relacionamento interpessoal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png relacionamento interpessoal - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Órfãos digitais, o novo desafio das mães e pais atualmente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/orfaos-digitais-o-novo-desafio-das-maes-e-pais-atualmente/ Tue, 16 May 2017 11:07:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46278 Psicóloga mexicana alertou mães e pais de família sobre um desafio apresentado pelas novas tecnologias, que apresenta o risco de que os seus filhos se convertam em “órfãos digitais”, uma realidade ante a qual propõe algumas orientações.

Os “órfãos digitais” ou “órfãos cibernéticos” são aquelas crianças cujos pais lhes permitem submergir na tecnologia sem nenhuma restrição, algo que coloca em perigo a vida familiar.

Em diálogo com o semanário da Arquidiocese do México, Desde la Fe, a psicóloga Tania Castro do Centro Cenyeliztli A. C., comentou que esta realidade é cada vez mais comum. As crianças recebem celulares, tablets, videogames, enquanto seus pais comem ou realizam outras atividades: o objetivo é mantê-los “tranquilos” e sem incomodá-los.

O uso excessivo dessas tecnologias provoca a perda do vinculo comunicativo entre pais e filhos: “Quando os pais lhes dão um celular, esquecem completamente dos seus filhos, perdem o vínculo social junto com o lado afetivo; por isso vemos nas escolas muitas crianças com problemas de agressão”.

Isto, alerta Castro, “é provocado pela falta de atenção dos pais; é um problema que está crescendo, com uma grande percentagem do número de terapias nos centros de atenção às famílias”.

Para a psicóloga, esta situação é “extremamente arriscada porque acaba com a criatividade inata dos menores; gera crianças sem um desenvolvimento físico, saudável e adequado; e pela faixa etária, os transforma em receptores passivos do conteúdo desses dispositivos”.

Além disso, Castro disse que “não podemos nos tornar robôs ou máquinas, nem podemos perder a comunicação verbal porque a língua nos humaniza; os mal-entendidos ocorrem por uma falta de expressão verdadeira que só pode acontecer quando estamos um frente ao outro”.

Tania Castro advertiu que “em locais públicos é muito comum ver os pais concentrados em seus dispositivos sem cuidar da segurança dos seus filhos. Respostas como ‘espera um momentinho, apenas estou respondendo esta mensagem’, se repetem em qualquer casa, independentemente do nível de escolaridade ou classe social”, lamentou a psicóloga.

No mundo de hoje, advertiu, a nova “babá” é “o celular ou o tablet, mas com outro elemento: o envolvimento dos pais no jogo cibernético”.

Os especialistas, indica a publicação católica mexicana, alertam que os órfãos digitais serão jovens ou adultos com problemas de insegurança, baixa autoestima e comportamentos antissociais que não lhes permitiram se relacionar ou permanecer em um trabalho por muito tempo.

Para enfrentar esta situação, Castro sugere melhorar o relacionamento entre pais e filhos estimulando a partilha juntos, participar todos juntos da Missa, rezar em casa, assistir filmes, praticar esportes ou outras atividades que envolvam a família

“Não há nada de errado em jogar de vez em quando com o celular ou com o tablet, se estes são usados com responsabilidade e apenas nos momentos de lazer. É necessário assinalar que o ‘lazer’ é uma categoria sociológica que determina um tempo livre que não é usado para o trabalho, para o descanso, para a alimentação e outras atividades vitais, reduzido a um período de aproximadamente no máximo duas horas por dia”.

O problema, sublinhou a especialista, “é que realizar atividades como responder mensagens, bate-papos, assistir vídeos e entrar nas redes sociais, se tornaram um hábito que diminui a possibilidade do ser humano de realizar as atividades diárias normalmente”.

“É necessário fazer uma boa seleção de informações que você quer acessar, e limitar o tempo de lazer para investir em atividades produtivas”, destacou Castro.

Por ACI Digital

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Amar e ser amado https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/amar-e-ser-amado/ Tue, 04 Apr 2017 10:05:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45308 A Páscoa é como que aniversário de Batismo de cada cristão! Para celebrá-la bem, nas semanas que correm os cristãos foram ao encontro de uma Mulher Samaritana, seus familiares e concidadãos, e descobriram aquele que é a fonte de água viva que jorra para a vida eterna. Todos foram apresentados ao Cego de nascença, com seus pais e amigos, impressionados porque seus olhos foram abertos por Jesus. Ele é Luz do Mundo e o Batismo, também chamado de Iluminação, abre perspectivas inusitadas, cujo nome é fé! 

Agora, visitamos Betânia, cujo nome significa “Casa do Pobre” ou “Casa da aflição”, mas para Jesus e seus discípulos é “Casa de amizade”. Lázaro está morto (Jo 11, 1-45). É uma situação trágica, pois morreu nada menos do que um amigo de Jesus, e amizade é coisa séria. 

A morte assusta, mesmo quando chegamos a nos acostumar, pois em nosso tempo é noticiada dia a dia, como um fato a mais, sem muito mistério ou sacralidade! Para Jesus, seus apóstolos e os amigos de Betânia, as coisas são diferentes. Marta que reclama pelo atraso de Jesus expressa nossa reação diante da morte de uma pessoa amada. O choro de Jesus pelo amigo morto é choro de Deus pela morte presente na humanidade e diante da própria morte que se aproxima. A Salvação que Ele traz deve tocar no mais fundo da realidade humana e, quando faz seu amigo voltar à vida, Jesus anuncia a completa libertação da morte. Existe esperança!

Vale a pena acompanhar! O relato evangélico passa, num maravilhoso crescendo, da narração da doença à morte e sepultura e o retorno à vida do amigo Lázaro, cujo nome quer dizer ‘Javé ajuda’. Transparece a humanidade cheia de ternura de Jesus, com emoção, lágrimas, declaração de amizade e revelação do Filho de Deus. Depois da profissão de fé feita por Marta, a resposta de Jesus é promessa de vida: “Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11, 25-26). 

Diante do sepulcro de seu amigo Lázaro, Jesus, que antes teve seu rosto banhado em lágrimas, proclama ser Ressurreição e Vida. Mas sabemos que Ele deverá entrar no sepulcro da morte, ser envolto em faixas como seu amigo Lázaro e ressuscitar ao terceiro dia. Cristo é para todos os homens e mulheres, feridos de morte pelo pecado, Ressurreição e Vida! Saímos do velório de Lázaro, ouvimos o grito de Jesus a todos os lázaros da história, passamos pelos passos da Paixão para amanhecer no Jardim da Ressurreição.

Jesus cultivou bonitas e sadias amizades! Afinal, um amigo bom e fiel (Cf. Eclo 6, 15-17) vale mais do que um tesouro. Marta, a dona da casa, Maria, sua irmã, a mulher da escuta e dos gestos de carinho, e Lázaro, o irmão que era amigo do peito e, enfermo, veio a morrer. Naquela casa, Jesus chorou! Rosto de alguém que chora costuma ser mais bonito do que uma gargalhada! 

Em Betânia, aprendemos a estrada da liberdade interior, o relacionamento sadio, a amizade autêntica, expressão da afetividade equilibrada. Quem melhor para conduzir-nos na estrada da vida segundo o Espírito (Cf. Rm 8,9) do que aquela que ouviu palavras tão fortes e determinantes, que deram rumo à sua existência, a Virgem Maria? De fato, mais do que Maria de Betânia, Maria de Nazaré “escolheu a melhor parte”, e esta não lhe foi tirada! (Cf. Lc 10, 42).

O relacionamento mais importante de Jesus é com o Pai e o Espírito Santo! Seus momentos de oração expressam a vida íntima da Santíssima Trindade. Seus afetos são de doação de vida, nunca de apoio ou cobranças! É bom perceber que, na História da Salvação, purifica-se pouco a pouco a compreensão do plano de Deus. A plenitude só chegou com Jesus Cristo, Palavra Eterna do Pai, que se fez carne no meio de nós e, até o fim dos tempos, será o Espírito Santo que nos revelará todas as coisas. O Filho assume a missão, para visitar todas as realidades humanas, indo até o mais profundo de tudo o que significa fruto do pecado, para redimir! (Cf. Ef 4, 10) Por puro amor ele entrou nas profundezas da humanidade e, quando tocou inclusive o abandono, experimentou a ausência de Deus, em nome de todas as pessoas que vivem a distância da graça de Deus, para resgatar a humanidade escrava do pecado e elevá-la, proclamando “Em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23, 46). É a maior prova de amor: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15, 12-13). 

Depois, sua Mãe, a Virgem Maria, foi certamente a pessoa de maior proximidade e intimidade com Jesus. Com ela, na Casa de Nazaré, também São José. Podemos pensar no trato que Jesus, Filho do Carpinteiro, e ele mesmo Carpinteiro, teve com tantas pessoas. Quando irrompe na vida pública, nós o vemos chamando e formando discípulos. A diversidade do grupo chama atenção porque acolhe gente “de todo tipo”. É que ele ama, e pronto! Alarga-se o círculo com um grupo muito simpático de mulheres: Maria Madalena, Joana, Susana, e muitas outras mulheres, que os ajudavam com seus bens (Cf. Lc 8, 1-3). Na Paixão, Morte e Ressurreição, lá estavam elas, olhando de longe: Madalena, Maria, mãe de Tiago Menor e de Joset, e Salomé (Cf. Mc 15, 40-41). E foram testemunhas da Ressurreição! (Mc 16, 1-8). O número de amigos aumenta pela história afora e assim será, até a volta do Senhor. A Igreja cresce por testemunho, convivência, amizade, “contágio” positivo e frutuoso. 

A amizade com Marta, Maria e Lázaro expressa sua humanidade e o relacionamento sadio com as pessoas. E chegam os pobres, enfermos, pecadores, todos entram em contato com Jesus. Não se deixa “possuir”, continua com liberdade o seu caminho, não cede às tentações e provocações do poder, é Rei, mas seu Reino não é daqui!

E o Senhor Jesus ofereceu o mandamento do amor, garantiu sua presença (Mt 18, 20) entre aqueles que se reúnem em seu nome, plantou a vida na Igreja como comunhão fraterna, enviou discípulos dois a dois! Os Atos dos Apóstolos testemunham como começaram a viver os primeiros cristãos e como haveremos de viver até a volta do Senhor. “Ele está no meio de nós”, repetimos tantas vezes!

O equilíbrio e o respeito no relacionamento entre as pessoas, as diversas experiências de comunhão, o exercício da caridade, tudo é oferecido para que o mundo creia: “Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo… Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 18-21).

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

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