vida humana - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png vida humana - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O que merece uma vida humana? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-que-merece-uma-vida-humana/ Wed, 03 Mar 2021 13:20:19 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60219 Desde a concepção a pessoa humana é a culminância do alvitre da criação, ocupando um lugar único. Ela é a imagem de Deus, e para as que vivem da fé, amor e perdão, são capazes deste reconhecimento. Foi para este valor e fim que a pessoa humana é criada e a razão basal da sua dignidade, não é apenas um caso, mas, capaz de reconhecer-se, de possuir-se e de doar-se livremente e adentrar em comunhão com outras pessoas. E é chamada, por graça, a uma aliança com o seu Altíssimo, a oferecer-lhe uma resposta de fé e de amor, e outro não pode oferecer em seu espaço. Então, a vida humana merece muito amor! Qualquer pessoa, desde o embrião até a mais vivida, vale mais do que os trilhões, o ouro, o diamante e a prata e junte todas as riquezas do mundo. A negociabilidade é uma questão de amor ou egoísmo. Quem decide? Existe o Céu, como também o Inferno.  Decidiremos para o qual?

Nenhum de nós pode viver inteiramente se não arriscar em dar a vida que auferimos, coesa, crescida. Isto é, servir os seus irmãos, amando-os, visto que amar, é consecutivamente darmos a vida.

A doação da nossa vida manifesta-se direta e individualmente nas nossas afinidades interpessoais, ou indireta e coletivamente através das causas a acastelar, das ações a empreender, dos duelos a agarrar, etc…

O episódio está em que qualquer pessoa hoje, especialmente neste mundo trágico dos excluídos, pensa que sua vida não lhe serve para nada e que jamais poderá vir a servir. Tendem-se a viver indiferentes, relapsos, sem temor, no tanto faz, embriões não são pensados como vidas humanas, suicídio se torna opção, mortes violentas de vidas humanas não mais lhes importam, gostam de viver com as pessoas, mas não se esforçam em ajudar na convivência, anopluras da vida familiar e social. “Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda, Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá nenhuma alegria” (Sb1,12-130. Ora, elas sabem que aquilo que não presta… se atira para fora!

A doação da nossa vida manifesta-se direta e individualmente nas nossas afinidades interpessoais, ou indireta e coletivamente através das causas a acastelar, das ações a empreender, dos duelos a agarrar, etc… “A firmeza interior, que é obra da graça, impede de nos deixarmos arrastar pela violência que invade a vida social, porque a graça aplaca a vaidade e torna possível a mansidão do coração” (Papa Francisco, GE, nº 166).

A pessoa humana que assume quotidianamente a fé, não carcome as suas potências a prantear-se dos erros desatentos, é capaz de conservar calada sobre os defeitos dos seus irmãos e atalha o abuso falado que arrasa e fere, porque não se mede digna de ser dura com os outros, mas avalia-os elevados a si própria: “ Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensina a considerar os outros superiores a vós mesmos” (Fl 2, 3).

Não nos basta, com efeito, para nós, recolhermos, tomarmos consciência da vida que recebemos de outrem, assumi-la plenamente, e, integrando-a personaliza-la; mas é preciso a cada momento tentarmos fazê-la passar de nós mesmos para os outros, para que ela continue o seu itinerário de criação. Caso contrário, colocamo-nos numa situação versus da história da pessoa humana e da humanidade, ausente do desígnio do Pai, efetivado no seu filho Jesus Cristo. E, nesse caso, não podemos ser felizes, porque não vivemos no bom sentido. Às vezes, vivemos por um longo tempo, o que não nos pertence, e isto lota a vida pessoal, familiar e social. A vida não perde sua essência aqui na terra. É o próprio Deus, o dono dela que diz: “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14). E nos diz com brandura: “Como o Pai me ama, assim também eu vos amo” (Jo 15,9). Juntos pela vida humana, vale muito amor, perdão, conquista! A vida humana tem um lugar no Céu. “Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou” (Jo 14,3-4). Crê e se sente no caminho com a Igreja e com a família?

Pe. Antônio Teixeira Sobrinho

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Por que sofremos? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-que-sofremos/ Tue, 30 Jan 2018 07:44:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50572 Franz Kafka descreve o ser humano como um condenado à morte que ignora, contudo, como será a sentença que lhe será decretada. Ele não sabe por que deve morrer e não compreende o sentido dessa experiência. Albert Camus concebe o ser humano como alguém que busca o inatingível. Mas, na medida em que passa a vida, descobre que não consegue alcançar as mais profundas aspirações. Dessa forma, constata o absurdo de sua existência. Há esvaziamento de sentido de sua humana vivência na terra.

Nesses casos, não se concebe a beleza da existência como um benefício da bondade divina, que é o fundamento de todos os outros bens. Quando se percebe a realidade da existência nos confins de nossa vida na terra, interpreta-se que a cadeia de acontecimentos vividos desemboca necessariamente no desespero. Entende-se a vida apenas como uma evolução penosa rumo a um destino ignorado.

Em tempos de profunda crise de esperança, de incapacidade de sonhar e projetar o futuro, de preferir eternizar o presente para que seja eterno enquanto dure, toda experiência de dor tende a ser camuflada ou intencionalmente “esquecida”, se é que é possível enganar-se tanto e por muito tempo.

A experiência da vida humana é uma alternância de alegrias e sofrimentos. Tristeza e dor nem sempre dependem da vontade humana. Pode-se até pensar o mal como uma anomalia da criação ou um escândalo que remete a tantas interrogações: por que sofrer? O mistério do mal sempre afetou o ser humano ao longo da história. A dor aparece como a privação do bem ou uma ruptura, ou mesmo uma desordem.

A fé não suprime a dor, mas a despoja do seu estilo punitivo. Para quem crê, o sofrer estabelece uma intimidade com Cristo. A partir da experiência de Jesus na carne, o Filho de Deus viveu o sofrimento. Com Ele, o sofrer implica tentação e convite. Tentação porque a dor, seja de qual tipo for, ameaça todas as seguranças e certezas da pessoa. Ela é uma ruptura que pode fragmentar todo o indivíduo. Reagir com revolta diante da dor é a atitude de quem não consegue avaliar os limites da natureza e termina imputando a Deus a impotência humana. Sofrer também implica convite, porque ao absurdo da dor se contrapõe a solidariedade de Cristo, que modifica o sentido do sofrimento. Quem sofre pode crescer moral e espiritualmente com essa experiência. É claro que poucos são os que conseguem viver tudo isso numa enfermidade. Depende de fé. Só o crente pode abrir caminhos de libertação da escravidão imposta pelo mal. Assim, não interessa quanto se sofre, mas como se sofre.

A fé não pode ocupar-se em responder sobre o porquê da dor. Na Bíblia não se encontra uma solução racional para essa questão. Mesmo que os textos tendam, na maior parte, a conceber a dor como resultado de uma desordem introduzida no mundo pelo pecado, biblicamente não se sustenta a ideia de que a dor é resultado de um destino cego que advém sobre a humanidade. Muito mais é entendida como uma disposição da insondável sabedoria divina, diante da qual o ser humano deve reverenciar pela força da fé.

Assim, a dor não é uma vingança, tampouco um castigo divino para descontar as faltas humanas. Mas a dor tem sempre um significado, seja para o justo quanto para o pecador. É um caminho para que a humanidade alcance a felicidade eterna. Por um lado, induz o pecador a abandonar o pecado e voltar-se para Deus. Por outro, o sofrimento é vivido pelo justo como um meio da pedagogia divina. Eis o desafio: aprender a amar mesmo em meio ao sofrer.

Por Dom Leomar Antônio Brustolin – Bispo auxiliar de Porto Alegre

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Papa: vida humana possui uma dignidade intangível https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/papa-vida-humana-possui-uma-dignidade-intangivel/ Fri, 26 Jan 2018 13:04:44 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-vida-humana-possui-uma-dignidade-intangivel.html O Papa Francisco recebeu na Sala Clementina, esta sexta-feira (26/01), os participantes da plenária da Congregação para a Doutrina da Fé.

O Santo Padre agradeceu-lhes pelo compromisso cotidiano de apoio ao magistério dos bispos, pela tutela da retidão da fé e da santidade dos Sacramentos, e pela atenção a todas as questões que hoje requerem um discernimento pastoral importante, como examinar casos relativos a delitos graves e pedidos de dissolução do vínculo matrimonial em favor da fé.

Segundo o Papa, “essas tarefas são ainda mais atuais diante do horizonte, cada vez mais fluido e mutável, que caracteriza a autocompreensão do homem de hoje e influi em suas escolhas existenciais e éticas”.

“O homem de hoje não sabe mais quem ele é e faz esforço para reconhecer como agir bem.”

Francisco reconheceu o esforço da Congregação para a Doutrina da Fé no estudo “acerca de alguns aspectos da salvação cristã, com o objetivo de reafirmar o significado da redenção”, tendo como referência algumas tendências que expressam um individualismo que confia nas próprias forças para salvar-se.

“Acreditamos que a salvação consiste na comunhão com Cristo ressuscitado que, graças ao dom de seu Espírito, nos introduziu numa nova ordem de relações com o Pai e entre os homens”, afirmou o Papa.

Francisco recordou também o estudo realizado pelo organismo sobre as implicações éticas de uma antropologia adequada no campo econômico-financeiro.

“Somente uma visão do ser humano como pessoa, ou seja, como sujeito essencialmente de relação e dotado de uma racionalidade peculiar e ampla, é capaz de agir conforme a ordem objetiva da moral. O Magistério da Igreja sempre reiterou com clareza, a esse propósito, que a atividade econômica deve ser conduzida segundo as leis e os métodos próprios da economia, mas no âmbito da ordem moral.”

O Papa recordou que nessa assembleia os participantes debateram também a questão delicada do acompanhamento dos doentes terminais.

“A esse respeito, o processo de secularização, levou ao crescimento do pedido de eutanásia em muitos países, como afirmação ideológica do desejo de poder do homem sobre a vida. Isso também levou a considerar a interrupção voluntária da existência humana como uma escolha de ‘civilização’.”

Segundo o Pontífice, “é claro que onde a vida não vale por sua dignidade, mas por sua eficiência e produtividade, tudo se torna possível. Nesse cenário é preciso reiterar que a vida humana, desde a concepção até a morte natural, possui uma dignidade que a torna intangível”.

Para Francisco, “a dor, o sofrimento, o sentido da vida e da morte são realidades que a mentalidade atual luta para enfrentar com um olhar cheio de esperança. Sem uma esperança confiável que ajude o homem a enfrentar também a dor e a morte, ele não consegue viver bem e conservar uma perspectiva confiante diante de seu futuro. Este é um dos serviços que a Igreja é chamada a prestar ao homem atual”.

O Papa concluiu o discurso, afirmando que a missão da Congregação para a Doutrina da Fé é eminentemente pastoral.

“Pastores autênticos são aqueles que não abandonam o homem, nem o deixam em sua desorientação e erros, mas com verdade e misericórdia o trazem de volta para reencontrar no bem o seu rosto autêntico.”

Segundo o Papa, “autenticamente pastoral é toda ação que pega o ser humano pela mão quando ele perdeu o sentido de sua dignidade e destino, para leva-lo com confiança a redescobrir o amor paterno de Deus, seu bom destino e os caminhos para  construir um mundo mais humano”.

“Esta é a grande tarefa da Congregação para a Doutrina da Fé e toda instituição pastoral na Igreja”, concluiu Francisco. 

Por Vatican News

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Papa discursa à Pontifícia Academia para a Vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-discursa-a-pontificia-academia-para-a-vida/ Thu, 05 Oct 2017 15:12:43 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-discursa-a-pontificia-academia-para-a-vida.html O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira, 5, os participantes da Assembleia Geral dos Membros da Pontifícia Academia para a Vida. O tema da Assembleia é “Acompanhar a vida. Novas responsabilidades na era tecnológica”.

Esse também foi o ponto de partida do discurso do Papa. Francisco afirmou que este é um tema desafiador, mas ao mesmo tempo necessário, pois o mesmo aborda o entrelaçamento de oportunidades e criticidades que interpela o humanismo planetário, em referência aos recentes desenvolvimentos tecnológicos das ciências da vida.

“O poder das biotecnologias, que permite manipulações da vida até ontem impensáveis, apresenta enormes problemas”, disse o Papa, ressaltando, portanto, a necessidade de intensificar o estudo sobre os efeitos de tal evolução da sociedade no sentido tecnológico, a fim de articular uma síntese antropológica que esteja à altura desde desafio do tempo atual.

Francisco fez algumas reflexões considerando, primeiramente, as perguntas, novas e antigas, sobre o sentido da vida, sobre sua origem e seu destino. “O traço emblemático desta passagem pode ser brevemente reconhecido na rápida disseminação de uma cultura obsessivamente centrada na soberania do homem”. Segundo o Papa, alguns falam até em “egolatria”, ou seja, verdadeira adoração do ego, em que a pessoa olha tanto para si a ponto de se tornar incapaz de olhar para os outros e para o mundo. “A difusão desta atitude tem sérias consequências para todas as suas afeições e laços da vida”, pontuou.

Uma teologia da Criação e da Redenção que saiba se traduzir em palavras e gestos do amor por cada vida e por toda a vida é hoje mais do que nunca necessária para acompanhar o caminho da Igreja no mundo atual, disse. O Papa acrescentou, nesse sentido, que a Encíclica Laudato si é como um manifesto dessa retomada do olhar de Deus e do homem sobre o mundo, a partir da grande narração de revelação que é oferecida nos primeiros capítulos do Livro do Gênesis.

Aliança entre homem e mulher

Não faltou no discurso do Papa uma menção à aliança entre homem e mulher. Ele disse que essa aliança é chamada a tomar em suas mãos a direção de toda a sociedade, um convite à responsabilidade pelo mundo, na cultura, política, trabalho, economia e também na Igreja.

“Não se trata apenas de oportunidades iguais ou de reconhecimento recíproco. Trata-se, sobretudo, de compreensão dos homens e das mulheres sobre o significado da vida e sobre o caminho dos povos. O homem e a mulher são chamados não apenas a falar-se de amor, mas a falar-se com amor, do que eles devem fazer para que a convivência humana se realize na luz do amor de Deus por cada criatura”.

Francisco destacou que não é correta a hipótese recentemente avançada de reabrir o caminho para a dignidade da pessoa neutralizando radicalmente a diferença sexual e, portanto, a compreensão do homem e da mulher. “Em vez de contrastar as interpretações negativas da diferença sexual, que mortificam seu valor irredutível para a dignidade humana, se deseja cancelar o fato de tal diferença, propondo técnicas e práticas que a tornam irrelevante para o desenvolvimento da pessoa e para as relações humanas”.

Nesse sentido, o Papa explicou que a utopia do “neutro” remove seja a dignidade humana da constituição sexualmente diferente, seja a qualidade pessoal da transmissão generativa da vida. “A manipulação biológica e psíquica da diferença sexual, que a tecnologia biomédica permite vislumbrar como totalmente disponível à escolha da liberdade – enquanto não o é! – corre o risco assim de desmontar a fonte de energia que alimenta a aliança do homem e da mulher e a torna criativa e fecunda”.

O último ponto de reflexão do Papa em seu discurso foi sobre o acompanhamento e o cuidado da vida ao longo de toda a sua história individual e social, o que exige a reabilitação de um “ethos” da compaixão ou da ternura pela geração e regeneração do humano na sua diferença.

“Trata-se, antes de tudo, de reencontrar sensibilidade pelas diversas idades da vida, especialmente pelas das crianças e dos idosos. Tudo aquilo que neles é delicado e frágil, vulnerável e corruptível, não é uma questão que deve se referir apenas à medicina e o bem-estar. Estão em jogo partes da alma e da sensibilidade humana que pedem para ser ouvidas e reconhecidas, preservadas e apreciadas, por cada indivíduo e pela comunidade. Uma sociedade na qual tudo isso só pode ser comprado e vendido, burocraticamente regulado e tecnicamente predisposto, é uma sociedade que já perdeu o sentido da vida”, afirmou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Aborto: nova nota de condenação da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/aborto-nova-nota-de-condenacao-da-cnbb/ Wed, 12 Apr 2017 07:52:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45432 Na tarde desta terça-feira, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”. Os bispos reafirmam posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural” e, desse modo lembra condenam “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”. 

“O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu”, sublinham os bispos.

Os bispos ainda lembram que “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto”.  E afirmam: “A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade”. 

Atitudes antidemocráticas

Na Nota, os bispos afirmam: “Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar”. 

A CNBB pede: “O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado”. E conclama: as “comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana”.

Leia a Nota:

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL 

Presidência

NOTA DA CNBB

PELA VIDA, CONTRA O ABORTO

“Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio”

(Didaquê, século I)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através da sua Presidência, reitera sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural . Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil. 

O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir-a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início . Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso.

A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico-cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência  e o arcabouço moral  do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo . As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valores . O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis” .

O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer” .

Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar. 

O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado. 

Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto” . São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto. 

É um grave equívoco pretender resolver problemas, como o das precárias condições sanitárias, através da descriminalização do aborto. Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil. Espera-se do Estado maior investimento e atuação eficaz no cuidado das gestantes e das crianças. É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos. 

Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana.

Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias, especialmente para as mães e os nascituros.  

Brasília-DF, 11 de abril de 2017.

 

Cardeal Sergio da Rocha

Arcebispo de Brasília

Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ   

 Arcebispo de São Salvador

Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo U. Steiner, OFM

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário-Geral da CNBB

Por CNBB

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Papa Francisco incentiva a defender a vida “desde a concepção até o fim” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-incentiva-a-defender-a-vida-desde-a-concepcao-ate-o-fim/ Wed, 29 Mar 2017 10:03:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45172 Em recente publicação na sua própria rede social Twitter, o Papa Francisco encorajou os fiéis a defender a vida humana “desde a concepção até o fim”.

O Santo Padre tem mais de 33 milhões de seguidores nas suas 9 contas no Twitter, em espanhol, inglês, português, italiano, francês, alemão, árabe, polonês e latim. Somente no idioma espanhol o Pontífice tem mais de 12,7 milhões de usuários.

Francisco recordou em sua publicação: “Proteger o sagrado tesouro de cada vida humana, desde a concepção até o fim, é a melhor maneira para prevenir todas as formas de violência”.

Durante o seu pontificado, o Papa Francisco tem incentivado a defender a vida “em todas as fases” e classificado tanto o aborto como o infanticídio como “crimes abomináveis”.

Durante o Ano Jubilar da Misericórdia, que terminou em novembro de 2016, o Papa permitiu que todos os sacerdotes pudessem perdoar o pecado do aborto, algo geralmente reservado aos bispos.

O Santo Padre, em seguida, estendeu essa licença por tempo indeterminado.

Por ACI DIgital

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Embrião humano é autônomo inclusive fora do ventre materno https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/embriao-humano-e-autonomo-inclusive-fora-do-ventre-materno/ Wed, 01 Feb 2017 09:40:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44194 Ana Maria Dumitru, uma estudante do quinto ano de Doutorado em Medicina e Filosofia na Escola de Medicina Geisel (Estados Unidos), divulgou um novo estudo que demonstra que os embriões humanos dirigem de maneira autônoma seu próprio desenvolvimento desde os primeiros momentos da sua vida, inclusive quando não estão no ventre materno.

“Um estudo recente publicado por Marta N. Shahbazi e colegas do Reino Unido demonstra que esta célula recém-formada sabe o que deve fazer depois da concepção, independentemente de receber ou não sinais de um útero que o acolhe”, explicou Dumitru.

A articulista detalhou que Shahbazi e seus colegas demonstraram que um óvulo fertilizado ou embrião recém-formado “é um ser vivo autônomo”.

“Esta pequena célula, com seu conteúdo genético completo, pode e começa a se dividir e a crescer, inclusive em um prato experimental de uma incubadora”.

A doutora contou que Shahbazi e seus colegas descongelaram embriões congelados que foram doados ao seu grupo de investigação de uma clínica de fertilização in vitro. 

“Estes embriões cresceram além do ponto que normalmente se implantariam no revestimento do útero, utilizando um sistema de cultivo in vitro do seu próprio desenho. Informaram que estas células podem se organizar com êxito, apesar de não estar implantada no útero”.

“Isto significa que, como suspeitamos, os embriões sabem o que supostamente devem fazer para viver, independentemente de estarem no ventre de sua mãe ou não”, acrescentou. 

Dumitru disse que a razão pela qual o estudo de Shahbazi é tão crítico é “porque não estão forçando estes embriões a se dividir, nem estão dando instruções para eles”.

E, embora um embrião recém fertilizado “possa não saber se foi ‘querido’ ou não”, ele sabe “que quer viver”.

“De fato, o embrião tem duas grandes missões desde o seu momento de concepção: uma é começar a se dividir e a outra é passar da trompa de Falópio da mãe ao revestimento do útero. O embrião precisa se implantar com êxito, porque por si só ele apenas tem recursos suficientes por um número limitado de dias, por isso precisa se nidificar no endométrio rico em nutrientes da sua mãe, a fim de adquirir mais alimentos”, assegurou.

A perita acrescentou que essa é a razão pela qual a maioria dos remédios e “anticoncepcionais” funcionam como abortivos, pois, “em vez de impedir que os espermatozoides fertilizem o óvulo, impedem que o embrião se implante corretamente”.

“Sem os nutrientes normalmente proporcionados pela implantação, o embrião morrerá. Mas, como Shahbazi e seus colegas demonstraram, se complementam o embrião com nutrientes, continuará lutando pela vida”, acrescentou.

“Já sabíamos que o embrião em desenvolvimento se comunica com a mãe através de sinais e a troca de nutrientes na corrente sanguínea, mas agora sabemos que o embrião está programado para a sobrevivência desde o primeiro dia”, reiterou a perita.

No início do seu artigo, Dumitru pergunta: “Quando a vida começa?”. E logo explica que a ciência já respondeu tal pergunta de maneira “forte e clara”.

“É muito simples. É necessário um óvulo de uma mulher e um espermatozoide de um homem. O esperma penetra no óvulo. E agora temos uma célula com a quantidade completa de material genético necessário para tudo o que um ser humano poderia querer fazer”, esclareceu.

“Inclusive isto pode não ser suficiente para convencer os céticos. Há alguns meses, estava debatendo as questões de quando a vida começa e a autonomia do embrião recém-formado com alguns colegas. Fiquei surpresa ao saber que ainda dependem da ordem de um partido político: ‘a princípio, é apenas um grupo de células’”.

“No laboratório onde trabalho, estudamos a divisão celular. Como cientistas, meus colegas devem admitir que os embriões estão compostos de células vivas, mas não aceitam o embrião como um organismo vivo. Se o embrião recém-formado é ‘apenas um grupo de células’, então você pode justificar o aborto. Conforme esta lógica, não é um ser autônomo, e definitivamente ainda não é uma pessoa humana. São apenas algumas células que crescem no corpo da mãe, por isso a mãe poderia escolher se desfazer dessas células se quiser”.

Ante as afirmações de seus colegas, Dumitru manifestou que “chegou a hora de ver a verdade”, porque “a ciência já afirmou o que suspeitamos há muito tempo”:

“Podemos chamá-los de óvulos fertilizados, zigotos, mórulas, blastocistos, frutos da concepção, embriões ou fetos, mas isso não muda a verdade. E a verdade é esta: são seres humanos autônomos desde o princípio”, assegurou.

Por ACI Digital

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