vigilância - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png vigilância - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Atenção e vigilância são pressupostos para fidelidade ao Senhor, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/atencao-e-vigilancia-sao-pressupostos-para-fidelidade-ao-senhor-diz-papa/ Mon, 04 Dec 2017 07:55:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49720 “Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “vagar afastados dos caminhos do Senhor”, perdidos  em nossos pecados e em nossas infidelidades”.

Na reflexão do Angelus deste I Domingo do Advento, logo após seu retorno da Viagem Apostólica a Mianmar e Bangladesh, o Papa Francisco refletiu sobre as características que uma pessoa atenta, em resposta à exortação contida no Evangelho de Marcos, proposto pelo Evangelho do dia.

“O Advento – explicou o Papa – é o tempo que nos é dado para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e preparar-nos para o retorno de Cristo”, que vem a nós de diversas maneiras, como na festa de Natal que recorda sua vinda histórica, mas também sempre que estivermos “dispostos a recebê-lo”, e virá de novo no final dos tempo para “julgar os vivos e os mortos”.

“Por isto devemos sempre estar vigilantes e esperar o Senhor com a esperança de encontrá-lo”, frisou.

Francisco então, comentou algumas características de uma pessoa atenta. A primeira delas, é que mesmo em meio ao “barulho do mundo”, não deixa-se tomar pela “distração ou pela superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação voltada antes de tudo aos outros”:

“Com este comportamento percebemos as lágrimas e as necessidades do próximo e podemos perceber também neles as capacidades e as qualidades humanas e espirituais”.

Mas a pessoa atenta, também se preocupa com o mundo,  “buscando combater a indiferença e a crueldade presente nele”, mas também alegrando-se pelos tesouros de beleza que também existem e devem ser custodiados”:

“Trata-se de ter um olhar de compreensão para reconhecer quer as misérias e as pobrezas dos indivíduos e das sociedades, assim como para reconhecer a riqueza escondida nas pequenas coisas de cada dia, precisamente ali onde nos colocou o Senhor”.

Mas a pessoa vigilante, também acolhe o convite para vigiar, ou seja, “não deixar-se dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão”:

“Ao mesmo tempo, rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e por trás das quais, às vezes, são sacrificados tempo e serenidade pessoal e familiar”.

O Papa recorda a “dolorosa experiência do povo de Israel” – narrada pelo Profeta Isaías – consequência de ter se afastado do caminho do Senhor:

“Também nós nos encontramos muitas vezes nesta situação de infidelidade ao chamado do Senhor: Ele nos indica o bom caminho, o caminho de fé,  o caminho do amor, mas nós buscamos a nossa felicidade em outro lugar”.

Por fim, Francisco sublinha os pressupostos para não vagarmos “afastados dos caminhos do Senhor”:

“Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “vagar afastado dos caminhos do Senhor”, perdidos  em nossos pecados e em nossas infidelidades; estar atentos e vigilantes são as condições para permitir a Deus irromper na nossa existência, para restituir a ela significado e valor com a sua presença repleta de bondade e de ternura”.

Ao  concluir, o Pontífice pediu que “Maria Santíssima, modelo na espera do Senhor e ícone da vigilância, nos guie ao encontro de seu filho Jesus, vivificando o nosso amor por Ele”.

Emocionado e agradecido. Após rezar o Angelus, o Papa convidou os presentes na Praça São Pedro a unirem-se a ele em Ação de Graças pela viagem realizada a Bangladesh e Mianmar.

“Queridos irmãos e irmãs, esta noite retornei da Viagem Apostólica a Mianmar e Bangladesh. Agradeço a todos aqueles que me acompanharam com a oração e convido a unirem-se a minha Ação de Graças ao Senhor, que me permitiu encontrar aquelas populações, em particular as comunidades católicas e de ter sido edificado pelo seu testemunho. Está impresso em mim a recordação de tantos rostos provados pela vida, mas nobres e sorridentes. Trago todos eles em meu coração e na oração”.

O avião da Bangladesh Airlines trazendo o Papa Francisco de Daca aterrissou no Aeroporto Fiumicino às 22 horas de sábado, uma hora antes do previsto.

Após o Ângelus, Francisco foi à Basílica Santa Maria Maior, no centro de Roma, depositar flores diante do ícone da Salus Popoli Romani, agradecendo o bom êxito desta sua 3ª Viagem Apostólica ao sudeste asiático.

As flores foram as recebidas em sua despedida no Aeroporto de Daca. O Papa ficou alguns minutos em oração.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa: que os cristãos sejam vigilantes para não cair na mundanidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-que-os-cristaos-sejam-vigilantes-para-nao-cair-na-mundanidade/ Fri, 13 Oct 2017 13:33:55 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-que-os-cristaos-sejam-vigilantes-para-nao-cair-na-mundanidade.html Somente Cristo crucificado nos salvará dos demônios que nos fazem “deslizar lentamente para a mundanidade”, salvando-nos até mesmo da “insensatez” da qual fala São Paulo aos Gálatas – e “da sedução”.

Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Capela da Casa Santa Marta, ao inspirar sua homilia do Evangelho de Lucas, onde Jesus diz: “Mas se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus”.

O Pontífice exorta ao exame de consciência e às obras de caridade, “aquelas que custam”, mas que “nos levarão a ser mais atentos” e vigilantes para que não entrem “astutos” personagens, ou seja, os demônios.

O Senhor – explica o Papa – “pede para sermos vigilantes”, para não cairmos em tentação. Por isto, o cristão está sempre “em vigilância, vigia, está atento”, como “um sentinela”.

O Evangelho fala da luta entre Jesus e o demônio e de “alguns” que disseram que Cristo tinha “a permissão de Belzebú” para expulsá-lo.

Jesus não conta uma parábola – observa o Papa – mas “diz uma verdade”: quando o espírito impuro “sai do homem”, vagueia “por lugares desertos” buscando um repouso e não encontrando, decide retornar para a casa de onde saiu, onde habita o homem “livre”.

Então o demônio decide trazer consigo “outros sete espíritos piores do que ele”, de forma que também a “condição daquele homem” fique “pior do que antes”.

Precisamente a palavra “pior” – evidencia o Pontífice – tem “tanta força” nesta passagem, porque os demônios entram  “na surdina”:

“Começam a fazer parte da vida. Também com as suas ideias e as suas inspirações, ajudam aquele homem a viver melhor… e entram na vida do homem, entram em seu coração e por dentro começam a mudar este homem, mas tranquilamente, sem fazer barulho. É diferente, este modo é diferente daquele da possessão diabólica que é forte: esta é uma possessão diabólica um pouco “de salão”, digamos assim. E isto é o que o diabo faz lentamente, em nossa vida, para mudar os critérios, para levar-nos à mundanidade. Mimetiza-se em nosso modo de agir, e nós dificilmente nos damos conta. E assim, aquele homem, liberto de um demônio, torna-se um homem prisioneiro, um homem oprimido pela mundanidade. E isto é aquilo que o diabo quer, a mundanidade”.

A mundanidade, por outro lado, é “um passo adiante na ‘possessão’ do demônio”, acrescenta Francisco. É um “encantamento”, é a “sedução”. Porque é o “pai da sedução”. E quando o demônio entra “tão suavemente, educadamente e toma posse de nossas atitudes”, explica o Papa, os nossos valores “vão do serviço a Deus à mundanidade”. Assim nos tornamos “cristãos mornos, cristãos mundanos” com uma “mistura” – que o Papa chama de “salada de frutas” – entre “o espírito do mundo e o espírito de Deus”. Tudo isso nos “afasta do Senhor”. Francisco responde então à questão do que fazer para “não cair” e para sair de tal situação. Reafirma o tema da “vigilância” sem “se assustar”, com “calma”:

“Vigiar significa entender o que acontece no meu coração, significa parar um pouco e examinar a minha vida. Sou cristão? Eu educo mais ou menos bem os meus filhos? Minha vida é cristã ou é mundana? E como posso entender isso? A mesma receita de Paulo: olhar para Cristo crucificado. A mundanidade só vê onde está e se destrói diante da cruz do Senhor. E este é o propósito do Crucifixo em nossa frente: não é um ornamento; É exatamente o que nos salva desses encantamentos, dessas seduções que nos levam à mundanidade”.

O Pontífice exorta a nos perguntarmos se olhamos para o “Cristo crucificado”, se fazemos “a Via Sacra para ver o preço da salvação”, não só dos pecados, mas também da mundanidade”:

“Então, como eu disse, o exame de consciência, para ver o que ocorre. Mas sempre diante do Cristo crucificado. A oração. E depois, fará bem fazer-se uma fratura, não nos ossos: uma fratura nas atitudes confortáveis: as obras de caridade. Estou confortável, mas vou fazer isso, que me custa. Visitar uma pessoa doente, ajudar alguém que precisa… não sei, uma  obra de caridade. E isso rompe a harmonia que procura fazer esse demônio, esses sete demônios com o chefe, para fazer a mundanidade espiritual”.

Por Rádio Vaticano

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