renovação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Mon, 10 Apr 2017 14:56:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png renovação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Novidade da Páscoa https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/novidade-da-pascoa/ Mon, 10 Apr 2017 14:56:17 +0000 http://teste.toqueto.com/novidade-da-pascoa.html Desde os inícios da constituição do Povo de Deus, Abraão foi visto como o pai da fé e da esperança em Javé. Em Jesus Cristo essa fé em Deus tem uma dimensão de novidade, porque é plenificada com o fato concreto da Ressurreição. Fé que se transforma em dom divino, e nela a esperança se renova sempre, imprimindo novo dinamismo na trajetória que fazemos na vida terrena.

A novidade da Páscoa é a Ressurreição de Jesus Cristo, fato histórico comprovado por testemunhas oculares, como os apóstolos e pessoas presentes naquele tempo. É constatação do cumprimento da aliança, como está relatado nas palavras bíblicas: “Estabeleço minha aliança entre mim e ti e teus descendentes para sempre, uma aliança eterna, para que eu seja Deus para ti e para os teus” (Gn 17,7).

A Páscoa, quando bem observada, faz com que as pessoas vivam de modo novo, sem interesses egoístas, e mais preocupadas com “as coisas do alto” (Col 3,1). Deve ser para nós uma festa de equilíbrio, de superação das violências e práticas que desarmonizam a identidade cristã das pessoas. É festa de novidade, de quem luta por justiça e pela construção da dignidade humana na sociedade.

Passada a Semana Santa, os cristãos são convocados para viver uma fé pascal e coerente com os ensinamentos de Jesus Cristo ressuscitado. A raiz dessa fé está assentada em quatro pilares: na morte, na ressurreição, na exaltação à direita de Deus e na volta do Senhor. É justamente essa convicção que caracteriza o novo modo de viver do cristão, e que deve marcar sua trajetória de vida.

A Ressurreição de Jesus Cristo foi como a luz do sol. Os que estavam nas trevas, na escuridão da morte, agora viram uma grande e brilhante luz presente em seus corações. Abriram suas mentes e conseguiram enxergar a beleza do encontro pessoal com Deus. Superaram a dureza de coração, de mente e de estruturas pétricas. O amor gratuito e contagiante de Deus modifica a vida humana.

Através da leitura assídua da Palavra de Deus conseguimos compreender, como também compartilhar, as riquezas que envolvem uma verdadeira experiência de fé cristã e de crescimento de vida fraterna. É nessa convivência que as barreiras vão caindo por terra. Assim podemos dizer que a vida pascal nunca é a mesma, é sempre cheia de novidades e rica por causa do mergulho em Jesus Cristo.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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Por que a Páscoa não tem data fixa? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-que-a-pascoa-nao-tem-data-fixa/ Fri, 31 Mar 2017 09:46:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45220 Ao chegar a Páscoa, muitos se perguntam: em que dia cairá? Por que não há uma data fixa?

Sabemos que a Páscoa cristã se celebra sempre num domingo, mas a cada ano variam-se as semanas e, às vezes, o mês. Entre os católicos, costumeiramente se diz que não há Páscoa antes de São José (19 de março) nem depois de São Marcos (25 de abril). 

As expressões “Páscoa baixa”, “Páscoa média” e “ Páscoa alta” estão relacionadas a esta movimentação da maior das efemérides cristãs que transita entre as últimas semanas de março e a última de abril. 

Para se calcular a data da Páscoa, quando se celebra a jubilosa Ressurreição do Senhor, são importantes duas referências: a história do povo de Israel e a ciência da astronomia. Na verdade, as duas coisas andam juntas. Na Páscoa judaica (Pessah, na língua hebraica), recorda-se a passagem da noite em que povo hebreu ficou livre da escravidão do Egito, depois de uma série de inequívocas intervenções de Deus, primeiro com pragas enviadas ao Faraó opressor, e uma sequência de bênçãos prodigiosas, como a passagem do Anjo Exterminador, a travessia do Mar Vermelho, o Maná do Deserto, as codornizes, a água que brotou da rocha e outros sinais. Tal libertação se deu no primeiro plenilúnio após o equinócio da primavera do hemisfério norte, que acontece entre os dias 19 a 21 de março. 

A morte de Cristo também se deu numa sexta-feira, antes da festa da Páscoa do povo hebreu, repousando na penumbra do sepulcro no Shabat (sábado) e ressuscitando na manhã clara do primeiro dia da semana, que os cristãos desde então chamam de Domingo, ou seja, Dies Domini (Dia do Senhor).

O equinócio é um fenômeno natural constatado pela astronomia, quando o sol, pela sua posição em relação à Terra e à Lua, emite seus raios de forma exatamente perpendicular à linha do equador, ocorrendo então a equiparação das horas do dia e da noite, tendo cada um pontualmente 12 horas. O termo ‘equinócio’ tem origem na língua latina: aequus (igual) e nox (noite). No ano há dois equinócios: o de março, entre os dias 19 e 21, que dá início a estação da primavera no hemisfério norte e outono, no hemisfério sul; e o de setembro, entre os dias 20 e 23, que estabelece o início das novas estações nos dois hemisférios, de forma inversa à anterior.

Pelos estudos cronológicos, a data fixa da morte de Cristo teria sido, mais ou menos, no dia correspondente ao 3 de abril do nosso calendário atual. A imprecisão se verifica, porque nossos calendários não conseguem ser matematicamente exatos, por haver certa discordância entre a forma de contar os dias e a realidade da incidência da luz proveniente dos astros. Vejamos que o ano não tem exatamente 365 dias, mas se compõe ainda de algumas horas, minutos e segundos (365d 5h 48m 46s). É necessário também levar em consideração o desenvolvimento da astronomia e da cronologia na história. Em vários momentos foi necessário haver medidas para acertar e corrigir distorções na organização do tempo. Por exemplo, nos tempos modernos, no ano de 1582, o Papa Gregório XIII, orientado por estudiosos da astronomia, determinou a eliminação de 10 dias no calendário, exatamente de 5 a 14 de outubro, pois havia desencontro entre a realidade solar e a contagem dos dias no ano. Isto veio também ajustar a data da Páscoa. Por causa desta louvável iniciativa do Papa mencionado, o calendário que se usa hoje se chama Calendário Gregoriano.

Vejamos, portanto, que não há Páscoa sem lua cheia e nem sem mudança de estação. Na Páscoa tudo se renova, tudo revive, tudo se ilumina da forma mais exuberante possível, pois, segundo a fé dos judeus e a dos cristãos, assim é que se revela a grande misericórdia de Deus que não quer a morte do pecador, nem a escravidão da criatura humana nas trevas do erro e da ilusão, mas quer que ele viva, e seja feliz.

A Páscoa preside todo o calendário litúrgico cristão, estando as festas móveis sujeitas à data da Páscoa, como, por exemplo, a 4ª feira de Cinzas, que dá início à quaresma quarenta dias antes da celebração pascal, além das festas posteriores à Páscoa, como Pentecostes, Corpus Christi e outras celebrações móveis.

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora

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