Tempo Pascal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Tempo Pascal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “A alegria pascal se alicerça na fé que dá novo alento no cotidiano” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/alegria-pascal-se-alicerca-na-fe-que-da-novo-alento-no-cotidiano/ Tue, 03 Apr 2018 04:20:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51734 Para o povo cristão, a Páscoa é a ‘festas das festas’, ponto de partida de sua caminhada de fé no Senhor morto e ressuscitado. Nesta época a liturgia reflete, em suas celebrações, a convicção de fé e dá um destaque muito grande ao evento que é celebrado por cinquenta dias: o tempo pascal. O bispo de Livramento e presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol falou ao portal da CNBB sobre a unidade desse tempo e a continuidade da celebração do ministério pascal. “Os cristãos católicos são chamados a viver não só a liturgia que celebram, mas, sobretudo, da liturgia e o que nela se propõe e se experimenta. A alegria pascal não é superficial entusiasmo, nem sentimento passageiro. Ela se alicerça na fé que dá novo alento nos acontecimentos cotidianos”, afirma dom Armando.

Confira, abaixo, a entrevista na íntegra:

O tempo pascal representa para os católicos um momento especial. O que os textos litúrgicos nos colocam?

A solenidade da Páscoa é celebrada como o primeiro de sete domingos todos ‘pascais’. Antes da reforma litúrgica do Vaticano II falava-se em ‘domingos após a Páscoa’; agora destaca-se a unidade desse tempo e a continuidade da celebração do mistério pascal.

Nos textos litúrgicos retornam as palavras alegria, júbilo, felicidade. A nascente de tudo se encontra na vitória de Cristo sobre a morte. Por isso, a Oração da II feira depois da Páscoa reza: Transborde em nossos corações, Senhor, / a graça do sacramento pascal / e tornai dignos dos vossos dons aqueles que fizestes entrar / no caminho da salvação eterna. No dia seguinte, pede-se a Deus: preparai os corações de vossos filhos / que enriquecestes com a graça do batismo, para merecerem a felicidade eterna.

É uma explosão de vida, de esperança e de futuro que já irrompe nos que acolhem o Senhor e pretendem viver acolhendo seus dons batismais: pelas festas que celebramos na terra, mereçamos chegar às alegrias eternas, diz a ‘oração do dia’, na quarta feira da primeira semana.

Esse Tempo pascal continua até a solenidade do Pentecostes, plenitude do dom do Espírito e início da missão da Igreja enviada a testemunhar essa alegria pascal pelas estradas do mundo. No quadragésimo dia, na quinta feira da penúltima semana, celebra-se a festa da Ascensão do Senhor ao céu, festa que, no Brasil, é adiada ao domingo seguinte. A liturgia proporciona aos seus filhos e filhas o dom de respirar, com os pulmões da Palavra e da Eucaristia, o sopro santificador e transformador do divino Espírito.

Como as comunidades católicas podem vivenciar esse tempo litúrgico?

Os cristãos que, ao longo da Quaresma, viveram com intensidade espiritual o mistério pascal do Senhor já amadureceram uma espiritualidade transformadora, isto é, tornaram-se disponíveis no seguimento de Jesus, fiéis à Palavra, compenetrados pela Eucaristia e pela força do Espírito.

Os cristãos católicos são chamados a viver não só a liturgia que celebram, mas, sobretudo, da liturgia do que nela se propõe e se experimenta. A alegria pascal não é superficial entusiasmo, nem sentimento passageiro. Ela se alicerça na fé que dá novo alento nos acontecimentos cotidianos. À escola da liturgia, portanto, devemos aprender a sermos acolhedores, como Ele nos acolhe; capazes de dar perdão, como o Senhor nos perdoa; disponíveis à escuta nos encontros e contatos com os irmãos. De fato, como podemos dizer que escutamos o Senhor (que não vemos), se não formos capazes de escutar o próximo (que vemos)? A liturgia do tempo pascal é repleta de luz e de paz. Vivamos, portanto, essa alegria – dom do alto – e sejamos disponíveis à partilhar o que somos e o que temos, com humildade, sinceridade, coerência nos acontecimentos que a vida nos proporciona.

Como está indo o seu trabalho de pastor na diocese de Livramento, especialmente neste tempo?

Meu trabalho pastoral na diocese? Sabe, os antigos diziam que ninguém é juiz em causa própria. Deveria perguntar aos padres e aos fiéis o que pensam.

Só destaco que a primazia, na organização pastoral e nas prioridades pastorais, razão primeira e última, é continuar a missão que Jesus nos deixou: ‘Anunciar aos pobres a Boa-Nova’. Para isso, outra prioridade é procurar formar leigos e leigas para um serviço pastoral competente, apaixonado e fraterno. Outra dimensão importante é a organização pastoral, tendo Conselhos pastorais na diocese, nas paróquias e suas comunidades, para viver o espírito de comunhão e participação, com o respiro de Cristo. Por isso, outra urgência consiste em alimentar a espiritualidade à escola da Palavra e da oração.

A Diocese é relativamente pequena (uns 24 mil Km2), com uma população de uns 320 mil habitantes. Os padres são 22 (com os religiosos); temos 15 seminaristas, alguns próximos à ordenação presbiteral. Caminhamos na alegria da fé, procurando semear com simplicidade e na esperança. O projeto pastoral dos próximos anos nos empenha a sermos “Igreja missionária a serviço do Evangelho”. Confiamos na presença amorosa e maternal de Nossa Senhora do Livramento.

Fonte: CNBB Nacional

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Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB reflete sobre Pentecostes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes/ Fri, 02 Jun 2017 16:11:12 +0000 http://teste.toqueto.com/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes.html O Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua coluna “Voz do Pastor” faz reflexão sobre a Festa de Pentecostes. Para ele, ”com esta solenidade, concluímos o Tempo Pascal, suplicando a presença do Espírito Santo em nossa vida e na vida da Igreja”.

O Tempo Pascal do qual fala o arcebispo é um dos seis – sendo que o Tempo Comum está dividido em duas partes –  grandes períodos que compõem o Ano Litúrgico. Segundo o professor de Liturgia, Adolf Adan, por meio do Ano Litúrgico, que não coincide com o ano civil, “o povo cristão revive anualmente todo o Mistério da Salvação centrado na Pessoa de Jesus, o Messias”. Ele começa e termina quatro semanas antes do Natal, cumprindo sempre três ciclos no quais um dos três evangelhos chamados de “sinóticos”, isto é, Mateus, Marcos e Lucas, tem predominância nas leituras feitas nas comunidades. No primeiro ciclo, ou Ano A, predomina a leitura do Evangelho de São Mateus; no Ano B, o Evangelho de São Marcos e no Ano C, o Evangelho de São Lucas.

No texto sobre a Festa de Pentecostes, dom Sérgio também lembra que a solenidade também é ocasião para se encerrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebrada em todo o Brasil, cujo tema, neste ano, foi “Reconciliação: É o amor de Cristo que nos move”. Segundo dom Francisco Biasin, presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da CNBB, essa iniciativa de uma semana dedicada à oração pela unidade daqueles que acreditam em Cristo se deve ao fato de que “a oração é a característica marcante do ‘ecumenismo espiritual’, pois a unidade não é uma conquista nossa, mas um dom de Deus dado à sua Igreja”.

Dom Sérgio lembra às comunidades de Brasília que leem sua coluna no folheto litúrgico “povo de Deus”, distribuído, semanalmente para todas paróquias da arquidiocese de Brasília: “nós cremos no Espírito Santo ‘que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado’, conforme rezamos no ‘Creio’ (Credo Niceno-Constantinopolitano). Nós cremos no Espírito da Verdade, o Defensor, o Consolador (Jo 14,26), que nos ilumina e fortalece na vivência e no testemunho da Palavra de Jesus. Por isso, confiantes, suplicamos a sua presença, nesta solenidade, e a cada dia”.

O Cardeal ainda considera o conjunto das leituras do domingo de Pentecostes quando reforça: “a Liturgia da Palavra nos fala da ação do Espírito Santo. Os Atos dos Apóstolos mostra o Espírito iluminando e animando os discípulos na missão, unindo os que falavam línguas diferentes e fazendo-os compreender a pregação dos Apóstolos, ‘pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua’ (At 2,8). A unidade das diferentes línguas, dom do Espírito, se contrapõe à divisão ocorrida em Babel.  São Paulo também se refere à ação do Espírito, que se manifesta na diversidade de dons e ministérios, ‘em vista do bem comum’ (1Cor 12, 5-6), motivando os cristãos a viverem unidos”.

Sobre o evangelho proclamado no dia, dom Sergio diz: “O Evangelho segundo João, ao relacionar o dom do Espírito ao Senhor Ressuscitado, destaca o perdão e a paz, assim como o envio missionário. ‘Como o Pai me enviou, também eu vos envio’ (Jo 20,21), afirma Jesus. O Espírito do perdão e da paz nos une para que possamos cumprir a missão de testemunhar o Evangelho. Hoje, ainda mais, o testemunho da unidade torna-se necessário para que o mundo creia”.

No final do texto, o cardeal lembrou o aniversário de outro cardeal brasileiro, o arcebispo emérito de Brasília: “unidos como Igreja, em Brasília, vamos celebrar com alegria, gratidão e louvor a Deus, o Jubileu de Ouro Episcopal do Cardeal Dom Falcão, dia 10 de junho, às 10:00 h, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida”.

Por CNBB

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Orar em ritmo pascal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/orar-em-ritmo-pascal/ Tue, 25 Apr 2017 11:02:22 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45695 Estamos no embalo do tempo pascal. Um sentimento de Páscoa deve ser vivido diariamente por todos que nos dirigimos à Galileia para encontrar Jesus. O tempo pascal nos recoloca nos caminhos do Senhor Ressuscitado. O Ressuscitado nos lembra o processo de libertação da vida. Ele traz no seu corpo as marcas da paixão. Para chegar à glória da ressurreição Jesus foi entregando a sua vida com confiança. Teve encontros libertadores com as pessoas. Falou de vida nova, reintegrou muita gente na sociedade, reconstruiu a vida. No final da sua missão nos presenteou com a  Eucaristia e o sacerdócio.

Após a sua morte o Pai o ressuscitou. Ele foi se manifestando aos discípulos e a Igreja foi surgindo fortalecida pelo Espírito.

Na ressurreição, não apenas o túmulo abriu-se, mas o morto que estava dentro dele viveu e veio para fora.  Creio que na noite da vigília pascal cada pessoa quis e até conseguiu abrir o túmulo da sua vida. Que bom que isso aconteceu. Mas, é preciso vir para fora.

O ser humano tem o costume de  fabricar o seu próprio túmulo; cria as paredes que escondem o seu egoísmo, o seu orgulho, os seus vícios, a sua injustiça, os seus maus tratos, os seus ressentimentos. Há sempre uma tendência em querer  ser sepultado a cada dia. É até mais cômodo estar sepultado, pois assim a visão do mundo fica encurtada. Este sepultamento é também chamado de alienação, de comodismo ou de fuga.

A Páscoa abriu o túmulo. Mas abrir o túmulo é muito pouco. Abrir sem renovar ou ressuscitar o que está dentro causa medo, nojo ou repulsa. É importante não apenas abrir e sair, mas sair ressuscitado, ou seja com novas esperanças. Ressurreição é processo contínuo na vida. Há sempre um desejo de voltar atrás. Há uma certa saudade da escravidão do pecado, dos vícios e da vida anterior. Não podemos ficar parados. Nascemos no caminho da ressurreição.

Para manter o processo de ressurreição é preciso orar em ritmo pascal. Orar é respirar na graça. Orar em ritmo pascal é estar sempre cuidando das feridas que emergem no processo de viver, é curar o relacionamento com Deus, com as pessoas, com a natureza e consigo mesmo. Orar  em ritmo pascal é permitir ser presenteado com os sentimentos de Deus.

Orar sempre e de maneira pascal tende nos levar a viver com o coração em festa; se é bem verdade que somos caminhantes e experimentamos a dor, o pecado  e a morte, também é certo que em Cristo vencemos tudo e seu amor há de durar sempre.

Até mesmo quando a dor, o cansaço, a tristeza, o pecado quiser desanimá-lo não pare de olhar, de confiar, de esperar. Continue buscando o Senhor, pois o encontro consolador virá. Santo Agostinho disse em forma orante: “Se quando tu me buscavas eu te fugia, agora que te busco como não vai acontecer o encontro?”

O tempo pascal é propício para orar na presença do Senhor ressuscitado que torna o homem novo. Não deixe de orar em ritmo pascal.

Por Dom Messias dos Reis Silveira – Bispo de Uruaçu (GO)

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Papa Francisco na Divina Misericórdia: o fundamento da nossa fé é o perdão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-na-divina-misericordia-o-fundamento-da-nossa-fe-e-o-perdao/ Mon, 24 Apr 2017 08:01:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45651 O Papa Francisco presidiu a Oração do Regina Coeli e recordou que ontem se comemorou o dia da Divina Misericórdia que é a “pedra angular” da fé e é um instrumento contra a violência e o rancor.

“A misericórdia abre a porta da mente para compreender melhor o mistério de Deus e da nossa existência pessoal. Faz entender que a violência, o rancor, a vingança não têm qualquer sentido, e a primeira vítima é quem vive desses sentimentos, porque se priva da própria dignidade”.

Francisco explicou que “a cada domingo recordamos a ressurreição do Senhor Jesus, mas neste tempo depois da Páscoa o domingo tem um significado mais luminoso”.

“Jamais nos esqueçamos que a misericórdia é a pedra angular na vida de fé, e a forma concreta com a qual damos visibilidade à ressurreição de Jesus”.

O Pontífice assinalou que a missão da Igreja é “levar a todos o anúncio concreto do perdão” e este sinal “traz consigo a paz do coração e a alegria do encontro renovado com o Senhor”.

Francisco recordou que “no Jubileu do Ano 2000, São João Paulo II teve “a belíssima intuição” de dedicar o II domingo de Páscoa à Divina Misericórdia”.

“A misericórdia abre também a porta do coração e permite expressar a proximidade sobretudo aos que estão sós e marginalizados, porque os faz sentir irmãos e filhos de um só Pai”.

O Papa acrescentou que a misericórdia “aquece o coração e o torna sensível às necessidades dos irmãos com a compartilha e a participação. A misericórdia, enfim, compromete todos a serem instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz”.

“Na tradição da Igreja, era chamado domingo “in albis” (alba). A expressão evocava o rito do batismo na Vigília de Páscoa e veste branca ofertada para a ocasião.

“E ainda hoje – continuou – os recém-nascidos recebiam uma pequena veste simbólica, enquanto os adultos colocam uma veste de verdade. Esta veste era usada por uma semana, até o domingo in albis, quando era retirada, e os neófitas iniciavam sua nova vida em Cristo e na Igreja”.

“Este domingo nos convida a retornar com força à graça que vem da misericórdia de Deus”, sublinhou ao falar novamente de misericórdia.

Por ACI Digital

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Oitava de Páscoa: tempo de celebrar a Ressurreição https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/oitava-de-pascoa-tempo-de-celebrar-a-ressurreicao/ Tue, 18 Apr 2017 08:48:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45525 Durante todos os dias desta semana, até o próximo domingo, a Igreja comemora com alegria a Ressurreição de Jesus. Este é o acontecimento mais importante da história para os cristãos, pois, Jesus, morreu, ressuscitou e continua entre nós. O Arcebispo de Mariana (MG), dom Gerado Lyrio de Rocha, explica que Páscoa é uma solenidade tão grande que não dá para celebrar num dia só. Por isso a igreja na sua sabedoria de mãe e mestra prolonga por oito dias a celebração da páscoa. “A páscoa é o centro do ano Litúrgico por ser o centro da vivência e da fé cristã. Se Cristo não tivesse ressuscitado nossa fé não teria sentido vai dizer o apóstolo Paulo. Então, o mistério da morte e ressurreição de Cristo é o que está no cento, é o acontecimento fundante da nossa própria fé”, destaca o bispo.

Para dom Geraldo, a melhor maneira de vivenciar o mistério da páscoa é assumir de forma consciente e responsável o próprio batismo. “A oitava da pascoa tem essa caraterística batismal até porque na vigília da páscoa se celebram o batismo especialmente de adultos. Então, a oitava da páscoa tem um sabor bem batismal. Aí está o fundamento da nossa vivencia cristã. É assumir o nosso batismo para vive-lo intensamente como filhos de Deus, como irmãos de Jesus Cristo, como templos do Espírito Santo, como membros do povo santo de Deus e a igreja de Cristo. Então, a oitava da Páscoa deve reavivar tudo isto em nós para vivenciarmos o que celebramos na fé traduzindo em atos concretos em nossa vida”. 

Após essa Oitava de Páscoa, a Igreja continua vivendo o Tempo Pascal até o domingo de Pentecostes que acontece cinquenta dias após a celebração da ressurreição de cristo. Este ano será celebrado dia 4 de junho. Neste período, a igreja convida, por meio da liturgia, a contemplar a presença do ressuscitado que continua no meio dos seus. “O pentecostes é o coroamento da páscoa, a obra realizada por Jesus. O que ele fez com sua morte e ressurreição agora é coroado com a vinda do Espírito Santo e é ele que faz com que o mistério da páscoa que celebramos não seja uma coisa do passado que é apenas recordado numa oração. É muito mais do que isso. É o Espírito Santo de Deus que faz com que o mistério pascal se torne presente e realidade em nossa vida. Em todos os gestos litúrgicos, mas sobretudo na Santíssima Eucaristia. A Eucaristia é a celebração do mistério pascal de cristo. A Pascoa de cristo acontecendo em nova vida e a nossa inserida no mistério pascal de cristo quem faz tudo isso é o Espírito Santo que da vida a igreja e que vivifica o cristão na sua vivencia de fé para que mistério pascal seja realidade na sua existência”, ressalta dom Geraldo.

Por CNBB

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Por que hoje a Igreja Católica celebra a “Segunda-feira do Anjo”? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-que-hoje-a-igreja-catolica-celebra-a-segunda-feira-do-anjo/ Mon, 17 Apr 2017 14:04:10 +0000 http://teste.toqueto.com/por-que-hoje-a-igreja-catolica-celebra-a-segunda-feira-do-anjo.html Hoje, Segunda-feira da Páscoa, a Igreja celebra a chamada “Segunda-feira do Anjo”, que recebe este nome porque foi precisamente um anjo que, no sepulcro, anunciou às mulheres que Jesus tinha ressuscitado.

A Rádio Vaticano recorda a explicação dada por São João Paulo II em 1994.

“Por que se chama assim?”, perguntou o Pontífice, colocando em evidência a necessidade de destacar a figura daquele anjo, que disse das profundezas do sepulcro: “Ele ressuscitou”.

Estas palavras “eram muito difíceis de pronunciar, de expressar, para uma pessoa. Além disso, as mulheres que foram ao sepulcro, o encontraram vazio, mas não puderam dizer ‘ressuscitou’; só afirmaram que o sepulcro estava vazio. Mas o anjo disse: ‘Ele não está aqui, ressuscitou’”.

Assim narra o Evangelho de Mateus: “Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dentre os mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. Eis que os disse”. (Mt 28, 5-7)

Os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Como criaturas puramente espirituais, têm inteligência e vontade: são criaturas pessoais e imortais. Superam a perfeição de todas as criaturas visíveis.

O resplendor da sua glória testemunha isso: Cristo é o centro do mundo dos anjos e estes lhe pertencem, ainda mais, porque os tornou mensageiros do seu plano de salvação.

A partir de hoje, até o final da Páscoa no dia de Pentecostes, se reza a oração do Regina Coeli em vez da Oração do Ângelus.

O Sumo Pontífice Emérito Bento XVI, em 2009, assinalou que o “Alegrai-vos” Maria pronunciado pelo anjo é um convite à alegria: “Gaude et laetare, Virgem Maria, aleluia, quia Surrexit Dominus vere, aleluia”, “Alegrai-vos e exultai, Virgem Maria, aleluia, pois o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia”.

Por ACI Digital

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