo que lhe “tocou o coração”.

“Peço-lhe um favor: diga aos cristãos que amem mais aos muçulmanos. Esta é uma mensagem de paz”, citou.

Aparições em Medjugorie? Continuar indagando!

Em seguida, um dos 70 jornalistas que estavam a bordo lhe perguntou sobre o que pensa das aparições de Nossa Senhora no Santuário mariano de Medjugorie, que desde 1981 despertam tanto fervor religioso.

O Papa questionou a repetição sistemática de relatos de aparições, defendendo a necessidade de aprofundar a situação desta localidade na Bósnia meta de peregrinações de centenas de milhares de católicos todos os anos.

Sendo ou não julgada “digna de fé” pela Igreja, toda aparição “pertence à esfera privada” e cada fiel é livre para acreditar nela ou não, lembrou o Pontífice.

Existe uma Comissão, criada pelo Papa emérito Bento XVI e encabeçada pelo Cardeal Camillo Ruini, que investiga os casos desde 2010 e entregou ao Papa Francisco um relatório em 2014.

“Quanto às aparições atuais, o relatório apresenta dúvidas. Eu pessoalmente sou mais duro, prefiro Nossa Senhora Mãe, nossa Mãe, e não Nossa Senhora chefe de uma repartição, que todos os dias manda uma mensagem a determinada hora. Esta não é a Mãe de Jesus”.

O Papa acrescentou ainda que “estas alegadas aparições não têm tanto valor. Digo-o a título pessoal, mas é claro. Quem é que pode pensar que Nossa Senhora venha dizer: amanhã, à hora tal, direi uma mensagem a tal vidente… Não”, respondeu.

À parte isso, há “o acontecimento espiritual, o acontecimento pastoral, pessoas que vão lá e se convertem, que encontram Deus e mudam de vida… Não há ali uma varinha mágica. Este acontecimento espiritual, pastoral e não se pode negar”, constatou.

Renúncia de Collins e combate à pedofilia

Os abusos sexuais cometidos por membros da Igreja também foram pauta da coletiva aos jornalistas. O Papa voltou a mostrar a sua determinação em combatê-los, afirmando que não perdoa estes crimes a nenhum sacerdote.

“Nunca assinei um indulto”, disse aos jornalistas. A afirmação respondeu à questão relativa à demissão da irlandesa Marie Collins da Comissão Pontifícia para a Tutela de Menores.

Em sua carta de demissão, dirigida ao Papa Francisco, a leiga católica, que foi vítima de abusos, expressou sua “frustração pela falta de cooperação de alguns departamentos da Cúria Romana com a Comissão”.

Segundo o Papa, que conversou pessoalmente com Collins, “ela fez acusações e tem alguma razão, porque há muitos casos atrasados; porque estavam acumulados lá”. Francisco revelou que há um total de 2 mil processos à espera de decisão.

Progressos

“Neste período, foi preciso fazer a legislação e hoje, em quase todas as dioceses, há um protocolo para estes casos: é um grande avanço”, acrescentou, informando que mais funcionários estão sendo adicionados e que o Vaticano está “no caminho certo”.

“Quando um sacerdote é demitido do estado clerical pode recorrer da decisão, mas agora o recurso é estudado por outro tribunal, dirigido pelo Arcebispo de Malta, Dom Scicluna. Quem recorre, tem direito a ter um defensor, mas se se aprovar a primeira sentença, acaba o caso”.

Sem mais instâncias de recurso, ao condenado resta escrever uma carta de clemência ao Papa que, como afirmou, “nunca assinou uma”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Venezuela, Coreia e direitos humanos entre os temas da entrevista do Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/venezuela-coreia-e-direitos-humanos-entre-os-temas-da-entrevista-do-papa/ Tue, 02 May 2017 09:01:06 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45934 Como já é habitual ao concluir suas viagens internacionais, o Papa Francisco concedeu uma roda de imprensa no voo de retorno a Roma após a sua viagem ao Egito entre os dias 28 e 29 de abril.

Em diálogo com os jornalistas, o Santo Padre tratou diversos temas como a forma em que se realizam as audiências privadas que concede, a situação atual da Venezuela, entre outros.

“Boa tarde. Agradeço-lhes pelo trabalho, porque foram 27 horas, acredito, de muito trabalho. Muito obrigado por tudo o que têm feito. Estou à sua disposição”, disse o Papa inaugurando a rodada de perguntas de jornalistas de veículos de imprensa de vários países.

O primeiro entrevistador foi Paolo Rodari (do Jornal italiano La Repubblica). “Quero lhe perguntar sobre o propósito do encontro com o Presidente (egípcio) Al Sisi. Do que falaram? Tratou-se o tema dos direitos humanos? E mais concretamente, falaram que caso de Giulio Regeni?

(Ndt: Regeni era um italiano de 28 anos que estava estudando um doutorado, que foi torturado e assassinado no Cairo em janeiro de 2016, um caso pelo qual o governo do Egito recebeu diversas acusações porque ainda não foi elucidado).

O Papa Francisco respondeu: Sobre isto, vou dar uma resposta geral para logo chegar ao particular. Geralmente, quando estou com um chefe de estado em diálogo privado, isso permanece em privado, a menos que, em acordo, digamos ‘este ponto o faremos público’. Mantive 4 diálogos privados lá: com o grande ímã de Al Azhar, com Al Sisi, com o Patriarca Tawadros e com o Patriarca Ibrahim. Acredito que devem manter-se em privado. Por respeito, devem-se manter reservados.

Em relação à a pergunta sobre Regeni eu estou preocupado. Da parte da Santa Sé me moveram neste tema, porque os pais também me pediram isso, a Santa Sé se moveu. Não direi como nem onde, mas houve um movimento da parte da Santa Sé.

Em seguida, Darío Menor do Correo Español dirigiu esta pergunta ao Papa: “Ontem o sr. disse que a paz, a prosperidade e o desenvolvimento merecem cada sacrifício, e logo sublinhou o respeito aos direitos inalienáveis do homem. Significa isto um respaldo ao governo egípcio, um reconhecimento de seu papel no Oriente Médio como, por exemplo, a defesa dos cristãos, apesar da falta de garantias democráticas deste governo?”

Papa Francisco: Não. Deve-se interpretar literalmente como valores em si mesmos. Disse aquilo sobre defender a paz, defender a harmonia dos povos, defender a igualdade dos cidadãos, seja qual seja a religião que professam, são valores. Eu falei dos valores. Se um governante defender um ou defende o outro, esse é outro problema. Fiz 18 visitas. Em cada um dos países escutei: ‘O Papa respalda a aquele Governo’, porque sempre um governo tem suas debilidades ou tem seus adversários políticos que dizem umas coisas ou outras. Eu não me misturo. Eu falo dos valores, e que cada um veja e julgue se este governo, este Estado ou aquele outro, levam adiante esses valores.

Phil Pulella (da agência Reuters) perguntou: Você falou em seu primeiro discurso do perigo das ações unilaterais, e que todos devem ser construtores da paz, no primeiro discurso de ontem. Agora falou muito da terceira guerra mundial em pedaços, mas parece que hoje esse medo e ânsia está concentrada no que está ocorrendo na Coreia do Norte.

Papa Francisco: Sim, é o lugar onde se concentra.

Pulella: Exato, é o ponto onde se concentra. O Presidente Trump mandou uma frota militar ao longo da costa da Coreia do Norte, o líder da Coreia do Norte ameaçou bombardear a Coreia do Sul, o Japão, inclusive os Estados Unidos se conseguem construir mísseis de longo alcance. As pessoas têm medo e se está falando da possibilidade de uma guerra nuclear com toda naturalidade. Você, se vir o presidente Trump mas também a outras pessoas, o que diria a estes líderes que têm a responsabilidade do futuro da humanidade?, porque estamos em um momento bastante crítico. 

Papa Francisco: Mas eu os contato, ligo para eles e os contatarei como contatei os líderes em diversos lugares para trabalhar na resolução dos problemas no caminho da diplomacia, e temos os facilitadores, muitos no mundo. Há mediadores que se oferecem, há países como a Noruega, por exemplo, ninguém pode acusar a Noruega de ser um país ditatorial, e sempre está disposto a ajudar, a dar exemplo, mas aí há vários.

O caminho é o caminho da negociação, o caminho da solução diplomática. Esta guerra mundial a pedaços, da qual venho falando há mais ou menos dois anos, é a pedaços, mas os pedaços estão se estirando, estão se concentrando, estão se concentrando em pontos que já estavam quentes, porque isto dos mísseis da Coreia vêm de um ano longo, mas agora parece que a coisa se esquentou muito.

Eu sempre chamo a resolver os problemas pelo caminho da via diplomática, da negociação. Porque o futuro da humanidade, hoje uma guerra alargada destrói, não digo a metade da humanidade, mas uma boa parte da humanidade e da cultura, tudo, tudo. Seria terrível. Acredito que hoje a humanidade não é capaz de suportá-lo.

Esperemos que aqueles países que estão sofrendo uma guerra interna, dentro deles, onde está se produzindo fogo de guerra, no Oriente Médio, por exemplo, mas também na África, ou no Iêmen. Paremos! Procuremos uma solução diplomática! E nisso acredito que as Nações Unidas têm o dever de repreender um pouco a sua liderança, porque se aguou um pouco.

“Deseja encontrar-se com o Presidente Trump quando vier a Europa? Formulou-se uma petição para este encontro?”, perguntou o representante da Reuters.

Papa Francisco: “Não me informaram pela Secretaria de Estado que haja uma petição nesse sentido, mas eu recebo a todos os Chefes de Estado que solicitam uma audiência”.

Já o jornalista Antonio Pelayo de Antena 3 perguntou sobre a Venezuela: “Santo Padre, a situação na Venezuela se degenerou ultimamente de modo muito grave e houve muitas mortes. Queria lhe perguntar se a Santa Sé e você pessoalmente pensam relançar essa ação, essa intervenção pacificadora e de que formas poderia assumir essa ação.

Papa Francisco: “Houve uma intervenção da Santa Sé sob pedido forte de quatro Presidentes que estavam trabalhando como facilitadores. E a coisa não resultou. E ficou aí.

(nDT: O pontífice se referia às ações da Santa Sé em 2016 a pedido dos ex-presidentes José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha), Leonel Fernández (República Dominicana), Martín Torrijos (Panamá) e Ernesto Samper (Colômbia) que não produziram resultado em termos de abertura ao diálogo com o governo de Nicolás Maduro).

Não resultou porque as propostas não eram aceitas, ou se diluíam, era um Sim-sim, mas não-não. Todos conhecemos a difícil situação da Venezuela, que é um país que eu estimo muito. E sei que agora estão insistindo, não sei bem de onde, acredito que da parte dos quatro presidentes, para relançar esta facilitação e estão procurando o lugar. Eu acredito que tem que ser com condições mas, condições muito claras. Parte da oposição não quer isto. É curioso, a mesma oposição está dividida, e por outro lado parece que os conflitos se agudizam cada vez mais. Mas há algo em movimento. Estive informado disso, mas está muito no ar ainda. Mas, tudo o que se pode fazer pela Venezuela é preciso fazê-lo, com as garantias necessárias”, sentenciou o Santo Padre.

Ao final das perguntas o Papa Francisco disse aos jornalistas: “Obrigado a vocês pelo trabalho que fazem e que ajuda muita gente. Vocês não sabem o bem que podem fazer com suas crônicas, com seus artigos, com seus pensamentos.

Temos que ajudar as pessoas e ajudar também à comunicação, para que a comunicação, também a imprensa, leve-nos a coisas boas, e não nos leve a desorientações que não nos ajudam. Muito obrigado! E bom jantar! Rezem por mim!”

Por ACI Digital

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