São João Paulo II - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png São João Paulo II - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O nascimento da JMJ: João Paulo II confia a Cruz aos jovens https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/o-nascimento-da-jmj-joao-paulo-ii-confia-a-cruz-aos-jovens/ Sun, 20 Jan 2019 18:20:30 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=53713 A história da JMJ se entrelaça com a da “Cruz peregrina”. A grande cruz desejada pelo Papa durante o Ano Santo da Redenção.

“Queridos jovens, ao final do Ano Santo confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levem-a ao mundo, como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade e anunciem a todos, que somente em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção”.

A Cruz entregue aos jovens

O Papa João Paulo II pronuncia estas palavras em 22 de abril de 1984, do adro da Basílica de São Pedro, depois de ter fechado a Porta Santa pelo Jubileu da Redenção. A grande cruz de madeira, de 3,8 metros de altura, colocada perto do altar principal, está à sua esquerda e depois de ter sido um farol de fé durante um ano inteiro, é entregue nas mãos dos peregrinos do mundo: será “anúncio” e “encontro”, se tornará a “Cruz da JMJ”.

A “Cruz do Ano Santo” é transferida para o Centro San Lorenzo – um lugar para jovens fundado pelo Papa – onde costuma ser encontrada quando não está em peregrinação pelo mundo: sua primeira viagem foi à Alemanha. (Atualmente o Centro está aos cuidados da Comunidade Shalom).

300 mil com o Papa

Em 31 de março de 1985, Domingo de Ramos, uma multidão de mais de 300 mil jovens dos cinco continente, dirige-se à Praça São Pedro com a “Cruz do Ano Santo”. Eles vieram para o grande encontro de jovens por ocasião do Ano Internacional da Juventude, proclamado pela ONU. João Paulo II fica visivelmente tocado.

A instituição da JMJ

Em dezembro do mesmo ano, durante as felicitações de Natal à Cúria Romana, o Papa afirma: “Ainda tenho em meus olhos as imagens do encontro daquela assembleia de jovens de todas as raças e proveniências”. Ele reitera que não se trata de uma “massa anônima” ou de “número, mas presença viva e pessoal” que “tomou parte com uma alegria esmagadora e composta, em um ato comunitário de amor e fé a Cristo, o Senhor”. E institui a Jornada Mundial da Juventude: “O Senhor abençoou aquele encontro de maneira extraordinária, tanto que, para os próximos anos, foi instituída a Jornada Mundial da Juventude, a ser celebrada no Domingo de Ramos, com a valorosa colaboração da Conselho para os leigos”.

Nascem assim as Jornadas Mundiais da Juventude, celebradas todos os anos em nível diocesano e com um intervalo periódico de 2 ou 3 anos, em diferentes partes do mundo, no contexto das Jornadas Mundiais de Jovens com o Papa.

O calendário das JMJ

– 23 de março de 1986 – Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 11-12 de abril de 1987 – II Jornada Mundial da Juventude – Buenos Aires, Argentina

• 27 de março de 1988 – III Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 15 a 20 de agosto de 1989 – IV Jornada Mundial da Juventude – Santiago de Compostela, Espanha

• 8 de abril de 1990 – V Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 10-15 de agosto de 1991 – VI Jornada Mundial da Juventude – Czestochowa, Polônia

• 12 de abril de 1992 – VII Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 10-15 de agosto de 1993 – VIII Jornada Mundial da Juventude – Denver, EUA

• 27 de março de 1994 – IX Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 10-15 de janeiro de 1995 – X Jornada Mundial da Juventude – Manila, Filipinas

• 31 de março de 1996 – XI Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 19 a 24 de agosto de 1997 – XII Jornada Mundial da Juventude – Paris, França

• 5 de abril de 1998 – XIII Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 28 de março de 1999 – XIV Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 15 a 20 de agosto de 2000 – XV Jornada Mundial da Juventude – Roma

• 8 de abril de 2001 – XVI Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 23 a 28 de julho de 2002 – XVII Jornada Mundial da Juventude – Toronto, Canadá

• 13 de abril de 2003 – XVIII Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 4 de abril de 2004 – XIX Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 16 a 21 de agosto de 2005 – XX Jornada Mundial da Juventude – Colônia, Alemanha

• 9 de abril de 2006 – XXI Jornada Mundial da Juventude Diocesana

• 1º de abril de 2007 – XXII Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 15 a 20 de julho de 2008 – XXIII Jornada Mundial da Juventude – Sydney, Austrália

• 5 de abril de 2009 – XXIV Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 28 de março de 2010 – XXV Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 16 a 21 de agosto de 2011 – XXVI Jornada Mundial da Juventude – Madri, Espanha

• 1º de abril de 2012 – XXVII Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 22 a 29 de julho de 2013 – XXVIII Jornada Mundial da Juventude – Rio de Janeiro, Brasil

• 13 de abril de 2014 – XXIX Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 29 de março de 2015 – XXX Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 26 a 31 de julho de 2016 – XXXI Jornada Mundial da Juventude – Cracóvia, Polônia

• 9 de abril de 2017 – XXXII Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 25 de março de 2018 – XXXIII Jornada Mundial da Juventude – Diocesana

• 22 a 27 de janeiro de 2019 – XXXIV Jornada Mundial da Juventude – Panamá

 

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Reflexões sobre a presença da mulher na Igreja https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/reflexoes-sobre-a-presenca-da-mulher-na-igreja/ Wed, 07 Mar 2018 08:03:22 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51144 Grande é o número das mulheres que participam da Igreja, estima-se que sejam dois terços dos fiéis, contra um terço dos homens.

Seria por sua maior sensibilidade? O Papa Francisco lembra na Evangelii gaudium essa característica mais presente na mulher.

“A Igreja reconhece a indispensável contribuição da mulher na sociedade, com uma sensibilidade, uma intuição e certas capacidades peculiares, que habitualmente são mais próprias das mulheres que dos homens”, afirma. 

Marilza José Lopes Schuina é presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), um dos organismos mais expressivos dos leigos no Brasil.

Responsável pela articulação, organização e representação do laicato no Brasil, o CNLB foi criado em 1975, e teve em sua história 9 presidentes, dos quais duas mulheres, uma é Marilza.

Atualmente, dos 17 regionais da CNBB, 14 são presididos por mulheres. Esse é apenas um organismo, mas mostra como é importante a organização laical das mulheres, diz Schuina. “Elas articulam a organização do laicato nas dioceses de seus respectivos regionais e nas organizações filiadas”, destaca a presidente em entrevista ao A12.

A reflexão sobre a dignidade da mulher, seus direitos e deveres, nos diversos âmbitos da comunidade civil tem ocupado cada vez mais espaço, mas também na Igreja.

As mesmas relações e discussões que ocorrem na esfera social também se manifestam no seio da Igreja, e por vezes, precisam ser melhor debatidas.

Para Schuina, assim como na sociedade “a plena participação da mulher ainda não chegou na Igreja”. A presidente recorda a fala do Papa Francisco que indica a necessidade de uma maior reflexão sobre os espaços que a mulher ocupa na Igreja.

“Um aspecto citado pelo Papa Francisco é trabalhar com mais empenho para desenvolver uma teologia da mulher: uma eclesiologia que envolva mais as mulheres nos papéis onde elas deveriam estar envolvidas… A inclusão da mulher na Igreja também é uma forma criativa para promover as mudanças de que ela precisa”, assinala.

Papa Francisco reforça que a mulher, embora partilhe de muitas responsabilidades pastorais juntamente com os sacerdotes, contribuam no acompanhamento de pessoas, famílias, grupos e prestem novas contribuições para a reflexão teológica, ainda deve ter um maior espaço na Igreja em papéis de responsabilidade onde as decisões são tomadas.

“Ainda é preciso ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja.Porque ‘o gênio feminino é necessário em todas as expressões da vida social; por isso deve ser garantida a presença das mulheres também no âmbito do trabalho’ e nos vários lugares onde se tomam as decisões importantes, tanto na Igreja como nas estruturas sociais”, escreve na Evangelii gaudium.

São João Paulo II dedicou uma carta para falar às mulheres, a Carta Apostólica Mulieris Dignitatem. O primeiro documento do Magistério pontifício dedicado inteiramente à temática da mulher.

Ao encerrar essa carta, ele pede que a presença da mulher seja reconhecida e valorizada para que “redundem em vantagem comum para a Igreja e para a humanidade”.

Dessa forma, reconhecer e valorizar a presença das incontáveis mulheres que doam suas vidas pela causa de Jesus na Igreja é o princípio de toda e qualquer ação que possa contribuir para que seu papel seja enriquecido e superado dentro da Igreja.

O Papa Paulo VI no encerramento do Concílio Vaticano II escreveu também uma mensagem às mulheres, onde lembra que elas possuem agora uma oportunidade ímpar para manifestar sua presença.

“Mas a hora vem, a hora chegou, em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquire na cidade uma influência, um alcance, um poder jamais conseguidos até aqui.

É por isso que, neste momento em que a humanidade sofre uma tão profunda transformação, as mulheres impregnadas do espírito do Evangelho podem tanto para ajudar a humanidade a não decair”.

Por A12

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Há 17 anos, São João Paulo II criou Cardeal o agora Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/ha-17-anos-sao-joao-paulo-ii-criou-cardeal-o-agora-papa-francisco/ Wed, 21 Feb 2018 12:50:13 +0000 http://teste.toqueto.com/ha-17-anos-sao-joao-paulo-ii-criou-cardeal-o-agora-papa-francisco.html No dia 21 de fevereiro de 2001, há 17 anos, São João Paulo II criou Cardeal o então Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, que fazia parte do primeiro grupo de 43 novos cardeais do terceiro milênio.

Alguns anos depois, em 27 de abril de 2014, o Papa Francisco declarou santos São João Paulo II e São João XXIII, em uma cerimônia histórica e sem precedentes, na qual reuniu os quatro Pontífices, com a presença do Papa Emérito Bento XVI.

João Paulo II, que criou 231 cardeais durante aproximadamente 27 anos de pontificado, assinalou em 2001 que estes eram “os primeiros cardeais criados no novo milênio” e destacou que, “após ter bebido em abundância nas fontes da misericórdia divina durante o Ano Santo”, a barca mística da Igreja se preparava “para ‘se fazer novamente ao largo’, para transmitir ao mundo a mensagem da salvação”.

Naquela ocasião, o Papa Wojtyla disse aos novos cardeais que “o mundo está se tornando cada vez mais complexo e mutável, e a consciência viva de discrepâncias existentes gera ou aumenta as contradições e os desequilíbrios”.

“O enorme potencial do progresso científico e técnico, assim como o fenômeno da globalização, que ampliam continuamente novas áreas, nos exigem estar abertos ao diálogo com toda pessoa e com toda instância social a fim de dar a todos uma razão da esperança que levamos em nossos corações”, expressou.

“A fim de responder adequadamente às novas tarefas, é necessário cultivar uma comunhão cada vez mais íntima com o Senhor. A própria cor púrpura de vossas vestes recorda- vos essa urgência. Essa cor não é o símbolo do amor apaixonado a Cristo? Nesse vermelho rutilante não está o fogo ardente do amor à Igreja que deve igualmente alimentar em vós a disponibilidade, se necessário, até o supremo testemunho do sangue?”.

“Ao contemplá-los, o povo de Deus deve poder encontrar um ponto de referência concreto e luminoso que o estimule a ser verdadeiramente luz do mundo e sal da terra”, encorajou São João Paulo II.

Por ACI Digital

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De São João Paulo II a Francisco, o que a Igreja ensina sobre o uso da internet? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/de-sao-joao-paulo-ii-a-francisco-o-que-a-igreja-ensina-sobre-o-uso-da-internet/ Thu, 30 Nov 2017 10:29:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49663 Desde a sua divulgação massiva na década de 90, a internet tem sido objeto de debates sobre seu uso e repercussão como meio de comunicação; discussão que não é alheia à Igreja, que vê esta ferramenta como “um novo foro para a proclamação do Evangelho”.

Nesse sentido, levando em consideração que no dia 26 de novembro foi recordado o Beato James Alberione, padroeiro da internet, publicamos trechos dos ensinamentos da Igreja através dos três pontífices que a guiaram desde o surgimento da internet.

Novas formas de evangelização

Embora a idéia de uma rede interconectada de computadores tenha nascido com um propósito militar durante a Guerra Fria, após o desaparecimento da União Soviética e em boa parte dos regimes comunistas a rede começou a ser usada publicamente; tudo isso ocorreu durante o pontificado de São João Paulo II.

Nesse sentido, foi o Papa polonês viu esta nova ferramenta como “um novo foro para a proclamação do Evangelho”, como indicou em sua mensagem para o 36º Dia Mundial das Comunicações em 2002.

São João Paulo II recordou que, ao longo da história da evangelização, a Igreja “teve de ultrapassar também muitos confins culturais”, cada um dos quais exigiu renovadas energia e imaginação, como ocorreu “na época das grandes descobertas, a Renascença e a invenção da imprensa, a Revolução Industrial e o nascimento do novo mundo”.

Nesse sentido, indicou que a mesma coisa acontece com o surgimento da Internet, “um novo ‘foro’” e uma nova fronteira dos outros tempos, também esta está “cheia da ligação entre perigos e promessas”.

“Embora a Internet nunca possa substituir aquela profunda experiência de Deus, que só a vida concreta, litúrgica e sacramental da Igreja pode oferecer, ela pode certamente contribuir com um suplemento e um apoio singulares, tanto preparando para o encontro com Cristo na comunidade, como ajudando o novo crente na caminhada de fé, que então tem início”, assinalou São João Paulo II.

Um apelo à geração digital

Depois de assumir a missão de Sucessor de Pedro em 2005, Bento XVI demonstrou que não está longe da nova realidade no mundo das comunicações e em 12 de dezembro de 2012, lançou a conta oficial do Twitter @pontifex, através da qual ele colocou o papado no mundo das redes sociais.

Além disso, três anos antes, em sua mensagem para o 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o então Pontífice assegurou que as novas tecnologias são “um dom” e incentivou os jovens, “a geração digital”, a fazer um bom uso dela a fim de promover uma cultura do encontro e anunciar o Senhor Jesus.

Também se dirigiu aos criadores de conteúdos. Indicou que “se as novas tecnologias devem servir o bem dos indivíduos e da sociedade, aqueles que as usam devem evitar compartilhar palavras e imagens degradantes para o ser humano e, portanto, excluir o que causa ódio e intolerância, degrada a beleza e a intimidade da sexualidade humana, ou o que explora os fracos e indefesos”.

Bento XVI convidou os jovens católicos a “levar ao mundo digital o testemunho da sua fé”, especialmente aos seus coetâneos, porque “vocês conhecem os seus temores e as suas esperanças, seus entusiasmos e suas desilusões”.

Um dom de Deus

Assim, seguindo o caminho traçado pelos seus predecessores, o Papa Francisco mencionou a realidade da internet em sua mensagem do 48º Dia Mundial das Comunicações em 2014, ressaltando que a “a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus”.

Um ano antes, ao receber os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, Francisco explicou que é preciso aprender a discernir “entre as oportunidades e os perigos da rede” para “conduzir os homens ao rosto luminoso do Senhor”.

Nesse sentido, assegurou que a presença da Igreja na rede é indispensável, sempre com estilo evangélico, “para despertar as perguntas incessantes do coração sobre o sentido da existência e indicar o caminho que conduz Àquele que é a resposta, a Divina Misericórdia feita homem, o Senhor Jesus”.

Por ACI Digital

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Com relíquia São João Paulo II cuidará da Jornada Mundial da Juventude 2019 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/com-reliquia-sao-joao-paulo-ii-cuidara-da-jornada-mundial-da-juventude-2019/ Wed, 22 Nov 2017 08:04:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49517 Na tarde do dia 17 de novembro, na sede da Embaixada da Polônia ante a Santa Sé, aconteceu uma importante cerimônia: o Embaixador, Janusz Kotanski, entregou à sua homóloga panamenha, Miroslava Rosas, uma relíquia de São João Paulo II que cuidará da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Panamá 2019.

Trata-se de um presente do Cardeal Stanislaw Dziwisz, o qual foi secretário pessoal do Pontífice polonês, que queria entregar aos organizadores da próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Panamá uma relíquia precisamente do criador desses eventos.

Também estiveram presentes nesta cerimônia algumas personalidades, como o Cardeal Stanislaw Rylko, que durante muitos anos foi o Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos e responsável pela organização da JMJ e é o atual Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior; o Cardeal panamenho José Luis Lacunza, Bispo de David; assim como o Arcebispo de Tegucigalpa (Honduras), Cardeal Óscar Rodríguez Maradiaga.

No início da celebração, o Cardeal Rylko recordou João Paulo II como o “Papa dos jovens”, porque teve a coragem de impulsionar a nova evangelização no mundo.

O embaixador Kotanski manifestou a esperança de que a JMJ do Panamá ajude os jovens como fez em outras ocasiões e agradeceu o Cardeal Dziwisz pelo presente da relíquia com o sangue de João Paulo II.

O Prelado recordou que no dia 22 de cada mês, os jovens poloneses rezam pela JMJ Panamá nas diferentes igrejas do Papa.

Por sua parte, a embaixadora do Panamá assegurou que para eles é “um grande privilégio” ser a sede da próxima JMJ. Em relação a São João Paulo II, disse que se lembra do seu “doce e profundo olhar, típico dos santos”, assim como o convite “ao diálogo e à comunicação, à fé e ao zelo missionário para que a humanidade possa viver em um mundo melhor”.

Esta será a XXXIV edição da Jornada Mundial da Juventude e será realizada do dia 22 ao 27 de janeiro de 2019.

Por ACI Digital, publicado originalmente em ACI Stampa.

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Cardeal redator do Catecismo da Igreja Católica sobre 25 anos do documento https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-redator-do-catecismo-da-igreja-catolica-sobre-25-anos-do-documento/ Wed, 30 Aug 2017 09:04:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48194 A publicação do Catecismo da Igreja Católica (CIC) completa 25 anos em 2017. Por esta ocasião, o portal ACI Digital entrevistou o Cardeal Estanislao Karlic, um dos poucos escolhidos para a elaboração deste importante documento.

O Arcebispo Emérito do Paraná, Argentina, de 91 anos, confessou que ficou surpreso em 1986, quando foi convidado a ajudar neste “excelente trabalho” no qual diversos bispos propuseram e que “São João Paulo II aceitou imediatamente”.

“Excelente pelo que é, atrever-se a fazer neste tempo, neste século, depois de séculos, um Catecismo que inclui, reúne uma visão completa, orgânica e ordenada para o mundo de hoje. É um excelente trabalho que, depois de séculos foi feito com a graça de Deus”, afirmou o purpurado, que recebeu a notícia para fazer parte comissão de redação do novo CIC quando já havia sido eleito Arcebispo do Paraná.

Ao comentar o tempo que levou para ser escrito o trabalho, o Cardeal recordou os aproximadamente sete anos de esforço para terminar a sua primeira edição, que logo depois foi publicada em 11 de outubro de 1992, originalmente em francês.

“Foi um excelente trabalho, pois teve a participação de toda a Igreja. Não chegamos a completar 7 anos de trabalho e já foi concluído. Mas algo maravilhoso é que acabou sendo escrito em francês, mas foi necessário esperar para prepará-lo para a edição típica de outros anos. Entretanto, foi entregue em 7 de dezembro de 1992 com tradução em italiano e castelhano. Logo depois de ser entregue nesta redação, foi feita a edição típica para ser escrita em latim”, explicou.

Dom Karlic lembrou ainda que, naquele momento, o Papa São João Paulo II não pediu esta missão a nenhum cardeal, entretanto, concedeu “esta honra” aos bispos e arcebispos que constituíram a comissão de redação. Muitos deles, depois de alguns anos, foram criados cardeais.

“Não posso deixar de recordar as pessoas com as quais trabalhamos ombro a ombro, em uma parte do Catecismo: o Cardeal Jorge Medina Estévez, do Chile, com quem me tornei mais amigos e disfrutamos as maravilhas de fazer esta síntese da doutrina católica”.

Os funcionários do CIC, prosseguiu, “tiveram belos encontros duas ou três vezes por ano”, nos quais “expressaram todas as suas opiniões”.

“O Cardeal Joseph Ratzinger (atual Papa Emérito, Bento XVI) liderou os trabalhos com muita sabedoria e, deste modo, chegamos com a visita ordinária do Papa em cada reunião para que pudéssemos ser testemunhas fiéis da doutrina católica”, ressaltou.

Nesse sentido, o Cardeal Estanislao Karlic disse que era “muito importante o trabalho em conjunto, de propor realmente o que era a doutrina católica, e não simplesmente o que poderia ser uma escola dentro da teologia da Igreja”.

“Era necessário ser estrito para propor somente o que poderia ser o Magistério ordinário da Igreja. Esse esforço ajudou a viver em uma disciplina muito sincera e muito bonita. O Catecismo contém a doutrina católica que pertence ao Magistério ordinário do Papa, como queria São João Paulo II”.

No final da entrevista, o religioso assinalou que “era lindo escutar o Papa quando, no final do nosso trabalho, nos dizia a sua breve mensagem e saudava pessoalmente cada um de nós, dando-nos um terço a fim de encorajar-nos neste trabalho que deveria durar alguns séculos”. (LMI)

Por Gaudium Press, com ACI Digital

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A Eucaristia como partilha e solidariedade https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-eucaristia-como-partilha-e-solidariedade/ Wed, 14 Jun 2017 14:02:34 +0000 http://teste.toqueto.com/a-eucaristia-como-partilha-e-solidariedade.html A Solenidade de Corpus Christi ajuda-nos a refletir sobre uma das dimensões da Eucaristia, que é a da partilha. A partir desta dimensão, podemos inferir a dimensão social deste Santíssimo Sacramento, por vezes esquecida na espiritualidade cristã.

Na Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, São João Paulo II afirma que gostaria de chamar a atenção dos fiéis para esta dimensão, porque sobre ela “recai em grande medida a autenticidade da participação na Eucaristia celebrada em comunidade” (n. 28).

Note-se que o Pontífice não destaca aqui a exatidão do cumprimento das rubricas litúrgicas, a confissão sacramental ou o jejum eucarístico, mas “o impulso que ela traz em si por um empenho eficaz na edificação de uma sociedade mais equânime e fraterna” (idem). Infelizmente ainda persistem em muitos cristãos uma compreensão intimista e individualista deste Santíssimo Sacramento.

Combater as causas geradoras da fome

No que tange à fome, não bastam somente soluções assistenciais emergenciais que têm sido praticadas com generosidade pela Igreja ao longo dos séculos. Sem deixar de preocupar-se com as necessidades mais imediatas e com as situações de emergência, é necessário ter um horizonte maior, que se preocupe com a transformação das estruturas geradoras da miséria e da fome.

Existe alimento para todos, afirmam os Bispos do Brasil. Portanto, a fome não é resultado do aumento da população ou de outras causas naturais, mas fruto de um sistema iníquo, que não distribui a renda, agravado com o desperdício (CNBB. Exigências éticas de superação da miséria e da fome. Documento 69, n. 2).

João Paulo II já afirmara anteriormente na Sollicitudo rei socialis que a miséria não é fruto da fatalidade, mas de mecanismos perversos (n. 9) que se encarnam em verdadeiras estruturas de pecado (n. 16). É necessário criar uma cultura da solidariedade, que desmascare e desmonte estas estruturas perversas.

O Papa Francisco não se cansa de dizer que não podemos dormir sossegados enquanto houver pessoas com fome no mundo. Não podemos tolerar que se jogue comida no lixo, enquanto há tantos famintos. O desafio “dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6,37) implica um compromisso, tanto para transformar uma economia geradora de morte, quanto para realizar pequenos gestos de solidariedade com os mais sofredores (Evangelii Gaudium 53;188).

A participação no banquete da Eucaristia tem sido para os cristãos um impulso para a transformação da sociedade? Empenhar-se para diminuir a fome no mundo e em volta de nós poderia ser uma boa maneira de se viver a Eucaristia.

Dai-lhes vós mesmos de comer (Mc 6,37)

A prática de Jesus se mostra no relato da multiplicação dos pães, que é narrada nos evangelhos sinóticos e em João, com pequenas diferenças (Mc 6,30-44; Mt 14,13-21; Lc 9,10-17; Jo 6, 1-13).

Em todas as narrativas Jesus se compadece com a fome do povo e provoca os discípulos. A resposta desses é evasiva, dizendo que a multidão deve ser dispersada para buscar alimento por si mesma. O desafio de Jesus, que atravessa os séculos e chega até nós é: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mc 6,37).

A saciedade do povo somente ocorreu porque Jesus deslocou o coração dos discípulos da lógica econômica que passa pelo dinheiro, para o eixo da partilha e da solidariedade que passa pela compaixão. Primeiro veio a partilha, para que depois aparecessem os doze cestos cheios.

Por Padre Antonio Aparecido Alves, via Canção Nova

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Jesus Misericordioso e Fátima, duas grandes mensagems de JP II ao mundo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/jesus-misericordioso-e-fatima-duas-grandes-mensagems-de-jp-ii-ao-mundo/ Wed, 05 Apr 2017 18:24:48 +0000 http://teste.toqueto.com/jesus-misericordioso-e-fatima-duas-grandes-mensagems-de-jp-ii-ao-mundo.html Ao saudar os peregrinos poloneses presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou São João Paulo II, cujos 12 anos de falecimento foram recordados no domingo, 2 de abril, e duas grandes mensagens que deixou ao mundo:

“Nos primeiros dias de abril, recordamos o seu retorno à casa do Pai. Ele foi um grande testemunho de Cristo, zeloso defensor da herança da fé. Dirigiu ao mundo duas grandes mensagens: a de Jesus Misericordioso e de Fátima. A primeira foi recordada durante o Jubileu da Misericórdia; a segunda, referente ao triunfo do Coração Imaculado de Maria sobre o mal, nos recorda o centenário das aparições de Fátima. Recebamos tais mensagens para que permeiem os nossos corações e abramos as portas a Cristo”.

O então Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, foi criado Cardeal por São João Paulo II em 21 de fevereiro de 2001. Alguns anos mais tarde, precisamente em 27 de abril de 2014, foi a vez do Papa Francisco declarar Santo Karol Wojtyla.

Por Rádio Vaticano

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Carnaval, a alegria simples e entusiasta dos pequenos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/carnaval-a-alegria-simples-e-entusiasta-dos-pequenos/ Fri, 24 Feb 2017 13:31:42 +0000 http://teste.toqueto.com/carnaval-a-alegria-simples-e-entusiasta-dos-pequenos.html Todas as culturas humanas tem necessidade de espaços de festa, de alegria incontida e renovadas para resgatar o que Harvey Cox chamava de homem festivus ou lúdico (que brinca). Há algo digno de resgate, a capacidade de deslumbrar-se e imaginar da criança, a fantasia que explode num festival de cores, e ritmos inusitados. É verdade que a cultura carnavalesca apresenta também riscos e ocasiões que podem prejudicar a saúde física e espiritual. No entanto o abuso não tolhe o legítimo uso de pular e dançar com alegria como o Rei Davi e o próprio João Batista no ventre materno.

Como não apreciar o carnaval familiar de rua, ou de blocos tradicionais que irmanam a vizinhança e despertam a uma convivialidade muito densa. Mesmo nos desfiles e nos enredos das escolas de samba, quanta beleza e criatividade, homenageando pessoas e valores humanos e cristãos. Às vezes esquecemos que o pudor nasce no interior da pessoa, que se resguarda ou cuida o seu olhar libertando-se da malícia e da cobiça inspirada por desejos de posse agressivos e predatórios, esquecendo que a criação é boa, o que é contaminado e turvo reside na nossa forma de olhar.

Assim com a espontaneidade dos pequenos e dos simples muitos pulam e se divertem brincando e acolhendo aos outros com alegria e cordialidade. A roda de samba, as marchinhas e músicas cantadas no carnaval, que integram as pessoas, sendo envolventes e singelas, revelam de forma expressiva os sentimentos humanos e as cenas e poesia do cotidiano da vida. Jesus questionava a sua geração que se parecia àquelas crianças que não acompanhavam a brincadeira de seguir o líder, quando era para chorar não choravam e quando era para rir não riam (Lc. 7,31); assim se comportam aqueles que por não gostar de brincar no carnaval julgam ou condenam os foliões.

Admiro aquelas pessoas que não se sentem atraídos pelo barulho ou pela festa , mas se sentem solidários com os que estão se divertindo, rezando por eles, oferecendo água para evitar a desidratação, e como bons anjos da guarda cuidando da integridade dos irmãos carnavalescos. O Reino anunciado por Jesus é apresentado como um banquete onde todos fazem festa, se deliciam e dançam, jovens e idosos; por isso ser cristão é transparecer a alegria, a plenitude e a inteireza da nossa vocação humana para todos (as). Em todo caso o que mais importa no carnaval é vestir como dizia São João Paulo II, na “Carta Novo Millenio Ineunte”, nº 50, a fantasia da caridade pensando e agindo solidariamente, partilhando nossos valores e nossa alegria sempre nova. Que Jesus a verdadeira alegria da humanidade nos ensine o caminho da felicidade e da realização plenas. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

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Deus, o mundo e o sacramento do matrimônio https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/deus-o-mundo-e-o-sacramento-do-matrimonio/ Wed, 25 Jan 2017 11:23:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44114 Caros amigos, sem a presença do Espírito Santo todas as realidades humanas perdem seu brilho original e produzem somente vazio e sofrimento. Assim acontece também com o matrimônio cristão.

Causa-nos tristeza perceber que o matrimônio, querido e santificado por Deus, torna-se cada vez mais opaco no discurso moderno, como se fosse uma simples instituição humana e, portanto, opinável e modificável. A voz da Igreja será sempre dissonante neste cenário, uma vez que esta possui a missão de pregar a verdade da Palavra de Deus ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Infelizmente, a sociedade vem perdendo o foco do sentido pleno do casamento e da família, o que gera a produção de discursos vazios que privam a família de seus mais belos valores, afetando o respeito, a fidelidade e o amor conjugal.

Tais discursos dissociam a família da transmissão da vida, da educação dos filhos, da unidade e fidelidade e da segurança. A instituição familiar aparece sob a sombra da morte e do aborto, da interrupção na transmissão dos valores cristãos, da infidelidade e da violência. Num quadro assim pintado, é difícil perceber o matrimônio como um caminho autêntico de realização, alegria e salvação. E, justamente por isso, este sacramento precisa ser mais veementemente pregado e vivido por todos os cristãos com o auxílio do Espírito Santo, que é fonte de graça e verdade.

Gostaria de terminar o artigo citando uma emblemática homilia de São João Paulo II: “O Espírito grava nos vossos corações a lei de Deus sobre o matrimônio. Não está escrita somente fora: na Sagrada Escritura, nos documentos da Tradição e do Magistério da Igreja. Está gravada também dentro de vós. É esta a Nova e Eterna Aliança, de que fala o profeta, que substitui a Antiga e restitui o seu primitivo esplendor à Aliança original com a Sabedoria criadora, inscrita na humanidade de cada homem e de cada mulher. É a aliança no Espírito, sobre a qual fala São Tomás que ‘a lei Nova é a mesma graça do Espírito Santo’ (Suma Teológica, I, II, 9, 108, ou 109, a. 1). A vida dos cônjuges, a vocação dos pais exige uma perseverante e permanente cooperação com a graça do Espírito que vos foi concedida mediante o sacramento do matrimônio, para que esta graça possa frutificar no coração e nas obras, a fim de poderem dar frutos sem cessar e não definhem por causa da nossa pusilanimidade, infidelidade ou indiferença”. (02/11/1982)

Deus abençoe a todos!

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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