Via sacra - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Via sacra - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Via-Sacra: Nenhum pecado jamais terá a última palavra https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/via-sacra-nenhum-pecado-jamais-tera-a-ultima-palavra/ Fri, 10 Apr 2020 20:51:20 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58179 A Praça São Pedro acolheu a Via-Sacra desta Sexta-feira Santa, tradicionalmente realizada no Coliseu de Roma.

As 14 estações estações foram realizadas em volta do obelisco central, com um único grupo de pessoas que revezaram o momento de carregar a Cruz.

Cada meditação trouxe à reflexão as dores que o cárcere produz: nos detentos, nas vítimas de seus crimes, em seus familiares, nos policiais, juízes, sacerdotes. O crime e suas consequências em toda a sua globalidade.

O sofrimento provocado pelo pecado cometido pelos homens, e redimido por Jesus na cruz, inspirou o Papa Francisco a uma longa oração silenciosa. Diferentemente dos outros anos, o Papa Francisco, que segurou a cruz na última estação, não fez a meditação final. Somente concedeu a bênção apostólica.

Nenhum pecado jamais terá a última palavra

“Estamos envelhecidos, cada vez mais indefesos, e somos vítimas da pior dor que existe: sobreviver à morte duma filha.”
“Bastou um dia para passar duma vida irrepreensível à realização dum gesto no qual se encerra a violação de todos os mandamentos.”

“Como filha duma pessoa presa, quantas vezes ouvi fazer-me a pergunta: «Já alguma vez pensaste no sofrimento que teu pai causou às vítimas?» Depois, também eu lhes faço uma pergunta: «Já alguma vez pensaste que eu fui a primeira de todas as vítimas das ações de meu pai?”

“Na prisão, tornei-me avô: perdi a gravidez da minha filha. À minha neta, um dia, não contarei o mal que cometi, mas apenas o bem que encontrei.”

“Todos, inclusive como condenados, somos filhos da mesma humanidade.”

Estas são somente algumas das frases – e experiências – que acompanharam o Calvário de Cristo, às quais é difícil ficar indiferente.

“Na prisão, com Deus, nenhum pecado terá jamais a última palavra” é a frase que conclui a última meditação. E é esta mesma frase – e esperança – que nos acompanhará até a Ressurreição.

 

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“Eu vejo Jesus”: as vozes dos jovens autores da Via Sacra no Coliseu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/eu-vejo-jesus-as-vozes-dos-jovens-autores-da-via-sacra-no-coliseu/ Tue, 27 Mar 2018 14:11:48 +0000 http://teste.toqueto.com/eu-vejo-jesus-as-vozes-dos-jovens-autores-da-via-sacra-no-coliseu.html Na Sexta-feira Santa, o Papa Francisco, os fiéis reunidos no Coliseu, e milhões de telespectadores conectados em todo o mundo reviverão a Paixão de Cristo ajudados pelas suas meditações nas 14 estações da Via Sacra: são jovens de 16 a 20 anos coordenados por Andrea Monda, professor de religião jornalista e escritor. Entramos na escola Albertelli de Roma e conversamos com quatro delas, quatro jovens que estão se preparando para a Universidade.

Nos textos da Via Sacra no Coliseu, a interioridade da juventude de hoje

Cecilia Nardini, que escreveu a meditação da sexta estação, “Verônica enxuga o rosto de Jesus”, nos diz que a mulher no Gólgota não presta atenção ao rosto deformado de Cristo, mas o ajuda, enquanto no mundo de hoje as aparências são o que nos fazem julgar uma pessoa. Sofia Russo, a colega que meditou sobre o encontro de Jesus com as mulheres, da oitava estação, conta que não gosta da falta de clareza que existe também entre “nós jovens, enquanto me chama a atenção  – disse – como Jesus adverte as mulheres não para julgá-las, mas para trazê-las de volta ao caminho certo”.

Conversamos depois com Greta Giglio, que refletiu sobre a décima estação e sobre Jesus, que é despojado de suas vestes antes da crucificação. Em Jesus privado de tudo, até da roupa, – diz a jovem -, vejo as pessoas que vêm até nós, “muitas vezes privadas de suas casas e de todos os seus bens, e quando chegam aqui, também da dignidade”. Enfim, para Greta Sandri, que meditou sobre Jesus pregado na Cruz, a décima primeira estação, perguntamos o que ela teria feito se realmente estivesse em Jerusalém naquele dia. “Condicionada pela multidão – ela confidencia – acho que também eu o teria condenado, e depois me arrependeria. Talvez não teria a força para ver imediatamente a verdade”.

Na conclusão, falamos também com Andrea Monda, que coordenou o trabalho dos 15 autores, doze moços e três moças. “Eles estão sozinhos em um mundo que os bombardeia com mensagens e imagens – nos diz – e precisam de adultos críveis, que saibam escutá-los, mas também que lhes permitam de se exprimir”.

Por Vatican News

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Acompanhe a Semana Santa com o Papa no Vatican News https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/acompanhe-a-semana-santa-com-o-papa-no-vatican-news/ Tue, 20 Mar 2018 15:39:16 +0000 http://teste.toqueto.com/acompanhe-a-semana-santa-com-o-papa-no-vatican-news.html O Vatican News transmitirá, com comentários em português, todas as celebrações da Semana Santa presididas pelo Santo Padre. (Os horários indicados à esquerda referem-se ao horário italiano, e à direita ao início da transmissão, horário de Brasília).

Com a mudança no horário italiano este final de semana, a diferença passará a ser de 5 horas a mais em relação ao horário de Brasília).

– Domingo, 25 de março, às 9:55 – Procissão e Missa de Ramos na Praça São Pedro (4:55, horário de Brasília).

– Quinta-feira, 29 de março, às 9:30 – Missa do Crisma na Basílica de São Pedro (4:25, horário de Brasília).

– Sexta-feira Santa,  às 17:00 – Celebração da Paixão do Senhor na Basílica de São Pedro  (11:55,  horário de Brasília).

às 21:00 – Via Sacra no Coliseu (16:00, horário de Brasília).

– Sábado Santo, às 20:30 – Vigília Pascal na Basílica de São Pedro. (15:25, horário de Brasília).

– Domingo de Páscoa, às 10:00 –  Missa de Páscoa (4:55, horário de Brasília).

às 12:00 – Bênção “Urbi et Orbi” da sacada central da Basílica de São Pedro (6:55, horário de Brasília).

– Na segunda-feira, 2 de abril –  “Pasquetta” – o Papa Francisco reza o Angelus na Praça São Pedro ao meio-dia (horário italiano).

– E no II Domingo de Páscoa – Festa da Divina Misericórdia – o Santo Padre preside à Celebração Eucarística na Praça São Pedro com os missionários da misericórdia, grupos e movimentos ligados a esta devoção e fiéis, às 10:30, horário italiano (transmissão a partir das 5:25, horário de Brasília).

Por Vatican News

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Via-Sacra: Papa confia aos jovens as meditações no Coliseu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/via-sacra-papa-confia-aos-jovens-as-meditacoes-no-coliseu/ Fri, 09 Mar 2018 08:04:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51183 O Papa Francisco quer escutar os jovens e a eles decidiu confiar as meditações da Via-Sacra da Sexta-feira Santa no Coliseu.

O prof. Andrea Monda, docente de religião, jornalista e escritor, recebeu a missão de escolher um grupo de jovens e reunir suas reflexões. A notícia foi divulgada esta quinta-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Sínodo

No ano em que a Igreja dedica espaço aos jovens no Sínodo do próximo outubro, o Pontífice pediu que a Paixão de Cristo fosse meditada pelas novas gerações e assim 15 jovens estudantes e universitários meditaram sobre as 14 estações.

Não é a primeira vez que os jovens são convocados para esta missão. Cinco anos atrás, Bento XVI fez o mesmo pedido desta vez ao patriarca de Antioquia dos maronitas, card. Béchara Boutros Raï, que com a juventude libanesa deu voz às aflições dos povos do Oriente Médio.

Temas

O prof. Monda afirmou que aconselhou os jovens a não se deixar condicionar pela “grandiosidade” do desafio, a não se preocupar em escrever textos teológicos, mas que expressassem seus sentimentos.

Entre os temas apontados, emergem a injustiça, o escândalo do mistério de Cristo, o paradoxo da Cruz, a força de Jesus em se reerguer, os migrantes despidos de condições dignas e a difícil aceitação da morte.

No dia 30 de março, a Via-Sacra no Coliseu com o Papa Francisco terá transmissão ao vivo do Vatican News, com comentários em português.

Por Vatican News

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Francisco na Via Sacra: vergonha pelo sangue inocente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-na-via-sacra-vergonha-pelo-sangue-inocente/ Sat, 15 Apr 2017 10:14:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45491 Vergonha e esperança foram as palavras usadas por Francisco ao final da Via Sacra realizada no Coliseu de Roma na Sexta-feira Santa. Após as 14 estações, que recordaram o drama das guerras, dos migrantes, das famílias dilaceradas e das crianças violadas, o Papa fez uma oração em que denunciou os motivos para sentir vergonha e anunciou os motivos para ter esperança.

Os motivos da vergonha

“Vergonha por todas as imagens de devastação, destruição e naufrágio que se tornaram ordinárias na nossa vida. Vergonha pelo sangue inocente que diariamente é derramado de mulheres, crianças e migrantes, de pessoas perseguidas pela cor de sua pele ou pertença étnica e social e por sua fé no Senhor. Vergonha pelas muitas vezes que, como Judas e Pedro, O vendemos e traímos e O deixamos só a morrer pelos nossos pecados, fugindo como covardes da nossa responsabilidade. Vergonha pelo nosso silêncio diante da injustiça, pelas mãos preguiçosas em dar e ávidas em tirar e em conquistar, pelo nossa voz forte em defender os nossos interesses e tímida em falar dos interesses dos demais. Pelos nossos pés velozes no caminho do mal e paralisados no caminho do bem. Vergonha por todas as vezes que nós bispos, sacerdotes, consagrados e consagradas escandalizamos e ferimos o Seu corpo, a Igreja, e esquecemos o nosso primeiro amor, o primeiro entusiasmo e nossa total disponibilidade, deixando enferrujar o nosso coração e a nossa consagração.”

Os motivos da esperança

“Tanta vergonha, Senhor”, prosseguiu o Papa, mas também tanta esperança, confiante de que Jesus “não nos trata pelos nossos méritos, mas unicamente segundo a abundância da Sua misericórdia”.

“A esperança de que a sua cruz transforma nossos corações endurecidos em corações de carne, capaz de sonhar, de perdoar e de amar. Transforma essa noite tenebrosa de Sua cruz em alvorecer da Sua ressurreição. A esperança de que a Sua fidelidade não se baseia na nossa. A esperança de que a fileira de homens e mulheres fieis à Sua cruz continua e continuará a viver fiel como o fermento que dá sabor e como a luz que abre novos horizontes no corpo da nossa humanidade ferida. Esperança de que sua Igreja tentará ser a voz que grita no deserto da humanidade para preparar a estrada do Seu retorno triunfal quando virá julgar os vivos e os mortos. A esperança que o bem vencerá não obstante a sua aparente derrota.”

Não se envergonhar nem instrumentalizar a cruz

“Ó Senhor Jesus, filho de Deus, diante do Seu patíbulo nos ajoelhamos envergonhados e esperançosos e pedimos que perdoe os nossos pecados e nossas culpas. Pedimos que se lembre de nossos irmãos que sucumbiram pela violência, pela indiferença e pela guerra. Pedimos que rompa as correntes que nos mantêm presos no nosso egoísmo, na nossa cegueira voluntária e na vaidade dos nossos cálculos mundanos. Ó Cristo, nós Lhe pedimos que nos ensine a jamais nos envergonhar da Sua cruz, a não instrumentalizá-la, mas honrá-la e adorá-la, porque com ela nos manifestou a monstruosidade dos nossos pecados, a grandeza do seu amor, a injustiça dos nossos juízos e a potência da sua misericórdia. Amém.”

Por Rádio Vaticano

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Via Sacra no Coliseu vai lembrar a "banalidade do mal" no mundo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/via-sacra-no-coliseu-vai-lembrar-a-banalidade-do-mal-no-mundo/ Thu, 13 Apr 2017 08:26:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45450 As meditações da Via Sacra a que o Papa vai presidir nesta Sexta-feira Santa, 14, no Coliseu de Roma, lembram a “banalidade do mal”, numa proposta da teóloga francesa Anne-Marie Pelletier.

“São inúmeros os homens, as mulheres e até as crianças abusadas, humilhadas, torturadas, assassinadas, sob todas as dimensões do céu e em cada momento da história”, refere o texto da biblista, a primeira mulher a ser distinguida com o Prêmio Joseph Ratzinger, uma espécie de Nobel da Teologia.

As reflexões para as 14 estações que recordam os momentos do julgamento, condenação e execução de Jesus Cristo apresentam-se com uma proposta diferente em relação ao esquema tradicional destas celebrações, para lembrar a presença do mal na humanidade.

“Trata-se do nosso mundo, com todas as suas quedas e os seus sofrimentos, os seus apelos e as suas revoltas, tudo aquilo que clama a Deus, hoje, a partir das terras de miséria ou de guerra, nas famílias dilaceradas, nas prisões, nas barcaças sobrecarregadas de migrantes”, diz.

Anne-Marie Pelletier cita Santa Catarina da Siena, a judia Etty Hillesum, o teólogo ortodoxo Christos Yannaras e o pastor Dietrich Bonhoeffer, entre outros.

A Via Sacra do Coliseu de Roma recorda ainda os monges assassinados em Tibhirine, sete religiosos trapistas sequestrados e mortos na Argélia em 1996.

Para a biblista francesa, era necessário que “Jesus Cristo trouxesse a ternura infinita de Deus até ao coração do pecado do mundo”. “Era necessário que a doçura de Deus visitasse o nosso inferno; era a única maneira de nos livrar do mal”, acrescenta.

A 14ª estação reflete sobre ‘Jesus no sepulcro e as mulheres’, rezando pelas mulheres “mulheres que honram, neste mundo, a fragilidade dos corpos que elas circundam de doçura e consideração”.

A tradição da Via Sacra no Coliseu de Roma remonta ao século XVIII e foi retomada em 1964 pelo Papa Paulo VI.

Todos os anos, o Papa pede a um autor diferente a redação dos textos de reflexão apresentados nas estações da Via Sacra de Sexta-feira Santa, seguida por dezenas de milhares de peregrinos, com velas na mão.

Nos últimos anos, as meditações tinham sido confiadas ao cardeal Béchara Boutros Raï, patriarca de Antioquia dos maronitas (Líbano), com a colaboração de vários jovens do seu país (2013); ao arcebispo italiano D. Giancarlo Maria Bregantini (2014); ao bispo italiano D. Renato Corti, antigo responsável pela diocese de Novara (2015); e ao cardeal Gualtiero Bassetti, da diocese italiana de Perugia (2016).

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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A Paixão mostra Deus presente onde menos se esperava https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-paixao-mostra-deus-presente-onde-menos-se-esperava/ Tue, 04 Apr 2017 13:24:13 +0000 http://teste.toqueto.com/a-paixao-mostra-deus-presente-onde-menos-se-esperava.html Será a primeira vez no Pontificado de Francisco que caberá a uma mulher a missão de escrever as meditações para a Via Sacra da Sexta-feira Santa, no Coliseu. Trata-se da biblista francesa, Anne-Marie Pelletier, que em 2014 foi condecorada com o Prêmio Ratzinger.

“Não será um caminho da Cruz “feminista” no sentido em que os refletores serão dirigidos somente para as mulheres, assegurou ela à Agência Adnkronos. Os protagonistas masculinos têm muito a ensinar. Devem confrontar-se juntos com suas fraquezas, a obscuridade da fé, o excesso do mal e o excesso mais radical do amor que Deus opõe à loucura e aos fracassos do homem”.

“O drama espiritual da humanidade que diz sentir aversão pela morte e ao mesmo tempo mostra-se cúmplice dela, seguindo por caminhos de pecado, do orgulho mortífero, da rejeição do outro, da agressividade, do “somente eu”, as consequências da busca do sucesso a qualquer preço, a coragem e a resistência das tantas mulheres vítimas da violência e da dor. Estas são algumas das questões espinhosas para a humanidade atual e que estarão presentes nas  XIV Estações da Via Sacra.

Ela é a primeira mulher leiga, escolhida por Francisco, para escrever as meditações da Via Sacra. “Naturalmente – confessou Anne-Marie – sou sensível ao caráter inédito desta participação”. E nas meditações, “quis honrar a coragem e a resistência das mulheres na dor – explicou – os gestos de solicitude e compaixão quando ficam aos pés da Cruz e após a morte de Jesus. São os mesmos gestos que continuam a ter tantas mulheres anônimas no mundo. Crentes ou não, preocupadas pela carne do outro em dificuldade”.

A este propósito, a biblista focou a atenção em “evidências muito esquecidas: aos pés da cruz, quando Jesus expira, estão presentes somente mulheres, enquanto quase todos os homens desapareceram. Da mesma forma na manhã da Páscoa, são sempre as mulheres que se apressam para chegar ao túmulo e receber o anúncio da Ressurreição. O mistério pascal convoca as mulheres de maneira especial. Depois do primeiro estupor, pensei que esta era uma ótima maneira para exercer o sacerdócio batismal, que ocupa um lugar importante no modo em como conheço a Igreja e ensino”.

Ao falar dos temas tratados nas meditações, Pelletier explicou que “colocar os próprios passos naqueles da Via Sacra até o Gólgota onde Jesus expira, significa encontrar-se no coração ardente da profissão da fé cristã. Significa experimentar a força de um paradoxo absoluto que não é outra coisa que aquilo que professa a fé. O paradoxo pelo qual, enquanto parecem triunfar definitivamente injustiça e violência, são o  amor e a vida que vencem o pecado e a morte”.

“Aos meus olhos – explica ela – entrar no caminho da Cruz significa entrar na resistência de esperança, esta esperança da qual as nossas sociedades perderam o sentido e o gosto”. “Diante do inocente absoluto que é Cristo – reitera –  a história da Paixão revela a cumplicidade de todos”.

A hora da Paixão é outro momento que ganha relevo nas meditações, como “o momento decisivo que destrói todas as imagens idólatras de Deus que a humanidade constrói para si. Incluída a humanidade religiosa! A Paixão mostra Deus presente onde menos se esperava. O mostra onde não deveria estar, em meio aos pecadores e em um local de morte! Revela assim que o Altíssimo é idêntico ao muito baixo. Grande inversão de todas as imagens da glória e do poder. Subversão das hierarquias habituais. De novo – sublinhou a autora das meditações – muitas as consequências pelo apreço daquilo que humanamente chamamos sucesso. De fato, o Papa Francisco não deixa de nos recordar estas verdades”.

Por Rádio Vaticano

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