simbologia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Tue, 19 Dec 2017 10:29:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png simbologia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Qual o sentido religioso de dar presentes no Natal? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/qual-o-sentido-religioso-de-dar-presentes-no-natal/ Tue, 19 Dec 2017 10:29:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50206 A tradição de dar presentes no Natal está ligada a memória que fazemos dos presentes que os três Reis Magos ofereceram ao Menino Jesus (ouro, incenso e mirra), embora estes presentes tenham todo um significado simbólico de reconhecer na criança de Belém o Deus que se fez humano para ser o verdadeiro Rei do povo.

Desta cena do Evangelho vem também a motivação para dar presentes no tempo da festa do Natal do Senhor. Pois ao visitar o Menino Jesus, que continua nascendo na manjedoura do coração das pessoas, queremos oferecer a Ele o amor que nosso coração expressa concretamente aos outros.

Temos também a tradição de um bispo que levava presentes para as crianças carentes na noite de Natal, e jogava saquinhos de moedas pelas chaminés das casas. Este bispo é São Nicolau, que viveu no século IV, é dele que vem a tradição do papai Noel.

Com o tempo o presente acabou se tornando algo meramente comercial, o que foge do verdadeiro sentido do Natal, pois o presente tem que falar da alegria da presença de Jesus. O verdadeiro sentido do Natal não está nas coisas que são oferecidas, mas sim como deixamos o amor de Jesus na vida das pessoas.

“O sinal físico do presente pode passar, mas o amor que ele simboliza permanece para além do presente recebido”.

O presente de Natal tem que ser expressão da solidariedade, da fraternidade, da partilha que o Menino Jesus vem despertar no coração humano. O presente deve ser o desejo de compartilhar com o outro aquilo que era só meu, mas que o amor ensina a se transformar em nosso.

O presente expressa o amor que temos uns pelos outros. O sinal físico do presente pode passar, mas o amor que ele simboliza permanece para além do presente recebido.

No Natal rezamos o Deus que quis estar presente na nossa vida, por isso, tudo o que partilhamos no Natal tem que celebrar esta presença. O sentido do presente está em despertar no coração a importância da atenção, da ternura, da generosidade, mas, acima de tudo, da partilha da própria vida como dom de amor, como Deus que por tanto nos amar, quis compartilhar seu Filho conosco.

Natal é tempo de saber receber e saber oferecer, viver a gratuidade do amor. O presente deve ser expressão de que, para além dos bens compartilhados, a vida deve ser um dom para o outro, pois o Deus que nasce no meio de nós vem para nos ensinar que “não existe maior prova de amor do que dar a vida” (Jo 16,13).

Por Pe. Luiz Camilo Junior, C.SS.R, via A12

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Católico, saiba como preparar o presépio por etapas na sua casa este ano! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/catolico-saiba-como-preparar-o-presepio-por-etapas-na-sua-casa-este-ano/ Fri, 24 Nov 2017 09:29:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49551 A árvore ornamentada é um símbolo natalino acolhido há séculos pelo cristianismo. São Bonifácio, provavelmente, foi o primeiro santo católico a usar a árvore nesse contexto, ainda no século VIII. Em seu trabalho de catequese junto aos druidas, que adoravam árvores de carvalho como símbolos da divindade, São Bonifácio começou a usar outra árvore, o abeto, porque a sua forma triangular ajuda a simbolizar a Santíssima Trindade e porque os seus ramos verdes apontam para o céu.

Quando as árvores de Natal começaram a se popularizar, houve preocupação com o caráter pagão da sua origem, mas as devidas contextualizações fizeram dela um símbolo arraigado com segurança na fé cristã. Aliás, o simbolismo da árvore é riquíssimo em nossa tradição: nossos primeiros pais foram orientados por Deus a não comerem dos frutos de uma das árvores do Éden; Cristo pagou o preço altíssimo da nossa redenção crucificado em um tronco de árvore; os ramos verdes e as luzes que decoram a árvore natalina evocam o Cristo como a Luz Eternaque vem a um mundo envolto em escuridão… Apesar dos fortes matizes comerciais que a foram descaracterizando principalmente desde o século passado, a árvore de Natal é um símbolo válido para a vinda de Cristo ao mundo – mas é preciso que este simbolismo fique claro para as famílias católicas que a decoram nesta época.

No entanto, mesmo com essa validação contextual, a árvore de Natal não é, de forma alguma, o principal símbolo visual do Nascimento de Jesus.

O principal símbolo visual do Natal é o presépio!

Foi São Francisco de Assis quem montou em Greccio, na Itália, no já longínquo ano de 1223, o primeiro presépio da história.

E foi um presépio vivo, com moradores da pequena localidade representando o Menino Jesus na manjedoura, Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, os pastores e os anjos. Os animais também eram reais: o boi, o burrico, as ovelhas…

Não demorou para que esta piedosa iniciativa se espalhasse, transformando-se em costume natalino e dando origem aos presépios esculpidos, que se popularizaram nas igrejas por volta do século XVI, graças ao trabalho evangelizador dos padres jesuítas.

Existem tradições cheias de significado em torno à própria montagem do presépio, que vai sendo preparado por etapas. Confira algumas dessas tradições:

Como preparar o presépio em etapas significativas

– Primeiro vão sendo colocados os animais, os pastores, a manjedoura, o cenário em geral – mas sem as figuras dos protagonistas Jesus, Maria e José, nem os anjos, nem a estrela, nem os três reis.

– Há famílias que só colocam no presépio as imagens da Santíssima Virgem Maria e de São José na tarde do dia 24, mas ainda sem o Menino Jesus.

– A manjedoura permanece vazia até a meia-noite, quando, simbolizando o Nascimento do Filho de Deus, a imagem do Menino é finalmente ali colocada!

– Com o Menino Deus, também são colocados os anjos, que evocam o cântico “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”, mencionado nas Escrituras.

– Juntamente com os anjos, é colocada no topo do presépio a estrela que guiou os três reis do Oriente até Belém para venerarem o Salvador: Gaspar, Melchior e Baltazar. Esses três reis representam todos os povos da terra e são figurados com as suas exóticas montarias: camelos ou mesmo elefantes.

– Há quem comece a posicionar os três reis no presépio somente a partir do dia 25: inicialmente, eles estão longe da gruta, ainda a caminho, e vão sendo aproximados um pouco mais a cada dia até chegarem junto ao Menino na festa da Epifania, em 6 de janeiro.

Verdadeira catequese doméstica

O presépio, afinal de contas, não é um simples adorno: é uma belíssima forma visual de manifestarmos a nossa fé e a nossa oração, durante a espera e a celebração pela chegada do Salvador. Essa tradição envolve um processo, um crescimento, uma participação dinâmica da família na história mais bela de todos os tempos. É uma verdadeira catequese doméstica, especialmente para as crianças!

Resistência à secularização forçada

O influxo da secularização forçada, que desvirtuou completamente o sentido da árvore de Natal (e do próprio Natal), tem muito mais dificuldade em apagar o simbolismo explícito que está presente no presépio, já que, nele, a referência ao Salvador é direta e óbvia.

É por isso que o presépio foi sendo simplesmente “ignorado”, deixado de lado para ser aos poucos esquecido – em não poucos casos, é tratado como coisa “cafona”, de “mau gosto”… ou pior: há casos, em plena Europa “democrática” do nosso século XXI, de prefeituras que chegaram a proibir o presépio em áreas visíveis ao público a fim de não “ofender” os seguidores de outras religiões…

Seria uma pena que as famílias católicas também se deixassem levar pelo “esquecimento” do presépio.

E na sua casa, católico, tem lugar para o presépio este ano?

Por Aleteia

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