reflexão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png reflexão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 É Natal https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/e-natal/ Mon, 25 Dec 2017 09:47:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50272 Natal é um acontecimento festivo, alegre, com troca de presentes e muitas luzes. Tudo isto para ressaltar o anúncio do anjo: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lucas 2,10-11). Todas as manifestações externas, por mais grandiosas e belas que sejam, ainda são insuficientes para celebrar o mistério do Natal, isto é, Deus veio habitar entre nós e o sinal é “um recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2,12).

Outra atitude fundamental para celebrar o Natal é o silêncio. Os textos bíblicos não falam de silêncio, mas fazem silêncio. A sobriedade e a brevidade dos relatos bíblicos impressionam. São breves dados e quase nada de falas, tudo reduzido a uma extrema simplicidade. Como dizemos com frequência: “não tem palavras para explicar”.

Pode-se caracterizar duas espécies fundamentais de silêncio: um que podemos chamar de ascético ou natural e o outro podemos chamar de sobrenatural. O silêncio ascético ou natural é realizado de muitas formas. Uma forma é a que busca o silêncio exterior em lugares e ambientes com menos ruídos, menos pessoas. Lugares privilegiados são aqueles que proporcionam o contato com a natureza. Também há o silêncio ascético interior que busca serenar o coração, a mente e o corpo. A espiritualidade da quietação do coração busca diminuir a influência da razão para dar lugar à oração. Encontramos esta busca em muitas religiões. O homem se impõe conscientemente o silêncio.

Vivemos imersos, as vinte quatro horas do dia, em barulhos e numa vida desenfreada. O período que antecede o Natal, também por coincidir com o final do ano, acelera ainda mais o ritmo. Toda esta agitação pode desviar o foco e impedir de viver o essencial. Desafiador é tomar a atitude de fazer silêncio. Romper com a lógica e a onda da maioria e aquietar-se. Fazer silêncio para provocar um encontro com Deus e com as pessoas.

A outra modalidade de silêncio é que podemos chamar de sobrenatural. Ela é provocada pelo contato com Deus. Um silêncio originado da manifestação ou da teofania de Deus. Aqui a iniciativa é de Deus e não do homem. O primeiro silêncio é do homem que quer conquistar Deus; o segundo é do homem que foi conquistado por Deus. A presença Dele faz calar o homem. Um silêncio marcado pelo assombro, adoração, alegria, e às vezes, até de temor.

No Natal fazemos silêncio sobrenatural diante misteriosa maneira escolhida por Deus para chegar a nós rompendo toda lógica humana. A grandeza de Deus é manifestada na fragilidade de uma criança, num presépio, num lugar singelo. Deus se revela sob o seu contrário. Escondendo a grandeza na pequenez, a força na fraqueza, a majestade na humildade. O homem moderno se lamenta com frequência do silêncio de Deus, mas não se dá conta de que Deus cala exatamente por que ele fala, porque não é suficientemente humilde para escutá-lo. Deus fala ao homem também com o seu silêncio; com isso o reconduz à verdade.

Acolhamos este grito que se eleva do Natal: Deus se despojou da sua tremenda majestade; não apavora mais, não quer apavorar; agora é Emanuel – Deus-conosco. Cale-se toda a terra, ajoelhe-se e O adore.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo

]]>
50272
Por que ir à missa aos domingos? O Papa responde https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/por-que-ir-a-missa-aos-domingos-o-papa-responde/ Wed, 13 Dec 2017 13:24:31 +0000 http://teste.toqueto.com/por-que-ir-a-missa-aos-domingos-o-papa-responde.html Quarta-feira, dia de audiência geral na Sala Paulo VI. Cerca de 7 mil pessoas participaram do encontro semanal com o Papa. Retomando o caminho de reflexões sobre a Missa, Francisco questionou hoje: ‘Por que ir à missa aos domingos?’

Foi no primeiro dia que Ele ressuscitou

Desde os primeiros tempos, os discípulos de Jesus celebravam o encontro eucarístico com o Senhor no dia que os judeus chamavam ‘o primeiro da semana’ e os romanos ‘o dia do sol’.

Depois da Páscoa, os discípulos de Jesus acostumaram-se a esperar a visita do seu divino Mestre no primeiro dia da semana; foi nesse dia que Ele ressuscitou e veio encontrar-Se com eles no Cenáculo, falando e comendo com eles e dando-lhes o Espírito Santo. Este encontro se repetiria oito dias depois, já com a presença de Tomé.

Domingo, dia do Senhor: é Ele que nos encontra

E assim, aos poucos, o primeiro dia da semana passou a ser chamado pelos cristãos ‘o dia do Senhor’, ou seja, o domingo.

“A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja: nós vamos à missa para encontramos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por ele”, disse o Papa, explicando:

É a missa que faz cristão o domingo

“Ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e assim, nos tornarmos Igreja, o seu corpo místico vivo hoje no mundo. Por isso, o domingo é  para nós um dia santo: santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor para nós e entre nós. É a Missa que faz cristão o domingo”.

Entretanto, recordou o Papa:

“Infelizmente há comunidades cristãs que não podem ter Missa todos os domingos; mas também elas são chamadas a recolher-se em oração, nesse dia, ouvindo a Palavra de Deus e mantendo vivo o desejo da Eucaristia”.

“Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia a dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro. O encontro dominical com Jesus dá-nos a força de que necessitamos para viver com coragem e esperança os nossos dias”.

A conclusão

Concluindo, por que ir à missa aos domingos?

“Não é suficiente responder que isto é um preceito da Igreja. Nós cristãos precisamos participar da missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e sermos testemunhas críveis”.

Mais ainda, a comunhão eucarística com Jesus ressuscitado antecipa aquele domingo sem ocaso em que toda a humanidade entrará no repouso de Deus.

Por Rádio Vaticano

]]>
50016
Advento de conexões https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/advento-de-conexoes/ Wed, 13 Dec 2017 08:03:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50009 As preciosas quatro semanas que precedem a celebração do Natal, o Advento, têm na força da Palavra de Deus um convite a cada ser humano para se renovar. No Advento, ecoa forte a voz do profeta Isaías, que apresenta esse convite a partir de metáforas interpelantes. Conforme anuncia o profeta, o povo, ao afastar-se da luz de Deus-Pai, torna-se “pano sujo”, “folha seca”. Com isso, a humanidade sofre, convive com retrocessos e prejuízos. Assim, o Advento é uma “oportunidade de ouro” concedida por Deus para que a humanidade reflita sobre suas desconexões.

Na perspectiva espiritual, essas desconexões são os pecados. Já no que se refere ao exercício da cidadania, relacionam-se com as incivilidades, desrespeito ao bem comum, à verdade e à justiça social. Invariavelmente, quando o ser humano se desconecta da luz de Deus, perde a paz.  Para recuperá-la, cada pessoa deve engajar-se nas dinâmicas que façam nascer uma nova consciência moral, com incidência sobre a conduta individual, no poder público, nas instituições, nas famílias.

O Advento é oportunidade para se conectar novamente com a luz de Deus, inspirando cada pessoa a reconhecer que não basta buscar somente os “lugares confortáveis”, obter títulos, benesses e ganhos financeiros. O egoísmo incapacita as pessoas para estabelecerem conexões e as mantêm aprisionadas na faixa que gera desconexões. Essa inércia alimenta a corrupção, os desmandos, a indiferença, a mesquinhez, comprometendo a vida cidadã. O tratamento terapêutico e penitencial da atual condição humana, que compromete a paz, pede a reconfiguração das instituições e suas dinâmicas. Requer também investimentos na qualificação de processos socioculturais, educativos e da comunicação. É preciso, sobretudo, reconhecer a sacralidade das famílias. Para isso, cada pessoa precisa confrontar a própria consciência e se abrir ao Advento de conexões.

Urge, pois, uma reconfiguração nas mentalidades para alcançar as grandes mudanças que a sociedade demanda. Essas transformações significativas, quando ocorrem, são muito lentas, exatamente pela dificuldade individual em produzir e gerenciar as conexões imprescindíveis ao adequado exercício da cidadania. Desse modo, é indispensável sair da comodidade buscar a renovação pessoal necessária para assumir a responsabilidade na tarefa de transformar o mundo.

As desconexões que produzem “cegueira” diante dos graves problemas sociais geram situações que enfraquecem as instituições. Sabe-se amplamente da existência de processos e procedimentos que comprometem a saúde financeira, a lisura moral, o cumprimento de metas. Mais preocupante ainda é o vício de indivíduos em buscar apenas ganhos pessoais, em seguir as leis do carreirismo, querendo alcançar posições hierárquicas mais elevadas, a qualquer custo. Há ainda um desajuste na gestão das instituições. Por preferir não lidar com os que já se consolidaram em suas comodidades, esse tipo de gestão condena a instituição a transitar entre a mediocridade e a conivência. Essa incompetência humana para relacionar-se com o próximo e com a própria realidade é claro sinal da desconexão com Deus.

É lamentável quando um indivíduo tem sólida formação intelectual e técnica, mas mantém uma condição afetivo-espiritual acanhada. Inevitavelmente, essa pessoa produzirá desconexões em série. Ao contrário, as várias áreas do conhecimento – a exemplo da neurociência e dos estudos da psicogenética – devem servir para apontar caminhos que possam ajudar no processo de renovação pessoal, tão necessário para evitar que a sociedade seja marcada pela delinquência e mediocridade.

O cérebro humano tem um número de conexões sinápticas que, em quantidade, se assemelham às dimensões de uma galáxia. Cada pessoa guarda no coração sentimentos que definem modos de agir e de perceber o mundo.  Todos precisam reconhecer o próprio potencial para despertar e engajar-se em novos processos de qualificação humana e espiritual.  Se cada cidadão não abrir seus próprios olhos para as muitas desconexões, a humanidade ficará ainda mais semelhante a um “pano sujo” ou “folha seca”, bem diferente do plano de Deus. A mudança começa pelo humilde compromisso de bater no próprio peito, assumir responsabilidades, e exercitar a difícil tarefa de se observar.

Para ajudar cada pessoa a reconhecer-se como importante na transformação do mundo, a respeitar e a amar o seu semelhante, resgatando a dignidade humana, é que o Filho de Deus vem, nasce e entra na história, com o paradigma de sua encarnação: um broto de esperança para o mundo, Advento de conexões.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG)

]]>
50009
Dia de Finados: amor e gratidão pelos falecidos e fé em Cristo Ressuscitado https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-de-finados-amor-e-gratidao-pelos-falecidos-e-fe-em-cristo-ressuscitado/ Wed, 01 Nov 2017 16:26:35 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-de-finados-amor-e-gratidao-pelos-falecidos-e-fe-em-cristo-ressuscitado.html A Igreja celebra nesta quinta-feira, dia 2 de novembro, a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, chamada popularmente pelo nome dado civilmente ao feriado: Dia de Finados. Neste dia, nas Igrejas e nos cemitérios, “manifestamos o amor e a gratidão pelos falecidos e, de modo especial, expressamos a fé em Cristo Ressuscitado, a fé na ressurreição dos mortos e na vida eterna”, conta o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Sergio da Rocha.

A Comemoração dos Fiéis Defuntos é ocasião para dedicar orações pelos amigos e familiares falecidos, um gesto que, para dom Sergio não se reduz ao sinal de amor e gratidão: “É acima de tudo, um gesto de fé e esperança”.

Para o cardeal, o Dia de Finados também é ocasião para refletir “sobre o modo como estamos caminhando neste mundo rumo à morada eterna que o Senhor preparou para nós”. “É importante dar passos de conversão sincera rumo à vida eterna”, sublinha.

Tradição

A tradição da Igreja de honrar a memória dos defuntos remete aos primeiros tempos do cristianismo, quando eram oferecidos sufrágios em seu favor. Dom Sergio recorda que o Catecismo ensina este costume e ressalta que de modo especial era oferecido o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, os falecidos possam chegar à visão beatífica de Deus, recordando o exemplo de Judas Macabeu, que “mandou oferecer sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado”, pois “é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados”.

Visitas aos cemitérios

Em todo o Brasil, os cemitérios se preparam para receber milhares de pessoas que farão visitas aos seus entes queridos. Celebrações eucarísticas durante todo o dia estão programadas. Esta prática é sublinhada por dom Sergio lembrando o parágrafo 2300 do Catecismo: “Os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e esperança da ressurreição. O enterro dos mortos é uma obra de misericórdia corporal (Tb 1,16-18) que honra os filhos de Deus, templos do Espírito Santo”.

Liturgia

Também a tradição dos fiéis influenciou a definição do rito das exéquias, do qual podem ser usadas as leituras para a comemoração votiva dos fiéis defuntos. O bispo de Cornélio Procópio (PR) e membro da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos da CNBB, dom Manoel João Francisco, escreveu em um subsídio que até o século VII as exéquias cristãs caracterizavam por um forte caráter pascal, mas que do século VIII até o XV predominou-se uma visão trágica da morte. “Perdeu-se a certeza da salvação e a Eucaristia, de celebração da passagem com Cristo e por Cristo da morte para a vida, passou a ser sacrifício propiciatório pelos defuntos”, explicou.

Tal realidade fez com que Paulo V, em 1614, e Paulo VI, em 1969, tentassem recuperar o caráter pascal da morte cristã, o que foi alcançado no período do Concílio Vaticano II. “O novo ritual apresenta Cristo como vencedor da morte e fonte da ressurreição ou associa a morte do cristão ao mistério pascal de Cristo. A índole pascal da morte cristã aparece também de forma muito explícita nas leituras bíblicas e salmos propostos pelo novo ritual bem como nos textos das missas dos funerais”, salienta dom Manoel.

Na escolha dos textos litúrgicos para a celebração, procura-se harmonizar a temática da esperança cristã, da ressurreição, a partir do que está no parágrafo 72 do Elenco das Leituras da Missa, orienta a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB. O lecionário dominical e festivo propõe três esquemas de leituras escolhidas entre todas as elencadas para as missas dos defuntos.

“A Palavra de Deus vem iluminar e trazer esperança para todos diante da morte. O Evangelho nos assegura que a vontade do Pai, cumprida plenamente por Jesus, é que ninguém se perca, mas que alcance a ressurreição”, reflete dom Sergio da Rocha.

Ele continua sua exposição a partir de um dos esquemas litúrgicos encontrados no lecionário: “Assim declara Jesus: ‘esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia’ (Jo 6,37-40). A esperança de vencer a morte e ver a Deus já animava Jó, no meio dos sofrimentos (Jó 19,23-27). E São Paulo nos assegura que ‘a esperança não decepciona, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado’ (Rm 5,5)”.

Por CNBB

]]>
49323
Palavras do Papa sobre a festa litúrgica do domingo: Santíssima Trindade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/palavras-do-papa-sobre-a-festa-liturgica-do-domingo-santissima-trindade/ Fri, 09 Jun 2017 16:38:11 +0000 http://teste.toqueto.com/palavras-do-papa-sobre-a-festa-liturgica-do-domingo-santissima-trindade.html Antes da Oração do Angelus, no domingo da Festa da Santíssima Trindade do ano passado, o Papa Francisco lembrou: “Hoje, festa da Santíssima Trindade, o Evangelho de são João apresenta-nos um trecho do longo discurso de despedida, pronunciado por Jesus pouco antes da sua paixão. Neste discurso Ele explica aos discípulos as verdades mais profundas que lhe dizem respeito; deste modo é traçada a relação entre Jesus, o Pai e o Espírito. Jesus sabe que está próximo da realização do desígnio do Pai, que se cumprirá com a sua morte e ressurreição; por isso deseja garantir aos seus que não os abandonará, porque a sua missão será dilatada pelo Espírito Santo. Haverá o Espírito que prolongará a missão de Jesus, ou seja, que guiará a Igreja”.

Papa Francisco afirmou ainda que a solenidade litúrgica que se celebra neste domingo, 11 de junho, nos leva a refletir que “o mistério da Trindade nos fala hoje novamente da nossa relação com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Com efeito, mediante o Batismo, o Espírito Santo inseriu-nos no coração e na própria vida de Deus, que é comunhão de amor. Deus é uma ‘família’ de três Pessoas que se amam tanto a ponto de formar uma só. Esta ‘família divina’ não está fechada em si mesma, mas está aberta, comunica-se na criação e na história e entrou no mundo dos homens para chamar todos a fazer parte dele. O horizonte trinitário de comunhão envolve-nos todos e estimula-nos a viver no amor e na partilha fraterna, na certeza de que onde há amor, há Deus”.

“O nosso ser criados à imagem e semelhança de Deus-comunhão”, esclarece o Papa, “chama-nos a compreender a nós mesmos como seres-em-relação e a viver as relações interpessoais na solidariedade e no amor recíproco. Tais relações realizam-se, antes de tudo, no âmbito das nossas comunidades eclesiais, para que seja cada vez mais evidente a imagem da nossa Igreja ícone da Trindade. Mas realizam-se em qualquer outra relação social, da família às amizades e ao ambiente de trabalho: trata-se de ocasiões concretas que nos são oferecidas para construir relações cada vez mais ricas humanamente, capazes de respeito recíproco e de amor abnegado”.

Papa Francisco concluiu sua referência à Festa da Santíssima Trindade da seguinte maneira: “A festa da Santíssima Trindade convida-nos a comprometer-nos nos acontecimentos diários para ser fermento de comunhão, de consolação e de misericórdia. Nesta missão, somos amparados pela força que o Espírito Santo nos concede: ela cura a carne da humanidade ferida pela injustiça, pela vexação, pelo ódio e pela avidez. A Virgem Maria, na sua humildade, aceitou a vontade do Pai e concebeu o Filho por obra do Espírito Santo. Que Ela, espelho da Trindade, nos ajude a fortalecer a nossa fé no Mistério trinitário e a encarná-la com opções e atitudes de amor e de unidade”.

Por CNBB

]]>
46737
Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB reflete sobre Pentecostes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes/ Fri, 02 Jun 2017 16:11:12 +0000 http://teste.toqueto.com/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes.html O Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua coluna “Voz do Pastor” faz reflexão sobre a Festa de Pentecostes. Para ele, ”com esta solenidade, concluímos o Tempo Pascal, suplicando a presença do Espírito Santo em nossa vida e na vida da Igreja”.

O Tempo Pascal do qual fala o arcebispo é um dos seis – sendo que o Tempo Comum está dividido em duas partes –  grandes períodos que compõem o Ano Litúrgico. Segundo o professor de Liturgia, Adolf Adan, por meio do Ano Litúrgico, que não coincide com o ano civil, “o povo cristão revive anualmente todo o Mistério da Salvação centrado na Pessoa de Jesus, o Messias”. Ele começa e termina quatro semanas antes do Natal, cumprindo sempre três ciclos no quais um dos três evangelhos chamados de “sinóticos”, isto é, Mateus, Marcos e Lucas, tem predominância nas leituras feitas nas comunidades. No primeiro ciclo, ou Ano A, predomina a leitura do Evangelho de São Mateus; no Ano B, o Evangelho de São Marcos e no Ano C, o Evangelho de São Lucas.

No texto sobre a Festa de Pentecostes, dom Sérgio também lembra que a solenidade também é ocasião para se encerrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebrada em todo o Brasil, cujo tema, neste ano, foi “Reconciliação: É o amor de Cristo que nos move”. Segundo dom Francisco Biasin, presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da CNBB, essa iniciativa de uma semana dedicada à oração pela unidade daqueles que acreditam em Cristo se deve ao fato de que “a oração é a característica marcante do ‘ecumenismo espiritual’, pois a unidade não é uma conquista nossa, mas um dom de Deus dado à sua Igreja”.

Dom Sérgio lembra às comunidades de Brasília que leem sua coluna no folheto litúrgico “povo de Deus”, distribuído, semanalmente para todas paróquias da arquidiocese de Brasília: “nós cremos no Espírito Santo ‘que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado’, conforme rezamos no ‘Creio’ (Credo Niceno-Constantinopolitano). Nós cremos no Espírito da Verdade, o Defensor, o Consolador (Jo 14,26), que nos ilumina e fortalece na vivência e no testemunho da Palavra de Jesus. Por isso, confiantes, suplicamos a sua presença, nesta solenidade, e a cada dia”.

O Cardeal ainda considera o conjunto das leituras do domingo de Pentecostes quando reforça: “a Liturgia da Palavra nos fala da ação do Espírito Santo. Os Atos dos Apóstolos mostra o Espírito iluminando e animando os discípulos na missão, unindo os que falavam línguas diferentes e fazendo-os compreender a pregação dos Apóstolos, ‘pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua’ (At 2,8). A unidade das diferentes línguas, dom do Espírito, se contrapõe à divisão ocorrida em Babel.  São Paulo também se refere à ação do Espírito, que se manifesta na diversidade de dons e ministérios, ‘em vista do bem comum’ (1Cor 12, 5-6), motivando os cristãos a viverem unidos”.

Sobre o evangelho proclamado no dia, dom Sergio diz: “O Evangelho segundo João, ao relacionar o dom do Espírito ao Senhor Ressuscitado, destaca o perdão e a paz, assim como o envio missionário. ‘Como o Pai me enviou, também eu vos envio’ (Jo 20,21), afirma Jesus. O Espírito do perdão e da paz nos une para que possamos cumprir a missão de testemunhar o Evangelho. Hoje, ainda mais, o testemunho da unidade torna-se necessário para que o mundo creia”.

No final do texto, o cardeal lembrou o aniversário de outro cardeal brasileiro, o arcebispo emérito de Brasília: “unidos como Igreja, em Brasília, vamos celebrar com alegria, gratidão e louvor a Deus, o Jubileu de Ouro Episcopal do Cardeal Dom Falcão, dia 10 de junho, às 10:00 h, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida”.

Por CNBB

]]>
46598
Reflexão para a Sexta-feira Santa: Paixão e Morte do Senhor https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/reflexao-para-a-sexta-feira-santa-paixao-e-morte-do-senhor/ Fri, 14 Apr 2017 13:32:33 +0000 http://teste.toqueto.com/reflexao-para-a-sexta-feira-santa-paixao-e-morte-do-senhor.html “Rezar a Paixão do Senhor é segui-lo no seu esvaziamento por amor do mundo, dos homens.

O Senhor está sozinho em sua luta pela salvação do mundo. Ele dará o sim ao Pai, um sim total e definitivo em nome de toda a Humanidade.

Após a Ceia, o Senhor se retira para rezar com seus discípulos, mas eles dormem. Jesus sente a solidão. É difícil ficar só. Ele volta três vezes ao grupo, mas eles dormem. Diante do Senhor o universo do pecado, do desconhecimento do amor divino, do menosprezo do carinho de Deus.

Jesus sente o peso dos pecados de todos os homens. Sente o peso da natureza humana em ruptura com o Pai, submetida ao “Príncipe das Trevas”.

É a hora da opção, da escolha definitiva. Ele sendo o “SIM” do Pai deve ratificar sua missão.

Até em sua carne repercute o drama de sua escolha a ponto de suar sangue. 

“Minha alma está triste até a morte”. Jesus é tentado a largar tudo, a renunciar. Ele diz: “Pai, afasta de mim este cálice”!

Contudo esse grito de dor, já é demonstração de confiança e também já é uma aceitação.

Pai, não o que eu quero, mas o que Tu queres!

E nós, como vivemos os momentos duros de paixão, de solidão? Sejamos humildes como Jesus foi humilde…

Ele, o filho de Deus pede e aceita o reconforto do Anjo… Sinal do amor do Pai.

Não nos espantemos de oscilar daqui, dali e de repetir sempre as mesmas palavras…

Jesus vai  e vem, busca apoio e a ele renuncia.

Diz sempre as mesmas palavras… O Amor sem palavras…..

Apesar de sua agonia, Jesus pensa nos outros, em seus Apóstolos: Rezai para não entrardes em tentação”.

Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Sexta-feira Santa, via Rádio Vaticano

]]>
45485
Jesus está presente em todos que sofrem, diz Papa no Domingo de Ramos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/jesus-esta-presente-em-todos-que-sofrem-diz-papa-no-domingo-de-ramos/ Mon, 10 Apr 2017 08:03:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45371 O Papa Francisco presidiu neste domingo, 9, a Missa de Ramos, que dá início à Semana Santa. A celebração foi realizada na Praça São Pedro e contou com a participação de cerca de 40 mil fiéis e peregrinos.

“Esta celebração tem, por assim dizer, duplo sabor: doce e amargo. É jubilosa e dolorosa, pois nela celebramos o Senhor que entra em Jerusalém, aclamado pelos seus discípulos como rei; ao mesmo tempo, porém, proclama-se solenemente a narração evangélica de sua Paixão. Por isso, o nosso coração experimenta o contraste pungente e prova, embora numa medida mínima, aquilo que deve ter sentido Jesus em seu coração naquele dia, quando rejubilou com os seus amigos e chorou sobre Jerusalém”, disse o Pontífice.

O Santo Padre lembrou ainda que há 32 anos a dimensão jubilosa deste domingo tem sido enriquecida com a festa dos jovens: a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que este ano acontece em âmbito diocesano. E destacou o momento emocionante que acontece no final da celebração, com a entrega da cruz da JMJ ao novo país que sediará o evento mundial em 2019. “Um momento sempre emocionante, de horizontes abertos, com a passagem da Cruz dos jovens de Cracóvia para os do Panamá”.

Reflexão sobre a liturgia do dia

Francisco explica que o Evangelho, proclamado antes da procissão (cf. Mt 21,1-11), apresenta Jesus que desce do Monte das Oliveiras montado num jumentinho, sobre o qual ainda ninguém se sentara. “Evidencia o entusiasmo dos discípulos, que acompanham o Mestre com aclamações festivas; e pode-se, provavelmente, imaginar que isso contagiou os adolescentes e os jovens da cidade, que se juntaram ao cortejo com os seus gritos. O próprio Jesus reconhece neste jubiloso acolhimento uma força irreprimível querida por Deus, respondendo assim aos fariseus escandalizados: ‘Eu vos digo, se eles se calarem, as pedras gritarão’”.

Entretanto, destaca o Santo Padre, este Jesus, cuja entrada na Cidade Santa estava prevista nas Escrituras, não é um iludido que apregoa ilusões, um profeta “new age”, um vendedor de fumaça. “Longe disso! É um Messias bem definido, com a fisionomia concreta do servo, o servo de Deus e do homem que caminha para a paixão; é o grande Padecente da dor humana”.

“Assim, enquanto festejamos o nosso Rei, pensemos nos sofrimentos que Ele deverá padecer nesta Semana. Pensemos nas calúnias, nos ultrajes, nas ciladas, nas traições, no abandono, no julgamento iníquo, nas pancadas, na flagelação, na coroa de espinhos… e, por fim, no caminho da cruz até à crucificação.”

Francisco lembra que Jesus havia dito claramente aos seus discípulos: “Se alguém quer vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. “Ele Nunca prometeu honras nem sucessos. Os Evangelhos são claros. Sempre avisou os seus amigos de que a sua estrada era aquela: a vitória final passaria através da paixão e da cruz. E, para nós, vale o mesmo. Para seguir fielmente a Jesus, peçamos a graça de o fazer não por palavras mas com as obras, e ter a paciência de suportar a nossa cruz: não a recusar nem jogar fora, mas, com os olhos fixos n’Ele, aceitá-la e carregá-la a cada dia.”

“Este Jesus, que aceita ser aclamado, mesmo sabendo que O espera o «crucifica-o!», não nos pede para O contemplarmos apenas nos quadros, nas fotografias, ou nos vídeos que circulam na rede. Não. Está presente em muitos dos nossos irmãos e irmãs que hoje, sim hoje, padecem tribulações como Ele: sofrem com o trabalho de escravos, sofrem com os dramas familiares, as doenças… Sofrem por causa das guerras e do terrorismo, por causa dos interesses que se movem por trás das armas que não cessam de matar. Homens e mulheres enganados, violados na sua dignidade, descartados…. Jesus está neles, em cada um deles, e com aquele rosto desfigurado, com aquela voz rouca, pede para ser enxergado, reconhecido, amado.”

Por fim, o Papa destacou que não há outro Jesus. Ele é o mesmo que entrou em Jerusalém por entre o acenar de ramos de palmeira e oliveira. É o mesmo que foi pregado na cruz e morreu entre dois ladrões. “Não temos outro Senhor para além d’Ele: Jesus, humilde Rei de justiça, misericórdia e paz.”

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
45371
Bispos refletem sobre pentecostalismo e neopentecostalismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bispos-refletem-sobre-pentecostalismo-e-neopentecostalismo/ Thu, 16 Feb 2017 10:42:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44492 Os membros do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB, reunidos em Brasília, nesta quarta-feira, 15 de fevereiro, realizam reflexão sobre o pentecostalismo e neopentecostalismo no Brasil. Os bispos seguem estudo iniciado na tarde da terça-feira, 14 de fevereiro. Dom Francisco Biasin, presidente da Comissão do Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, apresentou texto propositivo a respeito do tema, preparado pela Comissão que ele preside, e destacou algumas questões pastorais que precisariam ser consideradas pela Igreja em todo o Brasil.

É preciso “agilizar nossa solicitude social”, propõe o texto apresentado. “Frequentemente, a razão pela qual alguém deixa a Igreja Católica tem cunho materialista; uma promessa de ajuda material que praticamente compra, adquire a pessoa; deixando-a depois como que traída e desiludida”. Há um reconhecimento, no texto, de que os grupos pentecostais se infiltram nas comunidades justamente nas ocasiões de sofrimento, de um acidente, de uma carência extraordinária e assim por diante. “Daí, que a questão é: Por que eles se dão conta da situação, se fazem presentes… e nós não?”. Dom Biasin lembrou ocasião em que, ao falar aos bispos de Ghana, África, durante a sua visita ad limina a Roma em 1993, São João Paulo II observou que “por vezes o atrativo destes movimentos se baseia sobre seu aparente sucesso em responder às necessidades espirituais das pessoas – a carência de seus corações por algo de mais profundo, pela cura, pela consolação e proximidade com o transcendente”.

Um segundo ponto destacado no texto pede para “Fomentar pequenas comunidades e formar liderança leiga”.  E registra a seguinte constatação: “temos paróquias tão grandes, em geral, que nossos fiéis não se sentem em casa, mas sim deixados de lado e abandonados; enquanto que se sentem em casa – aceitos, estimados e acolhidos – nas pequenas comunidades dos grupos pentecostais”. O texto propõe como uma possível resposta por parte da Igreja Católica incrementar o clima de família nas paróquias através de pequenas comunidades, grupos de oração, grupos juvenis e outros, investindo decididamente na formação de leigos que possam guiar tais grupos.

No texto apresentado por dom Biasin, um terceiro ponto de reflexão está em “Investir na catequese e na formação bíblica”. Essa necessidade aparece pelo fato de que grande parte das pessoas que se deixam influenciar provém de áreas rurais, são católicos ingênuos ou pessoas das periferias pobres das cidades, desprovidas de um suficiente aprofundamento na sua fé. “Devemos encontrar novas respostas a esta situação, através de maiores esforços catequéticos, preparando as pessoas ao melhor conhecimento da fé e a responder com segurança às propagandas e acusações contra a Igreja. É necessária uma melhor formação religiosa dos fiéis. Isto requer catequistas bem formados, que possam atuar como multiplicadores na educação da fé”, sublinha.

“Cultivar a espiritualidade e discernir a dimensão carismática da Igreja”, recomenda o texto. “Os pentecostais buscam uma experiência espiritual; desejam experimentar o Espírito Santo e o poder de Deus de modo imediato, aqui e agora. Neste sentido, constata-se um forte componente emocional. Em função disto, referem-se continuamente às Escrituras, apelando sobretudo às passagens do Novo Testamento que tratam dos carismas. Em contrapartida, as nossas liturgias e a nossa doutrina parecem muito secas, abstratas e intelectualizadas, como se fossem distantes da experiência humana”. Uma ressalva está colocada de forma clara no texto: “É verdade, que muitas das ditas ´experiências do Espírito Santo´ são ambíguas e necessitam do discernimento dos espíritos. Por outro lado, a Igreja católica redescobriu sua legítima preocupação sobre as manifestações do Espírito Santo: o Concílio Vaticano II reafirmou o aspecto pneumatológico-carismático da Igreja e introduziu uma renovação da dimensão carismática da Igreja”.

Por fim, dom Biasin ressaltou que “o movimento pentecostal abriu espaço dentro da Igreja Católica” e uma consequência prática desta redescoberta tem sido o movimento carismático, através do qual. “Em certo sentido, se poderia falar até mesmo de uma ´pentecostalização´ da Igreja Católica”, destaca. E finaliza: “Disto decorrem numerosas consequências eclesiológicas, que incluem as relações entre o sacerdócio universal de todos os batizados e o sacerdócio hierárquico; entre o primado e as estruturas sinodais-colegiais da Igreja; entre os bispos, os diáconos e os presbíteros; entre os pastores e o inteiro Povo de Deus. O enfoque pneumatológico ajuda a resolver tais questões de um modo mais dinâmico e menos estático. Em outros termos: creio que há uma maneira de tomarmos em consideração algumas reivindicações legítimas do pentecostalismo na Igreja. A partir daí, conceber o diálogo católico-pentecostal como partilha de dons será algo possível e útil para o futuro da Igreja”.

Os bispos tiveram oportunidade para dar sugestões e levantar questionamentos sobre o texto apresentado. “Não estamos refletindo isso para chegar à conclusão”, mas para avançar na reflexão sobre o tema, concluiu dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB.

O segundo dia do encontro teve início com a Santa Missa presidida pelo arcebispo de Salvador, (BA) e vice presidente da CNBB, dom Murilo Krieger e concelebrada pelo arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha e pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

Por CNBB

]]>
44492
Foro privilegiado é tema de reflexão do Conselho de Pastoral da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/foro-privilegiado-e-tema-de-reflexao-do-conselho-de-pastoral-da-cnbb/ Thu, 16 Feb 2017 09:11:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44488 O advogado Marcelo Lavenère, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB, foi convidado pelos bispos para falar ao plenário do Consep para colaborar com a reflexão a respeito da prerrogativa do foro privilegiado.

“Estamos diante de um assunto polêmico”, disse o advogado. E frisou que a tendência geral é aquela de considerar que todos, na sociedade, devem ser tratados de forma igual. Isso significa que também é tendência moderna cortar privilégios entre os quais se encontra o foro privilegiado. E se houver, por alguma razão, a necessidade desse instituto, “que seja para um número mínimo de pessoas”, considerou Lavenère.

“Uma democracia sem justiça, não é uma democracia”, afirmou. No Brasil, mais de 20 mil pessoas têm prerrogativa de foro privilegiado no Brasil. “Não é necessário extinguir o foro privilegiado, mas reduzi-lo”, repetiu.

“A CNBB não tem posição oficial sobre esse tema”, disse dom Leonardo Steiner, secretário-geral da Conferência, ao esclarecer que a reflexão desta manhã se tratou do início de um estudo e, de acordo com o avanço do debate, os bispos reapresentarão a temática para a reflexão do Conselho Permanente da CNBB.

Por CNBB

]]>
44488