reforma da Igreja - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png reforma da Igreja - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Dom Renna sobre reforma de Francisco: sinodalidade e discernimento https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-renna-sobre-reforma-de-francisco-sinodalidade-e-discernimento/ Tue, 29 Aug 2017 08:24:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48175 “Sinodalidade e discernimento: essas são as palavras-chave do ministério episcopal na Igreja na reforma conduzida pelo Papa Francisco.” Foi o que afirmou o bispo de Cerignola-Ascoli Satriano, Dom Luigi Renna, no âmbito da Semana teológica do Meic (Movimento eclesial de cunho cultural), concluída na sexta-feira (25/08) no mosteiro de Camaldoli – região italiana da Toscana.

Pastor com cheiro das ovelhas e sorriso de pai

Participando da iniciativa dedicada ao tema “Forma e reforma da Igreja”, o prelado explicou que “a figura do bispo é fundamental no processo de reforma da Igreja traçado pelo Papa”. “A identidade episcopal é a que foi traçada num processo de fidelidade dinâmica do Concílio Vaticano II, mas o Papa Francisco a relançou com duas expressões: o pastor que tem o cheiro das ovelhas e que tem o sorriso de um pai.”

Para o bispo da região italiana da Puglia “essas imagens se traduzem num estilo que se caracteriza pela sinodalidade e pela proximidade às pessoas, mas também por instrumentos muito precisos de governo da diocese, em primeiro lugar, o discernimento, que é o método no centro da Amoris Laetitia”.

Discernimento e fidelidade ao kerigma

Segundo ele, isso “leva o bispo a não ser simplesmente um executor de documentos, mas aquele que, num estilo sinodal com o seu povo, escolhe aquilo que é prioritário no anúncio, mantendo juntos estilo do discernimento e fidelidade ao kerigma, que é fidelidade ao coração da missão da Igreja, a evangelização”.

Formação dos presbíteros: mais qualidade que quantidade

“Essas duas dinâmicas, a sinodalidde e o discernimento, incidem sobre toda a vida da Igreja. O Papa, com seus gestos diários e suas escolhas de governo, deu um lineamento particular ao episcopado indicando concretamente novos caminhos: por exemplo, sobre a formação dos presbíteros, convidando a fazer muito discernimento e a investir mais na qualidade do que nos números.”

Atenção particular aos pobres e à casa comum

Ademais, concluiu o bispo, “impulsionando rumo a uma relação de misericórdia e diálogo com o mundo contemporâneo, pedindo para se ter uma atenção particular aos pobres, e também uma grande atenção às dinâmicas econômicas que colocam em crise a resistência da casa comum. Tudo isso numa relação renovada e reforçada entre pastor e povo de Deus”.

Por Rádio Vaticano

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Todos os cristãos são responsáveis por reforma da Igreja, não só o Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/todos-os-cristaos-sao-responsaveis-por-reforma-da-igreja-nao-so-o-papa/ Tue, 22 Aug 2017 02:00:00 +0000 http://teste.toqueto.com/todos-os-cristaos-sao-responsaveis-por-reforma-da-igreja-nao-so-o-papa.html “A reforma da Igreja é uma escolha precisa, um processo explícito do qual são responsáveis não somente o Papa, mas todos os cristãos.” Essa é a mensagem do primeiro dia da Semana teológica do Meic (Movimento eclesial de cunho cultural), em andamento no mosteiro de Camaldoli – na região italiana da Toscana –, intitulada “Forma e reforma da Igreja. Ideias e propostas para caminhar junto com Francisco”.

“Vejo o risco de uma inflação do termo ‘reforma’ que pode levar a identificá-lo com um conteúdo por demais genérico”, advertiu o teólogo paduano e vice-presidente da Faculdade de Teologia do Triveneto, Pe. Riccardo Battocchio.

Reforma requer escolhas precisas da parte de todos

Para ele “este tempo, os novos processos culturais, a experiência cristã que se tornou uma entre tantas outras possíveis num mundo pluralista e fragmentário, nos pede que pensemos uma reforma que requer escolhas precisas da parte de todos aqueles que constituem a comunidade eclesial, cada um com seus papeis, tarefas e carismas”.

Por sua vez, a vice-presidente da Associação teológica italiana, Serena Noceti, enquadrou os elementos em torno dos quais se perfaz o processo de renovação eclesial.

“A reforma deve agir ao mesmo tempo em três níveis: o da autoconsciência coletiva; o das novas reformas relacionais, comunicativas e participativas; e o de uma transformação das estruturas do corpo eclesial.”

Chamado do Papa é apelo a todos à responsabilidade

Para a eclesiologista, docente da Faculdade teológica da Itália central, “a visão da Igreja como povo de Deus, apresentada na Lumen Gentium, nos pede uma nova tomada de consciência. O chamado do Papa Francisco à reforma da Igreja, a partir de seu pronunciamento no Congresso eclesial de Florença de 2015, é um apelo à responsabilidade para todos e para todas nós”.

Para Noceti “aquilo que o Papa nos pede é que acolhamos a visão eclesiológica e eclesial do Concílio Vaticano II: não se trata, por tanto, de uma novidade absoluta, mas o que é novo é o processo, o caminho de mudança que com Francisco começamos a desenvolver”.

Evangelização volte ao centro da nossa vida eclesial

“Houve uma reconstrução do imaginário simbólico do papado como primeiro elemento de referência e agora devemos viver um percurso de aprofundamento rumo a uma Igreja inclusiva, da misericórdia, na qual a evangelização volte ao centro da nossa vida eclesial”.

“O desafio é grande, a responsabilidade de todas e todos é igualmente relevante, cabe a nós refletir sobre como servir ao processo de reforma e ao mesmo tempo cabe a nós entrar numa dinâmica de conversão estrutural hoje mais do que nunca necessária”, concluiu.

Por Rádio Vaticano

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