Rússia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Rússia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa, atento às ocasiões de diálogo, satisfeito com resultado de visita a Moscou https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-atento-as-ocasioes-de-dialogo-satisfeito-com-resultado-de-visita-a-moscou/ Fri, 25 Aug 2017 12:17:52 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-atento-as-ocasioes-de-dialogo-satisfeito-com-resultado-de-visita-a-moscou.html Uma viagem para construir pontes,  marcada por um clima de escuta e diálogo. Após retornar da Rússia, o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, concedeu uma entrevista exclusiva à Secretaria para a Comunicação, na pessoa do colega do Programa italiano, Alessandro Gisotti.

RV: Eminência, havia uma grande expectativa por esta sua viagem à Rússia. Com que sentimentos o senhor retorna ao Vaticano?

“Acredito que o balanço desta viagem seja um balanço substancialmente positivo e portanto, obviamente, os meus sentimentos são sentimentos de gratidão ao Senhor por me ter acompanhado durante estes dias. Pudemos cumprir o programa que estava fixado, ter os encontros previstos, e devo dizer que estes encontros – quer a nível das autoridades, quer com o Presidente Putin como com o Ministro do Exterior Lavrov, e depois com os expoentes da hierarquia da Igreja Ortodoxa russa, isto é, o Patriarca Kirill e o Metropolita Hilarion – foram caracterizados justamente por um clima de cordialidade, um clima de escuta, um clima de respeito. Eu os definiria como encontros significativos, foram encontros também construtivos e me sinto no dever de acentuar um pouco esta palavra: “encontros construtivos”. Obviamente, depois, houve também a parte do encontro com a comunidade católica. Sobretudo graças à conversação e ao diálogo que tivemos com os bispos na Nunciatura, foi possível conhecer um pouco mais de perto a realidade, a vida da comunidade católica na Rússia, as suas alegrias, as suas esperanças, mas também os desafios e as dificuldades que deve enfrentar. Em relação a estas últimas, em parte, foi possível também apresentá-las, expô-las às autoridades. Cito uma delas: o tema da restituição de algumas igrejas que foram confiscadas nos tempos do regime comunista e pelas quais não foi ainda providenciada a restituição diante das necessidades da comunidade católica de ter locais de culto adequados. Portanto, eu diria que no final – para dizer numa palavra – foi uma viagem útil, foi uma viagem interessante, foi uma viagem construtiva”.

Rv: O senhor já teve a oportunidade de falar com o Santo Padre sobre a viagem? O que poderia ser compartilhado daquilo que falaram?

“Sim, naturalmente, assim que eu retornei encontrei o Santo Padre para fazer a ele um brevíssimo, sintético relatório, quer sobre conteúdos como dos resultados da viagem, e naturalmente, transmiti a ele também as saudações que me foram confiadas por todas as partes que encontrei, do afeto e da proximidade da comunidade católica, das diferentes saudações das autoridades. Recordo que o Presidente Putin – acredito que tenha sido gravada a parte pública do encontro – sublinhou precisamente a recordação viva que mantém de seus encontros com o Papa Francisco, em 2013 e em 2015. E a fraterna saudação depois do Patriarca Kirill. Obviamente o Papa ficou tocado por estas impressões, destes resultados positivos que transmiti a ele; o Papa, como sabemos  – o repetiu também nesta circunstância – está muito, muito atento a todas as ocasiões de diálogo que existem e está muito contente quando se dá passos em frente nesta direção”.

RV: Quais foram os temas principais tratados no encontro com o Patriarca Kirill?

“Eu diria que fundamentalmente se concentraram um pouco sobre este novo clima, esta nova atmosfera que reina nas relações entre a Igreja Ortodoxa Russa e a Igreja Católica; este novo clima, esta nova atmosfera que se instaurou nos últimos anos e que naturalmente teve um momento particularmente significativo e de forte aceleração também graças ao encontro de Havana entre os Patriarca e o Papa, depois do qual se seguiu este acontecimento. Realmente, percebi nos interlocutores ortodoxos, como ficaram tocados por esta experiência da visita das relíquias de São Nicolau de Bari a Moscou e São Petersburgo, mas no sentido de terem sido tocados pela fé e pela religiosidade do povo. Foi sublinhado também como muitos russos que pertencem à tradição ortodoxa mas que não frequentam, os não-praticantes, nesta ocasião se aproximaram da Igreja. Foi realmente um evento grandioso, quer no que se refere às dimensões – fala-se de dois milhões e meio de fiéis que visitaram as relíquias – quer no que diz respeito ao impacto de fé e de espiritualidade que este acontecimento produziu. Passamos depois em resenha os passos dados e aqueles que serão, que deverão ser os passos a serem dados no futuro. Me parece que da parte deles – como naturalmente também da nossa parte – não se deseja exaurir os potenciais que esta nova fase abriu e naturalmente a colaboração pode ocorrer em vários âmbitos, em vários níveis: da colaboração cultural – aquela acadêmica – àquela humanitária. Se insistiu muito sobre este ponto, que as duas Igrejas, diante das tantas situações de conflito que existem no mundo, podem realmente realizar uma obra humanitária incisiva e eficaz. Tratou-se também – com respeito e ao mesmo tempo com franqueza – temas um pouco espinhosos, nas relações entre as duas Igrejas; porém, se procurou dar – ao menos a meu ver, foi o que eu percebi – um sentido antes positivo, isto é, explorar caminhos compartilhados para enfrentar e para tentar buscar soluções para estes problemas. E naturalmente, também estas vias compartilhadas, estas propostas concretas que emergiram deverão ser verificadas e possivelmente implementadas depois de um adequado discernimento e aprofundamento”.

RV: Eminência, a propósito dos temas sensíveis: a questão da Ucrânia é um dos temas mais delicados nas relações entre Santa Sé e Rússia. O senhor mesmo visitou a Ucrânia, há um ano. Existe alguma novidade após a sua viagem?

“Novidades, ao menos até agora, não existem. Talvez seja prematuro pensar em alguma novidade. O Senhor – esperamos – fará germinar e frutificar as sementes que tiverem sido semeadas. Porém, como é sabido, a questão ucraniana é uma das questões de grande preocupação para a Santa Sé: o Papa se pronunciou várias vezes sobre o tema. É óbvio que não podia não ser tratado este tema; não podia ser esquecido nesta circunstância. Eu diria, sobretudo, no sentido de procurar ver, de avaliar se havia alguns passos concretos que poderiam ser dados em direção a uma solução duradoura e justa do conflito, no contexto dos instrumentos atualmente disponíveis, que são praticamente os Acordos alcançados entre as duas partes. E é sabido também que a Santa Sé insistiu sobretudo nos aspectos humanitários a partir da grande iniciativa do Papa pela Ucrânia. Neste sentido, por exemplo, um dos temas é o da libertação dos prisioneiros: este é um dos temas do “humanitário” que poderiam realmente ser importantes para dar um novo impulso a todo o processo, também político, para sair desta situação de paralisia e fazer avançar – por exemplo – também o tema da trégua, o tema do cessar-fogo, o tema das condições de segurança sobre o território, o tema, também, das condições políticas para poder fazer progressos na solução global. Esperamos que algo possa ajudar para caminhar na justa direção, levando em consideração – quando falamos de situações, destas questão humanitárias – que estamos falando de pessoas e estamos falando do sofrimento. E acredito que é isto que todos deveriam ter em mente justamente para tentar realizar um esforço suplementar para ir na justa direção”.

RV: A imprensa deu naturalmente muita atenção ao seu encontro em Sochi com Vladimir Putin. Como foi o colóquio com o Presidente russo?

“Eu diria que também o colóquio com o Presidente Putin entra um pouco na avaliação que fiz no início: foi um encontro cordial, foi um encontro respeitoso, em que se pode tratar sobre todos os temas que ao menos para nós, estavam a peito que fossem tratados, como aquele, por exemplo, do Oriente Médio, da situação na Síria em particular, e neste contexto também o tema da presença dos cristãos: sabemos que uma das convergências que existem entre a Rússia e a Santa Sé é justamente esta da atenção à situação dos cristãos, o tema das perseguições aos cristãos, que tendem a sem ampliar a todos os grupos religiosos – naturalmente – e a todas as minorias, buscando envolver também os muçulmanos, como foi feito por exemplo naquele seminário realizado em Genebra, no ano passado.  Bem sobre o tema da Ucrânia já falamos; o tema da Venezuela: vi que também a imprensa divulgou algumas declarações que haviam sido dadas neste sentido. Portanto, além dos temas bilaterais, eu falava no início, apresentamos algumas situações um pouco de dificuldades da comunidade católica. Eu procurei sobretudo dizer isto, esta era a mensagem que queria transmitir: isto é, que a Rússia, pela sua posição geográfica, pela sua história, pela sua cultura, pelo seu passado, pelo seu presente, tem um grande papel a desempenhar na comunidade internacional, no mundo. Um grande papel a desempenhar! E portanto, tem uma particular responsabilidade em relação a paz: quer o país, quer os seus líderes, têm uma grande responsabilidade em relação à construção da paz e devem realmente esforçar-se para colocar os interesses superiores da paz acima de todos os outros interesses”.

RV: Por fim eminência: além dos encontros mais significativos, existe algum outro assunto ou aspecto particular que o senhor gostaria de sublinhar?

“Sim, houve o bonito momento da Missa, junto com a comunidade católica. A Catedral estava repleta de fiéis e foi um pouco uma surpresa, porque era um dia normal e portanto não se esperava que houvesse tanta gente; depois, naturalmente, me toca sempre a fé e a devoção destas pessoas: como participam da Missa, com qual atenção, com qual reverência, com qual silencio estão presentes. E acredito que tenham ido sobretudo para expressar o seu apego ao Papa e o fato de serem membros da Igreja universal. Portanto, aquele foi um belo momento. Um outro momento bonito foi a breve visita às Irmãs de Madre Teresa que trabalham em Moscou. Pudemos encontrar e saudar todas as pessoas que elas assistem, também ali foi manifestado um grande afeto pelo Papa. E depois, a última coisa que gostaria de recordar: me impressionou muito a visita que fizemos à Catedral de Cristo Salvador, a Catedral ortodoxa de Moscou; Catedral que havia sido explodida durante o regime comunista. E portanto foi também um momento para recordar esta história muito dolorosa da época em que se pretendia erradicar completamente a fé do coração dos fiéis e eliminar todo sinal da presença de Deus e da Igreja naquela terra. Coisa que não se conseguiu, porque Deus é maior dos que os projetos dos homens”.

Por Rádio Vaticano

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Cardeal Parolin com Putin: clima positivo de escuta e respeito recíproco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-com-putin-clima-positivo-de-escuta-e-respeito-reciproco/ Thu, 24 Aug 2017 08:53:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48093 “Tenho a honra de transmitir-lhe a saudação de Sua Santidade, Papa Francisco, o qual recorda muito bem os encontros mantidos com o senhor tanto em 2013 quanto em 2015.” Foi o que disse o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, encontrando na tarde desta quarta-feira (23/08) em Sochi o Presidente russo Vladimir Putin, em seu último dia de visita à Rússia.

“Obrigado por seu convite e das autoridades deste país e obrigado também pelo acolhimento e a possibilidade de encontrar-nos neste dia”, acrescentou o purpurado.

A Rússia “aprecia o diálogo construtivo e de confiança” com o Vaticano. Declarou por sua vez o Presidente Putin. “Recordo como me acolheram de modo caloroso no Vaticano e recordo bem o colóquio com o Pontífice”, continuou o líder russo.

“Os acordos alcançados durante meus contatos com o Papa Francisco são constantemente aplicados e somos muito contentes que o diálogo entre as Igrejas continue”, acrescentou segundo refere a agência oficial russa Tass.

Por sua vez, o secretário de Estado vaticano disse ainda estar “muito contente com a visita, que se coloca num momento particular de nossas relações, tanto a nível de Santa Sé e Federação Russa, quanto de Igreja católica e Igreja ortodoxa russa”, destacou.

Referindo-se à relação com a Federação Russa, disse: “creio que podemos considerar-nos satisfeitos, há muitas ocasiões de diálogo, existem essas trocas de opiniões, há preocupações e iniciativas comuns”.

Segundo nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, o encontro, que “se realizou num clima positivo, cordial, de respeito e escuta recíproca, com troca de visões sobre vários temáticas, internacionais e relativas às relações bilaterais”, durou cerca de uma hora.

Ao término do colóquio o secretário de estado vaticano presenteou ao Presidente Putin uma representação em bronze de um ramo de oliveira, símbolo da paz. O Presidente russo ofereceu de presente uma série de moedas da coleção dedicadas às olimpíadas de Sochi 2014, lê-se ainda na nota vaticana.

Hoje (24/08) o Cardeal Parolin celebra a santa missa de forma privada na nunciatura apostólica em Moscou, retornando em seguida para Roma.

Por Rádio Vaticano

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Núncio em Moscou comenta visita do Cardeal Parolin à Rússia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nuncio-em-moscou-comenta-visita-do-cardeal-parolin-a-russia/ Tue, 22 Aug 2017 07:56:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48049 Teve início ontem, segunda-feira, 21, a viagem de quatro dias que o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, faz à Rússia. O convite partiu das próprias autoridades religiosas russas.

“Faço votos de que esta visita facilite o diálogo e o entendimento entre a Igreja Católica e a Ortodoxa e contribua para a resolução de inúmeras tensões internacionais”, disse o Núncio Apostólico em Moscou, Dom Celestino Migliore, ex-Observador Permanente da Santa Sé na ONU. 

O itinerário do primeiro dia em solo russo para o Cardeal Parolin envolveu encontros com bispos e a comunidade católica local. Hoje e nos próximos dias, haverá reuniões com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, bem como conversas com o Patriarca Kirill e o Metropolita Hilarion. A situação internacional, com especial atenção aos aspectos de caráter humanitário, estarão na pauta dos encontros com as autoridades civis russas e com expoentes da Igreja Ortodoxa.

“O Cardeal Secretário de Estado vem a Moscou, fazendo-se intérprete da solicitude do Papa Francisco em relação às várias crises mundiais existentes. A Santa Sé acompanha com atenção e preocupação todas estas situações e deseja dar a própria contribuição para uma específica resolução, fazendo apelo também à boa vontade, às possibilidade e ao entendimento dos maiores protagonistas no cenário internacional”.

No ano passado, Dom Migliore foi enviado a Moscou, após o encontro entre o Papa e o Patriarca Kirril, para acompanhar as relações com o Patriarcado. Ele faz votos de que esta visita aumente o conhecimento e a estima recíproca entre as duas comunidades cristãs. Por sua experiência, ele constata que em nível cultural, religioso, social e humanitário há iniciativas comuns que ajudam esta aproximação..

 “A iniciativa que me parece mais pertinente ao objetivo é a de criar de todos os modos nas populações esta ideia de que não temos mais razão para termos medo um do outro. Obviamente, existe todo um passado que pesa, mas existe também a urgência do presente, do futuro que nos chama a seguir em frente e a deixar para trás estas recriminações do passado”, reiterou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Encontros com Putin e Kirill na agenda do Cardeal Parolin em Moscou https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/encontros-com-putin-e-kirill-na-agenda-do-cardeal-parolin-em-moscou/ Fri, 18 Aug 2017 13:11:35 +0000 http://teste.toqueto.com/encontros-com-putin-e-kirill-na-agenda-do-cardeal-parolin-em-moscou.html O Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin estará em visita à Federação Russa de 20 a 24 de agosto, a convite das autoridades do país.

A Santa Sé divulgou o programa da visita do Cardeal Secretário  que estará acompanhado por Dom Visvaldas Kulbokas, Conselheiro da Nunciatura, Oficial do Departamento para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado.

“O objetivo da visita é encontrar as mais altas Autoridades civis e os expoentes da Igreja Ortodoxa Russa – refere um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé. Será também ocasião para manifestar a proximidade espiritual do Papa  à comunidade católica local”.

Nos vários colóquios, além das temáticas relativas à questões de interesse bilateral, figuram aquelas pertinentes à situação internacional, em particular, à busca de soluções pacíficas aos conflitos existentes, com precípua atenção aos aspectos de caráter humanitário.

A agenda

Para a segunda-feira, 21 de agosto, está prevista uma reunião do Cardeal com os bispos católicos do país.  Na parte da tarde será celebrada uma Missa na Catedral da Imaculada Conceição em Moscou, seguida por um momento de convivência e partilha com os representantes do clero e do laicato.

No mesmo dia, o Cardeal Parolin deverá encontrar o Metropolita Hilarion de Volokolams, Presidente do Departamento para as Relações Externas do Patriarcado de Moscou.

A terça-feira, 22 de agosto, será dedicada a um encontro de trabalhos com o Ministro dos Assuntos Exteriores Sergey Lavrov e, na parte da tarde, a visita ao Patriarca Kirill.

Na quarta-feira, 23, o Secretário de Estado irá à Sochi para um encontro com o Presidente Vladimir Putin.

Na manhã de quinta-feira, 24 de agosto, o Cardeal retorna à Roma.

Por Rádio Vaticano

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"Prioridade do Papa é a paz", diz Cardeal Parolin ao comentar viagem à Rússia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/prioridade-do-papa-e-a-paz-diz-cardeal-parolin-ao-comentar-viagem-a-russia/ Thu, 10 Aug 2017 08:55:44 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47778 “Neste momento histórico, no qual assistimos a um aumento das tensões e conflitos em várias partes do mundo, a paz constitui para o Papa e para mim pessoalmente, uma prioridade clara e inderrogável”.

É o que enfatiza o Cardeal Pietro Parolin em entrevista ao “Corriere della Sera”, confirmando que de 20 a 24 de agosto  estará na Rússia.

Encontros com Putin e Kirill

“Estão agendados encontros quer com o Presidente da Federação Russa Putin, quer com o Patriarca de Moscou Kirill. A necessidade e a urgência de buscar a paz e as modalidades em como fazê-lo, certamente estarão entre os temas principais dos colóquios”, antecipou o Secretário de Estado.

Rússia tem papel na estabilidade do continente

“A Santa Sé – explicou o purpurado –  nutre um especial interesse pela vasta região oriental da Europa que, além das ricas tradições culturais e religiosas, tem um papel a desempenhar na busca de uma maior estabilidade para o continente e de uma maior unidade, inclusive nas relações entre Leste e Oeste”.

“É importante que cada ocasião sejam aproveitada para encorajar o respeito, o diálogo e a colaboração recíprocos, em vista da promoção da paz”, reitera o responsável pela diplomacia vaticana.

Bem comum acima de outros interesses

O Cardeal Parolin recorda que “a Igreja não cessa de chamar todos os responsáveis políticos do planeta a não antepor os interesses nacionais ou mesmo particulares, ao bem comum; ao respeito do direito internacional: não o direito da força, mas a força do direito; ao desenvolvimento de todos os homens; à concórdia e à colaboração entre as Nações. E o método é sempre o diálogo”.

Em relação à crescente tensão entre Rússia e Estados Unidos – disse o purpurado – “nutro a confiança de que ambas as partes saberão agir com a devida responsabilidade para evitar o aumento da tensão, dispostas também a reconhecer os eventuais erros que possam estar na origem de tal situação. Seria dramático se não se fizesse nada a este respeito e, por consequência, as relações se deteriorassem ulteriormente”, afirma.

Encorajar iniciativas que melhorem relações

O Cardeal Parolin considera ademais, “importante o papel das Igrejas e das sociedades civis em encorajar toda iniciativa que permita tornar mais positiva a atmosfera geral”.

Por Rádio Vaticano

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