viagem - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png viagem - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: arrependimento, chave para superar hipocrisia, duplicidade e clericalismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-arrependimento-chave-para-superar-hipocrisia-duplicidade-e-clericalismo/ Mon, 02 Oct 2017 08:04:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48782 A palavra-chave para “superar a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo” é o arrependimento, “que permite não enrijecer-se, de transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado em “não” por amor do Senhor”.

Com a celebração eucarística no Estádio de Ara, em Bolonha, o Papa concluiu sua visita pastoral iniciada na manhã deste domingo, recordando que a Palavra de Deus, que é uma Palavra viva, “penetra a alma e traz à luz os segredos e as contradições do coração” e que nunca devemos esquecer os alimentos-base que sustentam o nosso caminho:  “a Palavra, o Pão, os pobres”.

Francisco desenvolveu a sua homilia inspirando-se na parábola dos filhos que, ao pedido de seu pai para irem a sua vinha, um responde não, mas depois vai, enquanto o segundo diz sim, mas não vai.

“Existe uma grande diferença – observou o Papa – entre o primeiro filho, que é preguiçoso, e o segundo, que é hipócrita”. No coração do primeiro, “ainda ressoava o convite do pai”, enquanto no do segundo, “não obstante o sim, a voz do pai estava sepultada”:

“A recordação do pai despertou o primeiro filho da preguiça, enquanto o segundo, mesmo conhecendo o bem, negou o dizer com o fazer. De fato, tornou-se impermeável à voz de Deus e da consciência e assim havia abraçado sem problemas a duplicidade de vida”.

Pecadores em caminho ou pecadores sentados

Com esta parábola – explica o Papa – Jesus coloca dois caminhos diante de nós, “que nem sempre estamos prontos para dizer sim com as palavras e as obras, porque somos pecadores”:

“Mas podemos escolher ser pecadores em caminho, que  permanecem na escuta do Senhor e quando caem se arrependem e se reerguem, como o primeiro filho; ou pecadores sentados, prontos a justificar-se sempre e somente em palavras, segundo o que convém”.

Chefes religiosos da época se assemelhavam ao filho de vida dupla

Jesus dirige esta parábola – explicou Francisco – a alguns chefes religiosos da  época “que se assemelhavam ao filho de vida dupla, enquanto as pessoas comuns se comportavam frequentemente como o outro filho”:

“Estes chefes sabiam e explicavam tudo, em modo formalmente irrepreensível, como verdadeiros intelectuais da religião. Mas não tinham a humildade de escutar, a coragem de interrogar-se, a força de arrepender-se”.

E Jesus os repreende de forma severa, dizendo que até mesmo os publicanos – que eram corruptos traidores da pátria – os precederiam no reino de Deus.

O problema destes chefes religiosos – observa o Papa – é que erravam no modo de viver e pensar diante de Deus:

“Eram, em palavras e com os outros, inflexíveis custódios das tradições humanas, incapazes de compreender que a vida segundo Deus é ‘em caminho’, que pede a humildade de abrir-se, arrepender-se e recomeçar”.

Superar a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo

Isto nos ensina – ressaltou o Pontífice – que não existe uma vida cristã decidida numa conversa ao redor duma mesa, “cientificamente construída, onde basta cumprir alguns ditames para aquietar a consciência”:

“A vida cristã é um caminho humilde de uma consciência nunca rígida e sempre em relação com Deus, que sabe arrepender-se e entregar-se a Ele nas suas pobrezas, sem nunca presumir bastar-se a si mesma. Assim, são superadas as edições revistas e atualizadas daquele antigo mal, denunciado por Jesus na parábola: a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo, a separação das pessoas”.

Arrependimento

Neste sentido, disse o Papa, a palavra-chave é “arrepender-se”:

“É o arrependimento que permite não enrijecer-se, de transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado, em “não”, por amor ao Senhor. A vontade do Pai, que a cada dia delicadamente fala à nossa consciência, se realiza somente na forma de arrependimento e da conversão contínua. Definitivamente no caminho de cada um existem duas estradas: ser pecadores arrependidos ou pecadores hipócritas”.

Puros de coração e não puros por fora

O que realmente conta – afirma Francisco, “não são os raciocínios que justificam e tentam salvar as aparências, mas um coração que avança com o Senhor, luta a cada dia, se arrepende e retorna para Ele. Porque o Senhor busca puros de coração, não puros “por fora’”.

Relação entre pais e filhos

A parábola é atual e diz respeito também às relações, “nem sempre fáceis, entre pais e filhos”:

“Hoje, na velocidade das transformações uma geração e outra, se constata mais forte a necessidade de autonomia do passado, às vezes até mesmo com a rebelião. Mas após os fechamentos e os longos silêncios de um lado ou de outro, é bom recuperar o encontro, mesmo se ainda habitado por conflitos, que podem tornar-se um estímulo de um novo equilíbrio”.

Assim como na família – completa o Santo Padre –  “também na Igreja e na sociedade nunca se deve renunciar ao encontro, ao diálogo, em buscar novas vias para caminhar juntos”.

Três “Pês”: Palavra, Pão, pobres

Para concluir sua visita pastoral, o Papa quis deixar três pontos de referência, três “P” sobre como ir em frente no caminho da Igreja: a Palavra, o Pão, os pobres.

A Palavra – explicou –  “é a bússola para caminhar humildes, para não perder a estrada de Deus e cair na mundanidade”.

A segunda é o Pão, “o Pão Eucarístico, porque tudo começa a partir da Eucaristia. É na Eucaristia que se encontra a Igreja: não nas conversas e nas crônicas, mas aqui, no Corpo de Cristo partilhado por pessoas pecadoras e necessitadas, que porém se sentem amadas e então desejam amar (…). Este é o início irrenunciável do nosso ser Igreja”.

Por fim, o terceiro “P”, os pobres:

“Ainda hoje, infelizmente, para tantas pessoas falta o necessário. Mas existem também tantos pobres de afeto, pessoas sozinhas, os pobres de Deus. Em todos eles encontramos Jesus, porque Jesus no mundo seguiu o caminho da pobreza, do aniquilamento”.

“Da Eucaristia aos pobres vamos encontrar Jesus”, disse Francisco, que recordou as palavras que o Cardeal Lecaro amava ver escritas no altar: “Se partilhamos o pão do céu, como não partilhar o terrestre?”.

E o Papa conclui, exortando-nos a pedir a graça de nunca esquecermos “estes alimentos-base, que sustentam o nosso caminho”: a Palavra, o Pão, os pobres.

Por Rádio Vaticano

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Papa, atento às ocasiões de diálogo, satisfeito com resultado de visita a Moscou https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-atento-as-ocasioes-de-dialogo-satisfeito-com-resultado-de-visita-a-moscou/ Fri, 25 Aug 2017 12:17:52 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-atento-as-ocasioes-de-dialogo-satisfeito-com-resultado-de-visita-a-moscou.html Uma viagem para construir pontes,  marcada por um clima de escuta e diálogo. Após retornar da Rússia, o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, concedeu uma entrevista exclusiva à Secretaria para a Comunicação, na pessoa do colega do Programa italiano, Alessandro Gisotti.

RV: Eminência, havia uma grande expectativa por esta sua viagem à Rússia. Com que sentimentos o senhor retorna ao Vaticano?

“Acredito que o balanço desta viagem seja um balanço substancialmente positivo e portanto, obviamente, os meus sentimentos são sentimentos de gratidão ao Senhor por me ter acompanhado durante estes dias. Pudemos cumprir o programa que estava fixado, ter os encontros previstos, e devo dizer que estes encontros – quer a nível das autoridades, quer com o Presidente Putin como com o Ministro do Exterior Lavrov, e depois com os expoentes da hierarquia da Igreja Ortodoxa russa, isto é, o Patriarca Kirill e o Metropolita Hilarion – foram caracterizados justamente por um clima de cordialidade, um clima de escuta, um clima de respeito. Eu os definiria como encontros significativos, foram encontros também construtivos e me sinto no dever de acentuar um pouco esta palavra: “encontros construtivos”. Obviamente, depois, houve também a parte do encontro com a comunidade católica. Sobretudo graças à conversação e ao diálogo que tivemos com os bispos na Nunciatura, foi possível conhecer um pouco mais de perto a realidade, a vida da comunidade católica na Rússia, as suas alegrias, as suas esperanças, mas também os desafios e as dificuldades que deve enfrentar. Em relação a estas últimas, em parte, foi possível também apresentá-las, expô-las às autoridades. Cito uma delas: o tema da restituição de algumas igrejas que foram confiscadas nos tempos do regime comunista e pelas quais não foi ainda providenciada a restituição diante das necessidades da comunidade católica de ter locais de culto adequados. Portanto, eu diria que no final – para dizer numa palavra – foi uma viagem útil, foi uma viagem interessante, foi uma viagem construtiva”.

Rv: O senhor já teve a oportunidade de falar com o Santo Padre sobre a viagem? O que poderia ser compartilhado daquilo que falaram?

“Sim, naturalmente, assim que eu retornei encontrei o Santo Padre para fazer a ele um brevíssimo, sintético relatório, quer sobre conteúdos como dos resultados da viagem, e naturalmente, transmiti a ele também as saudações que me foram confiadas por todas as partes que encontrei, do afeto e da proximidade da comunidade católica, das diferentes saudações das autoridades. Recordo que o Presidente Putin – acredito que tenha sido gravada a parte pública do encontro – sublinhou precisamente a recordação viva que mantém de seus encontros com o Papa Francisco, em 2013 e em 2015. E a fraterna saudação depois do Patriarca Kirill. Obviamente o Papa ficou tocado por estas impressões, destes resultados positivos que transmiti a ele; o Papa, como sabemos  – o repetiu também nesta circunstância – está muito, muito atento a todas as ocasiões de diálogo que existem e está muito contente quando se dá passos em frente nesta direção”.

RV: Quais foram os temas principais tratados no encontro com o Patriarca Kirill?

“Eu diria que fundamentalmente se concentraram um pouco sobre este novo clima, esta nova atmosfera que reina nas relações entre a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Católica; este novo clima, esta nova atmosfera que se instaurou nos últimos anos e que naturalmente teve um momento particularmente significativo e de forte aceleração também graças ao encontro de Havana entre os Patriarca e o Papa, depois do qual se seguiu este acontecimento. Realmente, percebi nos interlocutores ortodoxos, como ficaram tocados por esta experiência da visita das relíquias de São Nicolau de Bari a Moscou e São Petersburgo, mas no sentido de terem sido tocados pela fé e pela religiosidade do povo. Foi sublinhado também como muitos russos que pertencem à tradição ortodoxa mas que não frequentam, os não-praticantes, nesta ocasião se aproximaram da Igreja. Foi realmente um evento grandioso, quer no que se refere às dimensões – fala-se de dois milhões e meio de fiéis que visitaram as relíquias – quer no que diz respeito ao impacto de fé e de espiritualidade que este acontecimento produziu. Passamos depois em resenha os passos dados e aqueles que serão, que deverão ser os passos a serem dados no futuro. Me parece que da parte deles – como naturalmente também da nossa parte – não se deseja exaurir os potenciais que esta nova fase abriu e naturalmente a colaboração pode ocorrer em vários âmbitos, em vários níveis: da colaboração cultural – aquela acadêmica – àquela humanitária. Se insistiu muito sobre este ponto, que as duas Igrejas, diante das tantas situações de conflito que existem no mundo, podem realmente realizar uma obra humanitária incisiva e eficaz. Tratou-se também – com respeito e ao mesmo tempo com franqueza – temas um pouco espinhosos, nas relações entre as duas Igrejas; porém, se procurou dar – ao menos a meu ver, foi o que eu percebi – um sentido antes positivo, isto é, explorar caminhos compartilhados para enfrentar e para tentar buscar soluções para estes problemas. E naturalmente, também estas vias compartilhadas, estas propostas concretas que emergiram deverão ser verificadas e possivelmente implementadas depois de um adequado discernimento e aprofundamento”.

RV: Eminência, a propósito dos temas sensíveis: a questão da Ucrânia é um dos temas mais delicados nas relações entre Santa Sé e Rússia. O senhor mesmo visitou a Ucrânia, há um ano. Existe alguma novidade após a sua viagem?

“Novidades, ao menos até agora, não existem. Talvez seja prematuro pensar em alguma novidade. O Senhor – esperamos – fará germinar e frutificar as sementes que tiverem sido semeadas. Porém, como é sabido, a questão ucraniana é uma das questões de grande preocupação para a Santa Sé: o Papa se pronunciou várias vezes sobre o tema. É óbvio que não podia não ser tratado este tema; não podia ser esquecido nesta circunstância. Eu diria, sobretudo, no sentido de procurar ver, de avaliar se havia alguns passos concretos que poderiam ser dados em direção a uma solução duradoura e justa do conflito, no contexto dos instrumentos atualmente disponíveis, que são praticamente os Acordos alcançados entre as duas partes. E é sabido também que a Santa Sé insistiu sobretudo nos aspectos humanitários a partir da grande iniciativa do Papa pela Ucrânia. Neste sentido, por exemplo, um dos temas é o da libertação dos prisioneiros: este é um dos temas do “humanitário” que poderiam realmente ser importantes para dar um novo impulso a todo o processo, também político, para sair desta situação de paralisia e fazer avançar – por exemplo – também o tema da trégua, o tema do cessar-fogo, o tema das condições de segurança sobre o território, o tema, também, das condições políticas para poder fazer progressos na solução global. Esperamos que algo possa ajudar para caminhar na justa direção, levando em consideração – quando falamos de situações, destas questão humanitárias – que estamos falando de pessoas e estamos falando do sofrimento. E acredito que é isto que todos deveriam ter em mente justamente para tentar realizar um esforço suplementar para ir na justa direção”.

RV: A imprensa deu naturalmente muita atenção ao seu encontro em Sochi com Vladimir Putin. Como foi o colóquio com o Presidente russo?

“Eu diria que também o colóquio com o Presidente Putin entra um pouco na avaliação que fiz no início: foi um encontro cordial, foi um encontro respeitoso, em que se pode tratar sobre todos os temas que ao menos para nós, estavam a peito que fossem tratados, como aquele, por exemplo, do Oriente Médio, da situação na Síria em particular, e neste contexto também o tema da presença dos cristãos: sabemos que uma das convergências que existem entre a Rússia e a Santa Sé é justamente esta da atenção à situação dos cristãos, o tema das perseguições aos cristãos, que tendem a sem ampliar a todos os grupos religiosos – naturalmente – e a todas as minorias, buscando envolver também os muçulmanos, como foi feito por exemplo naquele seminário realizado em Genebra, no ano passado.  Bem sobre o tema da Ucrânia já falamos; o tema da Venezuela: vi que também a imprensa divulgou algumas declarações que haviam sido dadas neste sentido. Portanto, além dos temas bilaterais, eu falava no início, apresentamos algumas situações um pouco de dificuldades da comunidade católica. Eu procurei sobretudo dizer isto, esta era a mensagem que queria transmitir: isto é, que a Rússia, pela sua posição geográfica, pela sua história, pela sua cultura, pelo seu passado, pelo seu presente, tem um grande papel a desempenhar na comunidade internacional, no mundo. Um grande papel a desempenhar! E portanto, tem uma particular responsabilidade em relação a paz: quer o país, quer os seus líderes, têm uma grande responsabilidade em relação à construção da paz e devem realmente esforçar-se para colocar os interesses superiores da paz acima de todos os outros interesses”.

RV: Por fim eminência: além dos encontros mais significativos, existe algum outro assunto ou aspecto particular que o senhor gostaria de sublinhar?

“Sim, houve o bonito momento da Missa, junto com a comunidade católica. A Catedral estava repleta de fiéis e foi um pouco uma surpresa, porque era um dia normal e portanto não se esperava que houvesse tanta gente; depois, naturalmente, me toca sempre a fé e a devoção destas pessoas: como participam da Missa, com qual atenção, com qual reverência, com qual silencio estão presentes. E acredito que tenham ido sobretudo para expressar o seu apego ao Papa e o fato de serem membros da Igreja universal. Portanto, aquele foi um belo momento. Um outro momento bonito foi a breve visita às Irmãs de Madre Teresa que trabalham em Moscou. Pudemos encontrar e saudar todas as pessoas que elas assistem, também ali foi manifestado um grande afeto pelo Papa. E depois, a última coisa que gostaria de recordar: me impressionou muito a visita que fizemos à Catedral de Cristo Salvador, a Catedral ortodoxa de Moscou; Catedral que havia sido explodida durante o regime comunista. E portanto foi também um momento para recordar esta história muito dolorosa da época em que se pretendia erradicar completamente a fé do coração dos fiéis e eliminar todo sinal da presença de Deus e da Igreja naquela terra. Coisa que não se conseguiu, porque Deus é maior dos que os projetos dos homens”.

Por Rádio Vaticano

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Cardeal Parolin com Putin: clima positivo de escuta e respeito recíproco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-com-putin-clima-positivo-de-escuta-e-respeito-reciproco/ Thu, 24 Aug 2017 08:53:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48093 “Tenho a honra de transmitir-lhe a saudação de Sua Santidade, Papa Francisco, o qual recorda muito bem os encontros mantidos com o senhor tanto em 2013 quanto em 2015.” Foi o que disse o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, encontrando na tarde desta quarta-feira (23/08) em Sochi o Presidente russo Vladimir Putin, em seu último dia de visita à Rússia.

“Obrigado por seu convite e das autoridades deste país e obrigado também pelo acolhimento e a possibilidade de encontrar-nos neste dia”, acrescentou o purpurado.

A Rússia “aprecia o diálogo construtivo e de confiança” com o Vaticano. Declarou por sua vez o Presidente Putin. “Recordo como me acolheram de modo caloroso no Vaticano e recordo bem o colóquio com o Pontífice”, continuou o líder russo.

“Os acordos alcançados durante meus contatos com o Papa Francisco são constantemente aplicados e somos muito contentes que o diálogo entre as Igrejas continue”, acrescentou segundo refere a agência oficial russa Tass.

Por sua vez, o secretário de Estado vaticano disse ainda estar “muito contente com a visita, que se coloca num momento particular de nossas relações, tanto a nível de Santa Sé e Federação Russa, quanto de Igreja católica e Igreja ortodoxa russa”, destacou.

Referindo-se à relação com a Federação Russa, disse: “creio que podemos considerar-nos satisfeitos, há muitas ocasiões de diálogo, existem essas trocas de opiniões, há preocupações e iniciativas comuns”.

Segundo nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, o encontro, que “se realizou num clima positivo, cordial, de respeito e escuta recíproca, com troca de visões sobre vários temáticas, internacionais e relativas às relações bilaterais”, durou cerca de uma hora.

Ao término do colóquio o secretário de estado vaticano presenteou ao Presidente Putin uma representação em bronze de um ramo de oliveira, símbolo da paz. O Presidente russo ofereceu de presente uma série de moedas da coleção dedicadas às olimpíadas de Sochi 2014, lê-se ainda na nota vaticana.

Hoje (24/08) o Cardeal Parolin celebra a santa missa de forma privada na nunciatura apostólica em Moscou, retornando em seguida para Roma.

Por Rádio Vaticano

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Núncio em Moscou comenta visita do Cardeal Parolin à Rússia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nuncio-em-moscou-comenta-visita-do-cardeal-parolin-a-russia/ Tue, 22 Aug 2017 07:56:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48049 Teve início ontem, segunda-feira, 21, a viagem de quatro dias que o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, faz à Rússia. O convite partiu das próprias autoridades religiosas russas.

“Faço votos de que esta visita facilite o diálogo e o entendimento entre a Igreja Católica e a Ortodoxa e contribua para a resolução de inúmeras tensões internacionais”, disse o Núncio Apostólico em Moscou, Dom Celestino Migliore, ex-Observador Permanente da Santa Sé na ONU. 

O itinerário do primeiro dia em solo russo para o Cardeal Parolin envolveu encontros com bispos e a comunidade católica local. Hoje e nos próximos dias, haverá reuniões com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, bem como conversas com o Patriarca Kirill e o Metropolita Hilarion. A situação internacional, com especial atenção aos aspectos de caráter humanitário, estarão na pauta dos encontros com as autoridades civis russas e com expoentes da Igreja Ortodoxa.

“O Cardeal Secretário de Estado vem a Moscou, fazendo-se intérprete da solicitude do Papa Francisco em relação às várias crises mundiais existentes. A Santa Sé acompanha com atenção e preocupação todas estas situações e deseja dar a própria contribuição para uma específica resolução, fazendo apelo também à boa vontade, às possibilidade e ao entendimento dos maiores protagonistas no cenário internacional”.

No ano passado, Dom Migliore foi enviado a Moscou, após o encontro entre o Papa e o Patriarca Kirril, para acompanhar as relações com o Patriarcado. Ele faz votos de que esta visita aumente o conhecimento e a estima recíproca entre as duas comunidades cristãs. Por sua experiência, ele constata que em nível cultural, religioso, social e humanitário há iniciativas comuns que ajudam esta aproximação..

 “A iniciativa que me parece mais pertinente ao objetivo é a de criar de todos os modos nas populações esta ideia de que não temos mais razão para termos medo um do outro. Obviamente, existe todo um passado que pesa, mas existe também a urgência do presente, do futuro que nos chama a seguir em frente e a deixar para trás estas recriminações do passado”, reiterou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Encontros com Putin e Kirill na agenda do Cardeal Parolin em Moscou https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/encontros-com-putin-e-kirill-na-agenda-do-cardeal-parolin-em-moscou/ Fri, 18 Aug 2017 13:11:35 +0000 http://teste.toqueto.com/encontros-com-putin-e-kirill-na-agenda-do-cardeal-parolin-em-moscou.html O Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin estará em visita à Federação Russa de 20 a 24 de agosto, a convite das autoridades do país.

A Santa Sé divulgou o programa da visita do Cardeal Secretário  que estará acompanhado por Dom Visvaldas Kulbokas, Conselheiro da Nunciatura, Oficial do Departamento para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado.

“O objetivo da visita é encontrar as mais altas Autoridades civis e os expoentes da Igreja Ortodoxa Russa – refere um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé. Será também ocasião para manifestar a proximidade espiritual do Papa  à comunidade católica local”.

Nos vários colóquios, além das temáticas relativas à questões de interesse bilateral, figuram aquelas pertinentes à situação internacional, em particular, à busca de soluções pacíficas aos conflitos existentes, com precípua atenção aos aspectos de caráter humanitário.

A agenda

Para a segunda-feira, 21 de agosto, está prevista uma reunião do Cardeal com os bispos católicos do país.  Na parte da tarde será celebrada uma Missa na Catedral da Imaculada Conceição em Moscou, seguida por um momento de convivência e partilha com os representantes do clero e do laicato.

No mesmo dia, o Cardeal Parolin deverá encontrar o Metropolita Hilarion de Volokolams, Presidente do Departamento para as Relações Externas do Patriarcado de Moscou.

A terça-feira, 22 de agosto, será dedicada a um encontro de trabalhos com o Ministro dos Assuntos Exteriores Sergey Lavrov e, na parte da tarde, a visita ao Patriarca Kirill.

Na quarta-feira, 23, o Secretário de Estado irá à Sochi para um encontro com o Presidente Vladimir Putin.

Na manhã de quinta-feira, 24 de agosto, o Cardeal retorna à Roma.

Por Rádio Vaticano

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"Prioridade do Papa é a paz", diz Cardeal Parolin ao comentar viagem à Rússia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/prioridade-do-papa-e-a-paz-diz-cardeal-parolin-ao-comentar-viagem-a-russia/ Thu, 10 Aug 2017 08:55:44 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47778 “Neste momento histórico, no qual assistimos a um aumento das tensões e conflitos em várias partes do mundo, a paz constitui para o Papa e para mim pessoalmente, uma prioridade clara e inderrogável”.

É o que enfatiza o Cardeal Pietro Parolin em entrevista ao “Corriere della Sera”, confirmando que de 20 a 24 de agosto  estará na Rússia.

Encontros com Putin e Kirill

“Estão agendados encontros quer com o Presidente da Federação Russa Putin, quer com o Patriarca de Moscou Kirill. A necessidade e a urgência de buscar a paz e as modalidades em como fazê-lo, certamente estarão entre os temas principais dos colóquios”, antecipou o Secretário de Estado.

Rússia tem papel na estabilidade do continente

“A Santa Sé – explicou o purpurado –  nutre um especial interesse pela vasta região oriental da Europa que, além das ricas tradições culturais e religiosas, tem um papel a desempenhar na busca de uma maior estabilidade para o continente e de uma maior unidade, inclusive nas relações entre Leste e Oeste”.

“É importante que cada ocasião sejam aproveitada para encorajar o respeito, o diálogo e a colaboração recíprocos, em vista da promoção da paz”, reitera o responsável pela diplomacia vaticana.

Bem comum acima de outros interesses

O Cardeal Parolin recorda que “a Igreja não cessa de chamar todos os responsáveis políticos do planeta a não antepor os interesses nacionais ou mesmo particulares, ao bem comum; ao respeito do direito internacional: não o direito da força, mas a força do direito; ao desenvolvimento de todos os homens; à concórdia e à colaboração entre as Nações. E o método é sempre o diálogo”.

Em relação à crescente tensão entre Rússia e Estados Unidos – disse o purpurado – “nutro a confiança de que ambas as partes saberão agir com a devida responsabilidade para evitar o aumento da tensão, dispostas também a reconhecer os eventuais erros que possam estar na origem de tal situação. Seria dramático se não se fizesse nada a este respeito e, por consequência, as relações se deteriorassem ulteriormente”, afirma.

Encorajar iniciativas que melhorem relações

O Cardeal Parolin considera ademais, “importante o papel das Igrejas e das sociedades civis em encorajar toda iniciativa que permita tornar mais positiva a atmosfera geral”.

Por Rádio Vaticano

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Vaticano cancela viagem do Papa ao Sudão do Sul por motivos de segurança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vaticano-cancela-viagem-do-papa-ao-sudao-do-sul-por-motivos-de-seguranca/ Tue, 30 May 2017 13:37:23 +0000 http://teste.toqueto.com/vaticano-cancela-viagem-do-papa-ao-sudao-do-sul-por-motivos-de-seguranca.html Uma das viagens que o Papa Francisco havia planejado para os próximos meses foi cancelada. O porta-voz do Vaticano, Greg Burke, informou hoje que o Sudão do Sul (África) foi retirado da agenda do Pontífice, pois não se pode garantir condições mínimas de segurança.

A viagem ainda não tinha uma data específica, embora o Vaticano previsse que poderia ser entre outubro e novembro deste ano.  A ideia é que o Santo Padre estivesse acompanhado do Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, da Igreja Anglicana.

Há algumas semanas, uma delegação da Santa Sé responsável pela organização das viagens, esteve no país para estudar a possibilidade da visita. Entretanto, os relatórios não favoráveis fizeram com que a viagem fosse suspensa.

Inclusive os bispos do país, durante sua visita ad limina em outubro do ano passado, esperavam por esta viagem.

O conflito no Sudão do Sul começou em dezembro de 2013, quando o presidente do país, Salva Kiir, de etnia dinka, acusou o seu então vice-presidente, Riek Machar, da tribo nuer, de tentativa de golpe de Estado.

Embora os dois lados tenham assinado um acordo de paz em agosto de 2015, o conflito recomeçou em julho de 2016 e, desde então, a violência aumentou e provocou um conflito de origem étnica.

Além disso, a guerra provocou o aumento da fome, algo que inclusive o Papa Francisco denunciou durante a oração do Ângelus: “Provocam particular apreensão as dolorosas notícias que chegam do martirizado Sudão do Sul, onde a um conflito fratricida se une uma grave crise alimentar, que condena à morte por fome milhões de pessoas, entre as quais muitas crianças”.

Por ACI Digital

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Francisco reza na Capelinha das Aparições https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-reza-na-capelinha-das-aparicoes/ Fri, 12 May 2017 15:47:38 +0000 http://teste.toqueto.com/francisco-reza-na-capelinha-das-aparicoes.html Uma longa oração silenciosa diante da imagem de Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições, entregando a ela  “os irmãos e irmãs do mundo inteiro resgatados pelo” sangue de seu Filho.

Após passar com o papamóvel em meio à multidão reunida na esplanada do Santuário, Francisco dirigiu-se à Capelinha das Aparições, onde depositou um buquê de flores diante da imagem da Virgem. Então, em meio a um grande silêncio, apresentou-se diante dela “nas vestes de Pastor universal”, oferecendo-lhe “o buquê das mais lindas «flores» que Jesus confiou” aos seus cuidados, ou seja, “os irmãos e irmãs do mundo inteiro resgatados”  pelo sangue de Jesus, “sem excluir ninguém”.

Após, recitou em português a seguinte oração:

“Salve Rainha, bem-aventurada Virgem de Fátima,

Senhora do Coração Imaculado, qual refúgio e caminho que conduz até Deus!

Peregrino da Luz que das tuas mãos nos vem, dou graças a Deus Pai que, em todo o tempo e lugar, atua na história humana;

peregrino da Paz que neste lugar anuncias, louvo a Cristo, nossa paz, e para o mundo peço a concórdia entre todos os povos;

peregrino da Esperança que o Espírito alenta, quero-me profeta e mensageiro para a todos lavar os pés, na mesma mesa que nos une.

Refrão cantado pela assembleia:

Ave o clemens, ave o pia!

Salve Regina Rosarii Fatimæ.

Ave o clemens, ave o pia!

Ave o dulcis Virgo Maria.

O Santo Padre:

Salve Mãe de Misericórdia, Senhora da veste branca!

Neste lugar onde há cem anos a todos mostraste os desígnios da misericórdia do nosso Deus,

olho a tua veste de luz e, como bispo vestido de branco,

lembro todos os que, vestidos da alvura batismal,

querem viver em Deus e rezam os mistérios de Cristo para alcançar a paz.

Refrão

O Santo Padre:

Salve, vida e doçura,

Salve, esperança nossa,

ó Virgem Peregrina, ó Rainha Universal!

No mais íntimo do teu ser,

no teu Imaculado Coração,

vê as alegrias do ser humano

quando peregrina para a Pátria Celeste.

No mais íntimo do teu ser,

no teu Imaculado Coração,

vê as dores da família humana

que geme e chora neste vale de lágrimas.

No mais íntimo do teu ser,

no teu Imaculado Coração,

adorna-nos do fulgor de todas as joias da tua coroa

e faz-nos peregrinos como peregrina foste Tu.

Com o teu sorriso virginal

robustece a alegria da Igreja de Cristo.

Com o teu olhar de doçura

fortalece a esperança dos filhos de Deus.

Com as mãos orantes que elevas ao Senhor

a todos une numa só família humana.

Refrão…

O Santo Padre:

Ó clemente, ó piedosa,

ó doce Virgem Maria,

Rainha do Rosário de Fátima!

Faz-nos seguir o exemplo dos Bem-aventurados Francisco e Jacinta,

e de todos os que se entregam à mensagem do Evangelho.

Percorreremos, assim, todas as rotas,

seremos peregrinos de todos os caminhos,

derrubaremos todos os muros

e venceremos todas as fronteiras,

saindo em direção a todas as periferias,

aí revelando a justiça e a paz de Deus.

Seremos, na alegria do Evangelho, a Igreja vestida de branco,

da alvura branqueada no sangue do Cordeiro

derramado ainda em todas as guerras que destroem o mundo em que vivemos.

E assim seremos, como Tu, imagem da coluna luminosa

que alumia os caminhos do mundo,

a todos mostrando que Deus existe,

que Deus está,

que Deus habita no meio do seu povo,

ontem, hoje e por toda a eternidade.

Refrão

O Santo Padre junto com os fiéis:

Salve, Mãe do Senhor,

Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!

Bendita entre todas as mulheres,

és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,

és a honra do nosso povo,

és o triunfo sobre o assalto do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,

Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,

Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,

ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,

as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protetor.

No teu Imaculado Coração,

sê o refúgio dos pecadores

e o caminho que conduz até Deus.

Unido aos meus irmãos,

na Fé, na Esperança e no Amor,

a Ti me entrego.

Unido aos meus irmãos, por Ti, a Deus me consagro,

ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, finalmente envolvido na Luz que das tuas mãos nos vem,

darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos. Amen.”

Francisco depositou aos pés da Virgem uma Rosa de Ouro, uma distinção que os Papas atribuem a personalidades ou santuários, igrejas ou cidades, em reconhecimento e recompensa por serviços prestados à Igreja ou a bem da sociedade.

Ao final, abençoou algumas crianças e percorreu de papamóvel a esplanada do Santuário, antes de dirigir-se à Casa de Retiros Nossa Senhora do Carmo.

Por Rádio Vaticano

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Este foi o milagre que levará à canonização dos Pastorinhos de Fátima https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/este-foi-o-milagre-que-levara-a-canonizacao-dos-pastorinhos-de-fatima/ Fri, 12 May 2017 09:07:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46221 Lucas, um menino brasileiro, foi quem, aos 5 anos, recebeu a cura milagrosa por intercessão dos pastorinhos Francisco e Jacinta, após cair de uma janela e ficar em coma; uma história que foi contada pelos pais do menino curado.

João Batista e Lucila Yurie [foto] são pais de Lucas e, nesta quinta-feira, relataram toda a história do milagre que levará à canonização dos irmãos videntes de Fátima. Eles participaram de uma coletiva de imprensa no Santuário mariano de Portugal.

A identidade da criança, por ser menor, tem sido mantida “sob reserva”, de acordo com as normas do Vaticano.

O caso teve início quando, em 3 de março de 2013, por volta das 20h, Lucas estava brincando com sua irmã Eduarda e caiu de uma janela de 6,50 metros. Na época, ele tinha 5 anos.

O menino bateu com a cabeça no chão e sofreu um traumatismo craniano, com perda de tecido cerebral.

“Foi assistido na nossa cidade, em Juranda, e dada a gravidade do seu quadro clínico, foi transferido para o hospital de Campo Mourão, no Paraná”, recordou o pai, especificando o tal transferência “demorou quase uma hora”.

A criança chegou ao hospital “em coma muito grave”, sofreu duas paradas cardíacas e teve que passar por uma cirurgia de urgência. “Os médicos diziam que tinha poucas probabilidades de sobreviver”.

“Começamos a rezar a Jesus e a Nossa Senhora de Fátima, a quem temos muita devoção”, disse João Batista.

No dia seguinte, telefonaram para o Carmelo de Campo Mourão para pedir as orações das religiosas pelo menino. Porém, elas estavam na hora do silêncio e a carmelita que atendeu a ligação não passou o recado para a comunidade.  “Ela pensou: ‘O menino vai morrer. Vou rezar pela família’”.

Conforme os dias passavam, o quadro clínico da criança piorava até que, “no dia 6 de março os médicos pensaram na transferência para outro hospital, uma vez que nem havia os cuidados necessários para a sua idade”.

“Disseram-nos que as possibilidades de o menino sobreviver eram baixas e que se sobrevivesse teria uma recuperação muito demorada ficando certamente com graves deficiências cognitivas ou mesmo em estado vegetativo”, relembrou o pai.

Então, em 7 de março, telefonaram novamente para o Carmelo, quando a religiosa que os atendeu passou o recado para a comunidade. “Uma irmã correu para as relíquias dos Beatos Francisco e Jacinta, que estavam junto do Sacrário e sentiu esse impulso de oração: ‘Pastorinhos, salvem este menino, que é uma criança como vocês’”.

Este carmelita convenceu as demais a também pedirem a intercessão dos pastorinhos e também a família de Lucas passou a fazer o mesmo.

“Dois dias depois, no dia 9 de março – lembrou João Batista – o Lucas acordou, bem, e começou a falar, perguntado pela sua irmãzinha. No dia 11 saiu da UTI e dia 15 teve alta”.

Segundo o pai do menino, agora ele “está completamente bem, sem nenhum sintoma ou sequela”. “O que o Lucas era antes do acidente ele o é agora: sua inteligência, seu caráter, é tudo igual”.

“Os médicos, incluindo alguns não crentes, disseram não ter explicação para esta recuperação”, acrescentou.

 João Batista também agradeceu aos profissionais que acompanharam seu filho e à postulação de Francisco e Jacinta Marto, bem como ao Santuário de Fátima. “No entanto, não podemos deixar de agradecer a todos aqueles que rezaram pelo Lucas”, completou.

“Damos graças a Deus pela cura do Lucas e sabemos com toda a fé do nosso coração, que foi obtido este milagre pelos Pastorinhos Francisco e Jacinta”.

Os pais do menino curado expressaram “uma imensa alegria por ser este o milagre” que leva os pastorinhos à canonização. “Mas, sobretudo, sentimos a bênção da amizade destas duas crianças, que ajudaram o nosso menino e agora ajudam a nossa família”, concluiu.

A família de Lucas estará no dia 13 de maio da Missa em que o Papa Francisco canonizará Francisco e Jacinta Marto, no Santuário de Fátima. Eles participarão do cortejo do Ofertório.

Por ACI Digital

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Confirmada viagem do Papa Francisco ao Egito https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/confirmada-viagem-do-papa-francisco-ao-egito/ Mon, 10 Apr 2017 13:29:48 +0000 http://teste.toqueto.com/confirmada-viagem-do-papa-francisco-ao-egito.html A viagem do Papa Francisco ao Egito, dias 28 e 29 de abril, está confirmada. “O que aconteceu provoca confusão e grande sofrimento, mas não pode impedir o desenvolvimento da missão de paz do Papa”, afirmou Dom Angelo Becciu, arcebispo substituto da Secretaria de Estado.

O Domingo de Ramos no Egito (09/04) foi manchado pelo sangue inocente, com dois atentados em localidades diferentes. Um deles teve como alvo a Igreja Copta de São Jorge, na cidade de Tanta, no norte do país, onde 27 pessoas perderam a vida. Horas depois, a polícia conseguiu impedir que um outro bombista entrasse na Igreja Copta de São Marcos, em Alexandria, também no norte; o homem acabou por detonar o seu colete de explosivos fora do templo, provocando 17 mortos, entre eles vários agentes da polícia.

Os dois atentados constituem “um ataque ao diálogo e à paz; além de ser uma mensagem indireta a quem governa o país contra uma minoria cristã que encontrou alguma liberdade nos últimos tempos”, analisa Dom Becciu, em entrevista ao jornal italiano ‘Corriere dela Sera’. “As autoridades egípcias garantem que tudo correrá pelo melhor, por isso vamos confiantes”, acrescentou o arcebispo, que irá ao Egito com o Pontífice.

A agenda do Pontífice no Cairo prevê uma reunião com representantes do governo do Egito e com o imame Ahmed Mohamed el-Tayeb, além de um discurso aos participantes da Conferência Internacional sobre a Paz. O Papa também terá uma reunião com o Patriarca de Alexandria, Tawadros II. O logotipo oficial da viagem de Francisco ao Egito retrata o Papa, uma pomba branca que simboliza a paz, as pirâmides esfinges e o delta do rio Nilo. Ao centro da imagem, há uma cruz e uma meia-lua. O lema é “O Papa da paz no Egito da paz”.

Depois de ter conhecimento dos atentados, o Papa expressou sua dor durante o encontro com os fiéis na Praça São Pedro, para a oração do Angelus.

igreja copta. Ao meu querido irmão, Sua Santidade Tawadros II, à Igreja copta e a toda a querida nação egípcia expresso o meu profundo sentimento de pesar. Rezo pelos mortos e feridos. Estou próximo aos familiares e a toda comunidade. Que o Senhor converta o coração das pessoas que semeiam terror, violência e morte, e também o coração daqueles que fazem e traficam armas”.

Entretanto, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, anunciou a implementação do estado de emergência em todo o país por um período mínimo de três meses. A medida vai permitir que as autoridades façam buscas a casas de pessoas e detenções de suspeitos sem mandados emitidos por tribunais.

O duplo atentado foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), depois de avisos à minoria cristã ortodoxa majoritariamente concentrada no Egito e na sequência de anteriores ataques aos coptas. Cerca de 10% dos 92 milhões de egípcios pertencem à comunidade copta, em um país onde os muçulmanos sunitas representam a imensa maioria.

Por Rádio Vaticano

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