Sacerdotes - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Sacerdotes - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Comissão Regional de Presbíteros planeja atividades e avalia ações dos últimos quatro anos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/comissao-regional-de-presbiteros-planeja-atividades-e-avalia-acoes-dos-ultimos-quatro-anos/ Thu, 28 Nov 2019 00:20:38 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57271 No dia 26 de novembro, a Comissão Regional de Presbíteros (CRP) realizou sua última reunião do ano de 2019. Em pauta, uma avaliação das atividades realizadas nos últimos quatro anos de gestão (2015-2019) e planejamento de atividades para 2020 e para o quadriênio que já iniciou (2019-2023).

Padre André Luís do Vale, eleito novo coordenador no 38º Encontro Regional de Presbíteros, que aconteceu nos dias 26 a 29 de agosto, em Rubiataba (GO) disse que a reunião teve a presença da coordenação do último quadriênio e da nova. “Fizemos uma reunião de transição e de planejamento das atividades para o ano que vem, pensamos em iniciativas e planejamento de um projeto com objetivos gerais e específicos para a CRP nos próximos quatro anos”, disse. A reunião contou com a participação da coordenação ampliada, bem como com todos os coordenadores da Pastoral Presbiteral das dioceses do regional Centro-Oeste da CNBB.

 

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Nova Comissão da Pastoral Presbiteral Diocesana é apresentada https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/nova-comissao-da-pastoral-presbiteral-diocesana-e-apresentada/ Mon, 11 Nov 2019 01:51:13 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57097 Padre José Adeenes Ribeiro é o novo coordenador da Pastoral Presbiteral na Diocese de Uruaçu. Junto com ele, formam a nova comissão, os padres Cornélio, Carlos Magno, Gilson Santana, Valdevi e Dioclésio. O Administrador Diocesano, padre Francisco Agamenilton escolheu mais três padres para compor a comissão: Cleber, Inocêncio e Rener. A reunião de apresentação da nova comissão aconteceu no dia 6 de novembro. Foi coordenador da Pastoral Presbiteral nos últimos quatro anos, o padre André Luís do Vale, que foi eleito coordenador da Comissão Regional de Presbíteros do Regional Centro-Oeste da CNBB (estado de Goiás e Distrito Federal) durante o 38º Encontro Regional de Presbíteros, que aconteceu de 26 a 29 de agosto, em Rubiataba (GO).

De acordo com o novo coordenador, padre José Adeenes, a Pastoral Presbiteral é uma ação conjunta de toda a Igreja a partir do bispo diocesano em favor dos presbíteros. “Considerando o presbítero como principal animador da comunidade, ele precisa também de cuidados, ele é merecedor desse olhar especial por parte da Igreja de forma que ele tenha a possibilidade de receber o amparo para viver bem sua vocação e missão, e assim trabalhar em prol da comunidade”, explicou.

Padre Adeenes também enfatizou que a Pastoral Presbiteral procura agir sempre voltada para o bem dos presbíteros em comunhão com o bispo diocesano e com todo o presbitério. Na Diocese de Uruaçu, de modo particular, ele salientou que a pastoral já se estabeleceu há alguns anos e vem produzindo bons frutos. “Nesta nova coordenação juntamente com toda a comissão, temos a intensão de fortalecer nossos vínculos, incentivar para que todo presbítero tenha a vida pautada na espiritualidade de comunhão, partilha, de presença amiga, fraterna, solidária, cuidando de todos, desde os presbíteros mais novos que chegam ao presbitério após o tempo de formação no seminário e estão inseridos nessa comunidade presbiteral até nossos presbíteros idosos, em idade avançada e enfermos”.

Iniciativas
Por fim, o novo coordenador disse que as ações em prol dos sacerdotes continuarão a ser promovidas. “Nós continuaremos promovendo como sempre fazemos na diocese, as reuniões mensais, dias de oração, retiros, atualização do clero, passeios, momentos de convivência e fraternidade que nos dão a oportunidade de viver o máximo da nossa identidade presbiteral”.

A comunidade que tem o presbítero que luta pela santidade também se santifica

Rezemos pelos nossos padres
À Igreja Diocesana de Uruaçu, padre Adeenes pede orações por todos os padres. “Quero aproveitar a oportunidade e retomar a consagração ao Imaculado Coração de Maria para que interceda pelos presbíteros dessa diocese e pelo bispo que for enviado. É necessário também a comunhão com toda a Igreja e quero pedir a vocês da nossa diocese e onde chegar essa nossa fala, reze pelos presbíteros, pelos nossos padres, pela perseverança, pela fidelidade, pela saúde, pela santificação do presbitério certos de que a comunidade que tem o presbítero que luta pela santidade também se santifica. Que nós possamos todos unidos como Igreja, povo de Deus, dar o contributo na medida certa para que tenhamos a oportunidade de encontrar o Cristo que nos é oferecido por meio do ministério sacerdotal. Sabemos ainda pautados na palavra de Deus que cada presbítero carrega um tesouro em vaso de argila. Somos frágeis e na nossa fragilidade queremos contribuir para que Jesus seja cada vez mais conhecido, amado e glorificado. Amém”.

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Comunidades presbiterais https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/comunidades-presbiterais/ Tue, 06 Aug 2019 16:14:05 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56412 Estamos no mês vocacional. Lembrando de nossos padres, continuamos a refletir sobre as Comunidades Presbiterais, que sempre mais serão constituídas, seja por ideal ou mesmo por necessidade em nossas dioceses. O Cardeal Dom Aloísio Lorscheider, em seu livro sobre a Identidade e Espiritualidade do Padre Diocesano, afirma que o presbitério (união de todos os padres) é um dos elementos fundamentais de seu ministério. Da correta compreensão de presbitério depende muito a vida do padre diocesano.

Já nos primórdios da história da Igreja, Santo Inácio de Antioquia acentua que o presbítero está ligado, unido aos outros presbíteros. No presbitério, os padres estão unidos entre si por particulares vínculos de caridade apostólica, de ministério e de fraternidade. O princípio desta unidade é a ordenação sacerdotal e a consequente ligação comum com o bispo. O presbítero, através de seu bispo, entra na sucessão apostólica (Pastores Dabo Vobis 17). “A mesma sagrada ordenação e a mesma missão criam, entre os presbíteros, laços de íntima fraternidade, que deve traduzir-se espontânea e alegremente na ajuda mútua, espiritual e material, pastoral e pessoal, nas reuniões, na comunhão de vida, de trabalho e de caridade (LG 28)”. A fisionomia do presbitério é a de uma verdadeira família, de uma fraternidade, criada a partir da graça sacramental da ordenação (PDV 74).

Faz igualmente parte da vida dos presbíteros a missão apostólica para o serviço, numa Igreja particular, junto ao Povo de Deus que lhes é confiado. Bispo e presbitério formam um todo na propagação da fé, na celebração dos sacramentos e no pastoreio do povo. Sob a ação do Espírito Santo, estão intimamente ligados pelo caráter sacramental e pelo serviço à comunidade eclesial (missão). Seu ministério é um serviço como fraternidade presbiteral ou como comunidade presbiteral. Dessa relação de amor e fraternidade todos buscarão forças para sua vida espiritual e dela brotará a necessária eficácia pastoral. A fecundidade de nossa ação evangelizadora dependerá da qualidade de nossa vida fraterna.

Bispo e presbitério formam um todo na propagação da fé, na celebração dos sacramentos e no pastoreio do povo.

A partir desta reflexão e da necessidade que sempre mais vai se criando em nossas dioceses, mesmo talvez não tendo sido formados com este espírito, chegamos a formar mais Comunidades Presbiterais, ou seja, comunidades de padres, residindo juntos e atendendo várias Paróquias e municípios, de forma mais colegial, possivelmente a partir do mesmo lugar. Os membros da comunidade presbiteral vivem juntos, rezam juntos, planejam juntos, atendem conjuntamente.

Um dos aspectos positivos neste encaminhamento das comunidades presbiterais é a disposição dos padres e adesão dos fiéis das Paróquias a esta forma de vida comunitária, considerando-a ideal para os presbíteros e para um atendimento qualificado às comunidades. O Espírito Santo nos acompanhe em nossa caminhada diocesana; é preciso ouvir sua voz.

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Santa Cruz do Sul

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Papa aos sacerdotes: não tenham medo de gastar a vida por amor https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/papa-aos-sacerdotes-nao-tenham-medo-de-gastar-a-vida-por-amor/ Tue, 07 May 2019 19:57:12 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55053 A Catedral do Sagrado Coração de Jesus em Skopje foi o local de encontro de Francisco com os sacerdotes de rito latino e bizantino e com religiosos. Em discurso, o Papa falou dos desafios de se “fazer as contas” com a vida e através da solidariedade, mesmo em meio à precariedade humana e de recursos, seguindo o exemplo de Madre Teresa de Calcutá: “a história é escrita por essas pessoas que não têm medo de gastar a sua vida por amor”.
Andressa Collet – Cidade do Vaticano

“ Vivo com uma gratidão especial este momento em que posso ver a Igreja respirar plenamente com os seus dois pulmões – rito latino e rito bizantino – para se encher do ar sempre novo e renovador do Espírito Santo. Dois pulmões necessários, complementares, que nos ajudam a saborear melhor a beleza do Senhor (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 116). ”

Foi dessa forma que o Papa Francisco começou se dirigindo os sacerdotes de rito latino e bizantino e religiosos de Skopje, na Catedral do Sagrado Coração de Jesus. No discurso, o último da viagem apostólica de três dias que o levou à Bulgária e terminou nesta terça-feira (7) na Macedônia do Norte, o agradecimento do Pontífice a Deus “pela possibilidade de respirar juntos, a plenos pulmões”. O Papa também fez questão de abordar os testemunhos que ouviu no início do encontro para que não corram o risco de, por serem poucos, “cederem a algum complexo de inferioridade”.

Francisco, então, aprofundou a necessidade de se “fazer as contas na vida”, principalmente quando as mãos e os meios são poucos para tantas obras a sustentar. “Quando isso acontece, parece que o saldo do balanço fica ‘no vermelho’”, descreveu o Papa, “mas, o ‘fazer as contas’ pode nos levar à tentação de olhar muito para nós próprios e, curvados sobre as nossas realidades e misérias”, impedir “de escutar Aquele que caminha ao nosso lado e é fonte de júbilo e alegria”, como, por exemplo:

“[…] famílias que não conseguem continuar, pessoas idosas e sozinhas, doentes forçados a estar na cama, jovens tristes e sem futuro, pobres que nos lembram o que somos, isto é, uma Igreja de mendigos necessitados da Misericórdia do Senhor. Só é lícito ‘fazer as contas’, se isso nos leva a nos tornarmos solidários, atentos, compreensivos e solícitos em nos aproximarmos das fadigas e precariedade em que vivem submersos muitos dos nossos irmãos necessitados de uma Unção que os levante e cure na sua esperança.”

A história se escreve com exemplos de amor

Normalmente, disse o Pontífice, “cultivamos fantasia sem limites pensando que as coisas seriam diferentes se fôssemos fortes, poderosos e influentes”. Mas o segredo pode estar em outro lugar, como apresentado por um dos testemunhos que se “abaixou até à vida diária dos irmãos para compartilhar e ungir com o perfume do Espírito”.

O Papa então buscou novamente a figura e o exemplo de Madre Teresa, filha da Macedônia do Norte, para motivar a “fazer as contas” em nome da solidariedade:

“Quantos foram tranquilizados pela ternura do seu olhar, confortados pelas suas carícias, levantados pela sua esperança e alimentados pela coragem da sua fé, capaz de fazer sentir aos mais abandonados que não estavam abandonados por Deus! A história é escrita por essas pessoas que não têm medo de gastar a sua vida por amor.”

Muitas vezes gastamos as nossas energias e recursos, reuniões e programações “que não só não entusiasmam ninguém, mas não conseguem sequer levar um pouco daquela fragrância evangélica capaz de confortar e abrir caminhos de esperança”, acrescentou o Papa ao reforçar as palavras de Madre Teresa que disse: “aquilo de que não preciso, me pesa”. Então, “deixemos de lado todos os pesos que nos separam da missão e impedem que o perfume da misericórdia alcance o rosto dos nossos irmãos”.

As casas com ícones da família de Nazaré

A partir de outro testemunho, “de alegrias e preocupações do ministério e da vida familiar”, o Papa descreveu como é “uma casa que abriga no seu interior a presença de Deus, a oração comum e, por conseguinte, a bênção do Senhor”. Não a partir de uma família ‘perfeita’ ou imaculada, mas como o “ícone da família de Nazaré, com o seu dia-a-dia feito de fadigas e até de pesadelos”, capaz de desenvolver “dimensões importantes, mas tão esquecidas na sociedade desgastada por relações frenéticas e superficiais: as dimensões da ternura, da paciência e da compaixão para com os outros”.

“ Queridos irmãos, obrigado mais uma vez por esta oportunidade eclesial de respirar a plenos pulmões. ”

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Papa Francisco: ser sacerdotes pais e não funcionários do sagrado https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-ser-sacerdotes-pais-e-nao-funcionarios-do-sagrado/ Fri, 16 Mar 2018 15:31:45 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-ser-sacerdotes-pais-e-nao-funcionarios-do-sagrado.html O Papa Francisco encontrou-se, na manhã desta sexta-feira (16/03), na Sala Paulo VI, no Vaticano, com os seminaristas e sacerdotes que estudam nos Pontifícios Colégios Eclesiásticos em Roma.

Um encontro inesquecível ao qual eles se prepararam por muito tempo com cantos, orações e leituras. Após o acolhimento festivo do Papa Francisco, o prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Beniamino Stella, iniciou o diálogo com o Pontífice que respondeu cinco perguntas centradas na formação e na espiritualidade sacerdotal. Muitas indicações propostas pelo Papa, mas também brincadeiras e risadas.

Sacerdotes em caminho e que saibam ouvir

A primeira pergunta foi lida por um seminarista francês, representante dos europeus. Ele perguntou ao Papa como manter unido o ministério de presbítero com a humildade de sentir-se discípulos e missionários. Francisco respondeu que “o sacerdote deve ser sempre um homem em caminho, um homem que escuta e nunca está sozinho: deve ter a humildade de ser acompanhado”.

Discernimento é fundamental

É muito importante ter discernimento para entender como seguir adiante, discernir entre que é bom e o que não é. E isto Francisco explicou respondendo à segunda pergunta lida por um seminarista africano proveniente do Sudão. São duas as condições para um discernimento verdadeiro: que seja feito na oração, diante de Deus, e que seja feito confrontando-se com o outro, um guia capaz de ouvir e dar orientações. “Quando não há discernimento na vida sacerdotal, há rigidez e casuística. Existe a incapacidade de ir adiante. Tudo se torna fechado e o Espírito Santo não trabalha.”

O Papa disse aos sacerdotes para terem o Espírito Santo como companheiro de caminhada. Disse que muitas vezes temos medo do Espírito Santo e queremos engaiolá-lo. Não basta ser bons e viver como se o Espírito Santo não existisse.

Formação humana do presbítero

Um sacerdote mexicano, em nome de todos os demais da América Latina, perguntou ao Papa como é possível manter o equilíbrio integral do sacerdote ao longo de seu percurso de vida. O Papa respondeu sublinhando a importância da formação humana do presbítero. “É preciso ser pessoas normais, humanas, capazes de se alegrar com os outros, de sorrir, ouvir em silêncio um enfermo e consolar fazendo um carinho. É preciso ser pais, ser fecundos e dar vida aos outros. Sacerdotes pais e não funcionários do sagrado ou empregados de Deus.”

A espiritualidade do sacerdote diocesano

Dos Estados Unidos, um diácono pergunta-lhe quais são os traços da espiritualidade do sacerdote diocesano, que, portanto, não se refere aos ensinamentos de um fundador ou de um outro. O Papa responde com uma palavra: “diocesanidade”. E isso significa que o sacerdote deve cuidar do relacionamento com seu bispo, mesmo que seja um tipo difícil, com os seus irmãos sacerdotes e com as pessoas da sua paróquia que são seus filhos. Se vocês trabalharem nestas três frentes – disse Francisco – vocês se tornarão santos.

Cuidar da formação humana

A última pergunta feita ao Papa, foi de um sacerdote das Filipinas, sobre a formação permanente. O Papa recomenda cuidar da própria formação: humana, pastoral, espiritual, comunitária. E diz que a formação permanente nasce da consciência da própria fraqueza. É importante conhecer os próprios limites. Então, imersos na cultura contemporânea, perguntar-se sobre como se vive a comunicação virtual, como se usa o próprio celular, preparara-se para enfrentar as tentações sobre a castidade – que virão, disse o Papa – e depois cuidar-se do orgulho, da atração pelo dinheiro, pelo poder e pelo conforto.

Por Vatican News

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Aumentou o número de católicos no mundo? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/aumentou-o-numero-de-catolicos-no-mundo/ Thu, 26 Oct 2017 10:32:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49235 O número de católicos no mundo aumentou em 12,529 milhões pessoas, alcançando a cifra de 1.284.810.000 católicos em 31 de dezembro de 2015. Apesar do aumento, a porcentagem de católicos no mundo diminuiu 0,05%, situando-se agora em 17,72%, da população mundial que também aumentou.

Segundo os dados do Anuário Estatístico da Igreja atualizados nessa data, recolhidos pela agência vaticana Fides por ocasião do Dia Mundial das Missões, o crescimento do número de católicos ocorreu em todos os continentes, exceto na Europa, onde foi registrado 1,334 milhão católicos a menos.

De todos os continentes, onde o número de católicos mais aumentou foi na África, com 7.411.000, seguida pela América com 4.756.000 novos católicos; e Oceania com 123 mil.

De acordo com o Anuário Estatístico, a população mundial também registrou um crescimento importante, chegando a 7.248.941.000 pessoas, o que mostra um aumento da população mundial de 88,202 milhões em relação ao ano anterior. Este aumento ocorreu em todos os continentes, inclusive na Europa depois de vários anos de diminuição demográfica.

As estatísticas indicam que, o número de bispos no mundo aumentou em 67, chegando a ser 5.302. Também cresceu o número de sacerdotes, 136 foram ordenados, chegando ao total de 416.656, dos quais 281.514 são diocesanos e 134.142 sacerdotes religiosos.

Entretanto, o número de religiosos (que não são sacerdotes) diminuiu pelo terceiro ano consecutivo. Conforme o Anuário, em dezembro de 2015 havia 54.229 religiosos, 330 menos do que o registro anterior. O número de mulheres religiosas também diminuiu, 12.399 a menos, sendo agora 670.330.

A mesma tendência foi registrada no número de missionários leigos, diminuiu em 16.723 pessoas, chegando a 351.797.

Por outro lado, o número de catequistas no mundo diminuiu em um total de 142.115 pessoas, de modo que, em dezembro de 2015, havia 3.112.653 catequistas no mundo.

Embora o número de seminaristas maiores tivesse diminuído novamente no mundo todo, assim como nos anos anteriores, a diminuição foi contida. A diminuição em relação ao ano anterior é de 96, deste modo, o número de seminaristas no mundo até a data do estudo foi de 116.843.

Por ACI Digital

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Francisco a jovens presbíteros: “Ser sacerdote é arriscar a vida pelo Senhor” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-a-jovens-presbiteros-ser-sacerdote-e-arriscar-a-vida-pelo-senhor/ Thu, 01 Jun 2017 12:41:10 +0000 http://teste.toqueto.com/francisco-a-jovens-presbiteros-ser-sacerdote-e-arriscar-a-vida-pelo-senhor.html O Papa Francisco encorajou os jovens sacerdotes a “permanecer abertos às surpresas de Deus”, a usar a sua criatividade para a evangelização e recordou-lhes que o seu trabalho não é burocrático, mas que “ser sacerdote é arriscar a vida pelo Senhor”.

O Santo Padre fez este ensinamento na audiência concedida no Palácio Apostólico Vaticano aos participantes da Plenária da Congregação para o Clero.

Em seu discurso, o Papa refletiu sobre a nova Ratio Fundamentalis, documento aprovado pela Congregação para o Clero em dezembro de 2016, no qual determinam uma série de normas sobre a formação dos sacerdotes católicos.

Francisco recordou que “este documento fala sobre a formação integral, capaz de incluir todos os aspectos da vida; e que indica o caminho para formar o discípulo missionário”.

Neste sentido, destacou dois aspectos: “o fascínio do chamado e o compromisso que ele exige”. Em concreto, dirigiu seus pensamentos aos sacerdotes jovens, que vivem “entre o entusiasmo dos primeiros projetos e a ânsia das fatigas apostólicas, nas quais se imerge com certo temor, sinal de sabedoria”.

Os jovens sacerdotes, disse, “sentem profundamente a alegria e a força da unção recebida, mas sentem também gradualmente o peso da responsabilidade, dos vários compromissos pastorais e das expectativas do Povo de Deus”.

“Como um sacerdote jovem vive tudo?”, perguntou o Santo Padre. “O que carrega em seu coração? O que precisa para que os seus pés, que saem a proclamar o feliz anúncio do Evangelho, não se paralisem diante do medo ou das primeiras dificuldades?”.

O Bispo de Roma respondeu a estas perguntas com uma frase: “Vocês foram escolhidos, são amados pelo Senhor”. “Deus olha para eles com a ternura de Pai e não deixa os seus passos vacilar. Aos seus olhos vocês são importantes e Ele sabe que estariam à altura da missão à qual os chamou”.

“Alegro-me sempre quando encontro sacerdotes jovens, porque neles vejo a juventude da Igreja”, insistiu.

“Pensando na nova Ratio, que fala sobre o sacerdote como um jovem discípulo missionário, quero sublinhar, especialmente para os sacerdotes jovens, alguns comportamentos importantes como: rezar sem cessar, caminhar sempre e partilhar com o coração”.

1. Rezar sem cessar

“Porque podemos ser ‘pescadores de homens’ somente se nós por primeiros reconhecemos ter sido pescadores da ternura do Senhor”, explicou. “A nossa vocação começou quando, abandonada a terra do nosso individualismo e de nossos projetos pessoais, nos encaminhamos para a santa viagem, entregando-nos ao Amor que nos procurou e à Voz que fez vibrar o nosso coração”.

“Se não permanecemos intimamente ligados a Ele, não teremos uma boa pesca. Rezem sempre, eu recomendo!”.

Neste sentido, explicou a importância da oração para cada sacerdote: “A oração, a relação com Deus, o cuidado da vida espiritual dão alma ao ministério, e o ministério dá corpo à vida espiritual: o sacerdote se santifica e santifica os outros no exercício concreto do ministério, especialmente rezando e celebrando os Sacramentos”.

2. Caminhar sempre

O sacerdote sempre está em caminho, sublinhou o Papa. “Nunca poderá se sentir satisfeito nem poderá apagar a inquietação saudável que o leva a estender as mãos ao Senhor para se deixar formar e encher”.

Portanto, o sacerdote deve “se atualizar sempre e permanecer aberto às surpresas de Deus”. Nessa abertura ao novo, “os sacerdotes jovens poder ser criativos na evangelização, frequentando com discernimento os novos lugares da comunicação”.

3. Partilhar com o coração.

“A vida sacerdotal não é um escritório burocrático ou um conjunto de práticas religiosas ou litúrgicas para atender. Ser sacerdote significa arriscar a vida pelo Senhor e pelos irmãos, carregando na própria carne as alegrias e angústias do povo, dedicando tempo e escuta para curar as feridas dos outros, oferecendo a todos a ternura do Pai”, concluiu o Papa.

Por ACI Digital

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Brasil é o país com maior número de católicos, revelam estatísticas da Igreja https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/brasil-e-o-pais-com-maior-numero-de-catolicos-revelam-estatisticas-da-igreja/ Fri, 07 Apr 2017 07:51:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45352 O Brasil é o país com maior número de católicos no mundo, segundo dados do Anuário Pontifício 2017 e Anuário Estatístico Eclesial 2015. A sala de imprensa da Santa Sé comunicou nesta quinta-feira, 6, que ambas as publicações, redigidas pelo Escritório Central de Estatística da Igreja, já estão sendo distribuídas.

Ambos os relatórios trazem informações sobre a Igreja católica no mundo. Dados relativos a 2015 mostram que, no grupo dos dez países do mundo com maior consistência de católicos batizados, o Brasil está em primeiro lugar, com 172, 2 milhões, o que representa 26,4% do total de católicos de todo o continente americano. Atrás do Brasil, estão México (110, 9 milhões), Filipinas (83, 6 milhões), Estados Unidos (72, 3), Itália (58), França (48, 3), Colômbia (45,3), Espanha (43,3), República Democrática do Congo (43, 2) e Argentina (40,8).

Em todo o mundo, são 1 bilhão e 285 milhões católicos batizados, o que corresponde a 17,7% da população total e um crescimento relativo de 1%. A dinâmica desse crescimento é diferente de um continente a outro: enquanto na África se registra um aumento de 19,4%, na Europa registra-se estabilidade, tendo em vista a situação demográfica local: população com ligeiro crescimento e previsão de declínio para os próximos anos.

Em situação intermediária estão América e Ásia, onde esse crescimento foi de, respectivamente, 6,7% e 9,1%, em harmonia com o desenvolvimento demográfico desses dois continentes.

Queda no número de sacerdotes

As estatísticas relativas a 2015 indicam também que o número de clérigos no mundo é de 466.215, com 5.304 bispos, 415.656 sacerdotes e 45.255 diáconos permanentes. Em 2015, registra-se uma queda no número de sacerdotes em relação ao ano anterior, invertendo a crescente que caracterizou os anos de 2000 a 2014.

A diminuição entre 2014 e 2015 foi de 136 e diz respeito em particular ao continente europeu (-2502), dado que para os outros continentes se registram, de um ano para o outro, variações positivas: 1.133 para a África, 47 para a América, 1.104 para a Ásia e 82 para a Oceania.

Contração de religiosos não padres

Os religiosos professos não sacerdotes constituem um grupo em nível planetário em contração: se em 2010 havia 54.665, em 2015 esse número passou para 54.229. O declínio pode ser atribuído, em ordem de importância, ao grupo europeu, ao americano e ao da Oceania. Na África, esse número aumentou assim como na Ásia, em menor grau.

Diminuição também no número de religiosas

As religiosas professas constituem uma população de certa consistência: em 2015, superaram em 61% o número de sacerdotes de todo o planeta e atualmente estão em declínio. Em nível global, passaram de 721.935, em 2010, para 670.320 em 2015, com uma flexão relativa de 7,1%.

A África é o continente com maior incremento de religiosas, que passaram de 66.375 em 2010 para 71.567 em 2015. Na sequência, está o sudeste asiático, onde as religiosas professas passaram de 160.564 em 2010 para 166.786 em 2015. O sul e a área central da América, entre o início do período e o seu término, mostram um declínio: passa-se de 122.213 religiosas em 2010 para 112.051 em 2015.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano em italiano

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Papa ao Die Zeit: sou um pecador, limitado, um homem comum https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-ao-die-zeit-sou-um-pecador-limitado-um-homem-comum/ Thu, 09 Mar 2017 12:26:21 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-ao-die-zeit-sou-um-pecador-limitado-um-homem-comum.html O Papa Francisco concedeu uma entrevista ao jornal Die Zeit de Hamburgo, na Alemanha.

A entrevista foi realizada em italiano pelo editor-chefe do jornal, Giovanni di Lorenzo.

O jornalista iniciou a conversa com o Pontífice ressaltando que se diz que o Papa tenha ficado fascinado, em Augsburgo, por um quadro de Nossa Senhora Desatadora dos Nós pintado por um artista barroco no século XVIII. Francisco respondeu que não é verdade, pois nunca foi a Augsburgo.

O repórter insistiu, afirmando que a fonte é crível. O Papa respondeu: “Os jornalistas são assim”, e sorriu. “A história é que uma religiosa que eu conhecia, me enviou um cartão de Natal com a imagem de Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Eu vi e me interessei. O quadro retoma uma frase de Irineu de Lyon. O doador da obra enfrentava dificuldades com a esposa. Eles se queriam bem, mas alguma coisa não funcionava. Ele procurava o conselho de um sacerdote jesuíta. Esse padre pegou uma fita longa e branca que foi usada para a cerimônia do matrimônio e pediu a Nossa Senhora, porque tinha lido a frase de Irineu, que o nó de Eva foi desatado pela obediência de Maria. Então, pediu a Nossa Senhora para desatar esses nós”.

O jornalista então, prossegue: Os nós representam os problemas não resolvidos? “Sim”, responde o Papa. “O quadro foi pintado como ação de graças, porque no final, Nossa Senhora concedeu a graça ao casal”.

Die Zeit: O número de sacerdotes diminuiu. Cada vez menos fiéis, e cada vez menos padres e muita coisa para fazer.

Papa Francisco: “É um grande problema. Na Suíça é pior, não? Muitas paróquias estão nas mãos de mulheres dedicadas que nos domingos conduzem as orações. É um problema a falta de vocações. É um problema que a Igreja deve resolver, procurar como resolver isso”.

Die Zeit: Como?

Papa Francisco: “Acredito que em primeiro lugar esteja o pedido que Senhor nos faz para rezar. A oração. Depois, o trabalho com os jovens que são os grandes descartados na sociedade moderna, pois  não têm trabalho em vários países. Para as vocações também tem um problema.”

Die Zeit: Qual?

Papa Francisco: “O problema da natalidade”.

Die Zeit: Na Alemanha é baixa, mas não mais do que, por exemplo, na Itália.

Papa Francisco: “Se não há crianças, não haverá sacerdotes. Acredito que este é um problema grave que devemos enfrentar no próximo Sínodo sobre os jovens, mas não é um problema de proselitismo, não. Não se obtém vocações com o proselitismo”.

O Papa destacou que em relação à vocação, é importante fazer uma seleção. “Hoje, temos muitos jovens que depois arruínam a Igreja, porque não são sacerdotes por vocação. O problema das vocações é um problema grave”, destacou.

Sobre a crise de fé, o Papa respondeu que não é possível crescer sem crises. “Na vida humana acontece o mesmo. O crescimento biológico sempre é uma crise, não? A crise de uma criança que se torna adulta. Com a fé é o mesmo. Quando Jesus sente aquela segurança de Pedro que me faz pensar a muitos fundamentalistas católicos, quando Jesus sente isso, o que lhe diz? Você irá me renegar três vezes! E Pedro renegou Jesus. A crise faz parte da vida de fé. Uma fé que não entra em crise para crescer, permanece  infantil.”

Die Zeit: Como se volta à fé?

Papa Francisco: “A fé é um dom. É doada”.

Die Zeit: Volta sozinha?

Papa Francisco: “Eu peço e Ele responde. Às vezes temos de esperar numa crise. A fé não se compra”.

Die Zeit: O senhor acredita que o ser humano por natureza seja bom, ou é bom e mal?

Papa Francisco: “O homem é imagem de Deus. O homem é bom, mas também o homem é fraco, foi tentado e se feriu. É uma bondade ferida”.  

Die Zeit: Mas pode tornar-se mau?

Papa Francisco: “A maldade é outra coisa, mais feia, mais feia. Na Bíblia, a narração mítica do Gênesis. Adão não foi mau: foi fraco, foi tentado pelo diabo. Ao invés disto, a primeira maldade é a do filho, de Caim: não é por fraqueza ou por… É por ciúmes, por inveja, por desejo de poder… é a maldade das guerras. É a maldade que hoje encontramos na pessoa que mata: mata o outro. Para mim esta é a maldade, porque é quem fabrica as armas”.

(…)

Die Zeit: Mas quais são os limites da oração?

Papa Francisco:  “Rezar pelas coisas boas. Por exemplo: “Ajuda-me a ter o dinheiro necessário para acabar o mês com minha família, que não me falte…”: isto é justo. Mas “ajuda-me a ter muito dinheiro para ter muito poder”, isto não é correto. Pode-se pedir, mas…. Porque se está pedindo algo que vai pelo caminho da mundanidade, o poder do mundo. Jesus falou tanto, no final da Ceia, com os discípulos e disse que rezou por eles ao Pai. E o que pediu ao Pai? Não para tirá-los do mundo, mas para protegê-los do espírito do mundo. O espírito do mundo é aquilo que não devemos pedir; as coisas que são do espírito do mundo: o espírito da soberba, do poder para dominar… isto não é… Se deve pedir coisas que constroem o mundo, que criam fraternidade e que tragam a paz, que deem coisas boas; mas “ajuda-me a matar a minha mulher”, não pode”.

Die Zeit: O mafioso faz o sinal da cruz antes de matar…

Papa Francisco: “Sim, sim. Isto é uma doença. É uma doença religiosa, sim, e usa a religião, também fazem isto os mafiosos da América Latina. Se dizem cristãos e para resolver os problemas pagam um matador de aluguel, e depois vão à Igreja”.

Die Zeit: Ao ouvir estas coisas o senhor se embrabece?

Papa Francisco:  “Sim, um pouco. Mas fico brabo quando a Igreja, a Santa Madre Igreja, minha mãe, a minha Esposa, não dá um testemunho de fidelidade ao Evangelho. Isto me faz mal”.

Die Zeit: Ainda faz mal para o senhor? Neste momento, em todo o mundo, existe esta enorme preocupação que a coesão da sociedade não funcione mais. Temos uma onda de populismo, no geral de direita; temos fortes movimentos que ameaçam a democracia… Neste contexto, qual deve ser o  comportamento de um cristão?

Papa Francisco: “Sim… Para mim, a palavra populismo é equivocada, porque na América Latina tem um outro significado. Fiquei confuso, porque não entendia bem. Mas pense o senhor que no ano 1933, após a queda da República de Weimar: a Alemanha estava desesperada, a crise econômica de 30 era… e um jovem disse “eu posso, eu posso, eu posso!”, mas… e se chamava Adolf, e isto acabou assim, não?  Conseguiu convencer o povo de que ele podia. Por trás dos populismos sempre existe um messianismo, sempre. É também uma justificativa: preservamos a identidade do povo”.

Die Zeit: Um messianismo na falta de outro verdadeiro testemunho…

Papa Francisco:  “…de um verdadeiro testemunho. Talvez, não?”.

Die Zeit: Por que faltam os grandes modelos políticos?

Papa Francisco: “Quando os grandes do pós-guerra imaginaram a unidade europeia – pense em Schuman, Adenauer – imaginaram uma coisa não populista: imaginaram uma fraternidade de toda a Europa, do Atlântico aos Urais. E estes são os grandes líderes – os grandes líderes – que são capazes de levar em frente o bem do país em estarem eles no centro. Sem serem messias. O populismo é ruim, e no final acaba mal, como nos mostra o século passado”.

Die Zeit: O senhor vê a situação de hoje semelhante aos anos 30, do século passado? Pois  o senhor usa até mesmo a palavra da terceira guerra mundial que estamos vivendo…

Papa Francisco: “Sim, sim. Isto é óbvio. Porque realmente está assim”.

Die Zeit: Em que sentido?

Papa Francisco:  “Mas…todo o mundo está em guerra, mas, pense na África”.

Die Zeit: Mas são conflitos menores…

Papa Francisco: “Por isto digo: a terceira guerra mundial em pedaços. Pense na Ucrânia, que está na Europa; pense na Ásia, pense no drama de Sindshar no Iraque, na pobre gente que foi expulsa… Mas por que falo em guerra? Isto se faz com as armas modernas e existe toda uma estrutura de fabricantes de armas que ajuda isto. É uma guerra. Mas – isto o sublinho – não quero dizer que esta situação seja a mesma de 33, não! Este é um exemplo que dei para explicar o populismo”.

Die Zeit: Mas o senhor está preocupado, neste momento, com a onda de populismo em todo o mundo?

Papa Francisco: “Ao menos na Europa sim. Um pouco. E o que penso sobre a Europa é isto que não quero dizer a mais e nem a menos do que eu disse nos três discursos (sobre) a Europa: os dois discursos em Estrasburgo e o terceiro quando recebi o Karlspreis, em Aachen, sim, que o recebi aqui, e havia tantos Chefes de governo, alguns de Estado, que vieram. Não gosto de receber honorificências: esta é a única que recebi porque insistiram. Disseram: “A Europa tem necessidade que o senhor nos diga alguma coisa”, e eu aceitei; mas os três antes de mim – Juncker, Martin Schutz e também o Prefeito de Aachen – disseram coisas mais duras do que eu, mais fortes, mas enérgicas”.

Die Zeit: O então Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, falava da crise dos migrantes e refugiados, chamando-a de “desafio epocal”. Os valores da Europa sendo questionados, é urgente lutar pela Europa…

Papa Francisco: “Sim, foram também corajosos, hein!”

Die Zeit:  O senhor não se sente pressionado pelas expectativas que as pessoas de hoje tem por “homens-exemplo”, como é o seu caso?

Papa Francisco:  “Mas, eu não me sinto um homem excepcional.  Eu sinto que exageram com as expectativas, não fazendo justiça.  Eu não digo que sou um pobre, não; mas sou um homem comum que faz aquilo que pode, mas comum. Assim me sinto. E quando alguém diz: “Não, o senhor, o senhor é…”, isto não me faz bem”.

Die Zeit: O senhor diz isto, mesmo com o risco de desiludir muitos na Cúria que têm necessidade de um pai impecável?

Papa Francisco:  “Não existe um pai, existe somente um… Todos os pais são pecadores – graças a Deus – porque isto também nos encoraja a ir em frente e dar a vida, nesta época de orfandade, onde existe necessidade de paternidade. E eu sou um pecador, sou limitado. Mas não se esqueça que a idealização de uma pessoa é uma forma sutil de agressão, é um caminho para agredir sutilmente uma pessoa. E quando me idealizam, me sinto agredido”.

(…)

Die Zeit: Os ataque contra o senhor que provêm do Vaticano, lhe fazem mal pessoalmente?

Papa Francisco: “Não. Sobre isto eu farei uma confissão sincera. Desde o momento que fui eleito Papa não perdi a paz. Entendo que meu modo de agir não agrada a alguns, também justifico isto: existem tantos modos de pensar; é também lícito, é também humano e também uma riqueza”.

Die Zeit: É uma riqueza os cartazes que apareceram em Roma, acusando o senhor de não ser misericordioso? O L’Osservatore Romano falso onde o senhor responde “sim e não”, é uma riqueza, na sua opinião?

Papa Francisco: “O L’Osservatore Romano falso, não; mas o ‘romanaccio’ que havia naqueles cartazes, era belíssimo! Era um ‘romanaccio’, culto. Aquilo não foi escrito por alguém da rua!”.

Die Zeit: Mas foi escrito por alguém daqui?

Papa Francisco: “Não: alguém culto (risos). Mas aquele ‘romanaccio’ era belíssimo!”.

Die Zeit: É interessante que o senhor consiga rir a respeito disto…

Papa Francisco: “Mas sim! Eu, uma das coisas que rezo todos os dias com a oração de São Thomas Morus (Tomás More): peço o senso de humor. E o Senhor não me tirou a paz e me dá muito senso de humor. Não cheguei ainda a rir como o maravilhoso Padre Peter Hans Kolvenbach, por 25 anos Geral dos Jesuítas. Ele tinha um senso de humor, mas sempre construtivo e positivo, não?!”.

(…)

Die Zeit: Existe uma história muito complicada, mas que poderia ser reduzida. Na Ordem de Malta existe um Grão Chanceler, Albrecht von Boeselager. Foi acusado de não ter impedido a distribuição de preservativos em um projeto de ajuda em Myanmar. Acabou sendo demitido por um amigo do Cardeal Burke. O senhor rescindiu esta demissão.

Papa Francisco:  “Não, com a Ordem de Malta havia problemas, que ele talvez não tenha conseguido administrar, pois ele não era o único protagonista ali; e eu não tirei dele o título de Patrono da Ordem de malta: ele continua a ser Patrono de Malta. Mas ali havia necessidade de organizar a Ordem e por isto nomeei um delegado capaz de organizar, com um carisma que não tem o Cardeal Burle”.

Die Zeit: O senhor foi convidado pela Igreja Católica alemã, pela Igreja Protestante alemã, pelo Presidente da República alemã, para ir à Alemanha no Ano de Lutero, possivelmente este ano. O senhor irá?

Papa Francisco:  “Também a Chanceler convidou-me. Este ano será difícil, porque existem tantas viagens. Estudando, sim; mas com os luteranos quis antecipar esta questão e ir a Lund, na Suécia, no ano passado, para comemorar o início da comemoração dos 500 anos, e depois os 50 anos da fundação união católico-protestante, luterana. Existe uma agenda muito difícil este ano, para mim”.

Die Zeit:  Quem sabe existam países mais importantes, neste momento, como a Rússia a China…

Papa Francisco:  “Na Rússia não posso ir porque deveria ir também à Ucrânia. O importante seria ir no Sudão do Sul – coisa que não acredito possa fazer – estava em programa ir nos dois Congos: com Kabila as coisas não estão bem, acredito que não possa ir: mas irei sim, à Índia, Bangladesh, seguramente, Colômbia, depois um dia em Portugal, em Fátima, e depois acredito que há uma outra viagem em estudo, ao Egito. Parece que o calendário está cheio, não?”.

Die Zeit: Já que para a Alemanha não este ano. Em 2018, quem sabe?

Papa Francisco: “Não sei; não pensei ainda. Não foi programado”.

(…)

Die Zeit: Mas o senhor entende bem ao alemão, não?

Papa Francisco: “Se falado lentamente, consigo, porque “ohne Übung habe ich es verlernt” (sem exercício, perdi um pouco). Desculpe-me se não correspondi às suas expectativas”.

Die Zeit: Estão mais do que superadas as expectativas.

Papa Francisco: “Reze por mim”.

Por Rádio Vaticano

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Chapecoense será homenageada na "Clericus Cup" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/chapecoense-sera-homenageada-na-clericus-cup/ Fri, 03 Mar 2017 09:15:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44675 Dezoito times, 404 jogadores de 66 nacionalidades: esta é a Clericus Cup, o campeonato pontifício de futebol para sacerdotes e seminaristas.

O evento, que chega à sua 11ª edição, foi apresentado na quinta-feira (02/03) na sede da Rádio Vaticano. A “Copa do Mundo eclesial” é promovida pelo Centro Esportivo Italiano, com o patrocínio da Conferência Episcopal Italiana e da Santa Sé.

O apito inicial será no dia 23 de março e a final será jogada no dia 27 de maio. “Clericus Cup, entre gol e Quaresma” apresenta algumas novidades, como por exemplo a criação de um time para recordar a Chapecoense.

“Chape Cusmano Belga” é o nome do time guiado pelo Pe. Adenis de Oliveira, Secretário-Geral dos Missionários Servos dos Pobres, pároco da Pisana, que jogará com as cores da Chapecoense.

O Colégio Pio Brasileiro se apresenta como o segundo maior time da competição, com 26 jogadores. O treinador é o goleiro Carlos Gomes, da Arquidiocese de Goiânia. No meio de campo, está ele: o Neimar Aloísio Troes, de Toledo, no Paraná. E o Reitor do Colégio Pio Brasileiro, Pe. Geraldo Maia, faz seus votos ao time.

Por Rádio Vaticano

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