sustentabilidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png sustentabilidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Sustentabilidade e combate à pobreza são focos do Dia Mundial do Turismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sustentabilidade-e-combate-a-pobreza-sao-focos-do-dia-mundial-do-turismo/ Wed, 27 Sep 2017 14:16:24 +0000 http://teste.toqueto.com/sustentabilidade-e-combate-a-pobreza-sao-focos-do-dia-mundial-do-turismo.html Nesta quarta-feira (27), o mundo celebra o Dia Mundial do Turismo, atividade que movimenta bilhões ao ano no mundo todo, segundo dados da Organização Mundial de Turismo (OMT). Este ano, com o tema ‘Turismo Sustentável: um instrumento ao serviço do progresso’ as comemorações se dão em torno do ano ter sido declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional do Turismo Sustentável.

Para a instituição, o potencial do turismo para o desenvolvimento sustentável é um dos principais setores de geração de emprego do mundo. A meta da OMT é ampliar a compreensão e conscientização da importância do turismo no compartilhamento do patrimônio natural, cultural e distribuição da riqueza proporcionada pelas viagens.

Em mensagem por ocasião do Dia Mundial do Turismo, novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé, destaca papel dos visitantes na ajuda às populações pobres.

“O turismo pode ser um instrumento importante para o crescimento e o combate à pobreza”, observa o texto do órgão, com votos de que este setor seja um “veículo de novas oportunidades, e não fonte de problemas”, destaca o texto.

O bispo referencial da Pastoral do Turismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Irineu Roman, escreveu um artigo onde cita a mensagem escrita pelo prefeito do órgão, cardeal Peter Turkson. O bispo relata que a Igreja se une à sociedade civil na abordagem do fenômeno convencido de que toda atividade genuinamente humana deve encontrar lugar no coração dos discípulos de Cristo.

“O turismo é um fenômeno de grande importância, seja pelo número de pessoas que ele envolve (viajantes e trabalhadores), seja pelos numerosos benefícios que ele pode oferecer (…), ou ainda, pelos riscos e perigos que ele pode representar, em muitos âmbitos”, escreveu o cardeal Turkson.

Segundo a Doutrina Social da Igreja, o verdadeiro desenvolvimento “não se reduz a um simples crescimento econômico”, mas “deve ser integral”, ou seja, “promover todos os homens e o homem todo”, como ressalta a Carta Encíclica Populorum Progressio.

Turismo sustentável

O turismo sustentável é aquele que busca minimizar impactos negativos ambientais e socioculturais. Ao mesmo tempo promove benefícios econômicos para pessoas, comunidades locais e seus destinos. Ecoturismo é turismo sustentável em áreas naturais. Beneficia o meio ambiente, pessoas e comunidades visitadas. Promove o aprendizado, respeito e consciência sobre aspectos humanos, ambientais e culturais.

Dados da OMT mostram que em 2030, o turismo atingirá o marco de dois bilhões de turistas viajando pelo mundo. A atividade é uma força poderosa e transformadora do ponto de vista religioso, econômico, social e cultural que faz toda a diferença no cotidiano.

Segundo dom Irineu Roman, o turismo sustentável também valoriza as diferenças culturais e contribui para o fortalecimento da paz no mundo. A sustentabilidade definida pela ONU tem como base três pilares: econômico, social e ambiental. O turismo, se bem concebido e gerido, proporciona emprego e renda em harmonia com a natureza, a cultura e a economia dos destinos.

“O consumo responsável dos serviços turísticos também minimiza impactos negativos ambientais e socioculturais e, ao mesmo tempo, promove benefícios econômicos para as comunidades locais e no entorno dos destinos”, destaca.

Na adoção dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela ONU e que têm por horizonte o ano de 2030, o turismo foi inserido em três deles: a) promover crescimento econômico sustentável e inclusivo, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos; b) consumo e produção sustentável; c) e conservação e uso sustentável dos oceanos, mares e fontes marinhas para o desenvolvimento sustentável.

Na mensagem, o cardeal Turkson recorda que a Igreja está oferecendo uma contribuição própria, lançando iniciativas que colocam realmente o turismo ao serviço do desenvolvimento integral da pessoa. Por isso, fala-se de “turismo com o rosto humano”, que se traduz em projetos de “turismo de comunidade”, “de cooperação”, “de solidariedade”, e na valorização do grande patrimônio artístico, uma verdadeira “via de beleza”.

O texto chama atenção para alguns questionamentos: De que modo estes princípios podem dar concretude ao desenvolvimento do turismo? Que consequências derivam para os turistas, os empresários, os trabalhadores, os governantes e as comunidades locais?

Pelo menos três arquidioceses brasileiras, Salvador (BA), Belém (PA) e Aparecida (SP) já estruturaram a Pastoral do Turismo para que os profissionais do turismo religioso trabalhem bem o turismo sustentável com os visitantes.

Turismo religioso

A Organização Mundial do Turismo estima que o turismo religioso movimenta em torno de US$ 18 bilhões ao ano no mundo todo. No Brasil, quatro principais destinos de peregrinação, Aparecida (SP), o Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), o Círio de Nazaré em Belém (PA), e a Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP) já somam quase 20 milhões de peregrinos/ano. A média nacional, gira em torno de 30 milhões, segundo o site Romaria Brasil.

Para dom Irineu, o setor ainda tem potencial de crescimento, mas precisa investir na qualificação dos profissionais que atendem esses turistas e nas estruturas de estadia, mobilidade, oração.

Segundo o Ministério do Turismo, Aparecida (SP) deverá encerrar o ano do tricentenário da padroeira do Brasil com 12 milhões de visitantes. Por causa das festividades, o roteiro da fé também deve se estender a Canção Nova e ao Santuário de Frei Galvão, em Guaratinguetá, cidades vizinhas de Aparecida.

Por CNBB

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Desenvolvimento sustentável: ONGs apontam desafios para Brasil atingir metas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/desenvolvimento-sustentavel-ongs-apontam-desafios-para-brasil-atingir-metas/ Fri, 09 Jun 2017 10:05:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46727 O Brasil corre o risco de retroceder nos índices de erradicação da fome e redução da pobreza e pode não alcançar as metas de sustentabilidade estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). O alerta foi dado por integrantes do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030, durante seminário sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável na Câmara dos Deputados.

O grupo, formado por diferentes organizações sociais, apresentou ontem (8) a prévia do relatório Luz da Sociedade Civil sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que reúne informações sobre os desafios da implementação das metas que devem ser alcançadas pelo Brasil até 2030. A íntegra do relatório será apresentada em julho no Fórum Político de Alto Nível da ONU, responsável pelo monitoramento da implementação dos objetivos.

Segundo documento, entregue hoje (8) por representantes de organizações não governamentais (ONGs) à Comissão de os membros da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, o Brasil reúne atualmente condições que não levam ao caminho da sustentabilidade e de desconstrução do contexto de desigualdades.

A Agenda 2030, em vigor desde janeiro do ano passado, estabelece 17 objetivos para melhorar a sustentabilidade, com 169 metas para os 193 países-membros da ONU. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável substituíram os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, dos quais o prazo de cumprimento se encerrou em dezembro de 2015.

Um dos objetivos mais ameaçados é o da erradicação da pobreza e da fome, item que garantiu o alcance de um dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio na última década. De acordo com dados apresentados no relatório, baseado em pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual da população que vive abaixo da linha de pobreza aumentou de 12,7%, em 2013, para 13,9%, em 2015.

“Nosso relatório aponta o crescimento da pobreza, a volta da fome, o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), as violações permanentes de gênero, o crescimento insustentável das cidades brasileiras, a incapacidade de avaliar o nível de danos nos oceanos e, finalmente, o nosso investimento mínimo e a incapacidade de inovar”, afirmou Alessandra Nilo, uma das coordenadoras do grupo de trabalho.

Alessandra argumenta que o país não desenvolveu os meios de implementação das metas e tem seguido na “contramão” do cumprimento das recomendações da Agenda 2030. A opinião é compartilhada por Francisco Menezes, economista e pesquisador na área de pobreza e segurança alimentar da ActionAid no Brasil. “Já começam a sair alguns dados sobre 2016, e posso assegurar que são bastante assustadores no agravamento da pobreza e da pobreza extrema. (….) Nós vamos numa rota que reverte todas aquelas conquistas que vinham sendo alcançadas”, afirmou Menezes.

O alto nível de desemprego, que atualmente atinge mais de 14 milhões de brasileiros, é uma das causas apontadas pelos especialistas para um possível retrocesso nos índices de desigualdade social.

As organizações indicam também que a falta de acesso à informação, as medidas de ajuste fiscal adotadas a partir de 2015, com a aprovação da PEC do teto dos gastos, e as reformas que tramitam no Congresso Nacional podem agravar o cenário e impedir o alcance das metas.

As entidades comemoram, no entanto o fato de o Brasil ser o único país a ter uma Comissão Nacional dos ODS, criada em outubro do ano passado e formada por integrantes do governo e da sociedade civil.

Relatório parcial

O governo brasileiro também apresentará voluntariamente o primeiro relatório sobre o andamento da implementação das metas durante o Fórum Político de Alto Nível da ONU. O foco da primeira apresentação brasileira estará nas metas que erradicação da pobreza e da fome, agricultura sustentável, saúde e bem-estar, igualdade de gênero, Indústria, inovação e infraestrutura, vida na água e meios de implementação.

“Os ODS representam uma agenda positiva e transformadora, e para o Brasil não poderá ser diferente. Essa mobilização da sociedade permite visualizar, vislumbrar sua plena execução”, declarou o embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho, chefe da Subsecretaria Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores.

O governo, no entanto, reconhece que há muitos desafios, entre os quais o de melhorar a base de dados e indicadores que podem estimular a formulação de políticas públicas e a adequação das metas globais à realidade brasileira.

O Secretário Nacional de Articulação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República, Henrique Ferreira, destacou que é impossível assumir que algumas metas serão cumpridas até 2030, como a ampliação total da cobertura de saneamento básico. Ele apostou, no entanto, que a agenda abre oportunidades para o Estado brasileiro, mas que precisa ser implementada com boa governança e apoio dos estados e municípios.

PEC das Metas

Tramita desde 2011 na Câmara uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a obrigatoriedade de elaboração e cumprimento do plano de metas pelos prefeitos, governadores e gestores do Poder Executivo federal. A PEC é defendida pelos ambientalistas e pela Frente Parlamentar dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável como uma das estratégias que podem facilitar a implementação das metas da ONU.

A proposta já passou pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), responsável pela admissibilidade constitucional da matéria, e por uma comissão especial. Para ser validada, precisa ainda ser aprovada pelo plenário, onde deve receber pelo menos 308 votos do total de 513 deputados.

Entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, destacam-se os de acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares; acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável; assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades; assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos; alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e o saneamento para todos e garantir a todos o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia.

Veja aqui o documento completo da Agenda 2030.

Por Agência Brasil

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Santa Sé participa de Expo Internacional sobre o futuro da energia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-participa-de-expo-internacional-sobre-o-futuro-da-energia/ Wed, 07 Jun 2017 15:09:49 +0000 http://teste.toqueto.com/santa-se-participa-de-expo-internacional-sobre-o-futuro-da-energia.html O prefeito do órgão vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, chegará a Astana, no Cazaquistão, nesta quinta-feira, 8, para a inauguração da “Expo internacional 2017 – O futuro da energia”.

A Santa Sé, que participa de Exposições universais desde 1851, estará presente com um pavilhão intitulado “Energia para o bem comum. Cuidar da nossa Casa comum”, realizado com a contribuição da Igreja local.

O pavilhão aprofundará o tema da energia, entendido como oportunidade para a promoção humana e a melhoria da “Casa comum”, baseado no uso equitativo e sustentável dos recursos naturais.

A estrutura da Santa Sé utiliza instalações de caráter digital e acompanha os visitantes através de percursos fotográficos, artísticos, culturais e espirituais. A partir disso, quatro áreas temáticas serão desenvolvidas: “o amor de Deus como origem da criação do homem e da Terra”, “a energia como instrumento colocado nas mãos do ser humano que nem sempre fez um uso adequado”, “a energia em prol do desenvolvimento integral da pessoa e do cuidado da Casa comum”, e “a força da espiritualidade com referência à oração, busca de sentido e diálogo inter-religioso”.

A inauguração da Expo 2017 se realizará na próxima sexta-feira, 9. O pavilhão da Santa Sé será inaugurado na manhã do dia seguinte.

O Cardeal Turkson permanecerá em Astana até o próximo domingo, 11, acompanhado pelo Núncio Apostólico no Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão, Dom Francis Assisi Chullikatt, e por representantes da Igreja local.

O National Day da Santa Sé está programado para 2 de setembro próximo.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Uso de madeira na construção civil ajuda a preservar florestas, diz WWF-Brasil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/uso-de-madeira-na-construcao-civil-ajuda-a-preservar-florestas-diz-wwf-brasil/ Mon, 08 May 2017 10:25:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46130 “Temos um conceito que a floresta é intocável, mas ela não é. A degradação da Amazônia não está vinculada à atividade florestal, está vinculada à pecuária e agricultura, principalmente. Ou seja, quanto mais madeira a gente usar na construção civil mais a gente vai ter floresta”, disse o arquiteto Roberto Lecomte, parceiro da organização ambientalista WWF-Brasil.

Ele explicou que, para os madeireiros responsáveis conseguirem desenvolver uma atividade econômica rentável, eles precisam ter mercado. “A gente acha que usar madeira acaba com a floresta e, na verdade, usar a madeira preserva floresta, porque ele [madeireiro] sabe que a madeira traz um retorno financeiro”, disse, observando que a Finlândia, por exemplo, possui 8% do mercado mundial de madeira e tem 80% de florestas originais.

A WWF-Brasil inaugurou esta semana um espaço no shopping CasaPark, em Brasília, para promover o uso sustentável e responsável da madeira na construção civil. A meta é recolocar a madeira no mercado, mostrando que existem tecnologias e soluções estéticas que permitem o uso desse material.

Amazônia tem grande potencial de produção de madeira

O especialista de conservação do WWF-Brasil, Ricardo Russo, explicou que a Amazônia tem um potencial muito grande de produção de madeira e que há técnicas de manejo da floresta sem danos permanentes. Ele ressalta, entretanto, que é preciso estar atento à origem da madeira, que deve ser rastreada ou certificada. “Tiramos do nosso discurso o termo madeira legal, porque uma madeira que vem de um desmatamento autorizado é legal, mas não é sustentável”, disse.

“Queremos também tirar da cabeça das pessoas duas imagens: da casa de madeira de tábua e mata-junta e da casa pré-fabricada que empena e entorta”, afirmou, contando que hoje existem tecnologias específicas para madeira, como a madeira laminada colada e o wood frame(painéis de madeira).

Segundo Russo, é errado pensar que substituir madeira por alumínio, por exemplo, é mais sustentável. Ele explica que os processos construtivos tradicionais são responsáveis por 47% das emissões de carbono e 60% dos resíduos sólidos das cidades.

A energia incorporada para produzir em madeira também é muito mais baixa, segundo o especialista, de 1.750 quilowatts/hora por metro cúbico de cimento para 350 quilowatts/hora por metro cúbico de madeira cerrada e laminada.

Ele conta que uma empresa paranaense já está trabalhando em conjuntos habitacionais em wood frame. “Eles já fizeram um prédio de quatro andares em 180 horas, inteiramente de madeira e que aceita outros revestimentos. Então, se a pessoa não gosta da aparência da casa de madeira, ela pode ter uma que não parece madeira”, disse, ressaltando a resistência, segurança e durabilidade da madeira, que ainda é mais leve e de fácil manuseio.

Diferente do que muitos pensam, construir em madeira não é mais caro que em alvenaria, segundo Russo, já que o tempo de construção e a geração de resíduos são menores, o que falta é conhecimento. Ele conta que a perda de material em um prédio de alvenaria é estimada em 30% e o tempo é 40% maior que de uma casa de wood frame. “Além da conta da sustentabilidade”, ressaltou.

Como é a exposição

O Espaço WWF tem 20 metros quadrados, mas possui um teto que avança sobre as áreas comuns do shopping e soma uma área total de 115 metros quadrados. A intervenção no telhado do centro de compras tem a primeira viga estrutural em madeira com dupla curvatura do Brasil.

Para montar o estande, foram usados 10 metros cúbicos de madeira, divididos em mais de 500 peças, tanto estruturais quanto decorativas.

Aproximadamente 6 toneladas de carbono estão estocadas no estande, disse Russo. O uso da madeira na construção também é uma ferramenta no combate aos prejuízos causados pelas mudanças climáticas, já que a madeira estoca carbono que seria lançado na atmosfera e agravaria os problemas climáticos existentes hoje.

Em sua montagem, o estande junta duas tecnologias: a madeira laminada colada, que permite desenhos em curvas nas peças de madeira e foi usada no teto; e o aproveitamento de madeira tropical, que constitui o piso e os elementos decorativos. A madeira laminada colada é de eucalipto (pinus) e a madeira tropical é o cambará, também conhecido como mandioqueira.

O arquiteto Roberto Lecomte é um dos responsáveis pela obra. A WWF-Brasil coordena o programa Madeira é Legal, um protocolo de intenções – assinado por 26 instituições – que busca incentivar o uso da madeira certificada na construção civil brasileira. É possível saber mais sobre o projeto e as vantagens de se construir com madeira na página www.wwf.org.br/madeiraelegal.

Por Agência Brasil

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Com seu novo carro, Papa dá uma lição aos líderes mundiais https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/com-seu-novo-carro-papa-da-uma-licao-aos-lideres-mundiais/ Tue, 07 Mar 2017 11:23:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44719 A Cidade do Vaticano pretende se tornar um dos primeiros Estados do mundo a consumir apenas energias renováveis.

Como parte deste projeto, ainda em fase experimental, a Santa Sé acaba de receber da empresa Nissan e sem custo, um carro elétrico, cujo funcionamento permitirá estudar o impacto real desta medida destinada a obter uma mobilidade livre de emissões.

O objetivo é fazer com que o Vaticano cumpra com os objetivos assinalados na encíclica ‘Laudato Si’ sobre o meio ambiente e a sustentabilidade.

Segundo Jochen Wermuth, diretor de investimentos de Wermuth Asset  Management, a empresa encarregada de assessorar o Vaticano na implementação destas medidas, assegurou que “o fato de o Papa começar a usar um carro 100% elétrico é uma ótima notícia para o mundo”.

Isso, disse Wermuth, “estabelece um exemplo a ser seguido por outros Chefes de Estado e qualquer pessoa no mundo. Hoje não é apenas moralmente correto, mas é também mais barato ter um carro elétrico, na comparação com um carro de motor de combustão”.

Wermuth ofereceu ao Santo Padre a possibilidade de ter o carro elétrico da empresa Nissan, dando a possibilidade de escolher entre um Tesla Model S e um Leaf. O Papa escolheu o segundo, declarou ao site alemão Spiegel e Wermuth mesmo o levou ao Vaticano.

A renovação da frota de automóveis do Vaticano com os carros elétricos não é a única medida da Santa Sé destinada a uma mobilidade ambientalmente sustentável.

Nas ruas do pequeno Estado do Vaticano já circulam bicicletas elétricas doadas pela empresa Florentine NWG, especializada em energias renováveis.

O Papa Francisco mostrou em várias ocasiões a sua preocupação pelo meio ambiente e seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. Em sua encíclica ‘Laudato si’, lançada no dia 24 de maio de 2015, o Pontífice reflete sobre a criação e convoca a proteger o meio ambiente e o planeta, a casa comum.

Neste sentido, a Pontifícia Academia das Ciências Sociais organizou no Vaticano uma conferência com o tema “Extinção biológica: Como salvar o ambiente natural do qual dependemos”.

Nas conclusões dos diversos especialistas que participaram da conferência, destacaram a necessidade de “encontrar novos modos de trabalhar juntos para construir um mundo sustentável, estável e sustentado na justiça social”.

“No passado, a raça humana viveu graves ameaças locais, mas as ameaças atualmente são a nível mundial. Para resolver nosso dilema comum, devemos aprender a apreciar uns aos outros, a colaborar e a construir pontes em todo o mundo a níveis até agora inconcebíveis”, indicaram.

Por ACI Digital

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Campanha da Fraternidade 2017 https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/campanha-da-fraternidade-2017/ Thu, 23 Feb 2017 11:14:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44570 O tema desta Campanha é  essencialmente ecológico: “Fraternidade: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida.”  O lema fundamentado na Sagrada Escritura é um mandamento, uma ordem do Criador: “Cultivar e guardar a criação.” (Gn 2,15). Deus criou o jardim por amor.  O homem criou o deserto por ganância. Há uma rapidez  na destruição da natureza e um lentidão na sua recuperação. Biomas são regiões, um conjunto de vida vegetal, animal, climática e bacias hidrográficas. Tudo está interligado. No Brasil temos seis regiões (biomas), saber: a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga, a Mata Atlântica, o Pantanal e o Pampa. Todas as regiões estão sendo depredadas, saqueadas, destruídas. O homem que devia ser cuidador da nossa casa comum, tornou-se destruidor. Devia ser um “homem sábio”, mas devasta tudo, comportando-se como um “homem demente.”

A Campanha da Fraternidade vem mais uma vez nos alertar, nos advertir, nos conscientizar do perigo e das consequências maléficas do “pecado cósmico”. Já ensinava Paulo Apóstolo que “a  criação geme e sofre dores de parto” (Rm 8,22). O Papa Francisco, profeta de nossos tempos, dirige-se a cada pessoa que habita no Planeta Terra e clama por uma “conversão ecológica, uma cultura ambiental e uma espiritualidade defensora  da natureza.” A terra transformou-se num “depósito de lixo”, diz o  Papa, e lamenta que muita gente ainda  tenha atitude  de indiferença, desinteresse, resignação, diante de tanta destruição. 

Ainda é tempo de salvar a Terra. O ser humano tem capacidade de mudar. Sim é urgente mudar a mentalidade das pessoas, corrigir  o atual estilo de vida e decidir  por um desenvolvimento integral que não seja destruidor, mas, sustentável.

No texto-base da CF há uma referência ao rio Paraíba do Sul, no qual foi pescada a imagem da Mãe Aparecida e que Santo Antonio de Santana Galvão chamava de rio santo. Nosso rio precisa ser despoluído e revitalizado. Para isso é preciso saneamento básico.

E agora, o que fazer?  Primeiro, vamos ler e divulgar o texto-base. A gente aprende muito lendo este livrinho. Ofereça sementes para as crianças plantar; adquira mudas de árvores e plante-as; não desperdicemos água, luz e procuremos usar menos o automóvel. Usemos o transporte público, andemos de  bicicleta e a pé. Façamos  como muitas paróquias estão fazendo: mutirão de coleta de lixo e educação ecológica para o povo.  É pecado deixar água estagnada porque vamos morrer picados pelo mosquito da dengue, zika, chikungunya, febre amarela. Gestos pequenos trazem grandes resultados. É melhor agir do que lamentar ou angustiar-se. Somos  todos irmãos. Cuidemos da nossa casa comum.   

Todo nosso cuidado com a natureza tem seu fundamento no amor do Criador. Ele está presente em todo o Universo e na mais pequenina das criaturas. Deus está num grão de areia. Tudo o que existe é sinal da providência, da sabedoria, da beleza, do amor de Deus: “o amor move o sol e as demais estrelas” (Dante A.)

Cuidar da criação é um ato de amor fraterno e social. Zelemos pela vida humana, pelas futuras gerações, pela casa de todos. Vamos sim proteger os ovos de tartaruga que estão sendo destruídos, mas vamos cuidar do embrião humano, desde a fecundação e cuidar dos pobres. Eis o que significa “ecologia humana”. No amor ecológico, está o amor a Deus e ao próximo. 

O Meio Ambiente está cheio de chagas causadas pelo sistema econômico mundial e os modelos de crescimento. A conversão ecológica consiste em passar do consumo ao sacrifício, da avidez à generosidade, do desperdício à partilha. Não estamos sozinhos, somos uma família na terra.

São Francisco, padroeiro da ecologia, amou os pobres e deu atenção às criaturas. Vivia em harmonia com Deus, com o próximo, com a natureza e consigo mesmo. Mostrou que é inseparável o amor pela criação, a justiça com os pobres, o amor a Deus, a paz interior e  o empenho pela sociedade. Ou mudamos, ou pereceremos. Vamos mudar, pois o sistema atual  é insustentável. Vida sim, morte não!

Por Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Aparecida (SP)

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