Semana Santa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:02:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Semana Santa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Procissão do Encontro https://photos.app.goo.gl/sRWVFwVsvUPAQDpv8#new_tab Wed, 05 Apr 2023 13:35:09 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=65861 65861 Domingo de Ramos 2023 https://photos.app.goo.gl/VzJTsWSvRLeXdXrs8#new_tab Mon, 03 Apr 2023 00:15:58 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=65777 65777 Domingo de Ramos: começa a Semana Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/domingo-de-ramos-comeca-a-semana-santa/ Mon, 03 Apr 2023 00:11:08 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=65773 Tem início a Grande Semana, chamada também de semana das semanas. Com a entrada de Jesus em Jerusalém damos início à Semana Santa. É tempo forte de preparação para a Páscoa do Senhor. Na celebração pela manhã, saímos em procissão do Seminário São José até a Catedral Imaculado Coração de Maria, em Uruaçu-GO. A Santa Missa foi presidida pelo nosso bispo Dom Giovani Carlos e concelebrada pelo cura da Catedral, Pe. Franciel Lopes e pelo vigário, Pe. João Batista.

Fotos: José Tomaz

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Missa do Lava Pés 2022 https://photos.app.goo.gl/YruerEPchdYSiXNg7#new_tab Tue, 03 May 2022 20:48:27 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=63600 63600 Celebração da Adoração da Santa Cruz: “foi por amor e foi por mim”, exorta Dom Giovani https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/celebracao-da-adoracao-da-santa-cruz-foi-por-amor-e-foi-por-mim-exorta-dom-giovani/ Sat, 03 Apr 2021 21:20:32 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60319 A celebração da Adoração da Santa Cruz foi presidida às 15h da Sexta-feira Santa, como de costume, pelo bispo diocesano, Dom Giovani Carlos, diretamente da sua cátedra.

No início de sua homilia, o bispo destacou alguns pontos da Primeira Leitura, explicando dos motivos da crucificação de Jesus. “Na verdade, ele tomava sobre si nossas enfermidades, e sofria. Ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagados por causa de nossos crimes”.

Em outras palavras: Foi por amor. O caminho que Jesus traçou, o caminho que ele fez até a cruz, foi um caminho de perdas. Por certo, quando entra em Jerusalém, o mesmo veio dar pleno cumprimento. Logo, depois parte daquela multidão diz: “crucifica-o.” Certamente, Jesus perde aquele povo que havia conquistado. O sumo sacerdote tinha clara oposição ao império romano. No entanto, responde: “Não temos outro rei, a não ser César”.

Jesus caminhou para a Cruz. Perde os seus discípulos, pois fugiram. Perde suas vestes, a sua dignidade, e no alto da Cruz, perde o seu sangue. Oh! Ele não perde tudo, a sua mãe, entrega para João. Sobrou o discípulo, então entrega-o à sua mãe: ‘Eis aí, a tua mãe’.  Sem dúvida, está só. Portanto, o que sobrou? O seu espírito. Cristo vai dizer: ‘Pai em Tuas mãos entrego o meu espírito’. Prossegue, Dom Giovani: “Há um grande vazio completo, a solidão. O Senhor perdeu tudo. Está no vazio completo. Assumiu os nossos pecados.”

O bispo explicou que após a ressurreição de Cristo, sua presença real e eterna estava em qualquer lugar onde ele seja invocado. “Onde dois ou mais estiverem reunidos. O Senhor está presente na Eucaristia, na Palavra, nos mais necessitados, porém, foi a mim que o fizestes. Ele que viveu uma ausência terrível. O Senhor é totalmente presente, mas experimentou a ausência de todos e de tudo… Foi ferido, por nossos pecados. Esmagado por nossos crimes. Então, a nossa fé nos leva a perceber a grande verdade: que ele está presente. O que o Senhor sofreu, ou melhor: o que Ele pagou para isso, quer dizer: Amor”, afirmou Dom Giovani.

Dom Giovani finalizou, explicando o valor dos porquês da Paixão de Cristo, exortou ele:

“Por que?

Foi por amor.

Por quem?

Por você”.

Ao concluir, destacou: “Quando entrar numa igreja para olhar o crucifixo, não pense só na dor. Pense, nessas duas coisas: Foi por amor, foi por mim. Esse é o documento da nossa salvação. Amém!”.

Texto: Indra Virgilia Ferreira Liah
Fotografias: José Tomaz Lucas França
Pascom Paróquia Sant’Ana
Uruaçu – Goiás.

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Via-Sacra: Nenhum pecado jamais terá a última palavra https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/via-sacra-nenhum-pecado-jamais-tera-a-ultima-palavra/ Fri, 10 Apr 2020 20:51:20 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58179 A Praça São Pedro acolheu a Via-Sacra desta Sexta-feira Santa, tradicionalmente realizada no Coliseu de Roma.

As 14 estações estações foram realizadas em volta do obelisco central, com um único grupo de pessoas que revezaram o momento de carregar a Cruz.

Cada meditação trouxe à reflexão as dores que o cárcere produz: nos detentos, nas vítimas de seus crimes, em seus familiares, nos policiais, juízes, sacerdotes. O crime e suas consequências em toda a sua globalidade.

O sofrimento provocado pelo pecado cometido pelos homens, e redimido por Jesus na cruz, inspirou o Papa Francisco a uma longa oração silenciosa. Diferentemente dos outros anos, o Papa Francisco, que segurou a cruz na última estação, não fez a meditação final. Somente concedeu a bênção apostólica.

Nenhum pecado jamais terá a última palavra

“Estamos envelhecidos, cada vez mais indefesos, e somos vítimas da pior dor que existe: sobreviver à morte duma filha.”
“Bastou um dia para passar duma vida irrepreensível à realização dum gesto no qual se encerra a violação de todos os mandamentos.”

“Como filha duma pessoa presa, quantas vezes ouvi fazer-me a pergunta: «Já alguma vez pensaste no sofrimento que teu pai causou às vítimas?» Depois, também eu lhes faço uma pergunta: «Já alguma vez pensaste que eu fui a primeira de todas as vítimas das ações de meu pai?”

“Na prisão, tornei-me avô: perdi a gravidez da minha filha. À minha neta, um dia, não contarei o mal que cometi, mas apenas o bem que encontrei.”

“Todos, inclusive como condenados, somos filhos da mesma humanidade.”

Estas são somente algumas das frases – e experiências – que acompanharam o Calvário de Cristo, às quais é difícil ficar indiferente.

“Na prisão, com Deus, nenhum pecado terá jamais a última palavra” é a frase que conclui a última meditação. E é esta mesma frase – e esperança – que nos acompanhará até a Ressurreição.

 

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Acompanhe a Semana Santa com o papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/acompanhe-a-semana-santa-com-o-papa-francisco/ Tue, 07 Apr 2020 19:25:41 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58146 Foi divulgado o calendário das celebrações a serem presididas pelo Santo Padre na Semana Santa, que devido à pandemia do coronavírus, serão realizadas sem a presença de fiéis.

O Vatican News transmitirá todas as celebrações, com comentários em português, nos seguintes dias e horários: (o horário indicado refere-se ao horário de Roma: – 2 Angola; – 5 Brasília; – 3 Cabo Verde; – 2 Guiné Bissau; +6 Macau; Moçambique mesmo horário da Itália; – 1 Portugal; – 2 São Tomé e Príncipe; +7 Timor Leste)

9 de abril de 2020 – Quinta-feira Santa

18h: Santa Missa na Ceia do Senhor

10 de abril de 2020 – Sexta-feira Santa

18h: Celebração da Paixão do Senhor
21h: Via Sacra (no sagrado da Basílica de São Pedro)

11 de abril de 2020 – Sábado Santo

21h: Vigília Pascal na noite santa

12 de abril de 2020 – Domingo de Páscoa – Ressurreição do Senhor
11h: Santa Missa do dia
No final da Santa Missa, o Santo Padre concederá a bênção “Urbi et Orbi”.

 

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Dimensão litúrgica disponibiliza subsídio para Semana Santa e Tríduo Pascal https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/dimensao-liturgica-disponibiliza-subsidio-para-semana-santa-e-triduo-pascal/ Sun, 05 Apr 2020 00:01:56 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58139 Neste ano, iremos viver a Semana Santa em casa, devido à pandemia do coronavírus. Para nos ajudar a viver intensamente a Semana das semanas e as Celebrações das celebrações, a Dimensão Litúrgica da Diocese de Uruaçu disponibiliza este Subsídio para a Semana Santa e Tríduo Pascal.

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Carta aos fiéis da Diocese de Uruaçu: Semana Santa, Tríduo Pascal, Vida paroquial https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/carta-aos-fieis-da-diocese-de-uruacu-semana-santa-triduo-pascal-vida-paroquial/ Mon, 30 Mar 2020 19:28:48 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58113 Uruaçu, 29 de março de 2020.

“Se com Cristo morremos, com Ele viveremos” (Rm 6,8).

Caros fieis da Diocese de Uruaçu, paz e bem!

A poucos dias para iniciarmos a Semana Santa e entrarmos no Tríduo Pascal, a festa mais importante da nossa fé, dirijo-me a vocês, filhos desta Diocese, para transmitir-lhes uma mensagem de esperança e de fé. Com esta carta vão também algumas orientações para bem vivermos estes dias santos, segundo os decretos da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos – Santa Sé, n. 153/20 e 154/20.

Cito algumas palavras de Santo Atanásio sobre a proximidade da Páscoa, ao escrever “Das Cartas Pascais”, no séc. IV: “Está próximo de nós o Verbo de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, que se fez tudo por nós, e promete estar conosco para sempre. Ele o proclama com estas palavras: Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo (Mt 28,20). E porque quis fazer-se tudo para nós, ele é o nosso pastor, sumo sacerdote, caminho e porta; e é também a nossa festa e solenidade como diz o Apóstolo: O nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado (1Cor 5,7). Cristo, esperança dos homens, veio ao nosso encontro, dando novo sentido às palavras do salmista: Vós sois a minha alegria; livrai-me daqueles que me cercam (cf. Sl31,7). Esta é a verdadeira alegria, esta é a verdadeira solenidade: vermo-nos livres do mal. Para tanto, que cada um se esforce por viver em santidade e medite interiormente na paz e no temor de Deus” (Ep.14,1-2:PG26,1419-1420).

Deus está no meio de nós e nos ajuda, como bom pastor, a atravessar este Mar Vermelho chamado “coronavírus (covid-19)” rumo a terra prometida que são dias de encontro, aperto de mão, abraços, beijos, igrejas cheias, saúde, paz; tudo no horizonte da páscoa definitiva quando então veremos Deus face a face, alegria sem fim para todos.

Semana Santa e o Tríduo Pascal 2020

A Semana Santa e o Tríduo Pascal 2020 serão muito diferentes para a Igreja Católica. As celebrações em várias partes do mundo, a começar pelo Vaticano, serão sem a presença física dos fieis ou com uma quantia mínima. Estes fatos nos causam um pouco de tristeza, mas nem por isso deixaremos de celebrar a Páscoa de nosso Senhor. Tenham certeza de que o seu caminho quaresmal não é em vão e celebraremos juntos a morte e ressurreição de Cristo. A festa poderá não ter o mesmo brilho externo, mas nem por isso deixará de ter a alegria espiritual que nos vem do Espírito Santo, aquele que não permite que nada e ninguém nos separem do amor de Cristo.

Um sinal para a Semana Santa

Para vivermos intensamente estes dias santos a primeira orientação que lhes dou é um convite: no Domingo de Ramos, coloque na porta principal de sua casa um crucifixo. Deixe-o lá até o final da pandemia Covid-19. Qual o sentido deste gesto? É um sinal de fé, de amor a Deus e de expressão de nossa participação na Páscoa de Cristo que nos leva à libertação e vitória sobre todo tipo de mal.

Família reunida em oração

A segunda orientação é: viver estes dias santos em família reunida em oração. Sua família é Igreja Doméstica; sua casa é uma igreja, lugar onde Deus também habita. Por isso, estabeleçam um horário de oração em família ou acompanhem juntos as transmissões das celebrações de sua paróquia. A Dimensão Litúrgica diocesana disponibilizará no portal diocesano um subsídio para oração individual ou em família. Se vocês não conseguirem reunir a família para rezar, juntem-se àqueles que aceitaram, sem condenar os que disseram não. Se acontecer de apenas vocês quererem rezar, recolha-se em algum lugar de sua moradia e orem ao Pai que vê no escondido (cf. Mt 6,6). Lembremos todos de pedir a Deus um novo bispo para a nossa Diocese.

Missa do Crisma

A Missa do Crisma, na qual o bispo abençoa os santos óleos, será celebrada posteriormente. Enquanto isso usaremos os óleos abençoados em 2019.

Os ritos do Tríduo Pascal

Orientei os párocos para celebrarem o Tríduo Pascal na igreja matriz com transmissão ao vivo pelos meios de comunicação. Por isso, acompanhem a transmissão de sua paróquia. Deste modo, vocês poderão se unir espiritualmente aos demais paroquianos, seus irmãos de caminhada, reforçando os laços de unidade simbolizados pela igreja matriz.

Os ritos do Tríduo Pascal sofrerão algumas alterações. Por exemplo, não haverá o lava-pés na Quinta-feira Santa; na Celebração da Paixão do Senhor haverá uma prece específica para a situação da pandemia Covid-19.

Outra orientação que lhes dou é para a Vigília Pascal. No momento da renovação das promessas batismais tenham uma vela acesa em suas em mãos e, em casa, deem o seu sim a Deus que lhes deu vida nova.

Coletas para a Terra Santa e Solidariedade

As Coletas da Solidariedade (Domingo de Ramos) e a Coleta para os Lugares Santos (Sexta-feira da Paixão) serão feitas em datas posteriores.

Serviço aos mais pobres

Ajudem o seu pároco a fazer uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis e de sabão/sabonete para vir em auxílio aos mais pobres.

Recordem-se também de colaborar com a paróquia com o dízimo ou oferta. Isso ajuda a manter os funcionários e estruturas físicas a serviço da evangelização.

Procissões da Semana Santa

 As expressões de religiosidade popular ligadas à Semana Santa, como a procissão do encontro, a procissão do Senhor morto e outras, poderão ser feitas em outra data, a juízo do pároco.

Escritórios paroquiais

Orientei os padres a voltarem ao funcionamento normal das secretarias paroquiais, obedecendo as orientações de prevenção dadas pelo Ministério da Saúde, e após conversarem com as autoridades sanitárias municipais. Estamos abertos a seguir as suas orientações.

Nos próximos dias poderemos dar novas determinações, conforme os pronunciamentos oficiais das autoridades competentes.

Agradeço ao Clero, às religiosas, aos religiosos, aos seminaristas e aos leigos e leigas consagrados pela intercessão e serviço em prol do Povo de Deus e da humanidade provada. Agradeço também aos coordenadores de pastorais, movimentos e organismos que por outros meios estão próximos dos membros de seus grupos. Agradeço de modo especial aos membros da Dimensão Litúrgica e da PASCOM por nos ajudarem a estarmos unidos em oração. Muito obrigado. Por fim, agradeço aos inúmeros leigos e leigas, sal da terra e luz do mundo em tempos de Covid-19. Vocês, presentes nos lares, no atendimento e socorro aos enfermos, nas atividades essenciais para a vida humana, ajudam a colocar e a fortalecer as bases do mundo que há de surgir após esta pandemia.

Faço votos de uma feliz Semana Santa e um abençoado Tríduo Pascal.

Confio todos à proteção maternal do Imaculado Coração de Maria, nosso padroeiro, e a São Sebastião, protetor contra as pestes.

Fraternalmente.

Pe. Francisco Agamenilton Damascena

Administrador Diocesano

 

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Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo: Tempo de graça e de conversão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/paixao-morte-e-ressurreicao-de-cristo-tempo-de-graca-e-de-conversao/ Wed, 17 Apr 2019 19:47:48 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54533 Após o longo inverno da Quaresma, chegamos à Semana Santa. No domingo, 14 de abril, abrimos essa porta e começamos a viver os grandes acontecimentos da nossa fé, aquilo que nos move o ano inteiro no espírito do Cristianismo. A Semana Santa, como a conhecemos hoje, ficou assim definida no Concílio de Niceia, no ano de 325 d.C. É a semana de preparação para os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Embora seja a semana mais importante para a vivência dos mistérios da nossa fé, a Semana Santa não é de preceito. Os dias de preceito são quatro: Ano Novo, Natal, Corpus Christi, Imaculada Conceição. Na Semana Santa, de segunda a quarta-feira não há preceito, mas não existe um católico que não participe das celebrações na Quinta e na Sexta-feira Santa, e da celebração da Vigília Pascal no Sábado, porque ali está condensado o mistério pascal.

Durante a Semana Santa cabe aos cristãos evitar músicas barulhentas, pois é o nosso Mestre e Senhor quem vai morrer. Então, a partir do Domingo de Ramos, nós somos convidados a viver intensamente esta semana, pois, se eu vivi profundamente a Quaresma, devo viver mais ainda esta semana. Não é o momento de preparar a viagem, pois mais do que qualquer período do ano litúrgico, é para ser vivido na comunidade.

Quinta Feira Santa – Jesus Lava os pés dos discípulos e institui a Eucaristia

Na Quinta-Feira Santa pela manhã no mundo inteiro, se celebra a Missa do Crisma, também conhecida como Missa dos Santos Óleos, na qual acontece a Bênção dos Óleos dos Enfermos e dos Catecúmenos e a Consagração do Óleo do Santo Crisma, usado nos Sacramentos da Confirmação e da Ordem, ou seja, nas ordenações sacerdotais para ungir as mãos do neosacerdote e nas ordenações episcopais para ungir a cabeça do novo bispo. Ainda nesta celebração acontece a renovação das promessas Sacerdotais, em que padres renovam o seu compromisso presbiteral diante do bispo e do povo de Deus presente na celebração.

É o dia também em que se inicia o Tríduo Pascal com a Missa da Ceia do Senhor, Missa do Lava-Pés, Missa da Instituição da Eucaristia e Missa da Instituição do Sacerdócio. Essas três denominações estão corretas para esta celebração que marca três aspectos da espiritualidade, importantes para nós cristãos. Antes de ser preso, Jesus quis cear com seus Apóstolos e, durante a Última Ceia, ao abençoar o Pão e o Vinho e dizer: “Tomai todos e Comei, Tomai todos e Bebei”, Jesus institui a Eucaristia, maior sinal da fé católica. Depois erguendo-se na ceia, Jesus tomou um jarro e bacia e começou a lavar os pés dos discípulos mostrando claramente que ele viveu sua missão de servir e não de ser servido. Jesus nos deixou esse exemplo e nos chama a fazer o mesmo gesto de entrega e doação amorosa.

Com a saudação inicial dessa Missa da Ceia do Senhor se inicia uma grande “missa”, pois no final da Missa da Quinta-Feira Santa não se dá Bênção Final e na celebração da Paixão do Senhor acontece somente uma oração sob o povo. Essa bênção acontece no final da Vigília Pascal no Sábado Santo. Neste dia em que celebramos a Instituição do Sacerdócio somos convidados a rezar por nossos padres, para que sejam de fato segundo o coração de Jesus.

Sexta-Feira SantaPaixão e morte de Jesus

A Sexta-Feira Santa para os cristão é o dia mais triste do ano, é o dia da Paixão e Morte de Jesus. Neste dia em algumas paróquias acontece a Via-Sacra, que é relembrar os passos de Jesus e sua Via Crucis.

Às 15 horas do mesmo dia nós temos a Celebração da Paixão de Jesus e a adoração da Santa Cruz, literalmente a adoração da Santa Cruz e devemos ter na consciência que não estamos adorando um pedaço qualquer de madeira, mas a Cruz que foi banhada pelo sangue de Cristo e impregnada pelo sangue do Redentor. Não adoramos a madeira, mas o sangue de Cristo.

São Paulo na carta aos Colossenses diz: “Completo na minha carne o que faltou na Cruz de Cristo”, Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz dá sentido ao nosso sofrimento, Jesus não sofre por masoquismo, ou sofrer por sofrer, mas para nos salvar, para redimir os nossos pecados, é um sofrimento redentor.

Coleta para os lugares Santos

Dentro da Celebração da Paixão acontece as Orações Universais as quais devemos rezar sempre, mas como estamos na Semana das Semanas elas se tornam mais solenes.
Acontece dentro da celebração da Paixão a coleta para os lugares Santos. O dinheiro arrecadado é utilizado para vários fins e confiado a algumas instituições, como a Custódia Franciscana, encarregada da manutenção dos Santuários nos Locais Sagrados e de estruturas pastorais, educativas, assistenciais, de saúde e sociais.

Uma contribuição anual é destinada ainda à Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa para a missão indispensável de coordenação e promoção da presença eclesial. Outras comunidades eclesiais católicas, sejam latinas e orientais, também recebem parte da Coleta, assim como famílias religiosas masculinas e femininas.

Os territórios contemplados com a Coleta da Sexta-feira Santa são: Jerusalém, Palestina e Israel; Jordânia, Chipre, Síria, Líbano, Egito, Etiópia e Eritréia, Turquia, Irã e Iraque.

Sábado Santo – Jesus desce à mansão dos mortos

As vezes as pessoas acham que no Sábado Santo não acontece nada, mas é neste dia que Nosso Senhor Jesus Cristo desce à mansão dos mortos para poder salvar todos aqueles que morreram em estado de justiça antes dele, Jesus desce à mansão dos mortos para levar luz àqueles que esperam a sua chegada. É um dia doloroso para Maria, porque ela vivenciou todos os momentos: a prisão dele, os caminhos da Cruz e quando Jesus morreu, ela o teve nos braços, mas quando ele foi sepultado, Maria volta para casa e a casa está vazia, só tem ela e para que possamos entender esse sofrimento de Nossa Senhora, precisamos pensar em quanto doí sepultar alguém querido e ter a sensação de chegar em casa e ver que a pessoa não está mais ali.

Durante o dia, no Sábado Santo, vivemos em clima de Luto, pois Nosso Senhor está morto, e não devemos fazer festa e nem ouvir música do mundo, e sim nos colocar em atitude de reflexão, pois Jesus derramou o seu sangue para redimir nossos pecados.
No Sábado Santo em que Nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração. Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua palavra e celebrando seus mistérios, podemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte e de sua vida em Deus.

Com a Bênção do Fogo Novo é acendido o Círio Pascal, a Luz de Cristo que brilhará sobre o mundo. O Círio significa Cristo ressuscitado e permanece aceso em todas as celebrações durante o tempo Pascal e fora do tempo quando acontecer nas paróquias as celebração dos Sacramentos do Batismo ou da Confirmação.

Na celebração da Vigília Pascal acontece a proclamação da Páscoa, este solene momento em que se canta o “Glória à Deus nas altura e paz na Terra aos homens por ele amados”. Ainda nessa celebração somos convidados a fazer a Profissão de Fé e depois renovar as Promessas Batismais, onde reafirmamos nossa fé e o nosso compromisso batismal.

Domingo de Páscoa – O Senhor ressuscitou, aleluia! Aleluia!

Certamente a Ressurreição de Jesus foi algo que extrapolou o imaginário, a racionalidade dos discípulos. Não se tinha ainda informações de alguém que tinha ressuscitado, ele foi o primeiro e para os discípulos isso foi uma novidade, uma surpresa, por mais que eles acreditassem no projeto de Jesus, por mais que eles tivessem entendido que Jesus pregava um reino que deveria vir, milagres, sinais realizados que eram extraordinários que não se encontravam em qualquer lugar, mas nada disso se podia comparar com a Ressurreição e, por isso, os discípulos se surpreenderam e levaram tempo para acreditar. Os primeiros relatos das aparições de Jesus, como o de Tomé, mostram o espanto dos discípulos, mostra que não foi algo natural para eles compreender que Jesus estava vivo. O acontecimento foi tão grandioso que era impossível crer logo de primeira, era preciso um tempo, fazer a experiência do Ressuscitado para poder acreditar. Então, Jesus aparece para Tomé e são interessantes o diálogo e a forma como Jesus conversa com ele: “não sejas incrédulo, coloque sua mão aqui”. Isso é um sinal que mostra que a Ressurreição é real, Jesus está vivo em corpo e alma, não é um espírito desencarnado que aparece para Tomé e os discípulos, é Jesus, o próprio Senhor. Portanto, o Tempo Pascal é, por excelência, o período de fazermos a experiência da presença viva, real de Jesus no nosso meio, pois, Ressuscitado, ele caminha conosco, está presente na vida da Igreja.

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