segunda vinda - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png segunda vinda - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Quando o povo de Deus se fecha, é como um burro na estrebaria https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quando-o-povo-de-deus-se-fecha-e-como-um-burro-na-estrebaria/ Thu, 11 May 2017 12:49:23 +0000 http://teste.toqueto.com/quando-o-povo-de-deus-se-fecha-e-como-um-burro-na-estrebaria.html Durante a Missa celebrada na manhã de hoje na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco exortou os cristãos a não se fechar em si mesmos, a sair e se deixar levar pelo Espírito para aprofundar na fé, porque “quando o povo de Deus para, se torna prisioneiro numa estrebaria, como um burro, ali: não entende, não vai para frente”.

Em sua homilia, o Santo Padre falou das três plenitudes dos tempos: a primeira plenitude ocorreu com a ressurreição de Cristo; a segunda ocorrerá quando acontecer a segunda vinda; e a terceira é a realização pessoal de cada cristão que ocorrerá quando nos encontrarmos cara a cara com Deus.

“Deus ficou conhecido na história. A sua salvação tem uma grande e longa história”, afirmou. “A salvação de Deus está em caminho rumo à plenitude dos tempos”.

Trata-se de “um caminho com santos e pecadores”. O Senhor “guia o seu povo, com momentos bons e momentos ruins, com liberdade e escravidão; mas guia o povo rumo à plenitude”.

Para nos guiar, pede a ajuda do Espírito Santo, que “nos faz recordar, nos faz entender a mensagem de Jesus”. Começa um segundo caminho, a Igreja “vai avante com muitos santos e pecadores; entre graça e pecado”.

Trata-se de um caminho “para entender, para aprofundar a pessoa de Jesus, para aprofundar a fé” e também para “entender a moral, os Mandamentos”. E o que no “passado parecia normal, que não era pecado, hoje é considerado pecado mortal”.

O Pontífice citou alguns exemplos deste aprofundamento da fé que o levou a identificar como pecado o que anteriormente havia sido admitido como moral.

“Pensemos, por exemplo, na escravidão. Quando íamos à escola, nos diziam o que os escravos faziam, eram trazidos de um lugar, vendidos em outro, na América Latina se vendiam, se compravam… É pecado mortal. Hoje dizemos isso. Mas, naquele então, alguns diziam que era permitido, porque essas pessoas não tinham alma!”.

“Por isso, era preciso ir adiante para entender melhor a fé, para entender melhor a moral”. Entretanto, advertiu contra a tentação de dizer: “‘Ah, Padre, graças a Deus que hoje não existem mais escravos!’. E existem ainda mais!… mas pelo menos sabemos que é pecado mortal. Fomos para frente: o mesmo com a pena de morte que era normal, uma vez. E hoje dizemos que a pena de morte é inadmissível”. O mesmo vale para as “guerras de religião”.

Em meio a este esclarecimento da fé e da moral “existem os santos, os santos que todos conhecemos e os santos escondidos”. A Igreja “está cheia de santos escondidos e esta santidade é que nos leva para frente, rumo à segunda plenitude dos tempos, quando o Senhor virá, no final, para ser tudo em todos”.

Por outro lado, explicou que “há uma terceira plenitude dos tempos, a terceira. A nossa. Cada um de nós está em caminho rumo à plenitude do próprio tempo. Cada um de nós chegará ao momento do tempo pleno e a vida acabará e deverá encontrar o Senhor. E este é o nosso momento. Pessoal”.

“Pensemos nisso: os apóstolos, os pregadores, os primeiros, tinham necessidade de fazer entender que Deus amou, escolheu, amou o seu povo em caminho, sempre”.

O Bispo de Roma sublinhou que “Jesus enviou o Espírito Santo para que pudéssemos ir em caminho. O mesmo Espírito que nos impulsiona a caminhar: esta é a grande obra de misericórdia de Deus. Que cada um de nós está em caminho rumo à plenitude dos tempos pessoal”.

Especificamente, quando nos confessamos, compreendemos que “aquele passo que eu dei é um passo no caminho rumo à plenitude dos tempos. Pedir perdão a Deus não é algo automático. É entender que estou a caminho, em um povo em caminho e que um dia me encontrarei cara a cara com aquele Senhor que jamais nos deixa sós, mas nos acompanha neste caminho”.

“Pense nisso: Quando me confesso, penso nessas coisas? Que estou em caminho? Que é um passo rumo ao encontro com o Senhor, rumo à minha plenitude dos tempos? E esta é a grande obra de misericórdia de Deus”, concluiu.

Por ACI Digital

]]>
46210
Existe uma previsão de quando exatamente Jesus voltará? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/existe-uma-previsao-de-quando-exatamente-jesus-voltara/ Thu, 11 May 2017 09:46:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46193 Ninguém sabe, exatamente, quando Jesus voltará. O Catecismo da Igreja diz que: “O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só ele decide do seu advento” (n.1040). “Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém os conhece, nem mesmo os anjos do céu, nem mesmo o Filho, mas, sim, o Pai só” (Mc 13,32).

Muitas especulações houve na história; e muitas marcaram o dia da volta de Jesus, mas todos erraram. Por isso, a Igreja proíbe que alguém afirme o dia da volta de Cristo. Muitos se enganaram sobre isso e levaram muitos outros ao engano e ao desespero. Até grandes santos da Igreja erraram neste ponto. Podemos citar alguns exemplos que Dom Estevão Bettencourt cita no seu curso de Escatologia: S. Hipólito de Roma (†235) chegou a afirmar que o fim do mundo seria no ano 500.

Previsões que não aconteceram

Santo Irineu (†202) confirmava a tese do Ps Barnabé, de que o fim seria no ano 6000 após a criação do mundo. Santo Ambrósio (†397) e S. Hilário de Poitres (†367) apoiaram a mesma tese anterior. S. Gaudêncio de Bréscia (†405) indicava o ano 7000 após a criação.

No século V, com a queda de Roma (476), S. Jerônimo (†420), S. João Crisóstomo (†407) e S. Leão Magno (†461) defendiam que, face à queda de Roma, o fim do mundo estava próximo. No século VI e VII, S. Gregório Magno (†604) afirmava como próxima a vinda de Cristo.

No Concílio Universal de Latrão V, em 1516, foi decretado: “Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinada época para os males vindouros para a vinda do anticristo ou para o dia do juízo. Com efeito, a Verdade diz: “Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda a criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútuas, tão recomendadas por nosso Redentor”.

Em 1318, o Papa João XXII, condenando os erros dos chamados Fraticelli, proibiu que alguém preveja o fim do mundo e a volta de Cristo. (Curso de Escatologia – D. Estevão Bettencourt, págs. 123/124).

Falando sobre a Segunda Vinda de Cristo, o Papa João Paulo II disse em uma de suas catequeses:

“A história caminha rumo à sua meta, mas Cristo não indicou qualquer prazo cronológico. Ilusórias e desviantes são, portanto, as tentativas de previsão do fim do mundo. Cristo só nos assegurou que o fim não acontecerá antes que a Sua obra salvífica tenha alcançado uma dimensão universal através do anúncio do Evangelho: “Esta Boa Nova do Reino será proclamada em todo o mundo para dar testemunho diante de todos os povos. E então virá o fim” (Mt 24,14).

O que diz o Catecismo da Igreja Católica?

O Catecismo da Igreja diz que Jesus pode voltar a qualquer momento, mas ninguém sabe quando:

“A partir da Ascensão, o advento de Cristo na glória é iminente, embora não nos ‘caiba conhecer os tempos e os momentos que o Pai fixou com sua própria autoridade’ (At 1,7). Este acontecimento escatológico pode ocorrer a qualquer momento, ainda que estejam ‘retidos’ tanto ele como a provação final que há de precedê-lo” (n.673).

O Catecismo diz também que depende do povo judeu aceitar Jesus como o Messias verdadeiro:

“A vinda do Messias glorioso depende a todo momento da história do reconhecimento dele por “todo Israel”. Uma parte desse Israel se “endureceu” (Rm 5) na “incredulidade” (Rm 11,20) para com Jesus. São Paulo lhe faz eco: “Se a rejeição deles resultou na reconciliação do mundo, o que será o acolhimento deles senão a vida que vem dos mortos?”. A entrada da “plenitude dos judeus” na salvação messiânica, depois da “plenitude dos pagãos, dará ao povo de Deus a possibilidade de “realizar a plenitude de Cristo” (Ef 4, 13), na qual “Deus é tudo em todos” (1Cor 15,28). (n.674)

O Catecismo diz que a Igreja passará pela pior provação antes do Cristo voltar:

“Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra” desvendará o “mistério de iniquidade” sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne” (n.675).

A Igreja sabe que só entrará na glória do Reino passando por uma “Paixão” semelhante a do seu Senhor. O Catecismo afirma: “O Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal (cf. Ap 20,7-10), que fará a sua Esposa descer do Céu (Ap 21,2-4).

Orar e vigiar

O que a Igreja recomenda, e que compete a nós, é estarmos preparados para a volta de Cristo a qualquer momento, vivendo na vigilância e na oração constantes. Todos os que já morreram até hoje não puderam ver a volta de Cristo, mas se encontraram com Ele no “Tribunal de Cristo” após a morte, como disse São Paulo: “Por que teremos de comparecer diante do Tribunal de Cristo” (2 Cor 5,10). E a Carta aos Hebreus confirma dizendo: “Está determinado que os homens morram uma única vez, e logo em seguida vem o juízo” (Heb 9,27). Trata-se do juízo particular de cada um.

Escrevendo aos cristãos de Tessalônica, sobre a Segunda Vinda de Cristo, São Paulo disse:

“Não vos deixeis facilmente perturbar o espírito e alarmar –vos, nem por alguma pretensa revelação nem por palavra ou carta tidas como precedentes de nós e que vos afirmassem estar iminente o dia do Senhor. Ninguém de modo algum vos engane, porque primeiro deve vir apostasia e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus”. (2 Tes 2,2-4)

São Pedro respondeu aos que perguntavam sobre a demora da volta de Cristo:

“Para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa de paciência para convosco. Não quer que alguém se perca; ao contrário, quer que todos se arrependam. Entretanto, virá o Dia do Senhor como ladrão. Portanto, caríssimos, esperando essas coisas esforçai-vos por serdes achados por Ele sem mácula e irrepreensíveis na paz” (2Pd 3,8-14).

Por Felipe Aquino, via Canção Nova

]]>
46193