vontade de Deus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png vontade de Deus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O cristão não consulta horóscopos, vive a vontade de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-cristao-nao-consulta-horoscopos-vive-a-vontade-de-deus/ Mon, 26 Jun 2017 11:53:55 +0000 http://teste.toqueto.com/o-cristao-nao-consulta-horoscopos-vive-a-vontade-de-deus.html O Papa Francisco criticou na homilia da Missa na Casa Santa Marta os cristãos que consultam os horóscopos e cartomantes e se paralisam na vida, em vez de procurar viver em tudo a vontade de Deus e glorificá-lo, inclusive nos momentos ruins.

Um cristão “que está parado” não é um “verdadeiro cristão”, por isso advertiu a respeito do perigo de “se instalar e ficar parado” em vez de “confiar em Deus”.

Francisco refletiu sobre a primeira leitura do dia, extraída do Livro do Gênesis, na qual se fala de Abraão: “Este é o estilo da vida cristã, o estilo nosso como povo”, baseado em três dimensões: o “despojamento”, a “promessa” e a “bênção”.

“O ser cristão tem sempre esta dimensão do despojamento que encontra a sua plenitude no despojamento de Jesus na Cruz. Sempre há um ‘vai’, um ‘deixa’, para dar o primeiro passo: ‘Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai’. Se fizermos memória veremos que nos Evangelhos a vocação dos discípulos é um ‘vai’, ‘deixa’ e ‘vem’”.

Portanto, os cristãos devem ter a “capacidade” de serem despojados, se não se deixam “despojar e crucificar com Jesus”, não são cristãos autênticos.

“O cristão não tem um horóscopo para ver o futuro; não procura a necromante que tem a bola de cristal, para que leia a sua mão. Não, não. Não sabe aonde vai. Deve ser guiado. Esta é a primeira dimensão de nossa vida cristã: o despojamento”, disse o Papa.

“Mas, por que o despojamento? Para ir em direção a uma promessa. Esta é a segunda. Somos homens e mulheres que caminham para uma promessa, para um encontro, para algo, uma terra, diz a Abraão, que devemos receber como herança”.

O Santo Padre recordou que Abraão “confia Deus” e sempre “está em caminho”. “O caminho começa todos os dias na parte da manhã; o caminho de confiar no Senhor, o caminho aberto às surpresas do Senhor, muitas vezes não boas, muitas vezes feias. Pensemos em uma doença, uma morte. Mas é um caminho aberto, pois eu sei que Tu me irás conduzir a um lugar seguro, a uma terra que preparaste para mim; isto é, o homem em caminho, o homem que vive em uma tenda, uma tenda espiritual”.

O Papa também alertou que quando a alma “se ajeita muito, se ajeita demais, perde essa dimensão de ir em direção da promessa e em vez de caminhar em direção da promessa, carrega a promessa e possui a promessa. E não deve ser assim, isso não é realmente cristão”.

A terceira dimensão é a “bênção”. O cristão “abençoa”, ou seja, “fala bem de Deus e fala bem dos outros” e “é abençoado por Deus e pelos outros”.

E este é o esquema “da nossa vida cristã”, porque todos “devemos abençoar os outros, ‘falar bem dos outros’ e ‘falar bem a Deus dos outros’”.

Francisco também advertiu que estamos acostumados “a não falar bem” do próximo, quando “a língua se move um pouco como quer”, em vez de seguir o “nosso Pai”.

Leitura comentada pelo Papa:

Primeira leitura – Gênesis 12,1-9

Naqueles dias, 1o Senhor disse a Abrão: “Sai da tua terra, da tua família e da casa do teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar. 2Farei de ti um grande povo e te abençoarei: engrandecerei o teu nome, de modo que ele se torne uma bênção. 3Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão abençoadas todas as famílias da terra!”

4E Abrão partiu, como o Senhor lhe havia dito, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos, quando partiu de Harã. 5Ele levou consigo sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló e todos os bens que possuíam, bem como todos os escravos que haviam adquirido em Harã. Partiram rumo à terra de Canaã e ali chegaram.

6Abrão atravessou o país até o santuário de Siquém, até o carvalho de Moré. Os cananeus estavam então naquela terra. 7O Senhor apareceu a Abrão e lhe disse: “Darei esta terra à tua descendência”. Abrão ergueu ali um altar ao Senhor que lhe tinha aparecido.

8De lá, deslocou-se em direção ao monte que estava a oriente de Betel, onde armou sua tenda, com Betel a ocidente e Hai a oriente. Ali construiu também um altar ao Senhor, e invocou o seu nome. 9Depois, de acampamento em acampamento, Abrão foi até o Negueb.

Por ACI Digital

]]>
46973
Nossa oração muda a vontade de Deus? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/nossa-oracao-muda-a-vontade-de-deus/ Wed, 07 Jun 2017 09:45:11 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46681 Conhecemos a famosa frase: “Tudo pode ser mudado pela força da oração”. Ela já deu até música, como canta Salette Ferreira. Mas você já se perguntou se a sua oração é capaz mesmo de mudar a vontade de Deus? Com os seus pedidos e com a sua súplica, Deus mudaria sua vontade? Seria possível nós, como criaturas, mudarmos a vontade do Criador?

Saiba que, se você já se fez essa pergunta, não foi o primeiro. São Tomás de Aquino, um grande santo e doutor da Igreja, já nos catequizou em cima dessa pergunta. Em sua Suma Teológica, no artigo 2, da questão 83 da II IIª Parte, onde fala especificamente da oração, ele nos aponta a reposta dessa pergunta, que lhe é feita exatamente desta forma: “A oração dobra o espírito, a quem oramos, a fazer o que lhe pedimos? Ora, o espírito de Deus é imutável e inflexível, conforme aquilo da Escritura: ‘Mas o triunfador em Israel não perdoará nem se dobrará pelo arrependimento’, logo, não é conveniente orarmos a Deus.”

Qual o sentindo de orar?

Se não somos capazes de dobrar a Deus, a quem oramos, então, qual o sentido de orar? Qual o sentido de pedir, se não vamos conseguir o que queremos, já que Deus não vai se dobrar à nossa vontade? É aí que Tomás nos apresenta o sentido da oração. Nós, homens, não oramos para mudar a vontade de Deus, ao contrário, oramos para alcançarmos aquilo que Ele nos ofereceu, mas que só conseguiremos por meio da oração.

É mais ou menos assim: Deus me deu um presente, mas deixou do outro lado da rua. Para que eu pegue esse presente, faz-se necessário que eu atravesse a rua. Se eu ficar parado desse lado, nunca conseguirei o presente. Com isso, entendemos que, Deus nos deu um presente e a via para o qual conseguiremos alcançá-lo é a oração. Se eu não atravessar, não pego o presente; se eu não orar, não pego o presente. O mais interessante é saber que Deus já me deu esse presente. Ele não vai me dar quando eu chegar do outro lado, ele já é meu, mesmo que eu fique desse lado da rua, ele já está lá.

A oração nos muda

A oração, portanto, não é para mudar a vontade de Deus, mas é para que ela nos mude. Orando, e somente orando, vamos entender qual é a vontade de Deus para nossa vida. Por isso, é extremamente necessário ter uma vida de oração, pois é por meio dela que vamos entrar em sintonia com a vontade do Senhor. É a vida de oração (e aqui podemos traduzir como a intimidade com Deus) que vai moldar o nosso coração no formato do coração de Deus. A própria oração tem várias características: oração de intercessão, de súplica, agradecimento, louvor a Deus etc. Todas elas vão nos fazer mais próximo do coração de Deus.

Então, não deixemos de pedir, não deixemos de orar pensando que a oração não tem efeito, já que não vamos mudar Deus. Muito pelo contrário, rezemos mais, peçamos mais, pois é essa oração que vai nos mudar. E é isso o que importa: nossa conversão diária, para, cada vez mais, estarmos perto de Deus.

Por Guilherme Zapparoli para Canção Nova, via Aleteia

]]>
46681