Visita - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:41 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Visita - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco visita Bento XVI para saudá-lo pela Páscoa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-visita-bento-xvi-para-sauda-lo-pela-pascoa/ Wed, 28 Mar 2018 10:14:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51472 A Santa Sé informou que o Papa Francisco visitou o Papa Emérito Bento XVI para saudá-lo por ocasião da Páscoa. [Na foto, Bento XVI e o Papa Francisco em um encontro anterior.]

“O Santo Padre, como faz em diversas ocasiões, visitou Bento XVI à tarde para saudá-lo pela Páscoa”, informou o Vaticano.

Desde que renunciou ao pontificado em 2013, Bento XVI vive no mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano.

O encontro mais recente entre ambos foi em 21 de dezembro de 2017, quando Francisco visitou o seu predecessor para saudá-lo pelo Natal.

Em várias ocasiões, Francisco expressou o seu apreço a Bento XVI.

Em junho de 2016, no voo que o levou da Armênia a Roma, o Papa Francisco afirmou que Bento XVI “me cobre as costas com a sua oração”.

“E Bento está no monastério, rezando. Fui visitá-lo muitas vezes, ou por telefone”, recordou o Papa, que assegurou que “é uma graça ter em casa o avô sábio”, fazendo referência ao seu antecessor.

Por ACI Digital

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Papa Francisco e Padre Pio: sinais de misericórdia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-e-padre-pio-sinais-de-misericordia/ Fri, 16 Mar 2018 08:08:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51300 Muita expectativa e organização para a visita do Santo Padre, pois esta é a primeira vez que um Papa vai também a Pietrelcina, afirmou Frei Belpiede em uma entrevista a Debora Donnini do Vatican News.

São João Paulo II foi a Padre Pio, depois o Papa Bento XVI, e agora também nosso Papa Francisco. E, pela primeira vez, o Papa não irá apenas a San Giovanni Rotondo, onde está o corpo dele, mas também a Pietrelcina, ou melhor, a Piana Romana. O Papa, na verdade, não vai à aldeia de Pietrelcina, mas nesse lugar – Piana Romana – um pouco mais alto, um lugar montanhoso, onde teria dito Padre Pio: “Em Pietrelcina havia Jesus, e tudo aconteceu lá”.

Uma grande programação, com crianças enfermas, jovens e religiosos, está prevista para esta viagem do Papa Francisco a Pietrelcina. A jornalista Debora Donnini esteve no local e conversou com algumas pessoas que estão diretamente envolvidas nesta passagem do Papa.

Casa de Alívio ao Sofrimento

Uma das etapas fundamentais da viagem do Papa a San Giovanni Rotondo é a visita ao departamento de Oncologia Pediátrica do hospital, uma estrutura criada por Padre Pio em 1956 e hoje um polo de excelência nos cuidados e na pesquisa, visitada também por Bento XVI em 2009. A Doutora Lucia Miglionico, diretora médica do departamento, nos fala do encontro com o Papa e da espera das crianças.

A ala está comemorando, porque finalmente verão o Papa em carne e osso. Então, há muita agitação, como somente as crianças conseguem fazer. Eles realmente estão esperando por ele.

Os trabalhos particulares que as crianças estão preparando – além de cartas, cartazes, desenhos – são seus pensamentos especiais para o Papa, são pensamentos espontâneos. Ontem vi uma das cartas das crianças em que estava escrito: “Santo Padre, peço por você, mas reza pela minha avó, porque agora ela é a única que ajuda meu irmãozinho em casa, porque mamãe está comigo no hospital. Aqui, acho que é a oração mais bonita que o Papa pode ter nas mãos e no coração.

Temos 22 leitos, mas temos um day-hospital que acolhe entre 15 a 20 crianças por dia. Nesse dia, o Papa encontrará na ala não menos de 40 crianças, que estão sendo tratadas atualmente. Porém, fora do departamento, haverá dezenas e dezenas de crianças que foram curadas para se encontrarem com ele.

Rupnik: Quem ama conhece os estigmas

Padre Marko Ivan Rupnik, que junto com o Centro Aletti, criou os mosaicos na cripta da nova Igreja de São Pio, localizada em San Giovanni Rotondo, falou do vínculo entre o Papa Francisco e o Padre Pio em vista da sua viagem a estes lugares santos no próximo sábado.

Esta proximidade do Evangelho, da Face de Cristo, da Revelação do Pai que acolhe, que se aproxima de cada pessoa, especialmente para aqueles que são mais feridos, que sofreram mais por causa de suas histórias, condições … Eu acho que existe uma grande proximidade entre essas duas pessoas. 

E complementa que também nós somos capazes de viver nossa humanidade como o dom de si, viver a humanidade com amor. Quem ama conhece os estigmas; aqueles que não amam não os conhecem. Mas quem ama sabe que dói … é assim que o amor se realiza de maneira pascal. E então, quando você começa a amar, os estigmas começam a aparecer.

Papa aos Jovens

O Arcebispo de Manfredonia-Vieste-San Giovanni Rotondo, Dom Michele Castoro, se deteve nos detalhes da visita do Papa e sobre a vigília dos jovens a San Giovanni Rotondo, a espera da sua chegada.

Fizemos nos últimos dias nas diversas paróquias, e faremos até a véspera da visita do Papa, celebrações litúrgicas e eventos culturais, tanto para refletir sobre o Magistério do Papa quanto para examinar seus eloquentes gestos de caridade, e porque o Papa Francisco hoje constitui uma novidade também no panorama cultural.

E fala da grande atração que Padre Pio exercia e ainda exerce nas pessoas:

Padre Pio era o homem do “essencial”. É por isso que, de alguma forma, o Papa Francisco se apaixonou por ele. Embora ele estivesse então cercado por personagens do mundo do entretenimento, do esporte e da política, todos vieram a San Giovanni Rotondo para conhecê-lo. Para aqueles que iam até ele, mesmo para pedir uma graça, ele respondia: “Não, não, eu não dou graças. Somente o Senhor dá a Graça. Sou um humilde frade que reza. Vou fazer uma oração por você “.

Nesta essencialidade do Padre Pio se unem dois aspectos: o aspecto da oração e o da caridade. Ele era um homem místico: orava de manhã à noite. Confessava a todo momento. Ele então teve a grande intuição da fundação de “Casa Alivio do Sofrimento”, uma obra nascida do seu coração, onde acolhe os doentes. Hoje tornou-se um ótimo hospital, um hospital de excelência não só na Itália, mas em toda Europa.

Padre Pio e Papa Francisco: sinal de misericórdia

Papa Francisco não teve um encontro pessoal com Padre Pio, mas certamente teve uma grande sensibilidade para com este santo, recordemos a transladação do corpo de Padre Pio a Roma durante o Jubileu da Misericórdia, junto ao corpo de Leopoldo Mandić, afirmou frei Antônio Belpiede, procurador geral da Ordem dos Capuchinhos, destacando a importância de levar a misericórdia a um mundo ferido.

Quando se fala da devoção a Padre Pio pelo mundo, Frei Antônio relata que os grupos de orações na Itália diminuíram muito, porém continuam a crescer muito na América Latina, África, Canada e Estados Unidos, de modo especial um grande crescimento entre os jovens.

Padre Pio foi um homem muito doce, disse frei Belpiede, explicando que os seus gestos que pareciam ranzinzas, na realidade não eram e podiam ser compreendidos quando se pensa quantas vezes no meio da multidão tocavam as suas mãos e seus pés que estavam feridos provocando muita dor.

Os estigmas permaneceram abertos por 50 anos. E este é o grande sinal que a medicina não pode explicar: como cinco feridas “dilaceradas” – definidas pelos médicos – puderam permanecer abertas meio século sem se infectar, gangrenar ou curar. Os êxitos conhecidos pela medicina dizem que as feridas abertas e sangrando, ou cicatrizariam ou gangrenariam levando a pessoa à morte. Em vez disso, 50 anos ficaram abertas, e depois nas últimas semanas, antes de morrer, lentamente, um processo de cura começou.

A última crosta caiu no dia anterior à morte do Padre Pio. Então ele morreu com as mãos e os pés como de uma criança, sem sinal algum. Tudo está documentado em mais de cem volumes de documentos dos processo de beatificação e canonização: há fotografias, há tudo.

Papa Francisco, neste centenário dos estigmas e 50 anos da morte de Padre Pio, prestará uma homenagem, ou seja, agradecerá a Deus pelo dom deste grande santo.

Confira a programação da visita do Papa Francisco a Pietrelcina: https://goo.gl/B449kC

Por Vatican News

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Papa visitará Lituânia, Letônia e Estônia em setembro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-visitara-lituania-letonia-e-estonia-em-setembro/ Fri, 09 Mar 2018 15:31:13 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-visitara-lituania-letonia-e-estonia-em-setembro.html O diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Greg Burke, anunciou que o Papa Francisco realizará uma viagem apostólica aos Países Bálticos de 22 a 25 de setembro de 2018.

O Pontífice visitará as seguintes cidades: Vilnius e Kaunas, na Lituânia, Riga e Aglona, na Letônia, e Tallinn, na Estônia, mas o programa da viagem ainda não foi divulgado.

As viagens confirmadas que o Papa Francisco realizará neste ano são a Genebra no dia 21 de junho, para visitar o Conselho Ecumênico das Igrejas por ocasião dos 70 anos da sua fundação, e também irá à Irlanda em agosto para participar de um novo Encontro Mundial das Famílias.

Será a segunda vez que um Papa visita esses países depois da visita histórica de João Paulo II em 1993.

Por ACI Digital

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Custódio da Terra Santa visita sede da CNBB, em Brasília https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/custodio-da-terra-santa-visita-sede-da-cnbb-em-brasilia/ Thu, 01 Feb 2018 07:58:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50629 O presidente e o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) receberam na manhã desta quarta-feira, 31, o custódio da Terra Santa, frei Francesco Patton. Em visita aos Comissariados da Terra Santa no Brasil, o frade italiano quis também comparecer à sede da CNBB para saudar a Presidência da entidade.

O arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, acompanhando do bispo auxiliar da mesma arquidiocese e secretário-geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, recepcionou a comitiva do custódio da Terra Santa. Na oportunidade, puderam conversar sobre a situação do oriente médio e a realidade da Igreja na região, que sofre com a diminuição no número de fiéis por conta dos conflitos que ali acontecem desde 2011. Os cristãos do Oriente Médio vivem na insegurança, tiveram que imigrar ou sofrem violência, às vezes pelo simples fato de professar a fé.

De acordo com dom Leonardo Steiner, eles discutiram como que as Igrejas podem ajudar a Igreja que está na Terra Santa. “Inclusive falamos sobre a coleta que é feita na Sexta-feira Santa”, informou, citando a Coleta em prol da Terra Santa realizada pelas dioceses de todo o mundo e enviada à Igreja Mãe de Jerusalém.

No último sábado, frei Francesco participou de um encontro no Convento São Francisco, em São Paulo (SP), que reuniu frades ligados ao trabalho com a Terra Santa no Brasil e algumas zeladoras da Terra Santa, senhoras que auxiliam os comissários em seu trabalho de divulgação e busca de recursos que garantem o sustento e a continuidade da presença franciscana no cuidado e na evangelização dos lugares onde Jesus viveu.

Na ocasião, recordando os 800 anos da presença dos Franciscanos na Terra Santa e também os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, Patton fez um apelo de paz aos participantes do encontro : “’O Senhor vos dê a paz!’ Creio que hoje, mais do que nunca, necessitamos que esta saudação e este desejo de paz se realizem. E acredito que a terra do Oriente Médio seja hoje aquela em que há maior necessidade de que se realize este dom de Deus e este sonho de Deus, que é a paz”. O frade também fez referência ao conturbado momento político no Brasil: “A mensagem de igualdade da Virgem Mãe Aparecida foi para aquele momento da história do Brasil e continua até os nosso dias. É atual para a nossa realidade conflitual da Terra Santa e continua sendo para o Brasil neste delicado momento da política brasileira”, recordou Frei Patton.

Frei Patton, falando em português, ainda comentou sobre a história e o momento atual da Custódia. Apresentou dados estatísticos sobre a presença dos cristãos no Oriente Médio. A notícia do encontro no site da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, da Ordem dos Frades Menores, destaca os dados da Síria que, em 2010, contava 2,2 milhões de cristãos, numa população de 25 milhões de pessoas. Hoje, tem 15 milhões de habitantes, dos quais 1,1 milhão de cristãos. “O serviço mais importante que os nossos frades desenvolvem em Alepo [maior cidade da Síria] é manter viva a esperança nas pessoas e ajudar todos a manter o coração livre do ódio e aberto ao perdão e à reconciliação. Deste ponto de vista, são muito importantes algumas iniciativas que se iniciaram recentemente e nas quais estão envolvidos alguns dos nossos frades, para promover um diálogo entre aqueles que se disponibilizaram à reconciliação e à paz”, afirmou frei Francesco.

Recordação – Também por ocasião dos 800 anos da presença Franciscana na Terra Santa, frei Patton entregou ao cardeal Sergio da Rocha uma lembrança em forma de medalha comemorativa.

Por CNBB

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Dom Messias faz participação especial no programa Palavra Viva https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/dom-messias-faz-participacao-especial-no-programa-palavra-viva/ Wed, 24 Jan 2018 19:33:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50476 Dom Messias no Programa Palavra Viva

Durante toda esta terça-feira, 16 de janeiro, o Bispo da Diocese de Uruaçu – GO, Dom Messias dos Reis, esteve na cidade de Divinópolis para conhecer um pouco mais de perto o trabalho da Comunidade Católica Missão Maria de Nazaré. Dom Messias esteve acompanhado do Seminarista Rener Olegário, que está na reta final de seu processo formativo.

Na oportunidade de sua visita à cidade, Dom Messias fez uma participação especial no programa Palavra Viva, que foi ao ar no dia 21 de janeiro:


 
Túlio Veloso
Diocese de Divinópolis – MG

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Confira: Visita de Dom Messias à Casa Mãe da Missão Maria de Nazaré https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/confira-visita-de-dom-messias-casa-mae-da-missao-maria-de-nazare/ Tue, 16 Jan 2018 19:10:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50467 Visita de Dom Messias a Missão Maria de Nazaré

Durante toda esta terça-feira, 16 de janeiro, o Bispo da Diocese de Uruaçu – GO, Dom Messias dos Reis, esteve na cidade de Divinópolis para conhecer um pouco mais de perto o trabalho da Comunidade Católica Missão Maria de Nazaré. Dom Messias esteve acompanhado do Seminarista Rener Olegário, que está na reta final de seu processo formativo.

Natural de Alpinópolis – MG, do clero da Diocese de Guaxupé – MG, Dom Messias chegou na cidade logo no final da manhã e almoçou com os membros da comunidade, no Centro de Formação MMN.

Na parte da tarde, o bispo e o seminarista conheceram os projetos sociais da comunidade, a Comunidade Terapêutica Chácara João Paulo II e a Instituição Acolhedora Casa de Maria Mãe e Mestra. Na oportunidade, dom Messias também esteve na Cúria de Divinópolis onde encontrou com o irmão do episcopado Dom Gil Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora – MG.

No final da tarde, Dom Messias também participou de uma gravação do programa Palavra Viva, que vai ao ar pela TV Candidés e pelo canal da MMN no YouTube.

Após as gravações, o bispo presidiu a Eucaristia na Capela de São Luís Maria de Montfort, no Centro de Formação MMN. Vários membros da comunidade participaram da celebração.

Para encerrar a visita, Dom Messias e o Seminarista Rener jantaram com o Conselho Geral da Comunidade Missão Maria de Nazaré.

A MMN EM URUAÇU

Desde o final de novembro de 2017, a MMN se faz presente na Diocese de Uruaçu – GO. Atualmente duas famílias da MMN residem na cidade onde estão atuando na área de evangelização junto à diocese. E, em breve, a MMN estará administrando um abrigo para crianças de até 11 anos de idade.

O endereço da MMN em Uruaçu é na Rua Suécia, Quadra 02, Lote 06, no Setor Jonas de Freitas, popularmente conhecido como Setor Aeroporto. O telefone da Casa de Missão de Uruaçu é (62) 3357-3612.

Confira fotos clicando aqui.
 
Túlio Veloso
Diocese de Divinópolis – MG

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Papa: arrependimento, chave para superar hipocrisia, duplicidade e clericalismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-arrependimento-chave-para-superar-hipocrisia-duplicidade-e-clericalismo/ Mon, 02 Oct 2017 08:04:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48782 A palavra-chave para “superar a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo” é o arrependimento, “que permite não enrijecer-se, de transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado em “não” por amor do Senhor”.

Com a celebração eucarística no Estádio de Ara, em Bolonha, o Papa concluiu sua visita pastoral iniciada na manhã deste domingo, recordando que a Palavra de Deus, que é uma Palavra viva, “penetra a alma e traz à luz os segredos e as contradições do coração” e que nunca devemos esquecer os alimentos-base que sustentam o nosso caminho:  “a Palavra, o Pão, os pobres”.

Francisco desenvolveu a sua homilia inspirando-se na parábola dos filhos que, ao pedido de seu pai para irem a sua vinha, um responde não, mas depois vai, enquanto o segundo diz sim, mas não vai.

“Existe uma grande diferença – observou o Papa – entre o primeiro filho, que é preguiçoso, e o segundo, que é hipócrita”. No coração do primeiro, “ainda ressoava o convite do pai”, enquanto no do segundo, “não obstante o sim, a voz do pai estava sepultada”:

“A recordação do pai despertou o primeiro filho da preguiça, enquanto o segundo, mesmo conhecendo o bem, negou o dizer com o fazer. De fato, tornou-se impermeável à voz de Deus e da consciência e assim havia abraçado sem problemas a duplicidade de vida”.

Pecadores em caminho ou pecadores sentados

Com esta parábola – explica o Papa – Jesus coloca dois caminhos diante de nós, “que nem sempre estamos prontos para dizer sim com as palavras e as obras, porque somos pecadores”:

“Mas podemos escolher ser pecadores em caminho, que  permanecem na escuta do Senhor e quando caem se arrependem e se reerguem, como o primeiro filho; ou pecadores sentados, prontos a justificar-se sempre e somente em palavras, segundo o que convém”.

Chefes religiosos da época se assemelhavam ao filho de vida dupla

Jesus dirige esta parábola – explicou Francisco – a alguns chefes religiosos da  época “que se assemelhavam ao filho de vida dupla, enquanto as pessoas comuns se comportavam frequentemente como o outro filho”:

“Estes chefes sabiam e explicavam tudo, em modo formalmente irrepreensível, como verdadeiros intelectuais da religião. Mas não tinham a humildade de escutar, a coragem de interrogar-se, a força de arrepender-se”.

E Jesus os repreende de forma severa, dizendo que até mesmo os publicanos – que eram corruptos traidores da pátria – os precederiam no reino de Deus.

O problema destes chefes religiosos – observa o Papa – é que erravam no modo de viver e pensar diante de Deus:

“Eram, em palavras e com os outros, inflexíveis custódios das tradições humanas, incapazes de compreender que a vida segundo Deus é ‘em caminho’, que pede a humildade de abrir-se, arrepender-se e recomeçar”.

Superar a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo

Isto nos ensina – ressaltou o Pontífice – que não existe uma vida cristã decidida numa conversa ao redor duma mesa, “cientificamente construída, onde basta cumprir alguns ditames para aquietar a consciência”:

“A vida cristã é um caminho humilde de uma consciência nunca rígida e sempre em relação com Deus, que sabe arrepender-se e entregar-se a Ele nas suas pobrezas, sem nunca presumir bastar-se a si mesma. Assim, são superadas as edições revistas e atualizadas daquele antigo mal, denunciado por Jesus na parábola: a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo, a separação das pessoas”.

Arrependimento

Neste sentido, disse o Papa, a palavra-chave é “arrepender-se”:

“É o arrependimento que permite não enrijecer-se, de transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado, em “não”, por amor ao Senhor. A vontade do Pai, que a cada dia delicadamente fala à nossa consciência, se realiza somente na forma de arrependimento e da conversão contínua. Definitivamente no caminho de cada um existem duas estradas: ser pecadores arrependidos ou pecadores hipócritas”.

Puros de coração e não puros por fora

O que realmente conta – afirma Francisco, “não são os raciocínios que justificam e tentam salvar as aparências, mas um coração que avança com o Senhor, luta a cada dia, se arrepende e retorna para Ele. Porque o Senhor busca puros de coração, não puros “por fora’”.

Relação entre pais e filhos

A parábola é atual e diz respeito também às relações, “nem sempre fáceis, entre pais e filhos”:

“Hoje, na velocidade das transformações uma geração e outra, se constata mais forte a necessidade de autonomia do passado, às vezes até mesmo com a rebelião. Mas após os fechamentos e os longos silêncios de um lado ou de outro, é bom recuperar o encontro, mesmo se ainda habitado por conflitos, que podem tornar-se um estímulo de um novo equilíbrio”.

Assim como na família – completa o Santo Padre –  “também na Igreja e na sociedade nunca se deve renunciar ao encontro, ao diálogo, em buscar novas vias para caminhar juntos”.

Três “Pês”: Palavra, Pão, pobres

Para concluir sua visita pastoral, o Papa quis deixar três pontos de referência, três “P” sobre como ir em frente no caminho da Igreja: a Palavra, o Pão, os pobres.

A Palavra – explicou –  “é a bússola para caminhar humildes, para não perder a estrada de Deus e cair na mundanidade”.

A segunda é o Pão, “o Pão Eucarístico, porque tudo começa a partir da Eucaristia. É na Eucaristia que se encontra a Igreja: não nas conversas e nas crônicas, mas aqui, no Corpo de Cristo partilhado por pessoas pecadoras e necessitadas, que porém se sentem amadas e então desejam amar (…). Este é o início irrenunciável do nosso ser Igreja”.

Por fim, o terceiro “P”, os pobres:

“Ainda hoje, infelizmente, para tantas pessoas falta o necessário. Mas existem também tantos pobres de afeto, pessoas sozinhas, os pobres de Deus. Em todos eles encontramos Jesus, porque Jesus no mundo seguiu o caminho da pobreza, do aniquilamento”.

“Da Eucaristia aos pobres vamos encontrar Jesus”, disse Francisco, que recordou as palavras que o Cardeal Lecaro amava ver escritas no altar: “Se partilhamos o pão do céu, como não partilhar o terrestre?”.

E o Papa conclui, exortando-nos a pedir a graça de nunca esquecermos “estes alimentos-base, que sustentam o nosso caminho”: a Palavra, o Pão, os pobres.

Por Rádio Vaticano

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Cardeal Filoni: anúncio do Evangelho não é doutrinamento ideológico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-filoni-anuncio-do-evangelho-nao-e-doutrinamento-ideologico/ Thu, 21 Sep 2017 10:24:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48588 O anúncio do Evangelho “não é um doutrinamento nem uma imposição ou uma contorção das mentes e dos corações”. Adere-se ao Evangelho não por “proselitismo ideológico”, mas por “atração”, com a “liberdade interior de quem descobre ser filho de Deus”.

Com estas palavras, que aludem ao ensinamento de Bento XVI e do Papa Francisco, o prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, evocou o dinamismo próprio da difusão do cristianismo no mundo, que o distingue de toda forma de propaganda cultural ou religiosa.

Etapa Hiroshima na visita pastoral do Cardeal Filoni

O purpurado fez essas considerações na homilia da missa celebrada na Catedral de Hiroshima, na noite desta quarta-feira (20/09), no quarto dia de sua visita ao Japão. Durante a homilia, o prefeito de Propaganda Fide referiu-se também à experiência dos mártires coreanos André Kim Taegŏn, Paulo Chông Hasang e seus companheiros de martírio, cuja memória litúrgica é celebrada este 20 de setembro.

“A história da evangelização na Coreia recorda-nos que, fascinados pela verdade do Evangelho, alguns eruditos do Confucionismo começaram a estudar sozinhos a doutrina católica e os textos bíblicos, considerando-os extraordinários; depois enviaram um deles a Pequim para ser batizado”, recordou o prefeito do Dicastério vaticano missionário.

Nascimento da Igreja coreana no signo do martírio

Tendo voltado à pátria, este primeiro batizado – depois também ele mártir – batizou os outros membros do grupo, nascendo assim a Igreja coreana, sem nenhuma colaboração que viesse de fora.

Após aquele feliz início a história da Igreja católica na Coreia “foi, ao invés, banhada pelo sangue de inúmeros mártires (…). Não diferentemente, também nesta querida terra do Japão os testemunhos de sangue dos mártires foram muitos. Como Jesus foi vítima do ódio e da injustiça, assim os mártires deste país foram vítimas de um ódio sem uma justa razão”, acrescentou o Cardeal Filoni.

No Japão, anúncio do Evangelho marcado por perseguições

O primeiro anúncio do Evangelho em terra japonesa foi contrastado e desencadeou perseguições “porque considerado subversivo pelo estado social então estabelecido”, observou ele.

Talvez hoje, disse o cardeal referindo-se à situação presente, “existam outros graves impedimentos não menos graves: a mentalidade secular, o hedonismo, a indiferença, a idolatria do bem-estar e do dinheiro, o sentido da nossa vida que nos é roubado”.

Agradecimento ao Senhor por aqueles que acolhem mensagem do Evangelho

E também  hoje “anunciar a Boa Nova representa “uma altíssima obra de caridade, e é sempre motivo de alegria e de agradecimento ao Senhor por aqueles que acolhem a mensagem do Evangelho com boa vontade”, afirmou ainda. A visita pastoral do Cardeal Filoni  ao País do Sol Nascente prosseguirá até a próxima terça-feira, 26 de setembro.

Por Rádio Vaticano

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Em seu terceiro dia na Colômbia, Papa visita Villavicencio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-seu-terceiro-dia-na-colombia-papa-visita-villavicencio/ Fri, 08 Sep 2017 12:43:37 +0000 http://teste.toqueto.com/em-seu-terceiro-dia-na-colombia-papa-visita-villavicencio.html Em seu segundo dia de visita à Colômbia, o Papa Francisco se desloca da capital Bogotá à cidade de Villavicencio, onde será realizado um dos momentos mais esperados de sua visita: o Encontro de Oração pela Reconciliação Nacional no Parque Las Malocas. Antes desse discurso, o Papa vai presidir a Santa Missa na esplanada Catama. 

O Papa chegou à Colômbia na quarta-feira, 6, e iniciou as atividades oficiais no país ontem. Ele presidiu uma missa no Parque Símon Bolívar e, na homilia, pediu à população mais união e que todos voltem a se considerar irmãos e companheiros de estrada.

À tarde, o Santo Padre discursou aos bispos da Colômbia e, em seguida, teve um encontro com bispos da direção do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam). Nesse último, o Papa citou o Rio de Janeiro, quando esteve no Brasil há quatro anos, falou sobre a “herança pastoral de Aparecida” e destacou que a missão se faz com paixão e no corpo a corpo

O Sucessor de Pedro visitará mais três cidades colombianas. Hoje ele se dirige à cidade de Villavicêncio e, antes de retornar a Bogotá ainda hoje, ele fará uma parada, às 17h20 (horário local), na Cruz da Reconciliação, no Parque de los Fundadores. No sábado, irá a Medellín e no domingo a Cartagena, de onde parte para Roma.

Por Canção Nova

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Papa, atento às ocasiões de diálogo, satisfeito com resultado de visita a Moscou https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-atento-as-ocasioes-de-dialogo-satisfeito-com-resultado-de-visita-a-moscou/ Fri, 25 Aug 2017 12:17:52 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-atento-as-ocasioes-de-dialogo-satisfeito-com-resultado-de-visita-a-moscou.html Uma viagem para construir pontes,  marcada por um clima de escuta e diálogo. Após retornar da Rússia, o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, concedeu uma entrevista exclusiva à Secretaria para a Comunicação, na pessoa do colega do Programa italiano, Alessandro Gisotti.

RV: Eminência, havia uma grande expectativa por esta sua viagem à Rússia. Com que sentimentos o senhor retorna ao Vaticano?

“Acredito que o balanço desta viagem seja um balanço substancialmente positivo e portanto, obviamente, os meus sentimentos são sentimentos de gratidão ao Senhor por me ter acompanhado durante estes dias. Pudemos cumprir o programa que estava fixado, ter os encontros previstos, e devo dizer que estes encontros – quer a nível das autoridades, quer com o Presidente Putin como com o Ministro do Exterior Lavrov, e depois com os expoentes da hierarquia da Igreja Ortodoxa russa, isto é, o Patriarca Kirill e o Metropolita Hilarion – foram caracterizados justamente por um clima de cordialidade, um clima de escuta, um clima de respeito. Eu os definiria como encontros significativos, foram encontros também construtivos e me sinto no dever de acentuar um pouco esta palavra: “encontros construtivos”. Obviamente, depois, houve também a parte do encontro com a comunidade católica. Sobretudo graças à conversação e ao diálogo que tivemos com os bispos na Nunciatura, foi possível conhecer um pouco mais de perto a realidade, a vida da comunidade católica na Rússia, as suas alegrias, as suas esperanças, mas também os desafios e as dificuldades que deve enfrentar. Em relação a estas últimas, em parte, foi possível também apresentá-las, expô-las às autoridades. Cito uma delas: o tema da restituição de algumas igrejas que foram confiscadas nos tempos do regime comunista e pelas quais não foi ainda providenciada a restituição diante das necessidades da comunidade católica de ter locais de culto adequados. Portanto, eu diria que no final – para dizer numa palavra – foi uma viagem útil, foi uma viagem interessante, foi uma viagem construtiva”.

Rv: O senhor já teve a oportunidade de falar com o Santo Padre sobre a viagem? O que poderia ser compartilhado daquilo que falaram?

“Sim, naturalmente, assim que eu retornei encontrei o Santo Padre para fazer a ele um brevíssimo, sintético relatório, quer sobre conteúdos como dos resultados da viagem, e naturalmente, transmiti a ele também as saudações que me foram confiadas por todas as partes que encontrei, do afeto e da proximidade da comunidade católica, das diferentes saudações das autoridades. Recordo que o Presidente Putin – acredito que tenha sido gravada a parte pública do encontro – sublinhou precisamente a recordação viva que mantém de seus encontros com o Papa Francisco, em 2013 e em 2015. E a fraterna saudação depois do Patriarca Kirill. Obviamente o Papa ficou tocado por estas impressões, destes resultados positivos que transmiti a ele; o Papa, como sabemos  – o repetiu também nesta circunstância – está muito, muito atento a todas as ocasiões de diálogo que existem e está muito contente quando se dá passos em frente nesta direção”.

RV: Quais foram os temas principais tratados no encontro com o Patriarca Kirill?

“Eu diria que fundamentalmente se concentraram um pouco sobre este novo clima, esta nova atmosfera que reina nas relações entre a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Católica; este novo clima, esta nova atmosfera que se instaurou nos últimos anos e que naturalmente teve um momento particularmente significativo e de forte aceleração também graças ao encontro de Havana entre os Patriarca e o Papa, depois do qual se seguiu este acontecimento. Realmente, percebi nos interlocutores ortodoxos, como ficaram tocados por esta experiência da visita das relíquias de São Nicolau de Bari a Moscou e São Petersburgo, mas no sentido de terem sido tocados pela fé e pela religiosidade do povo. Foi sublinhado também como muitos russos que pertencem à tradição ortodoxa mas que não frequentam, os não-praticantes, nesta ocasião se aproximaram da Igreja. Foi realmente um evento grandioso, quer no que se refere às dimensões – fala-se de dois milhões e meio de fiéis que visitaram as relíquias – quer no que diz respeito ao impacto de fé e de espiritualidade que este acontecimento produziu. Passamos depois em resenha os passos dados e aqueles que serão, que deverão ser os passos a serem dados no futuro. Me parece que da parte deles – como naturalmente também da nossa parte – não se deseja exaurir os potenciais que esta nova fase abriu e naturalmente a colaboração pode ocorrer em vários âmbitos, em vários níveis: da colaboração cultural – aquela acadêmica – àquela humanitária. Se insistiu muito sobre este ponto, que as duas Igrejas, diante das tantas situações de conflito que existem no mundo, podem realmente realizar uma obra humanitária incisiva e eficaz. Tratou-se também – com respeito e ao mesmo tempo com franqueza – temas um pouco espinhosos, nas relações entre as duas Igrejas; porém, se procurou dar – ao menos a meu ver, foi o que eu percebi – um sentido antes positivo, isto é, explorar caminhos compartilhados para enfrentar e para tentar buscar soluções para estes problemas. E naturalmente, também estas vias compartilhadas, estas propostas concretas que emergiram deverão ser verificadas e possivelmente implementadas depois de um adequado discernimento e aprofundamento”.

RV: Eminência, a propósito dos temas sensíveis: a questão da Ucrânia é um dos temas mais delicados nas relações entre Santa Sé e Rússia. O senhor mesmo visitou a Ucrânia, há um ano. Existe alguma novidade após a sua viagem?

“Novidades, ao menos até agora, não existem. Talvez seja prematuro pensar em alguma novidade. O Senhor – esperamos – fará germinar e frutificar as sementes que tiverem sido semeadas. Porém, como é sabido, a questão ucraniana é uma das questões de grande preocupação para a Santa Sé: o Papa se pronunciou várias vezes sobre o tema. É óbvio que não podia não ser tratado este tema; não podia ser esquecido nesta circunstância. Eu diria, sobretudo, no sentido de procurar ver, de avaliar se havia alguns passos concretos que poderiam ser dados em direção a uma solução duradoura e justa do conflito, no contexto dos instrumentos atualmente disponíveis, que são praticamente os Acordos alcançados entre as duas partes. E é sabido também que a Santa Sé insistiu sobretudo nos aspectos humanitários a partir da grande iniciativa do Papa pela Ucrânia. Neste sentido, por exemplo, um dos temas é o da libertação dos prisioneiros: este é um dos temas do “humanitário” que poderiam realmente ser importantes para dar um novo impulso a todo o processo, também político, para sair desta situação de paralisia e fazer avançar – por exemplo – também o tema da trégua, o tema do cessar-fogo, o tema das condições de segurança sobre o território, o tema, também, das condições políticas para poder fazer progressos na solução global. Esperamos que algo possa ajudar para caminhar na justa direção, levando em consideração – quando falamos de situações, destas questão humanitárias – que estamos falando de pessoas e estamos falando do sofrimento. E acredito que é isto que todos deveriam ter em mente justamente para tentar realizar um esforço suplementar para ir na justa direção”.

RV: A imprensa deu naturalmente muita atenção ao seu encontro em Sochi com Vladimir Putin. Como foi o colóquio com o Presidente russo?

“Eu diria que também o colóquio com o Presidente Putin entra um pouco na avaliação que fiz no início: foi um encontro cordial, foi um encontro respeitoso, em que se pode tratar sobre todos os temas que ao menos para nós, estavam a peito que fossem tratados, como aquele, por exemplo, do Oriente Médio, da situação na Síria em particular, e neste contexto também o tema da presença dos cristãos: sabemos que uma das convergências que existem entre a Rússia e a Santa Sé é justamente esta da atenção à situação dos cristãos, o tema das perseguições aos cristãos, que tendem a sem ampliar a todos os grupos religiosos – naturalmente – e a todas as minorias, buscando envolver também os muçulmanos, como foi feito por exemplo naquele seminário realizado em Genebra, no ano passado.  Bem sobre o tema da Ucrânia já falamos; o tema da Venezuela: vi que também a imprensa divulgou algumas declarações que haviam sido dadas neste sentido. Portanto, além dos temas bilaterais, eu falava no início, apresentamos algumas situações um pouco de dificuldades da comunidade católica. Eu procurei sobretudo dizer isto, esta era a mensagem que queria transmitir: isto é, que a Rússia, pela sua posição geográfica, pela sua história, pela sua cultura, pelo seu passado, pelo seu presente, tem um grande papel a desempenhar na comunidade internacional, no mundo. Um grande papel a desempenhar! E portanto, tem uma particular responsabilidade em relação a paz: quer o país, quer os seus líderes, têm uma grande responsabilidade em relação à construção da paz e devem realmente esforçar-se para colocar os interesses superiores da paz acima de todos os outros interesses”.

RV: Por fim eminência: além dos encontros mais significativos, existe algum outro assunto ou aspecto particular que o senhor gostaria de sublinhar?

“Sim, houve o bonito momento da Missa, junto com a comunidade católica. A Catedral estava repleta de fiéis e foi um pouco uma surpresa, porque era um dia normal e portanto não se esperava que houvesse tanta gente; depois, naturalmente, me toca sempre a fé e a devoção destas pessoas: como participam da Missa, com qual atenção, com qual reverência, com qual silencio estão presentes. E acredito que tenham ido sobretudo para expressar o seu apego ao Papa e o fato de serem membros da Igreja universal. Portanto, aquele foi um belo momento. Um outro momento bonito foi a breve visita às Irmãs de Madre Teresa que trabalham em Moscou. Pudemos encontrar e saudar todas as pessoas que elas assistem, também ali foi manifestado um grande afeto pelo Papa. E depois, a última coisa que gostaria de recordar: me impressionou muito a visita que fizemos à Catedral de Cristo Salvador, a Catedral ortodoxa de Moscou; Catedral que havia sido explodida durante o regime comunista. E portanto foi também um momento para recordar esta história muito dolorosa da época em que se pretendia erradicar completamente a fé do coração dos fiéis e eliminar todo sinal da presença de Deus e da Igreja naquela terra. Coisa que não se conseguiu, porque Deus é maior dos que os projetos dos homens”.

Por Rádio Vaticano

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