revelação de Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png revelação de Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Salvação cristã é tema da carta Placuit Deo aos bispos da Igreja Católica https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/salvacao-crista-e-tema-da-carta-placuit-deo-aos-bispos-da-igreja-catolica/ Thu, 01 Mar 2018 13:37:41 +0000 http://teste.toqueto.com/salvacao-crista-e-tema-da-carta-placuit-deo-aos-bispos-da-igreja-catolica.html A Congregação para a Doutrina da Fé enviou nesta quinta-feira, 1, uma carta apostólica aos bispos da Igreja Católica, nomeada ‘Placuit Deo’, sobre a necessidade de aprofundamento da verdade de Deus e da salvação dos homens. O documento foi assinado pelo prefeito da Congregação, Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, e pelo secretário, Dom Giacomo Morandi.

Na carta, a revelação de Cristo é atrelada à revelação da verdade, sendo atribuída à Igreja a missão de, com amor, anunciar aos homens os desígnios de Deus. Papa Francisco é citado como referência junto a grande tradição da fé católica para a compreensão da salvação cristã diante das recentes transformações culturais vividas mundialmente.

A tendência ao pelagianismo e o gnosticismo, por vezes discutidos pelo Santo Padre, foram apresentados como aspectos presentes na atualidade. O pelagismo, quando o homem radicalmente autônomo pretende salvar-se a si mesmo sem reconhecer que ele depende, no mais profundo do seu ser, de Deus e dos outros, e o gnosticismo, apresentado em uma salvação meramente interior, fechada no subjetivismo.

Estes questionamentos, que vão contra a fé cristã e condicionam o homem a uma visão individualista de Jesus e da religião, têm centrado uma visão autônoma de salvação meramente interior. De acordo com a Congregação, este pensamento não basta, sendo a carta um convite para uma cura e renovação das relações com os outros e com o mundo, por meio da constatação de um Deus que se fez membro da família humana e assumiu a história da humanidade para a salvação.

“Como poderia Cristo mediar a Aliança da família humana inteira, se o homem fosse um indivíduo isolado, que se autorrealiza somente com as suas forças? E como poderia chegar até nós a salvação mediante a Encarnação de Jesus, a sua vida, morte e ressurreição no seu verdadeiro corpo, se aquilo que conta fosse somente libertar a interioridade do homem dos limites do corpo e da matéria?”, foram os questionamentos da Congregação.

As respostas para as perguntas e desejos humanos são encontrados, de acordo com a ‘Placuit Deo’, no desejo de salvação, no compromisso na direção de um bem maior que conserva característica de resistência e de superação da dor. Recordar que Jesus é Salvador é apontado como primeiro passo.

“Ele não se limitou a mostrar-nos o caminho para encontrar Deus, isto é, um caminho que poderemos percorrer por nós mesmos, obedecendo às suas palavras e imitando o seu exemplo. Cristo, todavia, para abri-nos a porta da libertação, tornou-se Ele mesmo o caminho (…), esse caminho não é um percurso meramente interior, à margem das nossas relações com os outros e com o mundo criado. (…) Cristo é Salvador porque Ele assumiu a nossa humanidade integral e viveu em plenitude a vida humana, em comunhão com o Pai e com os irmãos”, constatou a carta.

A partir desta constatação, a Igreja é creditada como o lugar onde o homem recebe a salvação trazida por Jesus. “Compreender esta mediação salvífica da Igreja é uma ajuda essencial para superar qualquer tendência reducionista. De fato, a salvação que Deus nos oferece não é alcançada apenas pelas forças individuais, mas através das relações nascidas do Filho de Deus encarnado e que formam a comunhão da Igreja”, observou.

Comunicar a fé e esperar o Salvador é segundo a ‘Placuit Deo’ a consciência da vida plena. “A salvação do homem será plena somente quando, depois de ter vencido o último inimigo, a morte (cf 1 Cor 15,26), participaremos plenamente da glória de Cristo ressuscitado, que leva à plenitude a nossa relação com Deus, com os irmãos e com toda a criação. A salvação integral, da alma e do corpo, é o destino final ao qual Deus chama todos os homens. Fundamentados na fé, sustentados pela esperança, operantes na caridade, seguindo o exemplo de Maria, a Mãe do Salvador e a primeira dos que foram salvos”.

Papa Francisco aprovou a carta apostólica no dia 16 de fevereiro de 2018, que teve sua publicação decidida na Sessão Plenária da Congregação no dia 24 de janeiro de 2018.

Confira a íntegra da carta apostólica Placuit Deo aqui.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

]]>
51057
Cardeal Sarah: a Igreja se seculariza quando reduz a fé à medida humana https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-sarah-a-igreja-se-seculariza-quando-reduz-a-fe-a-medida-humana/ Tue, 30 May 2017 08:45:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46500 O Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Robert Sarah, advertiu que a secularização entra na igreja quando deixa de propor uma fé fundada na revelação de Cristo para reduzi-la às exigências e à mentalidade do homem moderno.

A autoridade vaticana fez esta advertência durante a apresentação da edição alemã do seu livro “A força do Silêncio”, em Roma (Itália), em 25 de maio.

“Não é um mistério – e digo com grande sofrimento –, que o nosso mundo moderno na realidade vive um afastamento prático de Deus”, expressou o Purpurado ao refletir sobre a importância do silêncio como um meio de se aproximar do Senhor.

Existe um ambiente cultural, afirmou, “onde sistematicamente evitam ficar sozinhos e olhar para dentro de si. O barulho, a fofoca e as tecnologias ocultam o vazio de um homem que já não sabe o que é viver”.

“Mas ainda mais doloroso para mim é constatar como essa superficialidade, esta impiedade injuriosa com Deus e com o ser humano também entrou na Igreja” e que a liturgia – a que o Concílio Vaticano II chamou de “fonte e ápice da vida cristã” – é a “que mais sofre pela redução secularista que também ocorre dentro da Igreja”, expressou.

O Cardeal Sarah expressou: “Às vezes tenho a impressão de que esta secularização também entrou na Igreja e consiste exatamente em reduzir a fé à medida humana. Em vez de abrir o homem à iniciativa de Deus, que é inesperada, detonante, libertadora, acredita-se que o homem de hoje pode acreditar melhor se lhe oferecemos uma fé que não se baseia tanto na revelação de Cristo e na tradição da Igreja, mas sobre as exigências do homem moderno, sobre as suas possibilidades e mentalidades”.

“Escutamos falar sobre a fé, a vida eterna, a comunhão com Cristo, do pecado como uma ruptura e rebelião contra Deus em nossas homilias?”, questionou. Ou, “de repente, tentam cancelar todos estes gestos que não parecem ‘compreensíveis’ para o homem de hoje, substituindo-os por um rio de palavras que transformam as nossas celebrações eucarísticas em grandes espetáculos, em cujo centro há um homem fechado em seus problemas e em seus critérios”, indicou.

Em seguida, o Cardeal Sarah assinalou que o silêncio não é um fim em si mesmo, “mas um silêncio no qual Deus pode falar e ser ouvido. A prioridade de Deus, a centralidade de Deus, a adoração de Deus e a santificação do homem são o coração e a substância da liturgia cristã”.

Nesse sentido, assinalou que o desafio do silêncio é um grande desafio porque “nos leva ao verdadeiro significado da existência humana: a relação do homem com Deus e, talvez, melhor ainda: a relação de Deus com o homem”.

O silêncio, afirmou, é uma condição necessária porque “cria um ambiente que torna possível acolher a Encarnação”. Como diz “Bento XVI em sua introdução, Jesus é silêncio e palavra, e a Igreja em suas expressões é silêncio e palavra que se fecundam reciprocamente”.

Em seu discurso, a autoridade vaticana também assinalou que “a questão da inculturação não é principalmente a questão de como podemos tornar a liturgia mais africana, mais asiática ou mais aborígene. O Divino irrompe no humano, não para se acorrentar pelo humano, mas para abri-lo, purificá-la, liberá-lo, transformá-lo, divinizá-lo. Muitas vezes, tenho a impressão de que nos ocupamos mais de como tornar a liturgia mais ‘adaptada’, do que de oferecer toda a sua riqueza”.

“Não podemos aprisionar o divino em categorias humanas”, insistiu o Cardeal Sarah.

“O silêncio é o clima interior, a atitude interior, a disponibilidade interior”, que “torna fecunda a palavra da Igreja”, afirmou.

Nesse sentido, a autoridade vaticana disse que a uma igreja que está em perigo de se empobrecer, pois se fecha em julgamentos puramente humanos, “indico, com grande humildade, o caminho do silêncio para que todos os fiéis, mas também cada comunidade celebrante, se abra a iniciativa de Deus e acolha toda a graça que vem Dele”.

Por ACI Digital

]]>
46500