São José - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png São José - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Filho do carpinteiro… antes, do Arquiteto. https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/filho-do-carpinteiro-antes-do-arquiteto/ Fri, 05 May 2023 12:01:29 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=66073 A certa altura, os ensinamentos de Jesus na sinagoga de sua terra provocam assombro nas pessoas: como poderia o filho do conhecido Zé da Maria ter tanta sabedoria? Quando os cidadãos admirados dizem: não é Ele o filho do carpinteiro? (Mt. 13,55), expressam ao mesmo tempo uma afirmação e uma dúvida. Que mistério subjaz naquela difícil compreensão?

Sim, Jesus é o filho de Maria e José, mas não apenas… há algo maior, que lhe confere identidade de um sábio e grande em obras. Antes de filho do carpinteiro, Jesus é filho do Divino arquiteto do universo, como Ele mesmo afirmou aos doze anos, no templo de Jerusalém.

Por isto, ao voltar nosso olhar para a carpintaria, encontramos no trabalho um ponto de intercessão entre o humano (José) e o divino (Iahweh). Onde Jesus passa a maior parte de sua vida é notória a associação do trabalho ao mistério da encarnação do Verbo de Deus. Ao entrar numa família da comunidade de Nazaré, Cristo assume todos os aspectos do ser humano, e ali começa a redenção, superando a nuance de castigo (Gn. 3,19) que pesava sobre os pecadores. O trabalho é a expressão do dinamismo da vida, lugar de criatividade e exercícios físicos, do ganha pão cotidiano, da prestação de um serviço a quem dele precisa, de progresso dos povos e ocasião para as relações sociais.

Mormente, depois do Verbo Eterno na carpintaria de José, o trabalho é também meio de santificação, ele é um jeito de amar o próximo. Como explicou o papa João Paulo II: “A expressão cotidiana deste amor na vida da Família de Nazaré é o trabalho de carpinteiro (…). Juntamente com a humanidade do Filho de Deus, o trabalho foi acolhido no mistério da Encarnação e redimido de maneira particular” (RC, 22). “Suportando o que há de penoso no trabalho em união com Cristo o homem mostrar-se-á como verdadeiro discípulo de Jesus, levando a cruz de cada dia nas atividades que é chamado a realizar (…). O suor e a fadiga, que o trabalho comporta proporcionam a todo homem a possibilidade de participar no amor à obra que o mesmo Cristo veio realizar” (LE, 22 e 27).

Esta teologia, da Encarnação e Redenção realizada por Jesus Cristo, não poderia excluir ou ignorar a presença e função de José, o carpinteiro. Oportunamente foi que, aproveitando o dia do Trabalho inaugurado em Chicago no ano de 1886, o papa Pio XII estabelece a festa de São José Operário em 1955, colocando-o como ícone de quem santifica o trabalho e pelo trabalho se santifica, obedecendo a Deus e servindo ao próximo.

Sim, é melhor trabalhar do que ficar à toa. Quem é à toa atrapalha: não se exercita fisicamente como deveria; a cabeça desocupada pode ser oficina do diabo; deixa de imitar Deus que trabalhou e se junta ao diabo por conta da inveja e orgulho sobre os bens alheios; depende da bondade dos outros ou passa a roubar para sobreviver; hora dessas e mais cedo vai parar na cadeia ou cemitério. Ao passo que, quem trabalha sofre, mas se alegra com a consciência tranquila: não se torna pesado aos outros; realiza seus sonhos; é útil aos outros fazendo bem o próprio dever; melhora o mundo com sua atuação técnica, estética e ética; obedece a Deus que colocou a obra criada sob nossa responsabilidade.
Queremos frutos? Exerçamos o labor e o Senhor nos recompensará. Trabalhemos, reservando o tempo do justo repouso e da adoração! Assim o fez o filho do carpinteiro… antes, Filho do Eterno arquiteto do mundo.

(Pe. Crésio Rodrigues – 1º. de maio de 2023)

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O Pai presente https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-pai-presente/ Thu, 28 Mar 2019 01:40:50 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54381 A família é composta de pai e mãe, que geram os filhos. A presença do pai é necessária, não só para a geração, mas, sobretudo, para a educação dos filhos. O filho precisa do pai, da figura do pai, da presença do pai na sua vida. É dele que os filhos esperam o exemplo e a proteção, e a esposa espera a ajuda, a defesa e a cooperação na edificação e conservação da família. Isso é tão marcante que o próprio Pai eterno, quando enviou o seu filho ao mundo, Deus feito homem, concebido de maneira virginal, quis que alguém o substituísse visivelmente como Pai adotivo na Sagrada Família de Belém e Nazaré e fosse o guarda e protetor daquela que viria a ser a mãe do Filho de Deus feito homem: o escolhido foi São José, cuja solenidade celebramos ontem e festejamos durante todo o mês de março.

São José era de família nobre, a família real de Davi. Se a sua família ainda estivesse reinando, ele seria um príncipe. Quando ele tinha apenas desposado Maria, primeira parte do casamento hebraico, mas antes de recebê-la em casa, ocorreu a Anunciação e a Encarnação do Filho de Deus. Maria objetou ao Anjo mensageiro a impossibilidade de ter um filho, pois “não conhecia varão” (Lc 1,34), isso apesar de ser noiva de José, o que claramente indica o seu voto de virgindade, de pleno conhecimento do seu futuro esposo. O Anjo, da parte de Deus, lhe garantiu que a concepção daquele filho não seria por obra humana, mas sim “por virtude do Espírito Santo” (Mt 1,18). O próprio José, em sonho, foi advertido pelo anjo do que ocorrera. E ele teria como missão ser o guarda daquela Virgem Mãe e pai nutrício daquele Filho, que era realmente o Filho de Deus. E Jesus lhe dava o nome de pai, sendo conhecido como “o filho do carpinteiro” (Mt 13,55), tido por todos “como sendo filho de José” (Lc 3,23).

São José protegeu a Sagrada Família, sobretudo na fuga para o Egito, quando da perseguição de Herodes ao Menino Jesus. Como chefe e protetor da Sagrada Família, ele se tornou o patrono de todas as famílias. E seu modelo de amor, humildade, paciência e obediência a Deus. : “Do exemplo de São José chega a todos um forte convite a desenvolver com fidelidade, simplicidade e modéstia a tarefa que a Providência nos designou” (Bento XVI).

São José é também o padroeiro dos trabalhadores porque, como carpinteiro, sustentava a Sagrada Família com o seu suor e o trabalho de suas mãos. A festa de São José, como padroeiro dos trabalhadores, se comemora no dia 1º de maio, dia do trabalho.

Antigamente havia uma festa especial para honrar o Patrocínio de São José, ou seja, sua proteção, seu amparo. Daí o nome muito comum a pessoas e cidades, Patrocínio e José do Patrocínio, em honra do patrocínio de São José. Tendo tido a mais bela das mortes, pois morreu assistido por Jesus, que ainda não tinha começado a sua vida pública, e por Maria Santíssima, São José é invocado como padroeiro dos moribundos e patrono da boa morte.

O Papa Pio IX proclamou São José patrono da Igreja, que é a família de Deus. Por tantos gloriosos motivos, São José faz jus à honra e à devoção especial que lhe tributamos.

Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

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São José foi uma figura importante para a Salvação, assegura o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sao-jose-foi-uma-figura-importante-para-a-salvacao-assegura-o-papa-francisco/ Mon, 18 Dec 2017 11:50:57 +0000 http://teste.toqueto.com/sao-jose-foi-uma-figura-importante-para-a-salvacao-assegura-o-papa-francisco.html Em sua homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta segunda-feira, 18 de dezembro, o Papa Francisco se centrou na figura de São José e suas emoções durante a gravidez de Maria e nos dias prévios ao nascimento de Jesus.

O Santo Padre explicou a importância da figura de São José e da educação que ofereceu a Jesus durante sua infância, na história da Salvação.

“Jesus homem aprendeu a dizer ‘papai’ a Deus Pai, aprendeu do testemunho de José”, assinalou Francisco.

Quando Maria voltou da sua visita a sua prima Santa Isabel, José descobriu que estava grávida e começou acontecer uma luta na vida dele. “José lutava dentro; naquela luta, a voz de Deus: ‘Levante-te’, aquele ‘levante-te’, muitas vezes, no início de uma missão, na Bíblia: ‘Levanta-te!’, pegue Maria, leve para a sua casa. Assuma a situação: pegue pela mão e vai em frente”.

A reação de José foi exemplar: “José não foi ter com os amigos para se confortar, não foi ao psiquiatra para que interpretasse o sonho. Não: ele acreditou. Foi avante. Assumiu a situação. Mas o que José tinha que assumir? Qual era a situação? De duas coisas. Da paternidade e do mistério”.

José, indicou o Pontífice, “assumiu uma paternidade que não era sua: vinha do Pai. E levou avante a paternidade com aquilo que significa: não só apoiar Maria e a criança, mas também fazê-lo crescer, ensinar-lhe a profissão, acompanha-lo à maturidade de homem. ‘Assuma a paternidade que não é tua, é de Deus’. E isso sem dizer uma palavra. No Evangelho, não tem uma só palavra dita sobre José. O homem do silêncio, da obediência silenciosa”.

Nesse sentido, o silêncio de José também nos oferece um ensinamento importante. “José assume este mistério e ajuda: com o seu silêncio, com o seu trabalho até o momento que Deus o chama para si”.

“Deste homem que assumiu a paternidade e do mistério, se diz que [é] sombra do Pai: a sombra de Deus Pai. E se Jesus homem aprendeu a dizer ‘papai’, ‘pai’, ao seu Pai que conhecia como Deus, aprendeu isso da vida, do testemunho de José: o homem que custodia, o homem que faz crescer, o homem que leva avante toda paternidade e todo mistério, mas não pega nada para si”, concluiu o Papa.

Por ACI Digital

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Lado a lado com José https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/lado-a-lado-com-jose/ Tue, 05 Dec 2017 13:25:23 +0000 http://teste.toqueto.com/lado-a-lado-com-jose.html Missionário claretiano apresenta história que percorre 30 anos em 3 meses, sob a perspectiva do pai adotivo de Jesus

Quem já se encantou com o livro 9 meses com Maria, um dos best-sellers da Editora Ave Maria, vai se surpreender ainda mais com a obra 3 meses com São José – Em oração pela minha família, que em apenas um ano, desde o seu lançamento, já vendeu mais de 20.000 exemplares.

A proposta desse ciclo de oração é despertar no leitor o compromisso de cada um na construção de uma família que deseja crescer na fé e na harmonia. O objetivo é dar continuidade aos episódios sobre a infância e a “vida oculta” de Jesus, mas sob a perspectiva de São José, que conduzirá o leitor nessa trajetória espiritual.

Diferentemente do livro 9 meses com Maria” em que a Virgem narra diariamente sua gestação, em 3 meses com São José o leitor percorre um período maior, que será de trinta anos, divididos em 91 dias. O autor sugere uma continuação da primeira obra, cuja trajetória comece em 19 de dezembro e termine em 19 de março, data da Festa Litúrgica do santo.

“O grande desafio aqui foi dar voz a São José, pois as Sagradas Escrituras falam minimante dele e de sua missão. Nos Evangelhos, José não pronuncia nenhuma palavra; portanto, a proposta deste livro é nos imaginar ouvindo as impressões de São José sobre todo o mistério que ele abraçava. As reflexões são ficcionais, sem nenhuma pretensão de fazer revelações. A real intenção é a de que possamos simplesmente enxergar José como um homem simples, justo e que, estando sob o Mistério da Encarnação, não tinha plena ciência de tudo que estava acontecendo.” (p. 13)

Segundo o autor, o missionário claretiano Pe. Luís Erlin, “o leitor passará por um período de oração e de reflexão sobre como cada um se relaciona com aqueles ao seu redor. Um tempo de amor e compaixão, para que cada um se esforce para compreender e respeitar o outro”.

Em 3 Meses com São José, os passos do fiel esposo de Maria e pai adotivo de Jesus, os relatos de angústias, alegrias e esperanças se tornarão um guia espiritual que levarão cada um a percorrer o mesmo caminho, outrora pisado por este, que é, para a Igreja, um verdadeiro modelo de santidade a ser seguido.       

Saiba mais:

Editora Ave-Maria na internet: Site: www.avemaria.com.br / Facebook: EditoraAveMaria / Twitter: @editoravemaria / Youtube: EditoraAveMaria

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Papa incentiva os jovens a assumir grandes desafios, como fez São José https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-incentiva-os-jovens-a-assumir-grandes-desafios-como-fez-sao-jose/ Mon, 20 Mar 2017 13:14:16 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-incentiva-os-jovens-a-assumir-grandes-desafios-como-fez-sao-jose.html Durante a Missa celebrada na manhã desta segunda-feira na Casa Santa Marta, o Papa Francisco destacou a importante, mas discreta, função realizada por São José no plano salvífico de Deus. O Pontífice destacou a capacidade de São José de sonhar e assumir desafios difíceis e pediu que essa capacidade seja transmitida aos jovens de hoje.

Francisco focou sua homilia na figura de São José, cuja solenidade foi transferida de ontem para hoje para não coincidir com o terceiro domingo da Quarema.

São Jose foi um homem que carregou sobre seus ombros as promessas de “descendência, de herança, de paternidade, de filiação e de estabilidade”, explicou. Obedeceu ao anjo que apareceu em seu sonho e tomou consigo Maria, grávida por obra do Espírito Santo, recordou o Papa.

“E este homem, este sonhador, é capaz de aceitar esta tarefa, esta tarefa difícil e que muito tem a nos dizer neste período de uma grande sensação de orfandade. E assim este homem toma a promessa de Deus e a leva avante em silêncio com fortaleza, a leva avante para aquilo que Deus quer que seja realizado”.

O Bispo de Roma insistiu sobre a capacidade de sonhar de São Jose: “É um homem capaz de sonhar e é guardião do sonho de Deus, o sonho de Deus de nos salvar”.

Além disso, colocou São Jose como um modelo a ser seguido pelos jovens de hoje e pediu ao santo “que dê a todos nós a capacidade de sonhar, porque quando sonhamos coisas grandes, coisas bonitas, nos aproximamos do sonho de Deus, das coisas que Deus sonha para nós”.

“Que aos jovens dê, porque ele era jovem, a capacidade de sonhar, de arriscar e assumir as tarefas difíceis que viram nos sonhos. E dê a todos nós a fidelidade que geralmente cresce num comportamento justo, e ele era justo, cresce no silêncio, poucas palavras, e cresce na ternura que é capaz de proteger as próprias fraquezas e as dos outros”.

Por outro lado, o Pontífice destacou o valor do silêncio de São José, um homem que “pode nos dizer muito, mas não fala. O homem escondido, que tem a maior autoridade naquele momento, sem a demonstrar”.

“É o homem que não fala, mas obedece. O homem da ternura, o homem capaz de levar adiante as promessas para que se tornem firmes, seguras. O homem que garante a estabilidade do Reino de Deus, a paternidade de Deus, a nossa filiação como filho de Deus. Gosto de pensar José como guardião das fraquezas, de nossas fraquezas: é capaz de fazer nascer muitas coisas bonitas de nossas fraquezas, de nossos pecados”.

Por ACI Digital

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