tempo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png tempo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Reflexão de Advento: "Cristo é o centro do meu tempo?" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reflexao-de-advento-cristo-e-o-centro-do-meu-tempo/ Fri, 22 Dec 2017 15:19:34 +0000 http://teste.toqueto.com/reflexao-de-advento-cristo-e-o-centro-do-meu-tempo.html Nesta sexta-feira (22/12), o Pregador capuchino Frei Raniero Cantalamessa propôs ao Papa Francisco e a seus colaboradores a sua segunda e última meditação do tempo de Advento.

Na capela Redemptoris Mater, no Vaticano, Frei Cantalamessa intitulou a reflexão “Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre”, iniciando-a com ‘a onipresença de Cristo no tempo’.

Cristo e o tempo

“Cristo, afirmou o pregador, está no mundo, mas não é do mundo; está na história e no tempo, mas transcende a história e o tempo. Não é uma presença abstrata e uniforme, pois atua de modo diferenciado nas diversas fases da história da salvação”.

Cristo: figura, evento e sacramento

“Ele está presente no Antigo Testamento como figura, está presente no Novo Testamento como evento e está presente no tempo da Igreja como sacramento. A figura anuncia, antecipa e prepara o evento, enquanto o sacramento o celebra, o torna presente, o atualiza e, em certo sentido, o prolonga”.  

A constatação de que Cristo é reconhecido como o pivô e o eixo do tempo não deve ser para um cristão um motivo de orgulho e triunfalismo, mas uma oportunidade para um exame de consciência. Frei Cantalamessa sugeriu as seguintes questões:

“Cristo também é o centro da minha vida, da minha pequena história pessoal? Do meutempo? Ele ocupa um lugar central apenas na teoria, ou também de fato?”

“Cristo não é apenas o centro, ou o baricentro, da história humana, aquele que, com a sua vinda, cria um antes e um depois no passar do tempo: Ele também é aquele que preenche todos os momentos deste tempo; é “a plenitude”, também no sentido ativo que enche de si a história da salvação: primeiro como figura, depois como evento e, finalmente, como sacramento.

O encontro que muda a vida

Conduzindo a reflexão ao plano pessoal, o capuchinho afirmou que isso significa que Cristo também deve preencher nosso tempo: “Preencher de Jesus mais instantes possíveis da própria vida não é um programa impossível, não é uma questão de passar todo o tempo pensando em Jesus, mas de “perceber” sua presença, abandonando-se à sua vontade”.

E mencionou um exemplo prático e vivido recentemente por ele mesmo, quando em uma viagem, ficou algum tempo sem conexão à internet até consegui-la, finalmente. “E o que é essa conexão em comparação com aquela que se realiza quando alguém se “conecta” pela fé com Jesus Ressuscitado e vivo? No primeiro caso, a pessoa se abre para um pobre e trágico mundo dos homens; aqui, a pessoa se abre ao mundo de Deus, porque Cristo é a porta, é o caminho que conduz à Trindade e ao infinito”.

Chegando à conclusão, o Frei afirmou:

“ Diante de Deus, o melhor momento da vida não é o mais cheio de possibilidades e atividades, mas o tempo mais repleto de Cristo porque esse já se insere na eternidade”.

Pensando já no que vem, quando os jovens estarão no centro da atenção da Igreja com o sínodo sobre “Os jovens e a fé”, propôs que os ajudemos “a preencher de Cristo a sua juventude, oferecendo-lhes o dom mais bonito”.

Por Vatican News

]]>
50268
O tempo passa… E o que estamos fazendo com ele? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-tempo-passa-e-o-que-estamos-fazendo-com-ele/ Thu, 06 Jul 2017 09:21:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47260 Nada há mais precioso que o tempo; e nada há que seja menos estimado e mais desprezado pelos mundanos. É o que fazia São Bernardo chorar: “Nihil pretiosius tempore, sed nihil vilius aestimatur”. Depois ele acrescenta: “Transeunt dies salutis” – Passam os dias oportunos para aceitar a salvação eterna e ninguém reflete que os dias que passam lhe são descontados para nunca mais voltarem.

Vê o jogador que gasta dias e noites no jogo. Se lhe perguntares: “Que estás fazendo?”, responderá: “Estou passando o tempo”. Vê o ocioso que se entretém horas inteiras nas ruas, a ver quem passa, ou as desperdiça em conversas indecentes ou inúteis. Se lhe perguntares: “Que estás fazendo?”, responder-te-á igualmente: “Procuro passar o tempo”. Pobres cegos, que desperdiçam tantos dias que não voltam mais!

Desdenhado tempo! Tu serás o que os mundanos desejarão mais na hora da morte!

Desejarão mais um ano, mais um mês, mais um dia, mas não o terão, e ouvirão dizer: “Tempus non erit amplius” – “Não haverá mais tempo”. Quanto não daria então cada um para ter uma semana a mais, um dia a mais, a fim de melhor ajustar as contas da consciência? Ainda que fosse apenas para obter uma única hora, diz São Lourenço Justiniano, cada um daria todos os seus bens! Mas essa hora não lhe será dada.

Ó meu Deus, dou-Vos graças por me concederdes o tempo para chorar os meus pecados e compensar pelo meu amor as ofensas que Vos fiz. Que seria de minha alma se me viessem agora anunciar a chegada de minha morte?

Exorta-nos o sábio a que nos lembremos de Deus e entremos em Sua graça antes que se nos apague a luz: “Memento Creatoris tui antequam tenebrescat sol et lumen” (Ecles 12, 1-2). Que tristeza, para um viajante, ver que errou o caminho quando já caiu a noite e não mais há tempo de reparar o engano! Tal será, na morte, a mágoa de quem tiver vivido muitos anos no mundo sem os empregar no serviço de Deus.

A consciência recordará então àquele homem descuidado o tempo que teve e que empregou em prejuízo da sua alma: todos os convites, todas as graças que recebeu de Deus para se santificar e que não quis aproveitar. Depois verá que lhe faltam os meios de fazer qualquer bem. Exclamará gemendo: “Como fui insensato! Ó tempo perdido! Ó vida perdida! Ó anos perdidos, durante os quais podia santificar-me e não o fiz! Agora já não há tempo…”. De que servirão, porém, estas lamentações e suspiros quando a cena já está no fim, quando a lâmpada está próxima de apagar-se e quando o mundo está próximo do momento terrível de que depende a eternidade?

Apressai-Vos, ó meu Jesus, apressai-Vos a me perdoar!

Que hei de esperar? Esperarei porventura até chegar ao cárcere eterno, onde com os outros réprobos teria de lamentar eternamente, dizendo “Finita est aestas” – “Findou-se o estio” (Jr 8, 20)?  Passou o tempo e não nos salvamos!

Não, meu Senhor, não quero mais resistir a vosso amoroso convite. Quem sabe se a presente meditação não é o último aviso que me dirigis? Ó Soberano Bem, pesa-me ter-Vos ofendido e Vos consagro todo o tempo de vida que me resta. Não quero mais causar-Vos desgostos; quero Vos amar sempre. Prometo-Vos que, toda vez que disto me lembrar, farei um ato de amor a fim de remir o tempo perdido. Dai-me a santa perseverança!

† Doce Coração de Maria, sede a minha salvação!

Santo Afonso, em “Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano – Tomo II”

Por Aleteia Brasil

]]>
47260
Tempo próprio https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/tempo-proprio/ Fri, 10 Feb 2017 10:08:44 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44315 Vivemos inseridos no tempo, caracterizado por estações, ritmos, festas. As estações com a subdivisão entre dia e noite é o próprio tempo que oferece. Os ritmos, isto é, a divisão em anos, meses, semanas, horas é fruto de convenção humana para marcar o tempo. As festas são expressão do modo como o ser humano se relaciona com esta realidade de desafiadora compreensão.

Os seres vivos possuem um tempo de desenvolvimento característico e um ritmo próprio. A estabilidade dos mesmos é dinâmica, resultado do equilíbrio ou da alternância constante de processos de degradação e de regeneração. O ser humano, por sua vez, pode criar, projetar-se e decidir por construir conscientemente algo novo. Ele pode ter o olhar voltado para o tempo futuro, o qual lhe permite sonhar.

No entanto, o ser humano sabe que o passado é o seu rosto mais autêntico e que lhe permite continuidade e significar o presente. O sentido do passado decorre da orientação para o futuro, para os fins que se escolhem, das possibilidades que se elegem como metas a atingir. No futuro projetamos os valores que iluminam a memória na seleção necessária entre o que há para esquecer e o que há para reter e recordar, enquanto significante e edificante para a vida social e pessoal. 

O ser humano se encontra embarcado na realidade do tempo, do qual ele não pode fugir. A compreensão do tempo expressa a finitude do ser humano. Por isso, o tempo é também marcado por simbolismo. O simbólico é onde a existência humana concreta encontra o seu enraizamento, equilíbrio e sentido.

Ao longo da história, cada cultura foi elaborando seus símbolos e ações simbólicas, destacando-se as etapas importantes existência humana. É o que se constata, por exemplo, com as festas de nascimento, aniversário, os ritos de passagem, casamento, morte etc. Os estados também possuem e promovem datas com seu simbolismo. Temos, assim, o dia da descoberta, da independência, das vitórias, da república, da bandeira.

Do mesmo modo, a sociedade civil cultiva etapas de tempo com seu simbolismo. Exemplos disso podem ser os tempos de férias e do carnaval.

As comunidades de fé possuem seus símbolos e cultivam suas ações simbólicas inseridas no tempo. A cultura ocidental é marcada por tais ações. Assim, se compreende o tempo da Páscoa e do Natal, com sua preparação, celebração e seus símbolos. Os símbolos se constituem numa linguagem cifrada das aspirações e dos ideais humanos. Eles sempre existiram e continuarão existindo. Eles são importantes para a vida e a cultura dos povos. 

Existem símbolos com significados profundos dentro de um determinado contexto histórico e cultural. Quando abraçados com ardor, manifestam e alimentam o respeito e despertam energias inesperadas. Há símbolos e tempos que tentam traduzir convicções e valores que se apresentam como indissociáveis para a sobrevivência de uma cultura.

Quando uma sociedade desconsidera a dimensão do simbólico e seus tempos, então se vulgariza tradição, cultura, arte. Um povo que desconsidera sua arte, cultura e tradição é um povo sem raízes, ficando a mercê de impressões genéricas e conformado ao politicamente correto.

A vulgarização do universo artístico e cultural de um povo é expressão de pouco respeito para com esse mesmo povo e suas tradições. Desconsiderar, por exemplo, o tempo da quaresma e vulgarizar o carnaval e seu tempo preocupam e fazem pensar. Até porque a existência humana não é um eterno carnaval!

Por Dom Jaime Spengler – Arcebispo de Porto Alegre (RS)

]]>
44315