vírus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png vírus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Governo libera vacinação contra a gripe para toda a população https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/governo-libera-vacinacao-contra-a-gripe-para-toda-a-populacao/ Mon, 05 Jun 2017 09:45:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46618 O governo federal anunciou sexta-feira, 2, a decisão de liberar a vacina contra a gripe para toda a população do país, a partir de hoje, segunda-feira. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros [foto], a medida só vale este ano e enquanto durarem os estoques.  

Anteriormente, apenas podiam se vacinar nos postos de saúde quem fazia parte do grupo de risco, como idosos, professores e gestantes. O ministro explicou que a retirada da restrição de vacinar somente o público-alvo ocorreu porque ainda há 10 milhões de doses disponíveis na rede pública de saúde. A campanha já tinha sido prorrogada até 9 de junho.

Na campanha deste ano, o governo espera atingir a meta de imunizar 54 milhões de pessoas, que representam 90% da população considerada de risco para complicações por gripe. Mas, até o momento, somente 76,7% do público-alvo foram vacinados. E nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação.

Os trabalhadores da saúde foi o grupo com maior cobertura, com 3,9 milhões de doses aplicadas, alcançando 84,5% da meta. A campanha nacional contra gripe foi prorrogada até 9 de junho para tentar alcançar melhores resultados. Entre os estados, apenas o do Amapá atingiu a meta.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, 163  pessoas  morreram este ano no Brasil em decorrência da doença. Em todo ano de 2016, a gripe matou 1.982 pessoas no país. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que este ano houve poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. “Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde”, explicou.

No entanto, disse que ainda há 10 milhões de doses de um montante de 60 milhões adquiridas. “Para que não haja desperdício, já que estas vacinas só valem por um ano, decidimos estender a todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques”, destacou.

Até esta sexta-feira, 41,3 milhões de pessoas do público-alvo foram vacinadas contra a gripe no país. A imunização contra a gripe protege contra os três sorotipos do vírus da gripe H1N1 e H3N2 e Influenza B. A vacina é segura e apenas pessoas que têm alergia ao ovo devem procurar o médico para orientações.

Por Agência Brasil

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Campanha de vacinação contra gripe começou ontem https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/campanha-de-vacinacao-contra-gripe-comecou-ontem/ Tue, 11 Apr 2017 10:37:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45422 Começa nesta segunda-feira, 10, em todo o Brasil, a 19ª Campanha de Vacinação contra a Gripe, promovida pelo Ministério da Saúde. Cerca de 60 milhões de doses foram distribuídas em aproximadamente 65 mil postos de vacinação, com a estimativa de atingir 57 milhões de pessoas em todo o país.

Com o objetivo de conter o avanço da doença e proteger a população dos riscos causados pela gripe, a vacina é destinada para pessoas acima de 60 anos, gestantes, mulheres com até 45 dias pós-parto, crianças de seis meses a menores de cinco anos, doentes crônicos, trabalhadores da área da saúde, população indígena, pessoas privadas de liberdade e, como novidade deste ano, professores da rede pública e privada.

Nesta primeira etapa, especificamente os profissionais da saúde serão imunizados; a partir do dia 17 de abril, professores, grupos de risco e toda a população em geral deverão recorrer aos postos de saúde e solicitar a vacina. Quem não se enquadra no público-alvo da campanha pode comprar a vacina nas clínicas particulares.

O vírus sofre mutações

Mesmo aqueles que já se preveniram no ano passado, deverão tomar novamente a dose, pois de acordo com a infectologista Otilia Lupi, o vírus da gripe sofre pequenas e grandes mutações, e por esse motivo, a fórmula da vacina também é alterada.

“Não é sempre o mesmo vírus. A tendência é que ele vai se modificando. Isso faz com que o número de pessoas que pega essa nova doença modifique”, afirma.

Vacina ganha nova composição

Todos os anos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprova uma nova composição da vacina Influenza, pois considera que novos vírus circulam pelo Brasil e mundo. A atualização das vacinas contra gripe faz parte das recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a eficácia do produto.

A especialista confirma que a fórmula precisa acompanhar as mutações do vírus e, por isso, neste ano há uma nova cepa de Influenza A/H1N1.“Houve a modificação de uma das três cepas que compõe a vacina por aquela que vai causar mais doença esse ano, por isso é importante a renovação” observa.

A influenza

A influenza é uma infecção causada por um vírus que se classifica em A, B e C. A infectologista afirma que os principais sintomas são febre, problemas respiratórios como tosse e coriza, ouvido entupido e dor de garganta. “Caso não tratada, existe a possibilidade de situações mais graves como a pneumonia e otite.”

Segundo o Ministério da Saúde, o número de casos de gripe confirmados ao longo de 2016 chegou a 12.174, com um total de 2.220 mortes, sendo 1.982 (89,5%) decorrentes da cepa Influenza A, ou H1N1.

A especialista explica que o período epidêmico é o inverno e acontece no mundo todo, se alternando entre o hemisfério sul e norte. “Este período começa a partir de abril e maio e já no início as vacinas são liberadas, é uma forma de prevenir as complicações”.

Prevenção

A transmissão do vírus ocorre pelo contato com secreções das vias respiratórias que são eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar e também por meio das mãos e objetos contaminados. O Ministério da Saúde orienta formas para prevenir a doença. São elas:

*Lavar as mãos várias vezes ao dia;
*Usar álcool em gel;
*Cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar;
*Evitar tocar o rosto;
*Não compartilhar objetos pessoais
*Evitar locais fechados;
*Investir em alimentos que contém vitamina C;

A mais importante das prevenções é a vacina, ainda segundo o Ministério da Saúde, pois a gripe, diferente do resfriado, é uma doença que pode trazer consequências e até mesmo levar à morte.

Por Canção Nova

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Relação entre febre amarela e degradação ambiental é estudada https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/relacao-entre-febre-amarela-e-degradacao-ambiental-e-estudada/ Thu, 26 Jan 2017 10:27:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44132 Um grupo de especialistas de diferentes estados do Brasil está se articulando para investigar a relação entre o surto de febre amarela e a degradação do meio ambiente. Eles acreditam que se houvesse mais conhecimento sobre o assunto, a propagação repentina do vírus de tempos em tempos poderia ser prevenida.

O surto de febre amarela em Minas Gerais já provocou 38 mortes confirmadas em 2017, segundo o boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), divulgado terça-feira (24). Outros 45 óbitos estão em análise.

Causada por um vírus da família Flaviviridae, a febre amarela é uma doença de surtos que atinge, repentinamente, grupos de macacos e humanos. As razões deste comportamento da doença ainda não são bem conhecidas. Mas os especialistas dão como certa a influência do meio ambiente. Segundo Sérgio Lucena, primatólogo e professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o surto de febre amarela é um fenômeno ecológico.

A doença é transmitida em áreas rurais e silvestres pelo mosquito Haemagogus. Em área urbana, ela pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue, do vírus Zika e da febre chikungunya. No entanto, não há registros no Brasil de transmissão da febre amarela em meios urbanos desde 1942. No surto atual, nenhum dos casos confirmados e suspeitos em Minas Gerais são urbanos.

Sérgio Lucena explica que o vírus da febre amarela está estabelecido em algumas matas e regiões silvestres com baixa ocorrência. De repente, por algum motivo ainda a ser desvendado, ele se propaga rapidamente, atingindo macacos e humanos. Os animais começam a morrer primeiro. “São sentinelas. Se o vírus começa a se propagar em determinada área, a morte dos macacos nos enviará um alerta”, explica.

Para o primatólogo, o Brasil poderia ter um sistema bem articulado para se antecipar aos surtos, mas não há investimentos neste sentido. Se houvesse mais conhecimento, Minas Gerais poderia, por exemplo, ter dado início mais cedo à campanha de vacinação nos municípios da área de risco, reduzindo a disseminação da doença. A vacina é a principal medida de combate à febre amarela.

Florestas

Na semana passada, especialistas que estudam a febre amarela sob a ótica do ecossistema se reuniram em Belo Horizonte em um seminário organizado pela Fundação Renova, ligada à mineradora Samarco. Na ocasião, eles fizeram uma revisão de tudo o que se sabe até o momento acerca do tema, com o objetivo de dar um primeiro passo para mudar o panorama.

Uma das hipóteses dos pesquisadores é que o desmatamento ao longo dos anos deixou as espécies de macacos em fragmentos muito pequenos de florestas, o que traz diversos desdobramentos. “Sistemas ecológicos empobrecidos podem favorecer o crescimento das populações de mosquitos. Mosquitos infectados encontrando populações grandes de macacos em pedaços de mata atlântica isolados podem ser a origem destes surtos”, alerta Sérgio Lucena.

Evidências científicas também dão a entender que florestas saudáveis, com elevada biodiversidade, dificultariam a proliferação dos vírus. Embora o surto não deixe de ocorrer, sua intensidade pode ser menor em um meio ambiente preservado. É o que explica Servio Ribeiro, biólogo e professor de ecologia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Segundo o pesquisador, a cada surto, a população de macacos se reduz bastante e vai se recuperando devagar nos anos seguintes. “Um novo surto provavelmente acontece naquele momento em que o vírus encontra na natureza macacos com quantidade, condições e características genéticas favoráveis. E quando há muitos animais infectados, é fácil que a doença chegue aos humanos”, explica.

Uma floresta onde há maior disponibilidade de frutos e sombras e onde não há poluição faz com que os macacos se desenvolvam mais saudáveis e sem estresses, com um sistema imunológico mais eficiente, oferecendo mais resistência à doença. Servio Ribeira destaca que a genética também influencia.

“No período quando o vírus é raro, as populações de macacos se reproduzem sem essa pressão seletiva. Significa que, por um intervalo de anos, ser ou não ser resistente ao vírus da febre amarela, não é um fator que muda o sucesso reprodutivo dos macacos. Acontece que vivendo em pequenos fragmentos de florestas, sem corredores interligando as matas, essas populações crescem com parentes cruzando entre si. Desta forma, os indivíduos são muito parecidos geneticamente. Quando um vírus alcança um macaco de uma população sem diversidade genética ele rapidamente se dissemina.”

Por esta razão, a existência de corredores interligando as matas pode ajudar a conter a febre amarela. Através desses corredores, grupos de macacos podem se misturar. Os cruzamentos entre grupos distintos levariam à troca de genes e criariam populações com mais diversidade genética. Neste contexto, uma disseminação do vírus teria menor probabilidade de causar febre amarela em muitos macacos de uma só vez.

Tragédia de Mariana

Outras linhas de estudos voltadas para elucidar os motivos que levam ao início de cada surto buscam entender se as alterações nas áreas das florestas estão expondo as pessoas aos mosquitos infectados e se fatores climáticos favorecem o crescimento da população de mosquitos.

Por outro lado, Servio Ribeiro considera remota a possibilidade de influência da tragédia de Mariana (MG) neste surto de febre amarela em Minas Gerais. Alguns dos municípios afetados pela circulação da doença se localizam no Vale do Rio Doce. Uma parcela dos 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos que foram liberados no rompimento da barragem da mineradora Samarco, em novembro de 2015, escoou por todo o Rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo.

“A febre amarela é uma doença de interior de floresta. O mosquito que a transmite põe ovos em cavidades de árvores e em bromélias. É um mosquito da estrutura da floresta. Ele não se relaciona muito com grandes corpos d’água e com rios. As cidades afetados pela doença estão em uma região onde os rejeitos não chegaram com força para derrubar a floresta”, diz o biólogo.

Para Servio Ribeiro, a hipótese teria mais força caso o surto tivesse ocorrido próximo à Mariana (MG) onde o impacto da tragédia foi mais agressivo e levou ao desmatamento. “No Vale do Rio Doce, esse rejeito se acumulou nas margens. Claro que há uma degradação. Mas esta degradação, pelos conhecimentos que temos, não deve estar afetando a relação entre os vetores e os macacos no interior da floresta”, acrescentou.

Espécies ameaçadas

De acordo com o boletim epidemiológico SES-MG, há 18 municípios com mortes de macacos em análise. Outros 70 registram rumores de óbitos entre os primatas. Para Sérgio Lucena, estes dados não dão a dimensão da mortandade dos animais. “Macacos estão morrendo em grande quantidade. Estive com uma equipe de pesquisadores na zona rural de Caratinga (MG). Andamos na mata, conversamos com pessoas e constatamos a alta mortalidade”, conta.

De acordo com o primatólogo, o fenômeno teve início em Minas Gerais, mas já ocorre com intensidade no Espírito Santo. A situação põe em risco espécies ameaçadas de extinção, como o muriqui. Os mais afetados, porém, são os bugios. Segundo Sérgio Lucena, estudos realizados durante o surto de 2009 no Rio Grande do Sul mostraram que populações de bugios foram reduzidas a 20%. “Enquanto sete pessoas faleceram naquele ano, cerca de 2 mil macacos foram a óbito”, afirma.

O pesquisador destaca que os bugios são justamente as maiores vítimas da febre amarela. “Eles são altamente suscetíveis à doença, diferente dos humanos. Na população humana, poucas pessoas desenvolvem um quadro grave e muitas infecções são assintomáticas. A pessoa nem fica sabendo que contraiu o vírus”, explica.

Uma preocupação que vem sendo apresentada pela secretaria de Saúde do estado diz respeito à violência contra macacos, registrada em alguns municípios. Isso porque há pessoas que acreditam que sacrificar os animais pode ajudar a evitar a doença em humanos. O órgão publicou em seu blog uma postagem para desmistificar essa ideia e esclarecer que os animais são, na verdade, aliados que ajudam a mapear a doença. “A infecção viral dura apenas três ou cinco dias. Depois os macacos morrem ou se tornam imunes. Sendo assim, as agressões atingem geralmente os animais sadios que não tiveram contato com o vírus ou que já estão imunizados e não oferecem risco”, acrescenta o texto.

Por Canção Nova, com Agência Brasil

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