Ressurreição de Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Ressurreição de Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco: Os cristãos são portadores de um “pedaço de céu” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-os-cristaos-sao-portadores-de-um-pedaco-de-ceu/ Wed, 04 Oct 2017 12:25:12 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-os-cristaos-sao-portadores-de-um-pedaco-de-ceu.html Na Audiência Geral que presidiu nesta quarta-feira, 4 de outubro, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco afirmou que a ressurreição de Cristo deu aos cristãos uma capacidade ilimitada de amar, “como se os fiéis fossem pessoas com um ‘pedaço de céu a mais’ sobre suas cabeças”.

Sublinhou que “a força da ressurreição torna os cristãos capazes de amar mesmo quando o amor parece ter perdido as suas razões. Existe um ‘a mais’ que habita a existência cristã, que não se explica simplesmente com a força de vontade ou por um maior otimismo. A fé, a nossa esperança, não é somente um otimismo, é muito mais”.

Em sua catequese, que foi sobre o tema “Missionários de esperança hoje”, o Papa ressaltou que “o cristão não é um profeta de desgraças. A essência de seu anúncio é o contrário: é Jesus morto por amor e que Deus ressuscitou na manhã de Páscoa. Este é o núcleo da fé cristã”.

“Se o Evangelho parasse na sepultura de Jesus – continuou em sua explicação –, a história desse profeta iria se acrescentar a tantas biografias de personagens heroicos que consumaram sua vida por um ideal. O Evangelho seria, então, um libro edificante e consolador, mas não seria um anúncio de esperança”.

Entretanto, “o Evangelho não se fecha com a Sexta-feira Santa, vão além, e é precisamente esse fragmento posterior o que transforma nossas vidas”.

O Santo Padre assinalou como os discípulos de Jesus estavam abatidos naquele Sábado Santo, depois de sua crucificação, “aquela pedra rolada sobre a porta do sepulcro tinha também fechado três anos entusiasmados vividos junto com seu Mestre de Nazaré. Parecia que tudo tinha terminado, e alguns, desiludidos e com medo, já estavam deixando Jerusalém”.

“Mas, Jesus ressuscita!”, exclamou. “Este fato inesperado transforma a mente e o coração dos discípulos. Porque Jesus não ressuscita só para si mesmo, como se sua ressurreição fosse uma prerrogativa da qual ser invejoso: sobe ao Pai porque quer que sua ressurreição seja participada por cada ser humano e leve para o alto toda criatura”.

Em sua catequese, Francisco convidou a anunciar a ressurreição de Jesus não só com palavras, mas com fatos e com o testemunho de vida. “Jesus não quer discípulos capazes somente de repetir fórmulas de memória. Quer testemunhos, pessoas que propaguem esperança com seu modo de acolher, de sorrir, de amar. Sobretudo de amar”.

Deste modo, “a tarefa dos cristãos neste mundo é a de abrir espaços de salvação, como células regeneradoras capazes de restituir a seiva vital àquilo que parecia perdido para sempre”.

“Quando o céu se apresenta todo nublado, é uma bênção a pessoa que sabe falar do sol. Por isso, o verdadeiro cristão não é assim, lamuriento nem mal-humorado, mas convencido, pela força da ressurreição, de que nenhum mal é infinito, nenhuma noite é sem fim, nenhum homem é definitivamente errado, nenhum ódio é invencível diante do amor”.

Francisco reconheceu que, efetivamente, “em algumas ocasiões, os discípulos pagarão caro por essa esperança entregue a eles por Jesus. Pensemos em tantos cristãos que não abandonaram o seu povo, quando veio o tempo da perseguição. Ficaram ali, onde havia incerteza sobre o amanhã, onde não se podia fazer projetos de nenhum tipo, ficaram esperando em Deus”.

“E pensemos em nossos irmãos, em nossas irmãs do Oriente Médio que dão testemunho de esperança e também oferecem a vida por este testemunho. Estes são verdadeiros cristãos! Eles trazem o céu no coração, olham além”.

“Quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus pode ainda esperar no inesperado.  Os mártires de todos os  tempos, com sua fidelidade a Cristo, falam que a injustiça não é a última palavra na vida”, finalizou.

Por ACI Digital

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O Sepulcro está vazio, Cristo ressuscitou! https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-sepulcro-esta-vazio-cristo-ressuscitou/ Tue, 18 Apr 2017 11:02:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45531 «O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

João vai relatar a autêntica ressurreição, a vitória de Jesus sobre as limitações humanas, sobre suas fragilidades, sobre a morte. Jesus jamais voltará a morrer. A morte nunca mais terá poder sobre ele, porque ele, a Vida, a destruiu.

Contudo, Maria Madalena, apesar de ter escutado várias vezes Jesus dizer que ressuscitaria, a dor da morte é tal que ela se esquece das palavras do Mestre.

Apesar do corpo de Jesus já ter sido ungido na sexta-feira por José de Arimatéia e por Nicodemos, ela não consegue ficar longe do corpo morto do Senhor. A escuridão enfatizada no texto é um símbolo do estado interior de Maria. Ela está com uma vida sem sentido, sem alegria. Seus grande libertador, seu grande amigo está morto. Ela vai ao sepulcro quando ainda está escuro, na natureza e no seu interior. Mas seu coração está iluminado pelo amor, por isso ela vai até ao sepulcro.

Ela o encontra vazio. Sente-se despontada e mais desolada, perdida e impotente.

Maria Madalena busca o cadáver de Jesus. Ela esqueceu totalmente a promessa dele de que iria ressuscitar.

Ela olha para o sepulcro vazio e vê dois anjos, um na cabeceira e outro nos pés. O evangelista quer nos recordar os dois anjos que foram colocados, um à cabeceira e outro aos pés da arca da aliança. Jesus é a nova aliança. Por isso a aliança de Jesus Cristo é eterna, pois ele ressuscitou.

Mas Madalena, abalada pela dor não reconhece os sinais e só vê o sepucro vazio. Somente após a segunda pergunta de Jesus, ao ouvi-lo pronunciar seu nome e deixar de olhar para o sepulcro e voltar-se para o lado contrário é que ela vê o ressuscitado.

Como Maria Madalena, também nós só veremos os sinais da ressurreição, quando levantarmos nossos olhos dos sinais de morte, e dirigirmos nosso coração para a VIDA. Enquanto estivermos afeiçoados àquilo que é egoísmo, ambição, ira, não perceberemos que a Vida está à nossa frente, e sofreremos as consequências da opção pelos atrativos mortais. Ao contrário, quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Pácoa!»

Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos, via Rádio Vaticano

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Papa: a Igreja não cessa de proclamar: "Cristo ressuscitou!" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-a-igreja-nao-cessa-de-proclamar-cristo-ressuscitou/ Mon, 17 Apr 2017 07:42:35 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45493 A certeza na ressurreição, mesmo diante das dores, das tragédias, daquilo que não entendemos. Na Missa presidida na Praça São Pedro neste Domingo de Páscoa, o Papa Francisco exortou os fiéis a repetirem em casa: “Cristo ressuscitou!”, mesmo diante das vicissitudes da vida.

“O caminho em direção ao sepulcro é a derrota, é o caminho da derrota”, disse o Papa, falando de forma espontânea. E remetendo-se à cena de Pedro, João e as mulheres diante do sepulcro vazio, observou que “foram com o coração fechado pela tristeza, a tristeza de uma derrota, o Mestre, o seu Mestre, aquele que tanto amavam, foi derrotado”.

“Mas o Anjo diz a eles: “Não está aqui, ressuscitou!”. É o primeiro anúncio, ressuscitou! E depois a confusão, o coração fechado, as aparições”, completou Francisco.

E diante de nossas derrotas, de nossos corações amedrontados, fechados, a Igreja não cessa de repetir: “Pare! O Senhor ressuscitou!”.

“Mas se o Senhor ressuscitou, como acontecem estas coisas? – questiona-se Francisco. Como acontecem  tantas desgraças doenças, tráfico de pessoas, guerras, destruições, mutilações, vinganças,  ódio? Onde está o Senhor?”.

O Papa ilustra esta dúvida que percorre o coração de tantos de nós em meios às vicissitudes da vida, contando o telefonema a um jovem italiano na tarde de sábado, acometido de uma doença grave, para dar um sinal de fé:

“Um jovem culto, um engenheiro.  Disse a ele: “Mas, não existem explicações para aquilo que acontece contigo. Olhe para Jesus na Cruz. Deus fez isto com o seu Filho e não existe outra explicação!”. E ele me respondeu: “Sim! Mas perguntou ao Filho e o Filho disse que sim. Mas eu não fui perguntado se eu desejava isto!”.

“Isto nos comove – disse Francisco. A ninguém de nós é perguntado: “Mas, estás contente com aquilo que acontece no mundo?  Estás disposto a carregar esta Cruz?”. E esta Cruz acompanha. E a fé em Jesus se arrefece”!

“Mas hoje – reitera o Pontífice – a Igreja continua a dizer: “Pare! Jesus Ressuscitou!” E isto não é uma fantasia, a Ressurreição de Cristo não é uma festa com muitas flores. Isto é bonito, mas não é só, é mais do que isto. É o mistério da pedra descartada que torna-se o alicerce da nossa existência. Cristo Ressuscitou, este é o significado”.

“Nesta cultura do descarte, onde o que não serve segue pelo caminho do “usa e joga fora”, onde o que não serve é descartado, aquela pedra  descartada torna-se fonte de vida”:

“E nós, também nós, pedrinhas por terra, nesta terra de dor, tragédias, com a fé em Cristo Ressuscitado, temos um sentido, em meio à tanta calamidade. O sentido de olhar além, o sentido de dizer: “Olha, não existe uma parede; existe um horizonte, existe  a vida,  existe a alegria, existe a Cruz com esta ambivalência. Olha em frente. Não se feche! Tu, pedrinha, tens um sentido na vida porque és uma pedrinha junto àquela pedra, aquela pedra que a maldade do pecado descartou”.

“O que nos diz a Igreja hoje diante de tanta tragédia?  Simplesmente isto. A pedra descartada não resulta descartada. As pedrinhas que creem e que se apegam àquela pedra não são descartados, tem um sentido, e com este sentimento a Igreja repete, mas de dentro do coração: “Cristo ressuscitou!”.

Ao concluir, o Papa Francisco pediu a cada um de nós:

“Pensemos um pouco, cada um de nós, nos problemas cotidianos, nas doenças que temos e que alguns de nossos parentes têm, nas guerras, nas tragédias humanas. E simplesmente, com voz humilde, sem flores, sozinhos, diante de nós mesmos:  “Não sei como vai acabar isto, mas estou certo de que Cristo Ressuscitou. Eu aposto nisto! Irmãos e irmãs, isto é o que me vem de dizer para vocês. Em casa hoje, repitam no coração de vocês, Cristo ressuscitou!”.

Por Rádio Vaticano

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Igreja dá início ao Tríduo Pascal: a culminância de todo o ano litúrgico https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/igreja-da-inicio-ao-triduo-pascal-a-culminancia-de-todo-o-ano-liturgico/ Thu, 13 Apr 2017 14:46:45 +0000 http://teste.toqueto.com/igreja-da-inicio-ao-triduo-pascal-a-culminancia-de-todo-o-ano-liturgico.html Dentro da Semana Santa, um período se torna especial para os católicos nos dias em que recordam a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. É o chamado Tríduo Pascal. Conheça, a seguir o significado desses dias tão importantes para os cristãos.

A palavra tríduo na prática devocional católica sugere a ideia de preparação. Às vezes nos preparamos para a festa de um santo com três dias de oração em sua honra, ou pedimos uma graça especial mediante um tríduo de preces de intercessão.

O Tríduo Pascal se considerava como três dias de preparação para a festa de Páscoa; compreendia a Quinta-feira, a Sexta-feira e o Sábado da Semana Santa. Era um tríduo da Paixão.

No novo calendário e nas normas litúrgicas para a Semana Santa, o enfoque é diferente. O Tríduo se apresenta não como um tempo de preparação, mas sim como uma só coisa com a Páscoa. É um tríduo da Paixão e Ressurreição, que abrange a totalidade do mistério pascal. Assim se expressa no calendário:

Cristo redimiu o gênero humano e deu perfeita glória a Deus principalmente através de seu mistério pascal: morrendo destruiu a morte e ressuscitando restaurou a vida. O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição de Cristo é, portanto, a culminância de todo o ano litúrgico.

O Tríduo começa com a Missa vespertina da Ceia do Senhor, alcança seu cume na Vigília Pascal e se fecha com as vésperas do Domingo de Páscoa.

Esta unificação da celebração pascal é mais acorde com o espírito do Novo Testamento e com a tradição cristã primitiva. O mesmo Cristo, quando aludia a sua Paixão e Morte, nunca as dissociava de sua Ressurreição. No evangelho da quarta-feira da segunda semana da Quaresma (Mt 20,17-28) fala delas em conjunto: “O condenarão à morte e o entregarão aos gentis para que d’Ele façam escarnio, o açoitem e o crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará”.

É significativo que os padres da Igreja, tanto Santo Ambrósio como Santo Agostinho, concebam o Tríduo Pascal como um todo que inclui o sofrimento do Jesus e também sua glorificação. O Bispo de Milão, em um dos seus escritos, refere-se aos três Santos dias (triduum illud sacrum) como os três dias nos quais sofreu, esteve no túmulo e ressuscitou, os três dias aos que se referiu quando disse: “Destruam este templo e em três dias o reedificarei”. Santo Agostinho, em uma de suas cartas, refere-se a eles como “os três sacratíssimos dias da crucificação, sepultura e ressurreição de Cristo”.

Esses três dias, que começam com a Missa vespertina da Quinta-feira Santa e concluem com a oração de vésperas do Domingo de Páscoa, formam uma unidade e, como tal, devem ser considerados. Logo, a Páscoa cristã consiste essencialmente em uma celebração de três dias, que compreende as partes sombrias e as facetas brilhantes do mistério salvífico de Cristo. As diferentes fases do mistério pascal se estendem ao longo dos três dias como em um tríptico: cada um dos três quadros ilustra uma parte da cena; juntos formam um todo. Cada quadro é em si completo, mas deve ser visto em relação com os outros dois.

Interessa saber que tanto a Sexta-feira como no Sábado Santo, oficialmente, não fazem parte da Quaresma. Segundo o novo calendário, a Quaresma começa na Quarta-feira de Cinza e conclui na Quinta-feira Santa, excluindo a Missa da Ceia do Senhor.

Por ACI Digital

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