solidariedade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png solidariedade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: é tempo de uma renovada solidariedade internacional, não de nacionalismos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/papa-e-tempo-de-uma-renovada-solidariedade-internacional-nao-de-nacionalismos/ Fri, 03 May 2019 04:03:23 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55035 Em discurso aos participantes da Plenária da Academia das Ciências Sociais, Francisco recordou que a Igreja sempre exortou “ao amor do próprio povo e da pátria”, todavia, sempre advertiu para os desvios deste sentimento quando resulta na exclusão e no ódio pelos demais.

Os neopopulismos e suas consequências foram o tema do longo e articulado discurso do Papa Francisco aos participantes da Plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais.

De fato, o tema da Plenária é “Nação, Estado. Estado-Nação”. Infelizmente, constatou o Pontífice, alguns Estados nacionais atuam mais em espírito de contraposição do que de cooperação. As fronteiras de um país nem sempre coincidem com demarcações de populações homogêneas e muitas tensões provêm de uma excessiva reivindicação de soberania por parte dos Estados.

Amor à pátria
O Papa recordou que a Igreja sempre exortou “ao amor do próprio povo e da pátria”, todavia, sempre advertiu para os desvios deste sentimento quando resulta na exclusão e no ódio pelos demais, quando se torna “nacionalismo conflituoso que levanta muros” ou se torna racismo ou antissemitismo.

Por isso, a Igreja observa com preocupação o reemergir em todo o mundo de correntes agressivas contra os estrangeiros, especialmente os imigrantes, como também de um crescente nacionalismo que ignora o bem comum. Isso pode comprometer formas já consolidadas de cooperação internacional.

Para Francisco, o modo com que uma nação acolhe os migrantes revela a sua visão da dignidade humana e da sua relação com a humanidade. “Quando uma pessoa ou uma família é obrigada a deixar a própria terra, deve ser acolhida com humanidade”, afirmou Francisco, citando os quatro verbos sobre os quais os governos têm responsabilidade perante a migração: acolher, proteger, promover e integrar.

Um Estado que suscita sentimentos nacionalistas do próprio povo contra outras nações ou grupos de pessoas, não realiza a sua missão. E a história ensina para onde conduzem semelhantes desvios.

O sonho de Simón Bolivar ainda é válido
O Papa destacou que nenhum Estado pode ser considerado um absoluto, uma ilha, sobretudo na atual situação de globalização não somente da economia, mas dos intercâmbios tecnológicos e culturais. O Estado nacional não é mais capaz de obter sozinho o bem comum para as suas populações. “O bem comum se tornou mundial e as nações devem se associar para o próprio benefício”, afirmou Francisco, citando os desafios das mudanças climáticas, das novas escravidões e da paz.

Neste âmbito, o Pontífice encorajou o caminho de cooperação regional empreendido, por exemplo, pela União Europeia e o “sonho” de Simón Bolivar na América Latina de uma Pátria Grande.

Com o multilateralismo a humanidade poderia evitar o perigo de conflitos armados toda vez que surgem disputas entre Estados nacionais, assim como o perigo da colonização econômica e ideológica das superpotências.

Já a crescente tendência dos nacionalismos está enfraquecendo o sistema multilateral, com o êxito de uma escassa credibilidade na política internacional e de uma progressiva marginalização dos membros mais vulneráveis da família das nações.

Holocausto nuclear
A este ponto do discurso, Francisco manifestou sua preocupação com o abrir-se de uma “nova estação de confronto nuclear”, que cancela os progressos do passado recente e multiplica o risco de guerras.

“ Se, agora, não somente sobre a terra, mas também no espaço forem colocadas armas nucleares ofensivas e defensivas, a chamada nova fronteira tecnológica terá aumentado e não diminuído o perigo de um holocausto nuclear. ”

Portanto, para o Pontífice, é tempo de uma maior responsabilidade e de uma renovada solidariedade internacional. Hoje, é tarefa do Estado participar da edificação do bem comum da humanidade, sempre mantendo a soberania de cada país e preservando a identidade e a riqueza de cada povo.

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Entregar a vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/entregar-a-vida/ Fri, 16 Mar 2018 09:37:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51302 Há quem entregue a vida por causas pequenas, como a roleta russa, o exagero do consumo de drogas, a pressa em chegar ao destino desobedecendo às leis de trânsito, a violência e outros. No entanto, dar a própria vida para salvar vidas é fazer-se grande por grandes causas. O exemplo absoluto do sacrifício extremado de si é a doação total de Cristo pela humanidade.

Nenhum ser humano é capaz de transpor o abismo de si em relação ao infinito divino. Ninguém tem o poder, mesmo algum fundador de religião, de dar a vida eterna feliz para alguém. Só Deus o tem. O filho dele mostra que a salvação da humanidade se encontra na doação de si pelo bem do semelhante. Baseados na pessoa e na palavra dele, aceitamos tal desafio. Daí se origina a salvação da humanidade. Teremos, então, mais solidariedade, compaixão, justiça e fraternidade. É a recomposição da possibilidade de vida digna no planeta, tão querida por Deus. Ele é o Senhor da vida e nos ajuda a tê-la de modo realizador para todos. Basta sermos obedientes e imitarmos a doação total do Filho de Deus!

Nosso maior aliado na caminhada terrena é o próprio Criador. Além do dom da vida, Ele nos favorece com graças especiais, como a inteligência e outras capacidades para vivermos colocando tudo a serviço de todos. Quando não o fazemos, embora acumulemos recursos culturais e materiais, tornamo-nos egoístas e estragamos os meios que deveriam ser de benefício comum. Todo tipo de violência, como a doméstica, as sociais, o uso de cargos públicos e da política para o benefício escuso de minorias privilegiadas, faz-nos prejudicar a todos e a nós mesmos. Há quem realize danos aos outros e não percebe que a vida vale não para se ter mais do que os outros, mas para mostrar a grandeza de caráter de quem dá de si para beneficiar a todos. Ninguém vai levar nada para a vida eterna, a não ser a própria personalidade marcada pela bondade, justiça e amor ou, ao contrário, a marca de quem não viveu como gente humana!

Quem se condiciona positivamente para realizar na presente vida os ditames divinos, terá sua marca, conforme diz o profeta: “Imprimirei minha lei em suas entranhas e hei de inscrevê-la em seu coração” (Jeremias 31,33).  O próprio  Jesus vai à nossa frente, indicando o que fazer da vida para ela ser frutífera e promotora do bem. Ele afirma ser necessário o grão de trigo ser enterrado e morrer para brotar e da vida nova (Cf. João 12,24). Assim, quem morre para si em vista de produzir o bem, dando vida aos outros, encontra o sentido para a existência e se realiza justamente em comunicar o amor que beneficia sempre o semelhante. Hoje, para superarmos a violência produzida pelo egoísmo, precisamos nos converter para a alteridade, em que se pensa mais no bem comum. Para isso, precisamos despertar a consciência de todos  para serem grandes no caráter e mais solidários com os que sofrem por causa do mau uso dos encargos pessoais e sociais!

Por Dom José Alberto Moura- Arcebispo de Montes Claros (MG)

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Às vezes, o dom de alguém é cuidar de outra pessoa https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/as-vezes-o-dom-de-alguem-e-cuidar-de-outra-pessoa/ Thu, 15 Feb 2018 11:05:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50781 Todo mundo conhece aquela pessoa que sempre está pronta para ajudar, para tomar decisões, para se doar. Com ela, sabemos que poderemos contar, e para ela poderemos ligar, a hora que for, que receberemos atenção. Essas pessoas nunca se cansam, não desistem dos outros e por isso são tão essenciais, tão amadas e especiais.

Quando estamos diante de algum problema, quando surgem imprevistos, quando não há mais a quem recorrer, sempre teremos alguém que nos ouvirá e tentará encontrar uma saída, aliviando-nos os passos, ajudando-nos, com disposição e sorriso sincero. Mesmo que estejam em meio a alguma turbulência de suas próprias vidas, existem pessoas que conseguirão estender as mãos em direção ao que está além do seu próprio mundinho.

Quem já teve ou tem alguém enfermo na família bem sabe o quanto é necessário que haja uma pessoa disposta, que toma a frente das decisões e se prontifica com empenho nos cuidados para com quem está precisando de ajuda, de médicos, de remédios, de atenção. Mesmo com as atribulações que a vida traz, existe quem possui o dom de encontrar tempo para se dedicar à vida de outra pessoa.

Em meio às tempestades que chegam repentinamente, muitos de nós ficamos desorientados e inertes, como que paralisados, sem saber o que fazer. No entanto, quem nasce com o dom de ajudar saberá exatamente quais atitudes deverão ser tomadas, quais palavras serão providenciais, acalmando-nos e deixando-nos mais seguros para encarar tudo aquilo que tanto nos assombra naquele momento inicial.

Sim, teremos que nos forçar à doação de nosso tempo, de nossa lucidez, de nossa vida a quem precisa de nós, porque ninguém há de viver somente fazendo o que quiser todo o tempo. Nem para todo mundo cuidar do outro é algo tranquilo e prazeroso, mas doar-se é necessário, porque poucos estarão prontos para abraçar a dor alheia quando ela se fizer presente. Por isso mesmo é que quem tem o dom de cuidar de alguém é tão especial, essencial e digno de admiração e gratidão. Sempre.

Por A Soma de Todos os Afetos via Aleteia

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“Sem Jesus não tem Natal”, diz dom Guilherme Werlang https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sem-jesus-nao-tem-natal-diz-dom-guilherme-werlang/ Wed, 20 Dec 2017 15:05:54 +0000 http://teste.toqueto.com/sem-jesus-nao-tem-natal-diz-dom-guilherme-werlang.html Numa época marcada pelo consumo, o bispo de Iparemi (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, dom Guilherme Werlang lembra que o comércio não pode nos dar a paz. O religioso afirma que estamos vivendo numa época comandada pelo dinheiro, definido pelo papa Francisco com um “falso deus” em sua encíclica Laudato Sí.

“O Natal só pode ser celebrado se tivermos o menino Jesus e o comércio roubou dos cristãos e da humanidade a criança. Trocou a essência do Natal pelo papai Noel”, afirmou. Para dom Guilherme, as luzes e os enfeites podem ser importantes, mas só se sua finalidade for para homenagear a verdadeira luz.

O verdadeiro sentido do Natal, roubado pelo sentido comercial que a data adquiriu, precisa ser recuperado na avaliação de dom Guilherme. “Se você perguntar para 100 crianças se preferem o menino Jesus ou o Papai Noel? A maioria dirá que prefere o papai Noel, inclusive os filhos das famílias cristãs. Muitas crianças de famílias cristãs não sabem dizer uma ou três frases sobre o menino Jesus”.

Para o bispo é necessário revolver este problema encontrando novamente a criança, o menino Jesus, na gruta de Belém, filho de Maria, concebido pelo poder do Espírito Santo. “Só ele pode nos trazer a paz, o amor, a reconciliação, a justiça, o perdão. Sem essa criança, que Deus nos envia, como a luz do mundo, nós continuaremos a tatear na escuridão da noite da humanidade”, disse.

Partilha e solidariedade – O Natal deve ser uma época para, na visão de dom Guilherme, além de compartilhar a vida e esperança, viver a solidariedade. “Nesta época, precisamos compartilhar dos bens que possuímos, especialmente o alimento”, disse.

Dom Guilherme conta que na diocese de Ipameri (GO), a Catedral do Divino Espírito Santo, as pastorais sociais e o movimento de Cursilho de Cristandade junto com a rádio local realizam todo ano o Natal da Solidariedade. Uma equipe passa, durante os três sábados que antecedem a data, em todos os supermercados arrecadando alimentos que são doados para famílias mais pobres cadastradas. Em 2016 foram 400 cestas básicas. Este ano pretendem chegar a 500 cestas.

O Natal quando não for baseado no consumo, mas no amor e na solidariedade, será capaz de fazer o que previu Isaías: anunciar ao povo brasileiro que é hora da alegria, de reacender a esperança no coração da humanidade, de olhar pra frente e dizer com Deus nós seremos vencedores. “Que o Natal possa nos fazer superar o egoísmo, o egocentrismo, o consumismo e possa plantar em nosso coração a semente do amor, da justiça e da paz”, desejou.

Por CNBB

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Campanha Natal Sem Fome arrecada 132 kilos de alimentos na sede da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/campanha-natal-sem-fome-arrecada-132-kilos-de-alimentos-na-sede-da-cnbb/ Tue, 19 Dec 2017 08:04:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50202 A CNBB contabilizou e registrou a doação de 11 cestas básicas, o equivalente a 132 kilos de alimento destinados à Campanha Natal Sem Fome organizada pela Ação da Cidadania em Brasília. A iniciativa instalou pontos de coleta em locais da capital federal para arrecadar alimentos não perecíveis.

O posto na CNBB foi instalado dia 03/11, com a presença do secretário-geral, dom Leonardo Steiner, bispo-auxiliar de Brasília-DF. Na ocasião, foi lembrando pelo José Ivan, um dos coordenadores da campanha no DF, que a doação de fome foi retomada após 10 anos, porque a fome volta a assombrar os lares brasileiros.

A representante da associação de Catadores Catamare, Antônia Cardoso, de 44 anos, compareceu à sede da CNBB em nome de sua organização para receber as doações. Esta iniciativa, segundo ela, vai fortalecer o trabalho da associação que organiza muitos catadores e recicladores em Brasília. Outros grupos, como o cultural Azulim, em Sobradinho 2, assentamento Maria da Penha Resiste, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e no assentamento Pequeno Willian, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), ambos em Planaltina (GO) também serão contemplados com cestas básicas.

O coordenador do Departamento Social da CNBB, Franklin Queiroz, junto com a coordenadora da cozinha da CNBB, Yara Mendes, entregou as cestas básicas arrecadas para associação Catamare.  “Este gesto concreto representa a realidade que estamos vivendo em nosso país”, disse Franklin. Ele se refere ao risco de o Brasil voltar a ocupar o Mapa da Fome da FAO da ONU. “Quando a fome se faz presente, ações como essas são necessárias”, disse.

Franklin ressaltou também a generosidade dos colaboradores da CNBB que se solidarizaram com sua contribuição. “Agradeço a cada um/a cada que colaborou nesta iniciativa!. Betinho deve estar feliz”, disse. O representante do Departamento Social lembrou do Betinho, criador da campanha. “Ele deve estar feliz com nossa iniciativa”. O sociólogo cunhou a expressão: “quem tem fome, tem pressa”.

A próxima luta da Catamare, lembrou sua liderança, visa a conquista de um telhado para a associação. Nesta época do ano a chuva molha o lixo colhido e impossibilita o trabalho dos catadores.

Por CNBB

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Papa lembra N. Sra. de Aparecida e N. Sra. de Fátima https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-lembra-n-sra-de-aparecida-e-n-sra-de-fatima/ Wed, 11 Oct 2017 12:23:12 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-lembra-n-sra-de-aparecida-e-n-sra-de-fatima.html Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. O Papa interrompeu sua saudação para ouvir o cântico e a saudação dos brasileiros presentes em grande número na Audiência Geral desta quarta-feira:

“Saúdo todos os peregrinos do Brasil e de outros países de língua portuguesa, particularmente os diversos grupos de sacerdotes, religiosos e fiéis brasileiros residentes em Roma, que vieram a esta Audiência para dividir a alegria pelo jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, cuja festa se celebra amanhã. A história dos pescadores que encontraram no Rio Paraíba do Sul o corpo e depois a cabeça da imagem de Nossa Senhora, e que foram em seguida unidos, nos lembra que neste momento difícil do Brasil, a Virgem Maria é um sinal que impulsiona para a unidade construída na solidariedade e na justiça. Que Deus lhes abençoe”.

100 anos das aparições em Fátima

Ao recordar que em 13 de outubro se conclui o centenário das últimas aparições marianas em Fátima, o Papa Francisco pediu que, especialmente neste mês de outubro, se reze o Santo Rosário pela paz no mundo:

“Na próxima sexta-feira, 13 de outubro, conclui-se o centenário das últimas aparições marianas em Fátima. Com o olhar voltado a Mãe do Senhor e Rainha das Missões, convido todos, especialmente neste mês de outubro, a rezar  o Santo Rosário pela intenção da paz no mundo. Possa a oração dissuadir os ânimos mais rebeldes, para que tirem a violência de seus corações, de suas palavras e de seus gestos, e construam comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. Nada é impossível se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podemos ser construtores de paz”.

O Pontífice recordou que no mesmo dia recorre o Dia Internacional para a Redução dos Desastres Naturais:

“Renovo o meu premente apelo pela salvaguarda da criação, mediante uma sempre mais atenta tutela e cuidado pelo ambiente. Encorajo, neste sentido, as instituições e todos os que têm responsabilidade pública e social, a promover sempre mais uma cultura que tenha como objetivo a redução da exposição aos riscos e às calamidades naturais. As ações concretas, voltadas ao estudo e à defesa da casa comum, possam reduzir progressivamente os riscos para as populações mais vulneráveis”.

Por Redação, com Rádio Vaticano

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"Compartilhe a viagem": campanha de acolhida a migrantes e refugiados https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/compartilhe-a-viagem-campanha-de-acolhida-a-migrantes-e-refugiados/ Thu, 28 Sep 2017 07:57:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48722 A Cáritas Internacional lançou nesta quarta-feira, 27, a campanha “Compartilhe a viagem”, para promover a acolhida de migrantes e refugiados. A iniciativa teve um forte impulso sendo lançada também pelo Papa Francisco no Vaticano durante a tradicional audiência geral. 

“Somos todos filhos e filhas do mesmo Deus, estamos no planeta terra, numa casa em comum, e todos temos direito de ir e vir”. Esta frase de Francisco, é segundo a vice-presidente da Cáritas Brasileira, Irmã Lourdes Maria Staudt Dill, caminho para sensibilização e solidariedade.

A Igreja, motivada constantemente pelo Papa sobre a necessidade da vivência da acolhida, do encontro e do cuidado, despertou a criação de uma campanha em nível mundial durante a assembleia geral da Cáritas Internacional. “Temas vivenciados por vários países foram levantados e discutidos, mas a problemática da migração e dos refugiados foi a que trouxe maior reflexão e sensibilização”, afirmou o diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Cláudio Lopes da Silva, popularmente conhecido por Mandela.

São milhões de famílias que saem de suas terras e os principais motivos apontados por Irmã Lourdes seriam a guerra, desemprego, fome, miséria e a exclusão. A saída e a entrada dos migrantes nos países são apontados pela religiosa como o primeiro problema enfrentado por eles, sendo o trânsito livre entre os países, direito à moradia e emprego, dificuldades posteriores. Os preocupantes dados migratórios e a existência de rejeições de imigrantes são pontos que precisam ser banidos do histórico dos refugiados, de acordo com a Irmã.

A campanha no Brasil, que será desenvolvida pela Cáritas Brasileira, terá duração de dois anos — início em 2017 e término em 2019 — e tem como dois grandes objetivos centrais a construção da consciência e sensibilidade da sociedade mundial sobre a problemática dos migrantes e refugiados – necessidade de acolhimento nas cidades, estados e países – e a incisão sob o pacto mundial sobre as migrações e refúgios, que será assinado no próximo ano, 2018, pelas Nações Unidas. “Neste momento, os países estão discutindo esse documento preliminar, e a ideia é que nós também consigamos incluir proposições ao Governo brasileiro e que ele as leve como proposições de sua autoria”, afirmou Mandela.

“Compartilhe a viagem”

Segundo a vice-presidente da Cáritas Brasileira, o tema da campanha “Compartilhe a Viagem”, escolhido junto ao Papa, é um chamado para que todos sejam solidários em compartilhar a viagem dos que saem sem rumo e chegam sem norte. “São irmãos que fazem parte deste mundo, nossa casa em comum, e querem um espaço apenas para sobreviver com dignidade” comentou a religiosa.

“Compartilhar a viagem, estar junto na viagem, tem a ver com uma nova percepção quanto à viagem dos migrantes que deixam sua vida, cultura e país e estão se introduzindo em outras sociedades com ideias e costumes muito distantes das deles”, afirmou Mandela.

Para o diretor-executivo da Cáritas Brasileira, a ideia de compartilhar a viagem, tradução do termo “Share the Journey”, é estar junto e vivenciar a experiência dos migrantes e refugiados a partir das experiências por eles compartilhadas.

A coragem e profetismo do Papa Francisco são apontados pelos membros da Cáritas Brasileira como grande exemplo a ser seguido dentro da própria Igreja Católica, movimentos, pastorais sociais e também pelos poderes públicos. “Imaginar-se em outro país sem saber para onde ir é colocar-se no lugar, na viagem do outro, dos refugiados. Este tipo de atitude, com certeza sensibiliza e abre corações, caminhos e solidariedade para acolher quem precisa”, finalizou Irmã Lourdes.

Ações da Campanha

No Brasil, as ações projetadas para os dois anos da campanha contam com mobilizações, seminários e atividades diagnósticas espalhadas por todo o país. Para o final do ano de 2017, será realizado um intenso movimento nas redes sociais com as hashtags #sharejourney e #compartilheaviagem, com incentivo a fotos que suscitem o tema e o compartilhamento de histórias de vida e realidades enfrentadas pelos migrantes e refugiados que se encontram atualmente no Brasil.

Em 2018, o Brasil sediará o Fórum Social Mundial e a Cáritas, aproveitando a ocasião, enviará a proposta da realização de um grande seminário sobre o tema migração. Será solicitado também que cada Estado, juntamente das Cáritas locais, pastorais e da CNBB, realizem novas discussões, atividades e diagnósticos da vida dos migrantes para serem apresentados em uma feira de cultura, saberes e sabores no Rio de Janeiro ou em Brasília.

As iniciativas visam movimentar a sociedade brasileira com discussões de histórias e resultados provenientes de estudos da problemática da migração em território nacional, e em um panorama internacional.

O embaixador da Campanha no Brasil

As Cáritas dos mais de 200 países espalhados nos cinco continentes do mundo ficaram responsáveis pela escolha de pessoas, de preferência formadores de opinião ou figuras populares, para representarem a campanha. Chamados embaixadores, as personalidades estamparam a parte gráfica da campanha de seus países, além de estarem ativamente envolvidas e relacionadas às ações da campanha.

No Brasil, a escolha dos membros da Cáritas, que já realizam trabalhos com migrantes e refugiados, foi diferente. Identificado como o grande embaixador não só do Brasil, mas da América Latina, em uma perspectiva de acolhida e de braços abertos, o Cristo Redentor foi eleito como o maior representante da iniciativa.

“Ele também foi refugiado, também foi migrante e é símbolo nacional de acolhida. Todas as pessoas que vão ao Rio de Janeiro, querem conhecê-lo. Não tem outro embaixador para a campanha do Brasil, que não seja o próprio Cristo Redentor de braços abertos esperando pelos migrantes e refugiados” concluiu o diretor-executivo da Cáritas Brasileira.

Papel da Cáritas Brasileira

Há 40 anos desenvolvendo ações de apoio aos migrantes, a Cáritas Brasileira destaca o país como bastante acolhedor no abrigo de haitianos, africanos e senegaleses, e contabiliza a soma de 78 nacionalidades diferentes presentes no Brasil. Parceira histórica da Cáritas, o alto comissariado das Nações Unidas para os refugiados, ACNUR, é uma das principais organizações que trabalham com esta temática no país.

A medida que crescem o número de pessoas buscando refúgio, a Cáritas expande seu trabalho social com migrantes e refugiados, prioritariamente realizado nas arquidioceses de São Paulo e do Rio de Janeiro, em um processo de acolhida, reinserção social — desde a chegada dos refugiados em solo brasileiro —, contribuição no processo de formação na língua e na cultura, até a introdução socioeconomicamente no país.

“Praticamente todas as Cáritas em todas as dioceses têm alguma introdução no atendimento a pessoas em situação de migração e refúgio. Nosso trabalho vai desde a acolhida, compreensão da história de vida das pessoas, até a conquista da reintrodução social”, disse Mandela.

O diretor-executivo da Cáritas Brasileira afirma que socialmente, o papel do organismo da CNBB, não é cumprir um papel que é do Estado, mas sim trazer à tona discussões e problemáticas que atingem diretamente o país, para que juntos desenvolvam estudos e meios de lidar com temas como este.

“Queremos fazer uma discussão com o Governo Federal e Órgãos Estatais para envolvê-los nessa e em futuras campanhas. A ideia é que consigamos realizar diálogos, seminários, audiências públicas em todas as estâncias do Governo relacionadas ao tema e a problemáticas de nível nacional e mundial”, concluiu Mandela.

Por Canção Nova

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Papa pede atenção a intolerância e xenofobia contra migrantes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pede-atencao-a-intolerancia-e-xenofobia-contra-migrantes/ Fri, 22 Sep 2017 12:30:49 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pede-atencao-a-intolerancia-e-xenofobia-contra-migrantes.html A crescente intolerância, discriminação e xenofobia na Europa foi tema da última audiência do Papa Francisco desta sexta-feira, 22. O Santo Padre recebeu os responsáveis nacionais pelas migrações que participam do encontro promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais. Preocupado, o Pontífice reafirmou a missão da Igreja diante dos fluxos migratórios em quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar.

A desconfiança e o temor em relação ao outro, ao diferente e ao estrangeiro, foi apontado pelo Papa como motivações para os sinais de intolerância, discriminação e xenofobia em várias regiões do continente europeu.

Segundo ele, estes comportamentos também presentes nas comunidades católicas, refletem a não isenção dessas reações de defesa e rejeição, justificadas por um ‘dever moral’ de preservar a identidade cultural também no meio religioso. O Pontífice relembrou então a função social da Igreja: “Amar Jesus Cristo particularmente nos mais pobres e abandonados, entre eles os migrantes e refugiados”.

Francisco recordou que a Igreja se propagou nos continentes graças à migração de missionários, e perceber hoje uma profunda dificuldade das Igrejas na Europa diante da chegada dos migrantes, espelha os limites do continente em aplicar concretamente a universalidade dos direitos humanos.

Para o Papa, a chegada de estrangeiros oferece às Igrejas uma oportunidade a mais de realizar uma nova fronteira missionária. O encontro com migrantes e refugiados de outras confissões e religiões é uma oportunidade do desenvolvimento de um diálogo ecumênico e inter-religioso.

Por fim, Francisco indicou a resposta pastoral aos desafios migratórios e exortou ao final de sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado do próximo ano: “Que a voz da Igreja seja sempre tempestiva e profética e, sobretudo, seja precedida por um trabalho coerente e inspirado nos princípios da doutrina cristã”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa envia ajuda ao México em virtude do terremoto que atingiu o país https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-envia-ajuda-ao-mexico-em-virtude-do-terremoto-que-atingiu-o-pais/ Fri, 22 Sep 2017 10:26:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48644 O Papa Francisco enviou, por meio do órgão vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, uma primeira contribuição de US$ 150 mil para socorrer as vítimas do terremoto que atingiu o México na terça-feira, 19, e já tirou a vida 250 pessoas.

Esta soma será dividida entre as dioceses mais atingidas pela calamidade, num trabalho conjunto à Nunciatura Apostólica. A quantia será utilizada para a construção de obras de assistência às vítimas e quer ser uma imediata expressão do sentimento de proximidade espiritual e paterno encorajamento para as pessoas e os territórios atingidos, manifestados pelo Santo Padre após a catequese de quarta-feira, 20 de setembro.

Ainda segundo o comunicado do órgão vaticano, essa contribuição, que acompanha uma oração especialmente dirigida à Nossa Senhora de Guadalupe como apoio à amada população mexicana, é parte do auxílio que está sendo ativado em toda a Igreja católica e que envolve, além de várias Conferências episcopais, outros organismos de caridade.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano 

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Sismo no México: a solidariedade do Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sismo-no-mexico-a-solidariedade-do-papa-francisco/ Wed, 20 Sep 2017 14:19:49 +0000 http://teste.toqueto.com/sismo-no-mexico-a-solidariedade-do-papa-francisco.html O Papa manifestou sua solidariedade aos mexicanos depois do terremoto de 7.1 graus que devastou a nação.

Ao saudar os peregrinos de língua espanhola na Audiência Geral, Francisco disse:

Ontem, um terremoto terrível assolou o México – vi que há muitos mexicanos entre vocês. Causou inúmeras vítimas e danos materiais. Neste momento de dor, quero manifestar a minha solidariedade e oração a toda querida população mexicana. Elevemos todos juntos a nossa oração a Deus para que acolha em seu seio os que perderam a vida, conforte os feridos, seus familiares e todos os afetados.”

O Papa pediu orações também por todos que trabalham no resgate das vítimas e a proteção de Nossa Senhora de Guadalupe.

Epicentro

O tremor foi sentido em 18 municípios, incluindo a Cidade do México, onde edifícios caíram e pessoas estão soterradas. O epicentro foi nos arredores de Axochiapan, no Estado de Morelos, a cerca de 120 km da capital. Segundo o Serviço Nacional mexicano, o terremoto foi registrado a 57 km de profundidade.

Exatamente 32 anos atrás, no mesmo dia um sismo deixou milhares de mortos na capital mexicana.

Por Rádio Vaticano

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