Santa Missa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Santa Missa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Dom Giovani preside a missa do Santo Crisma pela primeira vez na Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/dom-giovani-preside-a-missa-do-santo-crisma-pela-primeira-vez-na-diocese-de-uruacu/ Sun, 01 Nov 2020 14:19:41 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59260 Presidida por Dom Giovani Carlos, bispo diocesano de Uruaçu e concelebrada pelo mons. Francisco Agamenilton Damascena, bispo nomeado para a Diocese de Rubiataba-Mozarlândia (GO), a Missa do Santo Crisma aconteceu no sábado, 31 de outubro, na Catedral Imaculado Coração de Maria e teve a participação de mais 50 presbíteros, diáconos, diácono permanente e alguns fiéis. Tradicionalmente esta celebração acontece na Quinta-Feira Santa, mas devido à pandemia causada pelo Covid-19, precisou ser adiada.

É nesta missa que se consagra o santo crisma e se abençoa também os demais óleos usados nos sacramentos dos enfermos e do batismo. Dom Giovani pontuou que a palavra “Messias”, significa “Ungido”. Tão profundo é pertencer Àquele a quem Deus mesmo ungiu, isto é: “não com o óleo material, mas com o óleo do Espírito Santo, e assim, o azeite simboliza bem particular a permeabilização do Homem Jesus pelo Espírito Santo.”

Na homilia, Dom Giovani comentou o texto do Evangelho do dia, em que Jesus, entra na Sinagoga no sábado para fazer a leitura, e justamente deram o livro do profeta Isaías, que dizia: “O Espírito do Senhor está sobre mim porque ele me consagrou com a unção”. Todos ficaram com os olhos fixos no Senhor, esperando sua reflexão, então disse Jesus: “Hoje se cumpriu a passagem da Escritura”.

Segundo o bispo, a homilia de Jesus, foi a mais curta em palavras e mais completa em conteúdo. E acrescentou: A partir do nosso “sim” ao chamado que o Senhor nos fez, Ele mesmo nos unge e assim nos configura a Ele. Prossegue destacando que os santos óleos mostram a cada sacerdote o que são e o que fazem. O seu olhar paternal aos sacerdotes, expressa: “Daí a nossa consagração e por isso, a nossa missão depende da nossa união com Ele”. Ressaltou que eles são ungidos, e que deverão viver segundo a verdade e a alegria do chamado e tornando para o mundo sinal de esperança e redenção.

Dom Giovani esboçou com gesto de carinho e elogio aos sacerdotes pelo sim ao Senhor e por serem sinal de esperança neste tempo de pandemia em que as ovelhas foram arrancadas de seus olhos, e mesmo assim, continuaram firmes na provação, celebrando para “bancos vazios”. Com veemência afirmou: vocês usaram outros meios para alcançar as ovelhas não perdidas, mas isoladas, escondidas, com medo… somos perseguidos, mas não ficamos desamparados. Somos abatidos, mas não somos destruídos…

Concluindo a homilia, agradece ao Espírito Santo nos sinais dos Santos Óleos por ser ungido no seu ministério episcopal à bela diocese.

A celebração do Crisma inclui ainda a renovação e o compromisso de pastoreio. Ao fim da missa, os sacerdotes saíram felizes, renovados e fortalecidos pela invocação do Espírito Santo, e pela intercessão do Imaculado Coração de Maria, padroeiro da Catedral, juntos e unidos a Jesus, sem medo seguirão à procura das suas ovelhas.

Por: Indra Liah – Fotos: José Thomaz – Pascom Sant’Ana

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O Papa reza pelos desempregados. O Espírito faz a compreensão da fé crescer https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/o-papa-reza-pelos-desempregados-o-espirito-faz-a-compreensao-da-fe-crescer/ Tue, 12 May 2020 03:29:29 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58370 Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta na manhã desta segunda-feira (11/05) da V Semana da Páscoa. Na introdução, recordou o 75º aniversário da descoberta do corpo de São Timóteo, encontrado na cripta da Catedral de Termoli – região italiana de Molise – durante os trabalhos de restauração em 1945, e dirigiu seu pensamento aos desempregados:

Unamo-nos aos fiéis de Termoli na festa da descoberta do corpo de São Timóteo hoje. Nestes dias, muitas pessoas perderam o emprego, não foram readmitidas, trabalhavam sem contrato. Rezemos por estes nossos irmãos e irmãs que sofrem com a falta de trabalho.

Na homilia, o Papa comentou o Evangelho do dia (Jo 14,21-26) em que Jesus diz a seus discípulos: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. Mas o defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”.

“É a promessa do Espírito Santo – disse o Papa –, o Espírito Santo que habita conosco e que o Pai e o Filho enviam” para “acompanhar-nos na vida”. É chamado Paráclito, isto é, Aquele que “sustenta, que acompanha para não cair, que lhe mantém firme, que é próximo de você para sustentá-lo. E o Senhor nos prometeu esse sustento, que é Deus como Ele: é o Espírito Santo. O que o Espírito Santo faz em nós? O Senhor o diz: “Ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”. Ensinar e recordar. Este é o ofício do Espírito Santo. Ensina-nos: nos ensina o mistério da fé, nos ensina a entrar no mistério, a entender um pouco mais o mistério, nos ensina a doutrina de Jesus e nos ensina como desenvolver a nossa fé sem errar, porque a doutrina cresce, mas sempre na mesma direção: cresce na compreensão. E o Espírito nos ajuda a crescer na compreensão da fé, compreendê-la mais e caminhar mais para compreender isso que a fé diz. A fé não é uma coisa estática; a doutrina não é uma coisa estática: cresce sempre, mas cresce “na mesa direção. E o Espírito Santo evita que a doutrina erre, evita que permaneça parada ali, sem crescer em nós. Ensinar-nos-á as coisas que Jesus nos ensinou, desenvolverá em nós a compreensão daquilo que Jesus nos ensinou, fará crescer em nós, até alcançar a maturidade, a doutrina do Senhor”.

E outra coisa que o Espírito Santo faz é recordar: “Recordará tudo o que eu vos tenho dito”. “O Espírito Santo é como a memória, nos desperta”, nos mantém sempre despertos “nas coisas do Senhor” e nos faz também recordar a nossa vida, quando encontramos o Senhor ou quando o deixamos.

O Papa recordou uma pessoa que rezava diante do Senhor do assim: “Senhor, eu sou o mesmo que quando criança, quando garoto, tinha esses sonhos. Depois, trilhei por caminhos errados. Agora me chamastes”. Essa – disse – “é a memória do Espírito Santo na própria vida. Leva-o à memória da salvação, à memória daquilo que Jesus ensinou, mas também à memória da própria vida”. Este – prosseguiu – é um modo bonito de rezar ao Senhor: “Sou o mesmo. Caminhei muito, errei bastante, mas sou o mesmo e vós me amais”. É “a memória do caminho da vida”.

“E nessa memória, o Espírito Santo nos guia; nos guia para discernir, para discernir o que devo fazer agora, qual é o caminho certo e qual é o errado, mesmo nas pequenas decisões. Se nós pedirmos a luz ao Espírito Santo, Ele nos ajudará a discernir para tomar as decisões acertadas, as pequenas de todos os dias e as maiores.” O Espírito Santo nos acompanha, nos sustenta no discernimento”, “nos ensinará todas as coisas, isto é, faz a fé crescer, nos introduz no mistério, o Espírito que nos recorda: nos recorda a fé, nos recorda a própria vida e o Espírito que neste ensinamento, nesta recordação, nos ensina a discernir as decisões que devemos tomar”. E os Evangelho dão um nome ao Espírito Santo, além de Paráclito, porque nos sustenta, “outro nome mais bonito: é o Dom de Deus. O Espírito é o Dom de Deus. O Espírito é propriamente o Dom: ‘Não vos deixareis sozinhos, vos enviarei um Paráclito que vos sustentará’ e nos ajudará a seguir adiante, a recordar, a discernir e a crescer. O Dom de Deus é o Espírito Santo”.

“Que o Senhor – foi a oração conclusiva do Santo Padre – nos ajude a custodiar esse Dom que Ele nos deu no Batismo e que todos temos dentro de nós.”

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

A passagem do Evangelho de hoje é a despedida de Jesus na Ceia (conf. Jo 14,21-26). O Senhor conclui com estes versículos: “Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. Mas o defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito” (vers. 25-26). É a promessa do Espírito Santo; o Espírito Santo que habita conosco e que o Pai e o Filho enviam. “O Pai enviará no meu nome”, disse Jesus, para acompanhar-nos na vida. E o chamam Paráclito. Esse é o ofício do Espírito Santo. Em grego, o Paráclito é aquele que sustenta, que acompanha para não cair, que lhe mantém firme, que é próximo de você para sustentá-lo. E o Senhor nos prometeu esse sustento, que é Deus como Ele: é o Espírito Santo. O que o Espírito Santo faz em nós? O Senhor o diz: “Ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito” (vers. 26).

Uma passagem da homilia do Papa Francisco
Ensinar e recordar. Este é o ofício do Espírito Santo. Ensina-nos: nos ensina o mistério da fé, nos ensina a entrar no mistério, a entender um pouco mais o mistério, nos ensina a doutrina de Jesus e nos ensina como desenvolver a nossa fé sem errar, porque a doutrina cresce, mas sempre na mesma direção: cresce na compreensão. E o Espírito nos ajuda a crescer na compreensão da fé, compreendê-la mais e caminhar para compreender isso que a fé diz. A fé não é uma coisa estática; a doutrina não é uma coisa estática: cresce. Cresce como as árvores crescem, sempre as mesmas, mas maiores, com fruto, mas sempre o mesmo, na mesma direção. E o Espírito Santo evita que a doutrina erre, evita que permaneça parada ali, sem crescer em nós. Ensinar-nos-á as coisas que Jesus nos ensinou, desenvolverá em nós a compreensão daquilo que Jesus nos ensinou, fará crescer em nós, até alcançar a maturidade, a doutrina do Senhor.

E outra coisa que Jesus diz que o Espírito Santo faz é recordar: “Recordará tudo o que eu vos tenho dito” (vers. 26). O Espírito Santo é como a memória, nos desperta: “Mas você se recorda disso, se recorda daquilo”; nos mantém despertos, sempre despertos nas coisas do Senhor e nos faz também recordar a nossa vida: “Pense naquele momento, pense quando encontrou o Senhor, pense quando deixou o Senhor”.

Uma vez, ouvi dizer que uma pessoa rezava diante do Senhor do assim: “Senhor, eu sou o mesmo que quando criança, quando garoto, tinha esses sonhos. Depois, trilhei por caminhos errados. Agora me chamastes”. Eu sou o mesmo: essa é a memória do Espírito Santo na própria vida. Leva-o à memória da salvação, à memória daquilo que Jesus ensinou, mas também à memória da própria vida. E isso me faz pensar – isso que aquele senhor dizia – num modo bonito de rezar, olhar para o Senhor: “Sou o mesmo. Caminhei muito, errei bastante, mas sou o mesmo e vós me amais”. A memória do caminho da vida”.

E nessa memória, o Espírito Santo nos guia; nos guia para discernir, para discernir o que devo fazer agora, qual é o caminho certo e qual é o errado, mesmo nas pequenas decisões. Se nós pedirmos a luz ao Espírito Santo, Ele nos ajudará a discernir para tomar as verdadeiras decisões, as pequenas de todos os dias e as maiores. É aquele que nos acompanha, nos sustenta no discernimento. Isto é, o Espírito que ensina, nos ensinará todas as coisas, ou seja, faz a fé crescer, nos introduz no mistério, o Espírito que nos recorda. Recorda-nos a fé, nos recorda a própria vida, e é o Espírito que neste ensinamento, nesta recordação, nos ensina a discernir as decisões que devemos tomar. E a isso os Evangelho dão um nome ao Espírito Santo: sim, Paráclito, porque nos sustenta, mas outro nome mais bonito: é o Dom de Deus. O Espírito é o Dom de Deus. O Espírito é propriamente o Dom. Não vos deixareis sozinhos, vos enviarei um Paráclito que vos sustentará e vos ajudará a seguir adiante, a recordar, a discernir e a crescer. O Dom de Deus é o Espírito Santo.

Que o Senhor nos ajude a custodiar esse Dom que Ele nos deu no Batismo e que todos temos dentro de nós.

O Papa convidou a fazer a Comunhão espiritual com a seguinte oração:

Meu Jesus, eu creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Francisco terminou a celebração com adoração e a bênção eucarística. Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo, foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

Vídeo integral da Missa

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“O Senhor dê prudência a seu povo diante da pandemia” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/o-senhor-de-prudencia-a-seu-povo-diante-da-pandemia/ Tue, 28 Apr 2020 20:53:11 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58308 Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta terça-feira (28/04) da III Semana da Páscoa. Na introdução, pensou no comportamento do povo de Deus diante do fim da quarentena:

Neste tempo, no qual se começa a ter disposições para sair da quarentena, rezemos ao Senhor para que dê a seu povo, a todos nós, a graça da prudência e da obediência às disposições, para que a pandemia não volte.

Ouça e compartilhe
Na homilia, o Papa comentou a passagem do dia do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 7,51-8,1a), em que Estêvão fala com coragem ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei, que o julgam com falsos testemunhos, arrastam-no para fora da cidade e o apedrejam. Também com Jesus fizeram o mesmo – afirmou o Papa –, buscando convencer o povo de que era um blasfemo. É uma brutalidade partir de falsos testemunhos para “fazer justiça”: notícias falsas, calúnias, que esquentam o povo para “fazer justiça”, é um verdadeiro linchamento. Fizeram assim com Estêvão, usando um povo que foi enganado. Acontece assim com os mártires de hoje, como Asia Bibi, durante tantos anos no prisão, julgada por uma calúnia. Diante da avalanche de notícias falsas que criam opinião, às vezes não se pode fazer nada. Penso no Holocausto, disse o Papa: foi criada uma opinião contra um povo para eliminá-lo. Há ainda o perigo do linchamento diário que busca condenar as pessoas, criar uma má fama, o pequeno linchamento diário do mexerico que cria opiniões para condenar as pessoas. A verdade, ao invés, é clara e transparente, é o testemunho do verdadeiro, daquilo em que se crê. Pensemos em nossa língua: muitas vezes com nossos comentários iniciamos um linchamento desse tipo. Também em nossas instituições cristãs vimos muitos linchamentos diários que nasceram dos mexericos. Rezemos ao Senhor – foi a sua oração conclusiva – para que nos ajude a ser justos em nossos julgamentos, a não começar ou seguir essa condenação maciça que o mexerico provoca.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

Na primeira Leitura destes dias ouvimos o martírio de Estêvão: uma coisa simples, como aconteceu. Os doutores da Lei não toleravam a clareza da doutrina e, como saída, foram pedir a alguém que dissessem que tinham ouvido que Estêvão blasfemava contra Deus, contra a Lei. E depois disso caíram em cima dele e o apedrejaram: simples assim. É uma estrutura de ação que não é a primeira: também com Jesus fizeram o mesmo. O povo que estava ali, buscou convencer de que era um blasfemo e eles gritaram: “Crucifica-o”. É uma brutalidade. Uma brutalidade, partir de falsos testemunhos para se chegar a “fazer justiça”. Este é o esquema. Também na Bíblia há casos desse tipo: fizeram o mesmo com Susana, fizeram o mesmo com Nabot, depois Amã procurou fazer o mesmo com o povo de Deus…

Notícias falsas, calúnias que esquentam o povo e pedem a justiça. É um linchamento, um verdadeiro linchamento.

E assim, levam ao juiz, para que o juiz dê forma legal a isso: mas já está julgado, o juiz deve ser muito, muito corajoso para ir contra um julgamento tão popular, feito de propósito, preparado. É o caso de Pilatos: Pilatos viu claramente que Jesus era inocente, mas viu o povo, lavou as mãos. É um modo de fazer jurisprudência. Também hoje vemos isso: também hoje está em andamento, em alguns países, quando se quer fazer um golpe de Estado ou excluir algum político para que não participe das eleições, ou assim, se faz o seguinte: notícias falsas, calúnias, depois cai num juiz daqueles que gostam de criar jurisprudência com este positivismo “da situação” que está na moda, e depois condena. É um linchamento social. E assim foi feito com Estêvão, assim foi feito o julgamento de Estêvão: levaram para julgar alguém que já tinha sido julgado pelo povo enganado.

Isso acontece também com os mártires de hoje: que os juízes não têm a possibilidade de fazer justiça porque já foram julgados. Pensemos em Asia Bibi, por exemplo, que vimos: dez anos na prisão porque foi julgada por uma calúnia e um povo que quer a sua morte. Diante dessa avalanche de notícias falsas que criam opinião, muitas vezes não se pode fazer nada: não se pode fazer nada.

Penso muito, nisso, no Holocausto. O holocausto é um caso desse tipo: foi criada a opinião contra um povo e depois era normal: “Sim, sim: devem morrer, devem morrer”. Um modo de proceder para eliminar as pessoas que incomodam, que atrapalham.

Todos sabemos que isso não é bom, mas o que não sabemos é que existe um pequeno linchamento diário que busca condenar as pessoas, criar uma má fama nas pessoas, descartá-las: o pequeno linchamento diário do mexerico que cria uma opinião. Muitas vezes uma pessoa ouve se difamar alguém, e diz: “Mas não, essa pessoa é uma pessoa justa!” – “não, não: se diz que…”, e com aquele “se diz que” se cria uma opinião para acabar com uma pessoa. A verdade é outra: a verdade é o testemunho do verdadeiro, das coisas em que uma pessoa crê; a verdade é clara, é transparente. A verdade não tolera as pressões. Vejamos Estêvão, mártir: primeiro mártir depois de Jesus. Primeiro mártir. Pensemos nos apóstolos: todos deram testemunho. E pensemos em tantos mártires que – também de hoje, São Pedro Chanel – que foi o mexerico ali, a inventar que era contra o rei… se cria uma fama, e se deve matar.

Uma passagem da homilia do Papa Francisco
E pensemos em nós, em nossa língua: nós muitas vezes, com nossos comentários, iniciamos um linchamento desse tipo. E em nossas instituições cristãs vimos muitos linchamentos diários que nasceram do mexerico.

Que o Senhor nos ajude a ser justos em nossos julgamentos, a não começar ou seguir essa condenação maciça que o mexerico provoca.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Aos vossos pés, ó meu Jesus, me prostro e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no seu nada na Vossa santa presença. Eu vos adoro no Sacramento do vosso amor, a inefável Eucaristia. Desejo receber-vos na pobre morada que meu coração vos oferece; à espera da felicidade da comunhão sacramental, quero possuir-vos em Espírito. Vinde a mim, ó meu Jesus, que eu venha a vós. Que o vosso amor possa inflamar todo o meu ser, para a vida e para a morte. Creio em vós, espero em vós. Amo-vos. Assim seja.

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

Vídeo integral da Missa

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Papa Francisco: Deus jamais renega a sua paternidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/papa-francisco-deus-jamais-renega-a-sua-paternidade/ Tue, 04 Feb 2020 19:47:48 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57706 O choro de Davi pela morte do seu filho é profecia do amor de Deus por nós: foi o que afirmou o papa Francisco na homilia da missa matutina (04/02) na Casa Santa Marta.

Meu filho Absalão! Por que não morri eu em teu lugar? Este é o grito angustiado de Davi, aos prantos, ao tomar conhecimento da morte do filho. A Primeira Leitura da liturgia do dia, extraída do segundo livro de Samuel, descreve o fim de uma longa batalha conduzida por Absalão contra o próprio pai, o rei Davi, para tomar o trono.

O choro de Davi nos mostra o coração de Deus
O Pontífice resumiu a narração, afirmando que Davi sofria por aquela guerra que o filho, Absalão, havia desencadeado contra ele, convencendo o povo a lutar ao seu lado contra o rei, a ponto de Davi ter que fugir para Jerusalém para salvar a própria vida.

“Descalço, com a cabeça coberta, insultado – afirmou Francisco, enquanto outros lhe lançavam pedras, porque todo o povo estava do lado deste filho que o havia enganado, seduzindo o coração das pessoas com promessas”.

O trecho descreve Davi à espera de novidades na linha de frente e então chega o mensageiro que o adverte: Absalão morreu em batalha. Com a notícia, Davi estremece, chora e diz: ‘Meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Por que não morri eu em teu lugar? Absalão, meu filho, meu filho! ‘”. Quem presencia a cena fica maravilhado com esta reação:

“Mas por que está chorando? Ele estava contra você, o havia renegado, renegado a sua paternidade, insultado, perseguido, mas festeje, festeje porque você venceu!”, e Davi só diz: “Meu filho, meu filho, meu filho” e chorava. Este pranto de Davi é um fato histórico, mas é também uma profecia. Nos mostra o coração de Deus, o que faz o Senhor conosco quando nos afastamos Dele, o que faz o Senhor quando nós destruímos a nós mesmos com o pecado, desorientados, perdidos. O Senhor é pai e jamais renega esta paternidade: “Meu filho, meu filho”.

VÍDEO

O Papa prosseguiu dizendo que nós encontramos aquele pranto de Deus quando vamos nos confessar, porque não é como “ir à lavanderia” para tirar uma mancha, mas “é ir até o pai que chora por mim, porque é pai”.

Deus não negocia a sua paternidade
A frase de Davi: “Por que não morri eu em teu lugar, meu filho Absalão?” é profética, afirmou ainda Francisco, e em Deus “se faz realidade”:

É tão grande o amor de pai que Deus sente por nós, que morreu no nosso lugar. Fez-se homem e morreu por nós. Quando olhamos para o crucifixo, devemos pensar nisto “Por que não morri eu em teu lugar”. E sentimos a voz do pai que no filho nos diz: “meu filho, meu filho”. Deus não renega os filhos, Deus não negocia a sua paternidade.

O amor de Deus chega até o limite extremo. Quem está na cruz é Deus, o filho do Pai, enviado para dar a vida por nós.

Nos fará bem nos momentos ruins da nossa vida – todos nós temos – momentos de pecado, momentos de afastamento de Deus, sentir esta voz no coração: “Meu filho, minha filha, o que você está fazendo? Não se mate, por favor. Eu morri por você”.

Por fim, o Papa recordou que Jesus chorou olhando Jerusalém, Jesus chorou “porque nós não deixamos que Ele nos ame”. E concluiu com um convite: “No momento da tentação, no momento do pecado, no momento que nós nos afastamos de Deus, busquemos ouvir esta voz: ‘Meu filho, minha filha, por quê?’”.

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O Papa Francisco na Quinta-feira Santa no cárcere "Regina Coeli" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-papa-francisco-na-quinta-feira-santa-no-carcere-regina-coeli/ Wed, 21 Mar 2018 10:18:44 +0000 http://teste.toqueto.com/o-papa-francisco-na-quinta-feira-santa-no-carcere-regina-coeli.html Quinta-feira Santa 29 de março, às 16 horas locais, o Papa Francisco vai visitar a Casa de Detenção “Regina Coeli” em Roma, para a celebração da Santa Missa “in Coena Domini”.

A visita prevê: o encontro com presos doentes na enfermaria; a celebração eucarística com o rito do lava-pés a 12 presos, na “Rotonda”, parte central da prisão; um encontro com alguns presos da VIII Seção.

No ano passado, na prisão de Paliano

“Uma vez – recordou no ano passado o Papa na homilia da Missa na prisão de Paliano – os discípulos discutiram entre si sobre quem era o maior, o mais importante, e Jesus disse: ‘aquele que quer ser o maior deve fazer-se pequeno e servo, é o que Deus faz conosco, nós que somos pobres, mas ele é grande, ele é bom, ele nos ama, pensamos – disse sobre o lava-pés que estava prestes a fazer a 12 presos, incluindo 3 mulheres e um islâmico – esta cerimônia, que não é uma cerimônia folclórica, é um gesto para recordar o que Jesus fez. Depois de lavar os pés dos discípulos ele tomou o pão e o vinho e nos deu o amor de Deus, pensemos no amor de Deus hoje”. A visita do Papa, como nas outras Missas “in Coena Domini” nas prisões, sempre teve um caráter estritamente privado.

Por Vatican News

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Francisco: o Pai Nosso não é uma oração a mais, é a oração dos filhos de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-o-pai-nosso-nao-e-uma-oracao-a-mais-e-a-oracao-dos-filhos-de-deus/ Wed, 14 Mar 2018 13:28:45 +0000 http://teste.toqueto.com/francisco-o-pai-nosso-nao-e-uma-oracao-a-mais-e-a-oracao-dos-filhos-de-deus.html O Papa Francisco afirmou, durante a catequese pronunciada na Audiência geral desta quarta-feira, 14 de março, que o Pai Nosso não é uma simples oração a mais e recordou sua centralidade na vida cristã por ser a oração dos filhos de Deus.

O Santo Padre continuou com as catequeses sobre a Santa Missa e, nesta ocasião, centralizou-se na oração do Pai Nosso e na fração do pão.

Sobre o Pai Nosso, explicou que “esta não é uma de tantas orações cristãs, mas é a oração dos filhos de Deus. De fato, entregue a nós no dia do nosso Batismo, o Pai Nosso faz ressoar em nós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo”.

“Formados em seu divino ensinamento, ousamos a nos dirigirmos a Deus chamando-o de Pai, porque fomos renascidos como seus filhos através da água e do Espírito Santo. Ninguém, na verdade, poderia chamá-lo familiarmente ‘Abba’ sem ter sido engendrado por Deus, sem a inspiração do Espírito Santo”.

Francisco explicou que a melhor forma de se preparar para receber a Comunhão é rezando o Pai Nosso. “Qual oração é melhor do que a ensinada por Jesus para se preparar para a Comunhão sacramental com Ele?”.

“Além da Missa, o Pai Nosso se reza de manhã e à noite nas Laudes e nas Vésperas, de tal modo que o comportamento filial para com Deus e de fraternidade para com o próximo contribuam para dar forma cristã aos nossos dias”.

Em seguida, explicou o significado desta oração. Assim, assinalou que “o pão de cada dia” se refere ao Pão Eucarístico, “do qual temos necessidade para viver como filhos de Deus”.

Por outro lado, “também imploramos a remissão de nossos pecados, e para sermos dignos de receber o perdão de Deus nos comprometemos em perdoar a quem nos ofendeu”. Assim, “quando se abre o coração a Deus, o Pai Nosso nos predispõe também ao amor fraterno”.

Por último, “pedimos ainda a Deus que nos livre do mal, que nos separa dele e nos divide de nossos irmãos”.

O Pontífice afirmou que, “o que pedimos no Pai Nosso é prolongado pela oração do sacerdote, que em nome de todos suplica : ‘Livra-nos Senhor de todo o mal e concede a paz aos nossos dias’”.

Despois, este pedido “recebe um selo no rito da paz: em primeiro lugar, pede-se a Cristo que o dom da paz faça crescer a Igreja na unidade e na paz, segundo sua vontade”.

“No Rito romano, a troca do sinal da paz, colocado desde a antiguidade antes da Comunhão, está ordenado à Comunhão Eucarística. Segundo a advertência de São Paulo, não é possível comunicar ao único Pão que nos torna um só Corpo em Cristo, sem reconhecer-se pacificados pelo amor fraterno. A paz de cristo não pode arraigar-se em um coração incapaz de viver a fraternidade e de recompô-la depois de tê-la ferido”.

Após o rito da paz, vem a fração do Pão. “A fração do Pão Eucarístico vem acompanhada da invocação do Cordeiro de Deus, figura com a qual João Batismo assinalou Jesus como ‘aquele que tira o pecado do mundo’. A imagem bíblica do cordeiro fala da redenção”.

O Papa Francisco finalizou: “No Pão Eucarístico, partido pela vida do mundo, a assembleia orante reconhece o verdadeiro Cordeiro de Deus, ou seja, o Cristo Redentor, e suplica a ele: ‘Tende piedade de nós… dai-nos a paz’”.

Por ACI Digital

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Papa inicia novo ciclo de catequeses: a Missa é a fonte da vida do cristão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-inicia-novo-ciclo-de-catequeses-a-missa-e-a-fonte-da-vida-do-cristao/ Wed, 08 Nov 2017 12:16:19 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-inicia-novo-ciclo-de-catequeses-a-missa-e-a-fonte-da-vida-do-cristao.html O Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequeses sobre a “Santa Missa”, que desenvolverá a cada quarta-feira durante a Audiência Geral. Esta semana foi a primeira e nela explicou as razões que o levaram a escolher este tema.

Estas catequeses “dirigirão o olhar para o ‘coração’ da Igreja, isto é, a Eucaristia”. “É fundamental para nós cristãos compreender bem o valor e o significado da Santa Missa, para viver sempre mais plenamente o nosso relacionamento com Deus”.

O Pontífice pediu que não se esqueça do “grande número de cristãos que, no mundo inteiro, em 2000 anos de história, resistiram até a morte para defender a Eucaristia; e quantos ainda hoje arriscam sua vida para participar na Missa dominical”.

Citou como exemplo a perseguição que, no ano 304, um grupo de cristãos sofreu no norte da África e o testemunho que deram. “Interpela todos e pede uma resposta sobre o que significa para cada um de nós participar do Sacrifício da Missa”.

Francisco recordou que “‘Eucaristia’ significa ‘ação de graças’: agradecimento a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, que nos envolve e nos transforma em sua comunhão de amor”.

“O Concílio Vaticano II foi fortemente animado pelo desejo de levar os cristãos a compreender a grandeza da fé e a beleza do encontro com Cristo” e, “por isso”, era necessário, antes de tudo, promover, com a guia do Espírito Santo, uma adequada renovação da liturgia, para que a Igreja continue viva e se renove graças a ela”.

O Papa destacou a importância da “formação litúrgica dos fiéis” que é “indispensável para uma verdadeira renovação”. “Esta é justamente a finalidade do clico de catequeses que hoje iniciamos: crescer no conhecimento do grande dom que Deus nos doou na Eucaristia”.

“A Eucaristia é um acontecimento maravilhoso, no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente” e “os sacramentos, e a celebração eucarística de modo particular, são sinais do amor de Deus, as vias privilegiadas para nos encontrarmos com Ele”.

Por ACI Digital

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Em seu terceiro dia na Colômbia, Papa visita Villavicencio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-seu-terceiro-dia-na-colombia-papa-visita-villavicencio/ Fri, 08 Sep 2017 12:43:37 +0000 http://teste.toqueto.com/em-seu-terceiro-dia-na-colombia-papa-visita-villavicencio.html Em seu segundo dia de visita à Colômbia, o Papa Francisco se desloca da capital Bogotá à cidade de Villavicencio, onde será realizado um dos momentos mais esperados de sua visita: o Encontro de Oração pela Reconciliação Nacional no Parque Las Malocas. Antes desse discurso, o Papa vai presidir a Santa Missa na esplanada Catama. 

O Papa chegou à Colômbia na quarta-feira, 6, e iniciou as atividades oficiais no país ontem. Ele presidiu uma missa no Parque Símon Bolívar e, na homilia, pediu à população mais união e que todos voltem a se considerar irmãos e companheiros de estrada.

À tarde, o Santo Padre discursou aos bispos da Colômbia e, em seguida, teve um encontro com bispos da direção do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam). Nesse último, o Papa citou o Rio de Janeiro, quando esteve no Brasil há quatro anos, falou sobre a “herança pastoral de Aparecida” e destacou que a missão se faz com paixão e no corpo a corpo

O Sucessor de Pedro visitará mais três cidades colombianas. Hoje ele se dirige à cidade de Villavicêncio e, antes de retornar a Bogotá ainda hoje, ele fará uma parada, às 17h20 (horário local), na Cruz da Reconciliação, no Parque de los Fundadores. No sábado, irá a Medellín e no domingo a Cartagena, de onde parte para Roma.

Por Canção Nova

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Papa: não ter medo da cruz de Cristo, verdadeiro amor é sacrifício https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-nao-ter-medo-da-cruz-de-cristo-verdadeiro-amor-e-sacrificio/ Mon, 04 Sep 2017 07:48:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48243 O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, neste domingo (03/09), com os fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, presentes na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, Francisco disse que “o Evangelho de hoje é a continuação do de domingo passado, que ressaltava a profissão de fé de Pedro, ‘rocha’ sobre a qual Jesus quer construir a sua Igreja. Hoje, em contraste estridente, Mateus, nos mostra a reação do próprio Pedro quando Jesus revela aos discípulos que em Jerusalém deverá sofrer, ser morto e ressurgir”, disse o Papa.

“Pedro leva o Mestre para um lado e o repreende, porque isso, lhe diz, não pode acontecer a Ele, a Cristo. Mas Jesus, por sua vez, repreende Pedro com palavras duras: «Fique longe de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não pensa as coisas de Deus, mas as coisas dos homens!» Pouco antes, o apóstolo era abençoado pelo Pai, porque tinha recebido Dele esta revelação, era uma ‘pedra’ sólida para que Jesus pudesse construir a sua comunidade, e logo depois se torna um obstáculo, uma pedra não para construir, uma pedra de tropeço no caminho do Messias. Jesus sabe muito bem que Pedro e os outros ainda têm muita estrada para percorrer para se tornarem seus apóstolos!”

A esse ponto, o Mestre se dirige a todos aqueles que o seguiam, apresentando-lhes claramente o caminho a ser percorrido: 

“«Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e me siga». Sempre, e também hoje, a tentação é a de querer seguir um Cristo sem cruz, aliás, de ensinar a Deus a estrada certa; como Pedro: ‘Não, não Senhor, isso nunca acontecerá!’ Mas Jesus nos recorda que a sua estrada é a estrada do amor, e não há verdadeiro amor sem o sacrifício de si. Somos chamados a não nos deixar absorver pela visão deste mundo, mas a ser cada vez mais conscientes da necessidade e da fadiga para nós cristãos de caminhar contracorrente e em subida.” 

O Papa ressaltou que “Jesus completa a sua proposta com palavras que expressam uma grande sabedoria sempre válida, porque desafiam a mente e os comportamentos egocêntricos. Ele exorta: «Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la».” 

“Neste paradoxo esta contida a regra de ouro que Deus inscreveu na natureza humana criada em Cristo: a regra de que só o amor dá sentido e felicidade à vida. Gastar os próprios talentos, as próprias energias e o próprio tempo somente para salvar, proteger e realizar-se, conduz na verdade a se perder, ou seja, a uma existência triste e estéril. Se, ao invés, vivemos para o Senhor e estabelecemos a nossa vida no amor, como Jesus fez, poderemos saborear a verdadeira alegria, e a nossa vida não será estéril, será fecunda.”

O Santo Padre frisou que “na celebração da Eucaristia revivemos o mistério da cruz; não somente recordamos, mas fazemos o memorial do Sacrifício redentor, no qual o Filho de Deus perde completamente Si mesmo para ser recebido novamente pelo Pai e assim nos reencontrar, pois estávamos perdidos, juntamente com todas as criaturas. Toda vez que participamos da Santa Missa, o amor de Cristo crucificado e ressuscitado se comunica a nós como alimento e bebida, para que possamos segui-Lo no caminho de todos os dias, no serviço concreto aos irmãos.”

“Maria Santíssima, que seguiu Jesus até o Calvário, também nos acompanhe e nos ajude a não ter medo da cruz com Jesus crucificado, não uma cruz sem Jesus, a cruz com Jesus, ou seja, a cruz de sofrer por amor a Deus e aos irmãos, pois esse sofrimento, pela graça de Cristo, é fruto de  ressurreição”, concluiu o Papa.

Por Rádio Vaticano

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O que é a comunhão espiritual? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-que-e-a-comunhao-espiritual/ Tue, 20 Jun 2017 07:46:05 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46857 O Concílio de Trento ensina que podemos receber o Santíssimo Sacramento de três modos

A respeito da comunhão espiritual, apresentamos o seguinte texto de São Leonardo de Porto Maurício (1676-1751), em “As Excelências da Santa Missa”.

Quanto à maneira de fazer a comunhão espiritual de que falei antes, é preciso conhecer a doutrina do santo Concílio de Trento, o qual ensina que se pode receber o Santíssimo Sacramento de três modos:

  • Sacramentalmente;
  • Espiritualmente;
  • Sacramentalmente e espiritualmente ao mesmo tempo.

Não se fala aqui do primeiro modo, que se verifica também nos que comungam em estado de pecado mortal, como fez Judas; nem do terceiro, comum a todos os que comungam em estado de graça; mas trata-se aqui do segundo, adequado àqueles que, tomando as palavras do santo Concílio, impossibilitados de receber sacramentalmente o Corpo de Nosso Senhor, “o recebem em espírito, fazendo atos de fé viva e ardente caridade, e com um grande desejo de se unirem ao soberano Bem, e, por meio disto, se põem em estado de obter os frutos do Divino Sacramento” – “Qui voto propositum illum caslestem panem edentes fide viva quae per dilectionem operatur, fructum ejus et utilitatem sentium” (Sess. XIII, c.8.).

Para facilitar-vos tão excelente prática, pesai bem o que vou dizer-vos. No momento em que o sacerdote se dispõe a comungar, na Santa Missa, recolhei-vos no vosso íntimo, tomando a mais modesta posição; formulai em seguida, em vosso coração, um ato de sincera contrição e, batendo humildemente no peito, em sinal de que vos reconheceis indignos de tão grande graça, fazei todos os atos de amor, oferecimento, humildade e os demais que costumais fazer quando comungais sacramentalmente: desejai, então, vivamente receber o adorável Jesus, oculto por vosso amor, no Santíssimo Sacramento.

Para excitar em vós o fervor, imaginai que a Santíssima Virgem ou um de vossos santos padroeiros vos dá a santa comunhão: suponde recebê-la realmente e, estreitando Jesus em vosso coração, repeti-Lhe muitas e muitas vezes com ardente amor: “Vinde, Jesus adorável, vinde ao meu pobre coração; vinde saciar meu desejo; vinde meu adorado Jesus, vinde ó dulcíssimo Jesus!” E depois ficai em silêncio, contemplando vosso Deus dentro de vós, e, como se tivésseis todos os atos que habitualmente fazeis depois da comunhão sacramental.

Ora, sabei que esta santa e bendita comunhão espiritual, tão pouco praticada pelos cristãos de nossos dias, é um tesouro que cumula a alma de bens incalculáveis; e, no sentir de muitos autores, é de tal modo eficaz que pode produzir as mesmas graças que a comunhão sacramental. Com efeito, se vê que a comunhão sacramental, na qual se recebe a santa Hóstia, seja por sua natureza de maior proveito, porque como sacramento age “ex operare operato”, é possível, no entanto, que uma alma faça a comunhão espiritual com tanta humildade, amor e fervor, que obtenha mais graças que não obteria outra, comungando sacramentalmente, mas com disposição menos perfeita.

Nosso Senhor, outrossim, ama tanto este modo de fazer a comunhão espiritual, que muitas vezes se dignou atender com milagres visíveis os piedosos desejos de seus servos, dando-lhes a comunhão ou por sua própria Mão, como fez à bem-aventurada Clara de Montefalco, a Santa Catarina de Sena, e a Santa Lidvina; ou pela mão dos santos anjos, como aconteceu a São Boaventura e aos santos bispos Honorato e Firmino; ou ainda, mais frequentemente, por meio da augusta Mãe de Deus, que se dignou dar a comunhão ao bem aventurado Silvestre.

Não vos admireis desta condescendência tão terna, pois a comunhão espiritual abrasa a alma no Amor a Deus, une-a Ele, e dispõe-na a receber as graças mais insignes.

Se refletísseis, portanto, nestas coisas, seria possível permanecerdes frios e insensíveis? Que desculpa poderíeis invocar para isentar-vos de tão devota prática? Tomai a resolução de vos habituardes a ela; e notai que a comunhão espiritual tem sobre a sacramental esta vantagem, que esta só se pode fazer uma vez ao dia, enquanto aquela podeis fazê-la em todas as Missas que quiserdes, e ainda, de manhã, à tarde, o dia todo ou de noite, em casa como na igreja, sem necessitar permissão de vosso confessor.

Em resumo, quantas vezes fizerdes a comunhão espiritual, outras tantas vos enriquecereis de graças, de méritos e de toda sorte de bens.

Ora, o fim deste pequeno livro é despertar no coração de todos os que o lerem um santo ardor para que se introduza entre os fiéis o costume de assistir todo dia piedosamente à Santa Missa e de fazer ai a comunhão espiritual. Oh, que felicidade, se fosse obtido este resultado! Teria, então, a esperança de ver refletir em toda a Terra este santo fervor que se admirava na Idade de ouro da primitiva Igreja. Nesse tempo os fiéis assistiam diariamente ao Santo Sacrifício, e diariamente recebiam a comunhão sacramental. Se dignos não sois de imitá-los, ao menos assisti a todas as Santas Missas que puderdes e comungai espiritualmente. Se eu tivesse a dita de persuadir-vos, creria ter ganho o mundo inteiro, e daria por bem recompensados os meus débeis esforços.

Enfim, para desfazer todos os pretextos que se apresentam ordinariamente, a fim de não assistir à Santa Missa, darei nos capítulos seguintes diversos exemplos que interessam a toda sorte de pessoas. Por aí cada um compreenderá que, se se priva de tão grande bem, é por sua culpa, por sua preguiça e seu pouco zelo pelas coisas santas, e que assim se prepara amargo arrependimento na hora da morte.

São Leonardo de Porto Maurício, em “As Excelências da Santa Missa”

Por Aleteia Brasil

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