vício - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png vício - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Dia Nacional de Combate ao Fumo conscientiza sobre danos do tabaco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-nacional-de-combate-ao-fumo-conscientiza-sobre-danos-do-tabaco/ Tue, 29 Aug 2017 11:55:56 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-nacional-de-combate-ao-fumo-conscientiza-sobre-danos-do-tabaco.html Nesta terça-feira, 29, é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O principal objetivo desta data é acentuar ações nacionais de sensibilização e mobilização da população acerca dos danos sociais, políticos e econômicos causados pelo tabaco.

Considerada uma droga de caráter psicoativa, o tabaco produz alterações no humor e gera dependência, devido à nicotina. Largar o vício não depende única e exclusivamente do dependente, como esclarece a psicóloga Vera Borges, da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (INCA) órgão que realiza atividades periódicas de combate ao fumo.

“Essa esperada ‘força de vontade’ é entendida por muitas pessoas como um poder de superação expressivo do tabagista, que ao exercitá-lo, terá resolvido o problema e deixará de fumar. Na prática não é exatamente assim, porque a dependência química compromete seu poder de escolha. Muitas vezes o tabagista promete para si mesmo e aos outros que deixará de fumar, mas tem dificuldades”, explicou Vera.

O carioca Daniel Claro deixou de fumar há oito anos com a ajuda de um remédio. O que o motivou a abandonar o vício em caráter definitivo foi a morte por câncer de pulmão de um amigo próximo. “Fui vê-lo no hospital e me assustei com seu estado, pois ele não reconhecia ninguém. Desde então, nunca mais fumei e passei a praticar diversas atividades físicas”, relatou. Atualmente, Daniel pratica esportes e atividades físicas regularmente.

Há tratamentos disponíveis para abandonar este vício, mas a eficiência vai de acordo com cada indivíduo. “Em todas as dependências químicas, a recaída pode ocorrer, e com o tabagismo não é diferente. Isso se dá ao fato de haver nicotina nos produtos do tabaco, que ao ser retirada pode produzir grande desconforto físico, fazendo com que o tabagista volte a fumar, ou seja, recaindo”, esclareceu Vera.

Roberta Cardoso viveu uma experiência similar ao quadro apresentado pela psicóloga. Fumante há muitos anos, passou os últimos seis meses sem tocar em um cigarro, mas acabou tendo uma recaída recentemente. “Resolvi parar no final do ano passado. De uma hora para outra. Parei por algum tempo, mas em alguns meses voltei. Foi aquela história, ‘só hoje’”, disse. “Minha meta é parar. Minha mãe parou depois de 40 anos fumando. Se ela conseguiu, eu também consigo”, reiterou, esperançosa.

A recaída é um efeito esperado, o que não significa que a pessoa não conseguirá se livrar do vício. “É importante entender que a recaída é esperada, mas não significa fracasso. Ela faz parte do processo para deixar de fumar, até que o tabagista aprenda a lidar com a dependência química”, relatou Vera Borges, acrescentando que os esforços em prol das ações para acabar com o tabagismo continuam, apesar das tentativas contrárias por parte da indústria do tabaco. “O compromisso de reduzir a prevalência de tabagistas no mundo é meta de que a saúde pública não abre mão”, ressaltou a médica.

O tabagismo pode trazer os mais diversos malefícios: câncer no pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, estômago e fígado são os mais comuns. “Além de comprometer a qualidade de vida de seus usuários, ainda causa danos financeiros pelo fato de comprar cigarros diariamente e adoecer fumantes passivos”, finaliza Vera.

Por Canção Nova

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Não existem pessoas irrecuperáveis, diz Santa Sé sobre vício das drogas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nao-existem-pessoas-irrecuperaveis-diz-santa-se-sobre-vicio-das-drogas/ Mon, 26 Jun 2017 15:31:34 +0000 http://teste.toqueto.com/nao-existem-pessoas-irrecuperaveis-diz-santa-se-sobre-vicio-das-drogas.html Na mensagem para o Dia Internacional de Combate ao Abuso e ao Tráfico Ilícito de Drogas – 26 de junho – o presidente do dicastério vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson [foto], disse que considerar as pessoas irrecuperáveis é um ato de rendição. Para ele, o fato desmente as dinâmicas psicológicas propostas para a mudança e oferece justificativa ao descompromisso do dependente químico e às instituições que têm a tarefa de prevenir e de curar.

Para o cardeal, a sociedade não pode aceitar simplesmente que o uso de drogas é um traço crônico da época atual, como se tornou o consumo de álcool e o tabagismo, esquivando-se de um debate incisivo sobre os espaços de liberdade do Estado e do cidadão diante do uso de substâncias tóxicas ilícitas.

O cardeal disse ainda que não se deve minimizar as dependências químicas que nascem e se desenvolvem com características complexas, ligadas a evidências clínicas pré-existentes ou consequentes ao uso de substâncias psicoativas.

Aliado a isso, o religioso destacou que não se pode cair na injustiça de classificar o dependente químico como um “objeto” ou um “mecanismo defeituoso”. “Toda pessoa deve ser valorizada e apreciada em sua dignidade para poder ser curada”, afirmou.

No âmbito do tratamento, Dom Turkson ressaltou que as políticas e estratégias de amplo alcance, e preventivas, não podem deixar em segundo plano as causas provenientes dos diversos fatores sociais, partindo novamente sempre do “compromisso de educar”.

“Não é tempo de protagonismos, mas de ‘redes’ capazes de reativar as conjunturas sociais e educativas superando as competições inúteis, as atribuições a outros e a formas de isenção de responsabilidade, de modo a dar aos jovens a guinada justa, como nos exorta a fazer o Papa Francisco”, disse o cardeal Turkson.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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O sofrimento por trás das drogas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-sofrimento-por-tras-das-drogas/ Fri, 03 Feb 2017 11:04:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44236 Caros amigos, o tráfico e o consumo de drogas ilícitas são um terrível sofrimento social, atingindo milhares de pessoas em nosso país. Famílias de dependentes, comunidades reféns da violência do tráfico e das milícias e as inumeráveis redes criminosas de lavagem de dinheiro e manipulação política são alguns problemas críticos desta situação.

Não há lugar livre deste grande mal e, por isso, são necessárias ações efetivas em todas as Paróquias e comunidades. Nossas armas de resistência contra este mal são a onipotente graça de Deus e a caridade fraterna.

Em princípio, é importante perceber que toda esta rede de violência baseia-se na fragilidade de nossa natureza, passível de vícios de todo tipo. Assim, todas as repressões legais e policiais contra o tráfico cuidam dos sintomas de uma sociedade doente, em que os vícios funcionam como compensação ao déficit de amor nos corações frágeis. Mas o cuidado com a pessoa atinge diretamente a causa do problema.

Ninguém está imune aos vícios, mas há grupos mais vulneráveis. Estes não se caracterizam primordialmente pela desigualdade econômica, como muitos tendem a afirmar, mas coincidem na busca por prazeres imediatos e pela fuga da realidade, fatores continuamente denunciados como um grave problema social pelo Papa Francisco. (Cfr. Evangelii Gaudium 62)

É preciso destacar que o sofrimento que leva às drogas tem entre outras causas a crescente desagregação familiar e a ausência de um comprometimento decisivo no campo da educação. Quando as relações familiares se desorientam ou deixam de existir, a sociedade perde a oportunidade de receber homens e mulheres formados na esteira do amor e das virtudes. Ao mesmo tempo, a sociedade também sofre por falta de políticas educacionais que verdadeiramente promovam a formação integral da pessoa.

Sem esses dois eixos basilares de uma sociedade sadia e forte, crescem a violência, as tragédias e o recurso às drogas. Tanto a violência como a fuga da realidade são grandes flagelos da ordem social e da convivência humana pacífica, que impedem o progresso de uma nação. Profetizou o antropólogo Darcy Ribeiro em 1982: ”se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”.

Por isso, no que diz respeito aos jovens, que estão desenvolvendo sua personalidade, é fundamental uma formação humana integral baseada no amor e na verdade, que lhes dará instrumentos suficientes não só para descartar os caminhos errados, mas também uma consciência crítica bem formada que o torna capaz de perceber e agir conforme os princípios da verdade, justiça e fraternidade que se traduzem por um compromisso decidido no serviço à vida de seus semelhantes e à construção de uma sociedade mais humana.

Nenhuma iniciativa é fácil, mas não podemos assistir de braços cruzados, os jovens caindo nas drogas, as famílias definhando, as mortes de inocentes e a ampliação das “cracolândias”. O clamor de tanta dor chega ao Coração Deus, que pede de nós uma ação concreta. É preciso quebrar esta corrente do mal!

Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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