restauração - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png restauração - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Museus Vaticanos: restauração revela duas pinturas inéditas de Rafael https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/museus-vaticanos-restauracao-revela-duas-pinturas-ineditas-de-rafael/ Mon, 03 Jul 2017 11:09:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47188 Das restaurações em andamento na Sala de Constantino [foto], dos Museus Vaticanos, chegou uma confirmação que era muito aguardada: duas figuras femininas, alegorias das virtudes da Amizade e da Justiça, são obra de Rafael.

Vatican Magazine – quadro semanal televisivo de aprofundamento da Secretaria para a Comunicação/CTV – apresentou as primeiras imagens da figura da Comitas – a Amizade em latim – recém restaurada, e das primeiras sondagens de limpeza da figura da Justiça.

Graças ao trabalho dos restauradores dos Museus Vaticanos, coordenados por Maria Ludmilla Pustka – restauradora chefe do laboratório de restauração de pinturas dos Museus Vaticanos -, o histórico de arte Arnold Nesselrath, delegado para a área técnico-científica dos Museus Vaticanos e Diretor do Departamento para a Arte dos séculos XV e XVI, se obteve a confirmação daquilo que fontes da época relatavam.

Pouco antes de morrer de forma inesperada aos 37 anos, no dia de seu aniversário, devido a uma febre (entre 1519 e 1520) – o mestre Rafael Sanzio – que projetou e desenhou a decoração da sala destinada a banquetes, nomeações de cardeais e recepção de embaixadores e autoridades políticas, pintou com as próprias mãos duas figuras na sala, posteriormente completadas pelos alunos, entre os quais despontam Giulio Romano e Giovan Francesco Penni.

O restaurador Fabio Piacentini, trabalhando desde março de 2015 na Sala de Constantino, explicou ao Vatican Magazine:

“Analisando precisamente a pintura “de visu”, nos damos conta que era certa a participação do mestre, do grande Rafael. Nos deparamos com uma pintura feita a óleo sobre a parede, que é uma técnica realmente particular. Efetuadas as primeiras provas de limpeza e retirando todas as substâncias acumuladas no decorrer dos séculos durante restaurações mais antigas, eis que surge a preciosidade da pintura e o traço pictórico típico do mestre. A técnica usada é aquela que Rafael havia usado para a decoração de toda a sala. Sobre a parede aplica um estrato suficientemente espesso de uma resina natural conhecida também como “pez grega” e sobre ele, depois, pintou como se fosse uma pintura sobre tela, ou melhor ainda, sobre mesa”.

Confirma isto o Professor Arnold Nesselrath, delegado para a área técnico-científica dos Museus Vaticanos:

“Sabia-se, de fontes do século XVI, que Rafael havia pintado ainda duas figuras nesta sala. Sabíamos que antes de morrer tinha feito ainda duas tentativas na técnica a óleo nesta sala. Estas duas figuras são, com efeito, pintadas a óleo, como dizem as fontes, e são de uma qualidade muito superior àquelas que estão junto delas. Rafael era um grande aventureiro na pintura, sempre experimentava algo diferente. Quando entendia como funcionava uma coisa, tentava o próximo desafio. E assim, quando chega na sala maior do apartamento pontifício, decide pintar esta sala a óleo. Conseguiu pintar somente duas figuras e os alunos, mais tarde, continuaram no método tradicional e deixaram estas duas figuras autógrafas do mestre”.

Por Rádio Vaticano

]]>
47188
Após 10 meses de trabalhos Santo Sepulcro será reaberto à visitação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/apos-10-meses-de-trabalhos-santo-sepulcro-sera-reaberto-a-visitacao/ Tue, 21 Mar 2017 09:26:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45039 Falta muito pouco para a cerimônia ecumênica que marcará o término dos trabalhos de conservação e restauração do sepulcro de Jesus. Os trabalhos de restauração na Basílica, no entanto, terão prosseguimento em uma fase sucessiva.

Dia e noite as equipes comandadas pela Professora Moropoulou se revezam para ultimar os trabalhos na Edícula e nos espaços a ela adjacentes. Tudo deverá estar pronto até as 10 horas da manhã de quarta-feira, quando as Igrejas, reunidas solenemente em oração, contemplarão os resultados de dez intensos meses de trabalhos.

Nas primeiras filas da cerimônia estarão os representantes das três Igrejas signatárias do acordo que permitiu o início dos trabalhos: o Patriarca ortodoxo Theophilos III; o Custódio da Terra Santa Frei Francesco Patton e o Patriarca armênio Nourhan Manougian. Ao lado deles, o Administrador Apostólico do Patriarcado de Jerusalém dos Latinos, o Arcebispo Pierbattista Pizzaballa, que assinou o acordo quando ainda era Custódio da Terra Santa.

Também estarão presentes todos os Auxiliares patriarcais das Igrejas do Santo Sepulcro: Coptas, Siríacos e Eríopes, além de representantes das outras Confissões cristãs da Terra Santa. A celebração também contará com a participação de convidados ilustres, entre eles o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I. A Santa Sé também deverá enviar um alto representante para a celebração.

Um comunicado divulgado pela Custódia no último sábado anunciou a doação de 500 mil dólares pelo Papa Francisco para os trabalhos nas Basílicas do Santo Sepulcro e da Natividade, valor que será destinado às próximas fases do projeto de recuperação.

A Edícula, que conserva o que resta do sepulcro de Jesus, foi consolidada, reparada, estabilizada e limpa, mas as causas de sua fragilidade não puderam ser eliminadas por completo, como a questão da umidade, cujo trabalho de erosão prossegue lentamente.

A cidade de Jerusalém, como se sabe, foi inteiramente construída sobre a rocha. O que se ignora no entanto, é que em Jerusalém chove tanto quanto em Londres. A água da chuva, uma vez chegando ao nível da rocha, não percola, ficando estagnada. Ou então evapora, elevando a taxa de umidade nas moradias da cidade, incluindo a Basílica. A isto soma-se os bolsões de água criados no subsolo da construção,  quer pelos restos das construções anteriores, quer pela destruição de antigas canalizações.

Financimento dos trabalhos

Os trabalhos foram concluídos com um custo estimado de cerca de 3,5 milhões de dólares, tendo sido financiados pelas três principais Confissões cristãs do Santo Sepulcro: os Greco-ortodoxos, os Franciscanos e os Armênios. A estes, soma-se a contribuição do Governo grego e de benfeitores privados. O Fundo Mundial para os Monumentos (World Monuments Fund, WMF) teve um papel preponderante na coleta de fundos necessários.

Importante também foi a contribuição do Rei Abdullah II, da Jordânia, através de uma “makruma”, ou seja, uma doação real de beneficência. Também a Autoridade Nacional palestina contribuiu para a realização dos trabalhos.

Para a nova fase – com um gasto previsto de seis milhões de dólares – deverá ser removida toda a pavimentação ao redor da Edícula, sendo então substituída por outra de idêntico estilo. Também serão consolidas as fundações da Edícula, para garantir a estabilidade sísmica do conjunto.

Este trabalho poderá ser a ocasião para novas escavações arqueológicas, em continuidade àquelas realizadas pelo Padre Virgilio Corbo ofm nos anos sessenta.

Por Rádio Vaticano

]]>
45039