Sacerdote - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Sacerdote - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco propõe 3 aspectos para um bom sacerdote confessor https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-propoe-3-aspectos-para-um-bom-sacerdote-confessor/ Fri, 17 Mar 2017 15:34:44 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-propoe-3-aspectos-para-um-bom-sacerdote-confessor.html O Papa Francisco propôs três aspectos para ser um bom sacerdote confessor em suas palavras aos participantes do curso anual sobre o Foro Interno promovido pela Penitenciária Apostólica da Santa Sé.

Na sala Paulo VI, nesta sexta-feira, 17 de março, o Santo Padre comentou que “a Penitenciária é um tipo de Tribunal que realmente gosto, porque é um ‘tribunal da misericórdia’, ao qual se chega para obter aquele remédio indispensável para a nossa alma, que é a misericórdia divina”.

O esforço para chegar a ser um bom sacerdote confessor, disse em seguida, dura a vida toda. O Santo Padre propôs, então, 3 aspectos para desempenhar esta tarefa da melhor forma:

1. O bom confessor é amigo de Jesus Bom Pastor

O Santo Padre explicou que “sem esta amizade, será muito difícil amadurecer aquela paternidade tão necessária no ministério da Reconciliação”.

“Ser amigo de Jesus significa primeiramente cultivar a oração, seja a oração pessoal com o Senhor, pedindo incessantemente o dom da caridade pastoral, seja a oração específica para o exercício da tarefa de confessor e pelos fiéis, irmãos e irmãs que se aproximam de nós buscando a misericórdia de Deus”.

Francisco ressaltou que “um confessor que reza que ele é o primeiro pecador e o primeiro a ser perdoado. Então, a oração é a primeira garantia para evitar qualquer atitude de dureza, que inutilmente julga o pecador e não o pecado”.

“Na oração é necessário implorar o dom de um coração ferido, capaz de compreender as feridas dos outros e curá-las com o óleo da misericórdia, aquele que o bom samaritano colocou nas chagas da vítima, pela qual ninguém teve piedade”.

Na oração, ressaltou o Santo Padre, é necessário também pedir “o dom precioso da humildade” e invocar “sempre o Espírito Santo, que é um espírito de discernimento e compaixão”.

O Pontífice explicou que “o Espírito permite nos identificarmos com os sofrimentos das irmãos e dos irmãos que se aproximam do confessionário e acompanha-los com um discernimento maduro e prudente, com uma verdadeira compaixão para com seus sofrimentos, causados pela pobreza do pecado”.

2. O bom confessor é um homem do Espírito e do discernimento

“Qual mal causa à Igreja a falta de discernimento! Quanto mal ocorre nas almas por um agir que não busca suas próprias raízes na escuta humilde do Espírito Santo e da vontade de Deus”.

O confessor, disse o Papa, “não faz sua própria vontade e não ensina sua própria doutrina. Ele é chamado a fazer sempre e somente a vontade de Deus, em plena comunhão com a Igreja, da qual é ministro, isto é, servo”.

“O discernimento permite distinguir sempre, para não confundir, e para nunca fazer ‘te toda erva um feixe’. O discernimento educa o olhar e o coração, permitindo aquela delicadeza de ânimo tão necessária diante de quem nos abre o sacrário de sua própria consciência para receber luz, paz e misericórdia”.

Francisco indicou também que “o discernimento é necessário também porque, quem se aproxima do confessionário, pode provir das mais diferentes situações e poderia ter inclusive distúrbios espirituais”.

“Sempre que o confessor percebesse a presença de reais e verdadeiros distúrbios espirituais – que podem ser também em grande parte psíquicos e que devem ser verificados através de uma sã colaboração com as ciências humanas – não deverá duvidar em se referir a quem, nas dioceses, se encarrega deste delicado e necessário ministério, isto é, os exorcistas”.

3. O confessionário é um verdadeiro lugar de evangelização

“De fato, não existe evangelização mais autêntica do que o encontro com o Deus da misericórdia”. “Encontrar a misericórdia significa encontrar o verdadeiro rosto de Deus, assim como o Senhor Jesus nos revelou”.

O Papa assinalou que no breve diálogo com o penitente que se aproxima da Reconciliação, o sacerdote confessor deveria sempre discernir aquilo que “seja mais útil ou necessário para o caminho espiritual daquele irmão”.

“O confessor, na verdade, é chamado a ir cotidianamente às periferias do mal e do pecado, e a sua obra representa uma autêntica prioridade pastoral”.

O Papa Francisco incentivou os participantes do curso da Penitenciária Apostólica a ser “bons confessores: imersos na relação com Cristo, capazes de discernimento no Espírito Santo e prontos a aproveitar a ocasião para evangelizar”.

Finalmente, o Santo Padre incentivou a “perdoar com a Mãe, perdoar com a Mãe. Porque esta mulher ou este homem que vem ao confessionário tem uma Mãe no Céu que lhe abrirá a porta e lhe ajudará no momento de entrar no céu. Sempre a Virgem, porque a Virgem também nos ajuda no ministério”.

Por ACI Digital

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Papa: jamais fechar o coração ao perdão do Senhor https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-jamais-fechar-o-coracao-ao-perdao-do-senhor/ Sun, 22 Jan 2017 09:20:20 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-jamais-fechar-o-coracao-ao-perdao-do-senhor.html O Papa Francisco iniciou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta, nesta segunda-feira (23/01). A homilia do Pontífice foi dedicada ao sacerdócio de Cristo, inspirando-se na Carta aos Hebreus proposta na Primeira Leitura.

Jesus é o sumo sacerdote. E o sacerdócio de Cristo é a grande maravilha, a maior maravilha que nos faz cantar um canto novo ao Senhor, como diz o Salmo responsorial.

O sacerdócio de Cristo se realiza em três momentos, explicou o Papa. O primeiro é a Redenção: enquanto os sacerdotes na Antiga Aliança tinham que oferecer sacrifícios todos os dias, “Cristo ofereceu a si mesmo, uma vez por todas, pelo perdão dos pecados”. Com esta maravilha, “nos levou ao Pai”, “recriou a harmonia da criação”, destacou Francisco.

A segunda maravilha é a que o Senhor faz agora, isto é, rezar por nós. “Enquanto nós rezamos aqui, Ele reza por nós”, “por cada um de nós”, ressaltou o Papa: “agora, vivo, diante do Pai, intercede” para que não falte a fé. Quantas vezes, de fato, se pede aos sacerdotes que rezem porque “sabemos que a oração do sacerdote tem uma certa força, justamente no sacrifício da Missa”. A terceira maravilha será quando Cristo voltar, mas esta terceira vez não será em relação ao pecado, será para “fazer o Reino definitivo”, quando nos levará a todos com o Pai:

“Há esta grande maravilha, este sacerdócio de Jesus em três etapas – quando perdoa os pecados uma vez por todas; quando intercede agora por nós; e quando Ele voltar – mas tem também o contrário, ‘a blasfêmia imperdoável’. É duro ouvir Jesus dizer essas coisas, mas Ele falou disso e, se o diz, é porque é verdade. ‘Em verdade Eu digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens – e nós sabemos que o Senhor perdoa tudo se abrirmos um pouco o coração. Tudo! – os pecados e também todas as blasfêmias serão perdoadas! – mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado eternamente’”.

Para explicar isso, o Papa faz referência à grande unção sacerdotal de Jesus: foi o que fez o Espírito Santo no seio de Maria, afirmou, e também os sacerdotes na cerimônia de ordenação são ungidos com o óleo:

“Também Jesus como Sumo Sacerdote recebeu esta unção. E qual foi a primeira unção? A carne de Maria com a obra do Espírito Santo. E quem blasfêmia contra isto, blasfêmia o fundamento do amor de Deus, que é a redenção, a re-criação; blasfêmia contra o sacerdócio de Cristo. ‘Mas como é ruim o Senhor, não perdoa?’ – ‘Não! O Senhor perdoa tudo! Mas quem diz essas coisas está fechado ao perdão. Não quer ser perdoado! Não se deixa perdoar!’. Este é o aspecto negativo da blasfêmia contra o Espírito Santo: não deixar-se perdoar, porque renega a unção sacerdotal de Jesus, que fez o Espírito Santo”.

Concluindo, o Papa retomou as grandes maravilhas do sacerdócio de Cristo e também a “blasfêmia imperdoável”, “não porque o Senhor não queira perdoar tudo, mas porque esta pessoa está tão fechada que não se deixa perdoar: a blasfêmia contra esta maravilha de Jesus”:

“Hoje nos fará bem, durante a Missa, pensar que aqui sobre o altar se faz a memória viva, porque Ele estará presente ali, do primeiro sacerdócio de Jesus, quando oferece a sua vida por nós;  há também a memória viva do segundo sacerdócio, porque Ele rezará aqui; mas também, nesta Missa – o diremos depois do Pai-Nosso – há aquele terceiro sacerdócio de Jesus, quando Ele voltará e a nossa esperança da glória. Nesta Missa, pensemos nessas belas coisas. E peçamos a graça ao Senhor de que o nosso coração jamais se feche – jamais se feche! – a esta maravilha, a esta grande gratuidade”.

Por Rádio Vaticano

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