SBCC - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 03:58:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png SBCC - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Estudo da SBCC e Cefet-MG mostra o impacto positivo do isolamento social na Igreja Católica https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/estudo-da-sbcc-e-cefet-mg-mostra-o-impacto-positivo-do-isolamento-social-na-igreja-catolica/ Tue, 28 Apr 2020 20:57:06 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58311 As medidas de isolamento social determinadas pelas autoridades sanitárias adotadas pelas arquidioceses, dioceses e prelazias brasileiras, que suspenderam as atividades religiosas como as missas, podem ter evitado mais de 120 mortes no Brasil.

O estudo foi feito pela Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos (SBCC), da qual o Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) faz parte e o Grupo de Pesquisa em Modelagem de Problemas Biológicos do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG).

“O número aproximado de vidas salvas depende do número de mortos durante o tempo do isolamento pela suspensão de missas no Brasil. Dos 3.295 óbitos pela Covid-19 neste período, poderíamos estimar que a medida salvou em torno de 125 vidas humanas, fora os milhares de infectados”, afirma o doutor em Engenharia Elétrica e professor do departamento de Matemática do Cefet, Rodrigo Cardoso. Segundo o pesquisador, o número varia entre 46 e 120, com média em 85.

Os pesquisadores utilizaram um modelo matemático para estimar o número de mortes e casos evitados de coronavírus com missas sem a presença de fiéis, que foram suspensas na maioria das dioceses brasileiras por volta do dia 21 de março de 2020.

Segundo o estudo, “Dentro das hipóteses e casos considerados nesta estimativa, os resultados apontam que apenas essa medida pode ter sido responsável pela redução de 2,6% no número de casos de infecção e mortes no país e pela redução de cerca de 9,7% do número de casos de hospitalização simultâneos durante o pico da epidemia”.

De acordo com a SBCC, mesmo a restrição aos sacramentos tendo sido dolorosa para os fiéis, é importante ressaltar que essa contribuição foi fundamental para preservar vidas.

“Com esse estudo a SBCC pretende colaborar tanto para a divulgação científica junto ao público católico, como salientar para a sociedade em geral os esforços que a Igreja tem feito no intuito de auxiliar no enfrentamento da pandemia”, diz o artigo.

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Nota pública da Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/nota-publica-da-sociedade-brasileira-de-cientistas-catolicos/ Mon, 30 Mar 2020 16:18:37 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58107 Nós, membros da SBCC, diante da pandemia do Covid-19, fazemo-nos próximos e solidários aos brasileiros neste momento de angústia, incertezas e esperanças. Reconhecemos o grande valor dos cientistas, profissionais da saúde e de todos os demais que têm papel indispensável nesta hora. Queremos também contribuir para a promoção e defesa da vida, o bem maior. A Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e a comunidade científica têm indicado algumas ações que já estão em andamento para conter o avanço da doença e assim evitar o colapso do sistema de saúde, bem como reduzir o número de mortes causadas pela Covid-19. Considerando-se que muitas outras ações ainda precisarão ser desenvolvidas a SBCC propõe aos pesquisadores católicos as seguintes reflexões:

1 – É preciso priorizar temporalmente os esforços científicos, técnicos e econômicos, de modo que soluções para os problemas mais relevantes sejam rapidamente levantadas, tendo em conta o valor inegociável da vida humana. Sob este valor, devem estar subordinadas todas as demais preocupações políticas e econômicas.

2 – A aplicação em larga escala de vacinas, medicamentos e outros tratamentos deve ser baseada em conhecimentos científicos comprovados ou, quando em condições extremas, em protocolos clínicos devidamente justificados. Comunidades humanas não podem ser usadas como cobaias, a fim de obter conhecimento. Isso inverte a lógica de uma ciência humanista e fere a ética científica em diferentes níveis. Neste mesmo sentido, as medidas políticas, sociais e econômicas adotadas devem estar baseadas em modelos que priorizem vidas, seja evitando a disseminação da doença, seja garantindo a subsistência dos indivíduos num cenário pós-epidemia.

3 – É mister estabelecer, em espírito solidário, um diálogo efetivo e transdisciplinar para encontrar a dosimetria adequada das ações no complexo enfrentamento da crise. Deve-se buscar ações econômicas e de organização social baseadas em um humanismo solidário, que visem o bem comum e protagonizem a opção preferencial pelos pobres.

4 – Ao fim dessa crise, a sociedade terá a oportunidade de reavaliar os papéis tanto da comunidade científica quanto dos profissionais de saúde, por vezes preteridos de incentivos públicos e privados, no cenário nacional. Reafirmamos sua importância e a necessidade de que suas orientações sejam seguidas por parte das autoridades civis, eclesiásticas, e toda sociedade de modo geral.

Em tempo, conclamamos esses profissionais a que assumam, com profunda solidariedade e colaboração, suas funções tão necessárias nesse momento crítico em que vivemos. Pedimos a todos os irmãos para que rezem por esses profissionais e que nos unamos a Cristo para sermos sinais de esperança.

27 de março de 2020.

Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos

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