religiosos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png religiosos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco anima religiosas e religiosos brasileiros, na Praça São Pedro, em Roma https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/papa-francisco-anima-religiosas-e-religiosos-brasileiros-na-praca-sao-pedro-em-roma/ Wed, 19 Aug 2020 20:39:24 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58945 Na abertura da Primeira Semana da Vida Religiosa Consagrada no Brasil, mais de 60 religiosas e religiosos brasileiros que vivem em Roma se reuniram na Praça São Pedro, no domingo, 16 de agosto, para um momento memorável: rezar a oração do Angelus com o Papa Francisco. A ideia nasceu no coração do padre Orlando Zanovelli, da Congregação do Espírito Santo, e logo ganhou o apoio do “Grupo Zero” que anima as religiosas e religiosos brasileiros em Roma, o RBR. “O trabalho de coordenação e execução desta iniciativa entre nós, causou-me uma profunda alegria e gratidão”, sublinha padre Orlando.

Mais de 60 religiosas e religiosos brasileiros que vivem em Roma, se reuniram na Praça São Pedro, no domingo, 16 de agosto, para rezar a oração do Angelus com o Papa Francisco

Mais de 60 religiosas e religiosos brasileiros que vivem em Roma, se reuniram na Praça São Pedro, no domingo, 16 de agosto, para rezar a oração do Angelus com o Papa Francisco
Mais de 60 religiosas e religiosos brasileiros que vivem em Roma, se reuniram na Praça São Pedro, no domingo, 16 de agosto, para rezar a oração do Angelus com o Papa Francisco

Próximo ao meio dia, sob o sol escaldante do verão europeu, eles e elas chegaram de todos os cantos e foram passando o controle entre as colunas de Bernini que circundam a Praça, portando bandeiras, faixas, símbolos da Amazônia e a Imagem da Mãe Aparecida. Nem o uso obrigatório das máscaras para conter a pandemia, escondeu no rosto a alegria do reencontro de tantos carismas comprometidos com a missão mundo afora.

Os gestos e os cânticos surgiam espontaneamente e Roma pode ouvir novamente um dos mantras entoados durante o Sínodo para a Amazônia. “Tudo está interligado, como se fôssemos um… nesta Casa Comum”. E não poderia faltar “Santa Mãe Maria, nessa travessia. Cubra-nos Teu manto cor de anil”, no momento em que as mortes por Covid-19 no Brasil já somam 107.852 (16/08/2020).

“Sentíamos falta desses momentos, tínhamos tanto para compartilhar. Poder ver o rosto e perceber a alegria de estarmos ali neste tempo desafiador foi algo marcante e encantador”, descreve padre Júlio César Werlang, missionário da Sagrada Família e membro do Grupo Zero. “Unidos na oração, na diversidade da missão e no compromisso com a vida em todas as suas expressões, experimentamos a manifestação do amor de Deus na comunhão com o Papa Francisco”, destaca padre Júlio.

E quando Francisco apareceu na janela a manifestação do grupo foi singular, conforme relata, a irmã Maria José Meira Dedé, das Carmelitas da Caridade de Vedruna. “Estávamos ali de corpo e alma em comunhão com toda a Vida Religiosa. Nós nos unimos à oração do Angelus e o Papa se uniu à nossa oração. A comunhão, nesse momento foi fantástica. Voltamos para nossas casas fortalecidas e fortalecidos na certeza de sermos ‘amadas e amados, chamadas e chamados por Deus’”, conta a religiosa.

O momento do Angelus se tornou um sinal da vitalidade, profecia e utopia presente na multiplicidade dos carismas. “Estar na Praça São Pedro em Roma assume esse significado da internacionalidade e da interculturalidade na Vida Religiosa”, explica a irmã Maria Augusta de oliveira, das Servas de Maria Reparadoras. “Celebrar a Vida Religiosa em comunhão com todas as missionárias e missionários brasileiros espalhados pelo mundo e com o nosso profeta, o Papa Francisco, que nos convida hoje a sermos Vida Religiosa em saída, renova a nossa vocação, na certeza de que somos missão nesta terra”.

As palavras do Papa
Após rezar o Angelus, Francisco se dirigiu ao grupo de forma afetuosa. “Saúdo os religiosos brasileiros presentes aqui em Roma, com muitas bandeiras. Estes religiosos seguem espiritualmente a Primeira Semana Nacional da Vida Consagrada, que é celebrada no Brasil” (16 a 22 de agosto). O Papa desejou uma boa Semana e encorajou: “em frente” (avante).

Essas palavras “refletiram meus sentimentos e escolhas, e encontraram eco nesse momento delicado e santo da Vida Consagrada tão agitada pelas ideologias e medos”, comenta o monge Beneditino Camaldolense, Cristiano de Oliveira Sousa, OSB Cam. E complementa: “Aquele ‘avante’ proferido pelo Papa tem uma substância vital que precisa ser metabolizada por nós. Estou ainda refletindo sobre esse ‘em frente’. Ajuda a humanizar e a recobrar o ânimo pela missão e a vocação”.

Desde Brasília, a presidente da CRB Nacional, Irmã Maria Inês Vieira, agradeceu a todos que estiveram na Praça São Pedro e ao RBR pela comunhão. “O gesto do Papa Francisco mencionando vocês em comunhão conosco e depois se dirigindo a nós, foi fantástico. Emocionou o Brasil”.

Irmã Cláudia Camara, das Irmãs Salvatorianas, recorda que as palavras de Francisco “sempre encorajam e animam a seguir em frente com renovada esperança. Sou muito grata por ter participado deste momento, ter encontrado tantas religiosas e religiosos que vibram pela missão ao celebrarmos juntos o nosso dia. Que possamos manter sempre esta unidade entre nós e compartilhar da vida que se faz missão através de nossa doação”.

Esse mesmo sentimento contagiou todo o grupo, conforme ressalta a Irmã Helena Marques Pimenta, das Irmãs Palotinas. “Somos gratas por esta oportunidade de celebrar o dom da Vida Religiosa, com a bênção do nosso Papa Francisco. Foi um momento de particular emoção e motivação. A Mãe Aparecida é o Modelo da Vocação por excelência. Com ela pudemos evidenciar a particularidade de ser brasileiros: na alegria e na dor, mas firmes na opção. Queremos continuar ouvindo aquele ‘avante’”.

Reunir diante da Basílica de São Pedro representou um testemunho público e causou um impacto positivo, conforme avalia a Irmã Isair Barbaro, das Filhas do Amor Divino. “Sentimos uma nova efusão do Espírito Santo, onde não existem distâncias e nem barreiras para a revelação do amor de Deus, a solidariedade e a esperança. Este foi também um grande testemunho público, pois muita gente nos fotografou”. Segundo a religiosa, esses momentos deveriam se repetir, sobretudo nesta fase sofrida da história em que o mundo, em especial o Brasil, enfrenta esse terrível coronavírus.

Nesse sentido, as máscaras nos rostos dos religiosos e religiosas, mostraram solidariedade e sintonia com os que mais sofrem nessa pandemia.

Com o tema “Amadas e amados, chamadas e chamados por Deus”, a Semana Nacional da Vida Consagrada segue uma programação especial e iniciativas em todos os Regionais da Conferência dos Religiosos no Brasil (CRB). Confira a programação (AQUI).

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Religiosos de todo o país estão reunidos em Aparecida (SP) para seminário https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/religiosos-de-todo-o-pais-estao-reunidos-em-aparecida-sp-para-seminario/ Fri, 04 May 2018 12:40:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52172 O Santuário Nacional de Aparecida (SP), recebe desta sexta (4) até terça-feira (8), o Seminário Nacional da Vida Consagrada realizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). Mais de 500 superiores de institutos e congregações e religiosos com os mais diversos carismas vão participar do encontro.

O tema central do evento ‘Mística e Profecia na missão comunitária’ e o lema ‘Saiamos, às pressas, com Maria, aonde clama a vida’ traz para o encontro a cena da Visitação de Maria a prima Isabel.

“Este é um tema que a gente está refletindo há bastante tempo, que é a missão da vida consagrada. Saiamos, às pressas é um convite bíblico para nós, neste convite que Nossa Senhora nos faz para sairmos como ela ao encontro da vida”, disse a presidente da CRB, irmã Maria Inês Ribeiro.

A mística acontece num processo de se deixar amar e seduzir por Deus. A oração nutre a mística. Assim fazia Jesus. “Permanecia em lugares desertos e orava” (Lc 5,16).

Neste encontro, a CRB quer fortalecer os compromissos assumidos no Plano Trienal 2016/2019. Segundo a conferência dos religiosos, a espiritualidade permeia todos os recantos do existir do consagrado e da consagrada. Por isso ela deve ser integral e integradora.

Durante a preparação para o seminário, a CRB preparou subsídios com temáticas que vão estar presente durante o encontro. Em um deles trabalhou a temática: “Um Olhar Sobre o Horizonte”. O padre Rafael Lopes Villasenor, falou que olhar o horizonte significa olhar o mundo que nós vivemos hoje. Significa ver a realidade que nós estamos passando nos diferentes aspectos: social, econômico, político e ver os diferentes desafios que nós temos.

“Nos últimos anos, estamos vivendo uma crise de ética, por grandes migrações, grandes transformações no mundo globalizado”, disse

De acordo com a CRB, viver a profecia nada mais é do testemunhar a fé e levar a Boa Notícia experimentada em Deus que nos impulsiona a estar “em saída”. Somos convidados ao seguimento de Jesus. Seus passos, suas marcas, estão na realidade que interpela e convida a criar um clima de Reino de Deus, de justiça social, de vida com dignidade para todos.

Fonte: CNBB Nacional

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Congresso no Vaticano: médicos, religiosos e leigos debaterão a eutanásia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/congresso-no-vaticano-medicos-religiosos-e-leigos-debaterao-a-eutanasia/ Fri, 17 Nov 2017 11:08:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49450 Ainda no final deste ano, a Holanda, que foi o primeiro país a legalizar a eutanásia, deverá ter oferecido meios de facilitar a morte de mais de 7.000 pessoas que estavam aos cuidados de seus… médicos.

Isso corresponde a um aumento de 67% a mais de mortes favorecidas, se fizermos uma comparação com os números de mortes provocadas há a cinco anos atrás.

Fala-se mais da eutanásia

Atualmente a eutanásia está legalizada em cinco países: Países Baixos, Bélgica, Colômbia, Luxemburgo e o Canadá.

Cada vez fala-se mais desse modo de pôr fim à vida de um paciente e, de acordo com Carlo Casalone, da Pontifícia Academia para a Vida, isto se deve aos avanços da medicina e a que se conhecem mais casos graças as diversas mídias.

É por isso que o Vaticano organiza um congresso que acontece entre hoje, 17, e amanhã, 18 de novembro, onde estão reunidos médicos e especialistas, religiosos e leigos.

Uma questão delicada…

Por exemplo, segundo a moral católica é necessário fazer a distinção entre a eutanásia e a interrupção de tratamento oferecido a doentes terminais.

Intervenção que provoca intencionalmente a morte

Para o padre Carlos Casalone, da Companhia de Jesus, que é médico cirurgião e teólogo, “o documento de 1980 da Congregação para a Doutrina da Fé, intitulado ‘Iura et bona’ eliminou o conceito de eutanásia ativa e passiva.

Chama-se eutanásia só a intervenção que provoca intencionalmente a morte. Caracteriza entre provocar a morte direta e intencionalmente. A eutanásia não é só um ato externo. Muito mais importante que isso é também a intenção”.

Não respeitar o preceito ‘não matarás’

Este documento, ‘Iura et Bona’, não considera tratar-se de eutanásia quando um enfermo terminal decide interromper um tratamento porque está agonizando. Neste caso ele não descontinua o tratamento com a intenção de morrer, mas para interromper uma cura que provoca dor sem obter resultados.

Casalone assegura que a resposta da Igreja diante desta situação será sempre a de recorrer aos cuidados paliativos. Mas o problema que surge é que nem todas as pessoas contam com os recursos econômicos ou sociais para receber estes cuidados paliativos:

“O primeiro elemento que devemos considerar é que os tratamentos paliativos avançaram muito e, portanto, existem modos de aliviar a dor e o sofrimento que são muito mais eficazes que no passado”.

“Acabar com a vida é um modo de não respeitar a o preceito ‘Não matarás’, que é um dos que estruturam nossa sociedade”.

Parentes e consequências

A propósito da eutanásia e as consequências delas nos parentes, existem estudos recentes segundo quais, 1 de cada 4 familiares de um paciente que morreu por aplicação da eutanásia desenvolvem casos de stress e desequilíbrios uma vez que se sentem culpados por ter deixado que o parente morresse.

Existem tantas perguntas e variáveis que é difícil discernir a nível ético, moral e espiritual, tanto para os médicos, quanto para os pacientes e familiares o que é certo e que é duvidoso.

A Pontifícia Academia para a Vida espera que a realização deste congresso ajude a resolver estas dúvidas.

Por Gaudium Press, com Rome Reports

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Aumentou o número de católicos no mundo? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/aumentou-o-numero-de-catolicos-no-mundo/ Thu, 26 Oct 2017 10:32:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49235 O número de católicos no mundo aumentou em 12,529 milhões pessoas, alcançando a cifra de 1.284.810.000 católicos em 31 de dezembro de 2015. Apesar do aumento, a porcentagem de católicos no mundo diminuiu 0,05%, situando-se agora em 17,72%, da população mundial que também aumentou.

Segundo os dados do Anuário Estatístico da Igreja atualizados nessa data, recolhidos pela agência vaticana Fides por ocasião do Dia Mundial das Missões, o crescimento do número de católicos ocorreu em todos os continentes, exceto na Europa, onde foi registrado 1,334 milhão católicos a menos.

De todos os continentes, onde o número de católicos mais aumentou foi na África, com 7.411.000, seguida pela América com 4.756.000 novos católicos; e Oceania com 123 mil.

De acordo com o Anuário Estatístico, a população mundial também registrou um crescimento importante, chegando a 7.248.941.000 pessoas, o que mostra um aumento da população mundial de 88,202 milhões em relação ao ano anterior. Este aumento ocorreu em todos os continentes, inclusive na Europa depois de vários anos de diminuição demográfica.

As estatísticas indicam que, o número de bispos no mundo aumentou em 67, chegando a ser 5.302. Também cresceu o número de sacerdotes, 136 foram ordenados, chegando ao total de 416.656, dos quais 281.514 são diocesanos e 134.142 sacerdotes religiosos.

Entretanto, o número de religiosos (que não são sacerdotes) diminuiu pelo terceiro ano consecutivo. Conforme o Anuário, em dezembro de 2015 havia 54.229 religiosos, 330 menos do que o registro anterior. O número de mulheres religiosas também diminuiu, 12.399 a menos, sendo agora 670.330.

A mesma tendência foi registrada no número de missionários leigos, diminuiu em 16.723 pessoas, chegando a 351.797.

Por outro lado, o número de catequistas no mundo diminuiu em um total de 142.115 pessoas, de modo que, em dezembro de 2015, havia 3.112.653 catequistas no mundo.

Embora o número de seminaristas maiores tivesse diminuído novamente no mundo todo, assim como nos anos anteriores, a diminuição foi contida. A diminuição em relação ao ano anterior é de 96, deste modo, o número de seminaristas no mundo até a data do estudo foi de 116.843.

Por ACI Digital

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Brasil é o país com maior número de católicos, revelam estatísticas da Igreja https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/brasil-e-o-pais-com-maior-numero-de-catolicos-revelam-estatisticas-da-igreja/ Fri, 07 Apr 2017 07:51:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45352 O Brasil é o país com maior número de católicos no mundo, segundo dados do Anuário Pontifício 2017 e Anuário Estatístico Eclesial 2015. A sala de imprensa da Santa Sé comunicou nesta quinta-feira, 6, que ambas as publicações, redigidas pelo Escritório Central de Estatística da Igreja, já estão sendo distribuídas.

Ambos os relatórios trazem informações sobre a Igreja católica no mundo. Dados relativos a 2015 mostram que, no grupo dos dez países do mundo com maior consistência de católicos batizados, o Brasil está em primeiro lugar, com 172, 2 milhões, o que representa 26,4% do total de católicos de todo o continente americano. Atrás do Brasil, estão México (110, 9 milhões), Filipinas (83, 6 milhões), Estados Unidos (72, 3), Itália (58), França (48, 3), Colômbia (45,3), Espanha (43,3), República Democrática do Congo (43, 2) e Argentina (40,8).

Em todo o mundo, são 1 bilhão e 285 milhões católicos batizados, o que corresponde a 17,7% da população total e um crescimento relativo de 1%. A dinâmica desse crescimento é diferente de um continente a outro: enquanto na África se registra um aumento de 19,4%, na Europa registra-se estabilidade, tendo em vista a situação demográfica local: população com ligeiro crescimento e previsão de declínio para os próximos anos.

Em situação intermediária estão América e Ásia, onde esse crescimento foi de, respectivamente, 6,7% e 9,1%, em harmonia com o desenvolvimento demográfico desses dois continentes.

Queda no número de sacerdotes

As estatísticas relativas a 2015 indicam também que o número de clérigos no mundo é de 466.215, com 5.304 bispos, 415.656 sacerdotes e 45.255 diáconos permanentes. Em 2015, registra-se uma queda no número de sacerdotes em relação ao ano anterior, invertendo a crescente que caracterizou os anos de 2000 a 2014.

A diminuição entre 2014 e 2015 foi de 136 e diz respeito em particular ao continente europeu (-2502), dado que para os outros continentes se registram, de um ano para o outro, variações positivas: 1.133 para a África, 47 para a América, 1.104 para a Ásia e 82 para a Oceania.

Contração de religiosos não padres

Os religiosos professos não sacerdotes constituem um grupo em nível planetário em contração: se em 2010 havia 54.665, em 2015 esse número passou para 54.229. O declínio pode ser atribuído, em ordem de importância, ao grupo europeu, ao americano e ao da Oceania. Na África, esse número aumentou assim como na Ásia, em menor grau.

Diminuição também no número de religiosas

As religiosas professas constituem uma população de certa consistência: em 2015, superaram em 61% o número de sacerdotes de todo o planeta e atualmente estão em declínio. Em nível global, passaram de 721.935, em 2010, para 670.320 em 2015, com uma flexão relativa de 7,1%.

A África é o continente com maior incremento de religiosas, que passaram de 66.375 em 2010 para 71.567 em 2015. Na sequência, está o sudeste asiático, onde as religiosas professas passaram de 160.564 em 2010 para 166.786 em 2015. O sul e a área central da América, entre o início do período e o seu término, mostram um declínio: passa-se de 122.213 religiosas em 2010 para 112.051 em 2015.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano em italiano

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Presidência da CRB posiciona-se contra a Reforma da Previdência https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidencia-da-crb-posiciona-se-contra-a-reforma-da-previdencia/ Thu, 16 Mar 2017 08:04:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44931 A Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) elaborou uma carta aberta convocando todos os religiosos e religiosas, colaboradores, e pessoas atendidas pelas unidades sociais, escolas e universidades, hospitais, centros de atendimentos para mobilizarem-se contra a Reforma da Previdência (PEC 287/2016), que também visa extinguir o direito à Filantropia a que muitas instituições beneficentes e de caridade tem direito. O documento aponta ainda que cristãos e religiosos devem aguçar o senso crítico para não legitimar posições assumidas que vão contra o Evangelho e os direitos dos mais pobres.

Leia a íntegra da carta:

Brasília, DF, 08 de março de 2017

“Felizes sois vós quando vos insultam e perseguem e mentindo dizem contra vós toda espécie de mal por minha causa. Alegrai-vos e regozijai-vos”. (Mt 5,11)

Queridas Religiosas e Queridos religiosos!

É em nome pessoal e em nome da CRB Nacional, que representa mais de 35 mil religiosos e religiosas, que lhes escrevo. Faço-o com o coração entristecido por, mais uma vez, ver os interesses de poucos solaparem os direitos de muitos, especialmente das crianças e jovens mais pobres e vulneráveis. Literalmente querem nos tirar as migalhas.

Pessoas com passado não muito transparente se sentem no direito de legislar e de impor suas ideias, valendo-se do cargo que ocupam como representantes do povo. Como cristãos e como religiosos devemos aguçar o nosso senso crítico para não legitimar posições assumidas que vão contra o Evangelho e os direitos dos mais pobres. 

Nos próximos dias estará sendo discutida, e talvez votada, por nosso parlamento, a Reforma da Previdência, na qual o Governo Federal busca alterar a Constituição Federal por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 287/2016. Além de outros absurdos, no bojo dessa reforma, nossos representantes querem extinguir o direito à Filantropia a que muitas instituições beneficentes e de caridade tem direito. Trata-se de um dos efeitos colaterais de contornos imprevisíveis que tal emenda produzirá contra os pobres dessa nação no presente e no futuro.

O deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), relator da proposta, tem se pronunciado categoricamente contra as desonerações fiscais em favor de alguns setores da sociedade, em especial das instituições filantrópicas. Chegou ao ponto de apelar à difamação pública dessas instituições centenárias, imputando-lhe adjetivos como: “pilantropia”, “pouca vergonha” e “aberração” no infeliz intuito de desqualificar a imunidade tributária das entidades beneficentes e de assistência social. É triste ver nas redes sociais anúncios do PMDB afirmando: “Se a reforma da previdência não sair – Adeus Bolsa Família – Adeus FIES …”.

Uma campanha bem ao estilo autoritário e segundo a ética de quem a patrocina e, quem sabe, a financia. O cronograma de tramitação dessa matéria no Congresso Nacional é extremamente curto. Já nos próximos dias, por volta do dia 22/03/2017, deverá ser votada na Plenária da

Câmara. O atual domínio da bancada do Governo certamente garantirá a aprovação sem o menor esforço, pouco se lixando com as consequências de tal decisão. O que importa é arrecadar mais impostos.

A única forma de mudarmos esse triste panorama é o engajamento de todos: lideranças, religiosos/as, colaboradores, atendidos das nossas unidades sociais, escolas e universidades, hospitais, centros de atendimentos. Ou nós nos mobilizamos e defendemos o direito das nossas instituições e dos pobres, ou mais uma vez pagaremos a conta dos desmandos palacianos.

Permitam-me oferecer-vos alguns dados e ilustrações para melhor compreensão da gravidade do assunto:  

• Pesquisa do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas – FONIF, realizada a partir de dados oficiais fornecidos pela própria Administração Pública, revela que as entidades imunes proporcionam um retorno social da ordem de 5,92 x 1. Isto é, para cada R$ 1,00 não cobrado em tributos, R$ 5,92 são convertidos em benefício da população, na forma de serviços, empregos, infraestrutura, qualidade de vida e conhecimento. Ou seja: se o governo tirar a filantropia das instituições que prestam esses serviços, ele terá que arcar com a assistência a essas pessoas, gastando 5,92 vezes mais do que arrecada para dar o atendimento necessário. Como percebemos, essa decisão é pouco inteligente e incidirá diretamente na queda ou desqualificação do atendimento dos mais necessitados. 

• As isenções das entidades filantrópicas correspondem a apenas 3% da arrecadação total da Previdência Social, de modo que a suspensão de tal isenção não vai solucionar o problema. A devolução do dinheiro desviado no “propinoduto” daria muito mais resultado financeiro do que terminar com as filantrópicas; 

• Caso as entidades filantrópicas percam esse incentivo, centenas ou milhares de escolas, hospitais, universidades, centros sociais, centros de atendimentos a vulneráveis pertencentes a estas instituições deverão fechar as portas. Milhões de pessoas serão privadas de atendimento digno e humanitário nas unidades atendidas pelas filantrópicas e passarão para a rede pública, já incapaz de oferecer ao nosso povo o mínimo em saúde e educação. 

• A consequência de curto prazo, será o aumento de crianças e adolescentes vivendo na rua, com muita possibilidade de futuramente assaltarem os que hoje lhe negam um tratamento digno. E então, a economia feita hoje, será insuficiente para construir prisões para abrigar os infratores produzidos pelo abandono produzido por tal decisão. Uma pena que a maioria dos nossos políticos não consigam ver além da próxima eleição. 

Irmãos e Irmãs, precisamos mobilizar as nossas instituições! Precisamos defender os nossos direitos e os direitos dos pobres e vulneráveis! Não se trata de luta ideológica, mas de posicionamento evangélico. 

Como ação prática, sugiro que enviem centenas, milhares, milhões de e-mails, aos deputados e senadores. Usemos as redes sociais para denunciar mais esse abuso de poder econômico e político de poucos que marginaliza quem trabalhou com seriedade durante séculos em favor dos necessitados. Participemos de manifestações públicas com esse objetivo. 

Alertemos os nossos atendidos, alunos, enfermos, sobre esse perigo e peçamos a eles que se manifestem nas redes sociais contra esse “assalto” a dignidade das instituições e das pessoas.

Não poupemos nenhum esforço no sentido de esclarecer e de influir na decisão dos nossos representantes em Brasília. 

Termino pedindo a todos os religiosos e religiosas, especialmente aos anciãos, aos enfermos e aos de clausura, que rezem fervorosamente a Deus, para que o Espírito Santo ilumine as mentes e os corações dos que devem decidir nosso futuro. Se Deus ouviu o clamor de Israel quando o Faraó escravizou o seu povo, certamente nos ouvirá também. Ele é Pai e Mãe e cuidará de nós e dos pobres do mundo. Recordo o Evangelho: “Existem certos demônios que só são expulsos mediante muita oração” (Mt 17,21). Quem sabe, estejamos diante de um deles.

Que o Deus bondoso tenha para nosso país olhos de misericórdia e nos conduza pelos caminhos da justiça e da fraternidade. Que a Virgem de Aparecida nos proteja e nos abençoe.

Em união de preces, 

IR. MARIA INÊS VIEIRA RIBEIRO
Presidente da CRB Nacional

Por CNBB

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