religiosidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png religiosidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Entenda: por que jejuar nas sextas-feiras da Quaresma? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/entenda-por-que-jejuar-nas-sextas-feiras-da-quaresma/ Thu, 01 Mar 2018 10:32:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51055 Durante a Quaresma – período de preparação para a festa da Páscoa – a Igreja recomenda que os fieis façam jejum e abstinência, principalmente às sextas-feiras. A prática é muito comum durante este tempo litúrgico, mas também no decorrer do ano. Mas porque jejuar nas sextas-feiras quaresmais?

“Para tornar mais verdadeira, autêntica e transparente a nossa vida diante de Deus”, explica o bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol.

“A finalidade proposta é viver o jejum como renúncia de algo que nos dá prazer imediato e, porém, não é só o aspecto negativo da renúncia, mas impositivo. Eu insisto, o jejum é para tornar mais autentica, transparente e verdadeira conosco mesmo no relacionamento com os ouros e no final com Deus a nossa existência terrena”, explicou.

O bispo ressalta ainda que sexta-feira na tradição da Igreja é o dia da morte do Senhor. Portanto, desde os primeiros séculos se tornou um dia litúrgico. Isto é, em que se recordava a morte do Senhor de uma maneira especial.

“O fato de ter um dia de Jejum é para viver juntos como Igreja Universal um gesto que manifeste a nossa busca de uma espiritualidade mais profunda, mais autêntica ligada ao sofrimento de Cristo”, destaca.

De acordo com o Código de Direito Canônico – leis que orientam a Igreja Católica – o jejum é a “forma de penitência que consiste na privação de alimentos”. Para tal prática, a orientação tradicional é que se faça apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, pode-se tomar duas outras pequenas refeições, que não sejam iguais em quantidade à habitual.

Segundo dom Armando, a Igreja enriquecida por uma longa história documentada pela Bíblia, fala muitas vezes da necessidade de jejuar. Na Sagrada Escritura, o profeta Isaías insiste que não basta um jejum como obra exterior. É importante jejuar como purificação interior.

“Nós como Igreja temos essa obra durante a Quaresma com o intuito da vivência mais profunda com nós mesmo e com Deus para que a nossa vida se torne mais pura, autêntica e fiel”.

Conforme as orientações da Igreja, o jejum e a abstinência são obrigatórios na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa e estão obrigados ao jejum os que tiverem completado 18 anos até os 59 completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação. Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum.

Sobre a abstinência, o Direito Canônico diz que “consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre”. Segundo o documento, a tradição da Igreja indica a abstenção de carne, pelo menos nas sextas-feiras da Quaresma. “Mas poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo os mais requintados e dispendiosos [caros] ou da especial preferência de cada um”, orienta o documento.

Para dom Armando, o jejum quaresmal é um momento para entrar em si mesmos e ver na transparência do mistério de Deus a proposta cristã o que torna a vida mais bela, transparente.

“Quem ganha com o jejum não é Deus, somos nós. São as nossas vidas que se tornam mais verdadeiras em si mesmas. É claro a motivação não é de ordem só estética ou física, mas espiritual. Mas, Deus é aquele que, mais do que todos, procura o nosso bem e a Igreja, fiel a uma longa tradição de espiritualidade, convida seus filhos a fazer renúncias que não são tanto para honrar a Deus, é para tornar o nosso relacionamento com Ele mais puro, rico, belo, mais fiel ao projeto que Ele nos deixou”, finaliza o bispo.

Por CNBB

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A espiritualidade da Quaresma https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/a-espiritualidade-da-quaresma/ Fri, 23 Feb 2018 16:34:42 +0000 http://teste.toqueto.com/a-espiritualidade-da-quaresma.html Embora quase esquecido, há, porém, um paradigma na teologia que não perdeu a sua validade, segundo pensa muita gente boa, inclusive modestamente eu. O esquema é este: À uma espiritualidade ou religiosidade vertical corresponde outra horizontal. Dizendo de outro modo, vertical é a relação pessoal com Deus, “Eu e Deus”, e a horizontal, a relação pessoal com os outros e o mundo, “Eu e os outros e o mundo”. Com outras expressões, diz-se vertical a que se refere à caridade-justiça de Deus ou para com Deus e a horizontal, à caridade-justiça social ou para com os outros. Como se pode perceber, é uma explicitação dos dois mandamentos da caridade: 1- “Amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente”; 2- “Amarás ao próximo como a ti mesmo”. Aquele é o maior e o primeiro mandamento. Este é semelhante àquele, mas é o segundo mandamento, conforme Jesus explica em Mateus 22, 36-39. Que quero dizer com isto? Exatamente, chamar a atenção para frisar que embora as duas espiritualidades sejam semelhantes, no entanto, a vertical é a primeira, e a horizontal a segunda. Ou seja, os deveres para com Deus vêm em primeiro lugar e em segundo os para com o mundo da criação. Em outros termos, os direitos de Deus sobre cada um de nós precedem aos direitos que os outros e o mundo têm sobre nós. Os direitos de Deus e as obrigações que temos para com Deus expressam-se em tudo o que concerne à sua santa vontade e em suas leis. Basicamente, nossas obrigações consistem em conhecer a vontade de Deus para vivê-la, em observar os seus mandamentos e ensinamentos, em praticar as virtudes e as obras de misericórdia e em vencer as tentações e evitar todo pecado que é sempre uma ofensa feita a Deus pela desobediência à sua lei. Como dizemos que Deus é amor e fomos criados à sua imagem e semelhança, amar é tudo na vida, é, enfim, o absolutamente essencial. Por isso, o essencial na vida cristã é o primeiro mandamento: “Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas”. De tal maneira, com toda razão, a teologia nos diz que por causa do amor a Deus segue-se o amor aos outros e entre estes aos pobres e sofredores. Como sabemos, desde o relato de Caim e Abel, toda a Bíblia está marcada pelo amor de predileção de Deus pelos fracos e maltratados da história humana. O amor ao próximo, por conseguinte, é também essencial, mas é o segundo mandamento, o que decorre daquele amor primeiro de Deus, a quem por primeiro devemos amar. Pode-se dizer com toda certeza que amar assim como Deus nos ama e ama a sua criação deve ser a razão da nossa vida, é o que dará sentido à nossa vida, é o que nos possibilitará ser santos como o Pai do céu é santo. Em suma, é o que nos fará ser cristãos, ser discípulos de Jesus, isto é, seguir o modelo de quem se identificou com os seus “irmãos mais pequeninos” (Mt 25,40.45) e fez uma opção clara pelos excluídos do seu tempo.

Por que faço esta introdução na reflexão sobre a Quaresma? Porque hoje em dia, sobretudo, na sociedade afastada de Deus tudo virou horizontalidade. Nada ou pouco se fala de Deus. Veja, por exemplo, o projeto de intervenção federal na segurança no Rio e o anúncio da criação do Ministério da Segurança Pública, empreendidos pelo governo federal para o enfrentamento do grave problema da violência. A Campanha da Fraternidade trabalha o mesmo tema, que a Igreja desde o ano passado reconheceu-o como o maior problema da atualidade brasileira: a violência e a sua superação. É evidente que o Estado e a Igreja são instituições diferentes. Portanto, cada uma enfoca o tema a partir da sua identidade e peculiaridades.  No entanto, já que nossa nação é cristã é de se perguntar: os pressupostos básicos da nossa fé em Deus, da fraternidade humana fundada na paternidade do mesmo Deus, dos princípios filosóficos da ética cristã, dos valores morais, dos mandamentos de Deus, das leis divinas e naturais, presentes no projeto da Campanha da Fraternidade, fundamentam também, ao menos de longe, os referidos projetos de segurança do governo federal?

Pois bem, conforme a espiritualidade quaresmal, a conversão consiste em que, primeiramente, eu e você ou nós cristãos devemos voltar-nos para Deus e procurá-Lo com todo o coração como primeiro passo para podermos convocar toda a sociedade a se colocar também diante de Deus e a ouvir a sua voz convidando todos à conversão. Porquanto, como fica evidente, a conversão passa pela pessoa, deve começar com cada um de nós, depois pelos outros da comunidade e da sociedade. A conversão deve começar comigo e com você, prezado leitor. Nós precisamos voltar o coração para Deus pelos exercícios quaresmais da “oração, jejum e esmola”, e buscar a reconciliação mediante os sacramentos e a celebração pascal da paixão, morte e ressurreição do Senhor. A conversão que nos leva a mudar muita coisa em nossa vida é que renova em nós atitudes e comportamentos e que, por fim, devolve a paz ou a faz crescer em nossos corações. Por isso, a Igreja, mãe e mestra, nos ensina que somente homens e mulheres convertidos e pacificados poderão ser pacificadores e promover a justiça, a paz, a reconciliação e a fraternidade ao redor, na sociedade e no mundo. Em síntese, não haverá nunca mundo novo sem homens e mulheres novos.  A superação da violência passa pela conversão pessoal. Essa é a convocação primeira da Liturgia quaresmal para que a Campanha da Fraternidade possa ser eficaz e produzir resultados. Sem esta premissa também os projetos do governo federal para o enfrentamento da violência pouco ou nada hão de realizar.

Neste segundo domingo da Quaresma o Evangelho de Marcos 9, 2-10 relata a transfiguração de Jesus no Tabor. A glória e ressurreição de Jesus, depois de sua paixão e morte, ensinam que também a glória e a transfiguração futura do ser humano pecador passam pela penitência, conversão e mudança de vida.

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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Arquidiocese de Palmas realiza seu primeiro Círio de Nazaré https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arquidiocese-de-palmas-realiza-seu-primeiro-cirio-de-nazare/ Wed, 01 Nov 2017 07:55:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49308 Considerada uma das maiores manifestações religiosas do país, o Círio de Nazaré, agora, será realizado também na capital tocantinense de Palmas.

Entre os dias 14 e 15 de novembro, a Arquidiocese de Palmas realiza o evento inédito, seguindo os moldes das programações já realizadas em outras regiões do país, com momentos de Adoração ao Santíssimo Sacramento, procissão luminosa e corda, carreata, celebração eucarística e louvor.

A programação tem início na noite de quarta-feira, 14, às 20h, com a chegada da Imagem de Nossa Senhora de Nazaré no Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues.

Em seguida, os fiéis participam de carreata passando pelas paróquias Imaculado Coração de Maria (Taquari), Santo Antonio (Aureny 3), São João Batista, São Luis Oriene, São José, até chegarem ao Santuário Nossa Senhora de Fátima, local em que haverá vigília.

Na quinta-feira, 15, as atividades têm início a partir das 6h, com os devotos marianos saindo para a Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Taquaralto).

Após, às 9h, o público segue para a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Aureny 4), e às 11h e às 13h, para as paróquias Nossa Senhora Monte do Carmo e Jesus de Nazaré, respectivamente.

Mais tarde, às 15h, os fiéis partem com destino a Paróquia Coração de Maria, regressando ao Santuário de Fátima às 17h. Do templo, os romeiros saem às 18h em procissão luminosa até a Casa de Maria, espaço que será preparado para a Santa Missa de encerramento, às 19h30.

De acordo com o Arcebispo de Palmas, Dom Pedro Brito Guimarães, a festa promete ser bonita e participativa. “Os organismos da Arquidiocese estão envolvidos nesta festa mariana que é símbolo de fé e devoção, esperamos que o momento gere frutos de amor e esperança”, declarou. (LMI)

Por Gaudium Press, com Arquidiocese de Palmas

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