Vaticano - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Vaticano - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Via-Sacra: Nenhum pecado jamais terá a última palavra https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/via-sacra-nenhum-pecado-jamais-tera-a-ultima-palavra/ Fri, 10 Apr 2020 20:51:20 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58179 A Praça São Pedro acolheu a Via-Sacra desta Sexta-feira Santa, tradicionalmente realizada no Coliseu de Roma.

As 14 estações estações foram realizadas em volta do obelisco central, com um único grupo de pessoas que revezaram o momento de carregar a Cruz.

Cada meditação trouxe à reflexão as dores que o cárcere produz: nos detentos, nas vítimas de seus crimes, em seus familiares, nos policiais, juízes, sacerdotes. O crime e suas consequências em toda a sua globalidade.

O sofrimento provocado pelo pecado cometido pelos homens, e redimido por Jesus na cruz, inspirou o Papa Francisco a uma longa oração silenciosa. Diferentemente dos outros anos, o Papa Francisco, que segurou a cruz na última estação, não fez a meditação final. Somente concedeu a bênção apostólica.

Nenhum pecado jamais terá a última palavra

“Estamos envelhecidos, cada vez mais indefesos, e somos vítimas da pior dor que existe: sobreviver à morte duma filha.”
“Bastou um dia para passar duma vida irrepreensível à realização dum gesto no qual se encerra a violação de todos os mandamentos.”

“Como filha duma pessoa presa, quantas vezes ouvi fazer-me a pergunta: «Já alguma vez pensaste no sofrimento que teu pai causou às vítimas?» Depois, também eu lhes faço uma pergunta: «Já alguma vez pensaste que eu fui a primeira de todas as vítimas das ações de meu pai?”

“Na prisão, tornei-me avô: perdi a gravidez da minha filha. À minha neta, um dia, não contarei o mal que cometi, mas apenas o bem que encontrei.”

“Todos, inclusive como condenados, somos filhos da mesma humanidade.”

Estas são somente algumas das frases – e experiências – que acompanharam o Calvário de Cristo, às quais é difícil ficar indiferente.

“Na prisão, com Deus, nenhum pecado terá jamais a última palavra” é a frase que conclui a última meditação. E é esta mesma frase – e esperança – que nos acompanhará até a Ressurreição.

 

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Paixão do Senhor: com Jesus, ir contra a corrente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/paixao-do-senhor-com-jesus-ir-contra-corrente/ Sat, 31 Mar 2018 12:57:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51586 O Papa Francisco presidiu na tarde da Sexta-feira Santa, na Basílica Vaticana, a celebração da Paixão de Cristo, com a adoração da Cruz e a pregação do Frei Raniero Cantalamessa sobre o tema: “Quem vê, dá testemunho.

“Ao verem que Jesus já estava morto, os soldados não lhe quebraram as pernas, mas um deles abriu-lhe o peito com uma lança do qual saiu, imediatamente, sangue e água. Quem viu este fato deu testemunho, – que é digno de fé, pois ele sabe que diz a verdade – a fim de que vós creiais”.

Partindo desta citação do evangelista João, Frei Cantalamessa afirmou que “ninguém jamais será capaz de nos convencer de que este testemunho solene não corresponde à verdade histórica”. O autor, São João, – o discípulo a quem Jesus amava, – estava no Calvário, aos pés da cruz, junto com a Mãe Maria. Eles foram testemunhas oculares do fato!

Ele “viu” e “descreveu, não apenas o que acontecia sob o olhar de todos, mas, sob a luz do Espírito Santo e dos eventos pascais, dando sentido ao que havia visto. Naquele momento, estava sendo imolado o verdadeiro Cordeiro de Deus e cumprido o sentido da Páscoa antiga: Cristo na cruz era o novo Templo de Deus, de cujo peito jorra a água da vida. Ele é o início da nova criação! Assim, João entendeu o profundo significado das últimas palavras de Jesus: “Tudo está consumado”.

Crucifixos

Sobre os inúmeros significados, que brotam da cruz de Cristo, o pregador perguntou: Por que a grande presença do Crucifixo em nossas igrejas, nos altares e em todos os lugares frequentados pelos cristãos? E respondeu com uma chave de leitura deste mistério cristão: “Deus revela seu poder na fraqueza, sua sabedoria na loucura, sua riqueza na pobreza”.

Esta chave de leitura não se aplica à Cruz, na qual Deus se revela em sua realidade mais íntima e verdadeira, pois Deus é “ágape”, amor oblativo; somente na cruz se entende a magnanimidade da autodoação de Deus.

Juventude

Neste sentido, o Frei Capuchinho recordou o próximo Sínodo dos Bispos sobre os Jovens. A Igreja quer colocá-los ao centro da sua preocupação pastoral. A presença no Calvário do discípulo que Jesus amava representa uma mensagem especial. João seguiu Jesus quando era muito jovem. Este encontro pessoal e existencial foi sua verdadeira paixão! O mistério pascal da morte e ressurreição de Jesus, a sua Pessoa, representam o núcleo do pensamento do evangelista.

João era, quase certamente, um dos dois discípulos de Batista que, apareceu no início da vida pública de Jesus; o outro era André, irmão de Pedro, e lhe perguntaram: “Mestre, onde moras?”. E Jesus respondeu: “Venham e vejam! Então, desde aquela tarde, foram e ficaram com ele”.

O que Cristo espera dos jovens

Neste Sínodo sobre a Juventude, disse Frei Cantalamessa, deveremos descobrir “o que Cristo espera dos jovens” e “o que eles podem dar à Igreja e à sociedade”. Mas, o mais importante, é levar os jovens a saber o que Jesus tem para lhes dar. João descobriu, ao ficar com Ele: Jesus é “vida em abundância”! Jesus é “alegria plena”!

Logo, encontrar-se pessoalmente com Cristo é possível também hoje, porque ele ressuscitou; ele é uma pessoa viva, não um personagem.

O evangelista João também deixou sua mensagem aos jovens, em sua primeira Carta: “Jovens, eu lhes escrevi, porque vocês são fortes e a Palavra de Deus permanece em vocês… não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”.

Devemos estar no mundo, – disse o Pregador da Casa Pontifícia -principalmente entre os pobres, os últimos, no mundo do sofrimento, da marginalização o do egoísmo, sem, porém, a ele pertencer.

Ir contra a corrente

Na conclusão da sua pregação, nesta Sexta-feira da Paixão, o capuchinho deixou um convite aos jovens cristãos: “Sejam como aqueles que vão à direção oposta! Atrevam-se a ir contra a corrente! A direção oposta não é um lugar, mas uma pessoa: é Jesus, nosso amigo e redentor!”. Mas, foi-lhes confiada também uma tarefa especial: “Salvar o amor humano”.

Na cruz, Deus se revelou como Ágape, o Amor que se doa. Por isso, não devemos renunciar às alegrias do amor, mas ter a capacidade de se doar ao próximo: “Há mais alegria em dar do que em receber”, diz São Paulo.

Porém, é preciso preparar-se para a doação total de si, seja através do matrimônio seja da vida consagrada, começando com a doação do próprio tempo, do sorriso, da própria juventude em família, na paróquia, no voluntariado.

Jesus na cruz não nos deu apenas o exemplo de extrema doação por amor: a água e o sangue, jorrados do seu peito, chegam até nós pelos sacramentos da Igreja e pela Palavra. Contemplemos, com fé, o Crucifixo.

Fonte: Vatican News

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A pureza cristã, tema da V pregação da Quaresma do Pe. Raniero Cantalamessa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-pureza-crista-tema-da-v-pregacao-da-quaresma-do-pe-raniero-cantalamessa/ Fri, 23 Mar 2018 14:28:37 +0000 http://teste.toqueto.com/a-pureza-crista-tema-da-v-pregacao-da-quaresma-do-pe-raniero-cantalamessa.html O pregador oficial da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, fez na manhã desta sexta-feira (23/03) na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, sua quinta e última pregação da Quaresma.

Partindo do tema “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”, o capuchinho refletiu sobre a “santidade cristã no discurso do apóstolo São Paulo”.

Cantalamessa dividiu sua pregação quaresmal, com base na “pureza cristã”, em quatro pontos: “pureza, beleza e amor ao próximo”, “pureza e renovação” e “puros de coração”.

Comentando o discurso de São Paulo aos Romanos, que diz: “Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz”, o pregador da Casa Pontifícia citou Santo Agostinho, que, nas suas nas Confissões, fala da importância desta passagem para a sua conversão pessoal. De fato, ele já havia quase alcançado a completa adesão à fé, mas tinha medo de não ser capaz de viver casto. Como sabemos, ele vivia com uma mulher sem ser casado.

Ao abrir ao acaso as páginas das Cartas de São Paulo, debateu-se precisamente com a frase que o pregador pontifício propõe para hoje “usar as armas da luz, como vontade de Deus. Assim, uma luz brilhou dentro dele e iluminou suas trevas.

Desta forma, Paulo estabelece uma ligação muito estreita entre pureza e santidade, entre pureza e Espírito Santo.

Mas, em outra Carta, Paulo fala do “fruto do Espírito que é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio”, mas também das “obras da carne” ou desordem sexual.

Logo, diante das duas atitudes opostas “virtude e vício”, “pureza e impureza” devemos “revestir-nos do Senhor Jesus Cristo”, pois somos templos do Espírito Santo”. O nosso corpo está destinado à ressurreição e à glorificação de Deus. Na nova luz, que emerge do mistério pascal, o ideal da pureza cristã ocupa um lugar privilegiado: é beleza, caridade, arma da luz, amor ao próximo, serviço aos irmãos.

Segundo as origens cristãs, a Igreja adotou como principais instrumentos o anúncio da Palavra e o testemunho de vida; o amor fraterno e a pureza dos costumes.

Ao concluir sua pregação quaresmal, Frei Cantalamessa fez uma comparação entre as origens cristãs e os nossos dias, em relação à pureza. Vivemos em uma sociedade que, em termos de costumes, está mergulhada no paganismo e na idolatria do sexo. Famílias inteiras são destruídas.

Diante desta situação, o que Deus quer de nós cristãos? Ele nos convida a fazer a “beleza” da vida cristã brilhar novamente diante dos olhos do mundo, a lutar pela pureza. O Espírito Santo nos chama hoje a testemunhar ao mundo a inocência original, a nostalgia da inocência e da simplicidade. Enfim, a “usar as armas da luz”. Jesus dizia: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. (Tradução de Thácio Siqueira)

Por Vatican News

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Vaticano: Paulo VI vai ser canonizado em 2018, anuncia Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/vaticano-paulo-vi-vai-ser-canonizado-em-2018-anuncia-papa/ Mon, 19 Feb 2018 15:33:11 +0000 http://teste.toqueto.com/vaticano-paulo-vi-vai-ser-canonizado-em-2018-anuncia-papa.html O Papa Francisco anunciou que o Papa Paulo VI vai ser canonizado ainda em 2018, em um pronunciamento durante um encontro com o clero da Diocese de Roma.

“Dois recentes bispos de Roma já são Santos (João XXIII e João Paulo II). Paulo VI será santo este ano. E um tem causa de beatificação aberta, João Paulo I.” E completou, brincando: “Bento e eu estamos na lista de espera: rezem por nós.”

“Paulo VI será santo este ano”, disse, numa intervenção divulgada neste sábado, 17, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Paulo VI, o pontífice que liderou a Igreja Católica entre 1963 e 1978, período em que encerrou o Concílio Vaticano II, foi beatificado pelo Papa Francisco a 19 de outubro de 2014. A data e o local para a cerimônia de canonização ainda serão decididos.

O milagre necessário para a canonização foi a cura de uma bebê, ainda no ventre da sua mãe. Segundo o jornal da Diocese de Bréscia, ‘La Voce del Popolo’, a grávida, da província de Verona, corria o risco de abortar devido a uma patologia que comprometia a vida da criança e da mãe. A mulher peregrinou ao Santuário delle Grazie, na terra natal de Paulo VI, e a menina nasceu em 25 de dezembro de 2014, em boas condições de saúde e sem qualquer explicação médica para a sua cura.

Quem foi Paulo VI

Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio, Bréscia, na região italiana da Lombardia, e foi ordenado padre ainda antes de completar 23 anos, em 1920, tendo feito doutorado em filosofia, direito civil e direito canônico.

Como padre, esteve ao serviço diplomático da Santa Sé e da pastoral universitária italiana, tendo vivido a II Guerra Mundial no Vaticano, onde se ocupou da ajuda aos refugiados e aos judeus.

Após o conflito, colaborou na fundação da Associação Católica de Trabalhadores Italianos, antes de ser nomeado arcebispo de Milão, em 1954; São João XXIII criou-o cardeal em 1958 e participou nos trabalhos preparatórios do Concílio Vaticano II.

A 21 de junho de 1963, foi eleito Papa, escolhendo o nome de Paulo VI, e concluiu os trabalhos do Concílio “entre várias dificuldades, estimulando a abertura da Igreja ao mundo e o respeito pela tradição”.

O futuro santo escreveu sete encíclicas, entre as quais a ‘Humanae vitae’ (1968), sobre a regulação da natalidade, e a ‘Populorum progressio’ (1967), sobre o desenvolvimento dos povos, tendo instituído o Sínodo dos Bispos e o Dia Mundial da Paz.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Papa aos funcionários: “Não quero trabalho irregular no Vaticano” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-funcionarios-nao-quero-trabalho-irregular-no-vaticano/ Fri, 22 Dec 2017 16:01:17 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aos-funcionarios-nao-quero-trabalho-irregular-no-vaticano.html O Papa Francisco, encontrando os funcionários do Vaticano por ocasião das felicitações de Natal, fala com o coração, mas acima de tudo com grande humildade e pede desculpas pelos “maus exemplos” também dentro da Igreja e pelo trabalhar informal, irregular que ainda existe dentro da Santa Sé.

Trabalho

“A primeira palavra que eu gostaria de lhes dizer – disse o Papa falando de improviso na Sala Paulo VI – é trabalho. Mas não para dizer trabalhem mais, e mais rápido. Não! É para agradecer-lhes!”.

“Mas também há no Vaticano, falando de trabalho, um problema: uma senhora entre vocês apontando para um jovem disse: “Ajude os trabalhadores precários”. Outro dia eu tive um encontro com o cardeal Marx, que é o presidente do Conselho da Economia e eu disse: não quero trabalho irregular no Vaticano”.

“Peço desculpas a vocês se isso ainda existe. Para mim, este é um problema de consciência, porque não podemos pregar a doutrina social da Igreja e depois ter situações de trabalho irregular. Isto nunca mais!. Entende-se que é necessário testar uma pessoa, mas um ano, ou dois, depois basta”.

“O trabalho é o caminho de santidade, de felicidade de vocês, de seguir em frente. Hoje talvez a pior maldição que existe, é não ter trabalho”. “O trabalho nos dá dignidade e a segurança do trabalho nos dá dignidade”.

“Não quero dizer os nomes, mas nos jornais vocês os encontraram. Hoje eu vi em dois jornais, duas empresas importantes, aqui na Itália, que estão a risco, mas para salvar a empresa se deve “racionalizar” o trabalho, ou seja, despedir 3-4.000 pessoas. É muito ruim porque assim se perde a dignidade. E isso é um problema não só aqui no Vaticano, na Itália, na Europa, mas é um problema mundial”.

Família

“A segunda palavra que gostaria de dizer é ‘família” – disse o Papa – assegurando que sofre ao saber quando uma família está em crise, “que existem crianças que se angustiam, porque veem que a família é…, é um problema!”.

O Papa recomendou então a estas famílias, para deixarem-se ajudar. ‘Por favor, salvar a família. Eu sei que não é fácil, há tantos problemas em um matrimônio. Mas procurem pedir ajuda enquanto há tempo. Enquanto há tempo. Proteger a família!”.

E, “nunca briguem diante das crianças, nunca!” – foi seu conselho – pois as “crianças sofrem”. Se há dificuldades, “que ao menos as crianças não sofram”.

“A família é um grande tesouro, porque Deus nos criou família. A imagem de Deus é o matrimônio, homem e mulher, fecundos, “multiplicai-vos”, façam filhos, sigam em frente”.

As fofocas

A terceira palavra que me vem em mente – “talvez alguém possa ter a vontade de dizer: ‘Mas acabe com isto!’”: as fofocas, uma palavra recorrente.

“Talvez eu me engane, no Vaticano não se faz fofoca…talvez, não sei”.

Alguém me disse certa vez depois de eu falar sobre as fofocas em uma Missa: “Mas padre, se não se fofoca no Vaticano se fica isolados!”. Eh…pesado, hein?!”. É como uma bomba – recordou. “Não façam terrorismo!” – pediu – “mordam a língua”.

Perdão

A quarta palavra é o perdão. O Pontífice pediu desculpas aos funcionários do Vaticano pelos “maus exemplos da fauna clerical, nós [sorri]”: “perdão e desculpas porque nem sempre damos um bom exemplo. Na vida há erros, pecados, injustiças que também nós clérigos cometemos.

Às vezes, tratamos mal as pessoas, somos um pouco “neuróticos”. Perdão por todos esses exemplos não bons. Eu também devo pedir perdão”, disse Francisco.

Felicitações de Natal

A última palavra é o augúrio de Natal: “Feliz Natal, no coração, na família e também na consciência. Não tenham medo, também vocês, de pedir perdão se a consciência acusa de alguma coisa. Procurem um bom confessor e façam uma boa limpeza, hein!”.

“Dizem que o melhor confessor é o padre surdo. Não te faz passar vergonha! Mas mesmo não sendo surdo, existem tantos misericordiosos, tantos! Que te escutam e te perdoam. Vai em frente. O Natal é uma boa oportunidade para se fazer as pazes também dentro de nós. Todos somos pecadores, hein! Todos! Ontem, eu fiz minha confissão de Natal. Veio o confessor…e me fez bem, todos devemos confessar-nos”.

E não esqueçamos – disse Francisco ao concluir – os doentes que talvez existam em nossas famílias, que sofrem: “enviar uma bênção também a eles”.

Por Vatican News

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Reflexão de Advento: "Cristo é o centro do meu tempo?" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reflexao-de-advento-cristo-e-o-centro-do-meu-tempo/ Fri, 22 Dec 2017 15:19:34 +0000 http://teste.toqueto.com/reflexao-de-advento-cristo-e-o-centro-do-meu-tempo.html Nesta sexta-feira (22/12), o Pregador capuchino Frei Raniero Cantalamessa propôs ao Papa Francisco e a seus colaboradores a sua segunda e última meditação do tempo de Advento.

Na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, Frei Cantalamessa intitulou a reflexão “Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre”, iniciando-a com ‘a onipresença de Cristo no tempo’.

Cristo e o tempo

“Cristo, afirmou o pregador, está no mundo, mas não é do mundo; está na história e no tempo, mas transcende a história e o tempo. Não é uma presença abstrata e uniforme, pois atua de modo diferenciado nas diversas fases da história da salvação”.

Cristo: figura, evento e sacramento

“Ele está presente no Antigo Testamento como figura, está presente no Novo Testamento como evento e está presente no tempo da Igreja como sacramento. A figura anuncia, antecipa e prepara o evento, enquanto o sacramento o celebra, o torna presente, o atualiza e, em certo sentido, o prolonga”.  

A constatação de que Cristo é reconhecido como o pivô e o eixo do tempo não deve ser para um cristão um motivo de orgulho e triunfalismo, mas uma oportunidade para um exame de consciência. Frei Cantalamessa sugeriu as seguintes questões:

“Cristo também é o centro da minha vida, da minha pequena história pessoal? Do meutempo? Ele ocupa um lugar central apenas na teoria, ou também de fato?”

“Cristo não é apenas o centro, ou o baricentro, da história humana, aquele que, com a sua vinda, cria um antes e um depois no passar do tempo: Ele também é aquele que preenche todos os momentos deste tempo; é “a plenitude”, também no sentido ativo que enche de si a história da salvação: primeiro como figura, depois como evento e, finalmente, como sacramento.

O encontro que muda a vida

Conduzindo a reflexão ao plano pessoal, o capuchinho afirmou que isso significa que Cristo também deve preencher nosso tempo: “Preencher de Jesus mais instantes possíveis da própria vida não é um programa impossível, não é uma questão de passar todo o tempo pensando em Jesus, mas de “perceber” sua presença, abandonando-se à sua vontade”.

E mencionou um exemplo prático e vivido recentemente por ele mesmo, quando em uma viagem, ficou algum tempo sem conexão à internet até consegui-la, finalmente. “E o que é essa conexão em comparação com aquela que se realiza quando alguém se “conecta” pela fé com Jesus Ressuscitado e vivo? No primeiro caso, a pessoa se abre para um pobre e trágico mundo dos homens; aqui, a pessoa se abre ao mundo de Deus, porque Cristo é a porta, é o caminho que conduz à Trindade e ao infinito”.

Chegando à conclusão, o Frei afirmou:

“ Diante de Deus, o melhor momento da vida não é o mais cheio de possibilidades e atividades, mas o tempo mais repleto de Cristo porque esse já se insere na eternidade”.

Pensando já no que vem, quando os jovens estarão no centro da atenção da Igreja com o sínodo sobre “Os jovens e a fé”, propôs que os ajudemos “a preencher de Cristo a sua juventude, oferecendo-lhes o dom mais bonito”.

Por Vatican News

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Papa encontra no Vaticano membros da Aliança Evangélica Mundial https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-encontra-no-vaticano-membros-da-alianca-evangelica-mundial/ Fri, 15 Dec 2017 07:52:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50109 Sobretudo temas ecumênicos marcaram o encontro privado ontem entre o Papa Francisco e membros da presidência da Aliança Evangélica Mundial.

Sorin Mureşan, responsável pelos serviços sociais da Aliança Evangélica, estava no encontro. Eis o que declarou à RV após a audiência:

“Encontramos o Papa para uma discussão ecumênica sobre como encontrar um caminho comum. No mês de outubro deste ano foram publicados dois documentos da Aliança Evangélica Mundial sobre temas teológicos. Hoje, com o Papa, tivemos a intenção de propor a criação de um Comitê Permanente de diálogo entre a Igreja Católica, que é a maior Igreja do mundo, e a Aliança Evangélica Mundial. Pensamos que o papa tem uma abertura especial. É muito fácil falar com ele”.

Nascimento da Aliança Evangélica

A história deste organismo está ligada ao século XIX. A ideia de uma Aliança Evangélica, voltada à comunhão e à cooperação entre cristãos evangélicos de diversos países, difundiu-se pela primeira vez na Inglaterra, em 1848.

Em uma Europa sacudida por slogans revolucionários, os fundadores da Aliança declaram-se “profundamente persuadidos” quanto à necessidade de “formar uma confederação com base nos princípios evangélicos e que recebia um apoio comum”.

A iniciativa é sucessivamente imitada em um crescente número de países. Grande parte destas alianças evangélicas nacionais convergiram mais tarde na Aliança Evangélica Mundial.

Oração e caridade

No decorrer do primeiro século de sua existência, a Aliança apoiou múltiplos projetos, entre os quais, diversas  iniciativas para a promoção de uma semana de oração em todo o mundo.

Em 1958 nasce a Aliança Evangélica Missionária que reúne quase todas as sociedades missionárias evangélicas.

Em 1973 é fundada a agência humanitária Tearfund, comprometida em obras caritativas em diversos países. Em 2004, graças a esta ONG de inspiração cristã, são ajudadas mais de 700 mil pessoas de países do sudeste asiático – entre os quais Sri Lanka e Indonésia – devastados pelo terremoto e por um tsunami.

Por Rádio Vaticano

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Publicada a Mensagem do Papa para o próximo Dia Mundial do Enfermo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/publicada-a-mensagem-do-papa-para-o-proximo-dia-mundial-do-enfermo/ Mon, 11 Dec 2017 13:39:47 +0000 http://teste.toqueto.com/publicada-a-mensagem-do-papa-para-o-proximo-dia-mundial-do-enfermo.html Foi publicada, nesta segunda-feira, 11 de dezembro, a mensagem do Papa Francisco para o 26º Dia Mundial do Enfermo, celebrado em 11 de fevereiro de 2018, dia em que a Igreja recorda Nossa Senhora de Lourdes.

O Santo Padre escolheu as palavras de Jesus, elevado na cruz, que se dirige à sua mãe e a João, dizendo: «“Eis o seu filho! (…) Eis a sua mãe!” Daquela hora em diante, o discípulo a recebeu em sua casa» (Jo 19, 26-27).

Queridos irmãos e irmãs!

O serviço da Igreja aos doentes e a quantos cuidam deles deve continuar, com vigor sempre renovado, por fidelidade ao mandato do Senhor (cf. Lc 9, 2-6, Mt 10, 1-8; Mc 6, 7-13) e seguindo o exemplo muito eloquente do seu Fundador e Mestre.

Este ano, o tema do Dia do Doente é tomado das palavras que Jesus, do alto da cruz, dirige a Maria, sua mãe, e a João: «“Eis o teu filho! (…) Eis a tua mãe!” E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-A como sua» (Jo 19, 26-27).
1. Estas palavras do Senhor iluminam profundamente o mistério da Cruz. Esta não representa uma tragédia sem esperança, mas o lugar onde Jesus mostra a sua glória e deixa amorosamente as suas últimas vontades, que se tornam regras constitutivas da comunidade cristã e da vida de cada discípulo.

Em primeiro lugar, as palavras de Jesus dão origem à vocação materna de Maria em relação a toda a humanidade. Será, de uma forma particular, a mãe dos discípulos do seu Filho e cuidará deles e do seu caminho. E, como sabemos, o cuidado materno dum filho ou duma filha engloba tanto os aspetos materiais como os espirituais da sua educação.
O sofrimento indescritível da cruz trespassa a alma de Maria (cf. Lc 2, 35), mas não a paralisa. Pelo contrário, lá começa para Ela um novo caminho de doação, como Mãe do Senhor. Na cruz, Jesus preocupa-Se com a Igreja e toda a humanidade, e Maria é chamada a partilhar esta mesma preocupação. Os Atos dos Apóstolos, ao descrever a grande efusão do Espírito Santo no Pentecostes, mostram-nos que Maria começou a desempenhar a sua tarefa na primeira comunidade da Igreja. Uma tarefa que não mais terá fim.

O discípulo João, o amado, representa a Igreja, povo messiânico. Ele deve reconhecer Maria como sua própria mãe. E, neste reconhecimento, é chamado a recebê-La, contemplar n’Ela o modelo do discipulado e também a vocação materna que Jesus Lhe confiou incluindo as preocupações e os projetos que isso implica: a Mãe que ama e gera filhos capazes de amar segundo o mandamento de Jesus. Por isso a vocação materna de Maria, a vocação de cuidar dos seus filhos, passa para João e toda a Igreja. Toda a comunidade dos discípulos fica envolvida na vocação materna de Maria.

João, como discípulo que partilhou tudo com Jesus, sabe que o Mestre quer conduzir todos os homens ao encontro do Pai. Pode testemunhar que Jesus encontrou muitas pessoas doentes no espírito, porque cheias de orgulho (cf. Jo 8, 31-39), e doentes no corpo (cf. Jo 5, 6). A todos, concedeu misericórdia e perdão e, aos doentes, também a cura física, sinal da vida abundante do Reino, onde se enxugam todas as lágrimas. Como Maria, os discípulos são chamados a cuidar uns dos outros; mas não só: eles sabem que o Coração de Jesus está aberto a todos, sem exclusão. A todos deve ser anunciado o Evangelho do Reino, e a caridade dos cristãos deve estender-se a todos quantos passam necessidade, simplesmente porque são pessoas, filhos de Deus.

Esta vocação materna da Igreja para com as pessoas necessitadas e os doentes concretizou-se, ao longo da sua história bimilenária, numa série riquíssima de iniciativas a favor dos enfermos. Esta história de dedicação não deve ser esquecida. Continua ainda hoje, em todo o mundo. Nos países onde existem sistemas de saúde pública suficientes, o trabalho das congregações católicas, das dioceses e dos seus hospitais, além de fornecer cuidados médicos de qualidade, procura colocar a pessoa humana no centro do processo terapêutico e desenvolve a pesquisa científica no respeito da vida e dos valores morais cristãos. Nos países onde os sistemas de saúde são insuficientes ou inexistentes, a Igreja esforça-se por oferecer às pessoas o máximo possível de cuidados da saúde, por eliminar a mortalidade infantil e debelar algumas pandemias. Em todo o lado, ela procura cuidar, mesmo quando não é capaz de curar. A imagem da Igreja como «hospital de campo», acolhedora de todos os que são feridos pela vida, é uma realidade muito concreta, porque, nalgumas partes do mundo, os hospitais dos missionários e das dioceses são os únicos que fornecem os cuidados necessários à população.

A memória da longa história de serviço aos doentes é motivo de alegria para a comunidade cristã e, de modo particular, para aqueles que atualmente desempenham esse serviço. Mas é preciso olhar o passado sobretudo para com ele nos enriquecermos. Dele devemos aprender: a generosidade até ao sacrifício total de muitos fundadores de institutos ao serviço dos enfermos; a criatividade, sugerida pela caridade, de muitas iniciativas empreendidas ao longo dos séculos; o empenho na pesquisa científica, para oferecer aos doentes cuidados inovadores e fiáveis. Esta herança do passado ajuda a projetar bem o futuro. Por exemplo, a preservar os hospitais católicos do risco duma mentalidade empresarial, que em todo o mundo quer colocar o tratamento da saúde no contexto do mercado, acabando por descartar os pobres. Ao contrário, a inteligência organizativa e a caridade exigem que a pessoa do doente seja respeitada na sua dignidade e sempre colocada no centro do processo de tratamento. Estas orientações devem ser assumidas também pelos cristãos que trabalham nas estruturas públicas, onde são chamados a dar, através do seu serviço, bom testemunho do Evangelho.

Jesus deixou, como dom à Igreja, o seu poder de curar: «Estes sinais acompanharão aqueles que acreditarem: (…) hão de impor as mãos aos doentes e eles ficarão curados» (Mc 16, 17.18). Nos Atos dos Apóstolos, lemos a descrição das curas realizadas por Pedro (cf. At 3, 4-8) e por Paulo (cf. At 14, 8-11). Ao dom de Jesus corresponde o dever da Igreja, bem ciente de que deve pousar, sobre os doentes, o mesmo olhar rico de ternura e compaixão do seu Senhor. A pastoral da saúde permanece e sempre permanecerá um dever necessário e essencial, que se há de viver com um ímpeto renovado começando pelas comunidades paroquiais até aos centros de tratamento de excelência. Não podemos esquecer aqui a ternura e a perseverança com que muitas famílias acompanham os seus filhos, pais e parentes, doentes crónicos ou gravemente incapacitados. Os cuidados prestados em família são um testemunho extraordinário de amor pela pessoa humana e devem ser apoiados com o reconhecimento devido e políticas adequadas. Portanto, médicos e enfermeiros, sacerdotes, consagrados e voluntários, familiares e todos aqueles que se empenham no cuidado dos doentes, participam nesta missão eclesial. É uma responsabilidade compartilhada, que enriquece o valor do serviço diário de cada um.

A Maria, Mãe da ternura, queremos confiar todos os doentes no corpo e no espírito, para que os sustente na esperança. A Ela pedimos também que nos ajude a ser acolhedores para com os irmãos enfermos. A Igreja sabe que precisa duma graça especial para conseguir fazer frente ao seu serviço evangélico de cuidar dos doentes. Por isso, unamo-nos todos numa súplica insistente elevada à Mãe do Senhor, para que cada membro da Igreja viva com amor a vocação ao serviço da vida e da saúde. A Virgem Maria interceda por este XXVI Dia Mundial do Doente, ajude as pessoas doentes a viverem o seu sofrimento em comunhão com o Senhor Jesus, e ampare aqueles que cuidam delas. A todos, doentes, agentes de saúde e voluntários, concedo de coração a Bênção Apostólica.

Vaticano, 26 de novembro – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo – de 2017.

Franciscus

Por CNBB com Rádio Vaticano

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Inaugurado Presépio na Praça São Pedro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/inaugurado-presepio-na-praca-sao-pedro/ Fri, 08 Dec 2017 09:01:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49948 O presépio e a árvore – “sinais da compaixão do Pai celeste, da sua participação e proximidade à humanidade, que experimenta não ser abandonada na noite dos tempos, mas visitada e acompanhada nas próprias dificuldades”,  como afirmou o Papa Francisco na manhã de ontem aos doadores destes símbolos do Natal – foram inaugurados na tarde desta quinta-feira na Praça São Pedro, para a alegria de centenas de italianos e turistas de várias partes do mundo presentes na cerimônia, de pouco mais de uma hora.

Cânticos natalinos e discursos, intercalados por execuções da Banda da Gendarmaria Vaticana, encheram de harmonia o entardecer de outono no Vaticano.

Durante a cerimônia, teve lugar uma troca de presentes (um Papai Noel e um brinquedo com chocolates) entre as crianças da Abadia, duas crianças da Fundação Thun e duas crianças de Espoleto e Núrcia.

Na conclusão da cerimônia, uma criança da Fundação deu uma tocha a uma criança da Diocese de Espoleto, para iluminar no sábado uma árvore de Natal na região atingida pelo terremoto de 2016, como sinal de esperança.

O Presépio este ano foi oferecido pela Abadia Territorial de Montevergine. Inspirado na arte de presépios do século XVIII, seguindo a mais antiga tradição napolitana, o presépio ocupa uma superfície de 80m², com uma altura máxima de 7 metros, sendo formado por 20 personagens com altura por volta dos 2 metros. As vestimentas são em tecido, as faces em terracota policromática e os olhos em cristal.

Ao lado do Presépio, o pinheiro de 28 metros doado pela Diocese polonesa de Elk, e que percorreu 2000 km até chegar a Praça São Pedro. A projeção da largura da árvore chega a atingir um diâmetro máximo de dez metros.

As bolas de natal e demais enfeites do pinheiro, feitos com argila, foram confeccionados por crianças tratadas em setores de oncologia de hospitais italianos.

O Presépio e a árvore ficarão montados na Praça São Pedro até 7 de janeiro de 2018, dia em que se comemora o Batismo do Senhor e se conclui, na Liturgia, o Tempo de Natal.

Por Rádio Vaticano

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Papa às Pontifícias Academias: saibam falar aos corações dos jovens https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-as-pontificias-academias-saibam-falar-aos-coracoes-dos-jovens/ Wed, 06 Dec 2017 11:02:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49810 Realizou-se, ontem (05/12), no Palácio da Chancelaria, no Vaticano, a 22ª Sessão Solene Pública das Pontifícias Academias. Durante o evento, o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, entregou o “Prêmio das Pontifícias Academias” . 

Para a ocasião, o Papa Francisco enviou uma mensagem ao Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura e do Conselho de Coordenação entre as Academias Pontifícias, Cardeal Gianfranco Ravasi. 

Este encontro das sete Pontifícias Academias, que se realiza a cada ano desde 1995, é “um incentivo à pesquisa e ao aprofundamento de temas fundamentais para a visão humanista cristã”, afirma o Papa no texto. 

Esta edição sobre o tema “In interiore homine. Percursos de pesquisa na tradição latina”, tem como protagonista, pela primeira vez, a Pontifícia Academia Latinitatis, inserida no Conselho de Coordenação entre as Pontifícias Academias logo depois de sua instituição, iniciativa do Papa emérito Bento XVI, “a fim de incentivar o compromisso de um maior conhecimento e um uso mais competente da língua latina no âmbito eclesial e no vasto mundo da cultura”. 

O Papa ressalta na mensagem que esse tema “pretende conjugar os itinerários de pesquisas expressos por autores latinos, clássicos e cristãos, com uma temática absolutamente central, não somente na experiência cristã, mas também humana. O tema da interioridade, do coração, da consciência e da autoconsciência está presente em toda cultura como também nas diferentes tradições religiosas e se repropõe com urgência e força em nosso tempo, muitas vezes caracterizado pela aparência, pela superficialidade, pela divisão entre coração e mente, interioridade e exterioridade, consciência e comportamentos. Os momentos de crise, de mudança, de transformação não somente das relações sociais, mas sobretudo da pessoa e sua identidade profunda, lembram inevitavelmente a reflexão sobre a interioridade e sobre a essência íntima do ser humano”. 

“O itinerário da vida cristã e da vida humana é sintetizado pelo dinamismo interior e depois exterior, que dá início ao caminho de conversão, de mudança profunda, coerente e não hipócrita, de desenvolvimento integral autêntico da pessoa.” A esse propósito o Papa cita a Parábola do Pai Misericordioso que teve compaixão de seu filho pródigo. 

Francisco recorda algumas figuras pertencentes ao mundo clássico greco-romano e ao mundo cristão, como os Padres da Igreja e os escritores latinos do primeiro milênio cristão que refletiram sobre esse dinamismo interior do ser humano, “propondo-nos vários textos que ainda hoje são profundos e atuais, e não devem cair no esquecimento”.

Citou as obras de Santo Agostinho como as “Confissões” e o “De vera religione”, em que o santo se interroga sobre que é a verdadeira harmonia e, resumindo tanto a sabedoria antiga quanto as palavras do Evangelho, afirma:“Não saia de si, volte para si mesmo; a verdade habita no homem interior e, se você achar que sua natureza é mutável, transcende a si”(39,72).

A reflexão de Santo Agostinho se torna um forte apelo no Comentário ao Evangelho de João (18,10): “Volte ao seu coração! Onde você quer ir longe de si? Indo longe, você vai se perder. Por que andar em estradas desertas?”. Renovando o convite, aponta a meta, a pátria do itinerário humano: “Volte ao coração; e lá examine aquilo que talvez você percebe de Deus, porque a imagem de Deus está lá; Cristo habita no interior do homem.”

Segundo o Papa Francisco, essas “afirmações sugestivas” são atuais sobretudo para os “jovens que, iniciando a grande aventura da vida, muitas vezes se envolvem nos labirintos da superficialidade, da banalidade, do sucesso exterior que esconde um vazio interior, da hipocrisia que camufla a divisão entre as aparências e o coração, entre o corpo bonito e cuidado, e a alma vazia e árida”.

Francisco fez um apelo aos acadêmicos, aos participantes da 22ª Sessão Solene Pública das Pontifícias Academias, aos que têm a tarefa do ensino e da transmissão da sabedoria dos Padres da Igreja, contida nos textos da cultura latina: “Saibam falar aos corações dos jovens, saibam valorizar a rica herança do patrimônio da tradição latina para educá-los no caminho da vida e acompanhá-los ao longo das estradas ricas de esperança e confiança, aproveitando a experiência e a sabedoria daqueles que tiveram a alegria e a coragem de ‘voltar a si mesmos’ para seguir a própria identidade e vocação humana”. [Na foto, o Papa num encontro com os jovens fora da Casa Santa Marta.]

Por Rádio Vaticano

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