Terra Santa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Terra Santa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “Faz 800 anos de um encontro que não foi uma notícia” https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/faz-800-anos-de-um-encontro-que-nao-foi-uma-noticia/ Fri, 08 Nov 2019 20:00:51 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57093 Que o Senhor vos dê a sua paz!

Estamos celebrando oitocentos anos de um acontecimento muito importante para o mundo franciscano: os oitocentos anos da viagem de São Francisco de Assis à Terra Santa. Este fato, talvez, hoje não atraia a atenção da sociedade, talvez não se difunda como a moda do momento, nem tenha valor a ponto de ser publicado nas notícias televisivas e jornais mais importantes do mundo. Este ano de dois mil e dezenove (2019), de fato, estamos recordando algo que também foi esquecido pela maioria dos meios de comunicação cruzados de mil duzentos e dezenove (1219) onde aconteceu o encontro entre São Francisco de Assis e o Sultão do Egito al-Kamil.

Quem teria dado muita atenção ou gasto muito tempo, tinta e pergaminho para registrar os eventos no Oriente Médio de mais um místico do século treze (XIII)? Aquele Francisco de Assis, diante da maioria dos grandes do exército cruzado, era apenas um pobre místico. Aquele homem de baixa estatura, de saco marrom rasgado, de pés descalços, mendigando comida e alojamento. Ele parecia ser um daqueles muitos que surgiram no mundo católico incitando ali a guerra santa, profetizando a vitória dos exércitos cristãos. Aquele homem do centro da Itália, rodeado de outros como ele, que queria ser mártir… Não disse nada de novo, não trouxe nada de novo, para quem não o conhecia, era como tudo os outros.

Muito poucos notáveis cruzados foram aqueles que sabiam, que os Irmãos Menores viviam uma forma de religião com a aprovação dada pelo grande Papa Inocêncio, Terceiro (III). Alguns dos clérigos tinham visto o seu número de seguidores espalhados por todo o mundo. Eles estavam pregando o evangelho, em extrema pobreza e sem fazer disputas ou brigas, limpando igrejas, cuidando de leprosos, trabalhando para comer e pedindo para viver. Essa era a informação que os cruzados tinham. E, no entanto, sua estadia em Damieta no Egito para muitas das testemunhas oculares não foi de grande importância para ser perpetuado nas crônicas oficiais. Não eram notícias para a posteridade. Muitos não sabiam que Francisco estava entre eles apenas por causa do amor a Cristo, para testemunhá-lo, anunciá-lo até o martírio e isso não era novidade entre as preocupações de uma guerra. Não havia tempo na guerra de Damieta, teria que lutar até o fim para resgatar a Terra de Cristo, não havia tempo naquela situação para ouvir Francisco, que pregava o amor de Cristo.

É este amor de Cristo que coloca Francisco em movimento para superar os limites do cristianismo, deixando as costas marítimas da Itália em julho de mil duzentos e dezenove (1219) para ir a Terra Santa. Este amor a Cristo, na sua máxima expressão de martírio, leva-o a deixar tudo para lá ir, onde a guerra se destinava a reconquistar os Lugares Santos perdidos em mil cento e oitenta e sete (1187). Francisco nunca pensou em viajar nas terras da Síria e do Egito para resgatar os Lugares Santos. Ele nunca quis ser, o mediador pacifista do momento. Não! Francisco não era um daqueles que foram a guerra para usar o infortúnio humano para ganhar fama. Francisco não pensou em procurar fama imortal através da mediação entre o cristianismo e o islamismo. Entre os exércitos da quinta cruzada, foi o homem de paz que pregou o perdão de Cristo, o Evangelho de Cristo. E com seu modo simples de ser, não fazia notícia. Ele vai contra a corrente, contra o pensamento dos poderosos do momento e isto ontem como hoje não faz notícia. Não era o homem do espetáculo midiático; como todo bom cristão de todos os tempos não podia calar a mensagem do Evangelho, que ele seguia ao pé da letra como regra de vida. Ele estava lá, no Egito, porque queria deixar seu testemunho de amor a Cristo, o verdadeiro Deus, com seu próprio sangue.

Francisco chega ao Delta do Nilo em agosto de mil duzentos e dezenove (1219), enquanto a cidade de Damieta estava sendo sitiada pelos cruzados. A cidade de Damieta e sua posterior queda atrairão a atenção de todos os cronistas do momento. Essa era a notícia que todos queriam contar. O bispo de São João de Acre, Santiago de Vitry, juntamente com o Mestre Arnauld, serão um dos poucos não franciscanos que nos contaram o que Francisco de Assis fez junto com Frei Iluminado no Egito em setembro de mil duzentos e dezenove (1219). O bispo de Vitry se dá tempo para falar de Francisco porque, entre outras coisas, os sacerdotes de da sua Cidade Acre estavam se tornando franciscanos.

No mundo franciscano, os acontecimentos de Francisco nos são contados em abundância por seus biógrafos. Eles não estavam lá como cronistas oculares; não eram os repórteres do oficialismo franciscano. Tomás de Celano, S. Boaventura, recolhem os testemunhos dos Frades que estiveram com Francisco nos diversos momentos de sua vida. Os cronistas cruzados nos falam da episódios da vida do um homem raro de mais uma agnota de guerra. Os biógrafos franciscanos nos falam sobre o frade que era o irmão e pai fundador da Ordem; que já havia morrido e, ao mesmo tempo, já era venerado como um grande santo. Em todos estes acontecimentos escondia-se um mistério Divino que nos faz compreender o desígnio da Providência de Deus em todos estes eventos da viagem de Francisco.

Todos os cronistas e biógrafos nos dizem que, mais ou menos em meados de setembro de mil duzentos e dezenove (1219), Francisco pediu ao Delegado Pontifício, o Cardeal espanhol Juan Pelagio, permissão para passar pelas frentes de batalha, para ir e encontrar o Sultão al-Kamil, rei do Egito e feroz inimigo do mundo cristão. Dizem que Francisco junto com Frei Iluminado conseguiram passar os as frentes inimigas, que foram maltratados, mas ao final foram conduzidos são e salvos para se encontrarem com sultão de Egito. E, podemos pensar: lá estavam dois loucos de Deus, vestidos com um saco em forma de cruz, diante do homem mais poderoso do Islam. E ali estiveram, sem serem vistos por ninguém que podia fazer notícias, ignorados pelos cronistas, simplesmente por serem unos loucos, mas loucos que chamaram a atenção e curiosidade do Sultão.

Dizem-nos que Francisco anunciou Cristo abertamente a Malik al-Kamil como salvador e verdadeiro Deus, afinque o rei se convertesse e viesse a salvar a sua alma. Esta era notícia que o porta-voz de Cristo anunciava ao Sultão. O Sultão prestou atenção no que dizia Francisco e movido de surpresa que um inimigo arriscasse a própria vida para salvar a sua.
Embora este Sultão estivesse cheio de admiração pela rendição de Francisco, ele não se converteu, nem matou os cristãos que segundo sua lei deveriam morrer porque proclamavam uma doutrina diferente da fé do seu reino. Depois de algum tempo com o Sultão, Francisco foi levado em segurança para o acampamento dos Cruzados. Francisco não foi um mártir, não conseguiu a conversão do Sultão, não foi notícia para muitos. Deus, na sua providência, recompensaria o amor do seu servo. E não deixaria que este fato do encontro de Francisco com o Sultão ficasse como uma página, ignorada pelas agências de notícias da história da humanidade.

Francisco deixa Damieta a suas espadas, com uma sensação que seus planos tivessem fracassados, e fica em São João de Acre, na Terra Santa, até o início de mil duzentos e vinte (1220). Quem sabe, quem poderia dizer a sensação e a curiosidade das pessoas daquela Cidade sobre Francisco, depois de vê-lo voltar vivo do encontro do Sultão? Nunca saberemos este sentimento que, Francisco, sempre carregará em seu coração depois de ter conhecido o Sultão, nem o que o Sultão sentiu em si mesmo por Francisco. As notícias, as revistas de celebridades da época não nos podiam contar. Só nos atreveremos a dizer que este fato será notícia no cristianismo muitos anos depois.

Francisco regressa a Itália, talvez com um certo sentimento de fracasso. Neste fracasso do martírio, parece que Deus começa uma nova obra pela sua providência oculta a sabedoria humana. Francisco e o Sultão foram fundamentais para este plano. As Florezinhas dizem-nos que o Sultão deus a Francisco e a todos os irmãos vestidos com a corda como ele, uma permissão especial para se moverem por todos os seus territórios. E aqui nestes fatos vemos e encontramos uma semente que germinara na Terra Santa. Francisco vai embora, mas ficam na missão os irmãos mais valiosos. Estes começaram a mover-se por todos os territórios do Sultão, recordando sempre essa permissão especial de Malik al-Kamil concedida a Francisco. A partir desse momento, os Frades Menores deslocar-se-ão pelos territórios do Oriente Médio. Lá ficaram e viveram segundo lhes virá indicado por capítulo da Regra que Francisco escreveu especialmente depois da viagem ao Egito para todos os Frades que viveram em terras islâmicas.

Posteriormente, o número de frades no Oriente Médio aumenta com os conventos e as atividades. Nos séculos quatorze (XIV) e quinze (XV), os Frades Menores recuperaram o Santo Sepulcro, a Gruta de Belém, o Santo Cenáculo e o Túmulo de Maria. Nestes tempos a província da Terra Santa será dividida em Custódias, entre as quais, as Custódias da Síria, Armênia e Terra Santa. Os Frades Menores têm residências estáveis principalmente nas cidades portuárias com forte presença de Veneza, Gênova, Aragão e França, nos conventos localizados em Alexandria, Gaza, Trípoli, Larnaca, Famagusta e Rodas. A atividade missionária estender-se-á à Armênia Menor, à Síria, ao Líbano, ao Egito e à atual Palestina e Israel. O Papa Clemente VI, em mil trezentos e quarenta e dois (1342), instituirá a Custódia da Terra Santa, a fim de representar a Igreja Católica na Terra Santa, para a manutenção e cuidado dos Lugares Santos e a assistência aos peregrinos. Em mil quinhentos e cinquenta e um (1551), depois da expulsão do Convento do Monte Sião e da expropriação do Santo Cenáculo, começaram a formar-se as primeiras paróquias latinas em Jerusalém, Belém, Chipre, Alepo e Nazaré chegando ao atual número de vinte e três (23) Paróquias. As escolas foram formadas por causa da necessidade de educar as crianças sobretudo na fé cristã. A primeira escola da Terra Sana data de mim quinhentos e noventa e oito (1598) em Belém. Pouco a pouco aumentou o número de conventos, a atividade dos frades e o número de cristãos católicos. Assim, no final do século dezenove (XIX), encontramos uma província franciscana com um número considerável de frades e conventos enraizados no território e na cultura da Terra Santa, que se estende das águas do Nilo às montanhas da Anatólia, desde as ilhas gregas até o Jordão.

No final do século dezenove (XIX), a mudança institucional do Império Otomano abriu a possibilidade de reconstruir muitos dos santuários que a Custódia da Terra Santa havia recuperado em sua presença secular. Estes santuários são muitos dos setenta (70) santuários que hoje podemos visitar na Terra Santa. A mesma situação política favoreceu o aumento do número de escolas na Terra Santa. Atualmente, nas treze (13) escolas da Terra Santa estudam cerca de doze mil e quinhentos (12.500) alunos. Nestas escolas, mais do que em qualquer outro lugar, se educa ao respeito do ser humano por aquilo que é imagem e semelhança de Deus. No acolhimento do outro, é perpetuada dia após dia, educando para que todos possam aceitar e conviver bem com a diversidade dos credos ali presentes. Em todas as escolas da Terra Santa, católicos, ortodoxos e muçulmanos estudam da mesma maneira. A esta louvável ação educativa se somam as bolsas de estudos que a Custódia da Terra Santa oferece aos jovens para que façam seus estudos superiores.
No início de mil novecentos (1900) foi fundada no convento da Flagelação de Jerusalém, o Studium Biblicum Francescanum, que é hoje a Faculdade de Estudos Bíblicos e Arqueologia, uma casa de estudo conhecida hoje pelos grandes professores de arqueologia cristã da Terra Santa. Os modernos meios de navegação, especialmente os navios a vapor, favoreceram o aumento das peregrinações à Terra Santa. Assim foram reestruturadas as casas antigas para peregrinos, chamadas Casa Nova, de Belém, Jerusalém e Nazaré, o Monte Tabor, Tiberíades, Ain Karem e Damasco. Hoje, junto com eles, há novas estruturas para acolher grupos de jovens em Jerusalém, Jerico, Cafarnaum e Tabga.

Junto com as obras sociais, em favor da população árabe-cristã local, sempre crescente até meados do século vinte (XX), os frades inventaram o trabalho das casas. Para cuidar das populações locais, os Frades da Custódia compraram propriedades nas principais cidades onde havia paróquias para hospedar os cristãos locais. Muitas vezes os cristãos não podiam ter livremente as suas propriedades para viver. Hoje as casas só em Jerusalém chegam a quinhentas sem contar, as casas de Belém e as de outras regiões.

A fim de manter economicamente as obras da Custódia da Terra, a Santa Sé e os reinos católicos europeus, como Espanha, Portugal, França, Veneza, Nápoles e outros, criaram os Comissariados da Terra Santa a partir de meados do século dezesseis (XVI). Atualmente, os Comissariados estão distribuídos em setenta e um (71) países. Eles têm a função principal de promover e guardar a coleção pontifícia da Sexta-feira Santa Pro Terra Santa, tornar conhecida a Terra Santa, promover a ajuda aos lugares santos e acompanhar as peregrinações na Terra Santa. Além dos comissários, a Custódia tem duas fundações e uma ONG.

Oitocentos anos depois daquele encontro de São Francisco com o Sultão, quis a providência que a semente do fracassado martírio de Francisco, nascesse uma grande árvore chamada Custódia da Terra Santa. Esta árvore é conhecida apenas como o desígnio da sabedoria de Deus, Francisco nem sequer pensou nisso. Hoje, esta árvore está cheia de frutos, cultivados pela providente mão de Deus. Seu fruto mais precioso é o resgate dos santuários cristãos para o culto da cristandade. Os seus ramos são os da paz, do respeito e da compreensão. As suas raízes fortes são a fé, a tenacidade, a esperança e a caridade cristã. Hoje, a árvore da presença franciscana na Terra Santa conta com os trezentos (300) Frades Menores da Custódia e os cem (100) Frades Menores de Egito, que juntos continuam o trabalho dos primeiros Franciscanos que chegaram desarmados de espadas entre os cruzados. Lá estão eles, mudos e silenciosos para o mundo, perpetuando o passar do tempo a ação do Espírito em sua igreja. Aqui, Hic, na Terra Santa estão sem dar notícias. Assim foram todos os que viveram por amor à Terra Santa. Hoje assim seguem prestando um constante e silencioso serviço as pedras vivas que são os irmãos presentes na ferida Síria. Os Custódios das pedras da memória e das pedras vivas continuam depois de oitocentos (800) anos de vida, procurando ser fiéis a vocação recebida procurando imitar o excessivo amor de Francisco por Cristo pobre e crucificado; vivem cada dia confiando na ação providencial do Pai Onipotente, despreocupando-se totalmente estar entre as páginas das melhores notícias do dia….

Fr. Marcelo Ariel Cichinelli, ofm
Moderador da Formação Permanete
Discreto da Terra Santa
Guardião do Convento de São Salavador da Custódia da Terra Santa

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Ajudemos a Terra Santa, a Terra de Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/ajudemos-a-terra-santa-a-terra-de-jesus/ Fri, 19 Apr 2019 11:18:30 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54559 Convido você a ajudar as pessoas da Terra de Jesus, especialmente nossos irmãos cristãos. Participe da “Coleta para a Terra Santa” seguindo as orientações dos Párocos de nossa Diocese.

A Congregação para as Igrejas Orientais, departamento que auxilia o Papa no cuidado para com os fieis das Igrejas orientais católicas, nos explica algo sobre esta coleta. Ela “nasceu da vontade dos Papas de manter forte a ligação entre todos os Cristãos do mundo e os Lugares Santos. A Coleta, que tradicionalmente é recolhida na Sexta-feira Santa, é a principal fonte para o sustento das atividades desenvolvidas nos Lugares Santos” como: cuidar destes lugares, “as pedras da memória, e favorecer a presença cristã, as pedras vivas da Terra Santa, por meio de tantas atividades de solidariedade, por exemplo a manutenção das estruturas pastorais, educativas, assistenciais, saúde e sociais”.

Os territórios beneficiados são: Jerusalém, Palestina, Israel, Jordânia, Chipre, Síria, Líbano, Egito, Etiópia, Eritréia, Turquia, Irã e Iraque.
Participe!

Pe. Francisco Agamenilton
Administrador Diocesano de Uruaçu

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Cardeal destaca a importância da tradicional coleta para a Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-destaca-a-importancia-da-tradicional-coleta-para-a-terra-santa/ Tue, 13 Mar 2018 07:49:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51243 O Vaticano divulgou nesta segunda-feira, 12, carta do Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, sobre a importância da tradicional coleta para a Terra Santa realizada toda Sexta-feira Santa do tempo quaresmal. O valor arrecadado nesta data, em todas as Igrejas no mundo, será enviado integralmente para a Terra Santa e o Oriente Médio.

“Um tempo por excelência para nos tornarmos mais próximos dos outros através das obras de caridade, considerando que o caminho quaresmal não é um ato solitário, mas sim um itinerário de solidariedade no qual cada um é chamado a abeirar-se, como o fez o Bom Samaritano, colocando-se ao lado dos irmãos que têm dificuldades em levantar-se e a retomar a estrada por múltiplas razões”, suscitou Dom Sandre.

O cardeal relembrou a realidade das milhares de pessoas no Oriente Médio privadas de tudo, até o limite da própria dignidade, e convidou cristãos de todo mundo a olhar com amor e caridade à orientais e também à Igreja no Oriente. A Terra Santa é o lugar onde se conserva, após 2.000 anos, a memória de Jesus Cristo. Dom Sandre reforça a necessidade de edificar a Igreja da Terra Santa, em especial, a Basílica da Natividade, em Belém, e a Basílica do Santo Sepulcro, além das pedras vivas – os fiéis cristãos.

Sobre os projetos e obras na Terra Santa

Segundo Dom Sandre, a comunidade católica no Oriente Médio vive a fé em um contexto multirreligioso, político, social e cultural. Apesar dos desafios e inseguranças, o cardeal informa: as paróquias locais continuam a fazer o trabalho pastoral, dando atenção preferencial aos pobres.

“As escolas são lugares de formação e encontro entre cristãos e muçulmanos, esperando, contra toda a esperança, um futuro de respeito e de colaboração. Os hospitais e os ambulatórios, os hospícios e os centros de encontro continuam a acolher doentes e necessitados, deslocados e refugiados, pessoas de todas as idades e religiões que foram atingidas com o horror da guerra”, comentou o cardeal.

Além das realidades locais, Dom Sandri aponta a presença das milhares de famílias, crianças e jovens, que após escaparem da guerra na Síria e no Iraque, apelam à generosidade da comunidade católica para retomarem a vida estudantil – sinônimo de sonhos e futuro melhor. “Os rostos destas pessoas interrogam-nos sobre o sentido do ser cristão, as suas vidas em extrema dificuldade inspiram-nos”.

Nos dias de preparação para a Páscoa, o cardeal convida os fiéis de todo o mundo a retomarem as peregrinações à Terra Santa. De acordo com Dom Sandri, a atitude, além de propiciar o aprofundamento na fé, ajuda na sobrevivência de milhares de famílias. “Convido-vos fraternalmente a empenhar-vos em vencer o ódio com o amor, a tristeza com a alegria, rezando e trabalhando, para que a paz habite no coração de cada pessoa, especialmente no dos nossos irmãos da Terra Santa e do Médio Oriente”.

A carta do Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais foi redigida no dia 14 de fevereiro, quarta-feira de cinzas, e saudou bispos, sacerdotes, consagrados e fiéis empenhados na constante conquista da coleta da Sexta-feira Santa.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Catequese e apelo à paz na Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/catequese-e-apelo-a-paz-na-terra-santa/ Wed, 06 Dec 2017 12:53:23 +0000 http://teste.toqueto.com/catequese-e-apelo-a-paz-na-terra-santa.html A catequese do Papa Francisco na Audiência Geral na manhã de hoje, foi dedicada à sua recente viagem apostólica a Mianmar e Bangladesh, entre os dias 25 de novembro e 2 de dezembro.

Como de costume, depois de cada viagem internacional, o Pontífice fez um balanço da visita apostólica a estes dois países da Ásia e revisou os momentos mais importantes.

Mianmar

“Nos rostos daqueles jovens vi o futuro da Ásia: um futuro que não será de quem constrói armas, mas de quem semeia fraternidade”, disse o Papa ao falar do primeiro país que visitou.

Francisco recordou que esta foi a primeira vez que um Papa visitava Mianmar, algo possível graças “às relações diplomáticas estabelecidas entre este país e a Santa Sé”.

“Quis expressar a proximidade de Cristo e da Igreja a um povo que sofreu por causa de conflitos e repressões, e que agora está lentamente caminhando rumo a uma nova condição de paz e liberdade”.

O Papa também recordou que é um país no qual “a religião budista está fortemente enraizada, com seus princípios espirituais e éticos, os cristãos estão presentes como pequeno rebanho e fermento do Reino de Deus”, os quais ele “confirmou na fé”.

Francisco mencionou as duas Missas que presidiu em Mianmar. A primeira em Yangun, e a segunda dedicada aos jovens: “um sinal de esperança e um presente especial da Virgem Maria, na catedral dedicada a ela”.

Além disso, contou que naquele dia abençoou as primeiras pedras das 16 igrejas, do seminário e da nunciatura.

Também destacou a importância das suas reuniões com as autoridades políticas do país para “os esforços de pacificação e auspiciando que todos os membros da nação, ninguém excluído, possam cooperar neste processo no respeito recíproco”.

Sobre o seu encontro com comunidades religiosas, manifestou “a confiança de que cristãos e budistas possam juntos ajudar as pessoas a amar Deus e o próximo, rejeitando toda violência e opondo-se ao mal com o bem”.

Bangladesh

Depois de Mianmar, ele viajou a Bangladesh, cujo país tem uma população maiormente muçulmana, de modo que a sua visita “marcou um passo ulterior em favor do respeito e do diálogo entre o cristianismo e o islamismo”.

Francisco expressou em particular “a solidariedade ao país em seu empenho em socorrer os refugiados rohingya, que confluíram em massa ao território bengalês, onde a densidade da população já é uma das mais altas do mundo”.

O Bispo de Roma também mencionou a missa em Daca, na qual ordenou 16 sacerdotes, “um dos eventos mais significativos e alegres durante a sua viagem”.

Por outro lado, “incentivaram os bispos do país no seu trabalho generoso pelas famílias, pelos pobres, pela educação, o diálogo e a paz social”.

“Em Daca, vivemos um grande momento de diálogo inter-religioso e ecumênico no qual sublinhei a importância da abertura do coração como base para a cultura do encontro, da harmonia e da paz”.

Além disso, mencionou a sua visita à Casa Madre Teresa das Missionárias da Caridade, “onde a santa permaneceu quando estava em Daca e que acolhe inúmeros órfãos e pessoas com deficiência. Onde as irmãs vivem todos os dias a oração de adoração e o serviço a Cristo pobre e que sofre”.

Finalmente, o encontro com jovens “rico de testemunhos, cantos e danças”. “Uma celebração que manifestou a alegria do evangelho acolhido por essa cultura; uma alegria fecundada pelos sacrifícios de tantos missionários, de tantos catequistas e sacerdotes cristãos”.

***

A situação que se vive na Terra Santa durante os últimos dias, fez com que o Papa Francisco fizesse um novo apelo à paz e ao respeito à Cidade Santa de Jerusalém.

“Não posso silenciar a minha profunda preocupação pela situação que se criou nos últimos dias e, ao mesmo tempo, dirigir um forte apelo para que seja compromisso de todos respeitarem o status quo da cidade, em conformidade com as pertinentes Resoluções das Nações Unidas”, disse o Pontífice no final da Audiência Geral.

O Pontífice também assinalou que “Jerusalém é uma cidade única, sagrada para os judeus, os cristãos e os muçulmanos, que nela veneram os Locais Santos das respectivas religiões, e tem uma vocação especial à paz”.

“Peço ao Senhor que esta identidade seja preservada e reforçada em benefício da Terra Santa, do Oriente Médio e do mundo inteiro e que prevaleçam sabedoria e prudência, para evitar acrescentar novos elementos de tensão num panorama mundial já turbulento e marcado por inúmeros e conflitos cruéis”.

Uma nova crise em Israel teve início nos últimos dias devido ao projeto do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou o desejo de transladar a embaixada do seu país de Tel Aviv a Jerusalém. Isso implica o reconhecimento americano da Cidade Santa como capital de Israel, o qual provoca grandes controvérsias.

O estatuto de Jerusalém é um tema fundamental no conflito entre Israel e Palestina, e ambos os lados reivindicam a cidade como sua capital.

Em outubro deste ano, o Papa Francisco defendeu o status quo de Jerusalém e afirmou que é uma “cidade santa onde todos devem poder viver em paz”.

Durante anos, os presidentes americanos deixaram a sede diplomática em Tel Aviv, como a maioria das nações do mundo, e não quiseram translada-la a Jerusalém.

A palestina e grande parte do mundo árabe e muçulmano não aceita que seja capital israelense porque, além do tema territorial que está sendo disputado, em Jerusalém também está o terceiro lugar mais sagrado do Islã, a Mesquita Al Aqsa.

Por Redação, com ACI Digital

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Na Terra Santa, Cardeal Sandri recorda êxodo de cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-terra-santa-cardeal-sandri-recorda-exodo-de-cristaos/ Fri, 20 Oct 2017 11:09:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49110 Os fiéis da Igreja greco-melquita experimentaram o drama que “há muitos anos aflige a Síria e outras áreas do Oriente Médio” por causa do sofrimento “infligido também, ou em certos casos, somente por causa do nome de Jesus”.

Foi o que sublinhou em Haifa o Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, durante o encontro com os sacerdotes da Arquieparquia de Akka dos greco-melquitas.

Êxodo dos inocentes

Na segunda e terceira etapa da viagem que está realizando à Terra Santa, o purpurado quis recordar o êxodo de milhares de pessoas obrigadas a fugir e a deixar o que tinham, porque, como a Santa Sagrada Família em Belém, não havia lugar para eles. Mas “esta vez não na hospedaria, mas naquela que até poucas horas antes era a própria casa”.

O sofrimento inocente do povo cristão – comentou o Cardeal –  que “em certos casos chegou até mesmo a um verdadeiro martírio, por meio de sequestros ou até mesmo a tortura e a morte”, pela graça do Senhor “torna-se um tesouro de graça para a Igreja inteira, que lava as próprias vestes – às vezes cheias de pó – no sangue do Cordeiro Imolado”.

O Prefeito, depois, observou como existe uma “participação cotidiana e consciente possível para cada um de nós na obra de edificação e santificação da Igreja”, que passa pelos “nossos “sim” cotidianos, ao Senhor antes de tudo, por meio da oração, a celebração dos Sacramentos”,  e pelos “nossos “sim” aos irmãos, graças ao ministério da caridade”.

Uma solidariedade concreta pelos mais pobres no sentido material, mas também “pela pobreza interior com que se pode entra em contato”.

Nos países do Ocidente, esta é representada por um estilo de vida “como se Deus não existisse”, enquanto no Oriente poderia existir “o risco de uma pertença confessional forte – “sou cristão, sou católico, sou melquita, armênio, latino, caldeu” – que em alguns casos leva “a viver com um coração e um estilo não exatamente desejoso de um sincero estilo evangélico nas relações internas às comunidades ou com as outras comunidades, entre nós padres, entre nós e o bispo”.

Monte Carmelo

Sucessivamente, o Cardeal visitou a Igreja do Monte Carmelo, onde rezou na gruta do Profeta Elias e encontrou a comunidade das Carmelitas Descalças, provenientes da Terra Santa, da Itália, do Peru, de Madagascar e de outros países.

O purpurado deteve-se por um momento em partilha com as religiosas, confiando às suas orações as intenções do Papa Francisco, pela Igreja, e especialmente pelo Oriente Médio.

Nazaré

Após, deslocou-se até Nazaré, junto à Basílica da Anunciação, onde foi acolhido Reitor e Guardião da Basílica da Anunciação, Bruno Varriano e pela comunidade.

O purpurado celebrou Missa em uma capela próxima à gruta da Anunciação, onde recordou o Fiat de Maria e o grande mistério que naquele local é contemplado, detendo-se, em particular, na recordação do Beato Paulo VI.

“Em Nazaré – disse o Cardeal – o sim de Maria foi preparado no silêncio, e no silencio foi guardado o mistério da encarnação, do crescimento de Jesus no escondimento”.

Disto, o convite à sociedade e à Igreja , em meio ao “barulho da comunicação que invade os nossos dias”, a encontrar “o silêncio como lugar fecundo do qual nasce a vida verdadeira e autêntica”.

Por Rádio Vaticano

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Papa encoraja franciscanos que celebram 800 anos na Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-encoraja-franciscanos-que-celebram-800-anos-na-terra-santa/ Tue, 17 Oct 2017 13:12:33 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-encoraja-franciscanos-que-celebram-800-anos-na-terra-santa.html Os franciscanos estão celebrando 800 anos de presença na Terra Santa. Diante da festividade, o Papa Francisco enviou uma carta ao Custódio da Terra Santa, padre Francesco Patton, O.F.M., encorajando os franciscanos a perseveraram neste trabalho a favor sobretudo dos mais pobres, dos jovens, idosos e enfermos. 

Obedientes à Ordem aberta por São Francisco em 1217, de dimensão “missionária e universal”, os franciscanos — como os primeiros frades da congregação — seguem como testemunhas de fé, de fraternidade e de paz em todas as nações. Francisco os qualificou como missionários que vivem concretamente no cotidiano as obras de misericórdia.

Segundo o Santo Padre, os franciscanos são simples e pobres, assíduos na contemplação e na oração, e empenhados também no presente, em viver na Terra Santa ao lado de irmãos de diferentes culturas, etnias e religiões, semeando paz, fraternidade e respeito. “Não quero esquecer, além da custódia e da animação dos Santuários, o seu empenho a serviço da comunidade eclesial local”, lembrou Francisco.

O Papa também renovou o mandato pontifício, unindo-se assim aos seus antecessores, a partir de Clemente VI, que com a “Bula Gratias Agimus”, documento do Papa Gregório IX, confiou aos franciscanos a custódia dos Lugares Santos.

Ao fim da mensagem, o Santo Padre citou a exortação de Francisco de Assis aos irmãos pelo mundo: “Não brigar e evitar as disputas de palavras; não julgar os outros, (…) ser mansos, pacíficos e modestos, falando honestamente com todos”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Dom Pizzaballa: salvação do cristianismo será o estar radicado em Cristo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-pizzaballa-salvacao-do-cristianismo-sera-o-estar-radicado-em-cristo/ Tue, 29 Aug 2017 10:22:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48179 “O Oriente Médio encontra-se totalmente fragmentado, as guerras dizimaram as populações, a presença cristã foi reduzida a números decimais. Na Síria, onde a guerra parece caminhar para o fim, o maior desafio é convencer as pessoas a voltar, a entrar novamente em suas casas. Mas as perspectivas são incertas, as vidas devem ser construídas, nada será como antes. Há iniciativas louváveis levadas adiante pelas Igrejas locais, pelos franciscanos, pelos jesuítas, pelos salesianos. Mas não basta. Muitos cristãos esperam emigrar definitivamente, como testemunham tantos jovens iraquianos deslocados com os quais tipo oportunidade de falar.”

Foi o que disse o administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, durante pronunciamento no Encontro de Rimini – centro-norte da Itália – concluído no último sábado (26/08).

Para o religioso franciscano “não basta reconstruir, é preciso dar uma orientação. Ligar nossa esperança e nosso futuro a soluções políticas ou sociais criará somente frustração”, acrescentou o administrador apostólico citando as palavras de um jovem palestino que havia encontrado.

Testemunhar o belo, o bom e o verdadeiro que existe no Evangelho e na Tradição

“Aquilo que salvará o cristianismo será o estar radicado em Cristo. Os cristãos são chamados a evangelizar e a testemunhar o belo, o bom e o verdadeiro que existe no Evangelho e na Tradição, sem lamentar-se por aquilo que foi perdido.”

Cristo é o que de melhor se pode encontrar

“É preciso ser capazes de um anúncio compreensível e atraente. Não se pode falar de valores cristãos sem dizer que Cristo é o que se pode encontrar de melhor”, explicou o arcebispo.

“Nada de muros que separam porque não há nada que não possa ser valorizado pela experiência do Evangelho”. Que é uma experiência “grande” porque “é desejo de esperança”. “Nossos pais com esse desejo construíram catedrais e fizeram tudo aquilo que vemos.”

Reconhecer a glória de Deus no cotidiano

Aquilo que fazemos deve ser caracterizado pelo estilo cristão com um anúncio e uma proposta que encontrará expressão na vida civil, social, política e econômica. É o modo cristão de dizer que Cristo se fez homem. Reconhecer a glória de Deus no cotidiano. O que conta é a transmissão do desejo de uma geração para a outra.

O homem dos nossos dias espera essa tal ‘boa nova’

Portanto, recordar “não por saudade, mas para despertar o desejo. É o modo com o qual nossos pais testemunharam que se pode viver com estímulo, com satisfação”. E precisa encontrar os modos para comunicar a beleza, “porque o homem contemporâneo, inconscientemente, está esperando essa tal ‘boa nova’, que o revela a si mesmo”, afirmou ainda o administrador do Patriarcado Latino de Jerusalém.

Por Rádio Vaticano

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Jerusalém: achado confirma passagem bíblica https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/jerusalem-achado-confirma-passagem-biblica/ Fri, 11 Aug 2017 09:29:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47810 Arqueólogos que escavavam por Jerusalém descobriram artefatos queimados que datam de 2.600 anos atrás – provando a veracidade de uma passagem bíblica.

Os pesquisadores descobriram madeira carbonizada, sementes de uva, espinhas de peixes, ossos e cerâmica, ao escavar a Cidade de Davi, em Jerusalém. Os achados fornecem evidências de que os babilônios “queimaram todas as casas de Jerusalém”, como descrito no livro de Jeremias.

Os pesquisadores do Israel Antiquities Authority descobriram os artefatos sob camadas de rocha na Cidade de Davi – juntamente com frascos com lacres que permitiram que os pesquisadores datassem os artefatos.

“Esses lacres são característicos do final do Período do Primeiro Templo”’, disse Dr. Joe Uziel, do Israel Antiquities Authority. “Eles eram usados pelo sistema administrativo que se desenvolveu no final da dinastia judaica”.

Os danos causados pelo fogo ocorreram há 2.600 anos, o que se assemelha com eventos descritos pela Bíblia. O livro de Jeremias diz: “Hoje, no sétimo dia do quinto mês, décimo nono ano do rei Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzaradã o capitão da guarda, um servo do rei da Babilônia, veio até Jerusalém. Ele queimou a casa do Senhor, a casa do rei e todas as casas de Jerusalém. Todas as grandes casas foram queimadas pelo fogo”.

Por Rádio Vaticano

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Arqueólogos podem ter descoberto cidade de Pedro, André e Filipe https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arqueologos-podem-ter-descoberto-cidade-de-pedro-andre-e-filipe/ Tue, 08 Aug 2017 12:57:34 +0000 http://teste.toqueto.com/arqueologos-podem-ter-descoberto-cidade-de-pedro-andre-e-filipe.html Arqueólogos acreditam ter encontrado a cidade romana perdida de Julias, terra dos três apóstolos de Jesus: Pedro, André e Filipe. A descoberta foi feita na margem norte do Mar da Galileia, na Reserva Natural do Vale de Betsaida.

“Filipe era natural de Betsaida, cidade de André e Pedro”; “Estes se aproximaram de Filipe (aquele de Betsaida da Galileia)” 
João 1,44:  (João 1,44; 12,21).

Peça chave: Casa de banho estilo romano

A peça chave da descoberta é uma casa de banho no estilo romano. Por si só, isto já indicaria que existiu uma verdadeira cidade no local e não apenas uma vila de pescadores, declarou ao jornal israelense Haaretz o Dr. Mordechai Aviam, do Kinerret College.

Ninguém além do historiador Josephus Flavius – de fato a única fonte que descreve a existência desta cidade –  escreveu que o Rei judeu Herodes Filipe, filho do rei vassalo Herodes, o Grande, transformou Betsaida – que era uma vila de pescadores judeus – em uma “polis” romana (Ant. 18:28. Embora seja construído sobre Betsaida, ou por isso, permanece desconhecido).

Josephus relatou que o rei havia promovido Betsaida de uma aldeia para uma polis, uma verdadeira cidade, “afirma meticulosamente Aviam.” Ele não disse que tinha sido construído “em”, ou “ao lado”, ou “embaixo dela”. E, de fato, durante todo esse tempo, não sabemos onde foi. Mas a casa de banho atesta a existência da cultura urbana”.

A cidade de Julias

A cidade recebeu o nome de “Julias” em homenagem à Julia Augusta, mãe do Imperador Romano Tiberius, que antes de se casar era chamada de Livia Drusilla.

O próprio Josephus assumiria a responsabilidade pelo fortalecimento das defesas de Betsaida (conforme ele mesmo relatou) antes da Grande Revolta Judaica contra Roma que começou em 67 d.C., e acabaria em desastre para os judeus em 70 d.C. O próprio Josephus afirmou ter sido ferido na batalha em um pântano próximo a Julias (Vida 399-403).

Na verdade, existem três locais que poderiam ser a cidade de Julias: este, chamado el-Araj e dois sítios próximos ao lago.

Depois de encontrar de forma inesperada a casa do banho e outros vestígios da era romana, abaixo das ruínas bizantinas (anteriormente conhecidas) do local, os arqueólogos acreditam que este sítio, no delta do Rio Jordão, na margem norte do mar da Galiléia, seja o candidato mais forte .

O que os arqueólogos encontraram em el-Araj é uma camada mais antiga que data do período romano tardio, do 1 ° ao 3 ° século C.E., dois metros abaixo da camada bizantina.

Essa camada romana continha blocos de cerâmica dos séculos I ao III, C.E., um mosaico e os restos da casa de banho. Foram encontradas ainda duas moedas, uma moeda de bronze do final do século II e um denário de prata com a efígie do Imperador Nero do ano 65-66 d.C.

Vestígios de uma antiga igreja?

Os escavadores também encontraram paredes com verdadeiros tesouros de vidro dourado para um mosaico, uma indicação da existência de  uma rica e importante igreja.

Willibald, o Bispo de Eichstätt na Baviera, visitou a Terra Santa em 725 d.C., e em seu itinerário, ele descreve sua visita a uma igreja em Betsaida que foi construída sobre a casa de Pedro e André. Pode ser que as escavações atuais tragam maiores evidências sobre a existência desta igreja, dizem os arqueólogos.

Um argumento chave a favor de el-Araj ser Julia, reside em um erro de cálculo sobre o nível do Mar da Galiléia, apontam os arqueólogos.

A camada romana descoberta está a 211 metros abaixo do nível do mar. O nível do lago era evidentemente mais baixo do que se pensava anteriormente, “e el-Araj certamente não estava debaixo de água no período romano”, afirmam.

Os geólogos Prof. Noam Greenbaum da Universidade de Haifa e o Dr. Nati Bergman do Laboratório Limnológico de Yigal Alon Kinneret estudaram as camadas do local e concluíram que o sítio estava coberto de lama e argila que eram transportadas pelo rio Jordão no período do Império Romano Tardio, o que corresponde a uma lacuna no material remanescente do período aproximado entre 250 d.C. a 350 d.C.

Mais tarde, no período bizantino, o sítio foi aterrado, concluem os arqueólogos.

Assim, a continuidade nas escavações pode revelar novas descobertas.

Por Rádio Vaticano

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Cardeal Sandri faz apelo por Coleta em favor da Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-sandri-faz-apelo-por-coleta-em-favor-da-terra-santa/ Wed, 05 Apr 2017 09:14:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45325 “Faço apelo à nossa comum humanidade, à fé cristã que nos une em Cristo, a fim de que sejais verdadeiramente generosos e possais contribuir para a paz na região de Jesus, a Terra Santa, tornando-vos protagonistas e construtores deste mundo.”

Esse é o convite do prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, aos fiéis do mundo inteiro em vista da próxima Coleta em favor da Terra Santa que, por tradição, acontece na Sexta-Feira Santa. Este ano, no dia 14 de abril.

Proximidade aos lugares santos

Em entrevista concedida à Sir, o cardeal argentino recorda a importância da custódia e da manutenção dos Lugares Santos que são um acercamento, para nós que cremos ser ter visto, para fazer-se fisicamente próximos do Salvador, Filho de Deus”.

Diante dos fatos que se verificam nesta região atormentada do mundo, corre-se o risco de ver esses Lugares Santos “quase como se não fossem nossos, como se não tivéssemos nenhuma responsabilidade”, alertou Dom Sandri.

“Tornando-vos partícipes da Coleta em favor da Terra Santa, estais contribuindo pessoalmente para transformar esta realidade de guerra, de miséria, de terrorismo, de violência e de divisão. Não o façam outros, façais vós mesmos”, exortou.

Sobre a coleta

A “Coleta pela paz na Terra Santa” nasceu da vontade dos Papas de manter estreito e forte os laços entre todos os cristãos do mundo e os Lugares Santos.

Essa ajuda financeira é a fonte principal para a manutenção da vida que se vive em torno dos Lugares Santos; é também o instrumento que a Igreja utiliza para manter-se lado a lado das comunidades eclesiais do Oriente Médio.

Em tempos mais recentes o hoje Beato Papa Paulo VI, mediante a Exortação apostólica “Nobis in Animo”, de 25 de março de 1974, deu um impulso decisivo em favor da Terra Santa.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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