Santa Francisca Xavier Cabrini - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Santa Francisca Xavier Cabrini - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Vaticano divulga mensagem do Papa para Dia Mundial da Paz 2018 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vaticano-divulga-mensagem-do-papa-para-dia-mundial-da-paz-2018/ Fri, 24 Nov 2017 16:01:34 +0000 http://teste.toqueto.com/vaticano-divulga-mensagem-do-papa-para-dia-mundial-da-paz-2018.html O Vaticano divulgou nesta sexta-feira, 24, a mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial da Paz, que será celebrado em 1º de janeiro de 2018. No texto, Francisco chama a atenção para a situação dos mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados.

“Com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental”, afirma.

Na mensagem, o Santo Padre reflete sobre o motivo de haver tantos migrantes e refugiados no mundo. Ele recorda que, na mensagem para essa mesma data no ano 2000, o então Papa João Paulo II incluiu o número crescente de refugiados entre os efeitos das guerras, conflitos, genocídios e “limpezas étnicas” que caracterizaram o século XX.

Francisco explica que, infelizmente, até agora não houve uma mudança no novo século, de forma que os conflitos armados e outras formas de violência continuam causando o deslocamento de populações, dentro dos países ou fora deles. Mas também há outros fatores, como o desejo de uma vida melhor. “As pessoas partem para se juntar à própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem não pode gozar destes direitos, não vive em paz”.

Indo na contramão da retórica adotada em muitos países de destino que enfatiza os riscos para a segurança nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, Francisco convida a um olhar contemplativo dessa situação, um olhar de confiança, enxergando a oportunidade de construir um futuro de paz.

“Detendo-se sobre os migrantes e os refugiados, este olhar saberá descobrir que eles não chegam de mãos vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem. Saberá vislumbrar também a criatividade, a tenacidade e o espírito de sacrifício de inúmeras pessoas, famílias e comunidades que, em todas as partes do mundo, abrem a porta e o coração a migrantes e refugiados, inclusive onde não abundam os recursos”.

E para oferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano a paz que procuram, o Papa fala de uma estratégia que combine quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar. Ele menciona ainda na mensagem o processo que, ao longo de 2018, deve definir e levar a ONU a aprovar dois pactos globais: um para migrações seguras, ordenadas e regulares e outro sobre refugiados.

Francisco conclui a mensagem recordando Santa Francisca Xavier Cabrini, padroeira dos migrantes. “Esta pequena grande mulher, que consagrou a sua vida ao serviço dos migrantes tornando-se depois a sua Padroeira celeste, ensinou-nos como podemos acolher, proteger, promover e integrar estes nossos irmãos e irmãs. Pela sua intercessão, que o Senhor nos conceda a todos fazer a experiência de que ‘o fruto da justiça é semeado em paz por aqueles que praticam a paz’”.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Papa propõe santa como exemplo de uma Igreja a serviço dos migrantes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-propoe-santa-como-exemplo-de-uma-igreja-a-servico-dos-migrantes/ Wed, 20 Sep 2017 10:04:14 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48569 Por ocasião do centenário da morte de Santa Francisca Xavier Cabrini, Padroeira dos Migrantes, o Papa Francisco se referiu a esta santa italiana em uma carta dirigida às Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, como exemplo a seguir no cuidado dos que abandonam os seus lares e seus países em busca de segurança, dignidade e oportunidades de vida.

Santa Francisca Cabrini, fundadora das Missionárias, nasceu em 1850 e, em 1889, mudou-se para os Estados Unidos para dedicar-se ao serviço dos migrantes italianos.

O Santo Padre destacou “a grandeza da figura” de Santa Francisca Xavier Cabrini e “a atualidade do seu carisma e da sua mensagem, não só para a comunidade eclesial, mas para toda a sociedade”.

“O carisma de Santa Francisca Xavier Cabrini incentiva a uma dedicação total e inteligente aos emigrantes”, assim como ela fazia com aqueles que saiam da Itália para ir ao Novo Mundo, indicou Francisco.

“Esta decisão foi o fruto da sua obediência sincera e amorosa ao Santo Padre, o Papa Leão XIII, sem excluir a atenção a outros campos da ação missionária”.

O trabalho da Madre Cabrini indica o caminho para a atenção aos migrantes no mundo de hoje: “Os atuais desafios populacionais, com as tensões inevitavelmente provocadas, convertem a Madre Cabrini em uma figura especialmente atual”.

“De modo especial, a Santa une a atenção diante de situações de maior pobreza e fragilidade, com os órfãos e as minorias, em uma lúcida sensibilidade cultural que, em contínuo diálogo com a hierarquia local, se esforça por preservar e reanimar a tradição cristã dos que receberam em seus países de origem, uma religiosidade muitas vezes superficial, mas impregnada de uma autêntica mística popular, oferecendo, por outro lado, o caminho para uma integração plena na cultura dos países de chegada, assim como os migrantes italianos foram ajudados pelas religiosas missionárias a serem totalmente italianos e totalmente americanos”.

O Papa observou como “Santa Francisca Xavier Cabrini acolheu de Deus uma vocação missionária que, naquele tempo, era singular: formar e enviar para todo o mundo mulheres consagradas com um horizonte missionário sem limites”.

“Não simplesmente como auxiliadoras de institutos religiosos masculinos, mas com um carisma próprio de consagração feminina, com total disponibilidade a fim de colaborar tanto nas igrejas locais como nas diferentes congregações que se dedicavam à proclamação do Evangelho ao povo”.

“Essa consagração puramente missionária e feminina nasceu da Madre Cabrini como consequência de uma união total e amorosa com o Coração de Cristo, cuja misericórdia supera todos os limites”.

“Essa misericórdia vive e é transmitida a suas irmãs com um impulso de reparação do mal no mundo, provocado pelo afastamento de Cristo, que sustenta o missionário nos trabalhos que superam as forças humanas”.

O Pontífice recordou “o número surpreendente e a importância das suas obras realizadas durante a sua vida na Itália, França, Espanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos, América Central, Argentina e Brasil”.

Além disso, identificou o seu trabalho missionário como um antecedente da Igreja em saída às periferias, tão presente no Pontificado atual: “O amor pelo Coração de Cristo, que se vê em um anseio evangelizador, brilha na atenção de Francisca Xavier Cabrini através do que atualmente consideramos a periferia da história”.

Como exemplo disso, indicou que “um ano depois do cruel linchamento dos italianos acusados ??de ter assassinado o chefe da polícia de Nova Orleans, em Louisiana, Madre Cabrini abriu uma casa no bairro italiano com má reputação”.

“A vitalidade humana e cristã dos migrantes se converte deste modo em um presente para a Igreja e para os povos que acolhem. As grandes migrações atuais necessitam de um acompanhamento repleto de amor e inteligência, como o que caracteriza o carisma cabriniano, em vista de um encontro de povos que enriqueça todos e produza união e diálogo e não separação e hostilidade”.

Ao seguir o exemplo de Santa Francisca Cabrini, não devemos esquecer que a sua missão “preserva uma sensibilidade missionária não local, mas universal, que é a vocação de todo cristão e de toda comunidade de discípulos de Jesus”.

O Papa Francisco concluiu sua carta convidando a ser conscientes, durante as celebrações do centenário, do trabalho da Madre Cabrini e de como se pode aplicar essa herança espiritual nos desafios que o mundo hoje apresenta.

Por ACI Digital

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