relacionamento - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Mon, 31 Jul 2017 11:31:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png relacionamento - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Sexualidade, relacionamentos e vida de oração https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sexualidade-relacionamentos-e-vida-de-oracao/ Mon, 31 Jul 2017 11:31:44 +0000 http://teste.toqueto.com/sexualidade-relacionamentos-e-vida-de-oracao.html Para cultivar a castidade, a pureza e a santidade, o alicerce da sua casa precisa ser a vida de oração, como uma planta que recebe da sua raiz vida, força e vigor. É importante entender o relacionamento de sexualidade, relacionamento e vida de oração.

Essa vida não acontece com uma oração, com um terço de vez em quando e indo à Missa somente aos domingos. Para homens e mulheres que assumem o compromisso de conversão, não é mais possível ir às Missas só aos domingos. Com a sede de Deus que temos, precisamos buscar outras oportunidades para receber o alimento que nos guarda e nos prepara para o céu: a Eucaristia.

A confissão precisa acontecer sempre que necessário. Depois que nos encontramos com Deus, não podemos continuar tendo ideias como: “Não vou me confessar, porque o padre é um pecador como eu”. O que importa é a graça que a Igreja concedeu àquele homem de Deus por meio do sacramento da ordem, dando-lhe, em nome de Deus e da Igreja, o poder para perdoar nossos pecados.

Durante algum tempo, levei minha vida confessando-me todo mês. Depois, vi que era hipocrisia da minha parte, pois deveria me confessar sempre que necessário, e não esperar completar um mês para fazê-lo.

Aprendi que aquele que se confessa o mesmo pecado várias vezes, há anos, não é um fraco, mas um lutador, que está aguentando firme. Continue confessando-se e recebendo a cura, a graça de que você precisa. Fraco é quem se afasta da confissão, porque não tem coragem suficiente para acusar-se diante de Deus, que é amor. Se não tomarmos cuidado, vamos levando nossa espiritualidade de qualquer jeito.

A necessidade de ter uma vida de oração

Inventamos mil motivos para não ter profundidade na nossa vida espiritual, que é, de fato, aquilo que nos dá sustento. A boa semente que recebemos precisa ser cuidada, e a primeira coisa a fazer é resolvermos nossa vida de oração.

Nossa vida de oração precisa ser crescente. Chega de altos e baixos! Precisamos decidir o que queremos fazer com o Deus da nossa vida.

Eu não durmo sem a Palavra de Deus, é uma regra para mim. Posso estar extremamente cansado, seja por qual for o motivo, na minha casa não tem cama sem Bíblia. A decisão de ter uma vida de oração muda radicalmente nossa vida.

Vida de oração

Não pense que já estamos suficientemente fortes para enfrentarmos esse mundo em que vivemos. Acredito na espiritualidade que nos faz crescer quando nos ensina a desligarmos a televisão e irmos para o quarto rezar com a Bíblia. Acredito na espiritualidade quando um amigo telefona e diz: “Vamos sair? Vai ter um programa legal! Depois dormimos na casa de um colega”, mas eu lhe digo: “Desculpe-me, mas não fiz meu estudo bíblico ainda. Podia até ir, mas pode deixar para a outra semana?”. Talvez possamos perder esse amigo, mas não acredito em nenhuma outra espiritualidade que não cresça dessa forma.

Deus toca naquilo que, de fato, nos faz felizes: nossa capacidade de amar. Você deve conhecer pessoas que possuem muito dinheiro, muitos bens, mas que não se tornaram amor, por isso são frustradas e infelizes. Deve conhecer também pessoas muito simples, algumas sem dinheiro, que tiveram uma vida pobre materialmente nem tiveram o que comer, mas foram muito amadas e são pessoas íntegras. Você deve conhecer muitas pessoas que conheceram o mundo inteiro, viajaram, falam cinco idiomas e conversam sobre muitos assuntos, mas que não possuem o brilho nos olhos nem o sorriso nos lábios. Essas pessoas não fizeram a experiência do amor.

Se você não teve muito afeto, gerando assim carências, e com isso aconteceram as experiências sexuais com pessoas do mesmo sexo, despertando em você esse interesse, saiba que a luta é grande. O mundo manda fazer sua opção, porque você é livre. É uma pressão enorme sobre sua pessoa. Mas, é preciso entender que sua íntima decisão de buscar a cura é fundamental. Não importa o fundo do poço no qual você se encontra é preciso decidir-se.

Não tenha medo e afaste-se das pessoas que alimentam em você todo e qualquer desregramento na sua afetividade e sexualidade. Sua luta será enorme, mas também assim será sua coroa.

Por Ricardo Sá (membro da Comunidade Canção Nova)

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Por que o jovem tem medo de fazer compromissos definitivos? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-que-o-jovem-tem-medo-de-fazer-compromissos-definitivos/ Fri, 28 Jul 2017 17:25:53 +0000 http://teste.toqueto.com/por-que-o-jovem-tem-medo-de-fazer-compromissos-definitivos.html Para comprometer-se com as pessoas, é preciso ter algum grau de maturidade humana. Hoje, percebemos um fenômeno no meio de nossos jovens, que é o retardamento da adolescência. Ou seja, a maturidade, que deveria existir aos 18 anos, demora mais para chegar. A prova é a indecisão da maioria ao ter de escolher o curso superior na hora do vestibular. Não são poucos os que mudam de curso depois de dois anos. Outros concluem o curso (quase forçados pelos pais), mas nunca exercem a profissão. Por quê? Estão indecisos e têm medo de fazer compromissos definitivos.

Pior é a situação no casamento. Para alguns de nossos jovens, esse assunto é uma verdadeira tortura. Aquela jovem chega aos 30 anos de idade e ainda não está muito segura se quer ou não casar. Outros preferem a fórmula popular do “ficar”. A paquera seria até normal, dentro de alguns limites, aos 14 anos, mas convenhamos que um “jovem” de 35 anos, que passa os fins de semana nas baladas “ficando”, alguma coisa não está certa. No fundo, é o medo do compromisso. Alguns são até sinceros e dizem logo no início do namoro: “Já vou avisando: não estou preparado para um namoro sério”.

Imaturidade afetiva

O mesmo se dá na vida dos seminaristas. Estamos assustados com o número de padres que deixam o ministério logo nos primeiros anos. É o receio de ficar preso e comprometer-se. Outros pulam de galho em galho. Ou seja, tornam-se padres, depois fazem um curso de psicologia e abrem consultório; mais tarde, mudam para a vida política, tornam-se advogados; e o povo perdeu mais um sacerdote. No fundo desse problema, também está o medo de comprometer-se, cuja raiz é a imaturidade afetiva.

Os políticos do país deveriam ser mestres do compromisso com o povo. Mas é isso que acontece? Os recentes escândalos no país mostram que o povo não é a maior preocupação de alguns deles. Um desses políticos, com fama de popular e operário, teve coragem de gastar R$ 15.000,00 (quinze mil reais) em uma garrafa de vinho num jantar de negócios. Nossa cozinheira do convento fez as contas rapidinho e concluiu que levaria mais de ano para comprar uma dessas garrafas com seu salário (que não é baixo!). Conclusão: falta compromisso.

Vemos padres, cantores, artistas, advogados e todo tipo de profissionais desmarcando compromissos de sua agenda. Muitos se sentem sufocados em ter de ser fiéis a alguns horários. Expediente? Nem pensar! Da mesma forma, isso é medo dos compromissos.

Precisamos mudar essa situação. Nosso Deus é um Deus que faz aliança com Seu povo, ou seja, é comprometido conosco. Precisamos, no entanto, embarcar nessa aliança e nos comprometer também com Deus e os irmãos. É bonito ver uma pessoa que se compromete. Quem encontrou um amigo assim encontrou um tesouro.

Por Padre Joãozinho, scj

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Os avós podem ter grande influência na educação dos netos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/os-avos-podem-ter-grande-influencia-na-educacao-dos-netos/ Mon, 24 Jul 2017 16:48:06 +0000 http://teste.toqueto.com/os-avos-podem-ter-grande-influencia-na-educacao-dos-netos.html Aqui em casa, há uma placa que ganhei da minha irmã: “Na casa dos avós tudo pode!”. No início, pensei que seria deseducador, mas, com o tempo, senti que os meus netos se sentiam orgulhosos com o grau da sua importância para nós. Tudo pode quando eles vêm apenas para passear e não temos a função de educá-los; justamente por isso, fica fácil ser conselheiro, companheiro e contribuir para o desenvolvimento emocional e espiritual. O “domingo” para os netos é dia de diversão, quando podem experimentar e misturar alimentos, tais como batata com leite condensado e comer apenas arroz, porque é o que gostam, mas sem valor nutritivo.

 

Num mundo conturbado, onde os pais precisam trabalhar para garantir o “melhor” para seus filhos, muitos avós assumem a responsabilidade de ficar com os netos durante a jornada de trabalho de seus filhos.

O tempo de convivência diária e o tipo de relação definem a forma de relacionamento. A responsabilidade cotidiana tem uma forma de tratamento diferente de quem ajuda temporariamente, porque, nesses casos, os avós assumem o papel de educadores. É preciso também ter regras diferentes, para os casos de apoio enquanto os pais trabalham ou quando os avós assumem integralmente a responsabilidade parenteral, em caso de morte ou abandono dos pais.

 

Efeitos positivos e negativos

Para os avós, os efeitos positivos dessa convivência é que rejuvenescem, sentem-se alegres, reencontram sua utilidade e objetivos de vida. Os efeitos negativos aparecem quando se sentem explorados e sobrecarregados física e economicamente. Em alguns casos, os conflitos entre modelos educacionais causam crises entre os pais e avós, que requer um diálogo para definir as bases da educação.

Para estudar ou trabalhar, deixar os filhos com pessoas que confiam, com laços de parentesco e amor, propicia tranquilidade na maioria dos casos. Os impactos negativos surgem quando as culturas das famílias são muito diferentes e conflitantes ou por imaturidade dos avós que querem competir com os pais pelo amor da criança.

As crianças são beneficiadas, porque convivem com gerações diferentes, aprendem a valorizar os idosos, mantêm o sentimento de pertença familiar, sentem facilidade de negociação com os avós, pois, teoricamente, pela idade, já estão mais maduros para definir as prioridades do que podem ceder ou não. Os estudos mostram que os avós, mesmo que não possuam formação escolar adequada, fornecem valores sólidos, apoio emocional e se esforçam para garantir a felicidade dos netos, o que impacta positivamente na vida escolar e afetiva deles. Por outro lado, é preciso um alerta para não ter uma educação permissiva, conflitiva, mimada ou de compensação pela falta dos pais.

 

Manter a harmonia entre pais e avós

Quando os avós dividem com os pais a responsabilidade pela educação, alguns cuidados precisam ser tomados, tais como, definir em conjunto a rotina infantil, respeitar os princípios educacionais dos pais, não criticar os pais diante das crianças. Alguns pais se preocupam se os avós podem deseducar netos, a resposta é sim quando: eles não cumprem o seu papel de pais, os avós discordam e agem diferente dos princípios dos pais e estes não encontram disponibilidade de tempo para introjetar os valores e comportamentos que acreditam serem certos.

Em síntese, nesta convivência entre avós e netos, a família pode se beneficiar se as crianças percebem os pais como responsáveis pela educação e o acolhimento, e os avós como apoiadores que oferecem carinho. Entretanto, pode ser prejudicada quando, nesta relação, existe conflito de papéis e princípios, disputa de poder e falta de amor. É preciso discernimento para os avós estarem perto quando precisam e longe quando pais e filhos estão num momento que pertence só a eles. Ou seja, aquilo que ficar combinado num diálogo franco terá de ser cumprido para não sair caro para a família no final.

Por Ângela Abdo

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