salvação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png salvação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 São José foi uma figura importante para a Salvação, assegura o Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sao-jose-foi-uma-figura-importante-para-a-salvacao-assegura-o-papa-francisco/ Mon, 18 Dec 2017 11:50:57 +0000 http://teste.toqueto.com/sao-jose-foi-uma-figura-importante-para-a-salvacao-assegura-o-papa-francisco.html Em sua homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta nesta segunda-feira, 18 de dezembro, o Papa Francisco se centrou na figura de São José e suas emoções durante a gravidez de Maria e nos dias prévios ao nascimento de Jesus.

O Santo Padre explicou a importância da figura de São José e da educação que ofereceu a Jesus durante sua infância, na história da Salvação.

“Jesus homem aprendeu a dizer ‘papai’ a Deus Pai, aprendeu do testemunho de José”, assinalou Francisco.

Quando Maria voltou da sua visita a sua prima Santa Isabel, José descobriu que estava grávida e começou acontecer uma luta na vida dele. “José lutava dentro; naquela luta, a voz de Deus: ‘Levante-te’, aquele ‘levante-te’, muitas vezes, no início de uma missão, na Bíblia: ‘Levanta-te!’, pegue Maria, leve para a sua casa. Assuma a situação: pegue pela mão e vai em frente”.

A reação de José foi exemplar: “José não foi ter com os amigos para se confortar, não foi ao psiquiatra para que interpretasse o sonho. Não: ele acreditou. Foi avante. Assumiu a situação. Mas o que José tinha que assumir? Qual era a situação? De duas coisas. Da paternidade e do mistério”.

José, indicou o Pontífice, “assumiu uma paternidade que não era sua: vinha do Pai. E levou avante a paternidade com aquilo que significa: não só apoiar Maria e a criança, mas também fazê-lo crescer, ensinar-lhe a profissão, acompanha-lo à maturidade de homem. ‘Assuma a paternidade que não é tua, é de Deus’. E isso sem dizer uma palavra. No Evangelho, não tem uma só palavra dita sobre José. O homem do silêncio, da obediência silenciosa”.

Nesse sentido, o silêncio de José também nos oferece um ensinamento importante. “José assume este mistério e ajuda: com o seu silêncio, com o seu trabalho até o momento que Deus o chama para si”.

“Deste homem que assumiu a paternidade e do mistério, se diz que [é] sombra do Pai: a sombra de Deus Pai. E se Jesus homem aprendeu a dizer ‘papai’, ‘pai’, ao seu Pai que conhecia como Deus, aprendeu isso da vida, do testemunho de José: o homem que custodia, o homem que faz crescer, o homem que leva avante toda paternidade e todo mistério, mas não pega nada para si”, concluiu o Papa.

Por ACI Digital

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Quanto mais escura a noite, mais próxima a aurora, afirma Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/quanto-mais-escura-a-noite-mais-proxima-a-aurora-afirma-papa/ Wed, 11 Oct 2017 11:47:18 +0000 http://teste.toqueto.com/quanto-mais-escura-a-noite-mais-proxima-a-aurora-afirma-papa.html O tema da Audiência geral desta quarta-feira, 11, foi a “espera vigilante”, um dos fios condutores do Novo Testamento, segundo o Papa Francisco.

O Pontífice destacou que cada manhã é uma página em branco, que deve ser sempre “escrita” com obras do bem, visando o encontro final com Jesus Misericordioso, certeza que gera confiança e impede que as pessoas amaldiçoem a vida. Para Francisco, “nenhuma noite é longa a ponto de fazer esquecer a alegria da aurora”.

Aos cerca de 20 mil peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Papa destacou que o Evangelho recomenda sermos “servos que nunca dormem, até que o seu patrão volte”. “Este mundo exige a nossa responsabilidade e nós a assumimos inteiramente, com amor. Jesus quer que a nossa existência seja laboriosa, que nunca baixemos a guarda, para colher com gratidão e estupor cada novo dia a nós doado por Deus” completou.

A salvação pela redenção de Jesus é uma das certezas relembradas por Francisco, que também manifestou a necessidade de esperarmos a plena manifestação de Deus. “Quando este dia chegar, nós cristãos queremos ser como aqueles servos que passaram a noite com as cinturas cingidas e as lâmpadas acesas: é necessário estar prontos para a salvação que chega, prontos para o encontro. O cristão não é feito para o tédio, mas para a paciência. Sabe que também na monotonia de certos dias sempre iguais, está escondido um mistério de graça” afirmou.

Sobre a perseverança da espera e do amor, o Papa afirmou que “nada acontece em vão, e nenhuma situação em que o cristão se encontra mergulhado é completamente resistente ao amor”.

Quanto maior a escuridão, mais próxima a aurora

Segundo o Santo Padre “quanto mais escura é a noite, mais próxima é a aurora”, e clamou pela necessidade de nos unirmos sempre a Deus filho. “e nos mantivermos unidos a Jesus, o frio dos momentos difíceis não nos paralisa; e mesmo se o mundo inteiro pregasse contra a esperança, se dissesse que o futuro trará somente nuvens escuras, o cristão sabe que neste mesmo futuro está a volta de Cristo” completou.

A vinda de Jesus e seu legado deixado a nós por meio da bíblia, é de acordo com Francisco os motivos de nossa confiança e esperança.“Jesus é como uma casa, e nós estamos dentro, e das janelas desta casa nós olhamos o mundo. Por isto, não nos fechemos em nós mesmos, não lamentemos com melancolia um passado que se presume dourado, mas olhemos sempre em frente, para um futuro que não é somente obras de nossas mãos, mas que antes de tudo é uma preocupação constante da providência de Deus. Tudo isto que é opaco, um dia se tornará luz”, suscitou.

Segundo o Santo Padre a vontade de Deus em relação a todos, é um projeto de salvação bem delineado, em que Ele deseja a salvação da humanidade e que ela chegue ao conhecimento da verdade. “Por este motivo, não nos abandonemos ao fluir dos eventos com pessimismo, como se a história fosse um trem do qual se perdeu o controle. A resignação não é uma virtude cristã. Como não é cristão erguer as costas ou baixar a cabeça diante de um destino que nos parece inelutável”, inspirando coragem.

Levar esperança ao mundo

Para Francisco, as pessoas que levam esperança ao mundo nunca são “remissivas”, assim como “não existe construtor de paz, que no final das contas, não tenha comprometido a sua paz pessoal, assumindo os problemas dos outros”.

Segundo Francisco a pessoa remissiva não é construtora de paz, mas sim preguiçosa, acomodada. “Já o cristão, é construtor de paz quando se arrisca, quando tem a coragem de se arriscar para levar o bem, o bem que Jesus nos deu, nos deu como um tesouro”, pontuou.

Ao final da catequese, o Pontífice convidou todos para repetirem a invocação que os primeiros discípulos, em aramaico, exprimiam – “Maranatha” – encontrada no último versículo da Bíblia: “Vem Senhor Jesus”. “No mundo não temos necessidade de outra coisa, senão de um carinho de Cristo”, concluiu o Santo Padre.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa: remorsos da consciência são sintomas de salvação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-remorsos-da-consciencia-sao-sintomas-de-salvacao/ Thu, 28 Sep 2017 12:39:17 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-remorsos-da-consciencia-sao-sintomas-de-salvacao.html O Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta, nesta quinta-feira (28/09), e em sua homilia exortou a não ter medo de dizer a verdade sobre a nossa vida, a tomar consciência de nossos pecados e confessá-los ao Senhor para que nos perdoe.

Citando o Evangelho do dia sobre o comportamento de Herodes em relação à pregação de Jesus, o Papa lembrou que alguns associavam Jesus a João Batista e a Elias, e outros o identificavam como um profeta. Herodes não sabia “o que pensar”, mas “sentia dentro” de si alguma coisa, que “não era uma curiosidade”, era “um remorso na alma, no coração”: procurava ver Jesus para tranquilizar-se. “Queria ver milagres realizados por Cristo, mas Jesus”, disse o Papa, “não fez um circo diante dele e foi entregue a Pilatos. E Jesus pagou com a morte.”

Herodes cobriu “um crime com outro, o remorso da consciência com outro crime, como quem mata por temor. O remorso da consciência não é uma simples recordação, mas uma chaga”, disse o Papa, que acrescentou:

“Uma chaga que quando na vida fizemos alguns males, dói. É uma chaga escondida, não se vê; nem eu a vejo, porque me acostumo a carregá-la e depois se anestesia. Está ali, alguns a tocam, mas a ferida está dentro. Quando esta chaga faz mal, sentimos remorso. Não somente estou consciente de ter feito o mal, mas o sinto: o sinto no coração, no corpo, na alma e na vida. Disto nasce a tentação de cobri-lo, para não mais senti-lo.”

“É uma graça sentir que a consciência nos acusa, nos diz alguma coisa”, frisou o Papa. Por outro lado, “nenhum de nós é santo” e todos somos inclinados a olhar para os pecados dos outros e não para os nossos próprios, se compadecendo, quem sabe, por quem, sofre na guerra ou por causa de “ditadores que matam as pessoas”:

“Nós devemos – permitam–me a palavra – “batizar” a chaga, isto é, dar-lhe um nome. Onde você tem a chaga?  ‘Padre como eu faço para tirá-la fora?’ – ‘Mas antes de tudo reze: Senhor, tenha piedade de mim que sou pecador’. O Senhor escuta a sua oração. Depois examine a sua vida. ‘Se eu não vejo como e onde está aquela dor, de onde vem, que é um sintoma, como posso fazer?’ – ‘Peça a alguém para ajudá-lo a tirar a chaga; que a chaga saia e depois dar-lhe um nome’. Eu tenho esse remorso de consciência porque eu fiz isso, concreto; concretude. E esta é a verdadeira humildade diante de Deus e Deus se comove diante da concretude”.

A concretude, explica o Pontífice, expressa pelas crianças na confissão. Uma concretude de dizer o que fez para que a verdade “venha para fora”. “Assim nos curamos”:

“Aprender a ciência, a sabedoria de acusar a si mesmo. Eu me acuso, sinto a dor da chaga, faço de tudo para saber de onde vem esse sintoma e depois eu me acuso. Não tenha medo dos remorsos da consciência: eles são um sintoma de salvação. Tenha medo de cobri-los, de maquiá-los, dissimulá-los, escondê-los … isto sim, mas ser claro. E assim o Senhor nos cura”.

A oração final é para que o Senhor nos dê a graça de “termos a coragem de nos acusarmos” para caminharmos no caminho do perdão.

Por Rádio Vaticano

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Francisco: Deus não exclui ninguém e quer que cada um chegue a sua plenitude https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-deus-nao-exclui-ninguem-e-quer-que-cada-um-chegue-a-sua-plenitude/ Mon, 25 Sep 2017 07:57:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48652 Durante a oração do Ângelus na manhã de ontem na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco recordou que a justiça de Deus não tem nada a ver com a justiça humana, e que no seu Reino “ele dará uma recompensa a todos”.

No comentário do Evangelho do dia anterior à oração do Ângelus, o Santo Padre comentou a parábola na qual Jesus conta como o dono de uma vinha contrata um grupo de trabalhadores e promete-lhes um denário diário. Mais tarde, ao encontrar ao meio-dia, outro grupo de trabalhadores também os contratou pelo mesmo salário, apesar de trabalhar a metade do tempo.

Deste modo, “Jesus comunica dois aspectos do Reino de Deus: o primeiro é que Deus quer chamar todos para que trabalhem em seu Reino. O segundo é que, no final, quer dar a todos a mesma recompensa, ou seja, a salvação, a vida eterna”.

“Naturalmente, os trabalhadores que foram contratados em primeiro lugar, reclamam porque achavam que iam cobrar o dobro do que aqueles que trabalhavam menos. O proprietário da vinha, pelo contrário, recorda-lhes que receberam o que haviam combinado; se logo depois ele quis ser generoso com os outros, os primeiros não devem ser invejosos”, explicou Francisco.

Ao contrário do que parece, esta parábola não se refere aos direitos dos trabalhadores, “esta ‘injustiça’ do dono da vinha serve para provocar em quem escuta a parábola uma mudança de nível, porque Jesus não quer falar do problema do trabalho e do salário justo, mas do Reino de Deus”.

A mensagem da parábola é a seguinte: “No Reino de Deus não há desempregados, todos são chamados a fazer a sua parte; e para todos, no final, haverá a recompensa que vem da justiça divina, não humana, para a nossa sorte, isto é a salvação que Jesus Cristo nos adquiriu com a sua morte e ressurreição. Uma salvação não é merecida, mas doada, gratuita, que Jesus nos dá”.

O Pontífice manifestou que “com esta parábola, Jesus quer abrir os nossos corações à lógica do amor do Pai, que é gratuito e generoso”.

“Trata-se de deixar-se maravilhar e fascinar pelos pensamentos e pelos caminhos de Deus, que como recorda o profeta Isaías, não são os nossos pensamentos e não são os nossos caminhos”. “Os pensamentos humanos são muitas vezes marcados por egoísmos e ambições pessoais, e os nossos estreitos e tortuosos caminhos não são comparáveis ??com os caminhos largos e retos do Senhor”.

O Senhor “usa misericórdia, perdoa amplamente, é cheio de generosidade e bondade que derrama sobre cada um de nós, abre a todos os territórios ilimitados de seu amor e de sua graça, que somente podem dar ao coração humano a plenitude da alegria”.

Desta forma, “Jesus quer que contemplemos o olhar daquele patrão: o olhar com o qual ele vê cada um dos trabalhadores que esperam trabalho, e os chama a ir à sua vinha”.

“É um olhar cheio de atenção, de benevolência; é um olhar que chama, que convida a se levantar, a caminhar, porque deseja a vida para cada um de nós, quer uma vida plena, comprometida, salvada do vazio e da inércia”.

“Deus não exclui ninguém”, disse o Papa Francisco, “e quer que cada um alcance sua plenitude”.

Por ACI Digital

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Dom Pizzaballa: salvação do cristianismo será o estar radicado em Cristo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-pizzaballa-salvacao-do-cristianismo-sera-o-estar-radicado-em-cristo/ Tue, 29 Aug 2017 10:22:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48179 “O Oriente Médio encontra-se totalmente fragmentado, as guerras dizimaram as populações, a presença cristã foi reduzida a números decimais. Na Síria, onde a guerra parece caminhar para o fim, o maior desafio é convencer as pessoas a voltar, a entrar novamente em suas casas. Mas as perspectivas são incertas, as vidas devem ser construídas, nada será como antes. Há iniciativas louváveis levadas adiante pelas Igrejas locais, pelos franciscanos, pelos jesuítas, pelos salesianos. Mas não basta. Muitos cristãos esperam emigrar definitivamente, como testemunham tantos jovens iraquianos deslocados com os quais tipo oportunidade de falar.”

Foi o que disse o administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, durante pronunciamento no Encontro de Rimini – centro-norte da Itália – concluído no último sábado (26/08).

Para o religioso franciscano “não basta reconstruir, é preciso dar uma orientação. Ligar nossa esperança e nosso futuro a soluções políticas ou sociais criará somente frustração”, acrescentou o administrador apostólico citando as palavras de um jovem palestino que havia encontrado.

Testemunhar o belo, o bom e o verdadeiro que existe no Evangelho e na Tradição

“Aquilo que salvará o cristianismo será o estar radicado em Cristo. Os cristãos são chamados a evangelizar e a testemunhar o belo, o bom e o verdadeiro que existe no Evangelho e na Tradição, sem lamentar-se por aquilo que foi perdido.”

Cristo é o que de melhor se pode encontrar

“É preciso ser capazes de um anúncio compreensível e atraente. Não se pode falar de valores cristãos sem dizer que Cristo é o que se pode encontrar de melhor”, explicou o arcebispo.

“Nada de muros que separam porque não há nada que não possa ser valorizado pela experiência do Evangelho”. Que é uma experiência “grande” porque “é desejo de esperança”. “Nossos pais com esse desejo construíram catedrais e fizeram tudo aquilo que vemos.”

Reconhecer a glória de Deus no cotidiano

Aquilo que fazemos deve ser caracterizado pelo estilo cristão com um anúncio e uma proposta que encontrará expressão na vida civil, social, política e econômica. É o modo cristão de dizer que Cristo se fez homem. Reconhecer a glória de Deus no cotidiano. O que conta é a transmissão do desejo de uma geração para a outra.

O homem dos nossos dias espera essa tal ‘boa nova’

Portanto, recordar “não por saudade, mas para despertar o desejo. É o modo com o qual nossos pais testemunharam que se pode viver com estímulo, com satisfação”. E precisa encontrar os modos para comunicar a beleza, “porque o homem contemporâneo, inconscientemente, está esperando essa tal ‘boa nova’, que o revela a si mesmo”, afirmou ainda o administrador do Patriarcado Latino de Jerusalém.

Por Rádio Vaticano

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A esperança cristã é esperança da salvação, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-esperanca-crista-e-esperanca-da-salvacao-diz-papa/ Wed, 01 Feb 2017 12:11:40 +0000 http://teste.toqueto.com/a-esperanca-crista-e-esperanca-da-salvacao-diz-papa.html A esperança cristã é a esperança da salvação. Este foi o tema da catequese do Papa Francisco na catequese desta quarta-feira, 1º, na Sala Paulo VI. O Santo Padre deu sequência à série sobre a esperança. Depois de tratar desta virtude no Antigo Testamento, nas próximas semanas a leitura será feita a partir do Novo Testamento, começando pela Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

Quando o Apóstolo a escreve, passaram-se pouco anos da Páscoa de Cristo. A dificuldade da comunidade não era reconhecer a ressurreição de Jesus, mas a ressurreição dos mortos: dúvida que acomete os fiéis ainda hoje toda vez que perdem uma pessoa querida.

“Realmente existe a vida depois da morte? Poderei rever e reabraçar as pessoas que amei? Pergunta que uma senhora me fez poucos dias atrás”, contou o Pontífice. Diante dos temores e da perplexidade dos tessalonicenses, São Paulo os convida a manter firme a esperança da salvação como um capacete sobre a cabeça.

“Eis a esperança cristã. Quando se fala de esperança, podemos ser levados a compreendê-la segundo a acepção comum do termo, em referência a algo belo que desejamos, que pode ou não se realizar. Quando se diz por exemplo: espero que amanhã o tempo seja bom. Mas a esperança cristã não é assim. A esperança cristã é a espera em algo que já aconteceu e que certamente acontecerá para cada um de nós”.

Portanto, explicou ainda o Papa, a ressurreição dos vivos e aquela dos mortos não é algo que poderá ou não acontecer, mas é uma realidade certa, enquanto radicada no evento da ressurreição de Cristo. Um velhinho, contou Francisco, dizia que não tinha medo da morte, mas tinha medo de vê-la chegar. “A porta está ali, é preciso caminhar até ela”.

“Esperar significa aprender a viver na espera e encontrar a vida. Quando uma mulher descobre que está grávida, todos os dias aprende a viver na espera de ver o olhar daquela criança que virá. Também nós devemos aprender essas esperas humanas e viver na espera de ver o Senhor, de encontrá-Lo. Isso não é fácil, mas se aprende: viver na espera.”

Isso, porém – prosseguiu Francisco – implica um coração humilde, pobre. Somente um pobre sabe esperar. Quem já é pleno de si e dos seus pertences, não sabe depositar a própria confiança em ninguém a não ser em si mesmo.

O Papa concluiu com uma expressão de São Paulo que o impressiona: “E assim, estaremos para sempre com o Senhor”. “Vocês acreditam nisso?”, brincou Francisco, convidando os fiéis a repetirem três vezes a frase de Paulo. “Assim – finalizou – com o Senhor nos encontraremos”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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