verdade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png verdade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Testemunha da Verdade que liberta https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/testemunha-da-verdade-que-liberta/ Thu, 22 Feb 2018 10:23:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50927 No dia 22 de fevereiro a Igreja celebra a Festa da Cátedra de Pedro, lembrando a função magisterial do Papa de ser um guardião e testemunha da mensagem de Cristo. Jesus, diante de Pilatos, afirmara que tinha vindo ao mundo para dar testemunho da Verdade e quem a buscasse com sinceridade a encontraria. Estamos vivendo numa cultura que, entre outras coisas, se pode denominar de sociedade da “pós-verdade”, ou o que o Papa Bento XVI chamava de Ditadura do Relativismo.

Numa época em que tudo se esboroa e se torna liquido e efêmero, entendemos a expressão e o nome conferido a Cefas por Jesus, Pedro, que significa Rocha, sobre a qual se edificaria a Igreja que é como a considera São Paulo “Coluna da Verdade”. A pós- modernidade é avessa ao que se conceitua de megarelatos, grandes cosmovisões, deixando que cada um viva de acordo à suas intuições, pensamento débil e gelatinoso que desconstrói convicções morais, compromissos vocacionais e projetos de vida.

A Boa Nova do Evangelho, entre outras coisas, exige a libertação das mentiras, das ideologias anti-humanas e idolátricas que oprimem as pessoas e ter alguém que, em nome de Cristo, nos anuncia de forma confiável e firme a certeza da fé. O ministério petrino será sempre uma luz para iluminar a cidade humana, a aventura e a procura do esplendor da verdade, pois só ela sacia nossa mente e tranquiliza nosso espírito.

A Paz é também fruto da Verdade sobre Deus, o homem e a própria Igreja, e defendê-la, como frisava o pensador latino-americano Methol Ferré, é importar-se com os pobres, pois o relativismo constitui a outra faceta da cultura da morte, que desconhece os valores e direitos humanos. Por isso, o magistério do Papa, hoje Francisco, longe de ser um engessamento e uma limitação a liberdade, é uma janela ao transcendente, uma ponte para Cristo, uma voz ao serviço da verdadeira liberdade e da nobreza e dignidade da pessoa humana.

Vida longa ao Papa Francisco, para que possa ser entre nós, e no meio da Humanidade que caminha na história, a testemunha fiel, o homem do diálogo, a presença amorosa da Verdade, do Deus cujo nome é misericórdia. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria – Paz Bispo de Campos (RJ)

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Este é o antídoto proposto pelo Papa Francisco para combater as fake news https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/este-e-o-antidoto-proposto-pelo-papa-francisco-para-combater-as-fake-news/ Wed, 24 Jan 2018 14:47:46 +0000 http://teste.toqueto.com/este-e-o-antidoto-proposto-pelo-papa-francisco-para-combater-as-fake-news.html Na mensagem para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 13 de maio, com o lema “A verdade vos tornará livres. Fake news e jornalismo de paz”, o Papa Francisco pediu um jornalismo que sirva de remédio contra as notícias falsas e o mau uso da faculdade de comunicar e propôs este antídoto: jornalistas educados na verdade.

O Santo Padre assinalou na mensagem, divulgada pela Santa Sé nesta quarta-feira, 24 de janeiro, que “no projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão”. “Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar”, advertiu.

“Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem”.

Nesse sentido, lamentou que, “hoje, no contexto de uma comunicação cada vez mais rápida e dentro de um sistema digital, assistimos ao fenômeno das ‘notícias falsas’, as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir”.

Por isso, Francisco propôs 4 pontos de reflexão a fim de “contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”.

1. O que há de falso nas ‘notícias falsas’?

O termo fake News, explicou o Papa, “geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais”. “A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis”.

Em segundo lugar, “falsas mas verosímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio de certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração”.

A difusão dessas notícias falsas “pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos”.

Além disso, o Pontífice reconheceu a dificuldade que existe “desvendar e erradicar as fake News”, se deve “também ao fato de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogêneos e impermeáveis a perspectivas e opiniões divergentes”.

“Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas”.

Isso leva ao prejuízo ao bem comum e a pessoas concretas: “O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade”.

2. Como podemos reconhecê-las?

O Pontífice enfatizou a responsabilidade que todos têm diante da desinformação e das notícias falsas. “Nenhum de nós se pode eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades”.

Também afirmou que o egoísmo e a ganância estão por trás deste fenômeno. “As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que caracteriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano”.

“As próprias motivações econômicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração”.

Por isso, assegurou que a educação é a melhor forma de reconhecer as notícias falsas. “Educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem ‘mordendo a isca’ em cada tentação”.

3. “A verdade vos tornará livres”

Pelo contrário, se há carência dessa formação para fazer frente à desinformação, a exposição a notícias manipuladas deforma a pessoa. “A contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa”.

Frente a isso, “o antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade”.

“Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca”.

Além disso, “não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De fato, uma argumentação impecável pode basear-se em fatos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade”.

“A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polêmica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade”, assegurou.

4. A paz é a verdadeira notícia

O Papa insistiu: “O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga de um diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem”.

Por esse motivo, “se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias”.

O jornalista, “no mundo atual”, “não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesim das notícias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audiência, mas as pessoas”.

“Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz”, concluiu.

Por ACI Digital

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Divulgado o tema do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/divulgado-o-tema-do-52o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais/ Fri, 29 Sep 2017 16:24:18 +0000 http://teste.toqueto.com/divulgado-o-tema-do-52o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais.html “A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32). Notícias falsas e jornalismo de paz, será o tema do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado em 2018.

O tema escolhido pelo Santo Padre e divulgado esta sexta-feira, 29, faz referência às “notícias falsas” ou “fake news”, ou seja, as informações infundadas que contribuem para gerar e alimentar uma forte polarização das opiniões.

Trata-se de uma distorção muitas vezes instrumental dos fatos, com possíveis repercussões sobre comportamentos individuais ou coletivos.

No contexto em que as empresas de referência das redes sociais e o mundo das instituições e da política iniciaram a combater este fenômeno, também a Igreja quer oferecer uma contribuição, propondo uma reflexão sobre as causas, as lógicas e as consequências da desinformação na mídia e auxiliando na promoção de um jornalismo profissional, que busca sempre a verdade, e por isto um jornalismo de paz, que promova a compreensão entre as pessoas.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais – único dia mundial estabelecido pelo Concílio Vaticano II (“Inter Mirifica”, 1963) – é celebrado em muitos países, por recomendação dos bispos, no Domingo sucessivo à Solenidade de Pentecostes (em 2018, será em 13 de maio).

O texto da Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é tradicionalmente no dia em que a Igreja recorda a memória de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro).

Por Rádio Vaticano

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A verdade vos libertará https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-verdade-vos-libertara/ Tue, 06 Jun 2017 07:54:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46653 “Os acontecimentos não nos tornam piores: eles apenas mostram o que somos”. Lembrei-me desse pensamento, extraído do livro “Imitação de Cristo”, de Thomas de Kempis, escrito no séc. XV, ao refletir sobre o momento atual de nosso país.

Quem não tem ficado chocado com as notícias veiculadas a cada dia: desvio de dinheiro; contratos superfaturados; propinas; favores (ilícitos) mútuos; verbas que não chegam a seu destino?… A lista de crimes é enorme e mostra o tamanho da crise ética por que passa nosso país. Como chegamos a esse ponto?, perguntam alguns. Quem poderia imaginar uma situação como essa?, interrogam outros. A verdade não é agradável, mas é a verdade: a corrupção se tornou endêmica. Esse mal não é apenas fruto da ganância de um ou outro grupo; não está circunscrito a um ou outro setor. Parece tratar-se, sim, de um traço cultural de desprezo pelos princípios éticos, cuja prática se difundiu por toda parte.

Mas, e se essa rede de crimes não tivesse sido descoberta? Estaria tudo bem? Seria melhor para o país? Certamente, não. Comparo o momento que vivemos com o de uma pessoa que trabalha, faz planos e anda de um lado para outro, tranquila. Um dia, por um motivo qualquer, resolve fazer um check-up. Feitos os exames, uma descoberta: está com uma doença grave. Teria sentido, nessa hora, culpar o médico que requisitou os exames ou o laboratório que os realizou? O diagnóstico foi providencial; foi o passo necessário para o início do tratamento. Caso contrário, descoberto problema depois, talvez fosse tarde demais.

Realmente, a situação que agora se descobre não nos torna piores. Nosso país está tendo uma excelente oportunidade de recomeçar sua construção, e em bases sólidas. Nada há de mais sólido do que a verdade, pois ela nos liberta, assegurou-nos Jesus Cristo.

Essa reconstrução, contudo, não poderá ser feita a partir da violência. A democracia nos oferece inúmeras formas para expressarmos nossa alegria e apoio, nosso descontentamento e discordância em relação a uma pessoa, grupo ou situação. Ao se apelar para a violência, volta-se ao tempo das cavernas, quando o tacape era a única forma de manifestação. A História já nos demonstrou que a violência gera a violência, que gera mais violência…
Com a violência, todos perdem, todos empobrecem, todos sofrem. Mas alguns perdem, empobrecem e sofrem mais do que os outros: os mais pobres.

Os recentes acontecimentos, que nos envergonham perante o mundo, nos mostram como está o Brasil. Urge, portanto, que nós, brasileiros, nos unamos para construir um novo país. O conhecimento de si próprio, da própria realidade e da verdade, diziam os filósofos gregos, é o princípio da sabedoria. Que aprendamos a lição!

Por Dom Murilo S.R. Krieger – Arcebispo de Salvador

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Quais são os seus medos? O que fazer diante deles? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/quais-sao-os-seus-medos-o-que-fazer-diante-deles/ Thu, 25 May 2017 09:03:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46413 Queridos irmãos e irmãs, de que vocês têm medo? Medo de escuro? Medo de cara feia? Medo de ficar sem emprego? O que causa os seus medos? Sabemos que medos grandes e pequenos existem em nosso coração. Sabemos que esse sentimento serve para nos tornar mais prudentes.

Muitas pessoas têm medo do passado, medo das sombras do passado, as quais as arrastam e das quais não conseguem se libertar. Algumas têm medo do presente; outras, do futuro e do que vai acontecer com sua família. Até hoje, o medo faz parte de nossa vida. Na nossa sociedade, gostamos de inventar coisas de terror. Num filme de terror, embora saibamos que é criação, imaginação, ficamos até com o coração apertado.

Ouça os ensinamentos de Jesus

Jesus, no Evangelho, diante de Seus apóstolos, aterrorizados, diz: “Não tenhais medo, Eu estou convosco” (Marcos 6,50c e Mateus 28,20).

Muitas vezes ,você está apavorado no escuro, porque sua imaginação vai longe. Você ouve o barulho de um bichinho e imagina um monstro. Na nossa vida espiritual, muitas vezes, também existem “monstros”, porque estamos na “escuridão”, por isso é preciso iluminá-la. Um dos caminhos para superar o medo é a confissão, porque, nesse sacramento, você se depara com a verdade.

É preciso continuamente vencer o medo com a experiência da graça. A proposta é o amor, porque no amor não há temor.

Já tive medos

Nos primeiros anos do meu ministério sacerdotal, havia uma grande tarefa para eu assumir e estava com muito medo. Fui conversar com um santo sacerdote e ele me disse: “Use este lema: ‘Eu não vos temo, porque eu vos amo’”. Pois o amor vence todas as barreiras; a força do amor abala as estruturas do medo.

São Domingo Sávio dizia: “Antes a morte do que pecar”. Hoje, as pessoas têm medo da verdade, da morte, de Deus, mas não têm medo do pecado. Será que é bonito gostar dos sete pecados capitais?

Lute contra seus medos

Hoje, pedi a Deus um “santo medo”: o medo de pecar. Quero ter medo de pecar, quero ter medo de fazer o mal; esse é um medo sadio, porque é fruto do temor a Deus.

Deixemos que a graça de Deus nos afaste dos medos doentios e restaure em nós o temor a Ele. Que em tudo possamos ouvir a voz do Senhor que diz: “Coragem!”. Coragem para lutar contra o pecado.

Por Canção Nova, via Aleteia

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Papa a cientistas: jamais ter medo da verdade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-a-cientistas-jamais-ter-medo-da-verdade/ Fri, 12 May 2017 13:27:34 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-a-cientistas-jamais-ter-medo-da-verdade.html Antes de partir para Fátima, o Papa recebeu os participantes do Congresso promovido pelo Observatório Astronômico, a Specola Vaticana.

No evento, foram debatidos temas como o início do universo e a sua sucessiva evolução, a estrutura do espaço e do tempo. Temas que – segundo o Papa – interpelam profundamente a nossa consciência e que confluem numa “arena”, pois envolvem campos diferentes, como a ciência, a filosofia, a teologia e também a vida espiritual.

Na imensidão espaço-temporal do universo, disse Francisco em sua saudação, “nós seres humanos podemos experimentar um sentimento de estupor e experimentar a nossa pequenez, enquanto emerge no nosso ânimo a pergunta do salmista: ‘que é um mortal, para dele te lembrares, e um filho de Adão, que venhas visitá-lo?’ (Sal 8,5)”.

Caos x sabedoria divina

O Pontífice citou ainda Albert Einstein, que dizia que o eterno mistério do mundo é a sua compreensibilidade. “A existência e a inteligibilidade não são fruto do caos ou do caso, mas da sabedoria divina”, afirmou Francisco.

“Jamais se deve ter medo da verdade”, concluiu o Papa encorajando o trabalho dos cientistas. “Caminhando rumo às periferias do conhecimento humano, pode-se realmente fazer uma experiência autêntica do Senhor, que é capaz de preencher o nosso coração.”

Congresso

De 9 a 12 de maio, a convite da Specola Vaticana os cientistas debateram em Castel Gandolfo o tema: “Buracos Negros, Ondas Gravitacionais e Singularidade do Espaço-Tempo”.

De modo especial, o evento celebrou a herança científica do cosmólogo e sacerdote belga Mons. Georges Lemaître, considerado o pai da teoria do Big-Bang e ex-diretor da Pontifícia Academia das Ciências de 1960 a 1966, ano de sua morte.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Ter o valor de calar e de falar https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/ter-o-valor-de-calar-e-de-falar/ Tue, 07 Feb 2017 09:22:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44264 Calar ou falar? Há circunstâncias em que o calar é um ato de covardia, de ignorância ou medo para expressar a própria opinião. Em outros momentos, é uma atitude sensata, um ato de coragem, um sinal de controle dos instintos. Falar em local e na hora inoportuna revela superficialidade, falta de sensibilidade ou desejo de esconder a verdade. Conjugar a fala com o silêncio é sabedoria, é um valor na convivência.

“Só pode exercer o valor de calar aquele que consegue falar, que é capaz de se expor, mas escolhe livremente fechar os lábios. O silêncio é um valor quando vem de dentro, quando o indivíduo, podendo falar, decide se calar”. (Torralba, Francesc. O valor de ter valores). O silêncio imposto e violento não é valor, mas somente o é quando nasce de uma decisão livre, de um ato de vontade.

É valoroso calar para escutar o outro. Para escutar é preciso calar. É a atitude de discípulo que reconhece que o outro sabe mais e que tem algo importante para dizer e que posso aprender dele ampliando assim o meu horizonte e o conhecimento. Em outras circunstâncias, talvez o outro não tenha nada a me ensinar, mas ele precisa falar do que se passa na sua vida. Neste caso, ouvir calado é uma fala extremamente loquaz.

Há circunstâncias na vida em que é preciso calar para não ferir o outro. Há situações que convidam para retribuir uma ofensa, uma agressão ou traição sofrida, com a mesma medida. Nestas horas, controlar as emoções, o desejo de vingança com o silêncio é sinal de domínio das próprias paixões. É um ato voluntário, um exercício de reflexão de não retribuir o mal com o mal. De não retribuir ofensa com ofensa, pois ofender não faz desaparecer a ofensa. É calar nesta hora, para oportunamente falar. 

É preciso manter-se calado diante segredo confiado. Quem confia um segredo é uma pessoa concreta e que revela algo que está guardando com sete chaves. Por outro lado, revela o segredo a um confidente que escolheu. O confidente não tem tarefa fácil, precisa ter as virtudes da escuta e da discrição. O segredo tem algo de sedutor, de irresistível que desperta a curiosidade humana. A tendência é tornar público o segredo. O confidente para ser merecedor de confiança deve guardar na penumbra o segredo, mesmo podendo falar, não diz nada. É um valor guardar um segredo, pois o inimigo não é externo, mas está dentro de nós. 

Assim como é valoroso calar, do mesmo modo, é sabedoria e virtude saber falar. Tomar a palavra e quebrar o silêncio para revelar o está dentro é um ato de coragem e liberdade. A palavra, como um poderoso instrumento de comunicação, sai como um projétil de dentro de uma pessoa e penetra na consciência do outro gerando uma reação. O que foi lançado pode edificar, mas igualmente pode disseminar o mal.

Há situações de silêncio onde se esconde a verdade de forma mentirosa. Todos sabem dos fatos, mas ninguém se manifesta. Falar neste ambiente é um ato de coragem. Dizer a verdade para quem não quer ouvir é superar as amarradas da falsidade. Falar a verdade, neste contexto, causa dor, mas é libertador e traz frutos e ganhos emocionais.

Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo (RS)

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Viver na era da pós-verdade https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/viver-na-era-da-pos-verdade/ Tue, 24 Jan 2017 09:38:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44005 Anualmente, a Universidade de Oxford elege uma palavra que defina aquele ano. No final de 2016, o termo escolhido foi “pós-verdade” (“post-truth”), empregado já em 1992 pelo dramaturgo sérvio-americano Steve Tesich. Nem o Aurélio, o Houaiss ou o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, registra essa palavra. Por ela procuram-se definir circunstâncias nas quais os fatos objetivos têm pouca importância. O que vale são os apelos à emoção e a crenças pessoais. A verdade como tal estaria, pois, perdendo sua importância; o fato torna-se secundário; importante são as reações – isto é, como o fato é recebido e que emoções ele desperta.

É grave uma situação em que se deixa de levar em conta a distinção entre o certo e o errado, o bom e o mau, o justo e injusto, os fatos e as versões, a verdade e a mentira. Entra-se, então, numa era em que predominam as avaliações fluidas, as terminologias vagas ou os juízos baseados mais em sensações do que em evidências. Passa a ser verdade aquilo de que gostamos, que escolhemos e difundimos, torcendo para que tenha a maior repercussão possível.  

O que muito contribui para o avanço daquilo que a palavra “pós-verdade” representa são as novas tecnologias de informação e comunicação. Tudo é imediatamente transmitido, repartido e globalizado. Não há mais tempo para se checar se o que recebemos é verdadeiro; o importante é que seja o quanto antes partilhado e multiplicado. Mentiras são construídas de forma sofisticada, com ares de verdade, e são difundidas por um exército de simpatizantes. Com isso, o bom nome de muitos é destruído de forma rápida e cruel – pior, a difamação é envolvida por um ódio que assusta. Voltaire entendia disso: “Menti, menti, que alguma coisa permanecerá!”. Goebbels, chefe da propaganda nazista, dizia algo semelhante: “Uma mentira repetida mil vezes vira verdade”. Não é segredo para ninguém que as redes sociais são um campo aberto e fértil para a difusão de histórias e “fatos” que não precisam ser comprovados; basta que sejam bem apresentados.

Tendo ouvido Jesus lhe afirmar “Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade; todo aquele que é da verdade escuta a minha voz” (Jo 18,37-38), Pilatos lhe perguntou: “O que é a verdade?”. Mas o governador romano não estava interessado na resposta; tanto assim que, feita a pergunta, afastou-se. Venceu a mentira e um inocente foi condenado.

Pode-se aplicar à palavra “verdade” o que Cecília Meireles aplica à palavra “liberdade”: “não há ninguém que a explique e ninguém que não a entenda”. O mundo precisa de pessoas que sejam verdadeiras no agir e no falar – inclusive, e principalmente, no uso das redes sociais.

Por Dom Murilo S.R. Krieger – Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

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