salvação eterna - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Thu, 06 Jul 2017 09:21:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png salvação eterna - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O tempo passa… E o que estamos fazendo com ele? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-tempo-passa-e-o-que-estamos-fazendo-com-ele/ Thu, 06 Jul 2017 09:21:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47260 Nada há mais precioso que o tempo; e nada há que seja menos estimado e mais desprezado pelos mundanos. É o que fazia São Bernardo chorar: “Nihil pretiosius tempore, sed nihil vilius aestimatur”. Depois ele acrescenta: “Transeunt dies salutis” – Passam os dias oportunos para aceitar a salvação eterna e ninguém reflete que os dias que passam lhe são descontados para nunca mais voltarem.

Vê o jogador que gasta dias e noites no jogo. Se lhe perguntares: “Que estás fazendo?”, responderá: “Estou passando o tempo”. Vê o ocioso que se entretém horas inteiras nas ruas, a ver quem passa, ou as desperdiça em conversas indecentes ou inúteis. Se lhe perguntares: “Que estás fazendo?”, responder-te-á igualmente: “Procuro passar o tempo”. Pobres cegos, que desperdiçam tantos dias que não voltam mais!

Desdenhado tempo! Tu serás o que os mundanos desejarão mais na hora da morte!

Desejarão mais um ano, mais um mês, mais um dia, mas não o terão, e ouvirão dizer: “Tempus non erit amplius” – “Não haverá mais tempo”. Quanto não daria então cada um para ter uma semana a mais, um dia a mais, a fim de melhor ajustar as contas da consciência? Ainda que fosse apenas para obter uma única hora, diz São Lourenço Justiniano, cada um daria todos os seus bens! Mas essa hora não lhe será dada.

Ó meu Deus, dou-Vos graças por me concederdes o tempo para chorar os meus pecados e compensar pelo meu amor as ofensas que Vos fiz. Que seria de minha alma se me viessem agora anunciar a chegada de minha morte?

Exorta-nos o sábio a que nos lembremos de Deus e entremos em Sua graça antes que se nos apague a luz: “Memento Creatoris tui antequam tenebrescat sol et lumen” (Ecles 12, 1-2). Que tristeza, para um viajante, ver que errou o caminho quando já caiu a noite e não mais há tempo de reparar o engano! Tal será, na morte, a mágoa de quem tiver vivido muitos anos no mundo sem os empregar no serviço de Deus.

A consciência recordará então àquele homem descuidado o tempo que teve e que empregou em prejuízo da sua alma: todos os convites, todas as graças que recebeu de Deus para se santificar e que não quis aproveitar. Depois verá que lhe faltam os meios de fazer qualquer bem. Exclamará gemendo: “Como fui insensato! Ó tempo perdido! Ó vida perdida! Ó anos perdidos, durante os quais podia santificar-me e não o fiz! Agora já não há tempo…”. De que servirão, porém, estas lamentações e suspiros quando a cena já está no fim, quando a lâmpada está próxima de apagar-se e quando o mundo está próximo do momento terrível de que depende a eternidade?

Apressai-Vos, ó meu Jesus, apressai-Vos a me perdoar!

Que hei de esperar? Esperarei porventura até chegar ao cárcere eterno, onde com os outros réprobos teria de lamentar eternamente, dizendo “Finita est aestas” – “Findou-se o estio” (Jr 8, 20)?  Passou o tempo e não nos salvamos!

Não, meu Senhor, não quero mais resistir a vosso amoroso convite. Quem sabe se a presente meditação não é o último aviso que me dirigis? Ó Soberano Bem, pesa-me ter-Vos ofendido e Vos consagro todo o tempo de vida que me resta. Não quero mais causar-Vos desgostos; quero Vos amar sempre. Prometo-Vos que, toda vez que disto me lembrar, farei um ato de amor a fim de remir o tempo perdido. Dai-me a santa perseverança!

† Doce Coração de Maria, sede a minha salvação!

Santo Afonso, em “Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano – Tomo II”

Por Aleteia Brasil

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Superar o medo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/superar-o-medo/ Mon, 26 Jun 2017 09:07:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46969 Muitas vezes temos que assumir falhas e enfrentar dificuldades em várias circunstâncias da vida e por vários motivos. Isso nos traz sensação de insegurança. Ficamos perplexos e até não sabemos o que fazer. Há quem fuja de tomar decisão, compromisso ou responder a convites ou mesmo responsabilizar-se por atitudes ou falhas, partindo para válvulas de escape. Surgem daí atitudes irresponsáveis, não se assumindo obrigações de ofício ou responsabilidades devidas, como o pagamento de dívidas e outras vicissitudes.

A precaução e a defesa pessoal são próprias de quem se coloca em proteção de sua pessoa. Mas, a defesa pessoal deve ser proporcional aos valores vivenciados da ética e da responsabilidade moral perante os fatos e até os delitos, mesmo não sendo dolosos. A melhor forma de defesa é a que promove a verdade e a honra pessoal, que não pode estar sediada na falsidade. Mesmo com o receio da punição, quem tem altivez moral supera o medo e mostra a grandeza de caráter, sabendo rever-se para melhorar a própria conduta, com a humildade de assumir o passado com vontade de acertar melhor o próprio comportamento. Então se  convive com mais dignidade em relação aos outros. Trabalhar para diminuir a pena em relação aos erros não significa falsear a verdade dos mesmos. Até a ação advocatícia não pode ser a de inocentar quem é delituoso e sim de  proteger seus direitos e diminuir sua  pena dentro da ética e da lei.

Quem não teme nem falseia a verdade supera o medo do castigo com a atitude e coerência de se apresentar como pessoa de bem e de convivência na honestidade. A falta de penalização promove a delituosidade de modo progressivo. A correção da pena é pedagógica e necessária, mesmo para pequenos delitos.

Apesar de o medo ser próprio de quem vive o fator emocional humano, a fé ajuda até o equilíbrio emocional diante de fatores de risco e insegurança. O profeta Jeremias lembra que os perseguidores enganosos não terão vez diante de Deus, que “salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus” (Jeremias20,13). Mesmo se o ser humano não tem misericórdia, Deus, no entanto, mostra porque veio, assumindo nossa natureza humana, justamente para nos dar vida nova. Mesmo nas maiores falhas Ele mostra a necessidade de mudança. Basta assumirmos nossos erros, querendo colocar todo o esforço para superá-los. Assim Ele está disposto a nos perdoar. A parábola do filho pródigo é de grande ensinamento sobre isso.

O maior medo que devemos ter é o de quem  possa nos roubar o que nos leva ao objetivo maior da vida, que é a da salvação eterna. Mas a vida presente é muito importante para isso. Se quisermos misericórdia, temos também de ser misericordiosos e lutarmos para superar todo mecanismo de morte e agressão à vida. Quando damos de nós pela promoção da vida na convivência humana e com a natureza, superamos qualquer medo, pois ninguém vai nos roubar ou impedir a vida de doação, que é base para a consecução da vida eterna prometida por Aquele que ressuscitou dentro os mortos!

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)

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Santo Inácio de Loyola: os 3 tipos de humildade https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/santo-inacio-de-loyola-os-3-tipos-de-humildade/ Fri, 07 Apr 2017 10:27:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45360 O primeiro tipo de humildade é necessário à salvação eterna.

E consiste em me rebaixar e me humilhar tanto quanto me for possível, para obedecer em tudo à Lei de Deus, Nosso Senhor, de tal modo que, mesmo que me tornassem senhor de todas as coisas criadas neste mundo ou mesmo que estivesse em risco a minha própria vida temporal, nunca pensaria em transgredir um mandamento, fosse ele divino ou humano.

O segundo tipo de humildade é uma humildade mais perfeita que a primeira.

E consiste nisto: encontro-me num ponto em que não desejo nem sou propenso a possuir a riqueza mais do que a pobreza, a querer a honra mais do que a desonra, a desejar uma vida longa mais do que uma vida curta, quando as alternativas não afetam o serviço de Deus, Nosso Senhor, nem a salvação da minha alma.

O terceiro tipo de humildade é a humildade mais perfeita:

É quando, incluindo a primeira e a segunda, sendo iguais o louvor e a glória da Sua divina majestade, para imitar a Cristo, Nosso Senhor, e me assemelhar a Ele mais eficazmente, desejo e escolho a pobreza com Cristo pobre em vez da riqueza, o opróbrio com Cristo coberto de opróbrios em lugar de honrarias; e desejo mais ser tido por insensato e louco por Cristo, que, antes de todos, foi tido como tal, do que “sábio e prudente” neste mundo (Mt 11, 25).

Por Aleteia Brasil

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