Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/semana-de-oracao-pela-unidade-dos-cristaos/ Fri, 31 May 2019 01:29:57 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55520 No próximo domingo, além de celebrarmos a solenidade da Ascensão do Senhor, vamos também iniciar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Fui entrevistado a respeito deste assunto. Vou aproveitar as respostas que dei e partilhá-las com meus irmãos leitores neste nosso encontro semanal.

1 – A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos vai acontecer do dia 02 de junho até o dia 09, solenidade de Pentecostes. O Senhor poderia discorrer um pouco sobre o tema deste ano?

R – O tema da Semana de Oração pela Unidade Cristã deste ano é: “Procurarás a Justiça, nada além da Justiça” (Dt 16,18-20). Foi escolhido pelas Igrejas da Indonésia preocupadas com o crescimento econômico de seu país, que se desenvolveu animado pela lógica da concorrência, deixando muitos na pobreza extrema e permitindo o enriquecimento exagerado de apenas alguns.

No hemisfério Norte, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos acontece do dia 18 de janeiro, festa da Cátedra de São Pedro e vai até o dia 25, festa da Conversão de São Paulo. Neste ano, na celebração de abertura, na Basílica de São Paulo fora dos Muros, o Papa Francisco, referindo-se ao tema assim se expressou: “Isto não se aplica só à Indonésia. Deparamo-nos com a mesma situação no resto do mundo. Quando a sociedade deixa de ter como fundamento o princípio da solidariedade e do bem comum, assistimos ao escândalo de pessoas que vivem em extrema pobreza ao lado de arranha-céus, hotéis imponentes e centr os comerciais luxuosos, símbolos de incrível riqueza. Esquecemo-nos da sabedoria da lei mosaica, segundo a qual, se a riqueza não for partilhada, a sociedade divide-se”. Continuando sua reflexão, o Papa afirma: “Também entre nós, cristãos, existe o risco de prevalecer a lógica conhecida pelos israelitas dos tempos antigos e pelo povo indonésio nos dias de hoje, ou seja, tentando acumular riqueza, esquecemo-nos dos vulneráveis e dos necessitados. É fácil esquecer a igualdade fundamental que existe entre nós. (…). Para realizar os primeiros passos rumo à terra prometida que é a nossa unidade, devemos, em primeiro lugar, reconhecer humildemente que as bênçãos recebidas não são nossas por direito, mas por dádiva, tendo-nos sido concedidas para partilharmos com os outros. Em segundo lugar, devemos reconhecer o valor da gra ça concedida as outras comunidades cristãs. Consequentemente será nosso desejo participar nos dons dos outros. Um povo cristão, renovado e enriquecido por esta troca de dons, será um povo capaz de caminhar, com passo firme e confiante, pelo caminho que leva à unidade”.

2 – Temos presenciado notícias de violência que os cristãos têm enfrentado no mundo todo por intolerância religiosa. Frente a isso, como os cristãos devem estar unidos e qual a importância de estarem unidos para se combater a violência?

R – De fato, nos últimos tempos, as Igrejas cristãs estão ameaçadas pela intolerância religiosa e vitimadas por crescente perseguição. Na opinião do Papa Francisco, os mártires de hoje são mais numerosos do que os mártires no início da Igreja. Esta não é uma afirmação de efeito. O Papa assim se expressa porque tem dados concretos.

Em 2013, o Centro para a Liberdade Religiosa do Instituto Hudson publicou um texto intitulado: “Perseguidos. O Ataque global aos Cristãos”. Neste texto afirma-se que: “Os Cristãos são o grupo religioso mais amplamente perseguido no mundo de hoje. E essa terrível tendência está em ascensão”. Segundo uma estimativa feita pela Conferência dos Bispos Católicos da Comunidade Europeia, 75% dos atos de intolerância religiosa são direcionados aos cristãos.

Na Nigéria, mais de uma centena de fiéis foi morta em bombardeios a igrejas no Natal de 2011. O Iraque viu pelo menos setenta bombardeios a igrejas em oito anos. Na Arábia Saudita, o Grande Mufti, maior autoridade religiosa do país, declarou que é “necessário destruir todas as igrejas da região”.

Estatísticas recentes do Pew Research Center dizem que o mundo é um lugar cada vez mais religioso. Mas também é um lugar cada vez mais intolerante com os cristãos. Em 2/3 dos países do mundo, também de acordo com o mesmo Centro de Pesquisa, a perseguição piorou nos últimos anos.

Não pensemos que martírios acontecem somente em países, onde os cristãos são minorias. Também em países majoritariamente cristãos existem mártires. É o caso do Brasil, onde os mártires são vítimas de outros cristãos.

Diante desta situação, a proposta de unidade entre os cristãos e de diálogo com as religiões não cristãs é de fundamental importância. Hans Küng, um dos maiores teólogos do século XX, é de opinião que “não é possível a paz entre os povos sem a paz entre as grandes religiões do mundo! E não há paz entre as grandes religiões sem a paz entre as Igrejas cristãs. O ecumenismo entre as Igrejas é parte integrante do ecumenismo mundial: o ecumenismoad intra, no âmbito da cristandade, e o ecumenismo ad extra, orientado para toda a terra habitada são interdependentes”.

Um gesto concreto neste sentido aconteceu em Abu Dabhi, no dia 04 de fevereiro último, quando Papa Francisco e o Grão Imame de Al-Azhar, Ahmed Al-Tayyeb assinaram um Documento sobre A Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da convivência comum. Os signatários concluem a Declaração com este apelo: “Almejamos que esta Declaração seja: um convite à reconciliação e à fraternidade entre todos os crentes, mais ainda, entre os crentes e os não-crentes, e entre todas as pessoas de boa vontade; um apelo a toda consciência viva, que repudia a violência aberrante e o extremismo cego, e a quem ama os valores da tolerância e da fraternidade, pr omovidos e encorajados pelas religiões; um testemunho da grandeza da fé em Deus, que une os corações divididos e eleva a alma humana; um símbolo do abraço entre o Oriente e o Ocidente, entre o Norte e o Sul e entre todos aqueles que acreditam que Deus nos criou para nos conhecermos, cooperarmos entre nós e vivermos como irmãos que se amam. Isto é o que esperamos e tentaremos realizar a fim de alcançar uma paz universal de que gozem todos os homens nesta vida”.

Nosso compromisso com unidade dos cristãos cresce ainda mais quando vemos que o Espírito de Deus já está suscitando mártires dentro das várias Igrejas, fenômeno cunhado pelo Papa Francisco com a expressão “Ecumenismo de Sangue”. No ano de 2015, na celebração de encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, o Papa Francisco assim se expressou: “Neste momento de oração pela unidade, gostaria de recordar os nossos mártires hoje. Eles dão testemunho de Jesus Cristo e são perseguidos e mortos, porque são cristãos, sem fazer distinção, por parte dos perseguidores, da confissão a que pert encem: são cristãos e por isso são perseguidos. Este é, irmãos e irmãs, o ecumenismo de sangue”.

Dom Manoel João Francisco
Bispo de Cornélio Procópio

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Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB reflete sobre Pentecostes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes/ Fri, 02 Jun 2017 16:11:12 +0000 http://teste.toqueto.com/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes.html O Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua coluna “Voz do Pastor” faz reflexão sobre a Festa de Pentecostes. Para ele, ”com esta solenidade, concluímos o Tempo Pascal, suplicando a presença do Espírito Santo em nossa vida e na vida da Igreja”.

O Tempo Pascal do qual fala o arcebispo é um dos seis – sendo que o Tempo Comum está dividido em duas partes –  grandes períodos que compõem o Ano Litúrgico. Segundo o professor de Liturgia, Adolf Adan, por meio do Ano Litúrgico, que não coincide com o ano civil, “o povo cristão revive anualmente todo o Mistério da Salvação centrado na Pessoa de Jesus, o Messias”. Ele começa e termina quatro semanas antes do Natal, cumprindo sempre três ciclos no quais um dos três evangelhos chamados de “sinóticos”, isto é, Mateus, Marcos e Lucas, tem predominância nas leituras feitas nas comunidades. No primeiro ciclo, ou Ano A, predomina a leitura do Evangelho de São Mateus; no Ano B, o Evangelho de São Marcos e no Ano C, o Evangelho de São Lucas.

No texto sobre a Festa de Pentecostes, dom Sérgio também lembra que a solenidade também é ocasião para se encerrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebrada em todo o Brasil, cujo tema, neste ano, foi “Reconciliação: É o amor de Cristo que nos move”. Segundo dom Francisco Biasin, presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da CNBB, essa iniciativa de uma semana dedicada à oração pela unidade daqueles que acreditam em Cristo se deve ao fato de que “a oração é a característica marcante do ‘ecumenismo espiritual’, pois a unidade não é uma conquista nossa, mas um dom de Deus dado à sua Igreja”.

Dom Sérgio lembra às comunidades de Brasília que leem sua coluna no folheto litúrgico “povo de Deus”, distribuído, semanalmente para todas paróquias da arquidiocese de Brasília: “nós cremos no Espírito Santo ‘que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado’, conforme rezamos no ‘Creio’ (Credo Niceno-Constantinopolitano). Nós cremos no Espírito da Verdade, o Defensor, o Consolador (Jo 14,26), que nos ilumina e fortalece na vivência e no testemunho da Palavra de Jesus. Por isso, confiantes, suplicamos a sua presença, nesta solenidade, e a cada dia”.

O Cardeal ainda considera o conjunto das leituras do domingo de Pentecostes quando reforça: “a Liturgia da Palavra nos fala da ação do Espírito Santo. Os Atos dos Apóstolos mostra o Espírito iluminando e animando os discípulos na missão, unindo os que falavam línguas diferentes e fazendo-os compreender a pregação dos Apóstolos, ‘pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua’ (At 2,8). A unidade das diferentes línguas, dom do Espírito, se contrapõe à divisão ocorrida em Babel.  São Paulo também se refere à ação do Espírito, que se manifesta na diversidade de dons e ministérios, ‘em vista do bem comum’ (1Cor 12, 5-6), motivando os cristãos a viverem unidos”.

Sobre o evangelho proclamado no dia, dom Sergio diz: “O Evangelho segundo João, ao relacionar o dom do Espírito ao Senhor Ressuscitado, destaca o perdão e a paz, assim como o envio missionário. ‘Como o Pai me enviou, também eu vos envio’ (Jo 20,21), afirma Jesus. O Espírito do perdão e da paz nos une para que possamos cumprir a missão de testemunhar o Evangelho. Hoje, ainda mais, o testemunho da unidade torna-se necessário para que o mundo creia”.

No final do texto, o cardeal lembrou o aniversário de outro cardeal brasileiro, o arcebispo emérito de Brasília: “unidos como Igreja, em Brasília, vamos celebrar com alegria, gratidão e louvor a Deus, o Jubileu de Ouro Episcopal do Cardeal Dom Falcão, dia 10 de junho, às 10:00 h, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida”.

Por CNBB

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Cardeal Koch: o amor é o motor de todo esforço ecumênico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-koch-o-amor-e-o-motor-de-todo-esforco-ecumenico/ Thu, 26 Jan 2017 11:32:43 +0000 http://teste.toqueto.com/cardeal-koch-o-amor-e-o-motor-de-todo-esforco-ecumenico.html “A história da Reforma, cujos quinhentos anos se comemoram este ano, é marcada não somente pela redescoberta do Evangelho da graça gratuita de Deus, mas também por divisões dolorosas”, disse o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, na saudação ao Papa Francisco no final das Vésperas celebradas na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, por ocasião do encerramento da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos no Hemisfério Norte.

O purpurado recordou um trecho da declaração conjunta, assinada pelo Papa Francisco e pelo Presidente da Federação Luterana Mundial, o Bispo Munib Yunan, em Lund, na Suécia, em 31 de outubro passado: “Ao mesmo tempo que estamos profundamente gratos pelos dons espirituais e teológicos recebidos através da Reforma, também confessamos e lamentamos diante de Cristo que luteranos e católicos tenham ferido a unidade visível da Igreja.”

“O arrependimento e a purificação da memória histórica devem se realizar sob o signo da reconciliação, reconciliação que nasce somente da iniciativa de Deus e que representa o dom que o Senhor faz aos homens e a todo o universo”, prosseguiu o Cardeal Koch. 

“Ao reconciliar-nos com Deus em Cristo, devemos anunciar a reconciliação de Deus, devemos nos comprometer com a promoção da reconciliação entre os cristãos e nos deixar impelir pelo amor de Cristo”, frisou ainda o purpurado. 

“O amor é o motor de todo esforço ecumênico”, concluiu o Cardeal Koch, agradecendo ao Papa Francisco por ter colocado “o compromisso ecumênico para a reconstituição da unidade dos cristãos” entre as “prioridades pastorais” de seu pontificado: “O verdadeiro amor não cancela as diferenças legítimas entre as Igrejas cristãs, mas as conduz unidas e reconciliadas a uma unidade mais profunda”. 

No Hemisfério Sul, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada entre Ascensão e Pentecostes.

Por Rádio Vaticano

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Reconciliação entre cristãos é dom de Deus, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reconciliacao-entre-cristaos-e-dom-de-deus-diz-papa/ Thu, 26 Jan 2017 09:39:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44130 O Papa Francisco presidiu nesta quarta-feira, 25, a celebração das Segundas Vésperas na Solenidade da Conversão de São Paulo, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, no Vaticano. A celebração conclui a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em curso desde o último dia 18 em países do hemisfério norte.

Foi propriamente a unidade dos cristãos o tema que perpassou a homilia de Francisco. Ele lembrou que São Paulo teve a vida transformada radicalmente após o encontro com Jesus e foi impelido, a partir de então, a proclamar o amor e a reconciliação que Deus oferece em Cristo à humanidade. E essa reconciliação é um dom que vem de Cristo, da mesma forma que acontece com a reconciliação entre os cristãos.

“A reconciliação para a qual somos impelidos não é simplesmente iniciativa nossa: é primariamente a reconciliação que Deus nos oferece em Cristo. Antes de ser esforço humano de crentes que procuram superar as suas divisões, é um dom gratuito de Deus. Como resultado deste dom, a pessoa perdoada e amada é chamada, por sua vez, a proclamar o evangelho da reconciliação em palavras e obras, a viver e dar testemunho duma existência reconciliada”, afirmou.

Considerando, como destacou São Paulo, que a reconciliação em Cristo não pode ser realizada sem sacrifício, o Papa afirmou que os embaixadores da reconciliação são chamados a dar a vida, ou seja, deixar de viver para si mesmo e buscar reproduzir a imagem de Cristo, vivendo para Ele.

Assim também, cada confissão cristã é chamada a buscar um caminho com o olhar fixo na Cruz de Jesus, saindo do isolamento, superando a tentação da autorreferência. “Poderá realizar-se uma autêntica reconciliação entre os cristãos quando soubermos reconhecer os dons uns dos outros e formos capazes, com humildade e docilidade, de aprender uns dos outros, sem esperar que primeiro sejam os outros a aprender de nós”.

O Santo Padre recordou o marco significativo que é para católicos e luteranos poder recordar, juntos, os 500 anos da Reforma Protestante, evento que dividiu os cristãos. Esse foi um dom conquistado em cinquenta anos de mútuo conhecimento e diálogo ecumênico.

Saudando os representantes das diversas Igrejas e Comunidades eclesiais reunidos na celebração, o Papa enfatizou, por fim, que a oração pela unidade dos cristãos é uma participação na oração do próprio Jesus antes da Paixão: “para que todos sejam um só” (Jo 17, 21).

“Nunca nos cansemos de pedir a Deus este dom. Na expectativa paciente e confiada de que o Pai conceda a todos os crentes o bem da plena comunhão visível, prossigamos o nosso caminho de reconciliação e diálogo, encorajados pelo testemunho heroico de tantos irmãos e irmãs, de ontem e de hoje, unidos no sofrimento pelo nome de Jesus”.

Por Canção Nova

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