Tríduo Pascal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Tríduo Pascal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Dimensão litúrgica disponibiliza subsídio para Semana Santa e Tríduo Pascal https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/dimensao-liturgica-disponibiliza-subsidio-para-semana-santa-e-triduo-pascal/ Sun, 05 Apr 2020 00:01:56 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58139 Neste ano, iremos viver a Semana Santa em casa, devido à pandemia do coronavírus. Para nos ajudar a viver intensamente a Semana das semanas e as Celebrações das celebrações, a Dimensão Litúrgica da Diocese de Uruaçu disponibiliza este Subsídio para a Semana Santa e Tríduo Pascal.

Baixe o arquivo clicando aqui

]]>
58139
Carta aos fiéis da Diocese de Uruaçu: Semana Santa, Tríduo Pascal, Vida paroquial https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/carta-aos-fieis-da-diocese-de-uruacu-semana-santa-triduo-pascal-vida-paroquial/ Mon, 30 Mar 2020 19:28:48 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58113 Uruaçu, 29 de março de 2020.

“Se com Cristo morremos, com Ele viveremos” (Rm 6,8).

Caros fieis da Diocese de Uruaçu, paz e bem!

A poucos dias para iniciarmos a Semana Santa e entrarmos no Tríduo Pascal, a festa mais importante da nossa fé, dirijo-me a vocês, filhos desta Diocese, para transmitir-lhes uma mensagem de esperança e de fé. Com esta carta vão também algumas orientações para bem vivermos estes dias santos, segundo os decretos da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos – Santa Sé, n. 153/20 e 154/20.

Cito algumas palavras de Santo Atanásio sobre a proximidade da Páscoa, ao escrever “Das Cartas Pascais”, no séc. IV: “Está próximo de nós o Verbo de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, que se fez tudo por nós, e promete estar conosco para sempre. Ele o proclama com estas palavras: Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo (Mt 28,20). E porque quis fazer-se tudo para nós, ele é o nosso pastor, sumo sacerdote, caminho e porta; e é também a nossa festa e solenidade como diz o Apóstolo: O nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado (1Cor 5,7). Cristo, esperança dos homens, veio ao nosso encontro, dando novo sentido às palavras do salmista: Vós sois a minha alegria; livrai-me daqueles que me cercam (cf. Sl31,7). Esta é a verdadeira alegria, esta é a verdadeira solenidade: vermo-nos livres do mal. Para tanto, que cada um se esforce por viver em santidade e medite interiormente na paz e no temor de Deus” (Ep.14,1-2:PG26,1419-1420).

Deus está no meio de nós e nos ajuda, como bom pastor, a atravessar este Mar Vermelho chamado “coronavírus (covid-19)” rumo a terra prometida que são dias de encontro, aperto de mão, abraços, beijos, igrejas cheias, saúde, paz; tudo no horizonte da páscoa definitiva quando então veremos Deus face a face, alegria sem fim para todos.

Semana Santa e o Tríduo Pascal 2020

A Semana Santa e o Tríduo Pascal 2020 serão muito diferentes para a Igreja Católica. As celebrações em várias partes do mundo, a começar pelo Vaticano, serão sem a presença física dos fieis ou com uma quantia mínima. Estes fatos nos causam um pouco de tristeza, mas nem por isso deixaremos de celebrar a Páscoa de nosso Senhor. Tenham certeza de que o seu caminho quaresmal não é em vão e celebraremos juntos a morte e ressurreição de Cristo. A festa poderá não ter o mesmo brilho externo, mas nem por isso deixará de ter a alegria espiritual que nos vem do Espírito Santo, aquele que não permite que nada e ninguém nos separem do amor de Cristo.

Um sinal para a Semana Santa

Para vivermos intensamente estes dias santos a primeira orientação que lhes dou é um convite: no Domingo de Ramos, coloque na porta principal de sua casa um crucifixo. Deixe-o lá até o final da pandemia Covid-19. Qual o sentido deste gesto? É um sinal de fé, de amor a Deus e de expressão de nossa participação na Páscoa de Cristo que nos leva à libertação e vitória sobre todo tipo de mal.

Família reunida em oração

A segunda orientação é: viver estes dias santos em família reunida em oração. Sua família é Igreja Doméstica; sua casa é uma igreja, lugar onde Deus também habita. Por isso, estabeleçam um horário de oração em família ou acompanhem juntos as transmissões das celebrações de sua paróquia. A Dimensão Litúrgica diocesana disponibilizará no portal diocesano um subsídio para oração individual ou em família. Se vocês não conseguirem reunir a família para rezar, juntem-se àqueles que aceitaram, sem condenar os que disseram não. Se acontecer de apenas vocês quererem rezar, recolha-se em algum lugar de sua moradia e orem ao Pai que vê no escondido (cf. Mt 6,6). Lembremos todos de pedir a Deus um novo bispo para a nossa Diocese.

Missa do Crisma

A Missa do Crisma, na qual o bispo abençoa os santos óleos, será celebrada posteriormente. Enquanto isso usaremos os óleos abençoados em 2019.

Os ritos do Tríduo Pascal

Orientei os párocos para celebrarem o Tríduo Pascal na igreja matriz com transmissão ao vivo pelos meios de comunicação. Por isso, acompanhem a transmissão de sua paróquia. Deste modo, vocês poderão se unir espiritualmente aos demais paroquianos, seus irmãos de caminhada, reforçando os laços de unidade simbolizados pela igreja matriz.

Os ritos do Tríduo Pascal sofrerão algumas alterações. Por exemplo, não haverá o lava-pés na Quinta-feira Santa; na Celebração da Paixão do Senhor haverá uma prece específica para a situação da pandemia Covid-19.

Outra orientação que lhes dou é para a Vigília Pascal. No momento da renovação das promessas batismais tenham uma vela acesa em suas em mãos e, em casa, deem o seu sim a Deus que lhes deu vida nova.

Coletas para a Terra Santa e Solidariedade

As Coletas da Solidariedade (Domingo de Ramos) e a Coleta para os Lugares Santos (Sexta-feira da Paixão) serão feitas em datas posteriores.

Serviço aos mais pobres

Ajudem o seu pároco a fazer uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis e de sabão/sabonete para vir em auxílio aos mais pobres.

Recordem-se também de colaborar com a paróquia com o dízimo ou oferta. Isso ajuda a manter os funcionários e estruturas físicas a serviço da evangelização.

Procissões da Semana Santa

 As expressões de religiosidade popular ligadas à Semana Santa, como a procissão do encontro, a procissão do Senhor morto e outras, poderão ser feitas em outra data, a juízo do pároco.

Escritórios paroquiais

Orientei os padres a voltarem ao funcionamento normal das secretarias paroquiais, obedecendo as orientações de prevenção dadas pelo Ministério da Saúde, e após conversarem com as autoridades sanitárias municipais. Estamos abertos a seguir as suas orientações.

Nos próximos dias poderemos dar novas determinações, conforme os pronunciamentos oficiais das autoridades competentes.

Agradeço ao Clero, às religiosas, aos religiosos, aos seminaristas e aos leigos e leigas consagrados pela intercessão e serviço em prol do Povo de Deus e da humanidade provada. Agradeço também aos coordenadores de pastorais, movimentos e organismos que por outros meios estão próximos dos membros de seus grupos. Agradeço de modo especial aos membros da Dimensão Litúrgica e da PASCOM por nos ajudarem a estarmos unidos em oração. Muito obrigado. Por fim, agradeço aos inúmeros leigos e leigas, sal da terra e luz do mundo em tempos de Covid-19. Vocês, presentes nos lares, no atendimento e socorro aos enfermos, nas atividades essenciais para a vida humana, ajudam a colocar e a fortalecer as bases do mundo que há de surgir após esta pandemia.

Faço votos de uma feliz Semana Santa e um abençoado Tríduo Pascal.

Confio todos à proteção maternal do Imaculado Coração de Maria, nosso padroeiro, e a São Sebastião, protetor contra as pestes.

Fraternalmente.

Pe. Francisco Agamenilton Damascena

Administrador Diocesano

 

]]>
58113
Papa abre Tríduo Pascal com Missa do Crisma no Vaticano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-abre-triduo-pascal-com-missa-do-crisma-no-vaticano/ Thu, 29 Mar 2018 12:52:16 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-abre-triduo-pascal-com-missa-do-crisma-no-vaticano.html O Papa Francisco abriu o Tríduo Pascal no Vaticano na manhã desta Quinta-feira Santa presidindo a Missa do Crisma. Os sacerdotes renovaram seu compromisso e os óleos dos Catecúmenos (usados nos batizados) e dos Enfermos (para a Unção dos doentes) foram abençoados e o óleo do Crisma (usado no sacramento do Crisma) consagrado.

Evangelizar estando sempre próximo do povo: assim como Jesus – narra o Evangelho de Lucas – o padre de hoje deve assumir este desafio e cumpri-lo. “Ser um pregador de estrada, um mensageiro de boas novas”: em sua homilia, o Papa sugeriu aos padres esta opção, que foi a de Deus:

“A pedagogia da encarnação, da inculturação; não só nas culturas distantes, mas também na própria paróquia, na nova cultura dos jovens…”.

Estar ‘sempre ‘ e falar com todos

Como definir um padre como “próximo” das pessoas? Para Francisco, ele deve estar “sempre” perto e “falar com todos”: com os grandes, com os pequenos, com os pobres, com aqueles que não creem… assim como o Apóstolo Filipe, pregador de estrada, que ia de terra em terra, anunciando a Boa-Nova da Palavra, inundando as cidades de alegria.

A proximidade é a chave do evangelizador, porque é uma atitude-chave no Evangelho, mas é também a chave da verdade”, ressaltou o Papa, lembrando que esta é também fidelidade e que não devemos cair na tentação de fazer ídolos com algumas verdades abstratas. Francisco improvisou e falou da ‘cultura do ajetivo’, um hábito ‘feio’…

“Porque a ‘verdade-ídolo’ se mimetiza, usa as palavras evangélicas como um vestido, mas não deixa que lhe toquem o coração. E, pior ainda, afasta as pessoas simples da proximidade sanadora da Palavra e dos Sacramentos de Jesus”.

O modelo da proximidade materna

E quem nos é mais próximo do que a “Mãe”? Segundo o Papa, podemos invocá-La como “Nossa Senhora da Proximidade”, que caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus, a fim de que ninguém se sinta excluído.

Francisco sugeriu para meditação três âmbitos de proximidade sacerdotal que podem ressoar com o mesmo tom materno de Maria no coração das pessoas com quem falamos: o âmbito do acompanhamento espiritual, o da Confissão e o da pregação.

Diálogo, confissão e pregação

No diálogo espiritual, o Papa mencionou modelo o encontro do Senhor com a Samaritana: que soube trazer à luz o pecado sem ensombrar a oração de adoração nem pôr obstáculos à sua vocação missionária.

A passagem da mulher adúltera foi o exemplo citado para a proximidade na Confissão: assim como Jesus, usar o tom da verdade-fiel, que permita ao pecador olhar em frente e não para trás. O tom justo do “não tornes a pecar” é o do confessor que o diz disposto a repeti-lo setenta vezes sete.

Por último, a proximidade do sacerdote no âmbito da pregação: “Quanto estamos próximos de Deus na oração e quão próximo estamos do nosso povo na sua vida diária?”. A resposta do Papa é:

“Se te sentes longe de Deus, aproxima-te do seu povo, que te curará das ideologias que te entorpeceram o fervor. As pessoas simples te ensinarão a ver Jesus de outra maneira”.

E explicou que “o sacerdote vizinho, que caminha no meio do seu povo com proximidade e ternura de bom pastor (e, na sua pastoral, umas vezes vai à frente, outras vezes no meio e outras vezes ainda atrás), as pessoas não só o veem com muito apreço; mas vão mais além: sentem por ele qualquer coisa de especial, algo que só sente na presença de Jesus”.

A proximidade do ‘sim’

Dirigindo-se diretamente aos sacerdotes, Francisco elevou uma prece a Maria, “Nossa Senhora da Proximidade” pedindo que mantenha os sacerdotes unidos no tom, “para que, na diversidade das opiniões, se torne presente a sua proximidade materna, aquela que com o seu «sim» nos aproximou de Jesus para sempre”.

Por Vatican News

]]>
51511
Bispos e padres consagram os óleos e realizam o Lava pés https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bispos-e-padres-consagram-os-oleos-e-realizam-o-lava-pes/ Wed, 28 Mar 2018 14:49:26 +0000 http://teste.toqueto.com/bispos-e-padres-consagram-os-oleos-e-realizam-o-lava-pes.html O arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, dom Jaime Spengler, um dos responsáveis pela elaboração do texto do tema central da 56ª Assembleia Geral dos bispos do Brasil que se realiza em Aparecida (SP), de 11 a 20 de abril falou ao portal da CNBB sobre o sentido das celebrações da quinta-feira Santa: a Missa Crismal e a missa do Lava-pés. Nesta celebração, que marca o início do Tríduo Pascal, se consagram os Santos Óleos do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos. “Pode-se dizer que na Quinta-feira Santa sela-se o Testamento da Nova Aliança, em torno dos sacramentos, especialmente da Eucaristia, e do novo mandamento, significado pelo lava-pés”. 

A ocasião, reforça o pastor, também é oportuna para rezar pelas vocações tendo em vista que muitas comunidades não contam com a presença de um sacerdote nem mesmo no período da Semana Santa. “Todas as comunidades são convocadas a rezar pelas vocações. Contudo é também importante que, neste caso, os próprios ministros ordenados tenham coragem suficiente para dizer aos adolescentes e jovens de nosso tempo que o ministério ordenado vale a pena; que vale a pena ser presbítero. Que gostamos do que somos e amamos o que fazemos”.

O arcebispo lembra que povo brasileiro vive momentos difíceis em função do descrédito em relação às instituições, à corrupção, ao desemprego e às drogas o que, segundo ele, abre brechas para o risco de se cair em radicalismos tanto de direita como de esquerda. Para ele, o Evangelho de Jesus Cristo apresenta um caminho para superação de todas as expressões de morte. “A Páscoa é a celebração dos prodígios de Deus ao longo da história da salvação: a libertação do povo da escravidão do Egito e a vitória de Cristo sobre a morte”, disse. Confira abaixo, a íntegra da entrevista.

A celebração da quinta-feira santa tem a ver com a missão dos ministros ordenados na Igreja? Qual?

Aqui tratamos da Missa Crismal que o Bispo concelebra com o seu presbitério (presbíteros diocesanos e presbíteros religiosos que atuam no território da Diocese) e durante a qual se consagram os Santos Óleos do Crisma, dos Catecúmenos e dos Enfermos. Esta concelebração é manifestação da comunhão dos presbíteros com o seu Bispo.

Nesta solene concelebração, os presbíteros, na confecção do óleo do Crisma são testemunhas e cooperadores do seu Bispo, de cujo múnus sagrado são participantes, edificando, santificando e conduzindo o povo de Deus. É conveniente que todos os presbíteros atuantes no território da Diocese estejam presentes na concelebração da Missa Crismal, exprimindo-se assim a unidade do presbitério.  Em muitas comunidades do Brasil, católicos ficam impossibilitados de ter a presença de um sacerdote na semana santa.

O senhor considera ser hora importante para a oração pelas vocações?

É fato que em muitas comunidades do imenso território brasileiro é impossível a presença do presbítero não só nestes dias da Semana Santa. Tal situação representa um forte apelo à reflexão e ao estudo, no sentido de encontrar meios para superar essa deficiência. Em tempos idos, os bispos da América Latina, reunidos em Puebla, afirmaram que “a Eucaristia orienta-nos de modo imediato para a hierarquia sem a qual ela é impossível; porque foi aos apóstolos que o Senhor deu o mandato de celebrá-la ‘em minha memória’ (Lc 22,19).

Os pastores da Igreja, sucessores dos apóstolos, constituem por isso mesmo o centro visível onde se constrói, aqui na terra a unidade da Igreja” (n. 247). Quase 30 anos depois, reunidos em Aparecida dão continuidade à reflexão dizendo que “os fiéis devem desejar a participação plena na Eucaristia dominical, pela qual também os motivamos a orar pelas vocações” (n. 253). É certamente sempre tempo de rezar pelas vocações! A oração pelas vocações é resposta à exortação do próprio Jesus: “Pedi ao Senhor da messe que envie operários” (Mt 9,38).

Há na Igreja um serviço de animação vocacional. Faz parte da pastoral orgânica da Igreja o trabalho em prol das vocações. Para este trabalho é necessário planejamento, estratégias, organização. No entanto, não se pode jamais esquecer que fundamental é seguir aquilo que Jesus ensina. Vocações é sobretudo questão de oração. Pode-se aqui lançar uma provocação: será que acreditamos na força da oração? Cremos verdadeiramente que o Senhor mesmo inspira e chama para o trabalho na sua messe?

Todas as comunidades são convocadas a rezar pelas vocações. Contudo é também importante que, neste caso, os próprios ministros ordenados tenham coragem suficiente para dizer aos adolescentes e jovens de nosso tempo que o ministério ordenado vale a pena; que vale a pena ser presbítero. Em poucas palavras: dizer aos nossos adolescentes e jovens que gostamos do que somos e amamos o que fazemos.

Qual a mensagem de Páscoa o senhor envia ao povo brasileiro?

A solenidade da Páscoa é expressão maior do amor de Deus pela humanidade. Deus não poupou o seu próprio Filho (Rm 8,32); Ele “amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).

O nosso povo vive momentos difíceis! Há um certo descrédito em relação às instituições; a corrupção é uma realidade em distintos níveis da sociedade; a violência atinge números alarmantes, vitimando, sobretudo, os menos favorecidos; o desemprego se alastra como praga, roubando o sonho de muitos; a drogadição espalha a morte por toda parte. Faz falta um projeto de nação! Com isso se corre o risco de cair em radicalismos tanto de direita como de esquerda. É urgente a necessidade de espaços para uma autocritica, que envolva distintos setores da sociedade.

O Evangelho de Jesus Cristo apresenta um caminho para superação de todas as expressões de morte. Somente o amor é mais forte que a morte (Ct 8,6) . A Igreja, através de sua Doutrina Social, deseja cooperar ativamente para que se possa construir uma ‘terra sem males’.

A Páscoa é celebração dos prodígios de Deus ao longo da história da salvação: a libertação do povo da escravidão do Egito e a vitória de Cristo sobre a morte. Possa a celebração da Páscoa reacender em nosso povo a esperança. A esperança num Deus que nos ama e que deseja que todos tenham vida e vida em abundância.

Por CNBB

]]>
51491
Papa: Jesus Cristo, o único que nos justifica e nos faz renascer, nenhum outro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-jesus-cristo-o-unico-que-nos-justifica-e-nos-faz-renascer-nenhum-outro/ Wed, 28 Mar 2018 12:23:27 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-jesus-cristo-o-unico-que-nos-justifica-e-nos-faz-renascer-nenhum-outro.html O anúncio de que Cristo ressuscitou é o centro de nossa fé!

O Papa Francisco dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira ao Tríduo Pascal, “para aprofundar um pouco” o que representam para nós, crentes,  os dias “mais importantes do ano litúrgico”, que constituem “a memória celebrativa de um único grande mistério: a morte e a ressurreição do Senhor Jesus”.

O Papa começou perguntando aos 12 mil fiéis presentes na Praça São Pedro qual era a festa mais importante da nossa fé, a Páscoa ou o Natal?

E recordou, que até aos 15 anos, ele acreditava que fosse o Natal, “mas todos erramos”, pois é a Páscoa, “porque é a festa da nossa salvação, a festa do amor de Deus por nós, a festa, a celebração da sua morte e ressurreição”.

Tríduo Pascal

“O Tríduo – explicou  o Pontífice  – começa amanhã com a Missa  da Ceia do Senhor e se concluirá com as vésperas do Domingo da Ressurreição, depois vem a “Pasquetta” para celebrar esta grande festa”, mas estes dias constituem a memória celebrativa de um grande único mistério: a morte e a ressurreição do Senhor Jesus.

Estes dias marcam as etapas fundamentais de nossa fé e da nossa vocação no mundo, e todos os cristãos são chamados a viver os três dias Santos como, por assim dizer, a “matriz” de sua vida pessoal e comunitária, como viveram os nossos irmãos judeus o êxodo do Egito.

Estes três dias, de fato –frisou o Papa – “repropõe ao povo cristão os grandes eventos da salvação operados por Cristo, e assim o projetam no horizonte de seu destino futuro e o fortalecem no seu compromisso de testemunha na história”.

O Canto da Sequência anuncia solenemente que “Cristo, nossa esperança, ressuscitou e nos precede na Galileia”. Aqui,  Tríduo Pascal encontra seu ápice, disse Francisco, que explica:

“Ele contém não somente um anúncio de alegria e de esperança, mas também um apelo à responsabilidade e à missão. E não acaba com a “colomba” (especiaria pascal italiana, ndr), os ovos, as festas. Isto é bonito, é bonito porque é a festa de família, mas não fica nisto. Começa ali com o caminho à missão, ao anúncio: Cristo ressuscitou”.

E este anúncio, ao qual o Tríduo conduz preparando-nos para acolhê-lo, é o centro de nossa fé e da nossa esperança, é o cerne, é o anúncio, é o kerigma que continuamente evangeliza a Igreja e que esta, por sua vez, é convidada a evangelizar”.

Batismo

“O Cordeiro que foi imolado”. Assim São Paulo fala de Cristo, e com Ele “as coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo”.  No Tríduo Pascal “a memória deste acontecimento fundamental se faz celebração plena de reconhecimento e, ao mesmo tempo, renova nos batizados o sentido de sua nova condição”:

“E por isto, no dia de Páscoa, desde o início se batizava as pessoas. Também na noite deste sábado eu batizarei aqui, em São Pedro, oito pessoas adultas que começam a vida cristã. E começa tudo: nasceram de novo”.

Cristo, o único que nos justifica

São Paulo também nos recorda que Cristo “foi entregue à morte por causa de nossas culpas e ressuscitou para nossa justificação”:

“O único, o único que nos justifica; o único que nos faz renascer de novo é Jesus Cristo. Nenhum outro. E por isto não se deve pagar nada, porque a justificação – o fazer-se justos – é gratuita. E esta é a grandeza do amor de Jesus: dá a vida gratuitamente para nos fazer santos, para nos renovar, para nos perdoar. E isto é o cerne deste Tríduo Pascal”.

No Tríduo Pascal é renovado nos batizados o sentido de sua nova condição, como diz São Paulo: “Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto”:

“Olhem para o alto. Olhar, olhar o horizonte, ampliar os horizontes: esta é a nossa fé, esta é a nossa justificação, este é o estado de graça”.

“Um cristão, se verdadeiramente deixa-se lavar por Cristo, se verdadeiramente deixa-se despojar por Ele do homem velho para caminhar em uma vida nova, mesmo permanecendo pecador – porque todos o somos – não pode ser corrupto: a justificação de Jesus nos salva da corrupção – somos pecadores, mas não corruptos -, não pode viver com a morte na alma e muito menos ser causa de morte”.

Falsos cristãos

O Papa então, diz que “deve dizer uma coisa triste e dolorosa”:

“Existem cristãos fingidos, aqueles que dizem “Jesus ressuscitou”, “eu fui justificado por Jesus”, estou na vida nova, mas vivo uma vida corrupta. E estes falsos cristãos acabarão mal. O cristão – repito, é pecador – todos o somos, eu sou. O corrupto finge ser uma pessoa honrada, mas no final, no seu coração existe a podridão. Jesus nos dá uma vida nova. O cristão não pode viver com a morte na alma e nem ser causa de morte.”

“Pensemos – para não ir muito longe – pensemos em casa, pensemos nos assim chamados “cristãos mafiosos”. Mas eles, de cristão, não têm nada. Dizem-se cristãos, mas levam a morte na alma, e aos outros. Rezemos por eles, para que o Senhor toque as suas almas”.

Lavar os olhos das crianças

O Papa recorda que em muitos países, no dia de Páscoa, quando tocam os sinos, as mães, as avós, lavam os olhos das crianças com água, com a água da vida, em um sinal para que possam ver as coisas de Jesus, as coisas novas.

“Deixemo-nos nesta Páscoa – foi o convite de Francisco – nos lavar a alma, nos lavar os olhos da alma, para ver as coisas belas, e fazer  coisas belas. E isto é maravilhoso! Esta é justamente a Ressurreição de Jesus após a sua morte, que foi o preço para salvar todos nós”.

Presença da Virgem Maria

O Papa convida a nos dispormos a viver bem este Tríduo Santo já iminente  “para estar sempre mais profundamente inseridos no mistério de Cristo, morto e ressuscitado por nós” e pede que a Virgem Maria nos acompanhe neste itinerário espiritual:

Ela, “que seguiu Jesus na sua paixão, ela estava lá, olhava, sofria, esteve presente e unida a Ele aos pés da cruz, mas não se envergonhava do filho. Uma mãe nunca se envergonha do filho. Estava lá, e recebeu em seu coração de mãe a imensa alegria da ressurreição. Que ela nos obtenha a graça de estarmos interiormente envolvidos pelas celebrações dos próximos dias, para que o nosso coração e a nossa vida sejam realmente transformados por elas”.

O Santo Padre conclui, desejando a todos “os mais cordiais votos de uma feliz e santa Páscoa, juntamente com as comunidades de vocês e os seus queridos”.

E dou um conselho a vocês, disse o Santo Padre concluir: ”Na manhã de Páscoa, levem as crianças até a torneira e lavem os olhos delas. Será um sinal de como ver Jesus Ressuscitado”.

Por Vatican News

]]>
51489
Cristo, nossa Páscoa e nossa Paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/cristo-nossa-pascoa-e-nossa-paz/ Wed, 28 Mar 2018 08:42:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51470 A violência cria um muro de separação entre “nós” e “os outros”. Será isto o que Deus quer para a humanidade? Claro que não! “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), disse Jesus. A grande notícia que celebramos no tríduo pascal (Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus Cristo) é que Ele “quis criar em si mesmo um homem novo, estabelecendo a paz” (Ef 2,15). Sim, “Cristo é a nossa paz” (Ef 2,14). São Paulo explica que esta paz é fruto da cruz de Jesus Cristo: “Quis reconciliá-los (judeus e pagãos) com Deus num só corpo, por meio da cruz; foi nela que Cristo matou o ódio” (Ef 2,16). A cruz de Cristo é fonte de paz para a humanidade, pois nela o ódio foi morto! Jesus nos ensinou, por todo seu sofrimento inocente, que o único remédio para superar o ódio é o amor.Anunciamos a esperança de um modo de viver diferente, pois em Cristo o bem é infinitamente maior do que o mal, por mais terrível que se apresente. A Páscoa nos convoca a vivermos como pessoas novas, reconciliadas, pacificadas e pacificadoras.

Nos dias da Semana Santa, sobretudo na Sexta-feira da Paixão, mais uma vez, os católicos ouvem os relatos da violência que se desencadeou sobre o inocente, o “Servo Sofredor” (cf. Is 52,13-53,12).Neste último Cântico do Servo Sofredor, Isaías profetizou o que aconteceria a Jesus. Parece uma descrição da cena da crucificação: “Ele não tinha nem aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo” (Is 53,2). Jesus foi condenado e crucificado como nocivo para o povo. “Ela (a Luz) veio para a sua casa, mas os seus não a receberam” (Jo 1,11). A humanidade de ontem e de hoje tem dificuldade de acolher o inocente e justo. Este é o verdadeiro pecado, não acolher aquele que nos salva, que nos traz a paz. Na sua Paixão, sobre ele se abateunossas maldades. Maspelas suas chagas fomos salvos (cf. Is 53,5). Aceita estar nas mãos dos perseguidores. Não responde à violência, nem com a violência e nem com palavras. Fica em silêncio. É entregue de mão em mão, mas livremente faz sua entrega interior. Renuncia à defesa, ao direito de dizer “eu sou inocente” e mostrar a injustiça da sua paixão. Renuncia recorrer a Deus. Não pede a Deus para intervir. Silencia. Não escolhe o caminho da violência (cf. Is 53,7). Uma ovelha mansa. Como o Profeta Jeremias parece dizer: “A ti confio minha causa” (Jr 20,20). Somente um grande silêncio. Será que o mal, a violência, a injustiça, o pecado e a opressão haverão de triunfar sempre?

Mas “o meu servo vai ter sucesso” (Is 52,13). “Por meio dele, o projeto do Senhor triunfará. Pelas amarguras sofridas, ele verá a luz. […] O meu servo justo devolverá a muitos a verdadeira justiça, pois carregou o crime deles” (Is53,10.11). Sua entrega fiel e unicamente vivida no amor, recebeu do Pai a confirmação na sua Ressurreição. Ele introduziu na humanidade uma “luz”, a reconciliação com Deus, pelo perdão redentor, e a possibilidade da reconciliação como caminho de fraternidade. “Como são belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa notícia, que anuncia a salvação” (Is 52,7).

Toda vez que somos promotores da paz, permitimos que a força do Ressuscitado, que vive entre nós, triunfe e Ele continue, nos difíceis dias de hoje, a reconciliar, perdoar e pacificar. O Senhor Ressuscitado diz a todos nós, como aos seus discípulos: “A paz esteja convosco” (Jo 20,19). Feliz e Abençoada Páscoa a todos. Cristo, nossa Páscoa, é a nossa paz!

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

]]>
51470
Reflexão para a Sexta-feira Santa: Paixão e Morte do Senhor https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/reflexao-para-a-sexta-feira-santa-paixao-e-morte-do-senhor/ Fri, 14 Apr 2017 13:32:33 +0000 http://teste.toqueto.com/reflexao-para-a-sexta-feira-santa-paixao-e-morte-do-senhor.html “Rezar a Paixão do Senhor é segui-lo no seu esvaziamento por amor do mundo, dos homens.

O Senhor está sozinho em sua luta pela salvação do mundo. Ele dará o sim ao Pai, um sim total e definitivo em nome de toda a Humanidade.

Após a Ceia, o Senhor se retira para rezar com seus discípulos, mas eles dormem. Jesus sente a solidão. É difícil ficar só. Ele volta três vezes ao grupo, mas eles dormem. Diante do Senhor o universo do pecado, do desconhecimento do amor divino, do menosprezo do carinho de Deus.

Jesus sente o peso dos pecados de todos os homens. Sente o peso da natureza humana em ruptura com o Pai, submetida ao “Príncipe das Trevas”.

É a hora da opção, da escolha definitiva. Ele sendo o “SIM” do Pai deve ratificar sua missão.

Até em sua carne repercute o drama de sua escolha a ponto de suar sangue. 

“Minha alma está triste até a morte”. Jesus é tentado a largar tudo, a renunciar. Ele diz: “Pai, afasta de mim este cálice”!

Contudo esse grito de dor, já é demonstração de confiança e também já é uma aceitação.

Pai, não o que eu quero, mas o que Tu queres!

E nós, como vivemos os momentos duros de paixão, de solidão? Sejamos humildes como Jesus foi humilde…

Ele, o filho de Deus pede e aceita o reconforto do Anjo… Sinal do amor do Pai.

Não nos espantemos de oscilar daqui, dali e de repetir sempre as mesmas palavras…

Jesus vai  e vem, busca apoio e a ele renuncia.

Diz sempre as mesmas palavras… O Amor sem palavras…..

Apesar de sua agonia, Jesus pensa nos outros, em seus Apóstolos: Rezai para não entrardes em tentação”.

Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Sexta-feira Santa, via Rádio Vaticano

]]>
45485
Sexta-feira Santa: celebração da Paixão do Senhor https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sexta-feira-santa-celebracao-da-paixao-do-senhor/ Fri, 14 Apr 2017 12:33:58 +0000 http://teste.toqueto.com/sexta-feira-santa-celebracao-da-paixao-do-senhor.html Hoje toda a Igreja Católica se une em penitência, abstinência e jejum para comemorar a Paixão do Senhor. Entre as atividades deste dia, estão a Via Sacra, o Sermão das Sete Palavras de Jesus na Cruz; as procissões com a imagem de Cristo e da sua Mãe Dolorosa, entre outros.

Neste dia, a Igreja não celebra a Eucaristia e nenhum sacramento, exceto a Reconciliação e a Unção dos Enfermos.

A celebração litúrgica celebra a morte do Senhor, também é realizada a celebração da Palavra, que termina com a adoração da Cruz e Comunhão Eucarística, com as hóstias consagradas na Quinta-feira Santa.

Além disso, hoje, convida-se a acompanhar ao final da adoração da Cruz uma pequena comemoração da Virgem Maria, a Mãe Dolorosa, que esteve aos pés da Cruz.

Por ACI Digital

]]>
45483
Igreja dá início ao Tríduo Pascal: a culminância de todo o ano litúrgico https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/igreja-da-inicio-ao-triduo-pascal-a-culminancia-de-todo-o-ano-liturgico/ Thu, 13 Apr 2017 14:46:45 +0000 http://teste.toqueto.com/igreja-da-inicio-ao-triduo-pascal-a-culminancia-de-todo-o-ano-liturgico.html Dentro da Semana Santa, um período se torna especial para os católicos nos dias em que recordam a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. É o chamado Tríduo Pascal. Conheça, a seguir o significado desses dias tão importantes para os cristãos.

A palavra tríduo na prática devocional católica sugere a ideia de preparação. Às vezes nos preparamos para a festa de um santo com três dias de oração em sua honra, ou pedimos uma graça especial mediante um tríduo de preces de intercessão.

O Tríduo Pascal se considerava como três dias de preparação para a festa de Páscoa; compreendia a Quinta-feira, a Sexta-feira e o Sábado da Semana Santa. Era um tríduo da Paixão.

No novo calendário e nas normas litúrgicas para a Semana Santa, o enfoque é diferente. O Tríduo se apresenta não como um tempo de preparação, mas sim como uma só coisa com a Páscoa. É um tríduo da Paixão e Ressurreição, que abrange a totalidade do mistério pascal. Assim se expressa no calendário:

Cristo redimiu o gênero humano e deu perfeita glória a Deus principalmente através de seu mistério pascal: morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida. O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição de Cristo é, portanto, a culminância de todo o ano litúrgico.

O Tríduo começa com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, alcança seu cume na Vigília Pascal e se fecha com as vésperas do Domingo de Páscoa.

Esta unificação da celebração pascal é mais acorde com o espírito do Novo Testamento e com a tradição cristã primitiva. O mesmo Cristo, quando aludia a sua Paixão e Morte, nunca as dissociava de sua Ressurreição. No evangelho da quarta-feira da segunda semana da Quaresma (Mt 20,17-28) fala delas em conjunto: “O condenarão à morte e o entregarão aos gentis para que d’Ele façam escarnio, o açoitem e o crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará”.

É significativo que os padres da Igreja, tanto Santo Ambrósio como Santo Agostinho, concebam o Tríduo Pascal como um todo que inclui o sofrimento do Jesus e também sua glorificação. O Bispo de Milão, em um dos seus escritos, refere-se aos três Santos dias (triduum illud sacrum) como os três dias nos quais sofreu, esteve no túmulo e ressuscitou, os três dias aos que se referiu quando disse: “Destruam este templo e em três dias o reedificarei”. Santo Agostinho, em uma de suas cartas, refere-se a eles como “os três sacratíssimos dias da crucificação, sepultura e ressurreição de Cristo”.

Esses três dias, que começam com a Missa vespertina da Quinta-feira Santa e concluem com a oração de vésperas do Domingo de Páscoa, formam uma unidade e, como tal, devem ser considerados. Logo, a Páscoa cristã consiste essencialmente em uma celebração de três dias, que compreende as partes sombrias e as facetas brilhantes do mistério salvífico de Cristo. As diferentes fases do mistério pascal se estendem ao longo dos três dias como em um tríptico: cada um dos três quadros ilustra uma parte da cena; juntos formam um todo. Cada quadro é em si completo, mas deve ser visto em relação com os outros dois.

Interessa saber que tanto a Sexta-feira como no Sábado Santo, oficialmente, não fazem parte da Quaresma. Segundo o novo calendário, a Quaresma começa na Quarta-feira de Cinza e conclui na Quinta-feira Santa, excluindo a Missa da Ceia do Senhor.

Por ACI Digital

]]>
45469
Francisco: a Boa-Nova é a pérola preciosa, não é um objeto mas uma missão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-a-boa-nova-e-a-perola-preciosa-nao-e-um-objeto-mas-uma-missao/ Thu, 13 Apr 2017 11:48:11 +0000 http://teste.toqueto.com/francisco-a-boa-nova-e-a-perola-preciosa-nao-e-um-objeto-mas-uma-missao.html Na Missa do Crisma que presidiu na manhã desta Quinta-feira Santa, o Papa Francisco assegurou que “A Boa-Nova é a pérola preciosa do Evangelho. Não é um objeto; mas uma missão”.

Na homilia, o Santo Padre se dirigiu em especial aos sacerdotes, que hoje também celebram seu dia, e lhes deu alguns conselhos.

“Tudo aquilo que Jesus anuncia é Boa-Nova; alegra com a alegria evangélica; e o mesmo se diga de nós, sacerdotes, de quem foi ungido em seus pecados com o óleo do perdão, e ungido no seu carisma com o óleo da missão, para ungir os outros”.

O Papa assegurou que, “como Jesus, o sacerdote torna jubiloso o anúncio com toda a sua pessoa. Quando pronuncia a homilia – breve, se possível –, fá-lo com a alegria que toca o coração do seu povo, valendo-se da Palavra com que o Senhor o tocou na sua oração. Como qualquer discípulo missionário, o sacerdote torna jubiloso o anúncio com todo o seu ser”.

Durante a celebração, os sacerdotes renovaram as promessas feitas no momento da Sagrada Ordenação e depois s e procedeu a bênção dos óleos dos enfermos, dos catecúmenos e do crisma.

“A Boa-Nova pode parecer simplesmente um modo diferente de dizer ‘Evangelho’, como ‘feliz anúncio’ ou ‘boa notícia’. Todavia contém algo que compendia em si tudo o mais: a alegria do Evangelho. Compendia tudo, porque é jubilosa em si mesma”.

Francisco pediu para não separar 3 “graças” que o Evangelho contém: “a sua Verdade – não negociável –, a sua Misericórdia – incondicional com todos os pecadores – e a sua Alegria – íntima e inclusiva”.

“Nunca a verdade da Boa-Nova poderá ser apenas uma verdade abstrata, uma daquelas que não se encarnam plenamente na vida das pessoas, porque se sentem mais confortáveis na palavra escrita dos livros”.

Sobre a misericórdia, destacou que “nunca a misericórdia da Boa-Nova poderá ser uma falsa compaixão, que deixa o pecador na sua miséria, não lhe dando a mão para se levantar nem o acompanhando para dar um passo mais no seu compromisso”.

E sobre a alegria, disse que “nunca poderá ser triste ou neutra, porque é expressão de uma alegria inteiramente pessoal”.

Por último, assinalou aos sacerdotes 3 “odres novos” nos quais “a Boa-Nova se conserva bem – é preciso conservá-la –, não se torna vinagrenta e se derrama em abundância”.

O primeiro, o das bodas de Caná, em que “Maria é o odre novo da plenitude contagiosa”. “A sua plenitude contagiosa permite-nos superar a tentação do medo: não ter coragem de se deixar encher até acima e transbordar, aquela pusilanimidade de não ir contagiar de alegria os outros”.

O segundo “é aquele cântaro – com a sua concha de pau – que trazia à cabeça a Samaritana, sob o sol ardente do meio-dia. Expressa bem uma questão essencial: ser concreto”.

O terceiro “é o Odre imenso do Coração trespassado do Senhor: integridade suave, humilde e pobre, que atrai todos a Si”. “Dele devemos aprender que, anunciar uma grande alegria àqueles que são muito pobres, só se pode fazer de forma respeitosa e humilde, até à humilhação. A evangelização não pode ser presunçosa. Concreta, terna e humilde: assim a evangelização será jubilosa. Não pode ser presunçosa a evangelização; não pode ser rígida a integridade da verdade”, assinalou o Papa.

Por ACI Digital

]]>
45456