tráfico de pessoas - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png tráfico de pessoas - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Santa Sé pede ação coordenada contra tráfico de migrantes e escravidão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-pede-acao-coordenada-contra-trafico-de-migrantes-e-escravidao/ Wed, 06 Sep 2017 10:28:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48310 Somente uma ação coordenada em nível internacional entre as instituições políticas, o mundo econômico, o mundo acadêmico, a sociedade civil e as comunidades de fé se pode contrastar o fenômeno global do tráfico de migrantes, do tráfico de seres humanos e das formas modernas de escravidão.

Foi o que disse, em síntese, na segunda-feira (04/09) em Viena, na Áustria, o subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Pe. Michael Czerny, S.J., na quinta sessão temática organizada pela ONU em vista do “Global compacto on migration”, o pacto global que as Nações Unidas se propõem a adotar até 2018 para uma gestão segura, ordenada e regular das migrações.

A identificação, a proteção e a assistência às vítimas do tráfico de que os migrantes são hoje objeto encontram-se no centro do trabalhos que se concluíram este 5 de setembro.

Efetivamente, “apesar dos grandes resultados obtidos graças a acordos internacionais, aqueles que pedem asilo e os migrantes que arriscam a vida em busca de segurança e de uma nova casa são cada vez mais vulneráveis sobretudo diante das organizações criminosas” que administram esses tráficos, favorecidos pela falta de canais legais e seguros.

Trata-se de uma vulnerabilidade alimentada por um círculo vicioso formado por pobreza, ausência do Estado, desemprego, falta de instrução, discriminação das mulheres e das meninas.

Por isso, a Santa Sé, além de insistir sobre a importância de assegurar “quadros legais adequados e corredores seguros aos migrantes”, pede um empenho maior das sociedades civis “para reconhecer as forças da demanda – como por exemplo pela prostituição ou o trabalho mal assalariado – que atuam nos Estados fazendo do tráfico de seres humanos uma atividade muito lucrativa” que continua em alarmante crescimento, como indicam estatísticas recentes sobre o fenômeno.

“A escravidão não pode ser um aspecto inevitável das atividades econômicas”, ressaltou o representante vaticano. Aliás, o combate e a prevenção a esta aberração deveria ser uma prioridade, acrescentou.

Entre os instrumentos propostos: investigações coordenadas a nível internacional, a partilha de informações, a entrega dos traficantes à justiça, a tutela jurídica dos migrantes, ajudas e assistência psicológica às vítimas do tráfico e, mais em geral, políticas para a proteção da dignidade das pessoas envolvidas.

Por Rádio Vaticano

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Rede Um Grito Pela Vida completa 10 anos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rede-um-grito-pela-vida-completa-10-anos/ Mon, 03 Apr 2017 10:43:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45286 A Rede Intercongregacional da Vida Consagrada “Um Grito Pela Vida”, que atua no enfrentamento ao tráfico de pessoas, completou na quinta-feira, dia 30 de março, 10 anos de existência. Neste período foram promovidas diversas ações de prevenção e assistência e intervenção política, buscando instruir e instrumentalizar a sociedade a fim de coibir o crescimento da inserção de vítimas neste mercado do crime.

Constituída por religiosas e religiosos de diversas Regionais e Congregações, a Rede é um espaço de “articulação e ação profético-solidária da Vida Religiosa Consagrada do Brasil”. A iniciativa surgiu a partir de uma solicitação da União Internacional de Superioras Gerais à Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) de que fosse realizado um curso sobre o tráfico de pessoas. 

Após o encontro, 28 religiosas, de 20 congregações, sentiram o clamor das vítimas deste crime e decidiram atuar nesta realidade, buscando ser “presença solidária entre os empobrecidos e excluídos”. Com o tempo, de acordo com a Rede, diferentes congregações masculinas e femininas têm se juntado no trabalho. Atualmente, são 300 religiosos que estão presentes em todas as regiões do país no trabalho da Rede, que é “uma ação missionaria em conjunto”.

Desde 2006 a Rede “Um Grito Pela Vida” é parte constitutiva da CRB Nacional, atuando de forma descentralizada e articulada com as organizações e iniciativas afins, nas diversas localidades, estados e municípios brasileiros. Ela também integra a Rede internacional da Vida Religiosa Consagrada Talitha Kum.

O trabalho da Rede teve destaque em 2014, na ocasião da Campanha da Fraternidade daquele ano, cujo tema proposto foi “Fraternidade e tráfico humano”. A inciativa foi apontada como sinal do compromisso da Igreja no Brasil no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Na ocasião, já eram significativas as ações de divulgação, formação de multiplicadores e prevenção nas comunidades mais vulneráveis ao tráfico de pessoas. 

Desde o início da semana várias atividades em todo o país marcaram as celebrações e renovação dos compromissos com o trabalho no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Aconteceram palestras com pais de catequisandos, atividades em escolas e formação para grupos de religiosas, além de celebrações.

A grande comemoração dos 10 anos da Rede Um Grito pela Vida acontecerá em Brasília (DF) no mês de outubro, durante o encontro nacional.

A coordenadora da Rede Mundial da Vida Consagrada contra o tráfico de Pessoas Talitha Kum, irmã Gabriella Bottani, agradeceu por meio de mensagem a todas as irmãs “que tiveram a coragem de tecer os primeiros fios de solidariedade e compromisso da Rede Um Grito pela Vida”. Ela manifestou gratidão ainda aos que se juntaram à Rede e “continuam tecendo fios coloridos de liberdade e dignidade”. 

“Desejo que a celebração dos dez anos proporcione um tempo especial para renovar as forças e continuar com coragem, criatividade e ousadia o compromisso assumido de enfrentar o tráfico de pessoas, pois a conjuntura política e econômica mundial está evidenciando um aumento preocupante de todas as formas de exploração da vida e do tráfico de pessoas”, escreveu a religiosa.

Articuladoras da Rede também enviaram suas mensagens por ocasião dos 10 anos de compromisso contra o tráfico de pessoas. “Queremos tecer relações de amizade e troca de experiências com outras e outros que igualmente não se conformam com abusos de todo tipo contra mulheres, jovens e crianças, que diariamente sofrem exploração e maus tratos por conta de uma sociedade que não respeita os valores e a dignidade das pessoas”, escreveu um grupo de religiosas.

As consagradas refirmaram o compromisso de seguir anunciando a mensagem de libertação e esperança, não somente com palavras, “senão com a doação de nosso tempo e criatividade para que a vida tenha sempre prioridade sob qualquer tipo de abuso e poder”.

Para a coordenadora Nacional da Rede Um Grito pela Vida, Eurides Alves de Oliveira, este é um momento de “agradecer por tantas pessoas que têm colaborado nesse tempo, mas também de avaliar e encontrar o caminho a ser percorrido daqui pela frente, cada vez com maior determinação e coragem”.

Para conhecer melhor o trabalho, as campanhas e iniciativas da Rede e colaborar com as ações, acesse o blog ou siga pelas redes sociais.

Por CNBB

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Dom Auza: mais de 40 milhões as vítimas do tráfico de pessoas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-auza-mais-de-40-milhoes-as-vitimas-do-trafico-de-pessoas/ Mon, 06 Mar 2017 14:29:18 +0000 http://teste.toqueto.com/dom-auza-mais-de-40-milhoes-as-vitimas-do-trafico-de-pessoas.html “A Santa Sé e o combate ao tráfico de seres humanos.” Este foi o tema da palestra do Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Bernardito Auza, na conferência inaugural, em Nova Iorque, da nova cátedra de Cassamarca Foundation sobre globalização e migração, realizada na Fordham University.

“O fenômeno do tráfico de seres humanos é impressionante. As vítimas do tráfico de pessoas são mais de 40 milhões. A este povo de pessoas reduzido à escravidão se somam, a cada ano, mais de três milhões de pessoas. Quase 80% das vítimas são mulheres e crianças. O tráfico é uma indústria que gera lucros de mais 32 milhões de dólares por ano”, disse Dom Auza.

Migrantes e refugiados
 
“Os enormes progressos científicos podem nos fazer pensar que a escravidão seja algo do passado. Porém, quando olhamos a realidade, ficamos chocados ao ver que esta praga ainda está presente, porém de forma moderna. Trata-se de um fenômeno que está crescendo, alimentado por conflitos e pobreza extrema. É um flagelo que não conhece fronteiras. Nenhum país está imune”, disse o arcebispo.

O tráfico de pessoas está ligado também às consequências negativas da globalização e aos fluxos de migrantes e refugiados. A este propósito, Dom Auza recordou que, segundo estimativas das Nações Unidas de 2015, os migrantes no mundo são mais de 250 milhões. Em relação ao ano 2000, houve um aumento de 40%. Ainda em 2015, mais de 65 milhões de pessoas ficaram deslocadas por causa de perseguições, conflitos e violências. Nesses dados se inserem, muitas vezes, as formas modernas de escravidão e os sofrimentos de milhões de pessoas indefesas e vulneráveis.

Compromisso da Santa Sé

Dom Auza recordou que entre os objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 estão também a adoção de medidas eficazes para desarraigar o trabalho forçado, o fim da escravidão moderna e do tráfico de seres humanos. A comunidade internacional deve garantir o seu compromisso na eliminação dessa degradação. 

“A Igreja Católica está fortemente comprometida na eliminação do tráfico de pessoas e através de suas estruturas oferece uma contribuição preciosa. Com palavras e ações, o Papa Francisco deixou claro que esta é uma das prioridades de seu pontificado”, concluiu o prelado filipino. 

O Observador Permanente da Santa Sé na ONU recordou o discurso do Papa proferido em 25 de setembro de 2015 aos membros da Assembleia Geral da ONU: “Devemos cuidar a fim de que as nossas instituições sejam realmente eficazes na luta contra esses flagelos. São necessárias medidas concretas e imediatas”, disse Francisco naquela ocasião.

Por Rádio Vaticano

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'Rede Um Grito Pela Vida' comemora 10 anos em 2017 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rede-um-grito-pela-vida-comemora-10-anos-em-2017/ Wed, 08 Feb 2017 09:40:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44283 A ‘Rede Um Grito Pela Vida’ comemora em 2017 os seus 10 anos de existência. Iniciativa da Conferência dos Religiosos e Religiosas do Brasil este organismo atua contra o tráfico de pessoas na prevenção, atenção às vítimas e incidência politica através de diversas atividades. Para celebrar a sua ação ao longo dessa primeira década, o organismo prepara uma série de ações durante todo o ano. 

Irmã Eurides Alves de Oliveira, coordenadora nacional da ‘Rede Um Grito Pela Vida’, em entrevista ao A12.com fala da comemoração e destaca pontos importantes da atuação evangelizadora e profética da Rede diante da realidade desumanizante do tráfico de pessoas. 

Atualmente, o tráfico de pessoas atinge 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo compreendido por meio de seis modalidades: exploração sexual, trabalho escravo, venda de órgãos, servidão domestica, mendicância e tráfico para atividades ilícitas. Entre essas realidades, a Rede atua mais incisivamente no tráfico para fins de exploração sexual, com especial atenção às mulheres, crianças, adolescentes e juventudes, por ser a modalidade e público de maior incidência. 

A Rede foi criada em 30 de março de 2007 com o apoio de 28 religiosas que depois de um curso se viram impelidas a lutar contra essa chaga social que vitima principalmente jovens mulheres e crianças. Atualmente, este trabalho conta com a colaboração de mais de 300 religiosos e religiosas de diversas congregações. 

Hoje, divulgamos a primeira parte da longa e especial entrevista concedida pela Irmã Eurides. Ao longo da semana, outros temas serão apresentados pela religiosa, como, por exemplo: as conquistas da Rede, as realidades que mais desafiam sua missão e uma análise realista sobre os retrocessos das políticas nacionais voltadas para essa realidade. 

Nessa primeira parte, a coordenadora destaca a motivação da Rede para a comemoração e elenca as ações que serão desenvolvidas pela Rede. 

A12 – Em 2017 a ‘Rede Um Grito Pela Vida’ vai comemorar 10 anos de existência. Celebrar essa primeira década faz recordar as inúmeras ações que a Rede já empreendeu na luta pela vida e contra o tráfico de pessoas? 

Irmã Eurides – A Rede um Grito Pela Vida celebra em março de 2017, 10 anos de compromisso no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Temos uma década de história bonita e significativa, tecida por muitas mãos para celebrar. Um caminho, uma caminhada de possibilidades, desafios e esperanças para recordar, celebrar e projetar…

Celebrar 10 anos de compromisso no enfrentamento ao tráfico de pessoas, como Rede é um tempo de graça, reconhecimento, memória e reafirmação do compromisso com dignidade e vida das pessoas exploradas e traficadas em nosso país. Tempo também de recordar o caminho percorrido, avaliar e projetar a continuidade da luta com maior determinação e empenho.

Recordamos que no dia 30 de março de 2007, a Rede teve início com um grupo de 28 religiosas de 20 Congregações, vindas de diversas regiões do País. Essas religiosas, ao concluírem o curso de formação sobre tráfico de pessoas organizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), por solicitação da União Internacional das Superioras Gerais (UISG) que em sua Plenária Internacional, sentiram-se indignadas e sensibilizadas com a crueldade, amplitude e gravidade da realidade do tráfico no mundo e no país. Essas religiosas, sentiram neste drama de milhares de pessoas um desafio, um clamor. Sentiram um apelo de Deus que precisava ser acolhido e enfrentado de forma conjunta. E para esta finalidade criaram a Rede um Grito pela Vida.          

Assim nasceu a ‘Rede Um grito Pela Vida’, como uma pequena semente de missão em rede no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Semente que ao longo destes 10 anos foi regada com ‘muita reza e muita luta’, cresceu e se espalhou pelo Brasil, como expressão Evangélico-Politica de solidariedade e cidadania. Ganhou visibilidade e força místico-profética de conscientização, articulação e mobilização em âmbito nacional e internacional. 

A12 – Como a Rede vai celebrar esse aniversário?

Irmã Eurides – Vamos celebrar com gratidão e alegria e renovado compromisso esta década de missão no enfrentamento ao tráfico de pessoas.

A primeira forma de celebração dos 10 anos será intensificando e qualificando nosso compromisso com a causa, através do fortalecimento dos núcleos e das atividades de prevenção junto às juventudes e populações em situações de vulnerabilidades. Cada núcleo assumiu o compromisso de fazer deste ano uma oportunidade de intensificação e qualificação de nossa missão e estão organizando suas atividades.

Outra forma, será através das nossas mídias sociais, que estarão voltadas para isto, fazendo memória da história e divulgando as ações dos núcleos e criando posts específicos de sensibilização e também da divulgação em outras mídias sensíveis à causa que nos concederem espaços.

Estamos também organizando um vídeo e uma cartilha para retratar a história e missão da Rede, bem como abordar a gravidade da realidade do tráfico humano no país com o objetivo de ser um material de divulgação, sensibilização e informação para a sociedade.

Também estamos elaborando alguns materiais alusivos aos 10 anos, já produzimos um calendário de mesa, e estamos criando um cartaz e um folder comemorativo.

Em termos de celebração cada núcleo e/ou região organizará suas atividades comemorativas e no período de 17 a 21 de outubro em Brasília, quando teremos o Encontro Nacional da Rede e faremos a grande celebração de culminância dos 10 anos, que já está sendo pensada por uma equipe.

Por A12

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Vaticano reúne especialistas em tráfico de órgãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vaticano-reune-especialistas-em-trafico-de-orgaos/ Tue, 31 Jan 2017 09:08:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44177 Prossegue o empenho da Pontifícia Academia das Ciências contra o tráfico de pessoas.

Na próxima semana, nos dias 7 e 8 de fevereiro, a Pontifícia promoverá em sua sede, no Vaticano, um Encontro sobre Tráfico de Órgãos e Turismo dos Transplantes.

Há três décadas, a problemática do tráfico de órgãos figura na agenda da Organização Mundial da Saúde (OMS): o tema foi tratado pela primeira vez em 1987.

O tráfico de órgãos viola os princípios de justiça, equidade e respeito da dignidade humana, pois engloba não só a venda de órgãos, mas também se tornou uma forma de escravidão que explora os trabalhadores em condição de servidão, populações migrantes, refugiados e menores.

Consciente deste drama – escreve a Pontifícia Academia – o Papa Francisco colocou como um dos objetivos do seu Pontificado erradicar esta nova forma de escravidão.

A finalidade do Encontro é dimensionar o amplo alcance desta problemática (com testemunhos diretos provenientes de países com serviços de transplantes em todo o mundo); redigir uma Declaração de intenções para ser divulgada em nível mundial; e desenvolver uma aliança para comprometer as autoridades que trabalham no campo da saúde para que se proíbam o tráfico de órgãos, declarando-o uma forma de escravidão humana.

Do Brasil, participam Dr. Mário Abbud-Filho, Diretor da Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto, SP; e o Dr. José Medina Pestana, Professor titular e Chefe do setor de transplante renal da Universidade Federal de São Paulo.

Por Rádio Vaticano

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