superar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png superar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Superar desequilíbrios e intrigas é pedido de Papa à Cúria Romana https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/superar-desequilibrios-e-intrigas-e-pedido-de-papa-a-curia-romana/ Thu, 21 Dec 2017 12:57:23 +0000 http://teste.toqueto.com/superar-desequilibrios-e-intrigas-e-pedido-de-papa-a-curia-romana.html O Papa Francisco apresentou nesta quinta-feira, 21, seus votos de bom Natal à Cúria Romana. No encontro, direcionado a todos os organismos da Santa Sé, o Santo Padre destacou o Natal como uma festa da fé. “Deus (…) se fez Homem para devolver à humanidade a dignidade filial que havia perdido por culpa do pecado e da desobediência”, recordou.

O Natal é também apontado pelo pontífice como uma ocasião em que Deus faz germinar nas pessoas sementes de esperança, de caridade e de fé, sementes que segundo Francisco, têm também de brotar dentro da Igreja Católica.“Que este Natal nos faça abrir os olhos e abandonar o que é supérfluo, falso, malicioso e enganoso, e perceber o que é essencial, verdadeiro, bom e autêntico (…) Uma Cúria encerrada em si mesma atraiçoaria o objetivo da sua existência e esta acabaria por cair na autorreferencialidade, e condenada à autodestruição”, afirmou o Santo Padre.

A tradicional sessão de cumprimentos do Papa à Cúria Romana foi dedicada à abordagem de diversos pontos do trabalho da Igreja Católica, a partir de dentro e no mundo. Francisco sublinhou a importância de superar na Igreja Católica uma lógica desequilibrada e degenerada de intrigas e de pequenos grupos que na realidade representam – apesar das suas justificações e boas intenções – um cancro que leva à autorreferencialidade. Um contexto, que segundo o pontífice, se infiltra também nos organismos eclesiásticos e, em particular, nas pessoas que neles trabalham.

O Papa falou sobre a reforma em curso da Cúria Romana e às pessoas que nela estão a trabalhar, e alertou para o perigo da quebra de confiança, dos que se aproveitam da maternidade da Igreja. “Pessoas que foram selecionadas com cuidado para dar corpo e vigor à reforma mas, sem compreenderem a importância das suas responsabilidades, se deixam corromper pela ambição e a vanglória, que quando são delicadamente retiradas autointitulam-se como mártires do sistema, do Papa desinformado, da velha guarda, em vez de reconhecer culpa própria”, concretizou Francisco.

No entanto, o Santo Padre relembrou que junto a estas pessoas há outras que seguem o seu trabalho na Cúria, a quem é dado tempo para retomar o caminho justo, com a esperança de que encontrem na paciência da Igreja uma ocasião de conversão e não para aproveitamento pessoal. “Estou ciente da grande maioria de pessoas que aqui trabalham com admirável compromisso, fidelidade, competência, dedicação e também santidade”, finalizou o Papa aos responsáveis da Santa Sé.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Papa: superar todas as formas de racismo e de intolerância https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-superar-todas-as-formas-de-racismo-e-de-intolerancia/ Tue, 18 Jul 2017 12:51:50 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-superar-todas-as-formas-de-racismo-e-de-intolerancia.html “É preciso superar todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana.” Com um tuíte, o Papa Francisco recorda a celebração neste 18 de julho do Dia Internacional Nelson Mandela.

Se estivesse vivo, hoje Madiba – como era conhecido – completaria 99 anos. Considerado uma das personalidades mais ilustres do século XX, Mandela morreu em 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos. Naquela ocasião, o Papa Francisco enalteceu o firme compromisso demonstrado por Mandela para “promover a dignidade humana de todos os cidadãos do país e forjar uma nova África do Sul construída sobre os pilares da não violência, da reconciliação e da verdade.

“Rezo para que o exemplo do ex-presidente inspire gerações de sul-africanos, para que coloquem a justiça e o bem comum à frente de suas aspirações políticas”, disse o Papa Francisco em telegrama.

S. João Paulo II 

Ao longo de sua vida, Nelson Mandela encontrou um único Pontífice: João Paulo II. A primeira vez foi em junho de 1990, pouco depois que deixou a prisão, onde transcorreu 27 anos de sua vida.

Em setembro de 1995, o Papa polonês visitou a África do Sul, sendo acolhido justamente por Nelson Mandela. Eis as palavras de João Paulo II na cerimônia de boas-vindas, em 16 de setembro: hoje a minha viagem me traz à África do Sul, à nova África do Sul, uma nação que se colocou firmemente no caminho da reconciliação e da harmonia entre todos os seus habitantes. No início da minha visita, desejo homenagear o Senhor, Presidente, que, depois de ter sido uma “testemunha” silenciosa e partícipe do anseio do seu povo à verdadeira libertação, agora assumiu a responsabilidade de inspirar e de desafiar cada um a ter êxito na tarefa de reconciliação e de reconstrução nacional.

Apartheid

Mais uma menção a Mandela foi feita ao regressar desta viagem, no Angelus de 24 de setembro de 1995 no Vaticano: “Infelizmente, mais uma vez pude tocar com as mãos os problemas deste Continente. A África carrega os sinais da sua longa história de humilhações. Muito se olhou para este Continente somente em nome de interesses egoístas. Hoje, a África pede para ser estimada e amada por aquilo que é. Não pede compaixão, pede solidariedade. Esta mensagem colhi em todos os lugares e, em especial, no encontro com Nelson Mandela, o homem que guiou a superação do apartheid, interpretando o desejo do seu povo, e de toda a África, de renascer na pacificação e na colaboração entre todos os seus filhos”.

Bento XVI

Bento XVI falou de Mandela ao se dirigir ao novo embaixador da África do Sul junto à Santa Sé, em 29 de maio de 2009.

“Ninguém pode duvidar que muitos méritos pelos progressos realizados devem ser atribuídos à extraordinária maturidade política e às qualidades humanas do ex-presidente Nelson Mandela. Ele foi promotor de perdão e de reconciliação e goza de grande respeito no seu país e junto à comunidade internacional.”

Maior nome da política sul-africana, Nobel da Paz, Nelson Mandela deixou um legado não só de convivência, mas também de luta e resistência. Primeiro presidente negro eleito da África do Sul, entre 1994 e 1999, cumpriu um só mandato – feito raro na política mundial.

Por Rádio Vaticano

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Papa encoraja trabalho pelo bem comum no continente americano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-encoraja-trabalho-pelo-bem-comum-no-continente-americano/ Fri, 30 Jun 2017 15:51:38 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-encoraja-trabalho-pelo-bem-comum-no-continente-americano.html Os desafios da América Latina e a necessidade de enfrentá-los estiveram no centro do discurso do Papa Francisco nesta sexta-feira, 30, na audiência com cerca de 200 membros da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana. Eles se encontraram com o Papa por ocasião dos 50 anos da organização.

“Encorajo-os no compromisso de vocês em favor do bem comum em nosso continente americano, e a colaboração entre todos possa favorecer a construção de um mundo sempre mais humano e mais justo”, disse. 

O Santo Padre destacou, entre as finalidades da organização, promover o desenvolvimento e a coordenação, bem como identificar as possibilidades de assistência recíproca e de ação comum entre os países-membro. Ele articulou seu discurso em três aspectos que considera importantes para o momento atual: identificar as potencialidades, coordenar e promover.

Os países da América Latina são ricos de história, cultura e recursos naturais e têm um povo bom e solidário com os outros povos, lembrou o Papa. Esses valores sociais estão presentes, mas devem ser apreciados e reforçados.

“Apesar desses bens do continente, a atual crise econômica e social atingiu a população e produziu o aumento da pobreza, do desemprego, da desigualdade social, bem como a exploração e o abuso da nossa casa comum. Diante dessa situação é preciso uma análise que leve em consideração a realidade das pessoas concretas, a realidade do nosso povo”.

Levar ao desenvolvimento

Destacando o segundo aspecto, o Papa frisou que é preciso coordenar os esforços para dar respostas concretas e para fazer frente às instâncias e às necessidades dos filhos e das filhas desses países.

“Coordenar não significa deixar que os outros façam e no final aprovar, ao invés, comporta muito tempo e muito esforço; é um trabalho que não aparece e é pouco apreciado, mas necessário”, observou, atendo-se em seguida ao fenômeno da emigração na América Latina.

“Diante de um mundo globalizado e sempre mais complexo, a América Latina deve unir os esforços para fazer frente ao fenômeno da emigração; e grande parte de suas causas já deveriam ter sido enfrentadas há muito tempo, mas nunca é tarde demais”.

Francisco lembrou que a emigração sempre existiu, mas nos últimos anos teve um incremento jamais visto antes. Na busca por um “novo oásis”, muitas vezes as pessoas sofrem a violação de seus direitos; muitas crianças e jovens são vítimas do tráfico de seres humanos e são exploradas, ou caem nas redes da criminalidade e da violência organizada.

“A emigração é um drama de divisão: dividem-se as famílias, os filhos se separam dos pais, distanciam-se da terra de origem, e os próprios governos e os países se dividem diante dessa realidade. É preciso uma política conjunta de cooperação para enfrentar esse fenômeno. Não se trata de buscar culpados e de esquivar-se de responsabilidades, mas todos somos chamados a trabalhar de maneira coordenada e conjunta”.

Promover o diálogo

Por fim, o Papa destacou a necessidade de promover a cultura do diálogo. Ele reconheceu que alguns países da América Latina estão passando por momentos difíceis em nível político, social e econômico.

“Os cidadãos que dispõem de menos recursos são os primeiros a perceber a corrupção que existe nos vários estratos sociais e a má distribuição das riquezas. Sei que muitos países trabalham e lutam para realizar uma sociedade mais justa, promovendo uma cultura da legalidade”, reconheceu Francisco.

O Santo Padre considerou que a promoção do diálogo político é essencial, tanto entre os vários membros desta Associação, quanto com os países de outros continentes, de modo especial com os da Europa, por laços que os unem.

O diálogo é indispensável, concluiu Francisco, “mas não o ‘diálogo entre surdos’! Requer uma atitude receptiva que acolha sugestões e partilhe aspirações.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Superar o medo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/superar-o-medo/ Mon, 26 Jun 2017 09:07:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46969 Muitas vezes temos que assumir falhas e enfrentar dificuldades em várias circunstâncias da vida e por vários motivos. Isso nos traz sensação de insegurança. Ficamos perplexos e até não sabemos o que fazer. Há quem fuja de tomar decisão, compromisso ou responder a convites ou mesmo responsabilizar-se por atitudes ou falhas, partindo para válvulas de escape. Surgem daí atitudes irresponsáveis, não se assumindo obrigações de ofício ou responsabilidades devidas, como o pagamento de dívidas e outras vicissitudes.

A precaução e a defesa pessoal são próprias de quem se coloca em proteção de sua pessoa. Mas, a defesa pessoal deve ser proporcional aos valores vivenciados da ética e da responsabilidade moral perante os fatos e até os delitos, mesmo não sendo dolosos. A melhor forma de defesa é a que promove a verdade e a honra pessoal, que não pode estar sediada na falsidade. Mesmo com o receio da punição, quem tem altivez moral supera o medo e mostra a grandeza de caráter, sabendo rever-se para melhorar a própria conduta, com a humildade de assumir o passado com vontade de acertar melhor o próprio comportamento. Então se  convive com mais dignidade em relação aos outros. Trabalhar para diminuir a pena em relação aos erros não significa falsear a verdade dos mesmos. Até a ação advocatícia não pode ser a de inocentar quem é delituoso e sim de  proteger seus direitos e diminuir sua  pena dentro da ética e da lei.

Quem não teme nem falseia a verdade supera o medo do castigo com a atitude e coerência de se apresentar como pessoa de bem e de convivência na honestidade. A falta de penalização promove a delituosidade de modo progressivo. A correção da pena é pedagógica e necessária, mesmo para pequenos delitos.

Apesar de o medo ser próprio de quem vive o fator emocional humano, a fé ajuda até o equilíbrio emocional diante de fatores de risco e insegurança. O profeta Jeremias lembra que os perseguidores enganosos não terão vez diante de Deus, que “salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus” (Jeremias20,13). Mesmo se o ser humano não tem misericórdia, Deus, no entanto, mostra porque veio, assumindo nossa natureza humana, justamente para nos dar vida nova. Mesmo nas maiores falhas Ele mostra a necessidade de mudança. Basta assumirmos nossos erros, querendo colocar todo o esforço para superá-los. Assim Ele está disposto a nos perdoar. A parábola do filho pródigo é de grande ensinamento sobre isso.

O maior medo que devemos ter é o de quem  possa nos roubar o que nos leva ao objetivo maior da vida, que é a da salvação eterna. Mas a vida presente é muito importante para isso. Se quisermos misericórdia, temos também de ser misericordiosos e lutarmos para superar todo mecanismo de morte e agressão à vida. Quando damos de nós pela promoção da vida na convivência humana e com a natureza, superamos qualquer medo, pois ninguém vai nos roubar ou impedir a vida de doação, que é base para a consecução da vida eterna prometida por Aquele que ressuscitou dentro os mortos!

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)

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