Síria - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Síria - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Na Terra Santa, Cardeal Sandri recorda êxodo de cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-terra-santa-cardeal-sandri-recorda-exodo-de-cristaos/ Fri, 20 Oct 2017 11:09:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49110 Os fiéis da Igreja greco-melquita experimentaram o drama que “há muitos anos aflige a Síria e outras áreas do Oriente Médio” por causa do sofrimento “infligido também, ou em certos casos, somente por causa do nome de Jesus”.

Foi o que sublinhou em Haifa o Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, Cardeal Leonardo Sandri, durante o encontro com os sacerdotes da Arquieparquia de Akka dos greco-melquitas.

Êxodo dos inocentes

Na segunda e terceira etapa da viagem que está realizando à Terra Santa, o purpurado quis recordar o êxodo de milhares de pessoas obrigadas a fugir e a deixar o que tinham, porque, como a Santa Sagrada Família em Belém, não havia lugar para eles. Mas “esta vez não na hospedaria, mas naquela que até poucas horas antes era a própria casa”.

O sofrimento inocente do povo cristão – comentou o Cardeal –  que “em certos casos chegou até mesmo a um verdadeiro martírio, por meio de sequestros ou até mesmo a tortura e a morte”, pela graça do Senhor “torna-se um tesouro de graça para a Igreja inteira, que lava as próprias vestes – às vezes cheias de pó – no sangue do Cordeiro Imolado”.

O Prefeito, depois, observou como existe uma “participação cotidiana e consciente possível para cada um de nós na obra de edificação e santificação da Igreja”, que passa pelos “nossos “sim” cotidianos, ao Senhor antes de tudo, por meio da oração, a celebração dos Sacramentos”,  e pelos “nossos “sim” aos irmãos, graças ao ministério da caridade”.

Uma solidariedade concreta pelos mais pobres no sentido material, mas também “pela pobreza interior com que se pode entra em contato”.

Nos países do Ocidente, esta é representada por um estilo de vida “como se Deus não existisse”, enquanto no Oriente poderia existir “o risco de uma pertença confessional forte – “sou cristão, sou católico, sou melquita, armênio, latino, caldeu” – que em alguns casos leva “a viver com um coração e um estilo não exatamente desejoso de um sincero estilo evangélico nas relações internas às comunidades ou com as outras comunidades, entre nós padres, entre nós e o bispo”.

Monte Carmelo

Sucessivamente, o Cardeal visitou a Igreja do Monte Carmelo, onde rezou na gruta do Profeta Elias e encontrou a comunidade das Carmelitas Descalças, provenientes da Terra Santa, da Itália, do Peru, de Madagascar e de outros países.

O purpurado deteve-se por um momento em partilha com as religiosas, confiando às suas orações as intenções do Papa Francisco, pela Igreja, e especialmente pelo Oriente Médio.

Nazaré

Após, deslocou-se até Nazaré, junto à Basílica da Anunciação, onde foi acolhido Reitor e Guardião da Basílica da Anunciação, Bruno Varriano e pela comunidade.

O purpurado celebrou Missa em uma capela próxima à gruta da Anunciação, onde recordou o Fiat de Maria e o grande mistério que naquele local é contemplado, detendo-se, em particular, na recordação do Beato Paulo VI.

“Em Nazaré – disse o Cardeal – o sim de Maria foi preparado no silêncio, e no silencio foi guardado o mistério da encarnação, do crescimento de Jesus no escondimento”.

Disto, o convite à sociedade e à Igreja , em meio ao “barulho da comunicação que invade os nossos dias”, a encontrar “o silêncio como lugar fecundo do qual nasce a vida verdadeira e autêntica”.

Por Rádio Vaticano

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Diante da perseguição sejam “templos vivos do Senhor” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/diante-da-perseguicao-sejam-templos-vivos-do-senhor/ Thu, 22 Jun 2017 14:04:10 +0000 http://teste.toqueto.com/diante-da-perseguicao-sejam-templos-vivos-do-senhor.html Ao receber nesta manhã os participantes da 90ª Assembleia da Reunião das Obras para a Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), o Papa Francisco refletiu sobre a realidade da cruz, do sofrimento e da necessidade de ser “templo vivo” do Senhor, onde já não é possível defender as estruturas eclesiais.

Em seu discurso, o Papa disse que “sabemos que somos pedras vivas aderidas a Cristo, que é a pedra angular! As Igrejas Orientais custodiam tantas veneradas memórias, igrejas, mosteiros, lugares de santos e santas: são custodiados e preservados, também graças a sua ajuda, favorecendo assim a peregrinação às raízes da fé”.

“Mas, quando não é possível reparar ou preservar as estruturas, devemos continuar sendo templo vivo do Senhor, recordando que o ‘barro’ da nossa existência cristã foi moldado pelas mãos de ‘artesão’, o Senhor que colocou nela o seu espírito vivificador”, exortou.

Francisco recordou que “as Igrejas Orientais viveram muitas vezes ondas terríveis de perseguição e luta seja no Leste europeu seja no Oriente Médio. Grandes migrações enfraqueceram sua presença nos territórios onde floresceram há séculos”.

Agora, continuou, “graças a Deus, algumas delas voltaram a ter liberdade após o período doloroso dos regimes totalitários, porém, outras, especialmente na Síria, Iraque e Egito, veem os seus filhos sofrer por causa do perdurar da guerra e da violência insensata perpetrada pelo terrorismo fundamentalista”.

“Todos esses fatos nos fizeram viver a experiência da Cruz de Jesus: é causa de inquietação e sofrimento, mas ao mesmo tempo fonte de salvação. Como tive ocasião de dizer no dia seguinte da minha eleição como Bispo de Roma: ‘Se caminhamos sem a cruz, se construímos sem a cruz e se confessamos um Cristo sem cruz, não somos discípulos do Senhor’”.

Em seguida, falando aos seminaristas e sacerdotes das Igrejas de rito Oriental, o Pontífice disse que “estamos conscientes da escolha radical feita por muitos deles e do testemunho heroico de dedicação às suas comunidades muitas vezes marcadas pela provação”.

O Papa ressaltou que “é fundamental alimentar sempre o estilo do Evangelho nos bispos, para que eles possam vivê-lo em relação aos seus presbíteros, e que eles possam fazer os fiéis a eles confiados sentir o carinho do Senhor, conservando a graça de permanecer discípulos de Cristo”.

“O seminarista e o jovem sacerdote sentirão a alegria de ser colaboradores da salvação oferecida pelo Senhor que se inclina como o Bom Samaritano para colocar sobre as feridas dos corações e histórias humanas o óleo do consolo e o vinho da esperança evangélica”.

Ao concluir, Francisco pediu: “Não nos esqueçamos de que no Oriente, também em nossos dias, os cristãos – não importa se são católicos, ortodoxos ou protestantes – derramam seu sangue como selo de seu testemunho”.

Por ACI Digital

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Mensagem pascal do Papa Francisco e bênção Urbi et Orbi 2017 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mensagem-pascal-do-papa-francisco-e-bencao-urbi-et-orbi-2017/ Mon, 17 Apr 2017 08:19:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45495 Em sua Mensagem Pascal, pronunciada na Praça de São Pedro do Vaticano após a Missa da Páscoa da Ressurreição e da oração do Regina Coeli, o Papa Francisco pediu pela paz em diferentes países do Oriente Médio e da África assolados por sangrentos conflitos.

Em concreto, o Santo Padre, pediu “ao Senhor ressuscitado” que sustente os esforços de quantos trabalham ativamente para levar alívio e conforto à população civil na Síria, vítima duma guerra que não cessa de semear horrores e morte. Conceda paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra Santa, bem como ao Iraque e ao Iêmen”.

Do mesmo modo, pediu que “não falte a proximidade do Bom Pastor às populações do Sudão do Sul, do Sudão, da Somália e da República Democrática do Congo, que sofrem o perdurar de conflitos, agravados pela gravíssima carestia que está a afetar algumas regiões da África”.

Na Mensagem Pascal, o Pontífice também recordou da América Latina: “Jesus ressuscitado sustente os esforços de quantos estão empenhados, especialmente na América Latina, em garantir o bem comum das várias nações, por vezes marcadas por tensões políticas e sociais que, nalguns casos, desembocaram em violência”.

Francisco também rezou pela Europa, para que “o Senhor ressuscitado, que não cessa de cumular o continente europeu com a sua bênção, dê esperança a quantos atravessam momentos de crise e dificuldade, nomeadamente por causa da grande falta de emprego, sobretudo para os jovens”.

Em especial, dirigiu algumas palavras à população ucraniana: “Que o Bom Pastor ajude ucraniana, atormentada ainda por um conflito sangrento, a reencontrar a concórdia, e acompanhe as iniciativas tendentes a aliviar os dramas de quantos sofrem as suas consequências”.

Após pronunciar a mensagem, o Papa Francisco deu a Bênção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo).

A seguir, o texto completo da Mensagem Pascal do Papa Francisco:

Queridos irmãos e irmãs,

feliz Páscoa!

Hoje, em todo o mundo, a Igreja renova o anúncio maravilhoso dos primeiros discípulos: «Jesus ressuscitou!» – «Ressuscitou verdadeiramente, como havia predito!»

A antiga festa de Páscoa, memorial da libertação do povo hebreu da escravidão, alcança aqui o seu cumprimento: Jesus Cristo, com a sua ressurreição, libertou-nos da escravidão do pecado e da morte e abriu-nos a passagem para a vida eterna.

Todos nós, quando nos deixamos dominar pelo pecado, perdemos o caminho certo e vagamos como ovelhas perdidas. Mas o próprio Deus, o nosso Pastor, veio procurar-nos e, para nos salvar, abaixou-Se até à humilhação da cruz. E hoje podemos proclamar: «Ressuscitou o bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia!» (Missal Romano, IV Domingo de Páscoa, Antífona da Comunhão).

Através dos tempos, o Pastor ressuscitado não Se cansa de nos procurar, a nós seus irmãos extraviados nos desertos do mundo. E, com os sinais da Paixão – as feridas do seu amor misericordioso –, atrai-nos ao seu caminho, o caminho da vida. Também hoje Ele toma sobre os seus ombros muitos dos nossos irmãos e irmãs oprimidos pelo mal nas suas mais variadas formas.

O Pastor ressuscitado vai à procura de quem se extraviou nos labirintos da solidão e da marginalização; vai ao seu encontro através de irmãos e irmãs que sabem aproximar-se com respeito e ternura e fazer sentir àquelas pessoas a voz d’Ele, uma voz nunca esquecida, que as chama à amizade com Deus.

Cuida de quantos são vítimas de escravidões antigas e novas: trabalhos desumanos, tráficos ilícitos, exploração e discriminação, dependências graves. Cuida das crianças e adolescentes que se veem privados da sua vida despreocupada para ser explorados; e de quem tem o coração ferido pelas violências que sofre dentro das paredes da própria casa.

O Pastor ressuscitado faz-Se companheiro de viagem das pessoas que são forçadas a deixar a sua terra por causa de conflitos armados, ataques terroristas, carestias, regimes opressores. A estes migrantes forçados, Ele faz encontrar, sob cada ângulo do céu, irmãos que compartilham o pão e a esperança no caminho comum.

Nas vicissitudes complexas e por vezes dramáticas dos povos, que o Senhor ressuscitado guie os passos de quem procura a justiça e a paz; e dê aos responsáveis das nações a coragem de evitar a propagação dos conflitos e deter o tráfico das armas.

Concretamente nos tempos que correm, sustente os esforços de quantos trabalham ativamente para levar alívio e conforto à população civil na Síria, vítima duma guerra que não cessa de semear horrores e morte. Conceda paz a todo o Médio Oriente, a começar pela Terra Santa, bem como ao Iraque e ao Iémen.

Não falte a proximidade do Bom Pastor às populações do Sudão do Sul, do Sudão, da Somália e da República Democrática do Congo, que sofrem o perdurar de conflitos, agravados pela gravíssima carestia que está a afetar algumas regiões da África.

Jesus ressuscitado sustente os esforços de quantos estão empenhados, especialmente na América Latina, em garantir o bem comum das várias nações, por vezes marcadas por tensões políticas e sociais que, nalguns casos, desembocaram em violência. Que seja possível construir pontes de diálogo, perseverando na luta contra o flagelo da corrupção e na busca de soluções pacíficas viáveis para as controvérsias, para o progresso e a consolidação das instituições democráticas, no pleno respeito pelo estado de direito.

Que o Bom Pastor ajude ucraniana, atormentada ainda por um conflito sangrento, a reencontrar a concórdia, e acompanhe as iniciativas tendentes a aliviar os dramas de quantos sofrem as suas consequências.

O Senhor ressuscitado, que não cessa de cumular o continente europeu com a sua bênção, dê esperança a quantos atravessam momentos de crise e dificuldade, nomeadamente por causa da grande falta de emprego, sobretudo para os jovens.

Queridos irmãos e irmãs, este ano, nós, os crentes de todas as denominações cristãos, celebramos juntos a Páscoa. Assim ressoa, a uma só voz, em todas as partes da terra, o mais belo anúncio: «O Senhor ressuscitou verdadeiramente, como havia predito!» Ele, que venceu as trevas do pecado e da morte, conceda paz aos nossos dias.

Feliz Páscoa!

Por ACI Digital

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Dia de jejum e oração pela Síria convida a rezar por vítimas dos conflitos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-de-jejum-e-oracao-pela-siria-convida-a-rezar-por-vitimas-dos-conflitos/ Fri, 07 Apr 2017 14:08:29 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-de-jejum-e-oracao-pela-siria-convida-a-rezar-por-vitimas-dos-conflitos.html A Caritas Italiana e a organização católica Pax Chirsti propõem, para a próxima quarta-feira, 12, um dia de jejum e oração pela Síria, na véspera do Tríduo Pascal. Será uma ocasião para não esquecer, para viver a paixão e a cruz de tantos inocentes no mistério da Paixão de Cristo, na luz da esperança da Páscoa.

No comunicado conjunto da Caritas Italiana e da Pax Christi recordam-se as palavras do Papa Francisco na Missa celebrada no Sacrário Militar de Redipuglia, em 13 de setembro de 2014. “Também hoje – havia dito o Santo Padre – as vítimas são tantas…Como é possível isso?”. “É possível – acrescentou o Pontífice – porque também hoje nos bastidores há interesses, planos geopolíticos, ganância por dinheiro e por poder, há a indústria das armas, que parece ser tão importante! E estes planejadores do terror, estes organizadores do confronto, bem como os empreendedores das armas, escreveram no coração: ‘que me importa?’”.

O comunicado reitera que toda guerra é crime, loucura, suicídio da humanidade, aventura sem retorno. “Estamos e continuamos com as vítimas não somente para ajudá-las a sobreviver à guerra, mas também para construir um futuro durável de paz, baseado na cultura da não-violência. Só graças aos jovens, a não-violência poderá finalmente voltar a florescer na sofredora nação síria”. Da mesma forma, os organismos se colocam ao lado das vítimas do Congo, Sudão do Sul e Iêmen, onde os bombardeios acontecem também com armas italianas.

A Síria sofre com a guerra civil há mais de seis anos. O conflito entre grupos rebeldes e o governo de Bashar Al-Assad, somado à presença de grupos extremistas como o Estado Islâmico, já causou centenas de mortos e refugiados, estabelecendo uma grande crise humanitária no país.

Nessa semana, na cidade de Idlib, pelo menos 100 pessoas morreram e 400 ficaram feridas em um ataque químico. Em resposta, os Estados Unidos atacaram a mesma base aérea que lançou o ataque químico.

“Falou-se do uso de armas químicas, de gás. Sabemos que na guerra a verdade é a primeira vítima, mas pedimos em alta voz que seja apurada. Enquanto isso, pedimos firme empenho para colocar fim a esta loucura, evitando o risco real de vício e resignação diante de uma terceira guerra mundial combatida em ‘pedaços’. Convidamos à oração pelas vítimas, mas também à indignação contra a guerra e as armas, incluindo aquelas nucleares”, conclui o comunicado.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano em italiano

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Santa Sé: Síria, partes em conflito garantam proteção aos civis https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-siria-partes-em-conflito-garantam-protecao-aos-civis/ Fri, 07 Apr 2017 09:51:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45358 O Secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, Dom Paul R. Gallagher, fez um discurso na quarta-feira, 05, em Bruxelas, na Conferência sobre o tema “Apoiar o futuro da Síria e da região”. O evento – disse o prelado – tem duplo objectivo: “renovar os compromissos humanitários assumidos pela comunidade internacional no ano passado em Londres;, e procurar as melhores formas de apoiar uma solução política duradoura para a crise na Síria, que seja inclusiva e guiada pelos sírios”.

A crise entrou no seu sétimo ano e “a Santa Sé – disse Dom Gallagher – continua profundamente preocupada pelo imenso sofrimento humano que atinge milhões de crianças inocentes e outros civis, que continuam a ser privados de ajudas humanitárias essenciais, como estruturas médicas e educação. Exorta ainda ao pleno respeito do direito humanitário internacional, especialmente no que diz respeito à proteção das populações civis, garantindo-lhes o acesso aos cuidados médicos necessários. A Santa Sé manifesta ainda a sua preocupação pelas condições e tratamento dos prisioneiros e detidos”.

Dom Gallagher recorda, então, o apelo do Papa Francisco à comunidade internacional “para que trabalhe com diligência para dar vida a negociações sérias que coloquem para sempre a palavra fim ao conflito, que está provocando um verdadeiro desastre humanitário” e para que cada uma das partes em causa considere “como prioridade o respeito do direito humanitário internacional, garantindo a proteção dos civis e a necessária assistência humanitária à população”.

“A Santa Sé – disse o representante vaticano – aprecia a ênfase colocada nesta conferência de doadores de ajudas humanitárias e os esforços para apoiar o cessar-fogo e uma solução política para a crise, e une a sua voz aos apelos em favor de mais financiamentos para auxiliar os deslocados internos, os refugiados e as comunidades de acolhimento em países vizinhos que sofrem o impacto”. Em seguida, assegurou que no próximo ano a Igreja Católica continuará empenhada em prosseguir a sua assistência humanitária.

Em 2016 – disse Dom Gallagher – a Santa Sé e da Igreja Católica, através da sua rede de organizações de caridade, ajudadou a fornecer 200 milhões de dólares para a assistência humanitária para beneficiar diretamente mais de 4,6 milhões de pessoas na Síria e na região: “na distribuição de ajuda, as agências e as entidades católicas não fazem distinção quanto à identidade religiosa ou étnica daqueles que precisam de ajuda e sempre procuram dar prioridade aos mais vulneráveis e mais necessitados. Esta abordagem também foi demonstrada através da abertura, em janeiro, de um centro Caritas na parte muçulmana de Aleppo e o projeto ‘Hospitais abertos’, que busca abrir os hospitais católicos em Aleppo e Damasco, e torná-los totalmente operativos para as necessidades da população local, especialmente os pobres e desfavorecidos”.

“Motivo de profunda preocupação – disse o prelado – continua a ser para nós a situação de vulnerabilidade dos cristãos e das minorias religiosas no Oriente Médio que sofrem excessivamente os efeitos da guerra e da agitação social na região, a tal ponto que sua presença e sua existência são altamente ameaçadas. Como o Papa Francisco repetidamente recordou, a sua presença permanente pode permitir-lhes cumprir seu papel histórico e fundamental em contribuir para a coesão social daquela sociedade, o que será de fundamental importância para o futuro de toda a região”.

Por Rádio Vaticano

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Santa Sé reitera solidariedade ao povo sírio e faz apelo de paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-reitera-solidariedade-ao-povo-sirio-e-faz-apelo-de-paz/ Thu, 16 Mar 2017 10:07:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44937 O Observador Permanente da Santa Sé na ONU, em Genebra, na Suíça, Dom Ivan Jurkovic, fez um forte apelo de paz pela Síria, nessa terça-feira, 14, durante a 34ª sessão do Conselho das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O conflito na região completou seis anos nesta quarta-feira, 15.

O arcebispo falou de uma “situação desastrosa” que provocaram milhares de mortes e feridos; destruíram infraestruturas, casas, escolas, hospitais e lugares de culto; devastação de cidades, desnutrição e assistência médica inadequadas. “Esta é a realidade triste que o povo sírio enfrenta a cada dia”, sublinhou. 

“A Santa Sé reitera a sua solidariedade ao povo sírio, sobretudo com as vítimas da violência, e encoraja a comunidade internacional a abraçar a perspectiva das vítimas. Seis anos de massacre inútil mostram mais uma vez a ilusão e a futilidade da guerra como meio para resolver as controvérsias. A ambição pelo poder político, os interesses egoístas e a cumplicidade dos que fomentam a violência e o ódio, com a venda de armas, provocaram um êxodo de 5 milhões de pessoas da Síria desde 2011, deixando para trás 13 milhões e quinhentas mil pessoas cuja metade é criança”, disse o arcebispo.

“Diante desses números, o diálogo em todos os níveis, é o único caminho que temos”, disse Dom Jurkovic, reconhecendo os pequenos passos feitos recentemente nesta direção, mas reiterando com veemência “que a situação da Síria não pode ser resolvida com uma solução militar. Não devemos ceder à lógica da violência, pois a violência gera somente violência”, acrescentou.

O representante da Santa Sé disse ainda que é inaceitável as crianças que paguem o preço mais alto. Algumas delas, ressaltou ele, não conhecem outra realidade a não ser a guerra. Outras nasceram debaixo de bombardeios e sofrem pressões psicológicas enormes. “Raramente, aparece um sorriso em seus rostos. O sofrimento se manifesta em seus olhos espantados. Acordam com os sons de explosões, de bombas e mísseis’, afirmou.

“O Papa Francisco manifestou várias vezes sua proximidade ao povo sírio, sobretudo às crianças afetadas por este conflito brutal, privadas da alegria da infância e adolescência, como também da possibilidade de brincar e ir à escola”, disse ainda Dom Jurkovic.

Por fim, Dom Ivan Jurkovic enfatizou o apelo da Igreja pela paz para o povo sírio:

“A Santa Sé faz um novo apelo para que a paz, o perdão e a reconciliação possam triunfar sobre a violência e o ressentimento. Seis anos de conflito mostram a falência da comunidade internacional. A situação na Síria é nossa responsabilidade comum como família de nações. Os direitos do povo sírio, independentemente da identidade religiosa ou étnica, devem ser tutelados a fim de que todos os sírios partilhem as aspirações pela justiça e paz, elementos fundamentais para o desenvolvimento humano integral. A este propósito, é muito importante que as minorias religiosas e étnicas não se tornem pedras de um jogo geopolítico, mas sejam plenamente envolvidas num processo negociável transparente e inclusivo, com direitos e responsabilidades iguais, pois essa é a única maneira para construir um futuro de paz”.

“A dignidade inerente a toda pessoa humana deve ter precedência sobre o poder e vingança. O sofrimento injusto das vítimas inocentes desse massacre sem sentido deveria motivar todas as partes envolvidas a se comprometer com o diálogo sério e a trabalhar pelo futuro de paz e justiça”, concluiu o arcebispo.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa retorna ao Vaticano após retiro e faz doação à Síria https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-retorna-ao-vaticano-apos-retiro-e-faz-doacao-a-siria/ Fri, 10 Mar 2017 13:36:46 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-retorna-ao-vaticano-apos-retiro-e-faz-doacao-a-siria.html O Papa Francisco retornou ao Vaticano nesta sexta-feira, 10, após uma semana de retiro em Ariccia, cidade próxima a Roma, para os tradicionais exercícios espirituais da Quaresma.

Antes de deixar Ariccia, o Papa presidiu a Santa Missa que foi colocada em intenção da Síria. Ele também doou 100 mil euros, graças à contribuição da Cúria Romana, aos pobres de Aleppo, a capital síria. A doação será feita pela Esmolaria Apostólica, órgão para a caridade do Papa, e pela Custódia da Terra Santa.

Na conclusão do retiro, Francisco deixou o seu agradecimento ao pregador do retiro, padre Giulio Michelini. O Santo Padre destacou a naturalidade do sacerdote e a bagagem de vida que ele levou para as pregações: seus estudos, publicações, amigos, pais, jovens frades que ele acompanha. Padre Michelini se preparou para as pregações e isso foi reconhecido pelo Papa.

“Isso significa responsabilidade, levar as coisas a sério. E obrigado por tudo isso que nos deu. É verdade: tem uma montanha de coisas para meditar, mas Santo Inácio diz que quando alguém encontra nos exercícios algo que dá consolo ou desolação deve deter-se ali e não seguir adiante. Seguramente cada um de nós encontrou uma ou duas, entre tudo isso. E o resto não é desperdiçado, permanece, servirá para outra vez”.

Por Canção Nova, com Vaticano

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