simplicidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png simplicidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A vida cristã é tão simples https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-vida-crista-e-tao-simples/ Mon, 03 Jul 2017 08:35:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47182 Nos dias passados recebendo membros do Serra Clube Internacional Francisco cunhou mais uma de suas frases que tocam e ficam gravadas: “melhor caminhar mancando do que permanecer parados fechados no próprio nicho”. O Papa disse que é muito triste ver homens e mulheres de igreja que não sabem ceder o seu lugar, reafirmando que o cristão deve sempre colocar em discussão si mesmo se deseja viver verdadeiramente o encontro com Cristo.

Francisco convida todo cristão a sair de si mesmo para iniciar a viver a festa do encontro com Cristo e percorrer as estradas às quais ele envia todos nós. Mas para caminhar, – fez uma advertência -, é preciso colocar-se em discussão: “Não avança em direção da meta quem tem medo de perder si mesmo”.

Nenhum navio navegaria em alto mar se tivesse medo de deixar a segurança do porto. Da mesma maneira, nenhum cristão pode entrar na experiência transformadora do amor de Deus se não estiver disposto a colocar em discussão si mesmo, se continuar ligado aos próprios projetos e às próprias aquisições consolidadas.

O cristão, ao invés, “sabe poder descobrir as surpreendentes iniciativas de Deus quando tem a coragem de ousar, quando não permite ao medo de prevalecer sobre a criatividade”. Quando não se fecha diante das novidades e sabe abraçar os desafios que o Espírito apresenta, até mesmo quando lhe pedem para mudar de direção e sair dos esquemas.

É melhor caminhar mancando, às vezes caindo, mas confiando sempre na misericórdia de Deus, do que ser “cristãos de museus”, que temem as mudanças e que, recebendo um carisma ou uma vocação, ao invés, de colocar-se ao serviço da eterna novidade do Evangelho, defendem si mesmos e os próprios cargos.

O Papa Francisco, olhando para dentro de casa disse como é triste ver que, às vezes, precisamente os homens de Igreja não sabem ceder o seu lugar, não conseguem deixar as suas tarefas com serenidade; fadigam para deixar nas mãos dos outros as obras que Deus lhe confiou.

Celebrando a Santa Missa nos dias passados na capela da Casa Santa Marta, Francisco voltou a tocar a tecla sobre o estilo do cristão. “O cristão verdadeiro – disse – não é aquele que se instala e fica parado, mas aquele que confia em Deus e se deixa guiar num caminho aberto às surpresas do Senhor”.

O ser cristão tem sempre a dimensão do despojamento. Os cristãos, acrescentou o Papa, “devem ter a capacidade de serem despojados, caso contrário não são cristãos autênticos, como não são aqueles que não se deixam despojar e crucificar com Jesus. 

“O cristão não tem um horóscopo para ver o futuro. Não procura a necromante que tem a bola de cristal, para que leia a sua mão. Não. Não sabe aonde vai. Deve ser guiado. Somos homens e mulheres que caminham para uma promessa, para um encontro, para algo”. 

O caminho começa todos os dias na parte da manhã; o caminho de confiar em Deus; o caminho aberto às surpresas do Senhor, muitas vezes não boas, muitas vezes feias.

Muitas vezes, acrescenta o Pontífice, estamos acostumados “a não falar bem” do próximo, quando “a língua se move um pouco como quer”, em vez de seguir o mandamento de Deus de caminhar, deixando-se “despojar” pelo Senhor e confiando em suas promessas, para sermos irrepreensíveis. Pensamentos profundos a serem resumidos em poucas palavras: a vida cristã é “tão simples”, basta vivê-la com intensidade.

Por Silvonei José para Rádio Vaticano

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Card. Sergio da Rocha: "Nunca vi um Jubileu tão simples como o do Papa" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/card-sergio-da-rocha-nunca-vi-um-jubileu-tao-simples-como-o-do-papa/ Thu, 29 Jun 2017 14:58:34 +0000 http://teste.toqueto.com/card-sergio-da-rocha-nunca-vi-um-jubileu-tao-simples-como-o-do-papa.html A Igreja no Brasil tem 5 novos arcebispos metropolitanos que receberam o Pálio abençoado pelo Papa Francisco na manhã desta quinta-feira (29/06).

“Eles trazem novas oportunidades e são um motivo de esperança e gratidão”. Quem afirma é o Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e Presidente do Episcopado brasileiro. A entrevista foi concedida em exclusiva ao Programa Brasileiro da RV.

“Há um ritmo normal de renovação da Igreja no Brasil e isto não termina nunca, pelo número de bispos que o Brasil tem… Graças a Deus, porque nosso episcopado é tão grande… Eu acho que nós damos muito trabalho para o Papa, que está sempre necessitando nomear novos  bispos. A Nunciatura do Brasil tem certamente um trabalho muito grande também. Mas graças a Deus que é um santo trabalho, porque nós nesta hora fazemos aquilo que é previsto pela Igreja, isto é, a substituição dos bispos de acordo com sua idade ou situações de transferência de um bispo de uma diocese para outra. Isto ocorre numa certa normalidade e num episcopado grande, sempre vamos ter”.

Cinco novos arcebispos são uma oportunidade para vida eclesial

“Este ano, graças a Deus temos irmãos novos que representam sempre o novo que de uma certa maneira chega para as dioceses e para o episcopado brasileiro, uma vez que ao assumir estas arquidioceses, dioceses grandes, que têm um papel muito decisivo na vida local, ao fazer isso, estão trazendo não só oportunidade da vida eclesial local, mas também nacional, porque passam a contribuir ainda mais com a Conferência Episcopal, com a província eclesiástica. Então, é motivo sempre de esperança e de gratidão, porque são irmãos nossos que aceitaram a missão que não é fácil ser arcebispo,geralmente pela natureza das arquidioceses… são grandes cidades ou grandes dioceses e, portanto, têm um grande trabalho a ser feito. São irmãos nossos que se dispõem a ser servidores da Igreja. É o que se espera, que sejam servidores da Igreja, trazendo esperança e paz para nossa gente”.

Simplicidade, misericórdia e missão no ministério do Papa Francisco

“O Papa Francisco tem dado uma imensa contribuição para a renovação da vida e missão da Igreja no mundo de hoje. Penso que podemos resumir muito seu ensinamento na simplicidade, na misericórdia e na missão: tês grandes referências, dentre tantas outras que são derivadas destas, não só nos seus ensinamentos. O Papa ensina através do testemunho de vida, ensina através de suas palavras, mas ensina também através de seus gestos, que são sempre muito significativos. São simbólicos. Por exemplo, a própria forma dele celebrar o seu Jubileu Episcopal, com a simplicidade que nós vimos, ensina muito. O fato dele sempre ressaltar Jesus Cristo como centro… a centralidade de Cristo na vida da Igreja… ele expressou isto na celebração”.

“Nunca vi um Jubileu tão simples como o do Papa”

“A maneira dele celebrar o seu Jubileu foi toda voltada para Cristo, para a Eucaristia, para a Palavra de Deus. Ele não falou de si, mas falou de Jesus, da Palavra, de um modo muito simples. Então, o Papa ensina, falando sobre a simplicidade na vida da Igreja, mas ele testemunha a simplicidade nos seus gestos. Isso é muito importante. O mundo de hoje está precisando de testemunhas, de gente que seja coerente com aquilo que fala. Por isso, a autoridade dele, não só dentro da Igreja, mas também no mundo… isto é, sua liderança é reconhecida hoje. Ele tem sido visto realmente como alguém que tem contribuído para a causa da paz no mundo, para a superação da violência, de tantas situações que estão aí de sofrimento”.

Agradecer a Deus por nos ter dado este Papa

“O Papa Francisco tem dado esta grande contribuição para a vida da Igreja, isto é, de ensinar, ajudar a Igreja a ser fiel a Jesus Cristo e ao Evangelho, fazendo isto através de seus gestos muito concretos de vivência dos valores que ele propõe para o mundo. Temos muito o que agradecer a Deus. O Jubileu dele é ocasião para louvar a Deus pela presença e o testemunho dele na Igreja hoje”.

Por Rádio Vaticano

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Audácia, liberdade, criatividade: Papa propõe o "manual do missionário" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/audacia-liberdade-criatividade-papa-propoe-o-manual-do-missionario/ Fri, 26 May 2017 12:33:19 +0000 http://teste.toqueto.com/audacia-liberdade-criatividade-papa-propoe-o-manual-do-missionario.html Um pequeno “manual do missionário”: foi o que propôs o Papa Francisco ao concluir sua série de audiências na manhã desta sexta-feira (26/5) recebendo as Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, reunidas em Roma para seu 12º Capítulo Geral.

O Instituto, da família orionita, tem como carisma desenvolver um amplo apostolado junto aos mais pobres da sociedade e tem uma natureza missionária. E foi justamente a esta característica que o Papa dedicou o seu discurso. O método missionário, afirmou, deve ser marcado pela proximidade, pelo encontro, pelo diálogo e pelo acompanhamento.

Audácia e criatividade

“A missão e o serviço aos pobres as coloca ‘em saída’ e as ajudará a superar os riscos da autorreferencialidade, do limitar-se a sobreviver e da rigidez autodefensiva”, destacou Francisco. Ao missionário, acrescentou, pede-se que seja uma pessoa audaz e criativa. “Não vale o cômodo critério do ‘sempre se fez assim’. Repensem os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos da missão. Estamos vivendo num tempo em que é necessário repensar tudo à luz daquilo que o Espírito nos pede”, aconselhou.

Liberdade e simplicidade

O missionário, prosseguiu o Papa, deve ser também uma pessoa livre, que vive sem nada de sua propriedade. “Não me canso de repetir que a comodidade, a preguiça e a mundanidade são forças que impedem o missionário de ‘sair’, de ‘partir’ e de se colocar em caminho e de compartilhar o dom do Evangelho. O missionário não pode colocar-se em caminho com o coração repleto de coisas (comodidade), com o coração vazio (preguiça) ou em busca de coisas alheias à glória de Deus (mundanidade). O missionário é uma pessoa livre de lastros e correntes; uma pessoa que vive sem nada de sua propriedade; somente para o Senhor e o seu Evangelho; uma pessoa que vive num caminho constante de conversão pessoal e trabalha sem cessar para a conversão pastoral.”

Espiritualidade holística e profeta da misercórdia

Outra característica do missionário é ser uma pessoa habitada pelo Espírito Santo e que tenha uma espiritualidade fundada em Cristo, na Palavra de Deus e na liturgia. Uma espiritualidade “holística”, que envolva toda a pessoa nas suas várias dimensões. Por fim, o missionário deve ser um profeta da misericórdia, isto é, pessoa centralizada em Deus e nos crucifixos deste mundo. “Deixem-se provocar pelo clamor de tantas situações de dor e de sofrimento. Como profetas da misericórdia, anunciem o perdão e o abraço do Pai.”

O Papa Francisco concluiu seu discurso propondo o ícone da Visitação: “Assim com a Virgem Maria, coloquem-se em caminho, com pressa – não a pressa do mundo, mas a pressa de Deus – e repletas da alegria que habita em seu coração cantem o magnificat. Cantem o amor de Deus por cada criatura. Anunciem aos homens e às mulheres de hoje que Deus é amor”.

As Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade estão presentes em várias cidades do Brasil, reunidas na Província Nossa Senhora Aparecida.

Por Rádio Vaticano

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