Venezuela - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Venezuela - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “Pontes de solidariedade” para os migrantes da Venezuela https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pontes-de-solidariedade-para-os-migrantes-da-venezuela/ Tue, 08 May 2018 18:26:08 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52240

Está pronto o plano de acolhida para centenas de milhares de venezuelanos que estão deixando o país. Serão acolhidos nos países vizinhos graças ao acordo entre as oito conferências episcopais sul-americanas e o Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano.

Devido à crise política e econômica, milhares de cidadãos da Venezuela fogem para países vizinhos em busca de uma vida melhor. Por isso, e em resposta ao apelo do Papa Francisco de acolher, promover e integrar os migrantes e refugiados, oito conferências episcopais sul-americanas, junto com o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral decidiram trabalhar juntos para gerir este imponente fluxo de pessoas, acolhendo-as no território de seus países.

A solidariedade dos bispos sul-americanos

Os bispos do Brasil, Colômbia, Equador, Chile, Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina, apresentaram o plano “Pontes de Solidariedade” na Sala de Imprensa da Santa Sé, nesta segunda-feira (07/05), com o qual propõem serviços de acolhida para os migrantes mais vulneráveis, ajudando-os com alojamentos e inclusão no trabalho. Também está prevista a ampliação do acesso à educação e à saúde, além de uma assistência espiritual durante todo o período de permanência dos migrantes no exterior.

Um plano nascido da solidariedade das pessoas

“A ideia desse plano de acolhida nasceu, principalmente, da solidariedade das pessoas”, explica padre Fabio Baggio, subsecretário da seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, “que sentem a presença do irmão latino-americano, que neste momento está em viagem e em dificuldade”. Para os bispos sul-americanos a situação dos refugiados da Venezuela é uma das maiores preocupações, por isso assinalaram a questão ao Dicastério. “Aproveitando desse sentimento positivo”, continua, “foi possível construir um projeto que institucionaliza esta série de ajudas”.

Ajuda aos mais vulneráveis

O plano, que será operativo já nestes dias e que tem a duração inicial de dois anos, tem como objetivo ajudar os milhares de migrantes venezuelanos e é dirigido também aos cidadãos mais vulneráveis dos países vizinhos.

Fonte: Vatican News

]]>
52240
Em Cartagena, o Papa Francisco alenta solução para a grave crise da Venezuela https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-cartagena-o-papa-francisco-alenta-solucao-para-a-grave-crise-da-venezuela/ Mon, 11 Sep 2017 08:02:02 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48340 Após rezar o Angelus na Igreja de São Pedro Claver na cidade colombiana de Cartagena, o Papa Francisco expressou sua proximidade ao povo da Venezuela e alentou a que se encontre uma solução para a grave crise que afeta o país.

“Deste lugar, quero assegurar minha oração por cada um dos países da América Latina, e de maneira especial pela vizinha Venezuela”, disse o Santo Padre.

Francisco também expressou sua “proximidade a cada um dos filhos e filhas dessa amada nação, como também aos que encontraram nesta terra colombiana um lugar de acolhida”.

“Desta cidade, sede dos direitos humanos, faço uma chamada para que se rechace todo tipo de violência na vida política e se encontre uma solução para a grave crise que se está vivendo e afeta a todos, especialmente os mais pobres e desfavorecidos da sociedade”, disse o Papa.

Francisco também fez votos para que “a Virgem Santíssima interceda por todas as necessidades do mundo e de cada um de seus filhos”.

“A todos desejo um feliz domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim”, concluiu.

Em mais de uma ocasião o Papa Francisco expressou sua preocupação pela Venezuela, onde a escassez de mantimentos e remédios é cada vez pior; e onde boa parte da população sofre a repressão violenta por parte do governo.

No voo que o levou de Roma a Bogotá no dia 06, o Santo Padre enviou um telegrama ao Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em que disse estar “rezando para que todos na nação possam promover os caminhos de solidariedade, justiça e concórdia. Invoco sobre todos vocês as bênçãos de paz de Deus”.

Do mesmo modo, ao culminar a Missa que presidiu na quinta-feira 7 de setembro no Parque Simón Bolívar em Bogotá, o Pontífice recebeu cinco bispos da Venezuela que lhe informaram sobre a piora da crise no país sul-americano.

Em declarações ao grupo ACI, o Arcebispo de Caracas, Cardeal Jorge Urosa, explicou que os prelados puderam manifestar ao Papa “o afeto do povo e dos bispos venezuelanos, e expressar nossa preocupação pela situação tão difícil que está vivendo o povo da Venezuela”.

Por ACI Digital

]]>
48340
Venezuela: organizações católicas denunciam emigração sem precedentes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/venezuela-organizacoes-catolicas-denunciam-emigracao-sem-precedentes/ Tue, 08 Aug 2017 10:14:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47736 A rede de organizações católicas da América Latina e Caraíbas para as Migrações e Refugiados denunciaram, em comunicado, um fluxo de emigração “sem precedentes” da população venezuelana venezuelana para países vizinhos.

A CLAMOR, uma Rede Latino-Americana e Caribenha para as Migrações, Refugiados e Tráfico de Pessoas, alerta para a “dura situação” que os imigrantes da Venezuela têm de enfrentar, ao fugir de uma “crise humana”.

As organizações católicas da região destacam a falta de medicamentos e alimentos, o “colapso dos serviços públicos”, a inflação, a violência e os “graves violações dos Direitos Humanos”.

“Esta situação, que atenta contra a vida e a dignidade dos venezuelanos e venezuelanas, forçou milhares de pessoas a sair do país, numa diáspora sem precedentes na história democrática do país”, refere a nota da rede católica.

O padre Francesco Bortignon, scalabriniano, pároco em Cúcuta, no norte da Colômbia, refere à Rádio Vaticano que a situação da fronteira é “realmente difícil”.

“Existe uma fuga significativa de venezuelanos em direção à Colômbia ou com o sonho de chegar ao Equador, Chile e Peru”, especialmente nos últimos meses, ligadas em particular à questão da eleição da Assembleia Constituinte.

Já a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) agradeceu a posição tomada pelo Papa e a Santa Sé na última sexta-feira, 4, num renovado apelo ao respeito pelos Direitos Humanos e pela suspensão da nova Constituinte.

Dom José Luis Azuaje, vice-presidente da CEV, considerou que a Assembleia Constituinte, promovida pelo Governo de Nicolás Maduro e contestada pela oposição, foi uma “fraude”.

A Venezuela atravessa uma crise política e econômica, com manifestações pró e anti-Maduro, que provocaram 120 mortos desde abril.

O presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a Assembleia Constituinte traduz “um poder paralelo”.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

]]>
47736
Santa Sé defende "negociação séria e sincera" para crise na Venezuela https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-defende-negociacao-seria-e-sincera-para-crise-na-venezuela/ Thu, 22 Jun 2017 11:08:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46931 Responder à crise na Venezuela com uma negociação séria e sincera entre as partes. É o que defende a Santa Sé – por meio de seu Observador Permanente na ONU, Dom Bernardito Auza – na declaração dirigida à Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), reunida até hoje em Cancun, no México.

A Santa Sé reitera desta forma a posição que vem adotando em relação à grave situação vivida na Venezuela. Em diversas ocasiões desde o início da crise – recorda Dom Auza – o Papa Francisco, o Secretário de Estado Pietro Parolin e a Conferência Episcopal venezuelana, pediram às instituições e às forças políticas – superando interesses das partes e ideologias – para ouvir a voz do povo.

A Santa Sé – sublinha o prelado – sempre exortou todos os líderes políticos a não medirem esforços para por fim à violência.

Condições para uma negociação séria

O caminho para uma solução pacífica – acrescenta Dom Auza – pode ser buscado por uma negociação a ser articulada com base nas indicações ilustradas na carta de primeiro de dezembro de 2016, escrita pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin.

No documento – observa o Núncio – o purpurado pedia, entre outras coisas, que fosse adotado um caminho que levasse à eleições livres e solicitava medidas para fornecer ajudas humanitárias, alimento e remédios.

Na carta de 2016 – sublinha Dom Auza – o Secretário de Estado exortava também a serem tomadas medidas que levassem à libertação dos presos políticos.

Negociação apoiada pela comunidade internacional

Neste cenário de crise, marcado pela violência que atingiu também a Igreja venezuelana, existem ulteriores riscos. A recente decisão do governo de convocar uma Assembleia Constituinte – sublinha em particular Dom Auza – ao invés de ajudar a resolver os problemas, pode complicar a situação e colocar em perigo o futuro democrático do país.

Ao concluir, o Observador Permanente da Santa Sé afirmou que é bem vista a iniciativa de que um grupo de países da região e eventualmente de outros continentes – escolhidos quer pelo governo como pela oposição – acompanhem a negociação na qualidade de garantes.

Desde o início de abril ao menos 75 pessoas morreram nos choques entre manifestantes e polícia e continua a faltar alimentos e remédios.

Por Rádio Vaticano

]]>
46931
CELAM cria comissão para acompanhar situação na Venezuela https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/celam-cria-comissao-para-acompanhar-situacao-na-venezuela/ Thu, 11 May 2017 16:28:27 +0000 http://teste.toqueto.com/celam-cria-comissao-para-acompanhar-situacao-na-venezuela.html O Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) criou uma comissão para acompanhar a situação na Venezuela. 

O CELAM iniciou, na última terça-feira (09/05), na capital salvadorenha, San Salvador, sua 36ª Assembleia geral ordinária que prossegue até amanhã, dia 12. 

O Bispo auxiliar de Morelia, México, Dom Juan Espinoza, Secretário-Geral do CELAM, informa numa nota, enviada à Agência Fides, que este organismo fará uma declaração sobre a degeneração dos direitos humanos na Venezuela e que foi criada uma comissão para estudar o que está acontecendo nesse país. 

A declaração sublinha a situação grave que o país sul-americano está vivendo, onde a repressão dos protestos da oposição causou mais de quarenta mortos. Os manifestantes foram à sede da Conferência Episcopal da Venezuela para pedir o apoio da Igreja para por fim à violência da parte das forças do Estado. 

A Comissão que acompanhará a situação na Venezuela será presidida pelo Arcebispo de Manágua, Nicarágua, Cardeal Leopoldo Brenes. Fazem parte também da comissão o Bispo de Cumana, Venezuela, Dom Diego Rafael Padrón, o Bispo auxiliar de Medellín, Colômbia, Dom Elkin Fernando Álvarez, o Arcebispo de Assunção, Paraguai, Dom Edmundo Valenzuela, e Elvy Monzat, do Departamento Justiça e Paz do CELAM.

Nesta terça-feira, na abertura dos trabalhos da assembleia do CELAM, foi lida a carta enviada pelo Papa Francisco para incentivar o compromisso dos Pastores que, junto aos leigos, devem levar adiante a Igreja missionária na América, uma Igreja em saída, como afirmado pelo Papa em sua carta, olhando o exemplo de Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem celebra este ano os 300 anos de aparição.

Por Rádio Vaticano

]]>
46215
Venezuela, Coreia e direitos humanos entre os temas da entrevista do Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/venezuela-coreia-e-direitos-humanos-entre-os-temas-da-entrevista-do-papa/ Tue, 02 May 2017 09:01:06 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45934 Como já é habitual ao concluir suas viagens internacionais, o Papa Francisco concedeu uma roda de imprensa no voo de retorno a Roma após a sua viagem ao Egito entre os dias 28 e 29 de abril.

Em diálogo com os jornalistas, o Santo Padre tratou diversos temas como a forma em que se realizam as audiências privadas que concede, a situação atual da Venezuela, entre outros.

“Boa tarde. Agradeço-lhes pelo trabalho, porque foram 27 horas, acredito, de muito trabalho. Muito obrigado por tudo o que têm feito. Estou à sua disposição”, disse o Papa inaugurando a rodada de perguntas de jornalistas de veículos de imprensa de vários países.

O primeiro entrevistador foi Paolo Rodari (do Jornal italiano La Repubblica). “Quero lhe perguntar sobre o propósito do encontro com o Presidente (egípcio) Al Sisi. Do que falaram? Tratou-se o tema dos direitos humanos? E mais concretamente, falaram que caso de Giulio Regeni?

(Ndt: Regeni era um italiano de 28 anos que estava estudando um doutorado, que foi torturado e assassinado no Cairo em janeiro de 2016, um caso pelo qual o governo do Egito recebeu diversas acusações porque ainda não foi elucidado).

O Papa Francisco respondeu: Sobre isto, vou dar uma resposta geral para logo chegar ao particular. Geralmente, quando estou com um chefe de estado em diálogo privado, isso permanece em privado, a menos que, em acordo, digamos ‘este ponto o faremos público’. Mantive 4 diálogos privados lá: com o grande ímã de Al Azhar, com Al Sisi, com o Patriarca Tawadros e com o Patriarca Ibrahim. Acredito que devem manter-se em privado. Por respeito, devem-se manter reservados.

Em relação à a pergunta sobre Regeni eu estou preocupado. Da parte da Santa Sé me moveram neste tema, porque os pais também me pediram isso, a Santa Sé se moveu. Não direi como nem onde, mas houve um movimento da parte da Santa Sé.

Em seguida, Darío Menor do Correo Español dirigiu esta pergunta ao Papa: “Ontem o sr. disse que a paz, a prosperidade e o desenvolvimento merecem cada sacrifício, e logo sublinhou o respeito aos direitos inalienáveis do homem. Significa isto um respaldo ao governo egípcio, um reconhecimento de seu papel no Oriente Médio como, por exemplo, a defesa dos cristãos, apesar da falta de garantias democráticas deste governo?”

Papa Francisco: Não. Deve-se interpretar literalmente como valores em si mesmos. Disse aquilo sobre defender a paz, defender a harmonia dos povos, defender a igualdade dos cidadãos, seja qual seja a religião que professam, são valores. Eu falei dos valores. Se um governante defender um ou defende o outro, esse é outro problema. Fiz 18 visitas. Em cada um dos países escutei: ‘O Papa respalda a aquele Governo’, porque sempre um governo tem suas debilidades ou tem seus adversários políticos que dizem umas coisas ou outras. Eu não me misturo. Eu falo dos valores, e que cada um veja e julgue se este governo, este Estado ou aquele outro, levam adiante esses valores.

Phil Pulella (da agência Reuters) perguntou: Você falou em seu primeiro discurso do perigo das ações unilaterais, e que todos devem ser construtores da paz, no primeiro discurso de ontem. Agora falou muito da terceira guerra mundial em pedaços, mas parece que hoje esse medo e ânsia está concentrada no que está ocorrendo na Coreia do Norte.

Papa Francisco: Sim, é o lugar onde se concentra.

Pulella: Exato, é o ponto onde se concentra. O Presidente Trump mandou uma frota militar ao longo da costa da Coreia do Norte, o líder da Coreia do Norte ameaçou bombardear a Coreia do Sul, o Japão, inclusive os Estados Unidos se conseguem construir mísseis de longo alcance. As pessoas têm medo e se está falando da possibilidade de uma guerra nuclear com toda naturalidade. Você, se vir o presidente Trump mas também a outras pessoas, o que diria a estes líderes que têm a responsabilidade do futuro da humanidade?, porque estamos em um momento bastante crítico. 

Papa Francisco: Mas eu os contato, ligo para eles e os contatarei como contatei os líderes em diversos lugares para trabalhar na resolução dos problemas no caminho da diplomacia, e temos os facilitadores, muitos no mundo. Há mediadores que se oferecem, há países como a Noruega, por exemplo, ninguém pode acusar a Noruega de ser um país ditatorial, e sempre está disposto a ajudar, a dar exemplo, mas aí há vários.

O caminho é o caminho da negociação, o caminho da solução diplomática. Esta guerra mundial a pedaços, da qual venho falando há mais ou menos dois anos, é a pedaços, mas os pedaços estão se estirando, estão se concentrando, estão se concentrando em pontos que já estavam quentes, porque isto dos mísseis da Coreia vêm de um ano longo, mas agora parece que a coisa se esquentou muito.

Eu sempre chamo a resolver os problemas pelo caminho da via diplomática, da negociação. Porque o futuro da humanidade, hoje uma guerra alargada destrói, não digo a metade da humanidade, mas uma boa parte da humanidade e da cultura, tudo, tudo. Seria terrível. Acredito que hoje a humanidade não é capaz de suportá-lo.

Esperemos que aqueles países que estão sofrendo uma guerra interna, dentro deles, onde está se produzindo fogo de guerra, no Oriente Médio, por exemplo, mas também na África, ou no Iêmen. Paremos! Procuremos uma solução diplomática! E nisso acredito que as Nações Unidas têm o dever de repreender um pouco a sua liderança, porque se aguou um pouco.

“Deseja encontrar-se com o Presidente Trump quando vier a Europa? Formulou-se uma petição para este encontro?”, perguntou o representante da Reuters.

Papa Francisco: “Não me informaram pela Secretaria de Estado que haja uma petição nesse sentido, mas eu recebo a todos os Chefes de Estado que solicitam uma audiência”.

Já o jornalista Antonio Pelayo de Antena 3 perguntou sobre a Venezuela: “Santo Padre, a situação na Venezuela se degenerou ultimamente de modo muito grave e houve muitas mortes. Queria lhe perguntar se a Santa Sé e você pessoalmente pensam relançar essa ação, essa intervenção pacificadora e de que formas poderia assumir essa ação.

Papa Francisco: “Houve uma intervenção da Santa Sé sob pedido forte de quatro Presidentes que estavam trabalhando como facilitadores. E a coisa não resultou. E ficou aí.

(nDT: O pontífice se referia às ações da Santa Sé em 2016 a pedido dos ex-presidentes José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha), Leonel Fernández (República Dominicana), Martín Torrijos (Panamá) e Ernesto Samper (Colômbia) que não produziram resultado em termos de abertura ao diálogo com o governo de Nicolás Maduro).

Não resultou porque as propostas não eram aceitas, ou se diluíam, era um Sim-sim, mas não-não. Todos conhecemos a difícil situação da Venezuela, que é um país que eu estimo muito. E sei que agora estão insistindo, não sei bem de onde, acredito que da parte dos quatro presidentes, para relançar esta facilitação e estão procurando o lugar. Eu acredito que tem que ser com condições mas, condições muito claras. Parte da oposição não quer isto. É curioso, a mesma oposição está dividida, e por outro lado parece que os conflitos se agudizam cada vez mais. Mas há algo em movimento. Estive informado disso, mas está muito no ar ainda. Mas, tudo o que se pode fazer pela Venezuela é preciso fazê-lo, com as garantias necessárias”, sentenciou o Santo Padre.

Ao final das perguntas o Papa Francisco disse aos jornalistas: “Obrigado a vocês pelo trabalho que fazem e que ajuda muita gente. Vocês não sabem o bem que podem fazer com suas crônicas, com seus artigos, com seus pensamentos.

Temos que ajudar as pessoas e ajudar também à comunicação, para que a comunicação, também a imprensa, leve-nos a coisas boas, e não nos leve a desorientações que não nos ajudam. Muito obrigado! E bom jantar! Rezem por mim!”

Por ACI Digital

]]>
45934
Francisco reza pelo Congo, Colômbia, Venezuela e Paraguai https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-reza-pelo-congo-colombia-venezuela-e-paraguai/ Mon, 03 Apr 2017 08:23:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45280 O Papa Francisco, antes de rezar a Oração mariana do Angelus, em Carpi, expressou o seu pesar pela tragédia causada por um enorme deslizamento de terra na cidade de Mocoa, na Colômbia, na província de Putumayo. Falando de improviso, assegurou suas orações pelas vítimas e pelas famílias.

“Estou profundamente entristecido pela tragédia que atingiu a Colômbia, onde um gigante deslizamento de terra, causado por chuvas torrenciais, atingiu a cidade de Mocoa, causando numerosos mortos e feridos. Rezo pelas vítimas e asseguro a minha proximidade e a de vocês àqueles que choram a morte de seus entes queridos, e agradeço a todos aqueles que estão trabalhando para prestar socorro”.

O balanço, no momento, é de 250 mortos e centenas de feridos e desaparecidos.

Francisco dirigiu ainda o seu pensamento à dramática situação no Congo fazendo um premente apelo para que se chegue à paz.

“Continuam a chegar notícias não boas de sangrentos confrontos armados na região de Kasai, na República Democrática do Congo, confrontos que estão causando mortes e deslocamentos e que atingem também pessoas e propriedades da Igreja: igrejas, hospitais, escolas… Asseguro a minha proximidade a esta nação, e exorto todos a rezar pela paz para que os corações dos artífices de tais crimes não permaneçam escravos do ódio e da violência, o ódio e a violência sempre destroem”.

Além disso, – continuou o Papa – sigo com grande atenção o que está acontecendo na Venezuela e Paraguai. Rezo por aquelas populações a mim tão queridas, e convido todos a perseverarem incansavelmente, evitando todo tipo de violência, na busca de soluções políticas.

Antes de conceder a sua Bênção Apostólica, o Papa Francisco agradeceu os presentes e todos aqueles que trabalharam pela dupla maratona, domingo passado e este domingo, fazendo uma referência à cerimônia de reabertura da Catedral, presidida no domingo passado pelo Secretário de Estado, Cardeal Parolin.

“Gostaria de agradecer a vocês enfermos. Estão presentes aqui 4.500 enfermos, acrescentou o Papa. Obrigado a todos vocês, que com os seus sofrimentos ajudam a Igreja. Ajudam a carregar a Cruz de Cristo”. O Papa dirigiu em seguida o seu pensamento à Virgem Maria, que os habitantes de Carpi tanto veneram. “A Maria oferecemos as nossas alegrias, as nossas dores e as nossas esperanças. Pedimos a ela que dirija o seu olhar misericordioso sobre todos os que sofrem, particularmente sobre os enfermos, sobre os pobres e sobre quem não tem um trabalho digno”.

Por Rádio Vaticano

]]>
45280