São Francisco de Assis - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png São Francisco de Assis - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “Faz 800 anos de um encontro que não foi uma notícia” https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/faz-800-anos-de-um-encontro-que-nao-foi-uma-noticia/ Fri, 08 Nov 2019 20:00:51 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57093 Que o Senhor vos dê a sua paz!

Estamos celebrando oitocentos anos de um acontecimento muito importante para o mundo franciscano: os oitocentos anos da viagem de São Francisco de Assis à Terra Santa. Este fato, talvez, hoje não atraia a atenção da sociedade, talvez não se difunda como a moda do momento, nem tenha valor a ponto de ser publicado nas notícias televisivas e jornais mais importantes do mundo. Este ano de dois mil e dezenove (2019), de fato, estamos recordando algo que também foi esquecido pela maioria dos meios de comunicação cruzados de mil duzentos e dezenove (1219) onde aconteceu o encontro entre São Francisco de Assis e o Sultão do Egito al-Kamil.

Quem teria dado muita atenção ou gasto muito tempo, tinta e pergaminho para registrar os eventos no Oriente Médio de mais um místico do século treze (XIII)? Aquele Francisco de Assis, diante da maioria dos grandes do exército cruzado, era apenas um pobre místico. Aquele homem de baixa estatura, de saco marrom rasgado, de pés descalços, mendigando comida e alojamento. Ele parecia ser um daqueles muitos que surgiram no mundo católico incitando ali a guerra santa, profetizando a vitória dos exércitos cristãos. Aquele homem do centro da Itália, rodeado de outros como ele, que queria ser mártir… Não disse nada de novo, não trouxe nada de novo, para quem não o conhecia, era como tudo os outros.

Muito poucos notáveis cruzados foram aqueles que sabiam, que os Irmãos Menores viviam uma forma de religião com a aprovação dada pelo grande Papa Inocêncio, Terceiro (III). Alguns dos clérigos tinham visto o seu número de seguidores espalhados por todo o mundo. Eles estavam pregando o evangelho, em extrema pobreza e sem fazer disputas ou brigas, limpando igrejas, cuidando de leprosos, trabalhando para comer e pedindo para viver. Essa era a informação que os cruzados tinham. E, no entanto, sua estadia em Damieta no Egito para muitas das testemunhas oculares não foi de grande importância para ser perpetuado nas crônicas oficiais. Não eram notícias para a posteridade. Muitos não sabiam que Francisco estava entre eles apenas por causa do amor a Cristo, para testemunhá-lo, anunciá-lo até o martírio e isso não era novidade entre as preocupações de uma guerra. Não havia tempo na guerra de Damieta, teria que lutar até o fim para resgatar a Terra de Cristo, não havia tempo naquela situação para ouvir Francisco, que pregava o amor de Cristo.

É este amor de Cristo que coloca Francisco em movimento para superar os limites do cristianismo, deixando as costas marítimas da Itália em julho de mil duzentos e dezenove (1219) para ir a Terra Santa. Este amor a Cristo, na sua máxima expressão de martírio, leva-o a deixar tudo para lá ir, onde a guerra se destinava a reconquistar os Lugares Santos perdidos em mil cento e oitenta e sete (1187). Francisco nunca pensou em viajar nas terras da Síria e do Egito para resgatar os Lugares Santos. Ele nunca quis ser, o mediador pacifista do momento. Não! Francisco não era um daqueles que foram a guerra para usar o infortúnio humano para ganhar fama. Francisco não pensou em procurar fama imortal através da mediação entre o cristianismo e o islamismo. Entre os exércitos da quinta cruzada, foi o homem de paz que pregou o perdão de Cristo, o Evangelho de Cristo. E com seu modo simples de ser, não fazia notícia. Ele vai contra a corrente, contra o pensamento dos poderosos do momento e isto ontem como hoje não faz notícia. Não era o homem do espetáculo midiático; como todo bom cristão de todos os tempos não podia calar a mensagem do Evangelho, que ele seguia ao pé da letra como regra de vida. Ele estava lá, no Egito, porque queria deixar seu testemunho de amor a Cristo, o verdadeiro Deus, com seu próprio sangue.

Francisco chega ao Delta do Nilo em agosto de mil duzentos e dezenove (1219), enquanto a cidade de Damieta estava sendo sitiada pelos cruzados. A cidade de Damieta e sua posterior queda atrairão a atenção de todos os cronistas do momento. Essa era a notícia que todos queriam contar. O bispo de São João de Acre, Santiago de Vitry, juntamente com o Mestre Arnauld, serão um dos poucos não franciscanos que nos contaram o que Francisco de Assis fez junto com Frei Iluminado no Egito em setembro de mil duzentos e dezenove (1219). O bispo de Vitry se dá tempo para falar de Francisco porque, entre outras coisas, os sacerdotes de da sua Cidade Acre estavam se tornando franciscanos.

No mundo franciscano, os acontecimentos de Francisco nos são contados em abundância por seus biógrafos. Eles não estavam lá como cronistas oculares; não eram os repórteres do oficialismo franciscano. Tomás de Celano, S. Boaventura, recolhem os testemunhos dos Frades que estiveram com Francisco nos diversos momentos de sua vida. Os cronistas cruzados nos falam da episódios da vida do um homem raro de mais uma agnota de guerra. Os biógrafos franciscanos nos falam sobre o frade que era o irmão e pai fundador da Ordem; que já havia morrido e, ao mesmo tempo, já era venerado como um grande santo. Em todos estes acontecimentos escondia-se um mistério Divino que nos faz compreender o desígnio da Providência de Deus em todos estes eventos da viagem de Francisco.

Todos os cronistas e biógrafos nos dizem que, mais ou menos em meados de setembro de mil duzentos e dezenove (1219), Francisco pediu ao Delegado Pontifício, o Cardeal espanhol Juan Pelagio, permissão para passar pelas frentes de batalha, para ir e encontrar o Sultão al-Kamil, rei do Egito e feroz inimigo do mundo cristão. Dizem que Francisco junto com Frei Iluminado conseguiram passar os as frentes inimigas, que foram maltratados, mas ao final foram conduzidos são e salvos para se encontrarem com sultão de Egito. E, podemos pensar: lá estavam dois loucos de Deus, vestidos com um saco em forma de cruz, diante do homem mais poderoso do Islam. E ali estiveram, sem serem vistos por ninguém que podia fazer notícias, ignorados pelos cronistas, simplesmente por serem unos loucos, mas loucos que chamaram a atenção e curiosidade do Sultão.

Dizem-nos que Francisco anunciou Cristo abertamente a Malik al-Kamil como salvador e verdadeiro Deus, afinque o rei se convertesse e viesse a salvar a sua alma. Esta era notícia que o porta-voz de Cristo anunciava ao Sultão. O Sultão prestou atenção no que dizia Francisco e movido de surpresa que um inimigo arriscasse a própria vida para salvar a sua.
Embora este Sultão estivesse cheio de admiração pela rendição de Francisco, ele não se converteu, nem matou os cristãos que segundo sua lei deveriam morrer porque proclamavam uma doutrina diferente da fé do seu reino. Depois de algum tempo com o Sultão, Francisco foi levado em segurança para o acampamento dos Cruzados. Francisco não foi um mártir, não conseguiu a conversão do Sultão, não foi notícia para muitos. Deus, na sua providência, recompensaria o amor do seu servo. E não deixaria que este fato do encontro de Francisco com o Sultão ficasse como uma página, ignorada pelas agências de notícias da história da humanidade.

Francisco deixa Damieta a suas espadas, com uma sensação que seus planos tivessem fracassados, e fica em São João de Acre, na Terra Santa, até o início de mil duzentos e vinte (1220). Quem sabe, quem poderia dizer a sensação e a curiosidade das pessoas daquela Cidade sobre Francisco, depois de vê-lo voltar vivo do encontro do Sultão? Nunca saberemos este sentimento que, Francisco, sempre carregará em seu coração depois de ter conhecido o Sultão, nem o que o Sultão sentiu em si mesmo por Francisco. As notícias, as revistas de celebridades da época não nos podiam contar. Só nos atreveremos a dizer que este fato será notícia no cristianismo muitos anos depois.

Francisco regressa a Itália, talvez com um certo sentimento de fracasso. Neste fracasso do martírio, parece que Deus começa uma nova obra pela sua providência oculta a sabedoria humana. Francisco e o Sultão foram fundamentais para este plano. As Florezinhas dizem-nos que o Sultão deus a Francisco e a todos os irmãos vestidos com a corda como ele, uma permissão especial para se moverem por todos os seus territórios. E aqui nestes fatos vemos e encontramos uma semente que germinara na Terra Santa. Francisco vai embora, mas ficam na missão os irmãos mais valiosos. Estes começaram a mover-se por todos os territórios do Sultão, recordando sempre essa permissão especial de Malik al-Kamil concedida a Francisco. A partir desse momento, os Frades Menores deslocar-se-ão pelos territórios do Oriente Médio. Lá ficaram e viveram segundo lhes virá indicado por capítulo da Regra que Francisco escreveu especialmente depois da viagem ao Egito para todos os Frades que viveram em terras islâmicas.

Posteriormente, o número de frades no Oriente Médio aumenta com os conventos e as atividades. Nos séculos quatorze (XIV) e quinze (XV), os Frades Menores recuperaram o Santo Sepulcro, a Gruta de Belém, o Santo Cenáculo e o Túmulo de Maria. Nestes tempos a província da Terra Santa será dividida em Custódias, entre as quais, as Custódias da Síria, Armênia e Terra Santa. Os Frades Menores têm residências estáveis principalmente nas cidades portuárias com forte presença de Veneza, Gênova, Aragão e França, nos conventos localizados em Alexandria, Gaza, Trípoli, Larnaca, Famagusta e Rodas. A atividade missionária estender-se-á à Armênia Menor, à Síria, ao Líbano, ao Egito e à atual Palestina e Israel. O Papa Clemente VI, em mil trezentos e quarenta e dois (1342), instituirá a Custódia da Terra Santa, a fim de representar a Igreja Católica na Terra Santa, para a manutenção e cuidado dos Lugares Santos e a assistência aos peregrinos. Em mil quinhentos e cinquenta e um (1551), depois da expulsão do Convento do Monte Sião e da expropriação do Santo Cenáculo, começaram a formar-se as primeiras paróquias latinas em Jerusalém, Belém, Chipre, Alepo e Nazaré chegando ao atual número de vinte e três (23) Paróquias. As escolas foram formadas por causa da necessidade de educar as crianças sobretudo na fé cristã. A primeira escola da Terra Sana data de mim quinhentos e noventa e oito (1598) em Belém. Pouco a pouco aumentou o número de conventos, a atividade dos frades e o número de cristãos católicos. Assim, no final do século dezenove (XIX), encontramos uma província franciscana com um número considerável de frades e conventos enraizados no território e na cultura da Terra Santa, que se estende das águas do Nilo às montanhas da Anatólia, desde as ilhas gregas até o Jordão.

No final do século dezenove (XIX), a mudança institucional do Império Otomano abriu a possibilidade de reconstruir muitos dos santuários que a Custódia da Terra Santa havia recuperado em sua presença secular. Estes santuários são muitos dos setenta (70) santuários que hoje podemos visitar na Terra Santa. A mesma situação política favoreceu o aumento do número de escolas na Terra Santa. Atualmente, nas treze (13) escolas da Terra Santa estudam cerca de doze mil e quinhentos (12.500) alunos. Nestas escolas, mais do que em qualquer outro lugar, se educa ao respeito do ser humano por aquilo que é imagem e semelhança de Deus. No acolhimento do outro, é perpetuada dia após dia, educando para que todos possam aceitar e conviver bem com a diversidade dos credos ali presentes. Em todas as escolas da Terra Santa, católicos, ortodoxos e muçulmanos estudam da mesma maneira. A esta louvável ação educativa se somam as bolsas de estudos que a Custódia da Terra Santa oferece aos jovens para que façam seus estudos superiores.
No início de mil novecentos (1900) foi fundada no convento da Flagelação de Jerusalém, o Studium Biblicum Francescanum, que é hoje a Faculdade de Estudos Bíblicos e Arqueologia, uma casa de estudo conhecida hoje pelos grandes professores de arqueologia cristã da Terra Santa. Os modernos meios de navegação, especialmente os navios a vapor, favoreceram o aumento das peregrinações à Terra Santa. Assim foram reestruturadas as casas antigas para peregrinos, chamadas Casa Nova, de Belém, Jerusalém e Nazaré, o Monte Tabor, Tiberíades, Ain Karem e Damasco. Hoje, junto com eles, há novas estruturas para acolher grupos de jovens em Jerusalém, Jerico, Cafarnaum e Tabga.

Junto com as obras sociais, em favor da população árabe-cristã local, sempre crescente até meados do século vinte (XX), os frades inventaram o trabalho das casas. Para cuidar das populações locais, os Frades da Custódia compraram propriedades nas principais cidades onde havia paróquias para hospedar os cristãos locais. Muitas vezes os cristãos não podiam ter livremente as suas propriedades para viver. Hoje as casas só em Jerusalém chegam a quinhentas sem contar, as casas de Belém e as de outras regiões.

A fim de manter economicamente as obras da Custódia da Terra, a Santa Sé e os reinos católicos europeus, como Espanha, Portugal, França, Veneza, Nápoles e outros, criaram os Comissariados da Terra Santa a partir de meados do século dezesseis (XVI). Atualmente, os Comissariados estão distribuídos em setenta e um (71) países. Eles têm a função principal de promover e guardar a coleção pontifícia da Sexta-feira Santa Pro Terra Santa, tornar conhecida a Terra Santa, promover a ajuda aos lugares santos e acompanhar as peregrinações na Terra Santa. Além dos comissários, a Custódia tem duas fundações e uma ONG.

Oitocentos anos depois daquele encontro de São Francisco com o Sultão, quis a providência que a semente do fracassado martírio de Francisco, nascesse uma grande árvore chamada Custódia da Terra Santa. Esta árvore é conhecida apenas como o desígnio da sabedoria de Deus, Francisco nem sequer pensou nisso. Hoje, esta árvore está cheia de frutos, cultivados pela providente mão de Deus. Seu fruto mais precioso é o resgate dos santuários cristãos para o culto da cristandade. Os seus ramos são os da paz, do respeito e da compreensão. As suas raízes fortes são a fé, a tenacidade, a esperança e a caridade cristã. Hoje, a árvore da presença franciscana na Terra Santa conta com os trezentos (300) Frades Menores da Custódia e os cem (100) Frades Menores de Egito, que juntos continuam o trabalho dos primeiros Franciscanos que chegaram desarmados de espadas entre os cruzados. Lá estão eles, mudos e silenciosos para o mundo, perpetuando o passar do tempo a ação do Espírito em sua igreja. Aqui, Hic, na Terra Santa estão sem dar notícias. Assim foram todos os que viveram por amor à Terra Santa. Hoje assim seguem prestando um constante e silencioso serviço as pedras vivas que são os irmãos presentes na ferida Síria. Os Custódios das pedras da memória e das pedras vivas continuam depois de oitocentos (800) anos de vida, procurando ser fiéis a vocação recebida procurando imitar o excessivo amor de Francisco por Cristo pobre e crucificado; vivem cada dia confiando na ação providencial do Pai Onipotente, despreocupando-se totalmente estar entre as páginas das melhores notícias do dia….

Fr. Marcelo Ariel Cichinelli, ofm
Moderador da Formação Permanete
Discreto da Terra Santa
Guardião do Convento de São Salavador da Custódia da Terra Santa

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Católico, saiba como preparar o presépio por etapas na sua casa este ano! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/catolico-saiba-como-preparar-o-presepio-por-etapas-na-sua-casa-este-ano/ Fri, 24 Nov 2017 09:29:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49551 A árvore ornamentada é um símbolo natalino acolhido há séculos pelo cristianismo. São Bonifácio, provavelmente, foi o primeiro santo católico a usar a árvore nesse contexto, ainda no século VIII. Em seu trabalho de catequese junto aos druidas, que adoravam árvores de carvalho como símbolos da divindade, São Bonifácio começou a usar outra árvore, o abeto, porque a sua forma triangular ajuda a simbolizar a Santíssima Trindade e porque os seus ramos verdes apontam para o céu.

Quando as árvores de Natal começaram a se popularizar, houve preocupação com o caráter pagão da sua origem, mas as devidas contextualizações fizeram dela um símbolo arraigado com segurança na fé cristã. Aliás, o simbolismo da árvore é riquíssimo em nossa tradição: nossos primeiros pais foram orientados por Deus a não comerem dos frutos de uma das árvores do Éden; Cristo pagou o preço altíssimo da nossa redenção crucificado em um tronco de árvore; os ramos verdes e as luzes que decoram a árvore natalina evocam o Cristo como a Luz Eternaque vem a um mundo envolto em escuridão… Apesar dos fortes matizes comerciais que a foram descaracterizando principalmente desde o século passado, a árvore de Natal é um símbolo válido para a vinda de Cristo ao mundo – mas é preciso que este simbolismo fique claro para as famílias católicas que a decoram nesta época.

No entanto, mesmo com essa validação contextual, a árvore de Natal não é, de forma alguma, o principal símbolo visual do Nascimento de Jesus.

O principal símbolo visual do Natal é o presépio!

Foi São Francisco de Assis quem montou em Greccio, na Itália, no já longínquo ano de 1223, o primeiro presépio da história.

E foi um presépio vivo, com moradores da pequena localidade representando o Menino Jesus na manjedoura, Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, os pastores e os anjos. Os animais também eram reais: o boi, o burrico, as ovelhas…

Não demorou para que esta piedosa iniciativa se espalhasse, transformando-se em costume natalino e dando origem aos presépios esculpidos, que se popularizaram nas igrejas por volta do século XVI, graças ao trabalho evangelizador dos padres jesuítas.

Existem tradições cheias de significado em torno à própria montagem do presépio, que vai sendo preparado por etapas. Confira algumas dessas tradições:

Como preparar o presépio em etapas significativas

– Primeiro vão sendo colocados os animais, os pastores, a manjedoura, o cenário em geral – mas sem as figuras dos protagonistas Jesus, Maria e José, nem os anjos, nem a estrela, nem os três reis.

– Há famílias que só colocam no presépio as imagens da Santíssima Virgem Maria e de São José na tarde do dia 24, mas ainda sem o Menino Jesus.

– A manjedoura permanece vazia até a meia-noite, quando, simbolizando o Nascimento do Filho de Deus, a imagem do Menino é finalmente ali colocada!

– Com o Menino Deus, também são colocados os anjos, que evocam o cântico “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”, mencionado nas Escrituras.

– Juntamente com os anjos, é colocada no topo do presépio a estrela que guiou os três reis do Oriente até Belém para venerarem o Salvador: Gaspar, Melchior e Baltazar. Esses três reis representam todos os povos da terra e são figurados com as suas exóticas montarias: camelos ou mesmo elefantes.

– Há quem comece a posicionar os três reis no presépio somente a partir do dia 25: inicialmente, eles estão longe da gruta, ainda a caminho, e vão sendo aproximados um pouco mais a cada dia até chegarem junto ao Menino na festa da Epifania, em 6 de janeiro.

Verdadeira catequese doméstica

O presépio, afinal de contas, não é um simples adorno: é uma belíssima forma visual de manifestarmos a nossa fé e a nossa oração, durante a espera e a celebração pela chegada do Salvador. Essa tradição envolve um processo, um crescimento, uma participação dinâmica da família na história mais bela de todos os tempos. É uma verdadeira catequese doméstica, especialmente para as crianças!

Resistência à secularização forçada

O influxo da secularização forçada, que desvirtuou completamente o sentido da árvore de Natal (e do próprio Natal), tem muito mais dificuldade em apagar o simbolismo explícito que está presente no presépio, já que, nele, a referência ao Salvador é direta e óbvia.

É por isso que o presépio foi sendo simplesmente “ignorado”, deixado de lado para ser aos poucos esquecido – em não poucos casos, é tratado como coisa “cafona”, de “mau gosto”… ou pior: há casos, em plena Europa “democrática” do nosso século XXI, de prefeituras que chegaram a proibir o presépio em áreas visíveis ao público a fim de não “ofender” os seguidores de outras religiões…

Seria uma pena que as famílias católicas também se deixassem levar pelo “esquecimento” do presépio.

E na sua casa, católico, tem lugar para o presépio este ano?

Por Aleteia

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Papa aos franciscanos: comunhão com Deus, as pessoas e a Criação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-franciscanos-comunhao-com-deus-as-pessoas-e-a-criacao/ Thu, 23 Nov 2017 13:49:59 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aos-franciscanos-comunhao-com-deus-as-pessoas-e-a-criacao.html O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (23/11), na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 400 membros da família franciscana da Primeira Ordem e Terceira Ordem Regular.

O Pontífice iniciou o seu discurso agradecendo aos franciscanos pelo que fazem em favor dos pobres e desfavorecidos do mundo.

«Todos, da mesma forma, sejam chamados menores.» “Com essa expressão, São Francisco de Assis não fala de algo facultativo para os seus irmãos, mas manifesta um elemento constitutivo de sua vida e sua missão”, disse o Papa à família franciscana.

“Em sua forma de vida, o adjetivo “menor” qualifica o substantivo “irmão”, dando ao vínculo da fraternidade uma característica e qualidade própria: não é a mesma coisa dizer “irmão” e dizer “irmão menor”. Por isso, falando de fraternidade é preciso considerar esta característica típica franciscana da relação fraterna que exige de vocês um relacionamento de “irmãos menores”, disse o Papa.

“De onde veio a inspiração a São Francisco de colocar o adjetivo “menor” como elemento essencial de sua fraternidade?”, perguntou o Pontífice.

“Este é para vocês como um lugar de encontro e comunhão com Deus; como lugar de encontro e comunhão com os irmãos e com todos os homens e mulheres; como lugar de encontro e comunhão com a criação.”

Segundo o Papa, uma característica da espiritualidade franciscana “é a de ser uma espiritualidade de restituição a Deus”.

“Todo o bem que existe em nós ou que nós podemos fazer é um dom Daquele que para São Francisco era o Bem, «todo o bem, o sumo bem» e tudo é restituído ao «altíssimo, onipotente e bom Deus». Fazemos bem através da oração, quando vivemos segundo a lógica evangélica do dom que nos leva a sair de nós mesmos para encontrar os outros e acolhê-los em nossa vida.”

Segundo o Papa, se vive o adjetivo ‘menor’ “como expressão da pobreza que os franciscanos professam, quando se cultiva um espírito de não se apropriar das relações, quando se valoriza o que há de positivo no outro, como dom que vem do Senhor; quando, especialmente, os ministros exercem o serviço da autoridade com misericórdia, conforme expressa magnificamente a carta a um ministro, a melhor explicação que nos oferece São Francisco do que significa ser menor em relação aos irmãos que nos foram confiados”.

Para o Santo de Assis, “a criação era como um livro esplêndido em que Deus nos fala e nos transmite alguma coisa sobre a beleza. A criação é como uma irmã, com a qual partilhamos a existência, e como uma mãe que nos acolhe em seus braços”.

“Hoje, esta irmã e mãe se rebela porque se sente maltratada. Diante da deterioração global do ambiente, peço a vocês para que como filhos do Pobrezinho de Assis, entrem em diálogo com toda a criação, oferecendo-lhe a sua voz para louvar o Criador, e como fazia São Francisco, tenham por ela um cuidado especial, superando todo cálculo econômico ou romantismo irracional. Colaborem com todas as iniciativas em prol do cuidado da Casa comum, recordando sempre a relação estreita entre os pobres e a fragilidade do planeta, entre economia, desenvolvimento, cuidado da criação e opção pelos pobres”, concluiu o Papa.

Por Rádio Vaticano

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Papa encoraja franciscanos que celebram 800 anos na Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-encoraja-franciscanos-que-celebram-800-anos-na-terra-santa/ Tue, 17 Oct 2017 13:12:33 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-encoraja-franciscanos-que-celebram-800-anos-na-terra-santa.html Os franciscanos estão celebrando 800 anos de presença na Terra Santa. Diante da festividade, o Papa Francisco enviou uma carta ao Custódio da Terra Santa, padre Francesco Patton, O.F.M., encorajando os franciscanos a perseveraram neste trabalho a favor sobretudo dos mais pobres, dos jovens, idosos e enfermos. 

Obedientes à Ordem aberta por São Francisco em 1217, de dimensão “missionária e universal”, os franciscanos — como os primeiros frades da congregação — seguem como testemunhas de fé, de fraternidade e de paz em todas as nações. Francisco os qualificou como missionários que vivem concretamente no cotidiano as obras de misericórdia.

Segundo o Santo Padre, os franciscanos são simples e pobres, assíduos na contemplação e na oração, e empenhados também no presente, em viver na Terra Santa ao lado de irmãos de diferentes culturas, etnias e religiões, semeando paz, fraternidade e respeito. “Não quero esquecer, além da custódia e da animação dos Santuários, o seu empenho a serviço da comunidade eclesial local”, lembrou Francisco.

O Papa também renovou o mandato pontifício, unindo-se assim aos seus antecessores, a partir de Clemente VI, que com a “Bula Gratias Agimus”, documento do Papa Gregório IX, confiou aos franciscanos a custódia dos Lugares Santos.

Ao fim da mensagem, o Santo Padre citou a exortação de Francisco de Assis aos irmãos pelo mundo: “Não brigar e evitar as disputas de palavras; não julgar os outros, (…) ser mansos, pacíficos e modestos, falando honestamente com todos”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Em vez de semear o ódio, construir a cultura da paz! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/em-vez-de-semear-o-odio-construir-a-cultura-da-paz/ Tue, 21 Mar 2017 08:03:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45035 “Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo” (Lc 3,14b).

Aproxima-se a Páscoa do Senhor. A Igreja no Brasil convida a todas as pessoas de boa vontade para refletir sobre a construção da paz em vez da violência.

Vivemos em tempos confusos em todo mundo. A humanidade perdeu a referência e as notícias de corrupção aumentam cada vez mais. O desespero de milhares de mulheres, sendo violentadas é inegável. Crianças abandonadas sem proteção; juventude desorientada, educada pelo sistema intimista e egoísta; avós sustentando netos; pais irresponsáveis e despreparados de agrotóxicos destruindo fauna, flora, vidas humanas colocando em risco a saúde pública; políticos envolvidos na corrupção e votando leis inoperantes e insustentáveis; Tribunais sustentando cadeiras políticas gerando desconfiança e insegurança na proteção dos deveres e diretos da população; a mídia elitizada semeando violência e ódio na sociedade. Estamos sem referência para construir a paz em todos os ambientes onde vivemos, nos movemos e somos.

Escreveu um teólogo, professor meu: “É urgente uma nova relação para com a Terra e para com a natureza, feita de sinergia, respeito, convivência, cuidado e sentido de responsabilidade coletiva”. A falta da ética, o respeito pela vida humana destrói a nossa convivência e a casa comum, a natureza. A reflexão sobre o bioma, deve nos conduzir para uma nova relação e comportamento existencial. 

Seguindo a reflexão do professor teólogo: “Na nossa cultura temos a figura paradigmática de São Francisco de Assis, atualizada pelo bispo de Roma, Francisco, em sua encíclica Laudato Si: cuidando da Casa Comum. Proclama o poverello de Assis “o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia…para ele qualquer criatura era uma irmã, unida a ele por laços de carinho. Por isso sentia-se chamado a cuidar de tudo o que existe” (n.10 e 11). Com certo humor recorda “que São Francisco pedia que, no convento, se deixasse sempre uma parte do horto para as ervas silvestres crescerem” (n.12) pois elas a seu modo também louvam a Deus.

Esta atitude de enternecimento levava-o a recolher as minhocas dos caminhos para não serem pisadas. Para São Francisco todos os seres são animados e personalizados. Por intuição espiritual descobriu o que sabemos atualmente por via científica (Crick e Dawson, os que decifraram o DNA) que todos os viventes somos parentes, primos, irmãos e irmãs, por possuirmos o mesmo código genético de base. Por isso chamava a todos de irmãos e irmãs: o sol, a lua, o lobo de Gubbio e até a morte.

Esta visão supera a cultura da violência e inaugura a cultura do cuidado e da paz. São Francisco realizou plenamente a esplêndida definição que a Carta da Terra encontrou para a paz: “é aquela plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com as outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com o Todo maior do qual somos parte” (n.16 ).

Num outro lugar, encontrou a seguinte formulação, agora crítica: “É preciso revigorar a consciência de que somos uma única família humana. Não há fronteiras nem barreiras políticas ou sociais que permitam isolar-nos e, por isso mesmo, também não há espaço para a globalização da indiferença” (n.52)

Desta atitude de total abertura que a todos abraça e a ninguém exclui, nasceu uma imperturbável paz, sem medo e sem ameaças, paz de quem se sente sempre em casa com os pais, os irmãos, as irmãs e com todas as criaturas.

No lugar da violência coloca os fundamentos da cultura da paz: o amor, a capacidade de suportar as contradições, o perdão, a misericórdia e a reconciliação para além de qualquer pressuposição ou exigência prévia. (L. Boff, UNISINOS 18/03/2017).

Ao celebrarmos a Páscoa do Senhor, afirmemos nosso desejo de construir uma sociedade sem violência e repleta de amor para que a Paz do Ressuscitado esteja conosco.

Por Dom Severino Clasen – Bispo de Caçador

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