refugiados - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png refugiados - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cardeal Parolin: encontrar os migrantes e não ter medo deles https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-parolin-encontrar-os-migrantes-e-nao-ter-medo-deles/ Wed, 07 Mar 2018 09:24:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51146 O Secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin, abriu na manhã de ontem (06/03), no Vaticano, o encontro da Comissão Internacional Católica para Migração (ICMC). O organismo reúne representantes das Conferências episcopais e das agências católicas que se ocupam de migrantes e refugiados e está presente em 50 países no mundo inteiro.

A Comissão

A ICMC foi criada após a II Guerra Mundial, quando houve um maciço movimento de refugiados no mundo e o Papa Pio XII a instituiu como representante católico de informação e coordenação. O objetivo era promover a aplicação dos princípios cristãos e políticas de proteção da família no campo das migrações.

Desde então, a ICMC tem tecido relações e colaborado com agências governamentais e não-governamentais em muitos países e promovido o diálogo entre atores de diferentes denominações cristãs. Além de parcerias com importantes instituições internacionais, a Comissão trabalha em contato direto, há pouco mais de um ano, com a Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Pessoas e não números

Em seu discurso aos participantes do encontro, o Cardeal Parolin enalteceu a contribuição do ICMC na preparação dos Global Compacts (Pactos Globais) por uma migração segura, ordenada e regular e pelos refugiados.

“Esperamos que estes dois documentos possam responder às necessidades de maior proteção e tutela dos direitos humanos destas pessoas diante das reticências de vários países”, afirmou.

“Fala-se não de números mas de pessoas: homens, mulheres e crianças que têm um rosto, que muito sofrem e que são descartados”.

“Um rosto humano no qual vemos o rosto de Cristo, que queremos servir especialmente naqueles que são os menores e com mais necessidades ”

O Secretário de Estado ressaltou o apoio da ICMC em manter unidas as famílias, um aspecto que considera delicado e que requer maior atenção e acompanhamento. 

Outra ‘frente’ apresentada é a negação do acolhimento. “Embora muitas nações devam seu desenvolvimento aos migrantes e apesar de suas experiencias terríveis serem divulgadas, a migração é vista somente como emergência ou perigo, mesmo sendo um elemento comum em nossas sociedades”, destacou.

Difundir uma percepção equilibrada e positiva da migração

O Cardeal Parolin recordou as palavras do Papa em defesa da ‘cultura do encontro’, capaz de construir um mundo mais justo e fraterno e frisou que trabalhar por uma mudança de atitude neste sentido é um dos compromissos mais urgentes hoje.

E ainda mencionando palavras do Pontífice, o Cardeal encerrou:

“Levemos a todos, através do nosso amor concreto, o anúncio livre do amor de Deus que acolhe, protege, sabe valorizar e fazer sentir parte de Sua família”.

“ Deus, que sabe recompensar esforços e gestos de boa vontade, nos ajude a nos abrirmos sem medo e indecisões aos novos apelos do Espírito, pelo bem dos irmãos ”

No encontro atual, será escolhido o novo Presidente da ICMC. Os participantes serão recebidos pelo Papa Francisco dia 08/03.

Por Vatican News

]]>
51146
Para período do Advento, Caritas faz apelo em favor dos refugiados https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/para-periodo-do-advento-caritas-faz-apelo-em-favor-dos-refugiados/ Tue, 05 Dec 2017 14:39:20 +0000 http://teste.toqueto.com/para-periodo-do-advento-caritas-faz-apelo-em-favor-dos-refugiados.html A Caritas Internacional divulgou um apelo em favor dos refugiados, por ocasião do período do Advento. O texto assinado pelo presidente da entidade, Cardeal Luis Tagle, recorda que a Sagrada Família também era uma família de migrantes e, logo após seu nascimento, Jesus tornou-se um refugiado, pois seus pais tiveram que fugir para o Egito, para proteger sua vida.

“O Menino Jesus nos chama a olhar as crianças nascidas em acampamentos, nas fronteiras, marginalizadas de nossas sociedades, com olhos novos e audazes. Nos atrevemos a abrir nossas portas?”, destacou o cardeal, ao lembrar que Jesus nasceu em uma estrebaria, na periferia de Belém.

“Mas nos atrevemos a abrir nossas portas? Nos atrevemos a abrir nossos olhos e corações a essas crianças?”, questionou o Presidente da Caritas Internacional.

Através do Menino Jesus, Deus se aproxima de cada um e chama a avançar em sua própria viagem pessoal.

Dom Tagle lembra que os sinos tocam durante o Advento não somente para a celebração, mas também para “nos despertar do nosso sono”.

“Enquanto esperamos o nascimento de Jesus, estamos chamados a abrir nossos olhos e corações à possibilidade da esperança. Deus está conosco, no caminho da nossa vida e também nós estamos chamados a acompanhar os outros em sua caminhada.”

O Cardeal filipino convida os fiéis a fazerem a uma contribuição neste Natal, para ajudar a Caritas em seu trabalho com os migrantes e refugiados. Para ajudar acesse a página: https://www.caritas.org

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
49743
Vaticano divulga mensagem do Papa para Dia Mundial da Paz 2018 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vaticano-divulga-mensagem-do-papa-para-dia-mundial-da-paz-2018/ Fri, 24 Nov 2017 16:01:34 +0000 http://teste.toqueto.com/vaticano-divulga-mensagem-do-papa-para-dia-mundial-da-paz-2018.html O Vaticano divulgou nesta sexta-feira, 24, a mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial da Paz, que será celebrado em 1º de janeiro de 2018. No texto, Francisco chama a atenção para a situação dos mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados.

“Com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental”, afirma.

Na mensagem, o Santo Padre reflete sobre o motivo de haver tantos migrantes e refugiados no mundo. Ele recorda que, na mensagem para essa mesma data no ano 2000, o então Papa João Paulo II incluiu o número crescente de refugiados entre os efeitos das guerras, conflitos, genocídios e “limpezas étnicas” que caracterizaram o século XX.

Francisco explica que, infelizmente, até agora não houve uma mudança no novo século, de forma que os conflitos armados e outras formas de violência continuam causando o deslocamento de populações, dentro dos países ou fora deles. Mas também há outros fatores, como o desejo de uma vida melhor. “As pessoas partem para se juntar à própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem não pode gozar destes direitos, não vive em paz”.

Indo na contramão da retórica adotada em muitos países de destino que enfatiza os riscos para a segurança nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, Francisco convida a um olhar contemplativo dessa situação, um olhar de confiança, enxergando a oportunidade de construir um futuro de paz.

“Detendo-se sobre os migrantes e os refugiados, este olhar saberá descobrir que eles não chegam de mãos vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem. Saberá vislumbrar também a criatividade, a tenacidade e o espírito de sacrifício de inúmeras pessoas, famílias e comunidades que, em todas as partes do mundo, abrem a porta e o coração a migrantes e refugiados, inclusive onde não abundam os recursos”.

E para oferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano a paz que procuram, o Papa fala de uma estratégia que combine quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar. Ele menciona ainda na mensagem o processo que, ao longo de 2018, deve definir e levar a ONU a aprovar dois pactos globais: um para migrações seguras, ordenadas e regulares e outro sobre refugiados.

Francisco conclui a mensagem recordando Santa Francisca Xavier Cabrini, padroeira dos migrantes. “Esta pequena grande mulher, que consagrou a sua vida ao serviço dos migrantes tornando-se depois a sua Padroeira celeste, ensinou-nos como podemos acolher, proteger, promover e integrar estes nossos irmãos e irmãs. Pela sua intercessão, que o Senhor nos conceda a todos fazer a experiência de que ‘o fruto da justiça é semeado em paz por aqueles que praticam a paz’”.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

]]>
49581
XIII encontro da RedeMir aprofunda desafios de refugiados no Brasil e mundo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/xiii-encontro-da-redemir-aprofunda-desafios-de-refugiados-no-brasil-e-mundo/ Thu, 19 Oct 2017 07:53:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49091 A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do seu Setor de Mobilidade Humana, é parceira na realização do XIII Encontro Nacional da Rede Solidária para Migrantes e Refugiados (RedeMir) que acontece de 17 até hoje, 19 de outubro, no Centro Cultural de Brasília.

O tema do encontro “Por uma migração que acolha, proteja, promova as pessoas migrantes e refugiadas e suas famílias” é inspirado nas preocupações do papa Francisco que tem insistido para que a Igreja assuma o compromisso com as pessoas que estão vivendo estas situações.

No último dia 27 de setembro, o papa lançou a campanha “Compartilhe a viagem”, um chamado para que todos “compartilhem sem medo o caminho dos migrantes e dos refugiados”, conforme postou em um de seus twítes. A campanha lançada pelo papa será um dos temas de reflexão do encontro.

O encontro, além de outras pautas, também vai situar o debate sobre o atual contexto das migrações internacionais, com enfoque para o Brasil e América Latina. As regulamentações brasileiras e as inovações e possibilidades da Lei 13.445/2017 também serão abordadas.

Segundo o bispo de Pesqueira (PE), dom José Luiz Ferreira Salles, bispo referencial do Setor de Mobilidade Humana da CNBB, este evento, será uma oportunidade para dizer à sociedade, às autoridades e também à Rede como um todo, que a Igreja quer estar de um modo solidário do lado destes irmãos e irmãs.

O religioso afirma que é necessário pensar atuações em duas frentes de trabalho. “Nos preocupa muito o enfrentamento da consequência da migração e do refúgio e o tratamento das causas”, disse. Ao mesmo tempo, para dom José Luiz, é necessário acolher os estrangeiros e possibilitar formas de sua integração e buscar soluções para as causas dos processos migratórios pelos quais passam países e povos: conflitos, miséria, regimes totalitários, violações de direitos humanos.

O bispo referencial do Setor de Mobilidade Humana da CNBB defende que os grandes movimentos migratórios são provocados pelo grande desequilíbrio econômico entre as nações, pela instabilidade política e social e por problemas ambientais. “O trabalho em rede dá força e criatividade para entramos nestes problemas, até de ponto de vistas diferentes, e nas profundidades escuras desta nossa época. Nas contradições deste modelo de desenvolvimento que leva à desigualdade e à miséria”, disse.

Trabalho em rede

Frente a tamanho desafio, o bispo afirma que neste encontro o desejo é de aprofundar um pouco mais a ação em rede de articulação. “Os problemas que temos hoje ninguém consegue resolver sozinho. Precisamos nos unir com todos o que sonham construir um mundo novo e estar mais próximos os que sofrem”, concluiu.

O encontro é realizado anualmente por Instituto de Migrações e Direitos Humanos (IMDH), Agência da ONU para refugiados (ACNUR) e Setor Pastoral da Mobilidade Humana da CNBB. O evento tem ainda o apoio do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), do Ministério da Justiça, Conselho Nacional de Imigração (CNIg), Organização Internacional para o Trabalho (OIT) e Organização Internacional para as Migrações (OIM), reunindo entidades que integram a RedeMir.

Articulada pelo IMDH, a RedeMiR existe há treze anos e conta atualmente com cerca de 60 entidades espalhadas por todas as regiões do Brasil. Este ano, serão aproximadamente 40 instituições presentes no evento. A rede promove o intercâmbio de práticas e informações e busca favorecer o apoio mútuo entre entidades, assim como de comunicação e capacitação de seus membros.

Por CNBB

]]>
49091
Papa lança campanha da Caritas para acolhida de migrantes e refugiados https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-lanca-campanha-da-caritas-para-acolhida-de-migrantes-e-refugiados/ Wed, 27 Sep 2017 13:27:33 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-lanca-campanha-da-caritas-para-acolhida-de-migrantes-e-refugiados.html O Papa Francisco lançou oficialmente nesta quarta-feira, 27, a campanha da Caritas Internacional “Compartilhe a viagem”, para promover a acolhida dos migrantes e dos refugiados por meio da partilha das suas esperanças. Foi justamente com um gesto simbólico – os braços abertos – que o Papa fez o lançamento.

Ao final da catequese, o Pontífice recordou que é o próprio Cristo que pede para as pessoas acolherem seus irmãos e irmãs migrantes e refugiados com os braços bem abertos. “Justamente assim – gesticulou o Papa – com os braços bem abertos, prontos a um abraço sincero, afetuoso e envolvente, um pouco como esta colunata da Praça São Pedro, que representa a Igreja mãe que abraça todos na compartilha da viagem comum”.

Pelo twitter, o Santo Padre também impulsionou a campanha utilizando a hashtag oficial “#ShareJourney”: “Compartilhemos sem medo o caminho dos migrantes e dos refugiados. #ShareJourney”, postou hoje em sua conta “@Pontifex_pt”. 

Francisco deu as boas-vindas aos refugiados presentes na Praça São Pedro e agradeceu aos agentes da Caritas Internacional pelo empenho para realizar um abaixo-assinado para pedir uma nova lei migratória mais pertinente ao contexto atual.

Na reflexão durante a catequese, que mais uma vez foi dedicada à esperança cristã, Francisco também mencionou a campanha. Ele destacou que a esperança é o impulso para “partilhar a viagem” da vida. “Irmãos, não tenhamos medo de partilhar a viagem! Não tenhamos medo de compartilhar a esperança!”, disse.

A esperança, conforme explicou o Papa, é um impulso no coração tanto de quem parte em busca de uma vida melhor quanto de quem acolhe essas pessoas. “A esperança é o impulso no coração de quem parte deixando a casa, a terra, às vezes familiares e parentes, para buscar uma vida melhor, mais digna para si e para os próprios familiares”, mas é também “ o impulso no coração de quem acolhe, o desejo de encontrar-se, de conhecer-se, de dialogar”.

Em carta divulgada na época do anúncio da campanha, o presidente da Caritas Internacional, Cardeal Luis Antônio Tagle, explicou que a proposta da Caritas é contribuir para que a sociedade compreenda as razões que levam tantas pessoas a deixar a própria casa, o país de origem, neste momento da história.

“Também queremos inspirar as comunidades a estabelecer relações com os refugiados e imigrantes. A imigração é uma história muito antiga, mas nossa campanha tem o objetivo de ajudar as comunidades a enxergá-la com novos olhos e com um coração aberto”, acrescentou o cardeal.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
48716
Cardeal Tagle: mudar de mentalidade para humanizar fenômeno das migrações https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-tagle-mudar-de-mentalidade-para-humanizar-fenomeno-das-migracoes/ Mon, 25 Sep 2017 13:41:53 +0000 http://teste.toqueto.com/cardeal-tagle-mudar-de-mentalidade-para-humanizar-fenomeno-das-migracoes.html O Papa Francisco lançará durante a Audiência Geral da próxima quarta-feira a Campanha da Caritas Internationalis “Share the Journey”.

A iniciativa envolve todas as Caritas do mundo e tem por objetivo promover a acolhida dos migrantes e dos refugiados por meio da partilha das suas esperanças.

Para saber mais sobre a campanha, a Secretaria para a Comunicação (SPC) entrevistou o Presidente da Caritas Internationalis, cardeal Luis Antonio Tagle:

“Para a Igreja e especialmente para a Caritas Internationalis é um momento para recordar não somente aos cristãos, mas a todo o mundo, o mandamento do Senhor que sempre tem no coração as pessoas mais vulneráveis. Vemos isto também no Antigo Testamento: as viúvas, os órfãos, os estrangeiros. Jesus Cristo, no capítulo 25 do Evangelho de São Mateus diz: “Estou presente”. O Senhor está presente nos estrangeiros! Este é o objetivo mais profundo: obedecer ao mandamento do Senhor.  Este objetivo fundamental se expressa nas palavras do Papa Francisco quando fala de acolher, de proteger, de promover o desenvolvimento integral humanitário de cada imigrante e de integrar os migrantes em uma nova comunidade. Esta é uma abordagem a ser seguida: humanizar este fenômeno da migração. Os migrantes não são estatísticas, não são números, mas pessoas”.

SPC: Existem tantas crises humanitárias no mundo neste período. Por que “acolher os migrantes” é uma prioridade para o Papa Francisco, para o senhor Cardeal Tagle e para a Caritas Internationalis?

“A migração não é um fenômeno novo no mundo. Olhando para o mundo numa perspectiva verdadeira, a história da humanidade é uma história de migrações! Porém, agora, existem fatores e fenômenos que tornaram a migração “perturbadora”: as novas formas de escravidão, o uso das mídias sociais para sexo online, a venda de crianças… Nós queremos recordar ao mundo que existe uma humanidade que não é uma questão abstrata, mas uma questão que diz respeito à dignidade da pessoa. E o Papa Francisco, fiel à Doutrina Social da Igreja, coloca a dignidade da pessoa no centro. O mesmo vale para a Caritas Internationalis, a dignidade de cada pessoa”.

SPC: Nos últimos anos temos visto a construção de tantos muros em diversos países. O que se poderia fazer no sentido de construir pontes e não muros?

“Antes de construir muros físicos, existe um muro que já foi construído: o da mentalidade. Esta Campanha da Caritas é um apelo à conversão, à mudança de mentalidade por meio dos encontros pessoais, porque quando encontramos um migrante como pessoa, face a face, um na frente do outro, os meus olhos se abrem; não vejo somente uma estatística ou um número, mas uma pessoa verdadeira que é um irmão, uma irmã, alguém próximo. Vejo talvez o rostos de meus pais, de meu irmão, de minha tia, de meu tio. É desta forma que começa a mudança de mentalidade: cai o muro e se constrói a ponte!”.

Por Rádio Vaticano

]]>
48677
Papa pede atenção a intolerância e xenofobia contra migrantes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pede-atencao-a-intolerancia-e-xenofobia-contra-migrantes/ Fri, 22 Sep 2017 12:30:49 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pede-atencao-a-intolerancia-e-xenofobia-contra-migrantes.html A crescente intolerância, discriminação e xenofobia na Europa foi tema da última audiência do Papa Francisco desta sexta-feira, 22. O Santo Padre recebeu os responsáveis nacionais pelas migrações que participam do encontro promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais. Preocupado, o Pontífice reafirmou a missão da Igreja diante dos fluxos migratórios em quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar.

A desconfiança e o temor em relação ao outro, ao diferente e ao estrangeiro, foi apontado pelo Papa como motivações para os sinais de intolerância, discriminação e xenofobia em várias regiões do continente europeu.

Segundo ele, estes comportamentos também presentes nas comunidades católicas, refletem a não isenção dessas reações de defesa e rejeição, justificadas por um ‘dever moral’ de preservar a identidade cultural também no meio religioso. O Pontífice relembrou então a função social da Igreja: “Amar Jesus Cristo particularmente nos mais pobres e abandonados, entre eles os migrantes e refugiados”.

Francisco recordou que a Igreja se propagou nos continentes graças à migração de missionários, e perceber hoje uma profunda dificuldade das Igrejas na Europa diante da chegada dos migrantes, espelha os limites do continente em aplicar concretamente a universalidade dos direitos humanos.

Para o Papa, a chegada de estrangeiros oferece às Igrejas uma oportunidade a mais de realizar uma nova fronteira missionária. O encontro com migrantes e refugiados de outras confissões e religiões é uma oportunidade do desenvolvimento de um diálogo ecumênico e inter-religioso.

Por fim, Francisco indicou a resposta pastoral aos desafios migratórios e exortou ao final de sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado do próximo ano: “Que a voz da Igreja seja sempre tempestiva e profética e, sobretudo, seja precedida por um trabalho coerente e inspirado nos princípios da doutrina cristã”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
48648
Cáritas Brasileira: campanha “Compartilhe a Viagem” sobre imigração e refúgio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/caritas-brasileira-campanha-compartilhe-a-viagem-sobre-imigracao-e-refugio/ Thu, 21 Sep 2017 07:50:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48582 No dia 27 de setembro, às 15h, a Cáritas Brasileira lança, no alto do Corcovado, a campanha mundial “Compartilhe a Viagem”, dedicada à sensibilização e à informação sobre imigração e refúgio. O Cristo Redentor, que sempre recebe a todos de braços abertos, foi escolhido para ser o embaixador da campanha por ser um ícone do acolhimento, já que a proposta para a mobilização social tem o objetivo de promover a cultura do encontro, para abrir espaços e oportunidades aos imigrantes junto às comunidades locais.

Segundo dom João José Costa, arcebispo de Aracaju (SE) e presidente da Cáritas Brasileira, o desejo é que em cada diocese, paróquia, comunidade, possa acontecer um momento de mobilização, de comunicação sobre o início da campanha. “Animamos à todos/as vocês a realizarem juntamente com as organizações parceiras, no dia 27 de setembro ou até o mês de dezembro de 2017, algum momento de lançamento da campanha na sua paróquia ou diocese”, diz o bispo em carta de lançamento da Campanha.

Com a iniciativa, a Cáritas deseja que essas pessoas se conheçam, troquem experiências, multipliquem saberes e compartilhem a vida de forma positiva. O Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), membros da Cáritas Brasileira e de entidades que atuam junto a imigrantes e refugiados são presenças confirmadas para a ocasião.

A campanha será lançada também pelo Papa Francisco, hoje pela manhã, durante a tradicional audiência geral de quarta-feira, quando o pontífice vai acolher imigrantes e ouvir suas histórias de vida. O Papa Francisco vem sendo o grande promotor da cultura do encontro, abraçada pela campanha.

Ele, que já havia expressado que considera a imigração forçada uma “tragédia humana”, nos ensina que “os imigrantes são nossos irmãos e irmãs em busca de uma vida melhor, longe da pobreza, da fome, da exploração e da injusta distribuição dos recursos do planeta, que devem ser compartilhados equitativamente por todos”.

Imigração e refúgio

É fato que existe uma crise migratória provocada pelas conjunturas política, econômica, social ou causada pelos fenômenos climáticos. É preciso dar um basta às diversas formas de violação dos direitos humanos que os imigrantes e refugiados sofrem.

Atualmente cerca de 230 milhões de pessoas atualmente vivem fora dos seus países de origem (migrantes internacionais). Segundo publicação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), no primeiro semestre de 2016, 3,2 milhões de pessoas foram forçadas a sair de seus locais de residência devido a conflitos ou a perseguições, das quais 1,5 milhão são refugiadas ou solicitantes de refúgio.

No Brasil, 9.552 pessoas, de 82 nacionalidades, já tiveram sua condição de refugiadas reconhecida. Desde o início do conflito na Síria, 3.772 pessoas desse país solicitaram refúgio em nosso País. Nos últimos meses há também um crescente número de solicitação de refúgio por cidadãos da Venezuela: apenas em 2016, 3.375 venezuelanos solicitaram refúgio no Brasil, número que representa cerca de 33% das solicitações registradas no País no ano passado.

Para ajudar a impulsionar a campanha nas redes sociais basta o registro em foto de um gesto simbólico: braços abertos, como o Cristo Redentor, em sinal de acolhida aos imigrantes. A imagem deverá ser publicada no Facebook, no Twitter ou no Instagram, com as hashtags #sharejourney e #compartilheaviagem.

Sobre a Cáritas Brasileira

Com 60 anos de história no país, a Cáritas Brasileira é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que atua como uma rede solidária com mais de 15 mil agentes espalhados por todo o território nacional. É uma das 164 organizações membro da Rede Cáritas Internacional presentes no mundo.

Acesse aqui o Guia e outros materiais de divulgação da Campanha: www.caritas.org.br

Com informações Assessoria de Comunicação Cáritas:
Jucelene Rocha – E-mail: comunicacao@caritas.org.br  – Fone: (11) 98694-1616 / (61) 3322-0166)

Por CNBB

]]>
48582
Papa pede acolhimento e integração de migrantes e refugiados https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pede-acolhimento-e-integracao-de-migrantes-e-refugiados/ Mon, 21 Aug 2017 13:05:43 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pede-acolhimento-e-integracao-de-migrantes-e-refugiados.html “Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados”. Este é o pedido do Papa Francisco em sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado 2018, que será celebrado em 14 de janeiro. O texto foi publicado nesta segunda-feira, 21, pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Nesses quatro primeiros anos de pontificado, por várias vezes Francisco manifestou sua tristeza e preocupação pela situação de migrantes e refugiados que fogem de guerras, perseguições, desastres naturais e pobreza. Sua visita à Lampedusa em julho de 2013 foi um marco de sua proximidade a essa situação, além da criação do órgão vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que expressa também a atenção da Igreja com as essas pessoas. Ele também visitou um campo de refugiados na Grécia em sua visita à Ilha de Lesbos em abril de 2016. 

Francisco enfatiza na mensagem a necessidade de ajudar aqueles que foram forçados a deixar sua própria pátria, desde a partida e travessia até a chegada e o regresso. Trata-se de uma responsabilidade que a Igreja quer partilhar com todos os homens e mulheres de boa vontade, chamados a responder com generosidade ao desafio do fenômeno migratório.

Para dar essa resposta concreta, o Papa indica quatro atitudes: acolher, proteger, promover e integrar. No processo de acolhimento, Francisco fala de alguns esforços necessários, como a simplificação da concessão de vistos humanitários, a abertura de “corredores humanitários” para os refugiados mais vulneráveis, vistos temporários especiais em países vizinhos para pessoas que escapam de conflitos e um primeiro alojamento adequado e decente. 

A proteção dos migrantes e refugiados envolve, segundo Francisco, uma série de ações em defesa dos seus direitos e dignidade, independente da situação migratória. Esse é um processo que começa no país de origem e deve continuar, na medida do possível, na terra de imigração, assegurando aos migrantes a assistência necessária. 

Já quando pede a “promoção” dos migrantes e refugiados, o Papa quer o empenho para que eles tenham condições de se realizar como pessoas em todas as dimensões que compõem a humanidade desejada por Deus. Por fim, Francisco fala da necessidade de integração. “Insisto mais uma vez na necessidade de favorecer em todos os sentidos a cultura do encontro, multiplicando as oportunidades de intercâmbio cultural, documentando e difundindo as ‘boas práticas’ de integração e desenvolvendo programas tendentes a preparar as comunidades locais para os processos de integração”. 

Papa Francisco assegura a disponibilidade da Igreja em se comprometer na realização de todas essas iniciativas, mas frisa que é indispensável a contribuição da comunidade política e da sociedade civil, cada qual segundo as próprias responsabilidades. Um processo já iniciado citado pelo Papa é a redação e aprovação de dois acordos globais, um sobre refugiados e outro sobre migrantes. Durante a Conferência da ONU realizada em Nova Iorque em 19 de setembro de 2016, os Estados se comprometeram a fazê-lo até o final de 2018. 

A mensagem divulgada hoje é datada de 15 de agosto, Solenidade da Assunção de Maria. Francisco destaca que Maria experimentou pessoalmente a dureza do exílio; ele confia à sua intercessão materna as esperanças de todos os migrantes e refugiados. “Que todos, no cumprimento do supremo mandamento divino, aprendamos a amar o outro, o estrangeiro, como a nós mesmos”, conclui o Papa. 

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé 

]]>
48045
Muitos são forçados a fugir apenas por ser cristãos, afirma Dom Fisichella https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/muitos-sao-forcados-a-fugir-apenas-por-ser-cristaos-afirma-dom-fisichella/ Tue, 15 Aug 2017 09:00:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47907 O presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, recordou em Fátima que muitas pessoas são “forçadas a fugir apenas porque carregam consigo o nome de cristãos”.

O Prelado presidiu a Peregrinação aniversária de 12 e 13 de agosto no Santuário de Fátima, em Portugal, que é dedicada aos Migrantes e Refugiados e foi promovida no âmbito da 45ª Semana Nacional das Migrações, organizada pela Obra católica Portuguesa das Migrações.

Durante a homilia da Missa de domingo, 13 de agosto, ao referir-se à primeira leitura da Liturgia, que falava sobre o profeta Elias, Dom Fisichela sublinhou que ele era “um homem que foge porque tem medo”, pois “querem mata-lo porque tem fé em Deus”.

“Esta é hoje também a experiência de tantos irmãos e irmãs forçados a fugir apenas porque carregam consigo o nome de cristãos. Muitos entre nós sabem o que significa a distância de casa, da família, dos afetos, sabem o que significa viver em um país estrangeiro. Hoje, voltaram aqui à Capelinha de Fátima, porque esta é a sua casa”, assinalou.

O presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização ressaltou que, “em Fátima, a Mãe de Deus nos recorda a essência da vida cristã, feita de conversão, de silêncio, de oração e de testemunho da caridade”.

De acordo com ele, as palavras dirigidas pela Virgem aos três pastorinhos – “Quereis vos oferecer a Deus?” – “são hoje dirigidas a cada um de nós”.

Dom Rino Fisichella recordou que há cem anos, no dia 13 de agosto, os pastorinhos Francisco, Jacinta e Lúcia, foram levados, presos e ameaçados pelo administrador de Ourém, Arturo de Oliveira Santos.

Fazendo um paralelo com o Evangelho do dia, no qual Jesus caminha sobre as águas e Pedro pede que possa ir até o Senhor, o Prelado indicou que “também aos três pastorinhos é pedido caminhar sobre as águas”. “A linda Senhora vestida de braço lhes pediu que tivessem confiança, que voltassem seis vezes à Cova da Iria, simplesmente para se encontrar com Ela”.

“Também muitas vezes nos é pedido para caminhar sobre as águas, nas incertezas da vida, nos momentos de dor e sofrimento”, disse, ao acrescentar que em diversas ocasiões, muitas “dúvidas tornam os nossos passos vacilantes como os de Pedro e parece que vamos afundar”.

“No entanto, agarram-nos as mãos de Cristo que torna a nos levantar e nos segura abraçados a Ele”, ressaltou.

“Quantas vezes vivemos a experiência do pecado, do afastamento de Deus e do seu amor, talvez até nos sintamos livres e contentes, mas uma ilusão dramática, afundamo-nos cada vez mais, longe de nós mesmos e incapazes de mantermos verdadeiras relações de amizade, de sinceridade, de amor”, acrescentou.

Entretanto, “Cristo nos agarra e, segurando-nos bem perto de si, não nos impede de sermos livres, na?o nos faz mal, mas da?-nos a possibilidade de descobrir a verdadeira liberdade e abre diante de no?s horizontes de paz e de alegria, ta?o desejados e nunca alcanc?ados, porque sem Ele na?o podemos fazer nada”.

Além disso, o Prelado convidou a manter a confiança na Virgem Maria. “Estamos diante do olhar materno da Mãe de Deus, para rezar de tal modo que Ela nos escute. É preciso fixarmos os nossos olhos em seu rosto e percebermos dentro de nós o quanto este olhar contém de ternura e de compaixão, diz que nos quer bem, que somos seus filhos, que devemos confiar nela”, expressou.

“Retornaremos, assim, às nossas casas levando conosco a certeza de que o que é importante não é o que Ela é para nós, mas sim o que nós somos para Ela, somos os seus filhos”, concluiu.

Por ACI Digital

]]>
47907