união - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png união - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Onde Deus mora? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/onde-deus-mora/ Thu, 01 Mar 2018 15:49:58 +0000 http://teste.toqueto.com/onde-deus-mora.html No Evangelho da santa Missa deste terceiro domingo da Quaresma – Jo 2, 13-25 – São João relata a cena da ida de Jesus ao Templo, em Jerusalém, quando estava próxima a Páscoa, e de como Ele, vendo o comércio que ali se realizava, com vendedores de bois, ovelhas e pombas e cambistas, fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, com ovelhas e bois, e derrubou as mesas dos cambistas. E destaca o esconjuro de Jesus: “Tirai tudo isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”. A seguir, narrando a discussão de Jesus com os judeus, João põe em evidência a novidade dos tempos novos depois da vinda do Messias, o que Jesus pronunciou como sendo a base bíblica e teológica desta novidade. “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”, foi a resposta que Jesus deu aos judeus ao pedido do sinal de sua autoridade para agir assim. Naturalmente os judeus não entenderam a resposta, viram-na como um absurdo, pois eles lembraram que a construção do templo tinha levado 46 anos. Os discípulos só foram entender que Jesus se referia ao templo do seu corpo mais tarde depois de sua morte e ressurreição ao terceiro dia. Todos os exegetas afirmam que a ideia central do Evangelho de João, trabalhada por ele ao longo dos capítulos 1,19 a 4,54, visa demonstrar que os discípulos, inclusive Nicodemos e a Samaritana, tiveram as suas mais profundas aspirações de alma realizadas quando se encontraram com Jesus, o Messias, o revelador do Pai, e o aceitaram como o novo lugar de adoração do Pai “em espírito e em verdade” (Jo 4,22). Por isso, João, no início do seu Evangelho, diz que a glória de Deus, que antigamente se revelava somente no templo ou tabernáculo, em Jerusalém, agora a contemplamos em Jesus Cristo (cf. Jo 1,14).

Se Jesus é o lugar onde Deus mora, então Ele é o ponto de encontro com Deus. Não foi à toa que em outra oportunidade Ele assim se expressou: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Lemos em Apocalipse 14,6 que Jesus é o Evangelho ou a Boa Nova eterna anunciada a toda terra”, e em Hebreus 13,8-9 que “Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje; Ele o será para sempre! Portanto, não vos deixeis extraviar por doutrinas ecléticas e estranhas”.  O Papa Francisco, na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho), inicia a sua mensagem afirmando que a alegria do Evangelho brota do encontro com Jesus. O encontro com Jesus provoca libertação de tudo o que é ruim, pecado, tristeza, vazio interior, isolamento, e faz renascer uma alegria sem cessar (EG, 1). E o Papa faz um incisivo convite: “Todos os cristãos, em qualquer lugar e situação que se encontrem, estão convidados a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo dia a dia, sem cessar” (EG, 3). Igualmente o documento de Aparecida, do Episcopado Latino-Americano, explica que, segundo a doutrina do discipulado, os cristãos precisam reavivar o encontro com Jesus. Diz que o que marca o discipulado é o encontro vivo, persuasivo e decisivo com Jesus (DAp, 290). E faz uma importante declaração que é ao mesmo tempo um imperativo categórico de comportamento missionário para todo discípulo com espírito: Jesus precisa ser encontrado, seguido, amado, adorado, para ser anunciado e comunicado (cf. 14). Pois o verdadeiro discipulado leva à missão que consiste, basicamente, em compartilhar com os outros a experiência do encontro com Jesus (cf. 287). O discípulo fascinado por Jesus não tem como calar a sua voz.

Se Jesus é o novo lugar do encontro com Deus, por que vamos à Igreja? Ora, exatamente para nos encontrar com Deus, porque é a casa da oração, segundo disse Jesus que não deve ser convertida em casa de negócios.  Vamos encontrar com Jesus, que nos leva ao Pai e nos dá o Espírito Santo. Por isso, não é correto que pessoas ao entrar na Igreja não vão, em primeiro lugar, lá na Capela do Santíssimo Sacramento da presença real de Jesus na Eucaristia. Lembro-me do modelo exemplar de Francisco de Assis que, inclusive, deixou uma belíssima oração. Pois toda vez que entrava em alguma Igreja, primeiro, ele se prostrava diante de Jesus no Sacrário e se não houvesse, então, diante do crucificado, e assim rezava: “Eu vos adoro santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as vossas Igrejas que estão no mundo inteiro, e vos bendigo porque por vossa santa cruz remistes o mundo”. E, depois, a alma de Francisco se levantava às alturas e louvava a Deus com o Cântico das criaturas, a Nossa Senhora com orações e afetos especiais, pois tinha um amor indizível à Mãe de Jesus, aos Anjos e Arcanjos aos quais tinha profunda devoção. Incendiado pelo fogo do amor de Deus, Francisco saía da Igreja e não cansava de proclamar a toda gente, dizendo: “O amor não é amado”. E conclamava a todos a amar e servir ao bom Deus e a toda humana criatura.

O documento de Aparecida aponta outros lugares onde é possível o encontro com Jesus Cristo. Destaco dentre eles, por exemplo, três modos de encontrá-Lo. Podemos encontrar Jesus Cristo na Sagrada Escritura. O documento evoca a figura ilustre do primeiro tradutor da Bíblia para o latim (A Vulgata), São Jerônimo, que no século quinto já dizia que “Ignorar a Bíblia é ignorar a Cristo”. Por isso, chamando a atenção que a Igreja sempre procurou educar o povo na leitura e meditação da Palavra de Deus, frisa que agora mais do nunca é necessário fazê-lo (cf. DAp 247-249). Também é lugar privilegiado para o encontro com Jesus a Sagrada Liturgia da Igreja, sobretudo pela vida de oração e pelos Sacramentos. Põe em evidência a vivência dos Sacramentos, mediante os quais celebramos o mistério pascal e encontramos o alimento que nutre a vida nova em Cristo (idem, 250-256). Outro modo especial é encontrar Jesus nos “pobres, aflitos e enfermos” (cf. Mt 25,37-40). Diz o documento: “O encontro com Jesus Cristo através dos pobres é uma dimensão constitutiva de nossa fé em Jesus Cristo… A mesma união a Jesus Cristo é a que nos faz amigos dos pobres e solidários com seu destino” (DAp 257).

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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Cardeal Parolin: a exemplo de Santo Agostinho, Papa indica caminho do diálogo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-a-exemplo-de-santo-agostinho-papa-indica-caminho-do-dialogo/ Thu, 31 Aug 2017 09:16:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48212 A contribuição que Santo Agostinho “dá a nossos tempos difíceis do ponto de vista geopolítico” é “a lição do diálogo”, caminho que “também o Papa Francisco não cessa de indicar-nos para fazer a paz”. É o que afirma o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, em entrevista publicada no último número do semanário da diocese italiana de Pavia “Il Ticino”.

Por nascimento, um encontro entre dois mundos

“Agostinho, africano da Numídia, era filho de uma mãe (Mônica) de raça berbera – um povo ainda existente na atual Argélia, razão pela qual os argelinos o reconhecem como compatriota – e de um pai (Patrício) talvez colono romano. Portanto, nele já se realizava por nascimento um encontro entre dois mundos”, explica o Cardeal Parolin.

Após os estudos e o ensino em Cartago, veio primeiro a Roma e depois foi para Milão, capital de então do império romano do Ocidente.

Graças também a sua mãe, Santa Mônica, abraçou a fé católica

Em Milão, graças ao sacerdote Simplício e ao bispo Ambrósio, abraçou a fé cristã da Igreja católica, transmitida também por sua mãe, acrescenta o purpurado que esta segunda-feira (28/08) presidiu na Basílica de São Pedro in Ciel d’Oro de Pavia – norte da Itália – à celebração eucarística por ocasião da memoria litúrgica do santo doutor da Igreja.

Capacidade de dialogar com todos

“A sua experiência africana e romana, em particular, do cristianismo milanês, fez dele uma síntese única e intelectual” que o predispôs “à capacidade de dialogar com todos”: representantes das instituições romanas e grupos divergentes dentro da comunidade eclesial, observa o purpurado.

Construir pontes de diálogo, indica-nos também Francisco

“Considero que propriamente a lição do diálogo constitua a contribuição que o grande bispo de Hipona dá a nossos tempos difíceis do ponto de vista geopolítico. Construir sempre pontes de diálogo com os outros é o caminho que também o Papa Francisco não cessa de indicar-nos para fazer a paz”, conclui o secretário de Estado vaticano.

Por Rádio Vaticano

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Papa: "Esporte, mensagem de um mundo sem fronteiras e exclusões" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-esporte-mensagem-de-um-mundo-sem-fronteiras-e-exclusoes/ Thu, 16 Feb 2017 13:01:46 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-esporte-mensagem-de-um-mundo-sem-fronteiras-e-exclusoes.html A agenda do Papa nesta quinta-feira (16/02) incluiu a audiência com uma delegação do Programa Olímpico Internacional Especial.

Special Olympics é um programa internacional de treinamento esportivo e competições atléticas para jovens e adultos com deficiências mentais. Hoje mais de 170 países são afiliados ao Programa.

A próxima competição internacional neste âmbito serão os Jogos Invernais de Stiria, na Áustria, em março. Assim, estava presente na audiência também o bispo de Graz-Seckau, Wilhelm Krautwaschl.

O breve discurso do Pontífice começou lembrando o lema dos atletas que aderem ao Programa: “Que eu possa vencer, mas se não conseguir, que possa tentar com todas as minhas forças”.

Inspirado por estas palavras, Francisco enalteceu o esforço de preparação destes atletas, que requer fadigas e sacrifícios, mas faz crescer na paciência e na perseverança, gerando força e coragem para adquirir capacidades.

“Na base de qualquer atividade esportiva, está a alegria: de se movimentar e de estar juntos; a alegria pela vida e os dons que o Criador nos oferece, todo dia. Podemos aprender de vocês a nos alegrar pelas pequenas e simples coisas”, disse o Papa.

A mensagem que o Programa passa é a de um ‘mundo sem exclusões’, encorajou Francisco, pois ‘o esporte difunde a cultura do encontro e da solidariedade, mostrando um mundo no qual todo obstáculo e barreira podem ser superados.

“Vocês são um sinal de esperança para aqueles que querem uma sociedade mais inclusiva. Toda vida é preciosa, toda pessoa é um dom e a inclusão enriquece as comunidades”, concluiu.

Por Rádio Vaticano

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